quinta-feira, 19 de outubro de 2017

No finalzinho, o alívio da Chape e a decepção do Avaí

A rodada desta quarta tinha tudo para terminar bem para Chapecoense e Avaí.

Acabou com final feliz só para a Chape, que passou por um jogo de emoções em Belo Horizonte e quase colocou tudo a perder contra o Galo. Saiu atrás num erro infantil, conseguiu a virada com muita perseverança (teve até gol de Wellington Paulista, depois de muuuuito tempo), tomou empate em outro erro primário, deixando Fred sozinho para cabecear e, no fim, uma bela jogada de Reinaldo teminou no gol do alívio marcado por Luiz Antonio.

Em época de troca de treinador, não há dúvida que a vitória vai permitir a Gilson Kleina trabalhar com um ambiente bem melhor. Mas é bom ter atenção: o triunfo em BH fez o time subir boas posições, ultrapassando São Paulo, Vitória e Sport e empatando com Atlético-PR e Bahia. Pela frente existem só confrontos diretos, que podem selar de uma vez a permanência na Série A, começando pelo Fluminense em casa e o retrospecto altamente favorável contra o adversário. Depois tem Atlético, Bahia e São Paulo. Ou seja: várias decisões em sequência. Verdadeiros jogos de seis pontos.

Frederico Tadeu / Avaí FC
Na Ressacada, a entrada de Marquinhos colocou fogo no time do Avaí, que não se encontrava em casa contra o Botafogo no primeiro tempo. Sua entrada fez o time funcionar, a torcida sentiu o bom momento pra ir junto, e o gol de pênalti consolidou o bom momento. Junior Dutra teve na sequência a chance de liquidar a fatura, mas o caminho era bem mais dramático.

Acréscimos, ah os acréscimos... Quando se toma um gol depois dos 48 é meio que habitual criticar a arbitragem. Não foi diferente na Ressacada. Mas a cera extra de Leandro Silva, combinada com o gol perdido de Junior Dutra, combinada com a falta de concentração, transformou a vitória em empate, que complica demais a situação avaiana. Já dizia Nardela: depois dos 45 não tem mais jogo. O Avaí não soube lidar com o que tinha nas mãos.

Aquela história de time sensacional no returno já foi sepultada faz tempo. O mais recente número é muito preocupante: o Avaí é o pior time do campeonato nas últimas cinco rodadas, com apenas 2 pontos conquistados. Em um momento de sprint final, isso é muito preocupante. Menos mal que o time mostrou algo a mais no segundo tempo. Isso pode dar esperança de que uma verdadeira reação aconteça. Pra isso, é necessário entrega. De Marquinhos, você não pode esperar coisa diferente. Tem que ver como se comporta o resto.


quarta-feira, 18 de outubro de 2017

A "lei surpresa" que revoluciona o esporte em SC e cria uma senhora confusão para o JASC

Caiu feito bomba. A Assembleia Legislativa aprovou, e o governador sancionou no início desse mês, sem repercussão alguma, uma lei que muda radicalmente a forma como são organizadas as competições da Fesporte no Estado. De uma hora pra outra, só estão autorizados a participar dos Jogos Abertos, Joguinhos e OLESC atletas nascidos no Estado ou residentes em Santa Catarina há mais de dois anos.

O mérito do projeto é bem interessante, mas há dois pontos: primeiro, seria injusto mudar as regras do jogo a 20 dias dos JASC em Lages. Segundo, que ele tramitou na Assembleia na surdina, foi aprovada em plenário sem nenhuma observação da bancada governista e pior, foi sancionada pelo Governador Raimundo Colombo sem que ninguém falasse "peraí, que projeto é esse?". A Fesporte, que deveria regular isso junto com o CED, foi pega de surpresa e virou a mulher traída da história.

O resultado foi bombástico. Como virou lei, pode criar um problemão no JASC, já que as inscrições acabaram, os times estão montados e, teoricamente, qualquer um pode ir à justiça e reclamar irregularidades. Durante todo o dia de ontem, reuniões aconteceram para ver o que poderia ser feito pra não melar as competições. Tudo poderia ser evitado com um pouco de atenção. O deputado Antonio Aguiar, autor do projeto, está radiante. Mas o Conselho Estadual do Desporto pensa diferente. Bem diferente.

Pra resolver isso, é necessário que se revogue a mudança na lei ou crie-se um dispositivo que dê "vista grossa" à mudança, até porque as inscrições acabaram e não se muda regra do jogo com ele em andamento. De toda forma, é uma rasteira nos órgãos responsáveis pelo esporte catarinense, que discutem um formato e depararam com uma lei pronta e em vigência.

