sábado, 25 de outubro de 2014

Não pode bobear, tem que lutar. Cada ponto é importante

Na história dos pontos corridos, já aconteceram daquelas histórias das recuperações históricas na reta final do Brasileirão. Já teve muito drama, choro e festa daqueles que se salvaram. A comemoração parecia conquista de título.

A torcida fica apreensiva. Mas pra chegar no objetivo tem que ter entrega, vontade, luta, pra brigar por cada ponto. Aquele time que não tem qualidade técnica precisa se superar, correr por dois, terminar o jogo se arrastando em campo. Se jogar em casa, tem a torcida ajudando.

A introdução desse post reflete a rodada desse sábado. Veja o caso do Criciúma, que ameaçou uma reação contra o Vitória mas não teve vontade nem futebol pra isso. Mais uma atuação fraca, que marca de vez a terrível situação do time. Se antes a distância para sair da zona de rebaixamento era razoável e possível de se alcançar em uma rodada, hoje são necessárias pelo menos duas. São quatro pontos para o 16o. lugar e jogos contra São Paulo e Cruzeiro pela frente.

Há uma possibilidade de Gilmar Dal Pozzo ser demitido. Não tenho procuração pra defendê-lo, mas a culpa não é dele. Talvez o grupo possa ver uns VTs de jogos da Chapecoense, exemplo de entrega de um time que sabe que não é galático, mas é motivado até o pescoço. Cada um precisa assumir a sua responsabilidade dos atos. É o time mais caro dos três de Santa Catarina e é o que pior rende.

A Chapecoense tomou gol do Santos numa grande desatenção e ralou muito pra conseguir o empate na Arena Condá, empurrado pela torcida, que merece destaque pela maneira com que dá a resposta ao empenho do time. Poderia ser uma vitória, claro. Mas na situação que está essa briga pelo rebaixamento, não tem como reclamar do ponto. O time está empatado com Palmeiras e Figueirense, com três pontos de vantagem para o primeiro da zona. Pela frente, dois adversários diretos, primeiro o Figueira em Floripa e depois o Vitória, em casa.

Já o Figueirense empatou com o líder. Numa primeira análise, bom resultado. Mas a lambança de tomar um gol em lance de arremesso lateral no primeiro tempo derrubou o plano de tentar algo melhor. O time jogou bem, conseguiu fazer um jogo equilibrado e conseguiu o empate. Pena que lá atrás um erro infantil custou sorte melhor. Mas foi contra o líder. Não dá pra chorar o ponto conquistado.




sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Mais um atropelamento tricolor. A Série A está próxima

Assessoria JEC
Com 10 minutos de jogo, o JEC vencia o Avaí por 2 a 0. Gente que ainda estava no trânsito para chegar na Ressacada deu meia volta.

Mais um atropelamento tricolor, a terceira vitória seguida, e pelo mesmo placar. Um time que eliminou o fantasma da perda de Jael, ganhou corpo, marcou exemplarmente, não se afobou com a pressão avaiana e sacramentou uma vitória importantíssima para garantir o acesso, que está muito próximo.

Time que cresceu pelo acerto de Hemerson Maria, que deu um nó em Geninho, que nada pode fazer se não abusar do chuveirinho. Time que arranca na hora certa com o brilho de jogadores como Anselmo e Rogério, que cresceram individualmente e ajudaram muito o time, que tem gente como Bruno Aguiar, Edigar Junio, Naldo e Fernando Viana, fazendo parte de um esquema bem ajeitado. A receita do jogo: início na pressão, marcação impecável e um jogador rápido e descansado no final para carimbar a vitória.

O técnico tricolor, aliás, que sempre enxergou muito bem os problemas do time. Ele já teve a dificuldade de não conseguir consertar. Demorou, mas ele achou a solução. E o time caminha para garantir o acesso com uma boa antecedência. E é candidato ao título.

Já o Avaí chega à quarta derrota em cinco jogos, com um sinal de alerta. Contra o JEC, não mostrou nenhuma jogada bem desenhada, abusou do chuveirinho e não soube achar um jeito de escapar de uma forte marcação.

Quem quer brigar pela Série A precisa estar voando nesse mês final de campeonato. O Joinville está, com um elenco unido, compacto em campo, competitivo e com espírito de campeão. Acho que ninguém tira uma vaga do tricolor.



quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Agora faltam 8. Menos lamentações e mais futebol

A rodada da quarta trouxe a revolta do torcedor do Figueirense e do Criciúma, e aquela lamentação do pessoal de Chapecó, que esperava sorte melhor do Verdão contra o São Paulo.

