domingo, 29 de março de 2015

Com guerra onde não há, o "intruso" lidera o hexagonal

Vou falar do futebol de domingo, mas vou começar o texto de trás pra frente, comentando as declarações de Argel: ele é conhecido pelas declarações polêmicas, mas saiu do prumo ao misturar o pessoal ao profissional. Os recados destinados à Sandro Pallaoro e Claudio Gomes mais tem a ver com problemas passados do que a situação atual do campeonato. De quebra, remexeu me uma coisa que pode repercutir negativamente no futuro. Mas cada um é responsável pelas suas atitudes.

Agora, vamos ao jogo. A discussão de Cadu Gaucho com o árbitro Heber Roberto Lopes, que viveu um daqueles dias de extremo holofote, me deu a firme impressão de trazer a tona uma situação que atormenta o torcedor do Oeste. A Chapecoense não piorou. Acontece que, em início de temporada, pode acontecer do time começar bem e permanecer no mesmo estágio, enquanto os outros crescem ou contam com a sorte. Quero ser realista: o Joinville não esta jogando isso tudo, mas vai conseguindo os resultados, tanto que é o líder. Isso botou uma pressão na Chape, que vai vendo o bonde da final indo embora, ainda que haja tempo para recuperação.

O grande erro de Heber foi não ter expulsado o lateral Cereceda, enquanto que o Figueira reclama da overdose de cartões amarelos. São coisas de jogo, que se transformaram em polêmica depois da partida. Cria-se um conflito onde não há. O time de Argel sai satisfeito por conquistar um ponto fora de casa enquanto a Chape arruma mais problemas, faltando quatro rodadas.

O Joinville lidera com uma enorme chance de ir à final. É o intruso que incomoda, já que se previa na primeira fase que nada tiraria Chapecoense e Figueirense da decisão. Tricolor que poderia ter ido para o quadrangular não fosse a opção de Eutrópio de escalar time reserva na última partida da fase de classificação, quando o Guarani ficou de fora por um gol. Muitos podem me achar chato, mas o parâmetro de comparação a essa altura do campeonato tem que ser a série A. Ambos os três (nem preciso falar do Avaí) tem muito o que melhorar. O JEC não é o melhor deles, pelo número de desfalques e a diferença em relação ao ano passado. Mas com os resultados aparecendo, a torcida aprova e o futebol dá mais uma aula da sua falta de lógica. Hoje é favorito para ir à final, e com grande chance de decidir em casa.


sábado, 28 de março de 2015

JEC subindo com a terceira vitória seguida, e quadrangular segue dos mandantes

Assessoria JEC
O Joinville que venceu o Criciúma em casa não foi melhor do que aquele que bateu o mesmo adversário no Heriberto Hulse. Mesmo assim, venceu seu terceiro jogo seguido e continua firme e forte na briga pela vaga na final.

Hemerson Maria poupou jogadores e o time teve dificuldades para passar por uma marcação forte do Criciúma, que repetiu o expediente de outras partidas e esperou o adversário. O JEC se complicava para chegar no gol de Luiz mesmo com um jogador a mais em campo. A partida caminhava para o empate quando Kempes, que veio do banco de reservas, fez o gol que deu um alivio em uma partida de baixa qualidade. Não foi aquele jogão. Para o Joinville, venceu e é o que importa. O Criciúma, já eliminado, foca na Série B e tenta não dar vexame maior nesses jogos que faltam.

Fato interessante que pode ser um diferencial daqui pra frente: o JEC é o único dos três times pretendentes ao título que fez seis pontos no Criciúma, enquanto que Chapecoense e Figueirense empataram com o Tigre no primeiro turno. Além do mais, a vitória tricolor em Lages contra o Inter pode ser outro pilar na campanha rumo à final. Lá na serra, o Figueira empatou, e a Chape ainda terá que jogar. Mesmo sem jogar tudo aquilo, a vontade vai colocando o Joinville rumo à decisão. Quarta o time terá um teste muito interessante contra o Ituano, atual campeão paulista. Uma comparação com um time de fora do Estado de bom nível será legal.

