sábado, 13 de março de 2010

Chapecoense, uma nau à deriva

Não foi derrota. Foi humilhação, com direito a olé. A Chapecoense vai caminhando a passos largos para a Segunda Divisão, ao tomar três a zero do Juventus, que não havia vencido ninguém. Suca deverá ser demitido. Mas a culpa é dele?

Antes do jogo, o meia Steve deu uma entrevista a uma rádio local dando a entender que o grupo estaria rachado, e que iríamos descobrir onde está o problema. Depois do jogo, teve de tudo, com direito a bate-boca do treinador com repórter, ao Jandir Bordignon chamando o Tadeu Costa de mentiroso, e outras coisas. Isso denuncia o cenário: o time está sem comando, a deriva em um rio que está próximo da queda à segundona. Pode trazer o Felipão que não resolve. O problema deve ser corrigido de cima para baixo. Começando com quem contrata.

O Brusque agradece. Com um jogo a menos, tem três pontos de vantagem e duas vitórias a mais. Poderá até perder para a Chapecoense no domingo que vem, que mesmo assim não sai da zona de rebaixamento. Sem contar que o clima no Bruscão é absurdamente mais tranquilo. Mas com esse time, visivelmente dividido, a degola é inevitável. A não ser que venha um novo time, que venha com uma união enorme, para fazer o time jogar bola. Serão apenas dois jogos em casa nos cinco que restam. A derrota para o Juventus, e poderia ser goleada, foi uma consequência do trabalho feito. A vitória sobre o Brasiliense foi pura enganação. Aprendi uma coisa no futebol: não adianta ficar espalhando que tem dinheiro sobrando no caixa. Tem que ter alguém competente que contrate bem, cobre os resultados e que coíba as confusões.

Enquanto ouço os pós-jogos das rádios do Oeste, tenho a certeza de que é improvável uma solução a curto prazo para a Chapecoense. O jogo da Copa do Brasil, contra o Atlético-MG, mais atrapalhará do que ajudará o time a escapar da segundona. É improvável, mas não impossível. A partir de agora, o time do Nei Maidana não depende mais de suas forças para escapar da degola. Precisa secar o Brusque, e começar a partir de segunda, quando enfrenta o Joinville do ex-técnico Mauro Ovelha.

sexta-feira, 12 de março de 2010

O fim das Participações no Figueirense

E hoje foi batido o martelo. Sem guerra jurídica, mas com a perda de jogadores da base para um empresário, o fim da gestão da Figueirense Participações foi selado. Agora, o clube conseguiu o que queria: irá caminhar com suas próprias pernas em dez dias, e terá a missão de fazer o time voltar a Série A.

Quero chamar a atenção para um fato, que remete aos meus tempos de faculdade e início da carreira jornalística, final da década de 90. A mesma Figueirense Participações que hoje deixa o alvinegro sob o alívio de grande parte da torcida, foi a responsável por uma importantíssima guinada no futebol catarinense. Apesar de toda a discussão que envolveu a figura de Paulo Prisco Paraíso no governo Estadual, a partir do momento que a "Participações" montou aquele time de 99 com Júlio César e Camanducaia, forçou outros times, e aí cito o próprio Avaí, que se viu em meio a uma fila sem títulos até o ano passado e viam Criciúma e Joinville crescer no cenário do Estado nos últimos anos, a buscar se profissionalizar. Houveram inovações para a época, como a grande campanha de sócios, a comercialização de espaços e a primeira vez em que houve um uso efetivo das ferramentas de marketing no futebol catarinense.

Mas como a Participações era um negócio que visava lucro, o torcedor alvinegro tinha sérias reclamações, principalmente quando vinha a ideia que "o Figueirense busca lucro, e não títulos". A derrocada começou em 2007, quando o time perdeu a Copa do Brasil em casa para o Flu. Lembro-me como se fosse ontem que o técnico Mário Sérgio havia dito que estava ali "para revelar jogadores para venda, não para ganhar títulos". A lua de mel acabou ali.