Agora vamos ao mérito: é necessária uma mudança no que diz respeito às contratações, mas com alguns limites. Concordo, por exemplo, que esse dispositivo da nova lei atinja diretamente, sem mudar nada, as competições de base como Joguinhos e Olesc, que deveriam ser de formação, mas que conta hoje com times inteiros contratados de outros lugares do Brasil. Para os JASC, isso precisa ser aprimorado. Por exemplo, os times de futsal vêm com suas forças máximas, montados não só para os Jogos, mas para toda a temporada, incluindo a Liga Nacional. Seria injusto "limpar" os times desta forma, ainda mais impondo um limite de dois anos de residência. Por outro lado, a contratação de "seleções" de todo o país que chegam, desembarcam no JASC, competem um dia e de lá vão pro aeroporto, essa sim, precisa ser controlada com rigor.


terça-feira, 17 de outubro de 2017

Figueira só escapará do rebaixamento por sorte

Passa o tempo e o time do Figueirense não evolui. Não tem energia, não mostra melhora no sistema de marcação e vai sobrevivendo na Série B por causa de alguns bons resultados em casa. Depois da derrota para o Londrina, vem aí um jogo contra o animadíssimo Ceará que pode colocá-lo de volta no Z4.

Milton Cruz, o técnico que a nova gestão trouxe, definitivamente não deu certo em Florianópolis. Mesmo com um elenco limitado, não conseguiu dar um mínimo de organização. Em Londrina, assistiu sem reação seu time ser envolvido pelo adversário e, pra piorar, falou abobrinhas na entrevista coletiva. É, definitivamente, um barco à deriva.

Ainda acho que o Figueira se salvará do rebaixamento, mas por puro acaso da sorte. ABC, Náutico e Santa Cruz já cavaram sua cova, restando, em tese, uma vaga, bem encaminhada pelo Luverdense e com o Guarani fazendo uma força danada para voltar para a C.

E se o clube aposta na sua casa, então que consigam umas três vitórias pra não ter pesadelo.

Depois, discutiremos a nova gestão. A saída de Alex Bourgeois tem muitas hipóteses mas nenhuma informação concreta. A saber a importância dele dentro da estrutura que foi montada para assumir o clube e qual o impacto disso no dia-a-dia.

O marketing está bem, motivando o torcedor. Só que quando o lado esportivo não entrega resultado, isso toma efeito contrário. Aí não vai ter telão, food truck ou promoção de ingresso que segure a onda.

terça-feira, 26 de setembro de 2017

Criciúma deixa escapar a vitória sobre o Figueirense

Além dos gols, três lances foram decisivos no Tigre x Figueira do Heriberto Hulse.

Caio Marcelo / Criciúma EC
Depois de um primeiro tempo de total domínio do Criciúma (me arrisco a dizer que foi um dos melhores primeiros tempos do time no campeonato), Diego Giaretta perde um gol feito debaixo da trave no segundo tempo que fecharia o caixão. Em seguida, Silvinho erra e o Figueirense, que estava mortinho até uns 15 minutos do segundo tempo, empata.

No finalzinho, Saulo salva o Figueirense em uma confusão na área e, logo depois, Patrick poderia dar a vitória ao alvinegro se tivesse competência e calma para completar sozinho, na frente de Luiz.

No fim, 1 a 1. Para o Criciúma, pelo domínio na maioria da partida, é péssimo resultado, ainda mais quando cresceu a empolgação depois da vitória em Maceió.

Para o Figueira, tem quem comemore o ponto. Mas... não tinha o discurso de "jogar como se fosse uma final"?

Não foi isso que pareceu. No primeiro tempo, o time só pensou em marcar. No segundo até se organizou, mas Milton Cruz errou nas alterações matando opções importantes de válvula de escape. Enquanto isso, o Luverdense conquistava uma importante vitória em Pelotas para respirar.

O Tigre não consegue "chegar chegando" na proximidade do G4 e tentar algo maior. Vila Nova e Paraná vão se fixando na turma do acesso jogando bem e aproveitando as oportunidades. Lá embaixo, o Figueirense não empolga. Venceu o ABC, que era uma obrigação, e empatou com o Criciúma em um jogo que não merecia levar ponto pra casa. No final de semana, o buraco é mais embaixo. O Paraná vem de cinco vitórias seguidas, e jogando um futebol redondinho.




segunda-feira, 25 de setembro de 2017

25/09 - Todos pontuaram

Depois de uma maré de notícias preocupantes, o final de semana dos times catarinenses foi bom, dando tranquilidade para o trabalho nos próximos dias. Até o empate do Avaí, depois de estar na frente do placar no Rio contra o Flamengo, não pode ser desconsiderado.

A briga pelo rebaixamento da A para a B é de foice, com muitos times separados por poucos pontos. Da Chapecoense, nona colocada (31 pts), até o vice-lanterna Coritiba (27), são apenas quatro pontos, que podem transformar a vida de quem perder dois jogos consecutivos ou colocar no paraíso quem vencer duas seguidas. Teoricamente, a Chapecoense precisaria de mais quatro vitórias para escapar da degola, dentro do "número mágico" de 43.

A Chape desistiu da ideia de ir atrás de treinador e vai com Emerson Cris até o final, até para não correr riscos. É decisão acertada, já que os resultados estão aparecendo e a situação já esteve bem pior.