Já no quadrangular, Avaí e Guarani empataram tudo de novo. Segue os 100% dos mandantes e tudo será decidido nas duas últimas rodadas, onde um empatezinho fora de casa pode servir como uma grande vitória, enquanto que o mandante poderá selar o seu destino. A dupla da Grande Florianópolis ganhou uma gordurinha no saldo, o que pode fazer a diferença lá no final, do jeito que as coisas andam. Tá tão equilibrado (e nivelado por baixo) que a chance do saldo definir um ou os dois rebaixamentos é bastante considerável.



terça-feira, 24 de março de 2015

Kleina é um bom nome, mas não é milagre nem solução

Lancenet
Entre as especulações depois da saída de Geninho, o Avaí resolveu mudar o planejamento de manter Raul Cabral até o fim do quadrangular e acertou com o experiente Gilson Kleina, com vários clubes no currículo, algumas conquistas e insucessos também, entre eles quatro rebaixamentos: Paysandu (05), Paraná (07), Palmeiras (2012) e Bahia no ano passado.

É um cara que conhece. Sua chegada antecipada tem, como primeiro propósito, chacoalhar o elenco para tirar o máximo dele nas rodadas finais e evitar o vexame da ida para a segundona do catarinense. Soa como uma avaliação do grupo para saber quem fica para o Brasileirão.

Até o quero-quero que passeia no gramado da Ressacada sabe que o problema está longe de ser treinador. Agora, Kleina tem a obrigação de evitar um rebaixamento iminente. E depois terá que corrigir tudo o que foi feito de errado na montagem do elenco de 2015. Para isso, vai ter que contar com a colaboração da diretoria, a mesma que conseguiu montar o pior plantel dos últimos tempos.

O novo técnico terá um trabalho muito árduo pela frente.


domingo, 22 de março de 2015

Embolou o hexagonal, e o quadrangular mantém a escrita dos mandantes

Marco Santiago / Notícias do Dia
Apenas um resultado deste domingo dá pra dizer que foi surpreendente, ou fora do esperado. O goleiro Luiz pegou tudo e segurou o empate do Criciúma com o Figueirense no Scarpelli. Isso fez com que a Chapecoense empatasse com o Figueira na liderança e colocasse o Joinville no meio da briga, que começa a ficar polarizada entre os três atrás de duas vagas.

O Figueirense não conseguiu passar pela forte marcação do Tigre, que aplicou uma receita bem parecida à que o JEC usou semana passada em Florianópolis. A diferença é que agora deu certo. Com o Tigre praticamente fora da briga pela decisão, Luizinho Vieira tenta arrumar a casa começando pela defesa e já arrumar o time para a Série B. Com noite iluminada de Luiz, conseguiu. É o tipo do franco-atirador que requer uma atenção a mais.

Já a Chapecoense passou pelo Metropolitano e confirmou o dever de casa. Não fez uma grandíssima partida, enfrentou um adversário muito desfalcado e sem opções de reposição de qualidade, mas venceu e é isso o que importa. O Metrô de Pingo parece ter chegado ao seu limite. É um bom time completo, mas quando precisa usar o banco, dá problema. Com a polarização de três times na ponta da classificação, o sonho da Copa do Brasil está se complicando.

Semana que vem tem o que a gente pode chamar de "mata-mata", já que os times vão se enfrentar po duas vezes seguidas. E quis a montagem da tabela que esses jogos consecutivos fossem entre Figueirense e Chapecoense, os dois melhores da primeira fase; JEC e Criciúma, os que não convencem, com vantagem para o time de Hemerson Maria que tem chances, e Inter x Metropolitano, valendo a última chance de tentar um bom dinheiro no caixa na Copa BR do ano que vem.

