domingo, 22 de maio de 2016

Chape aproveita e Figueira desperdiça, mas não pode reclamar

O Brasileirão começou a mostrar as características do seu equilíbrio: nenhum time venceu os dois primeiros jogos, o que coloca na liderança aqueles que venceram um jogo e empataram outro. A Chapecoense está lá, o Figueirense poderia estar.

Isso porque não tem como não lamentar quem sai na frente com um 2 a 0 e deixa empatar. Tá certo que empatar com o Cruzeiro no Mineirão não é mau negócio, mas da forma como foi, e com uma falha de cobertura no segundo gol, fica aquele gosto de "poderia ser melhor" para o Figueirense. Pelo menos a impressão deixada foi boa. Definir quem é quem no Brasileirão leva mais um tempo, mas os dois gols de Rafael Moura mostram que o time alvinegro está em uma situação de equilíbrio com o resto. Há tempo para subir de patamar, até porque a temporada é longa

Já a Chapecoense teve que ralar debaixo de chuva e frio (e um gramado preocupante) para virar pra cima do América-MG. Ainda que o time de BH tenha perdido os dois jogos, ele não é bobo. O time teve Bruno Rangel em excelente tarde (quase fez o terceiro para pedir música) e acabou "confirmando o serviço" para vencer em casa. Até agora, tudo certo, com um empate em Porto Alegre usando de forte marcação e a vitória sobre um adversário direto.

Início de Brasileirão tranquilo para os dois. Crise passa longe. Enquanto isso, tem outros desesperados no mercado.


domingo, 15 de maio de 2016

O rádio esportivo merece mais respeito

Repórteres protestam em Salvador, durante o jogo Bahia x Avaí
Três emissoras de Joinville mandaram repórter para Lucas do Rio Verde, no interior do Mato Grosso, neste sábado. Depois do voo até Cuiabá, são cerca de 400 km até o local do jogo Luverdense x Joinville. Não é barato, além de ser cansativo.

Primeira rodada do Brasileirão com novas recomendações da CBF para a imprensa. Antes dos times entrarem em campo, os repórteres precisam ir para trás do gol, e de lá não saem até o final do jogo, onde podem, e só a partir dali, fazer as entrevistas com os atletas. Nada mais de palavras antes da partida ou no intervalo. A transmissão perde graça e o ouvinte fica sem a informação.

A CBF diz que foi pedido dos técnicos e clubes, algo que não podemos confirmar. Mas mesmo assim, é necessário trazer o Brasileirão, produto mal trabalhado e que precisa de mídia, para perto do torcedor. Um tiro no pé que deixou muita gente insatisfeita.

Sabemos que o momento não é favorável. Emissoras de rádio estão fechando equipes esportivas ( por causa da crise, baixa audiência ou má administração, depende do caso), e a decisão monocrática da CBF é mais um tiro no peito do produto que carrega a paixão pelo futebol em suas veias. Estimula-se aí a extinção do repórter nas transmissões. Bastará narrador e comentarista em frente a TV, coisa que prefiro não cogitar. Sou narrador, mas já fui repórter. É algo importante.

Agora é hora de ver o que as entidades de classe vão fazer em cima disso. Até agora não vi nota alguma, seja das duas associações nacionais de cronistas esportivos (sim, temos duas, a Abrace e a Aceb, mais recente, dissidência da mais antiga) nem das suas respectivas estaduais.

Repórter não é palhaço pra ficar em pé o jogo todo, muitas vezes debaixo de chuva e frio, pra só trabalhar quando o jogo terminar. Espero que logo isso seja corrigido para evitar uma injustiça, assim como aconteceu há alguns anos em Santa Catarina, quando a gloriosa Associação de Clubes do estado resolveu cobrar direitos de transmissão de emissoras de rádio no campeonato estadual, algo que não vingou e foi cancelado dias depois, até porque a lei brasileira proíbe isso.

Ah, e por favor não vamos comparar com a Europa. Transmissões de rádio lá dão sono, além de não fazerem parte de forma tão intensa como aqui no Brasil. Além do mais, as condições de trabalho lá são bem melhores que a maioria dos estádios por aqui.






