quinta-feira, 3 de setembro de 2015

O tempo está passando

* Publicado no jornal "Notícias do Dia" de 03/09/15

O Avaí que perdeu para o Flamengo em Natal não foi nem sombra daquele time que, com vibração, bateu o Internacional. Voltou a se complicar no campeonato. Gilson Kleina não conseguiu dar jeito de encontrar uma solução que fizesse o time reencontrar um bom caminho. Sem bolas de qualidade, Leo Gamalho praticamente passou em branco no jogo. A derrota volta a colocar pressão no time, que terá pela frente um jogo de importância dobrada no final de semana. É em casa, contra o Coritiba, que o Leão terá a chance de abrir distância para um adversário direto que vem de uma sequência melhor. Nada deu certo na Arena das Dunas. Agora, o time tem uma exigência ainda maior de fazer um bom resultado em casa.

Enquanto isso, o torcedor do Joinville vai lamentar por um bom tempo o empate com o São Paulo. Depois de muitos erros no primeiro tempo, o time conseguiu ter mais calma para aplicar o seu jogo na etapa final. Acabou parando na trave em duas oportunidades, e quase acabou punido no lance final, em uma defesa milagrosa de Agenor. Os dois pontos perdidos em casa impediram o tricolor de se aproximar da turma de fora da zona do rebaixamento.

Há um fato que precisa ser considerado nos últimos jogos do JEC, e que contrasta muito com a situação do Avaí. O JEC precisa muito melhorar sua qualidade nas finalizações. Cresceu muito no volume de jogadas criadas, mas ainda carece de melhoria na conclusão. Do outro lado, o ataque do Leão mostrou ter encontrado um bom caminho, mas precisa ser mais agressivo no controle da posse de bola e na criação de jogadas. O tempo está passando, e as soluções precisam aparecer antes que comece a época do desespero.

Vai ter Olesc e Parajesc

Quando as forças do esporte catarinense resolvem trabalhar juntas, muita coisa é possível. Valeu o grande esforço de dirigentes, técnicos e atletas de todo o Estado para que os cancelamentos da Olesc e do Parajesc fossem revertidos. O governo encontrou uma solução e, com isso, espantou uma grande ameaça de prejuízo irreversível no grande trabalho de base realizado nos quatro cantos de Santa Catarina. 

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

A estrela que pode fazer a diferença

* Publicado no jornal "Notícias do Dia"  de 01/09/2015

Léo Gamalho chegou ao Avaí e impressionou. Rapidamente virou ídolo da torcida marcando quatro gols em duas partidas, ficando apenas um atrás de André Lima, artilheiro do time. Junto com Nestor Camacho, as duas novidades do Leão trouxeram boas esperanças a um time que estava com o astral abalado. Ainda há um longo caminho e muito para resolver, principalmente no setor defensivo. Mas não há como negar que a vitória sobre o Inter com um artilheiro inspirado tem efeitos altamente positivos. Gilson Kleina, ameaçado de demissão, ganha um ambiente um pouco mais tranquilo para trabalhar duro para escapar de uma briga pelo rebaixamento cada vez mais acirrada, com Cruzeiro, Goiás, Coritiba e JEC com a corda no pescoço.

Já no Figueirense, o nome da semana não é uma novidade. Um atacante que passou do status de criticado a idolatrado. Marcão apareceu de forma decisiva contra Galo e Vasco mostrando o oportunismo mais do que necessário em um bom camisa 9. No Maracanã, conseguiu levar fácil Guiñazú na corrida para marcar o gol da vitória em um jogo complicado, com pressão do Vasco e muito trabalho para Alex Muralha. Apareceu a chance e ele não desperdiçou.

Tanto Avaí quanto Figueirense passam por bons momentos em seus ataques e conseguiram vitórias importantes no final de semana. O Leão conseguiu, no pior momento possível do mercado, encontrar dois nomes que puderam lhe agregar uma qualidade considerável. Já o Figueira, com a estrela de René Simões, que acreditou em Marcão, encontrou um caminho bem interessante para subir no campeonato. 