Falando nesse mata-mata com aspas, os jogos de ida aconteceram no quadrangular da morte. Manteve-se a escrita das duas primeiras rodadas, com vitórias dos mandantes, o que colocou o Avaí na lanterna, depois de tomar mais uma virada, dessa vez para o Marcílio Dias. O torcedor azul, cada vez mais machucado, já começa a considerar a possibilidade de segundona no ano que vem. A classificação e o modo como o torneio acontece indica que um empate fora de casa será excelente para quem visita, e trágico para quem recebe. Semana que vem o Avaí pega o mesmo Marinheiro com pressão dez vezes maior dentro da Ressacada, enquanto que o Atlético vai buscar esse pontinho importante contra o Guarani em Palhoça. Está tão ou mais interessante que o hexagonal.




sábado, 21 de março de 2015

Sem novidades, JEC venceu a primeira fora de casa

Assessoria JEC
A expulsão de Valdo Bacabal no início da partida fragilizou o Inter de Lages e deu ao Joinville uma chance real de equilibrar a partida dentro de Lages e faturar uns pontos na Serra.

No fim deu certo, com gol em um desvio de Fernando Viana. Mesmo com 10, o colorado lageano conseguiu equilibrar o jogo, mas não conseguiu chegar no gol. Hemerson Maria fez a sua parte, colocando Geandro e retrancando de vez o time, quando era melhor em campo e não precisaria correr o risco de atrair ainda mais o adversário com um jogador a menos para o seu campo.

O JEC tem agora pela frente dois jogos contra o Criciúma, o time mais fraco do hexagonal, que provavelmente chegará na quarta sem vencer. Duas vitórias são obrigatórias para que o time permaneça vivo, ainda que não esteja mostrando nenhuma evolução, uma palavra que o treinador garante que acontece dentro do time.

Desisti de esperar o time jogar bonito. Se o time quiser chegar na final, vai ter que ser desse jeito aí. Na base do tranco, no sofrimento, e com um pouco de sorte.



quarta-feira, 18 de março de 2015

Só o Figueira vai ter que correr mais 90 minutos

Não tenho dúvida que o Figueirense vai passar de fase na Copa do Brasil. Tem mais time, maior investimento e ainda traz para o Scarpelli dois gols marcados fora de casa. Mas é o tipo do resultado que não dá pra ficar satisfeito pela diferença entre os dois clubes. Menos mal, não perdeu. Mas os jogadores perderam uma folga durante os duros jogos do hexagonal do catarinense. Vencia por 2 a 0, tinha eliminado o jogo de volta, acabou tomando o empate. Segue o bonde, um jogo a mais para encarar.

Enquanto isso, Chapecoense e Criciúma passaram por cima dos adversários sem dó. Interporto e Real Noroeste já estão satisfeitos com a gorda cota da CBF que paga algumas folhas de pagamento. É o cenário dos estaduais de Tocantins e Espírito Santo, que tem baixos investimentos e traz como prêmio principal a vaga na Copa do Brasil.

A exigência aumenta na segunda fase, contra times mais qualificados. Aí tem jogo.

domingo, 15 de março de 2015

Figueira patrola o Metrô e abre distância, graças ao empate em Joinville

Não esperava uma goleada como aconteceu, mas o Figueirense passou por cima do pior gramado do Estadual e ainda por cima molhado para patrolar o Metropolitano e abrir frente na classificação. Quatro pontos conquistados fora de casa que lhe dão um grande diferencial.

Ao contrário de quinta, enfrentou no Sesi alguém que buscou o ataque, ainda mais porque tomou gol no primeiro minuto. Isso facilitou o serviço do time de Argel, que não teve piedade com a intranquilidade do adversário, que até tomou gol digno de pelada de segunda-feira.