Agora faltam oito rodadas. Hora de lamentar menos, virar a página e partir pra outra. Com a zona de rebaixamento tão concorrida (veja o caso do Coritiba, que com uma simples vitória saiu do Z4), não há tempo para ficar remoendo em cima de resultados passados. Final de semana tem jogo, bola pra frente.

O Figueirense teve lances polêmicos que poderiam mudar sua sorte em Porto Alegre. Um pênalti bem duvidoso no final do jogo poderia acabar num empate. Virou derrota em outro lance bem complicado que acabou no pênalti marcado por Barcos. Nirley deu um carrinho forte, e se sabe que existe árbitro que marca falta em jogadas desse tipo. Vem aí o líder Cruzeiro, que penou pra arrancar um empate em casa com o Palmeiras. Dá pra conseguir alguma coisa, mas Argel precisa tomar um chá, se acalmar e passar a borracha na derrota para o Grêmio.

No Criciúma o problema foi maior. Pegou um Atlético bem fechado, abusou da bola aérea e acabou tomando um na falha do goleiro. É o tipo do jogo que irrita o torcedor, ao ver o time perdendo chances precisando muito vencer, e nada dá certo. Tem pela frente um confronto direto contra o Vitória, outro time que perdeu seu futebol em algum lugar. Que Dal Pozzo dê um jeito de buscar essa tão sonhada vitória fora de casa. Para ele, o tempo passa mais rápido. A contagem regressiva de jogos é bem mais cruel com o Tigre.

Já em Chapecó o time do Jorginho fez um jogo muito equilibrado com o São Paulo. Foi melhor no primeiro tempo, mas pecou nas finalizações. No segundo tempo, Muricy conseguiu equilibrar a partida, mas a expulsão de Paulo Miranda deu a letra para que a Chape buscasse algo no final do jogo. Não deu. No final de semana, novo jogo em casa contra o Santos, que perdeu na Vila para o Fluminense. Também é um bom time, mas com a licença poética, é um jogo "mais ganhável" que esse de quarta. Com quatro pontos de frente para o Z4, é dentro de casa que mais uns dias de tranquilidade podem vir.


terça-feira, 21 de outubro de 2014

Deu tudo certo para o JEC. G4 inalterado

Assessoria JEC
A vitória não foi fácil. Edigar Júnio fez o primeiro gol logo no início e o time do JEC parecia não querer marcar o segundo para evitar sustos. Acabou tomando um pouco de sufoco, mas o camisa 11 foi lá mais duas vezes para garantir três pontos importantes para o tricolor, que não pode reclamar da rodada.

Com as derrotas de Ceará, Vasco e Avaí, o time do Hemerson Maria abre uma vantagem de sete pontos para o quinto colocado. Vai para a Ressacada sem a obrigação de vencer, mas com um time que encontrou a forma de jogar sem Jael, o que era o principal desafio do treinador.

Edigar Junio assumiu essa responsabilidade. O time mudou a característica mas precisava de alguém que aparecesse mais para a turma da criação. Ele faz isso. Não tem o porte físico de Jael, mas iguala essa diferença com velocidade. Ganhou confiança e melhorou nas finalizações, um antigo problema que parece ter virado passado. Hoje, teve ao lado um Fernando Viana apagado. Quando Hemerson colocou Fabinho, encontrou mais facilidade. Três pontos garantidos e festa pra quase 12 mil torcedores na Arena.

É uma vantagem confortável que dá ao JEC a condição de garantir o acesso apenas vencendo seus três próximos jogos em casa. Mas se pontos vierem de fora, serão bem-vindos, até numa briga pelo título (há ainda um confronto direto com a Ponte Preta na Arena). Contra o Avaí está a chance de abrir ainda mais a vantagem e antecipar a festa do acesso lá no final.

Avaí que vai pressionado para o confronto regional de sexta. Perdeu o segundo jogo seguido, só não caiu fora do G4 por causa de mais uma derrota do Ceará, e precisará de uma vitória para não correr riscos. Perder em Campinas para a Ponte não é surpresa, já que o time do Guto Ferreira está muito bem arrumado, com 10 pontos conquistados nos últimos quatro jogos.

Começa a ser desenhado um outro cenário, com Ponte, JEC e Vasco conquistando três vagas e Avaí e Ceará numa luta ponto a ponto pelo último acesso. A boa notícia pro torcedor avaiano é que o Vozão vem numa má fase. É um time que já foi melhor, mas hoje não convence.



