quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Catarinense sem Premiere. TV Aberta com dificuldades. Há vida, mas é necessário trabalho



O Blog volta a falar de televisionamento do Estadual, diante das novas informações.

O presidente da Chapecoense, Maninho de Nes, afirmou ao amigo Badá que não haverá transmissão do Pay-per-view do Campeonato Estadual. Pode parecer grave num primeiro instante, mas vamos dissecar a informação. Os clubes recebiam muito pouco para ceder o "sinal para a praça" e ter impacto direto em suas bilheterias. Não chega a 100 mil reais por clube. Faça a conta de quantos assinantes existem em cidades como Joinville ou Florianópolis. Os números falam por si. Produto era vendido a um preço de banana. Sem contar o fato de jogar a partida para as 19h de uma quarta-feira ou, quando muita gente está voltando do trabalho e não consegue chegar no estádio, ou até as 10h da manhã de um domingo de praia, ou quem sabe sábado a noite.

E tem outra coisa: com a liberação da venda de cerveja cada vez mais próxima, só o que será arrecadado com os bares superará o que é pago pela TV por Assinatura.

Há também o fator internet. Um dos grandes clubes de SC já saiu na frente, com seu departamento de marketing já trabalhando firme na questão da transmissão das suas partidas. Apurei que um modelo já está sendo estudado para que a transmissão por Facebook ou Youtube aconteça.

Agora, o assunto é a TV Aberta. Aqui, houve um problema seríssimo em todo o processo de negociação. Primeiro, que os clubes delegaram à FCF a negociação com a Globo, já que a rede iria comandar o processo e a NSC, em processo de desmonte de sua estrutura (inclusive esportiva, limitando o trabalho dos seus jornais, tirando profissionais da área e jogando dois blocos do Globo Esporte carioca no lugar do antigo 100% estadual), dificilmente teria condição de pagar a conta.

O problema é que o presidente da FCF, Rubens Angelotti, recém-chegado ao meio e que mostra ainda sinais de que precisa de mais atenção, deu entrevista à Rádio Eldorado dizendo que a negociação com o Esporte Interativo e as outras redes catarinenses não prosperaram e que a única opção seria a Globo, sem plano B. Perdeu toda e qualquer alternativa de negociação. Resultado: a Globo jogou uma proposta para pagar por partida transmitida, em uma base financeira que os clubes não aceitaram. Criou-se o impasse.

Essa negociação nunca deveria sair dos clubes. Aliás, o campeonato precisa ser gerido comercialmente pelos clubes na totalidade, coisa que não acontece (o regulamento do Estadual 2018, assim como em outros anos, dá à Federação as placas centrais de todos os estádios. Na prática, isso permite a venda de naming rights sem satisfação aos clubes). Agora, criou-se um problema, que não é insolucionável.

A Globo quer comprar um jogo por rodada? OK, sigamos o modelo americano, com as outras partidas sendo disponibilizadas via redes, com potencial faturamento através da venda de pacotes comerciais, por cada clube ou pela Associação.

Sou crítico do modo como a Associação de Clubes históricamente foi tocada e não conseguirei mudar de ideia até um sinal contrário. Mas é hora de se mexer, que o produto é bom e é muito mal aproveitado.

domingo, 19 de novembro de 2017

Vamos falar (de novo) de arbitragem em Santa Catarina



Na tarde deste sábado, o questionado Héber Roberto Lopes cometeu um erro crasso, sem explicação, e que causou um pedido de desculpa. Só ele viu irregularidade no gol do Goiás sobre o Inter, que abriria o placar no Serra Dourada. Ele anulou. Logo depois o Inter faria 1 a 0. Não havia desculpa.

Nem o assistente assinalou nada. Responsabilidade dele. Árbitro da Federação Catarinense. Importado do Paraná pelo ex-presidente, que se vangloriava de ter "arbitragem internacional". Enquanto isso, nomes promissores do Estado desistiram de seguir em frente na carreira de árbitro, por causa das poucas chances. Um deles teve que ir pra Tocantins e está apitando jogos do Brasileirão.

Fiquei estarrecido ao ler uma entrevista do atual presidente da FCF, Rubens Angelotti, ao amigo Polidoro Junior. Sandro Meira Ricci, que é árbitro de Copa mas teve erros nos últimos tempos, ganhou neste ano a bagatela de 150 mil reais para um mínimo de 10 jogos no campeonato Estadual. Você não leu errado: são 15 mil reais por jogo. Grana que daria pra fazer um senhor processo de captação e capacitação de árbitros dentro de Santa Catarina. Enquanto isso, o pessoal daqui ganhava menos de 10% disso por partida.