Primeiras impressões na Série B

O Brasileirão é uma longa maratona. No meio do caminho tem lesões, as movimentações do mercado e muitas trocas de treinador. Quem conseguir se aproveitar bem da parte inicial pode ter uma vantagem considerável para administrar. Receita velha, mas é bom relembrar.

Começou a Série B, campeonato que, como diz Rui Guimarães, tem quatro campeões. O recomendável é fazer o serviço de casa e buscar pontos fora. Outra receita bem antiga.

O Criciúma, mesmo com um gol impedido, fez sua parte e venceu um time que será um adversário direto pelo acesso, até pela estrutura que tem. O Avaí perdeu para o Bahia em Salvador, algo que pode ser considerado natural pela diferença orçamentária e pela condição de favoritismo que o time de Doriva possui.

Trabalhei em Luverdense x Joinville, jogo muito ruim que só ganhou um pouco de graça na reta final. O JEC voltou a mostrar a pasmaceira do seu "ataque", o que desperta algumas preocupações. O time achou o empate numa cabeçada de Bruno Aguiar, zagueiro, que mais uma vez foi a frente para salvar. Hemerson Maria admite que o time é limitado, mas indicou para o clube um tal de Cléo Silva, que não possui qualidade alguma. Aí ele tem que mexer muito e não encontra uma solução. Empate acabou sendo lucro.

É só o começo, mas ambos sabem que precisam desenvolver muito para se tornarem confiáveis. Sexta que vem tem um JEC x Criciúma bem interessante, na Arena Joinville.


sexta-feira, 13 de maio de 2016

Os micos do Campeonato Catarinense 2016

A lista tarda, mas não falha. E nada melhor que uma sexta-feira 13 para que o Blog divulgue a sua tradicional lista dos micos do Catarinense 2016, onde a Chapecoense levou para sua sala uma estátua da Liberdade que com certeza terá destaque.

Confesso que esse ano teve bem menos ocorrências de destaque como no ano passado. Mas mesmo assim, o "Havanzão 2016" teve as suas pérolas.

Tá na hora da lista!!

10) O voo do estagiário: mais uma vez o glorioso Camboriú volta à lista dos micos. Depois de uma das mais cômicas cenas da história, onde o time teve que empurrar um ônibus na volta de Chapecó após o rebaixamento, desta vez a menção vai para o "estagiário" do clube que, depois da goleada sobre o Guarani de Palhoça no final do primeiro turno, botou a cabeça do mascote resolveu fazer "peixinho" no gramado encharcado. Pena que a reação não deu certo. O time não achou o bom futebol e acabou rebaixado novamente.

9) Sérgio Ramirez, o homem do cone: uma das marcas do uruguaio é a forma dele usar o instrumento característico do trânsito como megafone. Neste estadual, mais uma apresentação de gala. Expulso na partida contra o Figueirense, Ramirez foi até o teto das cabines, arrumou um cone e passou suas instruções de lá. Se isso pode ou não, eu não sei. Mas as câmeras fizeram várias imagens desse fato curioso.






8) França: fruto da teimosia da diretoria, o volante do Figueirense nada fez no campeonato estadual. Para fechar sua passagem com chave de ouro, arrumou confusão em uma briga de trânsito e resolveu desaparecer. Finalmente, depois de uma passagem turbulenta com direito a polícia e até agressão a cinegrafista, acabou demitido.

7) Hudson Coutinho: demitido e, depois "desdemitido". O Figueirense garante o seu lugar na lista dos micos depois de demitir o técnico Hudson Coutinho, colocar o próprio como interino dele mesmo na partida contra o Inter de Lages, para depois colocá-lo de férias. Expôs o técnico a um desgaste extremamente desnecessário e garante lugar no ranking.




6) Coxinhas no banheiro: Nada mais normal que comer uma pipoca ou uma coxinha no estádio, certo? Pois é, mas torcedores do Joinville ficaram assustados quando foram a um dos banheiros do estádio Robertão na partida contra o Camboriú e lá encontraram a estufa de salgados ao lado da privada! Com certeza, o pessoal que fez um lanchinho no jogo ficou preocupado.