Contas, contas e mais contas buscando o acesso

A reta final da Série b está aí e a turma já começa a fazer as contas para o acesso.

Caso a Ponte Preta vença o Avaí hoje a noite em Campinas, vai chegar aos mesmos 60 pontos que o Figueirense fez no ano passado para subir (e se fizesse 59 também subiria pelo critério de desempate com o Icasa). Obviamente, pela briga concentrada entre 5 equipes, esses 60 não serão suficientes para carimbar o acesso.

Existem confrontos diretos nessas rodadas finais: o Joinvile vai ainda pegar Avaí e Ponte Preta, o Leão ainda pega o Vasco e o JEC em casa. Segundo o matemático Tristão Garcia, são necessários 66 pontos para um time garantir sem sustos o seu acesso.

Isso aumenta ainda mais a importância dos confrontos diretos como o do Moisés Lucarelli. Com 52 pontos, o Avaí pode ser ultrapassado pelo Ceará caso perca para a líder Macaca e o Ceará vença o Icasa em Juazeiro. Isso colocaria no time de Geninho a pressão de marcar 14 pontos em 21 a serem disputados, sendo que terá outro confronto direto na sexta, contra o Joinville.

Já o JEC pega o ABC hoje para fazer a tarefa de casa. Vencendo, vai a 57 e enfrenta o Avaí sem a obrigação de vencer, para depois receber o Bragantino. O tricolor de Hemerson Maria tem uma missão diferente, que é fazer o serviço em casa, contra ABC, Bragantino, Ponte Preta e Luverdense.

Na teoria até pode parecer fácil, mas tem que jogar muita bola.


sábado, 18 de outubro de 2014

Atropelamento tricolor na hora certa

Assessoria JEC
Naquele que deveria ser um dos jogos mais tensos dessa reta final da Série B, o Joinville acertou o primeiro golpe no início do jogo, deixou o Ceará desnorteado e teve total controle para garantir uma vitória importantíssima.

Time ligado em campo, torcida lotando o estádio e empurrando durante todo o jogo, aplicação. Ingredientes da vitória de um jogo de seis pontos que colocou o tricolor na segunda posição, a quatro pontos do quinto colocado.

Um problema que Hemerson Maria ainda não tinha conseguido solucionar a contento era a organização do ataque sem Jael. Hoje Fernando Viana fez sua melhor partida no Brasileirão, puxando a marcação, criando e abrindo alternativas. Foi premiado com um gol, aproveitando a falha da zaga cearense. Ainda não representa o que Jael fazia na área adversária, mas sem dúvida é um avanço. O Joinville precisava dessa boa notícia.

Sérgio Soares foi envolvido pelo time do JEC. Tem um time bom, mas dentro da Arena não ameaçou o adversário.

Com promoção de ingressos continuando, o ABC será o adversário em casa na terça. Chance boa de aumentar ainda mais a vantagem e ir para Florianópolis sem muita pressão contra o Avaí, que terá na terça um jogo complicado contra a Ponte Preta.

Sábado de festa na Arena. O tipo da vitória que o Joinville precisava, pelos pontos e pelo jeito que ela veio.




terça-feira, 14 de outubro de 2014

FCF e MP barram cinco torcidas organizadas. Efeito prático: nenhum

Não é a primeira vez que isso acontece. FCF e Ministério Público resolveram banir símbolos e vestimentas de cinco torcidas organizadas do Estado: Mancha Azul, Gaviões Alvinegros, União Tricolor, Fúria Marcilista e a Força Independente do Brusque (e não "Torcida Jovem" que inventaram por aí), que só vai voltar a campo no meio do ano que vem, na segundona.

Qual o efeito prático dessa decisão? Nenhum. Pro pessoal ir pro estádio com ou sem uma camisa de torcida, dá na mesma. Se o cara quiser aprontar, vai se meter no meio do torcedor comum que nada tem a ver com organizada.

Ao mesmo tempo, houve hoje o anúncio de que a Polícia Militar vai escoltar os ônibus de torcedores do Joinville (muitos de organizada, mas sem algo que o identifiquem como tal), durante todo o trajeto de ida e volta, algo em torno de 360 km de operação.

Mais uma vez está provado que as autoridades não agem para resolver o problema e identificar os criminosos. Na emboscada de avaianos em Barra Velha, ninguém foi preso. No crime de Balneário Camboriú que vitimou o torcedor João Grah, os responsáveis foram identificados, mas ninguém foi preso. (veja abaixo matéria do "Cidade Alerta", da RICTV Record).