Não foi nada extraordinário, se não a regularidade. O time não baixou o ritmo em relação à primeira fase e vai aproveitando a boa fase para pontuar. Usando os jogadores da base, Argel vai garantindo uma rotação que lhe dá grande confiabilidade do plantel. E assim o alvinegro vai pavimentando o seu caminho para a final. Contra quem?

Não se sabe mais. A Chapecoense fez um jogo sonolento contra o Joinville, que não vem jogando aquelas coisas. Pobre de espírito, sem inspiração, o time de Vinicius Eutrópio entrou pesado em campo, e não colaborou em nada para o espetáculo, coisa que já se esperava do Joinville, que não sabe como está no hexagonal. Zero a zero mais do que merecido. O time de Chapecó ainda é favorito, mas tem que acordar.

O Figueirense e o Inter de Lages, que destruiu o Criciúma fora de casa, agradecem. O colorado lageano está vivo na briga e até pode entrar no "G2" se vencer o JEC em casa no sábado. Algo bem possível de acontecer, até porque a Chape deu uma deslizada quando não pode perder o embalo.


sábado, 14 de março de 2015

O Avaí não vai se manter na primeira divisão só no nome

Geninho pediu demissão após o jogo
(Assessoria Avaí FC)
Hoje no Clube da Bola falei que o quadrangular do rebaixamento do Estadual tinha "três clubes mais um". Ainda acreditava que a semana inteira de treinamentos pudesse dar um sopro de alguma coisa para que o Avaí, que tem orçamento anual de oito dígitos, desse um jeito pra não cair.

Me enganei. O time é ruim mesmo e está humilhando o torcedor avaiano. A diretoria, que não soube contratar e ainda erra em registro de jogadores, está em um ano pra esquecer. E pode anotar: só na camisa ou no nome o time não vai se manter na primeira divisão. Do outro lado estão times de orçamento bem menor, mas com vontade muitas vezes maior. O Guarani mostra bem isso, com um time modesto, mas brigador.

O risco de rebaixamento é enorme, e é hora do presidente aparecer e dar um soco na mesa. A demissão do técnico Geninho é algo necessário para provocar um fato novo que chacoalhe o elenco e possa espremer o máximo para evitar a degola, já que não é permitido mais contratar. Na saída, ele chamou para si a responsabilidade, algo esperado de um treinador com muita experiência.

A hora agora é de algo novo para evitar o pior.

Ou reage de forma convincente, ou ano que vem vai ter jogo em Canoinhas, Porto União e Seara.




sexta-feira, 13 de março de 2015

Figueira motivado vence um JEC sem vontade de vencer. Rodada foi dos mandantes

Eduardo Valente / Notícias do Dia
Figueirense e Joinville fizeram um jogo que começou violento. Reflexo das diferentes motivações que os times vieram para o jogo do Scarpelli. Enquanto um precisava de uma resposta depois do empate na estreia, o outro veio com certa empolgação da estreia contra o Metropolitano, mesmo jogando mal.

No fim das contas, deu o time da casa, o mais organizado e que buscou vencer. Pobre JEC, que perdeu o grupo e o futebol da Série B em algum lugar. O primeiro tempo até foi equilibrado, mas no segundo o Figueira empurrou o tricolor para o seu campo de defesa e o time de Hemerson Maria ficou lá atrás aguentando pressão do adversário. Uma hora ia sair o gol, e assim aconteceu com Mazola aos 34. A confusão na saída de bola do JEC acabou resultado no gol de Yago.

Um jogo que é fácil de explicar: um procurou o gol enquanto o outro se escondeu. Sem opções confiáveis de frente, restou ao Joinville usar a tática do "jogar feito time pequeno" como o Inter de Lages fez na quarta. Ambos perderam por 2 a 0. Um sai tranquilo do estádio, e o outro volta à mesma preocupação do final da primeira fase.

