quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Argel é chamado pelo Criciúma pra fazer o que sabe

Esse namoro demorou pra virar casamento. Após anúncio, ruído de comunicação, desmentido, proposta de reconciliação e o anúncio oficial, foi um tempo. Enquanto isso, o Criciúma seguia com técnico interino em busca de dias melhores. Cada vez mais pressionada, a diretoria traz Argel Fucks com a missão de fazer o que o treinador sabe fazer bem (e odeia que falem sobre isso): apagar incêndio.

E além de agir como bombeiro, cria uma fina cortina de fumaça para dar um tempo de alívio ao presidente Jaime Dal Farra, que enfrenta ferozes discursos pedindo a sua saída. Para isso, gastou uma boa grana para trazer o técnico. Muitos torcedores queriam. Talvez, o método "Vamo lá, porra!" dele sirva para mexer um elenco que claramente tem carências. Mas talvez o chacoalhão sirva para, pelo menos, deixar o Tigre longe da zona de rebaixamento no Estadual. Sem chances de título estadual e humilhantemente eliminado em casa para o Cianorte na Copa do Brasil, a sua missão é conquistar pontos suficientes para não cair e focar na Série B, que começa em abril.

Argel é assim. Tem quem gosta dele, tem quem não gosta. Suas coletivas são cheias de frase de efeito. Tem torcedor que ama isso. Eu não contrataria para o meu time, mas admito que, em um mercado limitado a essa altura do campeonato e com o time jogando mal, a saída encontrada pelo Criciúma não é errada. Apesar de investir em um técnico mais caro e perder poder para contratações, um rebaixamento pode ser muito pior.

E que venham as impagáveis coletivas.




terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

A Caça aos Corneteiros

A notícia é, no mínimo surreal. O Joinville vai colocar uma pessoa para filmar as arquibancadas nos jogos do clube para identificar os torcedores mais exaltados (os corneteiros de primeira linha) para identificá-los e convidá-los para uma reunião com o Departamento de Futebol, a fim de esclarecer o que todo mundo já sabe, das dificuldades diante do baixo orçamento do clube.

Sou bem pé no chão quanto à campanha do JEC no Estadual: sem grande expectativa, o objetivo principal do time é a Série C que começa em abril. Há troca de diretoria e a necessidade de engordar o caixa. Além do mais, a montagem do time e os resultados mostram que o tricolor não tem condição de ser campeão estadual. Mas se a prioridade é o Brasileirão, basta não cair que tá tudo certo.

Mas a ideia de monitorar torcedor, não por causa de violência ou desordem, mas para ver quem critica o clube (e paga ingresso ou mensalidade para isso, dentro do seu espaço) é de uma infelicidade tremenda. Aliás, a semana foi de descontrole, com o técnico Rogério Zimmermann se estressando com torcedor e o meio-campo Michel Schmoller, que não começou ontem no futebol, dizer que torcedor não entende de futebol. Pelo amor, vocês são profissionais e sabem como a coisa funciona! O que melhora no ambiente em provocar um torcedor já ferido com temporadas de más notícias? Isso só aumenta a cobrança sobre um time que, mesmo com orçamento limitado, precisa reconhecer que errou nas escolhas, como Evaldo e Dick, só pra citar dois jogadores.

Espero que voltem atrás dessa ideia infeliz. Que já tem repercussão altamente negativa na cidade.


segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

E vem aí o Catarinense pela Internet. Desafio maior é ser rentável

O teste aconteceu no domingo e a iniciativa começa pra valer no dia 4. A Associação de Clubes resolveu transmitir o campeonato em formato pay-per-view com preço bem convidativo.

Não é inédito, mas é ousado. Tenta implantar acesso pago para jogos do Catarinense. Outros estaduais tem transmissões, porém gratuitas e abertas ao mundo.

Não assisti os jogos, mas pelo que pude acompanhar, o produto é bem entregue. Já tive o prazer de trabalhar com a produtora responsável, a Primer, em transmissões que fiz na época da RIC Record. Ali tenho certeza que tá tudo certo. No pacote, a produtora escalou um time de narradores, comentaristas e repórteres da capital, que terão bastante trabalho. No quesito imagem, acho que não haverão problemas. Uma sugestão que deixo é disponibilizar as partidas on demand, pra quem quiser assisti-las em outro horário.

Os preços são bem convidativos, a R$ 9,90 por jogo e R$ 49,90 pelas oito rodadas finais do campeonato. O valor é até simbólico perto do que o Premiere, por exemplo, cobra (aqui no sistema que assino são 64 reais mensais).

Mas tenho uma preocupação grande sobre a rentabilidade deste modelo. Considerando que um jogo tem um custo de produção de aproximadamente 13 mil reais (partidas no Oeste esse valor aumenta por motivos óbvios), essas transmissões precisariam ser bem vendidas.