E nisso, entram os conselheiros do clube, que mostraram que não são vaquinhas de presépio e, dentro dos seus direitos, questionaram a parceria. Os blogs dos alvinegros, e faço questão de citá-los de novo aqui, foram de importância enorme, pois traziam à tona todos os problemas, e deixavam abertas à toda a torcida as discussões acerca dos acertos e erros do clube. No fim desse debate, a figura do Figueirense Futebol Clube volta a existir. O clube perdeu vários talentos numa negociação polêmica com a Brazil Soccer, mas esse era o custo da liberdade. Os livros de história contam que a independência do Brasil de Portugal não foi feita de graça. Os portugueses levaram riquezas de nosso país, para depois nos deixar livres. O clube teve que pagar um preço pela liberdade, mas com um trabalho bem feito, novos Lucas, Robertos e Alexandres podem aparecer, e render bons dividendos.

Boa sorte à torcida alvinegra.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Beto, ex-Criciúma, no Joinville

Vários sites de informação do nordeste informaram ontem a noite que o Joinville contratou o meia Beto, de 29 anos, que foi um dos destaques do Criciúma em 2008. Ele estava no Treze da Paraíba, time que o revelou antes de chegar a Santa Catarina. Segundo informações vindas do nordeste, o jogador não estaria adaptado à estrutura do clube, e foi afastado do grupo no último dia 2, passando a treinar de forma separada.

Depois de sair do Tigre, ele foi vendido (a preço de banana, multa pequena) ao Atlético-MG, onde acabou tendo uma grave lesão ocasionada por estresse. Depois, andou desaparecido, e agora está de volta, onde será comandado por Mauro Ovelha.

O Brusque foi atrás dele na semana passada, e o salário estava dentro das possibilidades, mas a diretoria teve a informação de que ele não estava na melhor condição física.

Beto é, sem dúvida, um excelente jogador, se jogar como era nos tempos do Criciúma. A torcida do JEC anda de pé atrás, principalmente depois de um jogo em março de 2008 que ele, após marcar um gol de cabeça, fez sinal para a torcida do Joinville ficar quieta. Já há no Orkut manifestações acerca disso.

Ricardo segura o Jacaré. E que venha o Galo

Mergulhado na crise, a Chapecoense se segurou do jeito que pôde, e garantiu a sua vaga na próxima fase da Copa do Brasil, mesmo perdendo para o Brasiliense por 2 a 1. Preste atenção nessa expressão: perdeu para o Brasiliense. Mas como teve uma gordura conquistada no Índio Condá, conseguiu a classificação.

Não assisti o jogo, mas antes de Mazinho (que entrou no lugar de Luciano Ratinho, machucado) fazer aquele gol que garantiria a classificação, as emissoras de rádio eram uníssonas: time sem vontade, sem "ralar a bunda no chão", desarticulado, e com o herói Ricardo, goleiro da base que substitui Nivaldo, salvando o time lá atrás. Nada de diferente em relação aos últimos jogos pelo estadual. Que venha Luxemburgo, Obina e o Galo Mineiro. Com certeza, um bom dinheirinho entrará no caixa.

Mas a classificação para a segunda fase da Copa do Brasil trará problemas na luta do time de Suca contra o rebaixamento: o time chega de Brasília, joga sábado em Jaraguá, depois enfrenta o Atlético em casa na outra quarta e terá decisão contra o Brusque, que não terá jogo no meio de semana, no dia 21. Terá uma maratona que seu adversário não terá, menos tempo para treinar e um desafio enorme pela frente.

Antes de ir pra festa na Avenida para comemorar a classificação, é bom notar que o time não mudou em nada.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Polícia Federal investiga compra de título catarinense

Reproduzo abaixo nota publicada pelo Polidoro Júnior, no jornal "Notícias do Dia" de segunda, dia 08 de março:

A Polícia Federal de Itajaí estaria prestes a divulgar uma armação promovida por um presidente de clube e que seria o maior escândalo do futebol catarinense nas últimas décadas. Há gravações de diálogos comprometedores e que envolve a “compra” de um título estadual. Eurico Miranda e o Caixa D´Água seriam fichinha perto desse dirigente, mas fica evidente que alguém o ajudou. Se a casa cair, cabeças rolarão.

O Poli não disse quando foi, quem foi envolvido e qual seria o clube em voga. Mas uma nota dessa merece destaque, e por isso reproduzo aqui no Blog. Ficaremos de olho.

Ibirama vai de Wagner Oliveira

O nome de Wagner Oliveira foi comentado durante todo o dia pela imprensa do Alto Vale como o favorito para assumir o comando do Atlético de Ibirama. Antecipando a confirmação oficial, o eficiente Bernardo Haas do FutebolSC.com conversou com o próprio técnico, que confirmou o fechamento do negócio.