Foi uma rodada para restabelecer os times de melhor campanha da primeira fase. Ambos venceram seus jogos por 2 a 0, e começa a aparecer um grupo que deve ser eliminado com certa antecedência, se não houver uma grande reviravolta. Não acredito que o JEC consiga uma recuperação assustadora que o faça credenciar para o título. Logo, a briga vai ficar para Metrô, Chapecoense e Figueira. O primeiro confronto direto deles é domingo a noite, com o Figueirense jogando no Sesi contra o Metrô no curioso horário das 9 da noite.



terça-feira, 10 de março de 2015

FCF foi o terceiro "clube" que mais faturou no Catarinense 2015

O Blog reproduz abaixo uma pesquisa feita pelo Rafael Araldi, narrador da Rádio Regional FM, de Florianópolis. Através de pesquisa em todas as súmulas de jogos do Campeonato Catarinense, ele fez o cálculo de quanto cada clube faturou até agora, tirando fora as despesas. O que conta é a renda líquida de cada jogo observada nos borderôs.

A Federação Catarinense de Futebol, que leva 10% da renda bruta, ficou no terceiro lugar da lista dos que mais faturaram. Os números:

1º Joinville – R$ 302.525,21
2º Avaí – R$ 284.429,05
3º Federação Catarinense de Futebol – R$ 227.677,15
4º Criciúma – R$ 185.088,07
5º Chapecoense – R$ 168.859,15
6º Inter – R$ 160.157,27
7º Figueirense – R$ 121.955,07
8º Ibirama – R$ 32.857,44
9º Metropolitano – R$ 17.287,70
10º Guarani – R$ 15.460,55
11º Marcílio Dias – R$ 11.845,81

Observação bem feita pelo Araldi: a Federação faturou até agora mais que Figueirense, Ibirama, Metropolitano, Guarani e Marcílio Dias somados.


Longo caminho para ser competitivo na Série A

*Publicado no jornal "Notícias do Dia" de 10/03/15:

Há algum tempo existe um ditado que diz que o catarinense não serve de verdade absoluta em comparação ao Campeonato Brasileiro. O nível técnico do atual campeonato estadual não é nenhuma maravilha. Chapecoense e Figueirense, os melhores da primeira fase, mostraram a sua superioridade, mas ainda não empolgam o torcedor. Há ainda um caminho a ser percorrido e os reforços são obrigatórios para enfrentar um desafio com um nível de exigência ainda maior, contra equipes que recebem muito mais dinheiro em patrocínios e cotas de TV.

Entendo que o Estadual serve como uma espécie de triagem. A partir dele, você consegue identificar quem pode fazer parte do grupo principal e quais posições são mais carentes de bons jogadores. A partir daí os times podem tentar garimpar no mercado algum bom negócio que resolva o problema. O Figueirense, por exemplo, sabe que Alex Muralha pode tranquilamente vestir a camisa 1 do time no Brasileirão, depois de ser bem testado no torneio local. A Chapecoense também deu um bom indicativo que Roger e Ananias farão uma interessante dupla no início do Nacional.

Enquanto isso, Avaí e Joinville não passaram no teste e precisam rever tudo com máxima urgência. Ambos estão em atividade há dois meses e não alcançaram um mínimo de confiança de que o caminho está certo. Nesse caso, a reformulação deve ser grande e o caixa do clube vai sentir. O JEC que o diga, com um grupo que tem dez jogadores somente para o ataque, que produziu muito pouco até agora.

Sem desespero

A segunda rodada do hexagonal terá os três melhores times da primeira fase jogando em casa. O destaque vai para a partida de quinta-feira no Scarpelli. O Joinville é líder isolado depois de vencer o Metropolitano, mesmo jogando muito mal. E depois de arrancar um bom empate contra o motivado time do Internacional, é a vez do Figueirense mostrar a que veio nesta segunda fase. Tem mais time que o JEC e é favorito para vencer a partida. Só que no hexagonal todos começaram de novo do zero e todo um novo caminho precisa ser trilhado. Logo, o favoritismo da teoria precisa se transformar em vitórias na prática.


domingo, 8 de março de 2015

JEC lidera com vitória surpreendente. Mas ainda é o início do hexagonal

Assessoria JEC
Não faltou emoção na Arena Joinville. O tricolor não foi melhor que o Metropolitano em campo mas conseguiu uma virada surpreendente no segundo tempo. Venceu, e com os empates da Chapecoense em Criciúma e do Figueira em Lages, Hemerson Maria pode dizer que é líder.