Até onde esse processo de importação é válido? Rubinho deu a entender que não renovará esse vínculo, não nessas bases. E espero que ele mantenha a posição. O Campeonato Estadual é a oportunidade de fazer valer o que é nosso, valorizando os nomes do Estado, que ficam desmotivados ao saber que, nos jogos mais importantes, a turma de fora vai cair no sorteio. Bráulio Machado, nome criado aqui, é um dos bons nomes da arbitragem nacional. Será Fifa em breve e está presente em jogos importantes, como no último Corinthians x Fluminense que garantiu o título nacional ao Timão.

Quero ver o Bráulio Machado em ação no Estadual. Assim como Ramon Abatti Abel, William Steffen e outros nomes da arbitragem catarinense que ralam um monte para buscar um lugar ao sol.

Presidente, tem aplicação bem melhor para os 150 mil usados para contratar um árbitro. Faça esse favor para tanta gente aqui de Santa Catarina que tem vontade de exercer uma profissão tão complicada como a de apitar jogos de futebol.

Insistir em medalhões de fora é uma cortina de fumaça que nem sempre dá certo.

terça-feira, 14 de novembro de 2017

Chapecoense cumpre a sua missão com boa antecedência

Assim como nos outros anos, quando tinha um time formado há tempo, o novo time da Chapecoense cumpriu o seu objetivo com louvor no ano mais complicado da sua história. Não foi necessário lamentar aquela possibilidade de "salvaguarda" pós acidente. O elenco montado praticamente do zero em tempo recorde deu conta do recado e, com a vitória sobre o Santos, sepultou as chances de rebaixamento com razoável antecedência.

Não foi um ano fácil em campo, nem só por causa do acidente na Colômbia. O time demorou pra se achar, mesmo levando o Estadual. Teve de tudo, desde o erro que custou a classificação na Libertadores até uma troca polêmica de técnico, com direito a campanha "Fora Maninho" feita por parte da torcida. Rui Costa colocou sua mão no fogo que o time não iria cair, e deu certo. Para não cair, bastava ser melhor que quatro adversários. O time da Chape, que teve a chama da preocupação apagada por Gilson Kleina, fez o básico. Conquistou pontos suficientes para respirar e poder planejar em paz, e com tempo, o ano de 2018. Longe de ser um timaço, mas dentro da média do Brasileirão. Meio de tabela.

E já que a temporada teve um bom fechamento, por que não sonhar mais alto? A briga pela vaga na Sul-americana está aberta, e com uma tabela muito boa até o final (Vitória, Atlético-GO, Bahia e Coritiba), dá pra garantir mais essa com tranquilidade.

Muitos diziam que o rebaixamento seria iminente. Que a montagem do time em cima da hora não daria certo. Ninguém mais fala disso.


domingo, 12 de novembro de 2017

Os JASC sobreviverão, com ou sem os "grandes holofotes"

Foto: Fom Conradi / Fesporte

"Os JASC ainda existem?"

Existem, estão lá, firmes e fortes, com sua importância enorme para o esporte olímpico e não-olímpico (bocha, bolão e punhobol, sempre presentes) de Santa Catarina. Uma festa capaz de colocar 6 mil pessoas em um ginásio para ver futsal feminino. Capaz de unir gerações que iniciam sua carreira na piscina do Caça e Tiro, ou que jogam sua enésima final do bolão na cancha que fica a alguns metros dali.

Ah, a grande mídia não vai. Não foi mesmo, mas teve gente que esteve lá trabalhando duro do pontapé inicial do dia até o último segundo da derradeira partida. Gente que tirou férias do emprego, pagou hotel do bolso e trouxe todos os detalhes com perfeição. Mesmo com as dificuldades de informação da organização, atrasada em era da plena tecnologia, o pessoal se virou. Esses mereciam ser homenageados, e não aqueles que nunca aparecem pra cobrir o evento, não dão uma linha sobre o que acontece e todo ano repete a historinha sem graça do "RodoJasc". E sabe porque a "grande mídia" não foi? Porque os governos do Estado e de Lages resolveram não pagar o que pediram. Simples assim.

Isso atrapalhou? Nada! A estrutura de internet providenciada permitiu que vários profissionais competentes distribuíssem conteúdo de qualidade para todos. Eu mesmo, que não fui preparado para transmissão pela Web, fiz Live das finais do basquete e do vôlei depois que a Fesporte resolveu não transmitir através da sua estrutura montada para o Facebook (com narradores engraçadinhos que ficaram devendo muito em informação mas, que mesmo assim, mandaram suas imagens). Acordei cedo, comprei um tripé, uma extensão, e serviço feito. Assim muita gente fez. Ano que vem desenvolverei com muito mais força a transmissão desses jogos pela Web, e acredito que os companheiros que lá estiveram farão o mesmo. Os JASC não morrerão. A tecnologia é nossa aliada.