5) Transmissão debaixo d´água : O Avaí mandou o jogo contra o Brusque no estádio Renato Silveira e o pessoal da imprensa sofreu demais. Havia pouco espaço para todos, a energia elétrica não aguentou (muitos aparelhos ligados mais o ar condicionado dos camarotes da cartolagem) e a chuva ferrou com todo mundo, que teve que ir atrás de tudo quanto é tipo de plástico para proteger os equipamentos, Uma equipe de rádio não teve condição alguma do trabalho, culpa de um toldo furado. E isso passa na vistoria.

4) Bragazap: Um dos destaques do Avaí no Campeonato Catarinense até então, o volante Braga acabou virando manchete depois de xingar fortemente a diretoria avaiana através de um áudio no Whatsapp. Ainda afirmou que o então técnico Raul Cabral chorou no vestiário após a derrota para o JEC e que os diretores interferiam na escalação. Acabou tendo que se desculpar através de um vídeo, sem mostrar autenticidade alguma. Pela cara de pau, lugar na lista.




3) Íbis x Avaí: O Leão da Ilha fez uma ótima campanha no primeiro turno do campeonato, com direito a um segundo lugar que até deu esperanças ao torcedor. Só que na segunda parte, o time empilhou derrotas e ficou muito perto de ser rebaixado. Virou chacota até do Íbis, o pior time do mundo, que o chamou de "novo rival". Realmente, uma temporada para o torcedor avaiano esquecer.






2) Leo Moura no Metropolitano: sua chegada teve direito a festa no Shopping e declarações de amor. Acabou com uma ida pela porta dos fundos e muita reclamação. Durou um mês a história do ex-lateral do Flamengo em Blumenau. Depois de dizer que estava cada vez mais adaptado ao futebol catarinense e adorando a cidade, foi embora para o Santa Cruz decepcionando aqueles torcedores que compraram camisas com seu nome. Aliás, o Metrô errou feio em contratar um ex-treinador como Valdir Espinosa, manter por tanto tempo seu sobrinho e estagiário, quando César Paulista tinha a receita da recuperação.


1) Roberto Cavalo e a "mão na taça": O técnico do Criciúma mostrou excesso de confiança no seu taco. Após vencer o Figueirense em Florianópolis, declarou que seu time estava com a "mão na taça". Passou longe, Perdeu o primeiro turno para a Chapecoense e caiu muito de rendimento no segundo, ficando em terceiro lugar. A falta de humildade pesou.



segunda-feira, 9 de maio de 2016

O melhor time, com a melhor estratégia

Márcio Cunha / Mafalda Press / Notícias do Dia
*Publicado no "Notícias do Dia" de 09/05/2016

A Chapecoense precisou de muita concentração para garantir o título estadual dentro de casa. Em uma partida que foi mais "curta", já que só houve movimentação depois da paralisação de Sandro Meira Ricci, o time de Guto Ferreira tomou o gol na única jogada real do primeiro tempo e aproveitou um contra-ataque para empatar o jogo com Bruno Rangel, numa repetição da receita do jogo de ida, quando montou uma escalação mais conservadora no início para criar uma opção a mais no final do jogo usando o banco de reservas. Foi assim com Ananias em Joinville, e agora com o artilheiro do campeonato na volta.

Mesmo caindo de rendimento no returno, e isso precisa ser analisado com carinho para a Série A, o técnico campeão soube ler o seu adversário para dar a volta olímpica. No primeiro jogo, a entrada de Josimar conseguiu anular qualquer tipo de articulação do JEC que, perdido, não ofereceu perigo. Mesmo sem se organizar para isso, conquistou a vitória, levando uma vantagem imporante para casa.

O JEC saiu na frente no placar e teve a grande chance de fazer 2 a 0 no chute de Pereira defendido por Danilo, mas acabou punido em uma cavada de falta de Edson Ratinho que acabou no contra-ataque para o gol com a marca do talento de Bruno Rangel. Mesmo assim, a importante ação de Hemerson Maria na reconstrução do time não pode ser julgada pelo vice-campeonato. Para quem terminou o primeiro turno pensando em escapar do rebaixamento, a ida para a decisão foi algo fantástico. A própria torcida tricolor entende assim. Com a chegada de contratações e um pouco mais de tempo, o time poderá brigar pelo acesso na Série B.