Na B, o Criciúma foi valente e venceu o CRB fora de casa para, mais uma vez, ficar na proximidade do G4. Não é uma situação nova, mas em todas as anteriores, o time falhou na aproximação final e perdeu a chance de ser um real candidato a acesso. Ainda há tempo para recuperação, e o próximo jogo, contra o Figueirense, é decisivo para os dois times.

O Figueira venceu o ABC sem mostrar nada de especial. Mas cumpriu o dever de não perder em casa para o lanterna. Os dois próximos jogos, contra Criciúma e Paraná, serão bem mais pesados.


HERCÍLIO E MARCÍLIO NA FRENTE

O grande vencedor deste final de semana de semifinais da Série B do Estadual é o Hercílio Luz. O time de Tubarão bateu o Camboriú fora de casa por 2 a 1 e pode até perder por um gol de diferença na volta, no Anibal Costa, que garante a ida para a primeira divisão no ano do seu centenário. O jogo não teve brilho algum, mostrando que a fase de ambos não é isso tudo. Mas nessa disputa, o Leão do Sul teve mais eficiência.

Já a outra semi promete uma batalha em Concórdia. O gol de Schwenck no segundo tempo deu vantagem ao Marcílio Dias, que conquistou a vantagem do empate para a volte, no Oeste. Será um jogo tenso, onde o time da casa precisa vencer para subir, com o discurso de Mauro Ovelha prometendo um jogo forte. Aqui, não dá pra arriscar nada. Até porque são os dois melhores times do campeonato se matando. Domingo que vem vale a pena acompanhar o jogo pela TV.


sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Quem é quem nas semifinais da segundona

A primeira fase passou, e agora serão quatro decisões. Nas duas próximas semanas, serão definidos os dois times que subirão para a Série A do catarinense em 2018. Os confrontos são muito equilibrados por um simples motivo: por causa do regulamento, os atuais melhores times do campeonato vão se enfrentar, enquanto que os mais frágeis estão no outro confronto. Se houvesse outra disposição, o Concórdia e o Marcílio Dias seriam favoritos bem consideráveis. Mas eles vão se matar por uma vaga.

Começando pelo confronto mais forte. Concórdia e Marcílio se enfrentarão depois de um ótimo returno dos dois times (ambos terminaram invictos, com o Marinheiro empatando mais). Ambos tiveram trocas de treinador que mudaram o desempenho da água para o vinho. O Galo do Oeste, que teve um início fraquíssimo, resolveu dar uma tacada alta: de uma vez só, contratou o experientíssimo técnico Mauro Ovelha e jogadores-chave que fazem a diferença, como o goleiro Zé Carlos e o atacante Wilson Junior. O time arrancou, engatou sete vitórias seguidas e conquistou o returno com uma rodada de antecedência, consolidando a boa fase do novo CAC.

Do outro lado, um Marcílio que também patinou no início, e está no seu terceiro treinador no campeonato. Renê Marques chegou bem recomendado pela campanha com o limitado Almirante Barroso na Série A deste ano (onde poderia não ter sido rebaixado por causa de um certo erro de arbitragem em Florianópolis....) e mostrou seu bom trabalho no Marcílio que, ao contrário do seu rival, tinha um investimento bem menor para reforços. Com o que tem nas mãos, ele conseguiu a classificação com tranquilidade. Agora vem um confronto bem complicado. Ambos os times estão bem acertados, e o Marcílio terá a obrigação de tomar a iniciativa para reverter a vantagem de dois resultados iguais do CAC. Teremos um confronto de irmãos zagueiros: Rogélio, do Marcílio, enfrentará Neguete, do Concórdia.

No outro confronto que vale acesso, dois times que escorregaram no segundo turno sem mostrar grande futebol. O Hercílio Luz, campeão do primeiro turno, não conseguiu repetir o bom desempenho. Dentro de um planejamento, fez tudo errado: trocou de técnico, demitindo Agnaldo Liz para trazer Paulo Sales, nome sem experiência no Sul, e na hora de retomar o foco para a reta final, resolveu poupar titulares (tomou 4 do Marcílio Dias). Por sorte da tabela, o seu confronto será contra outro time que teve problemas, classificando-se na última rodada graças ao tropeço do Guarani, time que vinha mostrando ser bem mais perigoso.

Muitos davam o Camboriú eliminado (eu estou na lista) quando o time perdeu para o Barra e empatou em casa com o Fluminense do Itaum na penúltima rodada. Por sorte, o Guarani não conseguiu vencer o Marcílio Dias em casa e deixou a disputa pela última vaga para a rodada final. O Cambura fez sua tarefa batendo o morto Jaraguá e dependeu da vitória do Barra sobre o time de Palhoça para classificar. Deu certo. Para o time verde e laranja, o confronto lhe caiu bem, já que ambos os times não vão bem nessa reta final de campeonato e o retrospecto lhe é favorável (foram duas vitórias camboriuenses na fase de classificação). Isso é suficiente para que o confronto seja absolutamente imprevisível.