Vamos a um exemplo. A ideia, divulgada pelos promotores, é de transmitir todos os jogos do campeonato, o que é bem ousado e muito legal, partindo do ponto que todos poderão, enfim, ter acesso ao campeonato todo. Vamos supor então a transmissão de uma partida entre Concórdia e Internacional de Lages, no Oeste, com um deslocamento caro para uma equipe de transmissão. Partindo do preço de quase 10 reais por ponto, seriam necessárias 1300 assinaturas para cobrir o custo de transmissão. Considerando que o Inter, no último jogo, colocou 780 torcedores no Estádio e as médias dos clubes menores do estadio giram em torno dos mil pagantes, teria que haver um esforço gigantesco para conseguir bater a meta para pagar os custos de transmissão. E isso que não estou falando em dinheiro sobrando para os clubes.

É um modelo muito bom, mas é caro. Considere-se ainda a "pirateabilidade" do sistema ( afinal, vivemos no Brasil, onde o número de assinaturas de cabo cai na mesma proporção que sobe o número de "gatos") e as dificuldades conhecidas da estrutura de internet em Santa Catarina, onde nem mesmo as grandes cidades escapam de empresas que prometem uma banda e entregam 10 ou 15% dela (quem não tem fibra ótica em casa pode ter problemas). São desafios a serem superados.

Você pode perguntar: mas Rodrigo, você acha o modelo revolucionário, mas vê problemas nele a ponto de não dar certo? Longe disso. Tudo o que venha a acrescentar e render uma boa grana aos clubes é bem-vindo. Mas imagino que a Associação tenha colocado tudo na ponta do lápis para ter um produto rentável. Eu faria diferente, usando o poder do Youtube e das ferramentas de monetização, além do alcance mundial, para transmitir e difundir o campeonato em plataforma global, com uma grande preocupação comercial em ter cotas de patrocinadores que bancariam o investimento em uma plataforma aberta, em servidor altamente confiável, com acesso fácil em Smart TVs. Foi isso que fizeram Atlético e Coritiba nos clássicos do último campeonato paranaense.

De toda forma, torço pra que dê certo. Não vai ser fácil vencer uma resistência comum a produtos inéditos, mas o mercado está aí para ser conquistado.

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

A polêmica da liberação da Arena Condá: porque não há critério único?

O problema que a Chapecoense enfrenta com a liberação da Arena Condá é exatamente a mesmo que o Joinville passou há exato um mês, na véspera da estreia do campeonato contra o Brusque: por causa de uma série de exigências, e principalmente o levantamento de uma barreira de acrílico bem alta, a Polícia Militar não quis liberar público.

No caso joinvilense, uma reunião com o comando em Florianópolis, com a presença de deputados e um aperto de mão fotografado, o estádio foi liberado e está recebendo torcedores normalmente.

Agora, a três dias do jogo Chapecoense x Avaí, depois da Arena Condá ter recebido até partida da Libertadores, vem de novo a tal da exigência do acrílico. A FCF teve que obedecer a ordem do órgão de segurança e vetou público no jogo.

As Arenas Condá e Joinville são novas, recém-reformadas e tem suas arquibancadas construídas de uma forma praticamente igual aos estádios de Copa do Mundo. Sem cerca, sem acrílico, sem alambrado.

Da mesma forma, o Augusto Bauer, o Municipal de Concórdia, os dois de Tubarão, só pra citar estes, tem uma configuração que permite, por exemplo, que objetos sejam jogados no gramado com tanta facilidade quanto seria em Joinville em Chapecó. Mas lá ninguém reclamou disso.

A perguntas principais são: por que isso? Por que não há uma igualdade nas exigências, seja para os estádios mais antigos ou mais modernos? Por que o Maracanã ou a Arena Corinthians não tem esse tipo de proteção e aqui é necessário a ponto de interditar estádio?

Não dá pra entender e, mais uma vez, nosso futebol perde de novo com mais esse desgaste.


quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Figueira e Chape, um jogo de baixíssimo nível

Luiz Henrique / FFC
Depois de tanta expectativa, Figueirense e Chapecoense fizeram um dos piores, se não o pior, dos jogos do Campeonato Estadual. Daqueles que foram transmitidos pela TV, foi o pior com toda a certeza.

O tipo da partida que ninguém quis se expor. O tempo foi passando, a paciência esgotando, e ninguém queria nada com nada. No final da partida, a Chape ainda tentou empurrar a marcação do Figueira e tentar alguma coisa. Sem qualidade. Sem nada que animasse o torcedor, que até foi em bom número considerando o horário.

O campeonato tem tudo para ser polarizado entre os dois. Aqueles que estão na tabela não conseguem engatar uma arrancada. O Avaí, mesmo sem a intenção declarada de título do treinador, já perdeu cinco pontos "imperdíveis" em casa para Concórdia e Tubarão e poderá perder mais terreno se for derrotado hoje pelo Brusque. Já o Joinville, vive de uma sina que o persegue desde o ano passado, com boa campanha em casa (tem 100% na temporada) e decepcionante fora (só venceu o Itabaiana pela Copa do Brasil. De resto, só derrotas). Ontem, deu gás ao lanterna Criciúma que precisava dar um alívio na crise.

O preocupante nisso tudo é que o nível técnico do Estadual como um todo é muito baixo. Restando menos de dois meses para o início do Brasileirão, fica a preocupação de que todos, sem exceção, precisam evoluir muito.


domingo, 11 de fevereiro de 2018

Cadê o sorteio de arbitragem?