Venceu quem teve a melhor campanha. A Chapecoense não foi perfeita de ponta a ponta, mas teria conquistado o título se o estadual fosse por pontos corridos. Pesou o elenco mais qualificado que os seus adversários e o planejamento eficiente. Termina vencedor em um campeonato que pecou muito em qualidade técnica. Agora é hora de focar no resto da temporada, com desafios bem mais complicados.


domingo, 1 de maio de 2016

Chape aumenta sua vantagem, com boa leitura de jogo, eficiência e sem brilho do JEC

A Chapecoense não deu show, não voltou a ser o time do primeiro turno. Mas foi eficiente na situação da decisão do campeonato. Guto Ferreira armou o time para fechar os espaços e conseguiu. O JEC não teve poder de reação. Ele nem tinha a proposta de ganhar o jogo, mas ainda conseguiu isso. Repetindo a proposta, leva o troféu de campeão.

E o time do oeste poderia ter aberto o placar logo no início, não fosse a defesaça de Agenor, quando Lucas Gomes ficou sozinho para marcar. A tônica do jogo foi de um time que precisava vencer mas não contava com brilho para isso. Sem atacantes e com um "falso 9" que nem conseguia enganar nessa função, a defensiva da Chape não teve muitas dificuldades. O tempo foi passando, o desespero aumentando, e apareceu a brecha para Ananias, que veio do banco, aumentar a vantagem.

Há um claro favorito que só perderá o título em uma tragédia. O JEC não terá Anselmo, suspenso, e não tem muitas opções no banco para tentar algo diferente. Mesmo tendo vencido o jogo em Chapecó por 3 a 1 no returno, a situação agora é complicada demais para o tricolor.

Prevaleceu a eficiência. E a Chapecoense caminha para mais um título.


quarta-feira, 27 de abril de 2016

1996, a decisão que demorou para acontecer

Chapecoense e Joinville voltam a decidir o título estadual depois de vinte anos. Em 1996 aconteceu uma das decisões mais polêmicas do estadual, com direito a gol anulado com campo invadido, foguetório, WO e decisão às vésperas do Natal, vencida pela Chape.

Confira esta matéria do repórter Luan Vosnhak, do Jornal do Meio-dia de Joinville, que relembra esse caso com depoimentos de Benson e Bandoch, que jogaram aquela decisão pelo JEC:



As questões que envolvem a decisão

* Publicado no jornal "Notícias do Dia" de 27/04/2016

Passada a última rodada, que não teve graça alguma, chegamos na semana que antecede a decisão do campeonato estadual. Vinte anos depois daquela final que foi para o folclore do futebol catarinense, com direito a foguetório, abandono e jogo final a dias do Natal, Joinville e Chapecoense entram numa condição de igualdade que seria algo surpreendente até 40 dias atrás. Hoje, devido ao crescimento de um e a queda de outro, virou algo impossível de prever. 

Aí vem as perguntas que vão pautar essa final. A primeira é: o que aconteceu com a Chapecoense? O time de Guto Ferreira era tão favorito que pavimentava o seu caminho para um título direto sem sobressaltos. Depois do empate em casa para o Brusque, onde ainda conseguiu reverter um 3 a 0 do adversário no primeiro tempo, nada foi como antes. O time perdeu o volume de jogo, Maranhão caiu em qualidade na sua condição de principal armador do time e, sem um plano B, as derrotas para Metropolitano e Joinville acenderam o alerta para algo que aterroriza o torcedor do Oeste, que não vê o time inspirado de tempos atrás. É indispensável que o conjunto verde volte a ser aquele do turno, sob pena de um inesperado fracasso aparecer.