Figueira x Peixe

O Santos faz uma campanha de recuperação muito interessante no Brasileirão. Chegou a estar na zona de rebaixamento e, sob o comando de Dorival Junior, chegou à nona colocação, a apenas 4 pontos do G4, com quatro vitórias nos últimos cinco jogos. Os números impressionam, mas o Figueirense já mostrou toda a sua condição de seguir em frente na Copa do Brasil, não importa o adversário. Dessa vez o desafio é diferente, com o jogo de volta fora de casa, o que muda um pouco a estratégia. Mas isso é coisa pra se pensar mais para a frente. Vem aí uma sequência importante na Série A onde a ordem é não deixar baixar o ritmo e manter a boa fase.


quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Figueirense e Chapecoense conseguem vitórias históricas, e podem ir mais longe

A quarta-feira reservou ocasiões especiais para Figueirense e Chapecoense. O primeiro conseguiu uma virada sensacional, sem parar de lutar, sobre o Atlético Mineiro. O outro passeou sobre a Ponte Preta e vai, pela primeira vez em sua história, fazer um jogo oficial no exterior.

O mais importante disso: ambos podem sonhar em ir longe nas suas competições.

O Figueirense teve muito do espírito deixado por Argel em campo. Entrega, luta, sem esmorecer depois de tomar um gol. O Galo parecia querer segurar o jogo para levá-lo aos pênaltis, mas o Figueira não parou de pressionar. Acabou premiado com o gol de Marcão, que dá muita moral ao time e a certeza de que, no mata-mata, o time tem virtudes de uma equipe copeira. Se der conta da maratona, que agora terá dois jogos por semana no Brasileirão, pode ir mais além e garantir mais uma boa grana para o caixa do clube. Uma vitória como  essa pode e deve dar moral para a difícil sequência que vem aí na Série A.

Lá no Oeste, a Chapecoense não usou titulares mas venceu a Ponte e vai enfrentar a Universidad Católica ou o Libertad na próxima fase. E acho que dá pra sonhar em ir longe. Considerando que vai demorar um pouco até esse confronto acontecer, e nesse meio tempo o Verdão tem a chance de somar mais pontos para continuar em situação tranquila no Brasileiro, vem a pergunta: por que não tentar? Não há risco para ser corrido no Nacional e a possibilidade de seguir bem na Sul-americana é boa. Coisa pra se pensar.


domingo, 23 de agosto de 2015

A incrível virada do JEC

Carlos Junior / Notícias do Dia
O Joinville conseguiu o que era improvável: até fazia um jogo igual com o Fluminense, mas tomou um gol aos 25. PC Gusmão mandou o time pro desespero e conseguiu empatar com Mário Sérgio em uma jogada iniciada por Anselmo.

Conseguiu injetar um gás para os minutos finais. O Flu já estava jogando pra segurar o resultado.

Eram 46. Diego fez uma bela jogada e cruzou. Marlon marcou contra. Tipo do cruzamento complicado pra tirar. E quem é o zagueiro que deixaria passar uma daquela, com Ricardo Bueno por perto.

Deu certo, gol da virada.

Uma vitória mais do que necessária depois dos outros resultados da rodada. Time volta a ganhar moral e confiança de que pode enfrentar qualquer um de igual pra igual. Não foi um jogo brilhante, mas merecedor de um bom resultado.

E isso foi o que aconteceu. O Fluminense errou e deu a abertura para o JEC virar. Chance aproveitada e três pontos conquistados.





sábado, 22 de agosto de 2015

Rodada da pressão: Avaí entra no Z4 e Figueira escapa dela no início do returno

Ricardo Saibrun / Divulgação / ND
Começou a segunda metade do Brasileirão com sentimentos opostos para a dupla da capital. O Avaí entra no returno na zona de rebaixamento, depois da goleada sofrida para o Santos e a vitória do Goiás sobre o Vasco.

Deu tudo absurdamente errado para o Avaí contra o Santos. A zaga azul estava perdida de uma forma que o Peixe não teve dificuldades para construir o resultado, consolidando seu crescimento no campeonato e chegando a 14 gols marcados nos últimos cinco jogos em casa. Era necessário um cuidado especial em cima dos números.