Ano que vem os Jogos terão uma nova realidade, com a lei aprovada e sancionada pelo Governador que restringirá as contratações. Teremos mais gente daqui participando e as competições prometem ser mais atraentes. Itajaí não violou o regulamento, usou seu orçamento e levantou o título. Sob a nova regra, terá que se adaptar. Por outro lado, apareceram cidades com equipes que tem bons trabalhos de base ou times amadores de qualidade. Esse é o espírito dos Jogos. Talvez na Capital isso não apareça muito, afinal, Florianópolis terminou a competição em sexto lugar. Mas no interior a chama continua bem forte. Pode apostar.

E vamos que vamos, que ano que vem tem mais.


quinta-feira, 19 de outubro de 2017

No finalzinho, o alívio da Chape e a decepção do Avaí

A rodada desta quarta tinha tudo para terminar bem para Chapecoense e Avaí.

Acabou com final feliz só para a Chape, que passou por um jogo de emoções em Belo Horizonte e quase colocou tudo a perder contra o Galo. Saiu atrás num erro infantil, conseguiu a virada com muita perseverança (teve até gol de Wellington Paulista, depois de muuuuito tempo), tomou empate em outro erro primário, deixando Fred sozinho para cabecear e, no fim, uma bela jogada de Reinaldo teminou no gol do alívio marcado por Luiz Antonio.

Em época de troca de treinador, não há dúvida que a vitória vai permitir a Gilson Kleina trabalhar com um ambiente bem melhor. Mas é bom ter atenção: o triunfo em BH fez o time subir boas posições, ultrapassando São Paulo, Vitória e Sport e empatando com Atlético-PR e Bahia. Pela frente existem só confrontos diretos, que podem selar de uma vez a permanência na Série A, começando pelo Fluminense em casa e o retrospecto altamente favorável contra o adversário. Depois tem Atlético, Bahia e São Paulo. Ou seja: várias decisões em sequência. Verdadeiros jogos de seis pontos.

Frederico Tadeu / Avaí FC
Na Ressacada, a entrada de Marquinhos colocou fogo no time do Avaí, que não se encontrava em casa contra o Botafogo no primeiro tempo. Sua entrada fez o time funcionar, a torcida sentiu o bom momento pra ir junto, e o gol de pênalti consolidou o bom momento. Junior Dutra teve na sequência a chance de liquidar a fatura, mas o caminho era bem mais dramático.

Acréscimos, ah os acréscimos... Quando se toma um gol depois dos 48 é meio que habitual criticar a arbitragem. Não foi diferente na Ressacada. Mas a cera extra de Leandro Silva, combinada com o gol perdido de Junior Dutra, combinada com a falta de concentração, transformou a vitória em empate, que complica demais a situação avaiana. Já dizia Nardela: depois dos 45 não tem mais jogo. O Avaí não soube lidar com o que tinha nas mãos.

Aquela história de time sensacional no returno já foi sepultada faz tempo. O mais recente número é muito preocupante: o Avaí é o pior time do campeonato nas últimas cinco rodadas, com apenas 2 pontos conquistados. Em um momento de sprint final, isso é muito preocupante. Menos mal que o time mostrou algo a mais no segundo tempo. Isso pode dar esperança de que uma verdadeira reação aconteça. Pra isso, é necessário entrega. De Marquinhos, você não pode esperar coisa diferente. Tem que ver como se comporta o resto.


quarta-feira, 18 de outubro de 2017

A "lei surpresa" que revoluciona o esporte em SC e cria uma senhora confusão para o JASC

Caiu feito bomba. A Assembleia Legislativa aprovou, e o governador sancionou no início desse mês, sem repercussão alguma, uma lei que muda radicalmente a forma como são organizadas as competições da Fesporte no Estado. De uma hora pra outra, só estão autorizados a participar dos Jogos Abertos, Joguinhos e OLESC atletas nascidos no Estado ou residentes em Santa Catarina há mais de dois anos.

O mérito do projeto é bem interessante, mas há dois pontos: primeiro, seria injusto mudar as regras do jogo a 20 dias dos JASC em Lages. Segundo, que ele tramitou na Assembleia na surdina, foi aprovada em plenário sem nenhuma observação da bancada governista e pior, foi sancionada pelo Governador Raimundo Colombo sem que ninguém falasse "peraí, que projeto é esse?". A Fesporte, que deveria regular isso junto com o CED, foi pega de surpresa e virou a mulher traída da história.

O resultado foi bombástico. Como virou lei, pode criar um problemão no JASC, já que as inscrições acabaram, os times estão montados e, teoricamente, qualquer um pode ir à justiça e reclamar irregularidades. Durante todo o dia de ontem, reuniões aconteceram para ver o que poderia ser feito pra não melar as competições. Tudo poderia ser evitado com um pouco de atenção. O deputado Antonio Aguiar, autor do projeto, está radiante. Mas o Conselho Estadual do Desporto pensa diferente. Bem diferente.