Do lado do Joinville, muitos perguntam o que Hemerson Maria fez para conquistar invicto o título do returno. E ainda, querem saber o quão longe pode ir esse time, que construiu sua recuperação em cima de forte marcação e eficiência na saídas de bola, mesmo sem atacantes decisivos, como tem o seu rival. Esta será a grande graça dessa decisão, que promete: teremos o confronto de um elenco numeroso, mas que perdeu o seu rumo, contra bravos jogadores que chegam com a motivação lá em cima para conquistar um título que era considerado improvável.
A partida de ida terá importância extrema para o Joinville, que terá que reverter a vantagem dos dois resultados iguais da Chapecoense. Até lá, muito mistério e treinos fechados. No final de tudo, o futebol nos reservou uma decisão muito interessante.

sábado, 23 de abril de 2016

"Audáxia"

O nome dele é engraçado, Tchê Tchê. Lateral direito de habilidade, e ainda por cima é ambidestro. Contra o Corinthians, fez um golaço de pé esquerdo de fora da área e depois fez um na disputa de pênaltis, de pé direito. Tem muito time atrás de um jogador assim.

E tem mais de um time que chama a atenção por eliminar São Paulo e Corinthians jogando muita bola. Fernando Diniz, o técnico, vai ter seu perfil contado e recontado na TV na próxima semana. Mas existe uma coisa que precisa ser mencionada: continuidade. Ele teve tempo para fazer seu trabalho, e colhe os frutos. Não vai dar certo em clube grande, pois paciência é uma palavra que não existe em seus vocabulários.

Guardadas as proporções, lembra o São Caetano de Jair Picerni em 2000, com um time muito unido, de toque com qualidade e sem medo de ninguém.

E está na final do Paulista. Possivelmente será desmontado depois da decisão (Bruno Paulo já tem pré-contrato assinado com o Joinville, por exemplo), mas mostrou um bom futebol para a gente lembrar.


quinta-feira, 21 de abril de 2016

Dinheiro no cofre

*Publicado no jornal "Notícias do Dia" de 21/04/2016

Com o anúncio do Figueirense nesta semana, todos os cinco grandes clubes catarinenses fecharam a adesão ao contrato de televisionamento fechado para o Campeonato Brasileiro a partir de 2019. Ainda que exista um longo tempo até lá, sem garantia nenhuma de que eles estejam na primeira divisão, o objetivo dessa ação um tanto quanto antecipada é garantir poder para negociar nesses próximos três anos. Os clubes, em sua maioria, nem pensaram em esperar até lá e procurar negócios melhores. Querem o dinheiro das luvas, muito bem-vindos nessa altura da temporada, que caem a vista nos cofres.

Dúvidas surgiram sobre essa "divisão" da preferência dos clubes, e qual a consequência isso trará ao torcedor. A lei exige que, para que uma partida seja transmitida, os dois clubes envolvidos tenham contrato com a mesma empresa. Um jogo entre Joinville e Avaí, por exemplo, não teria transmissão pela TV fechada no Brasileirão-19, mas poderia ter normalmente pela TV aberta ou pelo Pay-per-view, cujos contratos são diferentes.

O que os conglomerados querem com essa antecipação é garantir o seu espaço no campeonato e, nesse período, tentar mudar a lei, copiando um modelo europeu onde os direitos de um jogo pertencem unicamente ao mandante, não interessando qual o adversário. Fora isso, também há a possibilidade de um acordo que una as duas empresas, algo que seria uma vitória para o grupo Turner, que entrou na briga e agitou os bastidores com cifras que fizeram os olhos dos dirigentes brilharem e a concorrência se mexer.

O modelo do campeonato inglês, que não tem exclusividade e garante uma divisão justa para todos baseando-se na audiência e nos resultados dentro de campo, é sem dúvida o melhor e o mais rentável. Mas é inimaginável pensar isso no Brasil, onde existe uma grande discrepância de valores e onde muitos clubes vivem de adiantamentos e dos gordos cheques das luvas para se manter em funcionamento. E com a assinatura desses novos acordos, somando com os que já existem na TV aberta, o sonho para que essa divisão seja mais justa será empurrado mais alguns anos para a frente.

terça-feira, 19 de abril de 2016

O milagre de Hemerson

*Publicado no jornal "Notícias do Dia" de 19/04/2016

Ninguém discute a competência de Hemerson Maria. Mas o que ele conseguiu fazer com o Joinville no estadual chega a ser um milagre. Pegou um time desmotivado que venceu apenas uma partida no returno e com um ataque sem qualidade, compactou o jogo e construiu sete vitórias em oito jogos baseado em sua defesa e no trio de volantes formado por Naldo, Kadu e Anselmo. 