Pra que um crime seja solucionado, é necessário que se encontre um culpado, e que ele seja preso. Nesse caso, ninguém está indo pra cadeia. Suspensão pra inglês ver, já que o problema não será resolvido.

Um jeitinho para mudar a fórmula do Catarinense-2015

Há quase um ano, escrevi nesse blog que ia ter time grande reclamando do regulamento proposto pela Associação de Clubes para o campeonato estadual de 2014. Tava na cara, obrigatoriamente no mínimo um clube "grande" iria ficar de fora, sem holofotes, sem televisão, enquanto que o pau quebrava no quadrangular. Desenharam sem observar o efeito, o Metropolitano foi para o quadrangular e Chapecoense e Avaí foram jogar 10 partidas sem tesão para se manter na primeira divisão.

Vem a discussão do Estadual 2015 e deram um jeitinho: a FCF diz que o Ministério do Esporte concordou e as chaves foram invertidas: agora são seis que buscam a final e quatro vão se matar pra não cair. Não garante, mas diminui o risco de time grande ficar de fora da vitrine até o Brasileirão.

É melhor que o regulamento de 2014, mas não é o ideal. Continua o desbalanço do turno único onde metade dos times farão menos jogos em casa. Com uma data a mais, daria pra fazer turno e returno com todos e classificando quatro. Resolveram não cutucar o estatuto que já teria feito um grande favor de consertar a lambança impensada.

Outra mudança: os três primeiros vão pra Copa do Brasil. Isso o estatuto também deixou? Toca...

E teve mais uma: no final do estadual passado, a FCF chegou a anunciar o Marcílio Dias como dono da segunda vaga catarinense na Série D, pela sua posição no hexagonal. Acontece que teve gente que não leu o regulamento, e o Guarani de Palhoça conquistou sua vaga de direito. O presidente Delfim, então, disse que o Marcílio já conquistaria uma vaga na Série D do ano que vem, mesmo que nenhum regulamento determinasse isso. Ele teve que voltar atrás na decisão, já que não poderia seguir com esse canetaço em frente. Some-se a isso o fato que um novo presidente do Marcílio será eleito nesta semana. E também pode ser um tipo de resposta à agressão que sofreu em Itajaí, naquele jogo estranho contra o Atlético de Ibirama. O time de Itajaí poderia exigir algo garantido por escrito, mas...

No próximo capítulo, vamos ver se algum estádio vai passar liso nas vistorias. Todos lembram o que aconteceu nos últimos dois anos.


domingo, 12 de outubro de 2014

Comemoração e atenção

Fernando Ribeiro / Criciúma EC.
Da turma catarinense, só o Figueirense perdeu na rodada, com um time desfalcado e fora de casa para o Atlético. Jogo decidido em cima de uma escolha infeliz de Argel. Foi pelo lado de William Pottker que o time de Curitba achou o caminho da vitória. Fez uma improvisação que surpreendeu a todos e pagou com a derrota. 

Aquele time que engatou uma série de bons resultados chega à terceira derrota e fica a dois pontos da zona de rebaixamento. Ou seja, o time pode voltar pra zona se perder para o Coritiba. Prefiro ficar com a tese da escolha infeliz. Argel tentou justificar o injustificável, mas é só combinar com ele pra não repetir a loucura. E final de semana que vem tem jogo pra vencer.

O Criciúma venceu bem o Santos e deu uma semaninha de paz para Gilmar Dal Pozzo. A situação da parte de baixo da tabela é tão parelha que duas vitórias colocam o time lá em cima. O Tigre já havia vencido bem o Galo, mas mostrou um futebol sofrível em Curitiba. Contra o Fluminense, essa fraqueza do Couto Pereira não vai poder aparecer.

E o "título" de melhor catarinense passa pra Chapecoense, que quase colocou tudo a perder na expulsão de Tiago Luiz, que achou um improvável gol de fora da área. Dá até pra tentar fazer uma comparação com o time quando era treinado por Celso Rodrigues. Antes, o time era fechadinho e jogava por um contra-ataque bem encaixado. Agora, o time além de marcar, consegue criar. Jorginho, que era uma grande incógnita quando do seu anúncio, vai correspondendo a confiança. Que continue assim. Que venha o Galo no sábado.


sexta-feira, 10 de outubro de 2014

JEC venceu jogando pro gasto, mas garantiu uma semana de paz

Assessoria JEC
Uma cabeçada de Edigar Junio deu a vitória do JEC sobre o fraquíssimo time do Vila Nova, atingido pelas dificuldades financeiras do clube e de uma motivação quase zero para entrar em campo.