Pra resolver isso, é necessário que se revogue a mudança na lei ou crie-se um dispositivo que dê "vista grossa" à mudança, até porque as inscrições acabaram e não se muda regra do jogo com ele em andamento. De toda forma, é uma rasteira nos órgãos responsáveis pelo esporte catarinense, que discutem um formato e depararam com uma lei pronta e em vigência.

Agora vamos ao mérito: é necessária uma mudança no que diz respeito às contratações, mas com alguns limites. Concordo, por exemplo, que esse dispositivo da nova lei atinja diretamente, sem mudar nada, as competições de base como Joguinhos e Olesc, que deveriam ser de formação, mas que conta hoje com times inteiros contratados de outros lugares do Brasil. Para os JASC, isso precisa ser aprimorado. Por exemplo, os times de futsal vêm com suas forças máximas, montados não só para os Jogos, mas para toda a temporada, incluindo a Liga Nacional. Seria injusto "limpar" os times desta forma, ainda mais impondo um limite de dois anos de residência. Por outro lado, a contratação de "seleções" de todo o país que chegam, desembarcam no JASC, competem um dia e de lá vão pro aeroporto, essa sim, precisa ser controlada com rigor.


terça-feira, 17 de outubro de 2017

Figueira só escapará do rebaixamento por sorte

Passa o tempo e o time do Figueirense não evolui. Não tem energia, não mostra melhora no sistema de marcação e vai sobrevivendo na Série B por causa de alguns bons resultados em casa. Depois da derrota para o Londrina, vem aí um jogo contra o animadíssimo Ceará que pode colocá-lo de volta no Z4.

Milton Cruz, o técnico que a nova gestão trouxe, definitivamente não deu certo em Florianópolis. Mesmo com um elenco limitado, não conseguiu dar um mínimo de organização. Em Londrina, assistiu sem reação seu time ser envolvido pelo adversário e, pra piorar, falou abobrinhas na entrevista coletiva. É, definitivamente, um barco à deriva.

Ainda acho que o Figueira se salvará do rebaixamento, mas por puro acaso da sorte. ABC, Náutico e Santa Cruz já cavaram sua cova, restando, em tese, uma vaga, bem encaminhada pelo Luverdense e com o Guarani fazendo uma força danada para voltar para a C.

E se o clube aposta na sua casa, então que consigam umas três vitórias pra não ter pesadelo.

Depois, discutiremos a nova gestão. A saída de Alex Bourgeois tem muitas hipóteses mas nenhuma informação concreta. A saber a importância dele dentro da estrutura que foi montada para assumir o clube e qual o impacto disso no dia-a-dia.

O marketing está bem, motivando o torcedor. Só que quando o lado esportivo não entrega resultado, isso toma efeito contrário. Aí não vai ter telão, food truck ou promoção de ingresso que segure a onda.

terça-feira, 26 de setembro de 2017

Criciúma deixa escapar a vitória sobre o Figueirense

Além dos gols, três lances foram decisivos no Tigre x Figueira do Heriberto Hulse.

Caio Marcelo / Criciúma EC
Depois de um primeiro tempo de total domínio do Criciúma (me arrisco a dizer que foi um dos melhores primeiros tempos do time no campeonato), Diego Giaretta perde um gol feito debaixo da trave no segundo tempo que fecharia o caixão. Em seguida, Silvinho erra e o Figueirense, que estava mortinho até uns 15 minutos do segundo tempo, empata.

No finalzinho, Saulo salva o Figueirense em uma confusão na área e, logo depois, Patrick poderia dar a vitória ao alvinegro se tivesse competência e calma para completar sozinho, na frente de Luiz.

No fim, 1 a 1. Para o Criciúma, pelo domínio na maioria da partida, é péssimo resultado, ainda mais quando cresceu a empolgação depois da vitória em Maceió.

Para o Figueira, tem quem comemore o ponto. Mas... não tinha o discurso de "jogar como se fosse uma final"?

Não foi isso que pareceu. No primeiro tempo, o time só pensou em marcar. No segundo até se organizou, mas Milton Cruz errou nas alterações matando opções importantes de válvula de escape. Enquanto isso, o Luverdense conquistava uma importante vitória em Pelotas para respirar.

O Tigre não consegue "chegar chegando" na proximidade do G4 e tentar algo maior. Vila Nova e Paraná vão se fixando na turma do acesso jogando bem e aproveitando as oportunidades. Lá embaixo, o Figueirense não empolga. Venceu o ABC, que era uma obrigação, e empatou com o Criciúma em um jogo que não merecia levar ponto pra casa. No final de semana, o buraco é mais embaixo. O Paraná vem de cinco vitórias seguidas, e jogando um futebol redondinho.




segunda-feira, 25 de setembro de 2017

25/09 - Todos pontuaram

Depois de uma maré de notícias preocupantes, o final de semana dos times catarinenses foi bom, dando tranquilidade para o trabalho nos próximos dias. Até o empate do Avaí, depois de estar na frente do placar no Rio contra o Flamengo, não pode ser desconsiderado.