Recuperou a autoestima do time e do torcedor e conseguiu fazer com que o clube possa enxergar um futuro promissor para a Série B, quando voltará a ter o mercado aberto para trazer as peças que precisa. Duas já chegaram, Pereira e Murilo, que podem dar um gás para que o título venha na terceira decisão consecutiva.

O JEC está na decisão com uma vitória convincente sobre a Chapecoense. O tricolor fechou bem os espaços e não deixou a articulação do adversário funcionar (Guto Ferreira trocou Maranhão por Hyoran a fim de mudar a dinâmica do time que precisava mostrar alguma reação). Venceu a partida com gols de Bruno Aguiar, o artilheiro do time, e de Rafael Donato.


Hoje, o clube tem a certeza que poderá ser o campeão contra uma Chapecoense que fica se perguntando o que está errado, sob pena de perder um título que parecia encaminhado. Tudo culpa desse manezinho que voltou para a Joinville que o recebeu tão bem e, com muito trabalho, arrumou a casa a ponto de chegar numa final de campeonato, algo que era improvável até cerca de um mês atrás. Torcedores dizem que, se ele conquistar o título, merece uma estátua na frente da Arena.

Por pouco, mas escapou

Foi um jogo muito feio, o gol da vitória foi chorado, com participação de dois jogadores do Guarani. E dessa forma, jogando muito mal, que o Avaí escapou do rebaixamento no campeonato catarinense, salvo pela campanha no primeiro turno. Tem razão a torcida em vaiar o time, que pelo terceiro ano seguido brigou no estadual para não cair. Agora é a vez do presidente Francisco Battistotti mostrar o seu plano de impacto para evitar novo vexame na Série B. 

segunda-feira, 18 de abril de 2016

O Avaí escapou

O roteiro era de filme de terror para o torcedor. O Avaí marcou um gol e acabou com a seca do jeito mais sofrido possível, com a bola rebatendo duas vezes em jogadores do Guarani até sobrar para Iury colocar para dentro.

Teve vaia do torcedor. Merecida. Três anos seguidos brigando para não cair no estadual. Um time ruim que se salvou por causa do primeiro turno surpreendente.

Se Gonçalves falou em 3 ou 4 jogadores, Silas falou em sete. É daí pra cima.

Agora é ver o que o novo presidente vai trazer. Prometeu contratações de impacto. Vai precisar de sorte. E dinheiro.

Ele deu entrevista prometendo muito. Só quero saber de onde vai tirar dinheiro.

Mais um catarinense para o Avaí esquecer. Agora é apagar da memória, arrumar a casa e evitar novo vexame na Série B.



domingo, 10 de abril de 2016

A rodada dos sonhos do Joinville

Assessoria JEC
Na Arena, o JEC fez a sua parte. Abriu o placar com um pênalti, poderia ter ido para o intervalo com um empate não fosse um erro da arbitragem, e controlou o Inter de Lages na segunda etapa para garantir a vitória, que lhe manteria na liderança do returno com dois pontos de vantagem para a Chapecoense, que estava vencendo o Metropolitano.

Eis que o Metrô virou o jogo marcando um gol nos acréscimos pela quarta vez no estadual jogando em Jaraguá. Venceu, deu um enorme passo para escapar do rebaixamento (ultrapassou o Avaí) e viu o Joinville abrir longos cinco pontos de distância. Pode até perder na Arena Condá. Decidirá a ida na final em casa contra o Brusque, que já alcançou o seu objetivo.