Jogou mal, abaixo do padrão de um time que quer subir. Mas venceu, colocou fim na incômoda sequência sem vitórias e vai dar uma semaninha de paz para Hemerson Maria até o jogo contra o Ceará na semana que vem, onde a parada vai ser muito mais dura.

O tricolor enfrentou um time que se defendia em um amontoado. Nada muito diferente do que o time enfrentou nos útlimos jogos. O que me chamou a atenção foi a forma que o time se postou em campo. Parecia que a vitória viria sem muito esforço. Depois do gol perdido pelo Vila, a bronca comeu solta no intervalo, o JEC ganhou mais vontade e chegou ao gol que lhe garantiu o objetivo. Depois foi fechar lá atrás e garantir a vitória.

Sábado que vem é confronto direto contra o Ceará. Sem Ivan e Naldo, suspensos, mas com a volta de Anselmo. O time vai ter que jogar muito mais do que jogou em Goiânia, principalmente na parte da frente, onde está longe de imprimir o mesmo ritmo da época que Jael estava inteiro.

Mas depois da semana tensa, que teve gente querendo a cabeça do técnico e saída de diretor insatisfeito com decisões internas, a vitória tem um significado especial.

Semana que vem tem jogão na Arena.


9 de outubro de 2014, a noite do "Condaço"

Aguante / Chapecoense
Uma noite que o torcedor de Chapecó nunca vai esquecer. Dos mais novos, aqueles que criaram uma paixão desde o início pelo time, até aqueles que viveram a era Gre-Nal da cidade, quando a Chapecoense mofava lá nas últimas divisões do Brasileiro. Cheguei a ler jornalista colocando que o jogo seria em campo neutro.

Não conhecem Chapecó. Se havia algum resquício de fantasma azul ou vermelho pairando pela Arena Condá, ele foi devidamente exorcizado em 9 de outubro de 2014.

Com dois gols de Leandro Banana, um cara que eu critiquei muito. Jorginho o fez jogar, deixando Bruno Rangel fora dos planos. Outros dois de Diones e Camilo fechando a conta. Um massacre contra um Inter que sentiu a pressão e foi facilmente dominado.

Desnecessário dizer que um resultado desse dá moral para time e torcida. Além dos três pontos importantes, a goleada mostra pra o próprio time que é possível escapar do rebaixamento sem muito sofrimento. Em casa parece que o time está dando conta do recado. Agora é fazer o time render assim fora.

Chapecó não vai dormir essa noite. E o Boca lá do Bar vai ouvir um monte.

9 de outubro, o dia do "Condaço".




domingo, 5 de outubro de 2014

Decepção da dupla da B, briga em Goiânia e o sinal de vida do Criciúma

O sabadão pré-eleitoral trouxe o contraste das derrotas de Avaí e Joinville, que perderam uma ótima chance de ganhar um gás a mais no G4 da Série B, a bela vitória do Criciúma que deu uma grande esperança para o torcedor e a derrota do Figueira em Goiânia, onde o foco maior ficou em mais uma briga de torcidas. Uma coisa de cada vez.

O Avaí em campo contra o Náutico não era o Avaí do Geninho, que não estava lá. Confuso, o time pressionava sem uma certa ordem. O time azul perdeu uma grande oportunidade de disparar na liderança em um momento importante do campeonato. Tropeços fazem parte da campanha, mas é melhor esquecer essa partida e ir pra outra. Quem sabe o problema era mesmo a falta do treinador na beira do gramado.

O mesmo não dá pra dizer do Joinville, no seu primeiro jogo sem Jael e, pra complicar um pouco mais, sem Marcelo Costa. Hemerson Maria inventou o baixinho Harrison, meia pouco utilizado na Série B, como a salvação dos problemas. Ele desapareceu junto com o time que não deu jeito de vencer um adversário fraco, que está na zona de rebaixamento e não vencia há 10 partidas. Ele mexeu, colocou Jean Deretti, e nada mudou, até que conseguiu tomar um gol na reta final. Tomara que ele não repita a experiência na terça contra o Santa Cruz. O caminho que ele tomou para substituir o artilheiro não se mostrou eficiente. Com um centroavante como Fernando Viana no banco, o técnico precisa fazer o seu time pressionar mais e, principalmente, vencer jogos. Depois de um jogo medroso contra o Vasco, em Natal o time mostrou muito pouco. Uma derrota na próxima rodada pode custar o G4. Coragem, Hemerson!