Wagner, de 49 anos, além de treinador, fez história como jogador em Santa Catarina. Foi campeão estadual em 1985 pelo Joinville, na campanha do octacampeonato. Além de ser o artilheiro nesse mesmo ano, com 21 gols, conquistou a artilharia no ano seguinte, com 16 tentos marcados. Como técnico, teve três experiências no Estado, todas no JEC: em 1998, 2001 e 2006, onde foi campeão da Divisão Especial.

É um treinador reconhecido principalmente em Minas Gerais, onde comandou vários clubes. Acho bem interessante a escolha do Atlético por ele. Vai fugir daquela lista de treinadores com experiência limitada em Santa Catarina, para trazer alguém de outra praça, que respira outros ares, para recuperar o time, que fez um bom primeiro turno, mas patina no segundo.

terça-feira, 9 de março de 2010

Qual a lógica?

Os Blogs, e principalmente aqueles ligados à torcida do Figueirense, bombaram com a informação da rescisão dos quatro jogadores do time, publicada no BID da CBF de ontem. Uma notícia apurada e fiscalizada por esse meio de comunicação, que traz uma interação e uma publicidade enorme á informação "cavada" por torcedores.

Falar em publicidade, acho o que marcou toda esse diz-que-diz, que fez os torcedores alvinegros se sentirem "traídos", foi a não-divulgação da negociação entre Figueirense Participações, Clube e Brazil Soccer lá em maio do ano passado, quando foi assinada a intenção de compra.

Claramente, dá pra ver que a negociação com a Brazil Soccer foi uma das condições sine-qua-non da Participações para encerrar a parceria pacificamente no dia 21 de março. O clube terá que sacrificar essa grande receita que poderá ter, em troca de não se incomodar por anos nos tribunais, o que traria uma instabilidade ao clube. O negócio não é desonesto. Faltou divulgá-lo? Faltou sim. Assim como falta detalhar aos sócios e conselheiros do clube qual é o ganho que o Figueira tem ao negociá-los. Muitos pensam no dinheiro. Acho que o clube pensou na tranquilidade.

E a minha solidariedade aos blogueiros alvinegros: foram bombardeados hoje, e chamados de vários termos que não vale aqui citar. Eles não estão contra o clube, apenas questionam onde está a transparência. E os Blogs são uma ferramenta poderosíssima.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Ramirez e Gelson caíram. E Ovelha voltou

No futebol, não existe uma unanimidade até a rodada seguinte. E o troca-troca de técnicos continua: mais dois caíram fora nesta segunda, enquanto um volta a ser empregado.

Sérgio Ramirez aguentou muito tempo em Joinville. Particularmente, não gosto dele por causa do temperamento. Mas tenho que admitir que fez um bom trabalho no JEC, colocando o time na final do Estadual e na Série D. Mas é uma pessoa de relacionamento difícil, que bate boca com a diretoria até por causa da colocação de um jogador a mais na delegação, o que aconteceu antes do jogo contra o Imbituba. Por questão de segundos, não foi demitido depois da final do turno contra o Avaí. Mas a sequencia de maus resultados, combinado com os 3 a 0 do Figueirense, custaram sua cabeça. Ele queria um projeto longo. Chegou a treinar os juniores no segundo semestre do ano passado para fazer um bom time. Não aguentou.

E o JEC confirmou no início da tarde que Mauro Ovelha, demitido da Chapecoense e com grande currículo de vice-campeonatos na carreira, assumirá o comando tricolor. Para Ovelha, é uma chance única de comandar um time de orçamento maior, que disputará o campeonato brasileiro e brigará pelo título. Ele estará altamente pressionado, e terá que largar aquela sua conhecida antipatia se quiser conquistar o torcedor.

E em Ibirama, um gol de pênalti aos 50 minutos do segundo tempo custou a cabeça do técnico Gélson Silva. Ali, o negócio é diferente: o Atlético tem histórico de cobrança a curto prazo. O time fez uma boa campanha no turno, arrancou um empate em Chapecó e em casa contra o Criciúma e perdeu em Imbituba, o que é normal. Mas Ayres Marchetti não deve ter uma boa noite de sono, e despachou o pastor. Não estranhe se Sérgio Ramirez aparecer por lá.