Mas ainda falta muita coisa para acontecer nesse hexagonal.

Até porque os favoritos à final empataram fora de casa e, logo, conquistaram bons resultados. O Inter de Lages mostrou um crescimento enorme nessa reta final de primeira fase e vai ser um osso duro jogando dentro do seu estádio. Logo, o Figueirense não pode reclamar do ponto levado pra casa. Mesmo caso da Chapecoense.

A vitória do JEC é pra derrubar comentarista. O time continua um amontoado de jogadores em campo e estava sendo envolvido pelo toque de bola do Metropolitano, que saiu na frente com um gol de Trípodi em drible desconcertante em cima de Dráusio. A situação até parecia sob controle, quando Fernando Viana entrou em campo e recebeu o cruzamento de Tiago Luis, numa falha do time de Blumenau. E em outra jogada pelo meio, um pênalti questionável que acabou na virada. O Metrô quase conseguiu o empate na bola na trave na última jogada.

Vitória costuma apagar más atuações, assim como derrota pode apagar as boas. Faltando ainda nove rodadas pela frente, o Metropolitano tem plenas condições de se recuperar, apresentando o mesmo futebol vistoso nos próximos jogos. Falta um pouco mais de atenção. Já o Joinville precisa levar na cabeça as circunstâncias que levaram o time a vitória. Quinta, contra o Figueira, o buraco é mais embaixo, e não dá pra contar sempre com a sorte. Hemerson Maria, que não acertou o time em dois meses, ganha sobrevida.


quinta-feira, 5 de março de 2015

Quatro contra Figueirense e Chapecoense

* Publicado no jornal "Notícias do Dia" de 05/03/2015

Com muito sofrimento, Criciúma e Joinville garantiram as suas vagas na segunda fase do Campeonato Catarinense. Enquanto o Tigre suou para botar fim a um jejum de quase um ano sem vencer fora de casa, ao bater o Atlético de Ibirama, o JEC sofreu até o apito final do árbitro para respirar aliviado e garantir a sua vaga. Voltou a apresentar um futebol muito pobre e foi envolvido pelo time misto da Chapecoense, que teve a grande chance de vencer nos pés de Bruno Rangel. No final, contou com a ajuda do Marcílio Dias, que segurou o Guarani e garantiu a vaga do Tricolor. Os dois times conseguiram se classificar mostrando problemas graves de qualidade. O campeão brasileiro da Série B, até agora não disse a que veio, enquanto o renovado Criciúma não apresentou nenhuma melhora após a sua reestruturação e se apresenta para ser um mero figurante na fase final.
Boa notícia para Figueirense e Chapecoense, que se classificaram sem sustos e provaram que não só têm os melhores times, como também possuem boas opções no banco de reservas. Isso pode pesar contra o Metropolitano, que entra em outro nível de exigência e ainda está um pouco aquém da dupla de líderes. As surpresas sempre aparecem no futebol, mas desta vez há dois favoritos muito evidentes. Argel e Vinícius Eutrópio conseguiram preparar bem os seus times e colheram o resultado do competente trabalho. A missão dos outros quatro será surpreender e, com um pouco de sorte, tentar estragar os planos da dupla de cima.

E no quadrangular?