Montada comissão para negociar a TV no Estadual



Os dirigentes de oito dos dez clubes do Estadual 2018 (faltam os dois acessos, ainda a serem definidos) estiveram reunidos ontem em Florianópolis para definir uma estratégia visando a negociação dos contratos de televisionamento.

Tem algumas mudanças, com seus prós e contras: as conversas serão no Rio de Janeiro diretamente com a Rede Globo, o que é um bom sinal, já que eu vejo dificuldades grandes se o dinheiro tivesse que sair da NSC, que está em processo de contenção de gastos, fechando vagas, limitando cada vez mais a cobertura esportiva e não dando a impressão de interesse em descarregar alguns milhões na compra do produto. Vindo da cabeça de rede, que comercializa o produto (se você notar, os patrocinadores locais não entram na transmissão, a RBS vendia cotas locais que só entravam em break), é um indicativo de maior flexibilidade.

Baseado no que aconteceu no Paraná ano passado, quando Atlético e Coritiba não assinaram com a TV, deixando o estadual sem PPV e com a RPC sem passar a decisão, há uma tendência de negociação em pacote fechado junto com a Federação. Questiono um pouco esse tipo de abordagem, até porque os clubes são donos do espetáculo. Mas a reunião em Floripa selou um contato bom entre clubes e FCF, que irão juntos nessa negociação, diferentemente de outros tempos, quando o ex-presidente gostava de tomar conta do campinho e fazer as coisas do seu jeito (tomando um processo enorme em 2009 que deu problema aos clubes, cometendo o absurdo de assinar um contrato de TV tendo um outro vigente, com o apoio do então presidente da SC Clubes que hoje tem cargo na Federação).

Nisso aí, houve avanço. O próximo passo é ver o valor. Os clubes, veladamente, tem em mente o número de R$ 15 milhões. Tirando a comissão de 10% da FCF (prevista em regulamento) e impostos, daria algo em torno de R$ 1 milhão para cada um. Não é o melhor dos valores, já que um time pequeno do Gauchão ganha isso, mas é uma evolução.

Só tem que ficar de olho no tempo de contrato, já que a SC Clubes fechou o anterior por cinco anos, liberando a transmissão para a praça e dando prejuízo pra eles mesmos.

E ainda tem o caso Esporte Interativo. É importante que não se bata o martelo com a Globo sem antes ouvir a emissora da Turner, que tem interesse na transmissão em canal fechado.

Vamos acompanhar o andamento. E tem mais coisa pra discutir, como por exemplo o patrocínio master do campeonato que a Federação vendeu e não deu satisfação para os clubes. Hora de ver como Rubinho Angelotti tocará o processo.


segunda-feira, 18 de setembro de 2017

18/09 - Entrega e promessa

A Chapecoense venceu o Grêmio em Porto Alegre mostrando aquela que é a característica mais importante do time, que ficou largada em algum lugar lá atrás: a entrega. É inegável que a simples troca de técnico criou um fato novo dentro do clube e o fez retomar a atitude indispensável para que o time saia do buraco. O que aconteceu lá dentro não sabemos, mas cada vez fica mais claro que a diretoria demorou demais para tomar uma atitude para corrigir um erro chamado Vinicius Eutrópio.

Não estou seguro se Emerson Cris é o nome correto para comandar essa recuperação. A diretoria vai mantê-lo enquanto der certo. Me parece que o grupo resolveu chamar a bronca para si, a essa altura do campeonato. A boa notícia é que o time está fora da zona de rebaixamento (aliás, a primeira vez que os dois catarinenses estão nessa situação juntos no campeonato), o que dá tranquilidade pra tocar o trabalho.

PROMESSA E REALIDADE

Não dá pra negar que a campanha de motivação feita pela nova gestão do Figueirense é grande e ajudou a elevar a moral de muito torcedor chateado com a campanha do time na Série B. O CEO Alex Bourgeois prometeu atitudes urgentes, que até agora não vieram. O cenário é complicado, já que o mercado é muito limitado nessa época do ano.

O problema maior do time é que ele não evolui. Falhas acontecem repetidamente e voltaram a acontecer no Beira-Rio. Logo, esse discurso motivador pode tomar efeito contrário e se transformar em uma enganação, um profundo desapontamento. Não é necessário muito para evitar a queda. Um bom técnico que consiga dar um padrão mínimo é capaz de ficar a frente de quatro clubes e fugir da terrível Série C. Mas é necessário que essa evolução apareça de uma vez.

POR POUCO, MAS...

O Avaí deixou escapar a vitória sobre o Atlético-MG, que lhe daria uma tranquilidade ainda maior na classificação da Série A, consolidando a excelente fase que o clube passa. Claudinei Oliveira cometeu um erro que pode ter sido decisivo no jogo: a substituição de Judson, que acabou por tabela modificando o sistema defensivo. De toda forma, o empate veio contra um time qualificado, forte no contra-ataque. Com o time bem acertado, os pontos virão. Numa conta rápida, seriam necessárias cinco vitórias para concluir a missão.