Obrigado ao Daniel dos Santos, do blog Esporte Alto Vale, que confirmou a saída do Pastor Gélson.

domingo, 7 de março de 2010

O Dever de casa foi feito. E a Chapecoense ajudou

O Brusque terá, pelo menos isso, uma semana tranquila para trabalhar até o jogo contra o Joinville. A vitória sobre o Juventus veio com tranquilidade, e a vitória do Avaí em Chapecó foi mais uma boa notícia depois de dias tão pesados no Augusto Bauer.

O jogo no Augusto Bauer mostrou um fato novo, e muito interesante: o atacante Pantico. O baixinho é bom, é veloz e mostrou para o que veio. Vamos ver qual a solução a ser usada pelo técnico Hélio Vieira ao colocá-lo em campo na Arena com Viola, mas Pantico mostrou ter qualidade.

Temos que colocar o pé no chão: não dá pra tirar o jogo contra o Juventus como base de comparação para saber se o time melhorou ou não. O efeito da vitória por 3 a 1 foi muito mais psicológico do que técnico. E ajudou. O ambiente até a bola rolar não era bom, com pouco público no Estádio, muita desconfiança e exigência por um bom resultado. Terminados os 90 minutos, o presidente, o treinador e o elenco vão para casa livrando-se de um peso enorme, e terão uma confiança maior para pegar o JEC, que não vence há seis jogos, no dia 15.

E com a vitória, o Brusque se garante fora da zona de rebaixamento até o confronto contra a Chapecoense no dia 21, e caso o Metropolitano vença amanhã no Heriberto Hulse, o Criciúma também entra na briga.

O Campeonato não acabou, mas dá pra ir pra casa aliviado.

sábado, 6 de março de 2010

JEC desce mais, e Figueira sobe mais

Já foi cansativamente debatido que o segundo turno do Estadual é um campeonato a parte do primeiro. E o Joinville ainda não está ciente disso. Mesmo garantido na final, o time entra em uma maré de mau futebol que não fará o time chegar bem na decisão. Por outro lado, Márcio Goiano, mesmo com a estrutura limitada pela troca de gestão do Figueirense, acha uma forma de jogar que está fazendo o time marcar gols, chegar as vitórias e, provavelmente, conquistar uma vaga no quadrangular do returno. Depois que chegar lá, a história é outra, mas a sua vaguinha entre os quatro, o alvinegro parece que vai garantir.

O Figueirense joga de uma forma sem firulas. Aposta na velocidade dos jovens valores, e Goiano sabe muito bem usar as habilidades de seus jogadores, como William e Roberto Firmino. Conseguiu partir pra cima do JEC, que não deu jeito de segurar. O time de Sérgio Ramirez perdeu Carlinhos Santos, seu melhor marcador, no início do jogo, e isso colaborou ainda mais para uma vitória que veio ao natural.

Sabe qual foi a última vitória do Joinville? Dia 10 de fevereiro, sobre o Juventus. Desde então, são seis jogos, com cinco empates e uma derrota. Como o time só volta a jogar dia 15, contra o Brusque, será um mês inteiro sem vitória. O time não reforçou, não há um fato novo que reanime o time, e Lima corre risco de pegar uma suspensão forte no tribunal nesta semana. Com mais essa derrota, a chance do JEC decidir o campeonato em casa é bem remota, e se Ramirez não provocar uma mudança muito grande de atitude do time, ele será presa fácil do campeão do returno.

Como eu já disse, o Figueira está garantindo sua ida ao quadrangular do returno, mas quando chegar lá, a história é outra. Na pressão de um mata-mata, outros fatores entrarão em voga, como a experiência, a malandragem e a tranquilidade. Mas Márcio Goiano terá tempo para trabalhar isso.

Nota triste: uma pistola 360, carregada, foi encontrada dentro da van da torcida "União Tricolor" do Joinville. Lamentável saber que há mentes podres nesse mundo que vão armados para jogos de futebol.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Os dirigentes não aprendem

Divulgado o regulamento e a tabela da Copa Santa Catarina, dá pra se chegar a conclusão de que os dirigentes de clubes agem como "mulher de malandro", ou seja, gostam de apanhar da FCF.