A briga pelo rebaixamento da A para a B é de foice, com muitos times separados por poucos pontos. Da Chapecoense, nona colocada (31 pts), até o vice-lanterna Coritiba (27), são apenas quatro pontos, que podem transformar a vida de quem perder dois jogos consecutivos ou colocar no paraíso quem vencer duas seguidas. Teoricamente, a Chapecoense precisaria de mais quatro vitórias para escapar da degola, dentro do "número mágico" de 43.

A Chape desistiu da ideia de ir atrás de treinador e vai com Emerson Cris até o final, até para não correr riscos. É decisão acertada, já que os resultados estão aparecendo e a situação já esteve bem pior.

Na B, o Criciúma foi valente e venceu o CRB fora de casa para, mais uma vez, ficar na proximidade do G4. Não é uma situação nova, mas em todas as anteriores, o time falhou na aproximação final e perdeu a chance de ser um real candidato a acesso. Ainda há tempo para recuperação, e o próximo jogo, contra o Figueirense, é decisivo para os dois times.

O Figueira venceu o ABC sem mostrar nada de especial. Mas cumpriu o dever de não perder em casa para o lanterna. Os dois próximos jogos, contra Criciúma e Paraná, serão bem mais pesados.


HERCÍLIO E MARCÍLIO NA FRENTE

O grande vencedor deste final de semana de semifinais da Série B do Estadual é o Hercílio Luz. O time de Tubarão bateu o Camboriú fora de casa por 2 a 1 e pode até perder por um gol de diferença na volta, no Anibal Costa, que garante a ida para a primeira divisão no ano do seu centenário. O jogo não teve brilho algum, mostrando que a fase de ambos não é isso tudo. Mas nessa disputa, o Leão do Sul teve mais eficiência.

Já a outra semi promete uma batalha em Concórdia. O gol de Schwenck no segundo tempo deu vantagem ao Marcílio Dias, que conquistou a vantagem do empate para a volte, no Oeste. Será um jogo tenso, onde o time da casa precisa vencer para subir, com o discurso de Mauro Ovelha prometendo um jogo forte. Aqui, não dá pra arriscar nada. Até porque são os dois melhores times do campeonato se matando. Domingo que vem vale a pena acompanhar o jogo pela TV.


sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Quem é quem nas semifinais da segundona

A primeira fase passou, e agora serão quatro decisões. Nas duas próximas semanas, serão definidos os dois times que subirão para a Série A do catarinense em 2018. Os confrontos são muito equilibrados por um simples motivo: por causa do regulamento, os atuais melhores times do campeonato vão se enfrentar, enquanto que os mais frágeis estão no outro confronto. Se houvesse outra disposição, o Concórdia e o Marcílio Dias seriam favoritos bem consideráveis. Mas eles vão se matar por uma vaga.

Começando pelo confronto mais forte. Concórdia e Marcílio se enfrentarão depois de um ótimo returno dos dois times (ambos terminaram invictos, com o Marinheiro empatando mais). Ambos tiveram trocas de treinador que mudaram o desempenho da água para o vinho. O Galo do Oeste, que teve um início fraquíssimo, resolveu dar uma tacada alta: de uma vez só, contratou o experientíssimo técnico Mauro Ovelha e jogadores-chave que fazem a diferença, como o goleiro Zé Carlos e o atacante Wilson Junior. O time arrancou, engatou sete vitórias seguidas e conquistou o returno com uma rodada de antecedência, consolidando a boa fase do novo CAC.

Do outro lado, um Marcílio que também patinou no início, e está no seu terceiro treinador no campeonato. Renê Marques chegou bem recomendado pela campanha com o limitado Almirante Barroso na Série A deste ano (onde poderia não ter sido rebaixado por causa de um certo erro de arbitragem em Florianópolis....) e mostrou seu bom trabalho no Marcílio que, ao contrário do seu rival, tinha um investimento bem menor para reforços. Com o que tem nas mãos, ele conseguiu a classificação com tranquilidade. Agora vem um confronto bem complicado. Ambos os times estão bem acertados, e o Marcílio terá a obrigação de tomar a iniciativa para reverter a vantagem de dois resultados iguais do CAC. Teremos um confronto de irmãos zagueiros: Rogélio, do Marcílio, enfrentará Neguete, do Concórdia.

No outro confronto que vale acesso, dois times que escorregaram no segundo turno sem mostrar grande futebol. O Hercílio Luz, campeão do primeiro turno, não conseguiu repetir o bom desempenho. Dentro de um planejamento, fez tudo errado: trocou de técnico, demitindo Agnaldo Liz para trazer Paulo Sales, nome sem experiência no Sul, e na hora de retomar o foco para a reta final, resolveu poupar titulares (tomou 4 do Marcílio Dias). Por sorte da tabela, o seu confronto será contra outro time que teve problemas, classificando-se na última rodada graças ao tropeço do Guarani, time que vinha mostrando ser bem mais perigoso.