NINGUÉM ENTENDEU

O Criciúma demitiu Luiz Carlos Winck agora pela manhã e ninguém entendeu o porquê. A campanha não é ruim, o time está a seis pontos do G4 da Série B e o aproveitamento nos últimos jogos é razoável, com 16 pontos conquistados nos últimos dez jogos. Há quem diga que existe um interesse da Chapecoense, mas a demissão ainda não foi esclarecida. Até o fim do dia, saberemos.

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

11/09 - Avaí comprometido, Chape sem comando

Avaí FC
O final de semana marcou a saída do Avaí da zona de rebaixamento do Brasileirão. A campanha do returno é de respeito, mostrando que Claudinei Oliveira conseguiu, trabalhando pesado, fazer um elenco limitado render o máximo possível para conquistar, nos últimos cinco jogos, 11 pontos em 15 possíveis. A defesa vem sendo o ponto forte, com um Betão em ótima fase comandando um setor que só tomou um gol neste mesmo período.

Se o futebol é momento, ta aí uma grande oportunidade para pontuar ao máximo, aproveitar-se das limitações de adversários que não se encontram (como a Chapecoense) e tentar guardar uma gordura para as emocionantes rodadas finais. Se chegar aos 43 ou 44 pontos antes, tá ótimo.

ENQUANTO ISSO...

A Chapecoense não se acha. Perdeu mais uma em casa, agora para o Cruzeiro, e demora demais para tomar uma atitude. Depois de cometer um erro enorme demitindo Vagner Mancini, o clube insiste em Vinicius Eutrópio, vê os números piorarem e, até agora, não propôs uma solução (uma reunião aconteceu a portas fechadas após o jogo, capaz de ter novidade na segunda).

A proposta de jogo de Eutrópio até deu sinais que poderia encaixar em algumas partidas, mas agora voltou a índices negativos. O time é desorganizado, não parece conseguir estruturar jogadas, o tempo passa e o desespero aumenta. A declaração de Rui Costa, "colocando a mão no fogo" que o time não cairá soa como o "termo de compromisso" feito pelo Figueirense no ano passado.

O presidente Maninho, que ouve reclamação da torcida por onde anda em Chapecó, precisa tomar uma atitude. Se não, não será só a mão de Rui que vai se queimar com a torcida.

8x1 ENGANOSO

O placar impressiona, mas o resultado não. O Joinville, com todos os seus problemas, enfrentou um Mogi arrebentado, devendo um monte, que só entrou em campo para encerrar o campeonato. A vitória viria de qualquer jeito. E mesmo enfrentando um time em frangalhos, o JEC conseguiu tomar um. Não classificou, e o insucesso não foi sacramentado ali.

O JEC tem o melhor ataque da Série C e o artilheiro, mas foi o segundo pior visitante, apenas à frente do Mogi. Pingo, que veio como esperança de salvação por ser da cidade e ter um vínculo mais próximo, decepcionou. Setoristas argumentam que ele treina pouco e conversa muito. Imagino que a reestruturação do clube passará por uma análise da sua permanência. É fato que ele só deu certo no Brusque, numa pressão bem menor. No Avaí em 2014, e agora no JEC, a decepção foi grande.

Agora, o tricolor terá que jogar a Copa SC para terminar a temporada, contra Inter de Lages, Brusque  e Tubarão. Vai jogar em casa pra cerca de mil pessoas, num clima de decepção profunda, marcada pela invasão do ônibus por parte de um torcedor.

Hora de reexaminar tudo. O presidente já avisou que não sai, e a dívida é grande. Não consigo enxergar uma saída satisfatória diante do cenário atual. A não ser que apareça um fato novo, como alguém que injete dinheiro e uma administração mais profissional.


segunda-feira, 4 de setembro de 2017

O recado da pesquisa das torcidas em SC

O Instituto Mapa, promotor do polêmico e complicado Top da Bola, divulgou na tarde de hoje uma Pesquisa realizada com mil pessoas em todas as regiões do Estado sobre a distribuição das torcidas em Santa Catarina (veja os resultados abaixo)

As perguntas que foram divulgadas são interessantes: primeiro, saber dos entrevistados qual a sua primeira opção de time, o que dá uma ideia da penetração dos clubes catarinenses. A segunda, quis saber quais os mais citados entre os clubes catarinenses, justamente dentro de um princípio natural no Estado do torcedor ter um clube "grande" no país, somando ao da sua região.

O resultado não é muita surpresa. Não vou me ater aos números desse ou aquele clube. Nenhum catarinense pode dizer que tem "a maior torcida do Estado", pois não seria uma verdade completa. Afinal, o histórico efeito do rádio e da migração, que "catequizou" Santa Catarina com os times gaúchos, cariocas e paulistas, mantido em grande parte pelo outro efeito, o "parabólica", ainda mostra um grande degrau e um desafio do tamanho de Santa Catarina para reverter um quadro de, ainda, um desinteresse pelo futebol local por parte da maioria.