Foi um claro domínio que trouxe pelo menos uma boa notícia, que foram os dois gols marcados pelo bom atacante Leo Gamalho. Deu a esperança de que o time ganha uma boa alternativa no ataque. Mas com uma defesa dessa, tá complicado. Gilson Kleina falou em reação, resposta e semana difícil. Tudo isso nem precisaria dizer, mas o que vi da defesa avaiana nesta noite deu muita preocupação. Que dê jeito já na próxima rodada em casa, contra o Inter de Argel na manhã de domingo.

Já o Figueirense teve sua base brilhando contra o bom time do Sport, osso duro de roer com bons números como visitante. Saiu perdendo e conseguiu a virada em um segundo tempo fantástico, com a boa atuação de Yago, que passou a ser o principal organizador ofensivo do time, premiado com os gols de Bruno Alves e Dudu.

Toda vitória contra time da parte de cima da tabela é importante, ainda mais da forma que foi, lutando e conquistando uma virada. Com 23 pontos, o Figueira dá uma escapada da briga do rebaixamento. Ganha paz para uma semana importante, com jogo de volta contra o Galo pela Copa do Brasil e a partida contra o lanterna Vasco no próximo sábado. Ainda há um longo caminho, mas essa vitória veio na melhor hora possível.


quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Joinville dá vexame em sua estreia internacional. Poderia, ao menos, ter vontade de vencer.

Carlos Junior / Notícias do Dia
O Joinville comemorou a ida para a Sul-americana, sua primeira competição internacional na história. A parte boa fica por aí.

Todo o planejamento deu errado. O clube resolveu cobrar ingresso do sócio, aquele que paga religiosamente por mês para não precisar desembolsar pra entrar. Resultado? Arrumou um desconforto e pouco mais de 3 mil pessoas no estádio, pior público do ano. Junte-se a isso o discurso sem graça desprezando uma competição importante, e deu no que deu.

Jogar com time misto é uma coisa. Jogar com time misto sem vontade é outra. Olha o que o Ceará fez no Morumbi.

Uma bolinha desgraçada. Jogo terrível. Bom para o Atlético-PR, que não fez força para fazer 2 a 0. Matou o confronto. De castigo, o JEC vai ter que subir a serra pra jogar a volta.

Que papelão.

E, de quebra, arrumou pressão pra domingo. Se jogaram essa bolinha aí para se poupar pro jogo contra o Fluminense, é bom que todos entrem voando no domingo. Se não vão ouvir mais um pouco.


Depois do cancelamento da Olesc e Parajesc, mais uma ameaça de cancelamento no esporte de SC

A imprensa vem repercutindo bem a indignação de dirigentes esportivos, técnicos e atletas de todo o Estado, com a decisão da Fesporte em cancelar a Olesc e o Parajesc, dois importantes eventos que movimentam jovens talentos nos quatro cantos do Estado.

A comitiva que foi a Florianópolis reclamar acabou desconstruindo o argumento do presidente Marcelo Kowalski, de que o problema residia na indisponibilidade de alojamentos. É dinheiro mesmo, um orçamento mal administrado.

Gostaria muito de saber a justificativa do presidente para tirar mais de R$ 1 milhão do seu orçamento, que daria para tocar a Olesc, para patrocinar um torneio de tênis privado.

Só que os dirigentes municipais mostraram outra preocupação. Existe uma grande possibilidade do cancelamento do Moleque Bom de Bola, um dos maiores torneios escolares de futebol do país. A Fesporte espera que a empresa patrocinadora banque todos os custos do campeonato, que envolve todos os municípios do Estado. Se isso não acontecer, é mais uma triste notícia para o esporte catarinense.



domingo, 16 de agosto de 2015

O recado da virada sofrida

Lucas Uebel / Assessoria Grêmio / ND
O Joinville enfrentou o bom time do Grêmio, que não entrou tão bem assim em campo no seu estádio. Fez um a zero, poderia ter feito o segundo e até o terceiro. Correu o risco ao ver um time superior dar a deixa para ser derrotado.

Aí duas coisas determinaram a virada: PC Gusmão foi infeliz ao colocar Marcelo Costa no lugar de Marcelinho Paraíba. Isso acabou "freando o time", que deixou o Grêmio dominar ainda mais a posse de bola. E o jogo foi definido em duas bolas paradas, frutos dessa pressão.