Muitos davam o Camboriú eliminado (eu estou na lista) quando o time perdeu para o Barra e empatou em casa com o Fluminense do Itaum na penúltima rodada. Por sorte, o Guarani não conseguiu vencer o Marcílio Dias em casa e deixou a disputa pela última vaga para a rodada final. O Cambura fez sua tarefa batendo o morto Jaraguá e dependeu da vitória do Barra sobre o time de Palhoça para classificar. Deu certo. Para o time verde e laranja, o confronto lhe caiu bem, já que ambos os times não vão bem nessa reta final de campeonato e o retrospecto lhe é favorável (foram duas vitórias camboriuenses na fase de classificação). Isso é suficiente para que o confronto seja absolutamente imprevisível.

Montada comissão para negociar a TV no Estadual



Os dirigentes de oito dos dez clubes do Estadual 2018 (faltam os dois acessos, ainda a serem definidos) estiveram reunidos ontem em Florianópolis para definir uma estratégia visando a negociação dos contratos de televisionamento.

Tem algumas mudanças, com seus prós e contras: as conversas serão no Rio de Janeiro diretamente com a Rede Globo, o que é um bom sinal, já que eu vejo dificuldades grandes se o dinheiro tivesse que sair da NSC, que está em processo de contenção de gastos, fechando vagas, limitando cada vez mais a cobertura esportiva e não dando a impressão de interesse em descarregar alguns milhões na compra do produto. Vindo da cabeça de rede, que comercializa o produto (se você notar, os patrocinadores locais não entram na transmissão, a RBS vendia cotas locais que só entravam em break), é um indicativo de maior flexibilidade.

Baseado no que aconteceu no Paraná ano passado, quando Atlético e Coritiba não assinaram com a TV, deixando o estadual sem PPV e com a RPC sem passar a decisão, há uma tendência de negociação em pacote fechado junto com a Federação. Questiono um pouco esse tipo de abordagem, até porque os clubes são donos do espetáculo. Mas a reunião em Floripa selou um contato bom entre clubes e FCF, que irão juntos nessa negociação, diferentemente de outros tempos, quando o ex-presidente gostava de tomar conta do campinho e fazer as coisas do seu jeito (tomando um processo enorme em 2009 que deu problema aos clubes, cometendo o absurdo de assinar um contrato de TV tendo um outro vigente, com o apoio do então presidente da SC Clubes que hoje tem cargo na Federação).

Nisso aí, houve avanço. O próximo passo é ver o valor. Os clubes, veladamente, tem em mente o número de R$ 15 milhões. Tirando a comissão de 10% da FCF (prevista em regulamento) e impostos, daria algo em torno de R$ 1 milhão para cada um. Não é o melhor dos valores, já que um time pequeno do Gauchão ganha isso, mas é uma evolução.

Só tem que ficar de olho no tempo de contrato, já que a SC Clubes fechou o anterior por cinco anos, liberando a transmissão para a praça e dando prejuízo pra eles mesmos.

E ainda tem o caso Esporte Interativo. É importante que não se bata o martelo com a Globo sem antes ouvir a emissora da Turner, que tem interesse na transmissão em canal fechado.

Vamos acompanhar o andamento. E tem mais coisa pra discutir, como por exemplo o patrocínio master do campeonato que a Federação vendeu e não deu satisfação para os clubes. Hora de ver como Rubinho Angelotti tocará o processo.


segunda-feira, 18 de setembro de 2017

18/09 - Entrega e promessa

A Chapecoense venceu o Grêmio em Porto Alegre mostrando aquela que é a característica mais importante do time, que ficou largada em algum lugar lá atrás: a entrega. É inegável que a simples troca de técnico criou um fato novo dentro do clube e o fez retomar a atitude indispensável para que o time saia do buraco. O que aconteceu lá dentro não sabemos, mas cada vez fica mais claro que a diretoria demorou demais para tomar uma atitude para corrigir um erro chamado Vinicius Eutrópio.

Não estou seguro se Emerson Cris é o nome correto para comandar essa recuperação. A diretoria vai mantê-lo enquanto der certo. Me parece que o grupo resolveu chamar a bronca para si, a essa altura do campeonato. A boa notícia é que o time está fora da zona de rebaixamento (aliás, a primeira vez que os dois catarinenses estão nessa situação juntos no campeonato), o que dá tranquilidade pra tocar o trabalho.