Na turma da A, o Criciúma mostrou um jogo inspirado contra o Atlético, dando uma esperança praquele torcedor já pensando no pior. A verdade é que há um bolo enorme ali na parte de baixo da tabela e há uma oportunidade de sair da degola. O atacante Souza encaixou bem no time e deu a Gilmar Dal Pozzo um caminho a ser seguido. Se lá no final vai acabar em permanência é outra história.

Por fim, o Figueirense, que perdeu para o Goiás por 1 a 0. Partida que o futebol foi ofuscado por mais uma briga de torcida envolvendo a torcida esmeraldina. É incrível, em Goiás as torcidas brigam entre si e ainda arrumam confusão até em jogo de sábado a noite com estádio vazio. Sem dúvida o clube será punido, mas melhor seria se esses irresponsáveis fossem eliminados dos estádios, através de uma ação efetiva das autoridades. Ponto contra o futebol brasileiro. Mais um.

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Jogadores do BEC desabafam para a imprensa e entram em greve

Fora dos holofotes da imprensa que centra foco nos times catarinenses das Séries A e B, a nossa segunda divisão mostra mais uma vez que nem tudo é maravilha por aqui.

Mais um exemplo aconteceu ontem, no Sesi em Blumenau. Após a derrota para o Guarani de Palhoça, o elenco do BEC procurou a reportagem da RICTV para desabafar. Alegam dois meses de salário atrasado e dizem que se não forem pagos, não enfrentam o Atlético Tubarão no sábado.

A reportagem é de Emerson Luis, da RICTV Blumenau:

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Morre Waldomiro Schutzler, o maior presidente da história do JEC

Assessoria Pref. Joinville
Faleceu nesta tarde no Hospital São José em Joinville o ex-presidente do JEC Waldomiro Schutzler, aos 82 anos de idade. Estava internado desde a última sexta-feira e não resistiu a uma série de problemas.

Foi o primeiro e o maior presidente da história do JEC, e talvez o mais vencedor do futebol catarinense. Sob o seu comando, o tricolor conquistou 10 títulos, sendo oito deles consecutivos, em 76, 78, 79, 80, 81, 82, 83, 84, 85 e 1987.

Um vencedor que tem o seu nome marcado na história de Joinville, do JEC e do futebol de Santa Catarina.

Seu velório e sepultamento acontecerá na cidade de Canoinhas, no Planalto Norte.


segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Jael está fora da Série B. Péssima notícia para o JEC, mas não o fim do mundo

Reprodução / Instagram
O que era especulação se confirmou: o atacante Jael está fora da Série B. Vai ter que passar por cirurgia no tornozelo esquerdo e vai ficar com o local imobilizado por um bom tempo.

Perde o tricolor o seu artlilheiro (12 gols na Série B, vice-artilheiro até o momento) e Hemerson Maria ganha um baita problema pra resolver.

Muito torcedor do Joinville pode estar pensando agora "ferrou, se foi o nosso acesso". Eu tenho uma visão diferente. Sem dúvida a perda é enorme, ainda mais em um time que tinha um padrão tático definido com a participação do camisa 9. Não há no elenco um atacante com as mesmas características. Nas últimas duas partidas sem ele em campo, contra Ponte Preta e Vasco, o time perdeu, com Fernando Viana e Hugo substituindo-o, respectivamente.

O elenco do Joinville é grande e dá pra criar alternativas, ainda que isso passe por uma reformulação do esquema tático. Hemerson Maria tem competência suficiente para desenhar o time que vai a Natal com uma "versão 2.0" que levará até o fim do ano. Ele tem seis jogadores pra isso: Edigar Junio, Fabinho, Fernando Viana, Schwenck e Hugo, além do jovem Ítalo, que chegou na semana passada. Ainda tem a opção de colocar mais movimentação no meio-campo com a entrada de Jean Deretti, fazendo companhia a Marcelo Costa.

Opções existem e esse é o momento de acreditar no trabalho do técnico e esperar as alternativas que ele vai apresentar. Eu ainda acredito muito no acesso do JEC para a Série A pelo grupo que tem e o trabalho que Hemerson Maria vem realizando. Em 2011, o time foi campeão brasileiro da Série C sem contar com Lima por um bom tempo. Esse raio pode sim cair duas vezes no mesmo lugar.