Você pode tirar dois pensamentos disso tudo: a pena por ter o jogo na mão e acabar tomando a virada, e uma boa esperança de saber que o time voltou a render bem, mas enfrentou um time que goleou o Inter e bateu o Atlético no Mineirão. Está tudo aberto para o returno. Tenho certeza que a postura continuará no mesmo nível contra o Fluminense, com uma chance considerável de vitória.

Aliás, rodada das viradas. Avaí e Figueirense perderam da mesma forma que o JEC. Com as vitórias de Goiás e Coritiba, ambos correm risco de entrar na zona de rebaixamento na próxima rodada.

Há um longo caminho ainda. Que venha o returno.


sábado, 15 de agosto de 2015

Cancelamento da Olesc, vergonha para o esporte de SC

A desastrada decisão da Fesporte e do Governo do Estado de cancelar a Olesc e o Parajesc (usando uma desculpa bem questionável de falta de alojamentos) é de causar uma vergonha sem tamanho. Quem comanda o esporte em Santa Catarina achou que é fácil cancelar uma competição que tem a maior participação de municípios, com atletas e treinadores trabalhando duro durante todo o ano para o evento. Com uma notinha, foi-se tudo.

Cancelar um evento que movimenta a economia da cidade-sede e mobiliza milhares de atletas e treinadores por falta de alojamento?

Se houvesse vontade, a Olesc rolaria. Aliás, a decisão foi divulgada em uma notinha oficial no site, com pouco destaque, sem que ninguém viesse para o microfone debater sobre a questão. Sabiam que iam tomar bomba. Aliás, estão tomando, com manifestações de desportistas de todo o Estado e até na Assembleia Legislativa.

O Parajesc é outro caso grave. Estamos falando de paradesporto, que é inclusão acima de tudo, para atletas em idade escolar.

A Fesporte quase cancelou os Joguinhos Abertos, acontecidos recentemente em Itajaí, porque faltou dinheiro para saldar dívidas da autarquia. Em cima da hora, com muitos telefonemas e idas e vindas nos gabinetes, apareceu a grana e a competição rolou.

Sem tanta dificuldade, a mesma Fesporte liberou mais de R$ 1 milhão do seu orçamento para patrocinar o torneio de tênis da WTA em Florianópolis, um evento privado, que foi bombardeado pela imprensa especializada por ter fraco nível técnico.

O governador e o presidente da Fesporte não sabem o impacto da decisão que tomaram. Isso pode causar, a curto prazo, uma desmobilização do trabalho do esporte de base no Estado, principalmente nos municípios menores, e a extensão para o desemprego dos profissionais.

Tinha coisa mais importante pra cortar. Patrocínio em torneio de tênis, por exemplo.








sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Um baile tricolor com vários ritmos

Carlos Junior / Notícias do Dia
O Joinville fez o melhor primeiro tempo do ano, e podia ter ido para o intervalo fazendo um sonoro 3 a 0 em cima do Cruzeiro. Com a festa instalada na Arena, o tricolor foi soberano. Fechou espaços, jogou ligado e, ainda por cima, deu um chega pra lá naquele clima ruim da era Adilson Batista.

Esse baile do JEC sobre o Cruzeiro de Luxemburgo teve vários ingredientes. Golaço de Marcelinho Paraíba, jogado pra fora dos planos pelo ex-técnico. Gol de Bruno Aguiar, ex-afastado do grupo, após cruzamento de Paraíba. E gol de Tripodi, que não ganhou uma chance no time desde que chegou, no seu primeiro toque na bola, em uma cobrança de escanteio.

Isso precisa ser considerado na análise da grande vitória do Joinville, que levantou a moral de todos, do presidente ao torcedor. Viu-se o time que todos esperavam desde o início do Brasileirão. A situação é difícil, mas não irreversível. São quatro pontos de distância para a saída da zona de rebaixamento.