Advertido por um leitor atento do Blog, fui assistir à uma das "Audiências Públicas" que estão no site da Federação Catarinense de Futebol para anúncio das arbitragens para as rodadas do Estadual.

Uma delas você pode acompanhar aqui:
https://www.facebook.com/FederacaoCatarinenseDeFutebol/videos/858859250951644/

Note que não há sorteio de arbitragem, algo que existia há tempo.

Quem se lembra, na época da antiga direção (e bandeira antiga deste que vos tecla), os sorteios começaram a ser transmitidos em 2010. Inclusive era divulgado na escala o nome do árbitro "pé frio" que não foi designado.

A FCF admite que não o está realizando. O apresentador do sorteio diz, claramente, que "Os árbitros, assistentes, delegados e avaliadores foram escolhidos levando em conta a sua competência profissional, forma física e técnica". No critério deles.

Ou seja, voltou a ser como antes. O sorteio acabou. A transparência, também. Assume-se o risco.
Não é o certo.

Com a resposta, a Federação.




Comissão de arbitragem anuncia escalas sem realização do sorteio


sábado, 10 de fevereiro de 2018

Tubarão e Criciúma pagam o preço da montagem de elenco mal feita

Gabriel Machado / Inter de Lages
É até surpreendente. Tubarão e Criciúma entraram na temporada prometendo desempenhos bem melhores. Mas acabaram escancarando a falta de qualidade e, hoje, figuram na zona de rebaixamento do Campeonato Estadual. Reflexos de escolhas erradas e, pior que isso, falta de movimentação para mudar a situação. O tempo não para, e daqui a uma semana já termina o primeiro turno.

O Tubarão foi derrotado pelos reservas da Chapecoense e já vinha mostrando fraquezas no seu elenco. Waguinho Dias parece ter esgotado as suas possibilidades e o time não rende. Depois do título da Copa Santa Catarina, acreditava-se em um salto de qualidade do clube, que não poderia se impressionar depois de vencer uma competição de baixo nível no final do ano passado. Não deu muito certo e o time, que só venceu o Criciúma (companheiro de fase ruim) e o fraco América de Natal (que demitiu hoje o técnico Leandro Campos), irrita o presidente Luiz Henrique, que não escondeu sua insatisfação às rádios do Sul. Vale lembrar que o gerente de futebol e responsável pelas contratações é Julio Rondinelli, de trabalhos muito ruins no futebol catarinense, culminando com o rebaixamento do Joinville para a Série C, com um elenco inchado e de baixa qualidade. O treinador é bom, mas deve cair em caso de derrota para o Avaí na segunda-feira.

Em Criciúma, tudo começou com Lisca, escolha arriscada, que não durou muito. O time teve troca de técnico e de executivo, precisando de uma reação pra ontem. O clube demora demais para anunciar um técnico novo, deixando o interino Grizzo com a bomba. Além do mais, contratações são necessárias. 

Vamos concordar que o Tigre não tem mais chance de chegar entre os dois primeiros da classificação geral que vão à decisão em jogo único. Logo, um clube desse investimento precisa iniciar urgentemente um replanejamento para não cair e, num passo seguinte, limpar a casa para a disputa da Série B. Diferentemente do seu rival de Tubarão, que luta por vaga na Série D e não tem vaga garantida na Copa do Brasil, o Tigre tem apenas uma missão nos próximos meses. Mas precisa se mexer. Não dá pra contar que o time não será rebaixado se não houver reação. Esse campeonato, diferente de outros anos, não tem um time do grupo dos pequenos que você pode taxar como favoritíssimo ao rebaixamento. Isso provoca ainda mais atenção.


quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

O dia que a Federação cedeu o Estadual de graça

No ano passado, a Federação Catarinense Futebol de Salão conseguiu vender, por 20 mil reais, os direitos de transmissão de duas partidas finais do campeonato estadual da modalidade, entre Joinville e Concórdia. Não é muito, mas pelo menos alguma coisa rendeu (quanto foi para os clubes eu não sei, mas de graça, definitivamente não foi).

Todos sabemos o que aconteceu no caso envolvendo o Premiere e o Estadual do campo. Não houve acerto e a Globosat não quis continuar aqui. O motivo é aceitável, uma vez que o custo de produção de até quatro jogos por rodada, diante da exigência de acompanhar cinco clubes, pesou. Também constatamos que, faltando pouco mais de uma semana pra terminar o primeiro turno do Estadual, não houve avanço nas transmissões pela internet. Tem gente boa pelo estado que monta estrutura para boas coberturas, mas no apito inicial tem que mostrar outra coisa e ficar com o áudio. No fim, promessa vazia de novo. Falaram até em PPV pela internet, modelo bastante questionável no quesito rentabilidade.

Agora, vivemos a era do futebol 0800. Ontem, fomos surpreendidos pelo anúncio que a Federação assinou um contrato gratuito com o Sportv para transmitir cinco partidas do Estadual. E tem mais: além de não render um centavo pra ninguém, deu direito à emissora de mexer no horário dos jogos, chegando ao absurdo de marcar um Joinville x Avaí, partida que tem um bom apelo, para as cinco e meia da tarde de uma segunda-feira, na Manchester. Além do mais, pediram para que o clássico de Floripa entre Figueirense e Avaí fosse as 11h de domingo. No verão.