A Chapecoense capitaliza a exposição da marca não só por o que aconteceu recentemente, e é importante que isso seja mencionado. Eu cheguei a assistir jogo em Chapecó onde o resultado da dupla Gre-nal era mais importante. As rádios de lá viajavam pra fazer jogo em Porto Alegre. Hoje não mais, e a região Oeste abraçou o time. Mas ainda tem aquela rádio da região que prefere fazer cadeia com emissora gaúcha em jogos do Brasileirão.

Não é uma coisa que vá se resolver logo. O trabalho para reverter o quadro precisa ser intenso, bem feito e, principalmente, ter bons resultados dentro de campo. O efeito Parabólica, existente em um Estado onde um terço das residências não tem acesso à TV Aberta local, recebendo overdose de sinais do Rio e São Paulo, somando-se à decisão da NSC em derrubar o seu noticiário esportivo local, demitindo profissionais e limitando tudo em um mero boletim de seis minutos no Globo Esporte, são grandes desafios.

Pesquisa de clube existe pra ser comemorada pra quem tá na frente e criticada pra quem tá atrás. Mas ela traz um recado bem importante.




domingo, 3 de setembro de 2017

A torcida do JEC não merece o time que tem

Trabalho em Joinville há quatro anos. Vi o time subir pra Série A, cair pra B e pra C. Tentando subir, sem grana, o time errou bastante na montagem do elenco. Tendo um limite de 35 inscrições, trouxe gente que não entrou em campo. Empatou com o Bragantino fora de casa depois de tomar 4 na Arena do Macaé, que ontem tomou 3 do Mogi Mirim, aquele que perdeu um jogo por WO. A torcida, triste, parou de ir pro Estádio. Alguns resistiram, mas sabiam que iam passar por emoções fortes.

O time não irá se classificar para a próxima fase, e também não caiu. Menos mal. Vamos ser sinceros: esse time não merecia classificar. A torcida tricolor não merece esse time. Poucos se salvam, caso do atacante Rafael Grampola, que fez a sua parte, sendo artilheiro. Mas o resto é complicado. Eliomar veio recomendado do Brusque, sumiu. Renan Teixeira, líder no Estadual, bobeou em Sorocaba e tomou dois jogos de suspensão. Fernandinho e Lucio Flavio, que seriam a voz da experiência, pouco acrescentaram. Pingo, que assumiu como a possível salvação, pelo fato de ser da casa e contar com a confiança da torcida, pouco acrescentou. A maior reclamação é que ele treina pouco.

Diante de tudo isso, não tinha como o time ir para a frente. Uma classificação poderia encobrir a novela de erros do JEC em 2017.

Pode até ser contraditório o que vou falar, mas essa desclassificação é necessária. Do jeito que o clube errou em sequência, é necessária uma boa parada para reavaliar todos os processos. A Copa Santa Catarina pode ser oportunidade para usar o pessoal da base, e esses meses até o final do ano servem como prazo para um reestudo. Se a diretoria é o problema, que se apresentem pessoas dispostas a assumir o barco, sem derrubar por derrubar. E que o grupo que se dispor a um desafio tão complicado não traga só vontade, e sim boas propostas.

O atual presidente, Jony Stassun, está pressionado. Virou inimigo de parte da torcida, o que até era esperado diante da fraca campanha na Série C. Não prego a sua saída nem sua permanência. Espero que mais gente se junte ao JEC em torno de um projeto forte e duradouro. O momento não é de mais dissidências, e sim de união. Eliminado em setembro, o clube terá tempo para uma mínima reestruturação até a chegada de 2018.

O principal clube da maior cidade do Estado não pode ficar nessa situação. Mas também não merecia se classificar com tanta coisa errada.


terça-feira, 29 de agosto de 2017

29/08 - Foi fazer o que lá?

Dentro de sua extensa programação do ano, a Chapecoense está na Itália para um jogo contra a Roma no Estádio Olímpico, tendo também na agenda uma visita ao Vaticano para uma audiência com o Papa Francisco. A decisão do clube foi de mandar um time alternativo, de forma a concentrar esforços no processo de reorganização do time nesta importante pausa das datas Fifa, visando o restante do campeonato. Até aí, tudo bem. Acho que foi uma decisão acertada.

Só que a pessoa que recebe salário para treinar o time e arrumar a casa (que ele não tem conseguido fazer) foi para a Europa acompanhar a delegação em um jogo que não vale nada. Tento entender porque Vinícius Eutrópio foi fazer turismo lá. São detalhes pequenos que podem acabar custando caro, ainda mais em um raro período sem jogos que poderia ser bem aproveitado.

Eutrópio pouco acrescentou na Chape e, na minha opinião, nem era mais para estar no clube. Mas enquanto ele está e a diretoria não muda de ideia, precisa trabalhar com o time do Brasileirão e não ficar à beira do gramado em jogo amistoso.