Mudança de postura, armação convincente do time, que claramente está em outra vibe.





quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Envolvido do começo ao fim*

* Publicado no jornal "Notícias do Dia" de 13/08/2015

O técnico Argel não foi feliz na armação do time para enfrentar o São Paulo, que manteve o jogo sob controle desde o seu início. Juan Carlos Osorio leu muito bem o adversário, montou uma forte linha de marcação e adotou a pressão na saída de bola. Diferente da partida em Chapecó, quando o adversário deu o espaço no segundo tempo, desta vez o Figueira não jogou e ficou perdido em cima de um adversário eficiente. Uma derrota inquestionável com uma atuação abaixo da crítica, que deixa para Argel a tarefa de achar uma solução para enfrentar um time que soube ocupar muito bem o campo, como o São Paulo fez, e conseguir se impor contra ele. 

O turno termina para o Figueirense domingo no Maracanã, no jogo contra o Fluminense. Vai enfrentar um adversário que luta pelo G4, mas que tem quatro derrotas nos últimos cinco jogos, mostrando uma grande irregularidade. Sem medo e tentando repetir a vibração do empate na Arena Condá, dá pra trazer um bom resultado. A "gordura" para a zona de rebaixamento caiu para quatro pontos. Ainda é uma situação administrável.

Hoje é a vez do Avaí tentar colocar sete pontos de distância para o Z4 contra a Ponte Preta, um adversário direto que venceu na estreia do novo treinador. Gilson Kleina tem desfalques mas fará a estreia de Nestor Camacho, atleta que se espera muito. O técnico avaiano mostrou preocupação em ter que mexer muito na estrutura do time, mas é inevitável. De repente ele possa encontrar uma outra alternativa de jogo, para que apareçam alternativas para um returno que promete ser bastante duro.

Decepção no esporte amador

Jovens atletas de todo o Estado ficaram muito decepcionados depois do anúncio da Fesporte do cancelamento da Olesc e do Parajesc, eventos importantíssimos da base esportiva catarinense. Já há algum tempo dirigentes dos municípios mostravam preocupação com a realização destas competições. Os Joguinhos Abertos em Itajaí correram risco e, agora, o governo do Estado resolve cancelar o evento que tem a maior participação de municípios, com muitos garotos treinando com afinco por todo o ano para participar das competições. Se houvesse vontade, os eventos aconteceriam. O esporte de Santa Catarina sofreu um duro golpe.

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Semana decisiva na segundona. Camboriú e Brusque só dependem deles para subir

Alain Rezini
Essa é a semana final da primeira fase da Série B do Catarinense. Faltam duas rodadas, e Camboriú, Brusque e Tubarão são os únicos times ainda com chances. Alguns já estão eliminados há algum tempo e já podem iniciar a limpeza. Fruto de um regulamento que até pode ser interessante para quem assiste de fora, mas é uma chamada ao prejuízo para quem ainda tem que jogar para nada. Até o rebaixamento já foi resolvido, com a eliminação do Blumenau.

Os três que brigam pelas duas vagas no acesso não terão confrontos diretos. Todos enfrentam times já mortos no campeonato, o que faz crescer a possibilidade da tal da "mala branca", que já aconteceu semana passada. O Tubarão tem apenas mais um jogo, já que enfrentaria o Blumenau na quarta e terá creditado para si uma vitória por 3 a 0. O problema é que o time de Abel Ribeiro depende de um tropeço de Brusque ou Camboriú para subir na classificação.

O Brusque enfrenta o Operário na quarta em Mafra e o Juventus de Seara domingo, no Augusto Bauer. Já o Camboriú vai a Tubarão enfrentar o Hercílio Luz e na última rodada pega o Porto, no Robertão. Estes só dependem deles. Venceu as duas, subiu.

Curiosidade é que, mesmo com boas campanhas, ambos os três trocaram de treinador com o campeonato andando. O Tubarão trouxe Abel Ribeiro para o lugar de Roberto Jesus, enquanto o Brusque contratou Mauro Ovelha para a vaga de Leandro Campos. O caso do Camboriú é mais curioso: demitiu Paulo Foiani e colocou Rony Aguilar como interino. Os resultados vieram e ele lá permaneceu.

Ambos os três tem times com qualidade semelhante. Falta saber se terão competência para passar por times eliminados para conquistar o acesso.


domingo, 9 de agosto de 2015

Empate em um jogão de 45 minutos

Para resumir o empate da Chapecoense e Figueirense bastam 45 minutos. Quem imaginaria que depois de um primeiro tempo insosso e sem graça viria uma etapa final tão quente?