Tá tudo errado. Presidente Rubinho, fica um apelo: muita gente me disse que as intenções do senhor são as melhores, e eu acredito nisso. Conversamos outro dia e senti boa vontade em fazer o bem para nosso futebol.  Mas entendo que você está mal assessorado. Teria muito mais resultado a liberação da transmissão por Youtube, aberto pra todo o planeta, de duas ou três partidas por rodada, do que jogar de graça no Sportv. É um contrassenso. Pior será se a Globosat não abrir o sinal do Sportv para o Estado e obrigar o torcedor catarinense a pagar pelo pacote do Premiere, que foi cancelado há algumas semanas justamente pela falta do catarinense. Definitivamente, não dá pra entender.



sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Sem Premiere, clubes demoraram muito em oferecer uma solução para recolocar Estadual na vitrine

Com muita pompa, no início da semana, o presidente da SC Clubes usou o microfone na sede da OAB, em Florianópolis, no lançamento do campeonato estadual, para dizer que o torneio foi muito bem comercializado, fruto de um sistema comercial exitoso implantado pela associação.

É uma meia verdade dele. Realmente, o campeonato teve apenas uma vez (em 2000, quando a RBS comprou o campeonato, gestionou tudo e até vendia os ingressos) o sistema de placas de publicidade igual para todos os estádios. Não é muito, mas é um avanço. Os naming rights foram vendidos a um banco (esse dinheiro é 100% da FCF), o troféu para o Angeloni, e mais alguns apoiadores apareceram. Tem até site de aposta estabelecido no paraíso fiscal de Curaçao que, diga-se de passagem, está fora do ar.

Só que o presidente não mencionou que esses ganhos seriam realmente importantes se o contrato de televisionamento fosse vantajoso. Como não é, e os clubes e FCF aceitaram o absurdo de assinar um acordo com valor 40% menor, com a longuíssima duração de 4 anos (esqueça reajuste até 2023) e ainda permitindo transmissão para a praça, todo esse trabalho importante foi realizado para cobrir o buraco deixado pelo acordo de TV, feito pela Globo e repassado à NSC, que não estava a fim de gastar nada. Tanto que, das quatro primeiras transmissões do ano, três serão em Florianópolis e uma em Criciúma (190km da Capital). Nada de viagem pra Chapecó.

Chegamos ao assunto do Premiere. O que a FCF disse em nota no seu site é verdade. A Globosat não viu vantagem econômica em transmitir o Estadual. Vou tentar explicar a conta. No Rio Grande do Sul, o PFC transmite todos os jogos da dupla Gre-Nal e apenas alguns da dupla de Caxias. Aqui em SC o buraco era mais embaixo, já que todos os jogos dos cinco grandes tinham transmissão (custo de produção de cerca de 20 mil reais cada) e, na ponta do lápis, não arrecadava isso tudo com assinaturas (a proliferação dos chamados gatos também colaborou para isso). Se houvesse transmissão de apenas dois jogos por rodada era processo na certa. Se privilegiassem esse ou aquele, dava problema também. Fonte ouvida pelo Blog confirma que não houve nenhum tipo de pressão por valor maior. Passou longe disso. Mas os clubes sabiam já há algum tempo que a Globosat tinha dado sinal que não ficaria.

Aí entrou o assunto internet. Os Atletibas do ano passado foram sucesso de audiência no Youtube. Transmissão gratuita, com patrocínio master de empresa de Telecom, com cotas vendidas, exposição de placas, uniformes e tudo o que já vimos na TV. Aqui em Santa Catarina, os clubes buscam um modelo que tem tudo pra não dar certo. O presidente da SC Clubes disse, em entrevista ao amigo Polidoro Junior, que o plano era trazer uma empresa de São Paulo (e olha que aqui temos gente boa) para produzir um modelo de Pay per view pela internet, a um preço sugerido de 40 reais.

Vamos aos pontos: primeiro, que um sistema desse é facilmente pirateável, causando evasão de renda. Segundo, que se o modelo de transmissão não for feito com absoluta perfeição, uma falha pode dar problema. Sem contar que, fechando o sinal para poucos em um campeonato de ínfimo apelo pessoal, a exposição ficaria limitada a pouca gente e um custo de produção a pagar. A FCF, na gestão Delfim, realizou modelo igual há aproximadamente 10 anos e ficou com o mico na mão. O modelo ventilado é completamente errado. Seria muito mais útil a venda de publicidade como se fossem cotas da TV, com transmissão absolutamente liberada e gratuita para o mundo. Seria mais viável para cobrir o custo e com chance menor de dar errado.