BRIGA

Passou despercebido durante anos, mas o Sindicato dos Atletas Profissionais do Estado trava uma briga jurídica para tentar arrancar das emissoras uma grana do chamado "direito de imagem" nas transmissões dos jogos do Campeonato Catarinense. Recentemente, o Tribunal de Justiça do Estado negou recurso da RIC Record (que transmitiu o estadual de 2007 a 2009) e da Globosat, sobre uma decisão que obrigaria as emissoras a exibirem o contrato assinado para as transmissões.

Muitos perguntam o porquê da Record News não transmitir a Série B do Campeonato Catarinense, repetindo o que aconteceu no ano passado. O motivo é esse e tem a ver com o Sindicato. Bom lembrar que a emissora não pagou direito de transmissão para exibir a segundona em 2016. Tudo foi feito em parceria.


APERTAR O RESET

O Joinville ainda respira na Série C, mas não merece conseguir a classificação. Com uma pífia campanha fora de casa e depois de tomar 4 do fraco Macaé dentro da Arena, o time já desmotivou toda a torcida, criando revolta e preocupação com o futuro. Mesmo com retrospecto contrário, terá que vencer o Bragantino fora de casa e o Mogi na última rodada, para mesmo assim depender de resultado e ir para o mata-mata como azarão.

O elenco (com limite de 35 inscrições) para o campeonato foi mal montado. Vagas foram preenchidas com jogadores de qualidade questionável, e quando apareceu o alerta, não havia espaço para muitas correções. Pingo não deu conta do recado, desperdiçando mais uma oportunidade de treinar um time de maior expressão. Na situação que se encontra, não cair é lucro. Quando acabar o campeonato, é hora de apertar o reset e fazer um profundo estudo. Para quem estava há dois anos na Série A, a necessidade de reestruturação é urgentemente necessária.

domingo, 27 de agosto de 2017

Avaí teve melhor proposta de jogo e foi premiado

O Avaí chega ao importante número de sete pontos conquistados no returno do Brasileirão ao vencer a Chapecoense em um jogo que não foi dos melhores, mas premiando aquele que teve a real intenção de propor o jogo. Joel marcou logo no começo da partida e forçou a Chape a se virar. Antes disso, Junior Dutra já teve duas chances para abrir o placar.

O time do Oeste até teve disposição, mas não teve organização como tal. O time voltou a ser aquela bagunça de não muito tempo atrás, o maior motivo das críticas a Vinicius Eutrópio, que vai se sustentando no cargo. Melhor na defesa, o Avaí deu jeito de segurar o desespero crescente do adversário para garantir uma vitória importantíssima, que não tira o time do Z4, mas o deixa na porta, com a possibilidade de empurrar a Chape para dentro.

Esses dias de data Fifa serão de importância máxima para todos os times. Em meio a um calendário puxado, é a oportunidade para todos se organizarem. O Avaí, em uma arrancada interessante, tem alguns pontos a serem ajustados, mas mostra resultados do trabalho realizado nos últimos dias.

Já a Chape precisa, de novo, fazer uma análise do que quer da vida. Eutrópio não deu jeito e dá sinal que não vai conseguir organizar a casa.  A diretoria tem uma oportunidade com tempo para iniciar um novo trabalho. Resta saber se querem isso.




terça-feira, 22 de agosto de 2017

22/08 - Não falar, agir

Até agora o marketing está grande. Já teve jornal fazendo matéria da nova gestão do Figueirense, a chegada de Fernandes teve impressão positiva junto à torcida e encontros foram feitos com organizadas e imprensa para passar detalhes do novo projeto. Mas em toda essa campanha, incomoda a forma com que o CEO da terceirização, o polêmico Alex Bourgeois, se manifesta em redes sociais. Mesmo com o time não apresentando novidade alguma e ainda jogando mal e penando no Z4 da Série B, tratou de fazer piadinha com o rival que está na Série A. Para completar, mostrou desconhecimento de regulamento ao tuitar do nada (não precisava fazer isso) comentando sobre a situação de Clayton em uma possível ida ao Avaí.

Sou daqueles, e acho que muitos são, que acreditam que a melhor resposta a se dar é com vitórias e resultados de uma gestão vitoriosa. Até agora, o que foi feito dentro de campo não mudou muito. Ninguém chegou (OK, essa tarefa é complicada neste momento do ano), o novo técnico não conseguiu trazer uma melhora efetiva e muito torcedor ainda está desconfiado.

Na boa, monsieur Alex, melhor trabalhar sem mandar recado. Porque se não der certo, isso pode virar alvo de chacota.

VAI TER COPINHA

Os quatro clubes que restaram vão tocar a Copa SC, que valerá mesmo uma vaga na Copa do Brasil ao campeão. Até aí, tudo bem. Mas chama a atenção o "convite", que vai entre aspas mesmo, ao campeão da Série B, que só entrará se todos os times da segundona assinarem concordando, sendo que não poderá haver repasse da vaga para o vice, com uma multa estipulada em R$ 150 mil.