Não foi um primor técnico. Teve até um viés de maluquice, que começou no presente de Saimon para o gol de Bruno Rangel. O gol de falta de Tiago Luis poderia ser um prenúncio de fim daquela escrita ruim da Chape em casa contra o Figueira. Mas o jogo não havia terminado.

O confronto tem rivalidade, e até levantei durante o jogo uma declaração de Argel em março, que declarou que pararia com o futebol caso perdesse para Sandro Pallaoro, o presidente verde.

Uma coisa precisa ser exaltada aqui: tem muito time que toma 2 a 0 no segundo tempo e deixa de lutar, apenas jogando de forma burocrática esperando o final do jogo. O Figueira não baixou a crista. Foi feliz, é verdade, no cruzamento quadrado que terminou no belo gol de Dudu e no chute certeiro de Marcão, logo quem, o tão questionado Marcão.

É o tipo do resultado que, no fim, não é bom pra ninguém. A Chape perde pontos importantes em casa que poderiam jogá-lo mais acima na tabela, enquanto o Figueira caiu posições entrando em um grupo de quatro times com 20 pontos, no limite da zona de rebaixamento. Mas há um ingrediente emocional importante, que pode ser identificado na sempre incendiada entrevista de Argel. O time precisava de algo como o jogo de hoje para ganhar uma nova energia para o segundo turno. O técnico soube capitalizar isso, e traz a torcida junto. Já a Chapecoense não entra em crise com o resultado, mas tem em casa a maior válvula de escape para não correr risco. Perdeu dois pontos.



Empate em Vasco x JEC. Tricolor perdeu dois pontos no Maracanã

Assessoria JEC
A rede não balançou na manhã de domingo no Maracanã, com uma série de chances perdidas. O Joinville volta pra casa com um ponto conquistado contra o combalido time do Vasco. Mas poderia ter conseguido mais.

PC Gusmão apresentou uma proposta de jogo e tratou de seguir ela à risca durante toda a partida. Me deu aquela firme impressão de que "se apertar mais, ganha˜. Havia uma avenida nas costas de Cristiano, com Kempes criando boas oportunidades por ali, faltando qualidade na conclusão. A defesa foi segurando o bagunçado ataque vascaíno com a segurança de Agenor. Faltou apertar, criar uma nova opção, talvez colocando um jogador mais agudo como Popp no lugar de Marcelo Costa, já extenuado e em algumas situações perdido em campo.

Havia uma situação clara e muito possível de vitória no Maracanã. O adversário permitia isso, passa por situação pior que o Joinville, com uma pressão muito mais violenta, tanto que teve que tirar o jogo do seu estádio. Senti que o resultado poderia ser melhor.

Por isso a conclusão. O JEC não ganhou um ponto no Rio. Perdeu dois.







sábado, 8 de agosto de 2015

Fluminense ficou preso na marcação avaiana. A proposta de Kleina deu certo

Eduardo Valente / Lance / Notícias do Dia
O Avaí dá uma boa respirada no Brasileirão depois da vitória sobre o Fluminense. E foi uma vitória da proposta de anular a articulação do adversário. Funcionou. Ronaldinho ficou trancado, o time avaiano sobrou em entrega e esteve muito bem posicionado em campo. Como conseguiu um gol logo no início da partida, teve maior tranquilidade para distribuir o seu sistema de marcação.

O Flu ajudou um pouco. Entrou para o segundo tempo sem mudar em nada o seu jogo. Enderson Moreira só resolveu arriscar mais lá pelos 30 minutos, sem sucesso. Criou perigo, mas era pouco tempo para tentar ser mais agudo.

Para quem vinha de uma sequência de maus resultados e necessitando mais do que nunca de uma vitória, é uma ótima notícia, ainda mais contra um time da parte de cima da tabela.

A nota triste fica para a saída do jovem Renan, que foi pego no exame antidoping pelo uso de termogênico, substância usada para queima de calorias em academias. O Avaí, de forma correta, tratou de blindar o garoto, sem contar o motivo. Agora que todos sabem o que é, é hora de preparar uma defesa no STJD. Perde o clube, que tinha uma joia em campo mostrando um excelente futebol, e perde o atleta, que poderá ficar um bom tempo longe dos campos.