Mas o pior de tudo é: mesmo sabendo de antemão que não haveria pay-per-view no Estadual, não foi tomada nenhuma atitude sobre isso na primeira rodada. Agora, em cima da hora, até pode aparecer um paliativo. Mas os clubes já perderam um monte. Afinal, o campeonato tá rolando e ninguém está vendo, a não ser nos 90 minutos da TV aberta.


terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Catarinense 2018: Atlético Tubarão




CLUBE ATLÉTICO TUBARÃO
Fundação: 14 de Abril de 2005 (como ACRE Cidade Azul)
Cores: Azul, Preto e Branco
Estádio: Domingos Silveira Gonzales (Municipal) - 3500 lugares 
Presidente: Gilmar Negro Machado
Técnico: Waguinho Dias
Ranking "BdR" 2017: 7º lugar
Catarinense 2017: 6o. Lugar


O Campeão da Copa Santa Catarina do ano passado conquistou um calendário interessante e terá boas oportunidades de crescer, ainda mais em um ambiente que terá disputa municipal com o Hercílio neste campeonato estadual. A nova administração do clube conseguiu o acesso, e na temporada passada garantiu vaga na Série D e, com o título da Copinha sobre o Brusque, vai jogar a Copa do Brasil em casa contra o América de Natal com chances muito boas de avançar de fase e ganhar mais que os R$ 500 mil oferecidos de saída pela CBF para os participantes. O clube tem um modelo de gestão diferenciado, que de certa forma independe das oscilações do mercado local para se manter. Isso dá mais tranquilidade para a gestão de Luiz Henrique Martins Ribeiro, comandante da SPE que terceiriza o clube.

No campo, o comandante da barca azul é Waguinho Dias, um treinador que se deu muito bem em Santa Catarina. Conhece do assunto. Já tinha feito um bom trabalho no Internacional de Lages em 2016. Daí o Tubarão o trouxe no ano passado, e o título da Copa SC confirma essa boa fase. Waguinho chegou até a ser sondado pelo Criciúma, sem sucesso. Adepto de um futebol de muita movimentação e extremamente disciplinado, ele é um dos bons técnicos que apareceram no Estado nos últimos anos. Terá agora a missão de tocar um time com estrutura mais ousada, com um Brasileirão pela frente e uma inédita ida à Copa do Brasil.



Por ser um clube com gestão diferenciada, a própria política de contratações do time também é diferente. Não há um medalhão como Rentería foi ano passado (e que teve sucesso, sendo artilheiro do campeonato estadual), mas um trabalho muito forte de divisões de base vai render bons frutos. Muita gente é remanescente do elenco do ano passado campeão da Copinha, como o bom zagueiro Lucas Costa e o volante Liel. Chegaram o atacante Batista, emprestado pelo Grêmio, Índio e Marlon, do Figueirense e o goleiro Junior, ex-ABC. Muita gente nova, que não passou pelo futebol do Estado e que busca "dar caldo" em Tubarão.

A meta do Peixe é audaciosa, buscando até acessos no Brasileirão. O time deste ano tem bons valores, um bom treinador e quer manter o bom rendimento conquistado na temporada passada. É uma equipe a ser olhada com muita atenção por dois aspectos: primeiro, pelo seu rendimento em si que poderá surpreender os grandes. E depois, pelos atletas que podem ser boas opções de mercado pra quem estiver precisando de jogador para o Campeonato Brasileiro.

domingo, 14 de janeiro de 2018

Catarinense 2018: Criciúma

CRICIÚMA ESPORTE CLUBE
Fundação: 13 de maio de 1947 (como Comerciário. O nome mudou em 17 de março de 1978)
Cores: Amarelo, Branco e Preto
Estádio: Heriberto Hulse (particular) - 20.000 lugares
Presidente: Jaime Dal Farra
Técnico: Lisca
Ranking "BdR" 2017: 3o. Lugar
Catarinense 2017: 3o. Lugar


O Criciúma teve um ano mais atribulado nos bastidores do que propriamente dentro de campo. O início de temporada não foi tão ruim, terminando em um tranquilo terceiro lugar no Estadual. Chegou a Série B e o time não conseguiu se firmar. Quando tinha a chance de encostar de vez no G4, perdia e deixava escapar a oportunidade. A fraca campanha em casa acabou sendo determinante para o Tigre, que perdeu muito terreno e acabou, veja só, terminando o Brasileiro atrás do Figueirense, que passou quase o campeonato todo lutando pra não cair para a terceira divisão. A gestão do Tigre foi muito confusa, seguindo até uma história de outros anos: chegam muitos jogadores, muitas trocas de técnicos e a falta de continuidade de trabalho que fizesse com que o time tivesse uma base foram os grandes complicadores. Pressionado, o presidente Jaime Dal Farra tem mais uma oportunidade de dar boas notícias ao torcedor carvoeiro, que espera um título ou um acesso.

Além de contratar, mais uma vez, um executivo de fora para gerenciar o futebol, o Criciúma apostou em um nome bem polêmico para comandar o time, pelo menos nesse início de ano: Lisca, de 45 anos, que no ano passado fazia boa campanha no Paraná até ser demitido (por motivos que nunca ficaram bem claros) e fez o Guarani se salvar do rebaixamento para a Série C. Antes, comandou o Joinville, rebaixado para a terceira divisão. Quem é da bola diz que ele conhece de futebol, mas não tem o melhor dos relacionamentos. Um dirigente me afirmou que ele "é difícil de lidar" e "tem prazo de validade". De toda forma, ele ganha uma nova oportunidade para mostrar seu trabalho. Não sei se haverá paciência em caso de insucesso no Catarinense.