Pontos perdidos no tapetão à parte, o Avaí repetiu, em 2015, a pobre campanha da primeira fase do ano passado, com apenas sete pontos conquistados em nove partidas. Enfrentará um duro quadrangular contra times que hoje estão no seu nível. O Leão precisa focar, com muita responsabilidade, esses seis jogos que podem transformar o vexame da escalação de Antônio Carlos em fichinha, caso o time volte para a Segunda Divisão depois de mais de 20 anos. O risco de rebaixamento é real, e cabe a Geninho e seus comandados mostrarem atitude para afastar o fantasma. Só depende deles.


terça-feira, 3 de março de 2015

Os efeitos práticos das condenações de Avaí e Marcílio Dias no TJD

A comissão disciplinar do TJD-SC não surpreendeu. Seguindo o que era esperado, Avaí e Marcílio Dias foram punidos pelas irregularidades e descem para as últimas colocações da tabela.

O advogado do Leão, Sandro Barreto, tentou argumentar alguma coisa tentando uma desclassificação para outro artigo, mas admitiu o erro do funcionário dos registros. Não havia como escapar da condenação. Ainda conseguiu uma multa baixa, de apenas R$ 8 mil, quando o artigo da punição previa uma pena máxima de R$ 100 mil.

Já o Marcílio Dias avisou que está no começo da briga. Perdeu no primeiro round, e isso também era esperado, assim como outra derrota no pleno quinta-feira não será nada surpreendente. Indo ao STJD, as chances melhoram consideravelmente. Mas antes, o time tem uma rodada bem mais complicada, pois não depende só de si para entrar no grupo do hexagonal. O Marinheiro, que vem de quatro derrotas seguidas, precisa vencer o Guarani, que não perde há quatro, e torcer para que o Inter de Lages não venca o Avaí, que não quer mais nada, em Lages, ou para que a Chapecoense, já classificada em primeiro lugar, vença o pressionado JEC na Arena.

O campeonato corre risco de parar? Sim. Mas antes disso uma combinação de resultados tem que acontecer. Lá pela meia-noite de quinta a gente vê o que aconteceu.


domingo, 1 de março de 2015

Três vagas em aberto para a última rodada. Joinville com pressão além da conta

Assessoria JEC
A rodada definiu apenas mais um clube classificado para o hexagonal final. Marcando uma grande arrancada, o Metropolitano venceu a quarta partida nos últimos cinco jogos e carimbou sua classificação com folga.

Foi melhor, principalmente no segundo tempo, contra o combalido Joinville, que chega ao seu oitavo jogo com um futebol que passa bem longe de quem conquistou a Série B, e que tem o pior ataque do campeonato, empatado com o lanterna Atlético de Ibirama. Nem é necessário falar que a fase de testes acabou e a cobrança é igual a uma rodada final de Brasileiro. A missão é bater a Chapecoense para se garantir no hexagonal onde o time passará bem longe de ser favorito.

Já o Metrô de Pingo evolui, em um elenco que não tem um craque que se sobressai e possui um padrão de jogo que trouxe bons resultados. Achou a receita no meio do turno e arrancou para o topo. Está de parabéns.

Eduardo Valente / Notícias do Dia
O clássico da capital nada valeu para o campeonato. Mas vale como duelo de torcidas e a estatística de um confronto histórico. O empate mostrou como os times encararam a partida: um já sabendo que vai encarar o hexagonal na semana que vem contra outro tentando dar uma satisfação e tapear a imagem do time desorganizado em campo e trapalhão fora dele. No fim o empate foi justo.

O Criciúma bateu o Marcílio e também precisará de resultado para entrar no hexagonal. Só que pesa a favor do Tigre o fato de enfrentar o já eliminado Ibirama, fadado ao quadrangular da morte. Na briga estão o Guarani, que joga em Itajai, e o Inter de Lages, que receberá o Avaí em casa.

Tem gente com pressão além do normal para a rodada de quarta. O Joinville que o diga.

O Marcílio Dias tem uma "rodada" antes de entrar em campo quarta, no TJD. A partir do resultado, dá pra ver o que o Marinheiro pode ou não fazer. Até porque o recurso não será julgado até o hexagonal começar.