Duas das principais reclamações de representantes de clubes acabaram ignoradas, e continuam no regulamento da Copinha. A primeira diz respeito a distribuição de vaga na Série D. Como é sabido, o regulamento vigente diz que, caso o campeão da Copinha leve a vaga na quarta divisão pelo Estadual, leva a rodo o vice-campeão da Copa para o brasileiro. O técnico do Ibirama não sabia disso e ficou louco, o presidente do Brusque disse que estava errado e tinha que ser mudado. Mas a Federação não mudou, e continua tudo igualzinho. É só ir lá e ver. Ninguém reclamou para deixar de fora da disputa pela Série D o campeão da Copinha, que já garantiu vaga?

Outra diz respeito à decisão. A Copa SC é mais curta, com duas chaves de cinco, mas com finais de turno e returno. Uma outra reclamação grande do Estadual diz respeito à impossibilidade de título direto no caso de um mesmo time conquistar os dois turnos, o que provocará uma decisão com o melhor índice técnico. A mesma coisa acontecerá na Copinha: o time que vencer as duas fases terá que correr risco numa decisão.

A questão da vaga na Copa do Brasil foi questão de voto. Só Avaí e Figueirense foram contra, e o título da Copinha, a ser definido em julho, valerá vaga para 2011.

Mas os clubes não têm a envergadura moral para reclamar da Federação. Foram eles que não tiveram a coragem de articular uma chapa alternativa, e aclamaram o que está de forma vitalícia.

A noite que a bola foi judiada

Dois jogos duros de assistir para fechar a segunda rodada do returno. Difícil dizer qual jogo foi pior. Depois de ver a pelada que foi Ibirama x Criciúma, achava difícil que o jogo do Avaí contra o Juventus, mesmo sendo entre favorito e lanterna, fosse pior. Olha, a concorrência é boa.

No jogo de Ibirama, me chamou a atenção a queda de rendimento do Atlético. Empatou com as calças na mão em Chapecó e não conseguiu fazer valer o seu mando de campo contra o Tigre. O jogo em si foi terrível, o Criciúma foi bisonho, mas conseguiu o mais difícil, que é conquistar um ponto em Ibirama, e com dois homens a menos em campo. O time de Gelson começa atrás na luta pela vaga no returno. Já o Criciúma fica a 4 pontos da zona de rebaixamento. Corre risco? Hoje, muito pouco. Mas pela baixa qualidade dos últimos dois jogos, é bom o técnico Vilsão tomar cuidado.

Na Ressacada, o Avaí jogou relaxado e quase se complica. Vencia por 2 a 0, placar ao natural no início de jogo, mas tomou um gol do Juventus, que apertou a partida e deixou a torcida irrequieta. Muita gente tinha ido embora pra escapar da fila, quando Roberto fez 3 a 1. O Juventus era presa fácil, mas o Avaí não estava focado no jogo, e quase se complica. Mas recupera a liderança do returno e da classificação geral, com o Metropolitano no encalço. O time precisa vencer em Chapecó no domingo para ter tranquilidade na luta pela primeira posição na tabela, o que poderá lhe dar vantagem nas finais. Mas na partida de hoje, o Leão não fez nada mais que a obrigação. Mas jogou mau pra dedéu.

Hoje, judiaram da coitada da bola.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Esperança de virada? Piada!

Falar mal do time do Brusque é chutar cachorro morto. Mais uma vez, time sem garra, com um treinador que não acrescenta nada, e mais uma derrota. E olha que o Figueirense tava louquinho pra ceder o empate.

Não adianta fazer contas. O timeco do Suca é um pouco menos pior que o Brusque e tem chance maior de não cair. O que eu vi ontem no Scarpelli foi coisa digna de filme de terror. Desde cartão amarelo antes do jogo começar até três expulsões aos 47, quando o jogo estava definido.

O técnico Hélio Vieira se limitou a chamar a responsabilidade pra si após o jogo, mas quer saber? Hélio Vieira tem a mesmíssima filosofia de Suca, sem tirar nem pôr, com uma desvantagem: Suca pelo menos conhecia o elenco, enquanto Hélio, com nove derrotas seguidas no currículo, ainda faz testes no elenco. Faz testes, monta mal os times, e se limita a chamar a responsabilidade.

E vamos falar a verdade: o time do Figueirense é ruim. Pra quase tomar o empate do projeto do time do Brusque, não merece nem ir pro quadrangular.