O time de 2018 tem novidades, mas com remanescentes de outras temporadas se mantendo como titulares, caso do goleiro Luiz, do bom volante Douglas Moreira e do meia Alex Maranhão, que permanece no clube após um suposto interesse da Chapecoense que nunca foi bem esclarecido. Chegam para reforçar o time o zagueiro Sandro, ex-Figueirense e JEC, o atacante Siloé, ex-Ceará, e o lateral Eltinho, ex-Avaí, além de Wallacer, ex-Juventude. Jogadores indicados pelo treinador que a diretoria resolveu pagar para ver.  É um elenco bem interessante, que poderá dar caldo caso o treinador consiga fazer esse grupo funcionar satisfatoriamente.

Por isso que o Criciúma é, talvez, a maior incógnita do Campeonato Catarinense. Gastou, trouxe reforços de preço bem razoável e carrega consigo a exigência de bons resultados. Tem um treinador que carrega no currículo sucessos e trabalhos ruins nos últimos anos. Será interessante acompanhar o desempenho do Tigre em 2018. Lá há a maior cobrança no Estado, seja de torcida ou imprensa. A se observar.



sábado, 13 de janeiro de 2018

Catarinense 2018: Chapecoense




ASSOCIAÇÃO CHAPECOENSE DE FUTEBOL
Fundação: 10 de maio de 1973
Cores: Verde e Branco
Estádio: Arena Condá (Municipal)- 20.000 lugares
Presidente: Plínio de Nes Filho
Técnico: Gilson Kleina
Ranking "BdR" 2017: 1o. Lugar
Catarinense 2017: Campeão



O representante catarinense na Taça Libertadores da América teve um ano acima do esperado num período em que os olhos do mundo estavam sobre Chapecó. Além de levar o Estadual, teve uma reta final de temporada espetacular que o levou ao título simbólico de campeão do returno do Brasileirão e uma vaga na competição mais importante do continente pelo segundo ano seguido, algo inimaginável até pouco tempo atrás. Não foi um ano tranquilo. Com um calendário cheio, incluindo viagens ao exterior e todo o processo de montagem de um time do zero, o time conquistou o campeonato catarinense em uma final apertada contra o Avaí. O início da Série A foi irregular, e a diretoria errou a mão nas trocas de comissão técnica, principalmente na contratação de Vinicius Eutrópio. O grupo comandado pelo presidente Maninho de Nes passou por muita provação. Teve até faixa na rua pedindo a sua saída. No fim, ele termina a temporada com um grupo montado, situação financeira privilegiada e um excelente contato com as associações das vítimas do acidente na Colômbia. Resumindo, a Chape inicia uma nova temporada com uma grande tranquilidade para tocar o seu trabalho.


O trabalho segue em Chapecó sob o comando de Gilson Kleina, de 49 anos, contratado em outubro depois de ser demitido da Ponte Preta. Chegou em um momento de pressão e teve a competência de conseguir arrumar a casa de forma impressionante. O time engatou uma série de bons resultados, deixou o rebaixamento pra trás com boa antecedência e engatou um sprint final que lhe garantiu, na última rodada, uma volta à Libertadores.  Vejo nele um perfil de treinador bem próximo do que era Caio Junior: é conhecedor extremo de futebol sem estar no chamado "mainstream" daqueles nomes que ganham infinitamente mais sem entregar um rendimento satisfatório. A sua permanência, emendada com a manutenção de boa parte do elenco de 2017 pode ser a receita para mais um ano de boas notícias.

Enquanto muitos times fazem reformulações grandes, a Chape conseguiu se dar bem no mercado de fim de ano. Enquanto jogadores importantes na campanha, como Reinaldo, deixaram o clube, outros permaneceram, como o atacante Wellington Paulista (renovou por dois anos), o lateral Apodi, o zagueiro Fabricio Bruno e o também atacante Arthur Caike. Dentro da sua já conhecida política de pesquisar muito no mercado, chegaram o lateral Eduardo, ex- JEC e Criciúma, e o goleiro Ivan, um dos maiores goleiros da história do Joinville. Para a zaga, outra boa garimpada foi a vinda de Rafael Thyere, zagueiro reserva do Grêmio de 24 anos, que esteve presente na vitoriosa campanha do tricolor gaúcho, tendo atuado em 31 jogos na temporada. Também tem o volante Márcio Araújo, que precisava sair do Flamengo para ganhar outros ares, tendo a oportunidade em Chapecó de mostrar que tem qualidade. E, cá entre nós, a Chape adora trazer jogador nessa condição.