Sabe aquela coisa que você bota um preço lá em cima justamente pra não vender? Isso foi o que Brusque, JEC, Inter e Tubarão fizeram. Com 90% de certeza, os clubes da segundona não aceitarão a proposta. Todos tem orçamentos contados e com jogadores encerrando contrato um dia após a final. Sem saber se serão campeões, o planejamento é bem complicado. Eu não correria risco de montar elenco para uma competição tão curta.

ARGUMENTO

O Almirante Barroso soltou nota explicando os motivos da sua desistência da Copa SC. Todos são aceitáveis, mas uma coisa chama a atenção: o clube diz que o investimento é alto e uma ida para a Copa do Brasil resultaria em despesa alta, já que o time só jogará a Série B no segundo semestre. Até aí tudo bem, mas não pensaram nisso antes?

"PLANTADA"

Em entrevista ao Notícias do Dia, o presidente avaiano Francisco Battistotti falou em "notícia plantada"a informação do interesse do Avaí em Clayton. Longe de querer desmenti-lo, mas teve diretor do clube que partiu em defesa da sua contratação, inclusive discutindo sobre a questão envolvendo a sua condição de jogo. Sei lá. Mas é um negócio complicado para sair.


segunda-feira, 21 de agosto de 2017

21/08 - Vitória "divisora de águas"

A expressão não é minha, e sim dos jogadores da Chapecoense após a vitória sobre o Palmeiras. Na roda antes da subida para o gramado do Allianz Parque, o atacante Tulio de Melo falou para o grupo que, a partir dali, era hora de um esforço a mais. Esquecer os últimos dias e focar no returno do campeonato, onde a situação está longe de estar perdida. Antes disso, um encontro com o presidente Maninho serviu como um marco de passagem.

Dentro de campo, se viu uma entrega maior do que outras partidas. Claro que o Palmeiras vive dias bem ruins, com uma crise enorme. A Chape soube se impor, abriu o placar, abriu a torneira do desespero do adversário e matou o jogo no final, instantes depois de uma bela defesa de Jandrei. O time volta pra casa fora da zona de rebaixamento, tendo pela frente um jogão em casa contra o líder Corinthians e o jogo contra o Avaí para tentar consolidar essa virada.

Bom ressaltar que o time não virou bom do dia para a noite. Uma boa fase tem que ser confirmada com sequência, e o trabalho de Vinícius Eutrópio tem mais contras do que prós até aqui. De qualquer forma, a atuação em São Paulo deu esperanças. A ver a sequência desse trabalho estabelecido depois de uma boa conversa.

QUASE

Nos pés de Junior Dutra estava a vitória do Avaí sobre o São Paulo. Num erro grosseiro do goleiro Sidão, a bola estava com ele para fazer 2 a 0 e definir o jogo. Passou perto, e o São Paulo empatou logo depois. Não foi um jogaço, mas era um confronto direto onde a vitória era imprescindível. A chance desperdiçada custou uma porta de saída do Z4. Agora vem a Chapecoense em mais uma partida de seis pontos.

CLAYTON VEM?

A notícia divulgada pelo amigo Clayton Ramos da RICTV caiu como uma bomba em cima da rivalidade da dupla da Capital. O atacante do Atlético-MG, atualmente emprestado ao Corinthians passou o final de semana na ilha, e somando com a informação da negociação por parte do Avaí, deixaram no ar uma forte possibilidade de acerto. É uma boa? Diante do que há no mercado, próximo do seu fechamento, é uma tentativa bastante válida. Acrescentaria muito ao setor ofensivo do time, e daria ao jogador a possibilidade de estar em atividade, de repente aparecendo para ser melhor aproveitado no Galo no futuro.

E antes que alguém pergunte, a ida dele para o Avaí é absolutamente legal. A CBF permite o empréstimo de um atleta por no máximo duas vezes por ano, e Clayton não atuou em competições nacionais pelo Atlético, onde jogou algumas partidas pelo Estadual e uma pela Primeira Liga. No Corinthians, não atuou em sete partidas. Está totalmente limpo.

JEC, DE NOVO, DECEPCIONA FORA DE CASA

O Joinville é o melhor mandante da Série C, mas fora de casa tem números de rebaixamento. A derrota para o São Bento só não complicou mais a vida do time porque os outros times resolveram colaborar. Os adversários tropeçaram e mantiveram o tricolor na porta do G4 do Grupo B faltando três rodadas para o final (Macaé e Mogi Mirim em casa, Bragantino fora).

É possível se classificar, mas não dá pra errar tanto de novo. Zé Mateus, que já tinha cometido erro infantil em Juiz de Fora, voltou a errar, permitindo o belo chute a gol que abriu o placar. Pingo errou na escalação ao ousar demais em um jogo que o empate era bom resultado. Agora é correr atrás da máquina para conseguir a classificação. A tendência é que o time entre se vencer os dois jogos que restam em casa, justamente contra os dois que hoje estariam rebaixados. Os possíveis adversários no mata-mata decisivo seriam o CSA ou o Sampaio Corrêa.