PROMESSA E REALIDADE

Não dá pra negar que a campanha de motivação feita pela nova gestão do Figueirense é grande e ajudou a elevar a moral de muito torcedor chateado com a campanha do time na Série B. O CEO Alex Bourgeois prometeu atitudes urgentes, que até agora não vieram. O cenário é complicado, já que o mercado é muito limitado nessa época do ano.

O problema maior do time é que ele não evolui. Falhas acontecem repetidamente e voltaram a acontecer no Beira-Rio. Logo, esse discurso motivador pode tomar efeito contrário e se transformar em uma enganação, um profundo desapontamento. Não é necessário muito para evitar a queda. Um bom técnico que consiga dar um padrão mínimo é capaz de ficar a frente de quatro clubes e fugir da terrível Série C. Mas é necessário que essa evolução apareça de uma vez.

POR POUCO, MAS...

O Avaí deixou escapar a vitória sobre o Atlético-MG, que lhe daria uma tranquilidade ainda maior na classificação da Série A, consolidando a excelente fase que o clube passa. Claudinei Oliveira cometeu um erro que pode ter sido decisivo no jogo: a substituição de Judson, que acabou por tabela modificando o sistema defensivo. De toda forma, o empate veio contra um time qualificado, forte no contra-ataque. Com o time bem acertado, os pontos virão. Numa conta rápida, seriam necessárias cinco vitórias para concluir a missão.

NINGUÉM ENTENDEU

O Criciúma demitiu Luiz Carlos Winck agora pela manhã e ninguém entendeu o porquê. A campanha não é ruim, o time está a seis pontos do G4 da Série B e o aproveitamento nos últimos jogos é razoável, com 16 pontos conquistados nos últimos dez jogos. Há quem diga que existe um interesse da Chapecoense, mas a demissão ainda não foi esclarecida. Até o fim do dia, saberemos.

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

11/09 - Avaí comprometido, Chape sem comando

Avaí FC
O final de semana marcou a saída do Avaí da zona de rebaixamento do Brasileirão. A campanha do returno é de respeito, mostrando que Claudinei Oliveira conseguiu, trabalhando pesado, fazer um elenco limitado render o máximo possível para conquistar, nos últimos cinco jogos, 11 pontos em 15 possíveis. A defesa vem sendo o ponto forte, com um Betão em ótima fase comandando um setor que só tomou um gol neste mesmo período.

Se o futebol é momento, ta aí uma grande oportunidade para pontuar ao máximo, aproveitar-se das limitações de adversários que não se encontram (como a Chapecoense) e tentar guardar uma gordura para as emocionantes rodadas finais. Se chegar aos 43 ou 44 pontos antes, tá ótimo.

ENQUANTO ISSO...

A Chapecoense não se acha. Perdeu mais uma em casa, agora para o Cruzeiro, e demora demais para tomar uma atitude. Depois de cometer um erro enorme demitindo Vagner Mancini, o clube insiste em Vinicius Eutrópio, vê os números piorarem e, até agora, não propôs uma solução (uma reunião aconteceu a portas fechadas após o jogo, capaz de ter novidade na segunda).

A proposta de jogo de Eutrópio até deu sinais que poderia encaixar em algumas partidas, mas agora voltou a índices negativos. O time é desorganizado, não parece conseguir estruturar jogadas, o tempo passa e o desespero aumenta. A declaração de Rui Costa, "colocando a mão no fogo" que o time não cairá soa como o "termo de compromisso" feito pelo Figueirense no ano passado.

O presidente Maninho, que ouve reclamação da torcida por onde anda em Chapecó, precisa tomar uma atitude. Se não, não será só a mão de Rui que vai se queimar com a torcida.

8x1 ENGANOSO

O placar impressiona, mas o resultado não. O Joinville, com todos os seus problemas, enfrentou um Mogi arrebentado, devendo um monte, que só entrou em campo para encerrar o campeonato. A vitória viria de qualquer jeito. E mesmo enfrentando um time em frangalhos, o JEC conseguiu tomar um. Não classificou, e o insucesso não foi sacramentado ali.

O JEC tem o melhor ataque da Série C e o artilheiro, mas foi o segundo pior visitante, apenas à frente do Mogi. Pingo, que veio como esperança de salvação por ser da cidade e ter um vínculo mais próximo, decepcionou. Setoristas argumentam que ele treina pouco e conversa muito. Imagino que a reestruturação do clube passará por uma análise da sua permanência. É fato que ele só deu certo no Brusque, numa pressão bem menor. No Avaí em 2014, e agora no JEC, a decepção foi grande.

Agora, o tricolor terá que jogar a Copa SC para terminar a temporada, contra Inter de Lages, Brusque  e Tubarão. Vai jogar em casa pra cerca de mil pessoas, num clima de decepção profunda, marcada pela invasão do ônibus por parte de um torcedor.