Eu ficarei muito surpreso se a Chapecoense não estiver na final do campeonato. Os números são simples: é o único catarinense na Série A, tem disparado a maior folha de pagamento (cerca de R$ 3 milhões mensais), não deve pra ninguém e conseguiu manter a base de um bom time, que teve a melhor campanha entre todos os clubes do Brasil no trimestre final de 2017. Esses números o credenciam ao tricampeonato. A Chape vive outra realidade, dentro do futebol catarinense. Só pode ter problemas "encavalando" jogos da Libertadores e do Estadual. A Federação Catarinense já deu aviso que não vai ajudar, marcando jogo pelo Catarinense no mesmo dia de um compromisso pela Libertadores. Mas quem passou por desafios tão maiores, pode tirar esse de letra.




sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Catarinense 2018: Internacional de Lages

ESPORTE CLUBE INTERNACIONAL
Fundação: 13 de junho de 1949
Cores: Vermelho e Branco
Estádio: Vidal Ramos Júnior (Municipal) - 12.000 lugares
Presidente: Cristopher Nunes
Técnico: Leandro Niehues
Ranking "BdR" 2017: 8o. lugar
Catarinense 2017: 7o. lugar


 Depois de boas impressões nas temporadas anteriores, o Inter de Lages teve um 2017 bastante preocupante. Pela primeira vez desde o seu retorno, flertou seriamente com o rebaixamento no Estadual, terminando o campeonato com apenas um ponto a mais que Almirante Barroso e Metropolitano, os rebaixados. Na Série D, conseguiu ficar em segundo lugar no seu grupo, mas acabou eliminado por detalhes no regulamento. Já na Copa Santa Catarina, a campanha foi uma tristeza. Com um time baratinho, acabou em úlitmo. Nem deveria disputar, jogou dinheiro fora. O clube que já foi a sexta força do Estado e que impressionou muita gente precisa se reencontrar. O desafio é grande para o presidente Cristopher Nunes e sua equipe.

O Inter foi o último time a anunciar seu treinador, quando todo mundo já tinha o seu e inclusive já estava treinando. Após rodar atrás de técnico, o colorado da simpática cidade de Lages resolveu colocar Leandro Niehues, que num primeiro momento chegou no clube para um cargo de gerência, como treinador. Aos 44 anos, Niehues foi revelado no futebol do Paraná, rodando em clubes de lá até assumir cargo de coordenador no Figueirense, em 2012. Duas temporadas depois, ele voltou ao Inter, desta vez como técnico. Chegou 2018 e ele ganha a sua segunda oportunidade. Mas pelas informações coletadas com fontes do clube, a situação financeira no Inter é bem diferente daquele que começou o ano passado.

Dentro desse pensamento, o elenco que o Inter montou em 2018 buscou ter bom custo-benefício. É um time que vai buscar fazer o elenco encaixar mesmo sem atletas mais caros. O destaque do time é o bom atacante Max, que o Inter buscou no passado no Rio de Janeiro, trazendo um excelente resultado, chamando atenção de muita gente. Ter conseguido segurá-lo por mais um ano foi um golaço do Inter. Do restante das contratações, figuram o goleiro Fabian Volpi (não confundir com Neto, hoje no Figueirense) e o atacante Mateus Arence, ex-Hercílio Luz.

Esperar algo do Inter de Lages nesta temporada é incógnita. Notadamente, o time foi montado com um dos menores orçamentos, se não o menor, do campeonato estadual. Se o barato sair caro, os resultados dirão. Mas o Colorado Lageano poderia ter reforçado mais seu time. Num primeiro momento, ele entra no campeonato pra evitar o rebaixamento e, se o time conseguir um bom encaixa, pode fazer uma graça mais pra cima. Mas o Inter entra pressionado no campeonato.


terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Catarinense 2018: Joinville





JOINVILLE ESPORTE CLUBE
Fundação: 29 de janeiro de 1976
Cores: Vermelho, Branco e Preto
Estádio: Arena Joinville  (Municipal)  - 22.000 lugares
Presidente: Jony Stassun
Técnico: Rogério Zimmermann
Ranking "BdR" 2017: 5o. Lugar
Catarinense 2017: 5o. Lugar


O torcedor da maior cidade de Santa Catarina aguarda ansiosamente por boas notícias em 2018. A temporada passada foi muito difícil, com resultados que não vieram, uma Série C fraca, muitos problemas de gestão e falta de dinheiro. Mudou o ano e sinais de mudança aparecem no ar. Com dificuldades para negociar no mercado, o time do JEC foi montado mas deveu muito em qualidade. Com isso, o presidente Jony Stassun foi sendo cada vez mais pressionado e se tornando um inimigo da torcida, que não esperava outra coisa se não a troca da diretoria (o mandato termina em abril). A notícia alentadora veio quando um grupo de pessoas apareceu com a proposta de assumir a barca tricolor com uma nova energia, ideias e, principalmente, com ferramentas que possam trazer dinheiro. Com isso, quase todo o novo grupo que assumirá o clube já está lá dentro, ou seja, ocupando cargos de diretoria. Quando do fim do mandato, Stassun passará o poder a Vilfred Schapitz, que está há anos dentro do JEC, um dos líderes deste novo movimento.

Quando da montagem do elenco, o Joinville tinha a necessidade de montar um time bom, raçudo, e que, principalmente, encaixasse no orçamento, que é certamente o mais baixo entre os chamados cinco grandes do Estado. Daí apareceu o nome de Rogério Zimmermann, de 52 anos de idade e 5 temporadas seguidas no Brasil de Pelotas, o qual trouxe da Série D para a B do Brasileirão. A ideia é simples: usar do seu know-how para montar times rodados e garimpar bons valores no mercado a preço acessível. Para alcançar os objetivos no ano, Rogério trouxe (obviamente) ex-comandados seus no Xavante para montar uma espinha dorsal no seu trabalho, enxertando com atletas remanescentes do ano passado e contratações que vieram exatamente dentro do perfil esperado.