O Joinville não é um time brilhante em campo, mas Hemerson Maria mostra que tem estrela e o time está conquistando os resultados. Do outro lado, a Chape entra no terceiro jogo sem vitória e viu sua liderança derreter. O empate arrancado na raça contra o Brusque, o jogo burocrático contra o Figueira e a pior atuação do ano em Jaraguá já põem uma pulga atrás da orelha do torcedor.

A Chapecoense terá a vantagem de decidir o título em casa, mas o time não tem o mesmo rendimento do primeiro turno. Há tempo para uma reanálise do que aconteceu de errado. Há um adversário embalado e que quer acabar com esse favoritismo. Domingo acontecerá uma possível prévia desse encontro decisivo. Será interessante assistir, principalmente, se a Chape mostrará reação.


A falha que definiu o clássico para o Figueira e abriu a semana tensa na Ressacada

Eduardo Valente / Notícias do Dia
Figueirense e Avaí não fizeram um jogaço. Tecnicamente o jogo foi fraco e a decepção maior até foi do Figueira, até pelo crescimento mostrado no campeonato e o favoritismo que levava para o jogo. No fim, isso não aconteceu.

O empate até era bom resultado para o Avaí, conquistando um ponto que seria valioso para a classificação geral e a fuga do rebaixamento. Mas a falha bisonha de marcação em um contra-ataque acabou sendo fatal. Guilherme Queiroz recebeu sozinho e Renan, de boas defesas até ali, não teve como segurar. O time de Vinícius Eutrópio fez o pior dos jogos das últimas rodadas. Acabou encontrando o gol no erro do adversário.

Como sempre, faltou ao Avaí qualidade no ataque. Até agora, Silas parece ter organizado o time para jogar um pouco mais fechado para não deixar tantos espaços. Mas na frente o problema é enorme, com um William isolado e Rômulo sem jogar absolutamente nada. Aí fica difícil.

Com isso, o Figueira pode focar na Copa do Brasil e na Série A, já que não corre mais nenhum tipo de risco. Enquanto isso, o Avaí vai para um jogo que promete ser dramático contra um Guarani que vem de duas vitórias seguidas. Uma derrota vai levar o time para a última rodada na condição real de ser rebaixado em caso de derrota. Considerando que o presidente deve renunciar nesta segunda, conforme informa a reportagem do Notícias do Dia, a semana promete ser tensa na Ressacada.






segunda-feira, 4 de abril de 2016

Joinville vence apertado para liderar. Vitória do Brusque coloca Avaí na efetiva luta contra o rebaixamento

O Joinville conseguiu fazer um gol no Camboriú para liderar o returno e seguir firme na luta para evitar o título da Chapecoense.

Uma partida que não mostrou novidades para o setor mais crítico do JEC: o ataque. O mais interessante, e isso é bom, é que tanto o torcedor como a comissão técnica não se ilude com os resultados e sabe que o elenco é limitado. Mas é assim que o time vai se comportando e tem uma porta aberta para entrar e tentar quebrar o favoritismo da Chape. Terá um jogo contra o Inter na semana que vem em casa para ir à Chapecó no que deve ser a decisão do returno. Como não devem chegar jogadores essa semana e, logo, sem novidades pro ataque, Hemerson Maria precisa se agarrar no que tem para tentar surpreender.

No Augusto Bauer, o Brusque respira tranquilo com 22 pontos, vaga praticamente assegurada na Série D e bem longe da briga pelo rebaixamento. Quem entrou com tudo nesse confusão foi o Avaí. Na partida, só deu time do Mauro Ovelha. Fez o gol logo no começo, poderia ter ampliado, e controlou o meio campo que faltava muito em marcação do adversário. Do lado de fora, o estreante Silas mais observava do que mexia no time, percebendo o tamanho do problema que terá que administrar. Para resolver, parece até simples: trazer um time novo, que esse aí não tem jeito, salvo raras exceções. O problema é que o time precisará vencer para não cair pela segunda vez em sua história. Vai ter que buscar energia no clássico, onde não é favorito, e ainda torcer para que os adversários não pontuem. A situação é crítica.

Já o vencedor Brusque correrá agora atrás do bônus, que é a vaga na Copa do Brasil.