Hélio Vieira colocou três volantes em campo, que tomaram dois gols pelo setor logo no início de jogo. Achou um golzinho com Rogélio, o que deixou um pouco de esperança para o segundo tempo. Mas novamente mostrou a apatia tradicional e deixou o alvinegro abrir quatro. Sacou Rondinelli para colocar Luiz Henrique, e Viola aproveitou um pênalti e uma falha do goleiro Moreno para descontar. No desespero da busca pelo empate, tomou um gol no contra-ataque, o que até é natural. Agora, o comportamento do time é algo que precisa de um estudo.

Jogo definido, 47 do segundo tempo. O zagueiro Cris dá uma entrada forte e o time inteiro vai reclamar. Aí o árbitro expulsa Viola e Carlos Alberto na carona. Passível de punição da diretoria. O que eles vão reclamar no fim de jogo de um lance? Ah, mas vocês pensam que a diretoria vai dar punição pro Viola? Se não deu por causa da escapada em Mogi, não vai dar agora. O presidente me disse que "o time do Brusque vai ser diferente contra o Juventus". Vai mesmo presidente, com quatro jogadores fora. Incrível como a qualidade do time cai jogo após jogo. Agora a briga é entre o Brusque e o Suca, o criador do monstrengo, que andou falando besteira lá pra imprensa de Chapecó, dizendo que o clube não o pagou. E que Deus nos ajude.

O Blog descobriu o nome do atacante que será anunciado pelo clube: é Pantico, de 29 anos, que jogou ontem pelo Icasa do Ceará, pela Copa do Brasil. Também jogou no Bahia e no Vitória. Nunca ouvi falar dele, mas vem super recomendado, e deve jogar no domingo. Tomara que ele seja o craque que tanto se fala.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Pode dar zebra no Scarpelli?

Ontem, encontrei com o presidente Danilo Rezini, que me disse o seguinte: "Rodrigo, podes anotar: domingo vais ver um outro time do Brusque em campo". Bom, domingo, vencer o Juventus é mais do que obrigação, mas antes tem um jogo contra o Figueirense, no Scarpelli.

Que o Figueira é favorito, ninguém discute. O Brusque vem pressionado, com as cinco derrotas seguidas e sem marcar gol, mas hoje começa a mostrar a cara do time para a reta final do campeonato: a estreia de Carlos Alberto, Diogo atuando na frente com Viola e o possível retorno do Têti. Não é o time perfeito, mas é o melhor poderio ofensivo que o time tem no momento.

Amanhã de manhã, o presidente prometeu anunciar um atacante diferenciado, e apareceu outro nome, que tem história no futebol de SC.

A diretoria está arriscando e poderá dar certo. Na minha opinião, o Figueirense está longe de ser um favorito ao título, então não é bicho papão, mas tem pra si o favoritismo para ganhar ao jogo ao natural. Mas não estranhe se rolar empate.

terça-feira, 2 de março de 2010

A noite de Angeloni

Antenor Angeloni chegou ao restaurante do Estádio Heriberto Hulse sob a som de fogos de artifício. Toda a torcida da região sul do Estado aguardava esse momento, da posse do homem que, espera-se, seja a salvação do clube que sofre nos últimos tempos.

E ele veio com tudo. Está animado, tem dinheiro e já começou o seu plano para sanar o clube.

Diz que tem empresários do seu lado que o farão levantar R$ 3 milhões. Já colocou 400 mil na conta para pagar as dívidas mais urgentes. Trouxe novos diretores. É sangue novo de um velho guerreiro para tentar colocar o time de volta na Série B.

Eu vou recomendar dois textos que valem a pena ler. O primeiro é um do excelente Daletigre.com, que conta como começou o Criciúma EC, a partir do momento que Angeloni, a época presidente do Comerciário, convenceu os conselheiros a mudar o nome do time (clique aqui).

O outro fala sobre um assunto que impressionou a todos: Angeloni pregou a construção de um novo Estádio em Criciúma. Esse assunto será polêmico. Eu penso que o Heriberto Hulse, estádio super-central que fica a poucos metros do terminal central de ônibus, é o mais bonito estádio de Santa Catarina, só faltando pequenos retoques e a colocação de cadeiras em todas as dependências da torcida. Este texto do economista e consultor em desenvolvimento regional Ademar Fabre (clique aqui), escrito em 2008, fala sobre o desenvolvimento da capital do carvão, e a localização do futuro estádio.

Hoje, o torcedor do Criciúma foi para a cama com o sorriso de orelha a orelha.