O time tem um jogador que posso considerar fora desse tal perfil. Mas é por bom motivo: Rafael Grampola, atacante artilheiro da Série C, mesmo sem o Joinville ir para o mata-mata. Vindo do Bragantino, ele terminou a temporada passada em excelente fase, chamando a atenção de muito time por aí que está precisando de um camisa 9. Dos remanescentes, destacam-se o goleiro Matheus, o lateral Alex Ruan e os jovens Madson e Eduardo Person, que me chamaram muito a atenção no ano passado. Dos jogadores de confiança do técnico, chegam o atacante Elias, que passou pelo Figueirense, o zagueiro Evaldo e o meia Marcos Paraná. Tem ainda o volante Michel Schmoller, primeiro contratado na intertemporada, ex-Figueirense e Inter de Lages?

O que dizer do JEC para o Estadual? O time trabalha desde o ano passado, quietinho. Sem alarde, Rogério vai tentando moldar esse time para ter um bom ano de 2018. Penso que a cobrança não pode ser forte no campeonato catarinense, até porque o novo grupo terá plenos poderes para tocar o clube lá no início da Série C. A meta não é ser campeão catarinense, e sim voltar para a Série B. O time tricolor, hoje, não é candidato ao título estadual. Mas se o tempo for bem aproveitado e o time encaixar, esse tempo poderá ser valioso para que o JEC volte a ser aquele JEC que todos conhecem no Campeonato Brasileiro.





segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Catarinense 2018: Brusque

BRUSQUE FUTEBOL CLUBE
Fundação: 12 de outubro de 1987
Cores: Verde, Vermelho, Amarelo e Branco
Estádio: Augusto Bauer (particular, pertence ao CA Carlos Renaux) - 5.500 lugares
Presidente: Célio de Camargo (interino)
Técnico: Picoli
Ranking "BdR" 2017: 6o. lugar
Catarinense 2017: 4o. Lugar

O Brusque teve uma temporada bastante positiva em 2017 (que até poderia ser marcante por causa daquele jogo contra o Corinthians... mas deixa, virou história). Terminou o Estadual em quarto lugar, a frente de dois grandes, conseguiu classificação para a segunda fase da Série D e ainda uma ida inédita para a segunda fase da Copa do Brasil, que deu um belo reforço de caixa no time. Aliás, falar no Brusque para 2018 é falar no importante reforço de caixa que o clube recebeu. Se por um lado o time receberá merreca dos direitos de TV, pesa a favor a boa grana que vem em mais uma participação na Copa do Brasil e a movimentação realizada no final do último ano pelo empresário Luciano Hang, das lojas Havan. Ele reuniu em seu escritório todos os patrocinadores do clube e conseguiu que todos eles elevassem consideravelmente o valor do patrocínio. Some-se aí a vinda da Umbro para o fornecimento de uniformes, que é campeão de vendas. É algo que não tem volta: a rede de lojas, uma das maiores do país, estará cada vez mais dentro do clube. E não duvidarei se tornar um braço dela. Isso é assunto mais pra frente.

No ano passado, o Bruscão montou um time baratinho pra tentar o título da Copa Santa Catarina. Acabou derrotado na final para o Tubarão (mas mesmo assim ganhou vaga na Copa do Brasil com a ida da Chapecoense para a Libertadores) em um torneio que o clube não investiu pesado pra levar o título. Tanto que começou a Copinha com um interino. Após uma derrota no Sul do Estado, a diretoria resolveu, finalmente, contratar o técnico que comandaria o time para o ano seguinte. Aí surgiu a, para mim supreendente à época, escolha por Picoli, catarinense de Caibi, ex-zagueiro do Juventude e técnico do mesmo clube. Antes de chegar a Brusque, treinou dois times em São Paulo, Ferroviária e Capivariano. É uma aposta interessante do clube, em um nome que é novidade no Estado.

Reflexo deste Brusque de 2018, com caixa reforçado e com calendário bem interessante é o elenco que foi montado, talvez o mais caro da história de 30 anos do clube. Remanescentes do ano passado são o bom atacante Edu, que apareceu bem na Copa Santa Catarina, o goleiro Dida e o lateral João Carlos. Para a zaga, duas novidades de muita experiência: Douglas Silva, zagueiro revelado no Avaí com passagem pelo Vasco, e Antonio Carlos, zagueiro ex-Botafogo e São Paulo. Mais para a frente está o polêmico volante França, ex-Figueirense e o meia Dakson, ex-Vasco. Como se vê, a diretoria tratou de cercar-se de nomes de experiência reconhecida. E o técnico Picoli declarou, mais uma vez, estar muito satisfeito com o trabalho feito fora de campo.

Se esse investimento vai render, só os resultados dirão. Aqui, temos uma mescla de jogadores buscando vitrine, com aqueles que buscam mostrar que ainda podem brilhar relativamente no futebol nacional. Consolidada como a sexta força do futebol catarinense, o Bruscão quer subir mais um degrau. Foi quinto em 2016, quarto em 17 e tenta ser mais ousado em 18.