Hora de reexaminar tudo. O presidente já avisou que não sai, e a dívida é grande. Não consigo enxergar uma saída satisfatória diante do cenário atual. A não ser que apareça um fato novo, como alguém que injete dinheiro e uma administração mais profissional.


segunda-feira, 4 de setembro de 2017

O recado da pesquisa das torcidas em SC

O Instituto Mapa, promotor do polêmico e complicado Top da Bola, divulgou na tarde de hoje uma Pesquisa realizada com mil pessoas em todas as regiões do Estado sobre a distribuição das torcidas em Santa Catarina (veja os resultados abaixo)

As perguntas que foram divulgadas são interessantes: primeiro, saber dos entrevistados qual a sua primeira opção de time, o que dá uma ideia da penetração dos clubes catarinenses. A segunda, quis saber quais os mais citados entre os clubes catarinenses, justamente dentro de um princípio natural no Estado do torcedor ter um clube "grande" no país, somando ao da sua região.

O resultado não é muita surpresa. Não vou me ater aos números desse ou aquele clube. Nenhum catarinense pode dizer que tem "a maior torcida do Estado", pois não seria uma verdade completa. Afinal, o histórico efeito do rádio e da migração, que "catequizou" Santa Catarina com os times gaúchos, cariocas e paulistas, mantido em grande parte pelo outro efeito, o "parabólica", ainda mostra um grande degrau e um desafio do tamanho de Santa Catarina para reverter um quadro de, ainda, um desinteresse pelo futebol local por parte da maioria.

A Chapecoense capitaliza a exposição da marca não só por o que aconteceu recentemente, e é importante que isso seja mencionado. Eu cheguei a assistir jogo em Chapecó onde o resultado da dupla Gre-nal era mais importante. As rádios de lá viajavam pra fazer jogo em Porto Alegre. Hoje não mais, e a região Oeste abraçou o time. Mas ainda tem aquela rádio da região que prefere fazer cadeia com emissora gaúcha em jogos do Brasileirão.

Não é uma coisa que vá se resolver logo. O trabalho para reverter o quadro precisa ser intenso, bem feito e, principalmente, ter bons resultados dentro de campo. O efeito Parabólica, existente em um Estado onde um terço das residências não tem acesso à TV Aberta local, recebendo overdose de sinais do Rio e São Paulo, somando-se à decisão da NSC em derrubar o seu noticiário esportivo local, demitindo profissionais e limitando tudo em um mero boletim de seis minutos no Globo Esporte, são grandes desafios.

Pesquisa de clube existe pra ser comemorada pra quem tá na frente e criticada pra quem tá atrás. Mas ela traz um recado bem importante.




domingo, 3 de setembro de 2017

A torcida do JEC não merece o time que tem

Trabalho em Joinville há quatro anos. Vi o time subir pra Série A, cair pra B e pra C. Tentando subir, sem grana, o time errou bastante na montagem do elenco. Tendo um limite de 35 inscrições, trouxe gente que não entrou em campo. Empatou com o Bragantino fora de casa depois de tomar 4 na Arena do Macaé, que ontem tomou 3 do Mogi Mirim, aquele que perdeu um jogo por WO. A torcida, triste, parou de ir pro Estádio. Alguns resistiram, mas sabiam que iam passar por emoções fortes.

O time não irá se classificar para a próxima fase, e também não caiu. Menos mal. Vamos ser sinceros: esse time não merecia classificar. A torcida tricolor não merece esse time. Poucos se salvam, caso do atacante Rafael Grampola, que fez a sua parte, sendo artilheiro. Mas o resto é complicado. Eliomar veio recomendado do Brusque, sumiu. Renan Teixeira, líder no Estadual, bobeou em Sorocaba e tomou dois jogos de suspensão. Fernandinho e Lucio Flavio, que seriam a voz da experiência, pouco acrescentaram. Pingo, que assumiu como a possível salvação, pelo fato de ser da casa e contar com a confiança da torcida, pouco acrescentou. A maior reclamação é que ele treina pouco.

Diante de tudo isso, não tinha como o time ir para a frente. Uma classificação poderia encobrir a novela de erros do JEC em 2017.

Pode até ser contraditório o que vou falar, mas essa desclassificação é necessária. Do jeito que o clube errou em sequência, é necessária uma boa parada para reavaliar todos os processos. A Copa Santa Catarina pode ser oportunidade para usar o pessoal da base, e esses meses até o final do ano servem como prazo para um reestudo. Se a diretoria é o problema, que se apresentem pessoas dispostas a assumir o barco, sem derrubar por derrubar. E que o grupo que se dispor a um desafio tão complicado não traga só vontade, e sim boas propostas.

O atual presidente, Jony Stassun, está pressionado. Virou inimigo de parte da torcida, o que até era esperado diante da fraca campanha na Série C. Não prego a sua saída nem sua permanência. Espero que mais gente se junte ao JEC em torno de um projeto forte e duradouro. O momento não é de mais dissidências, e sim de união. Eliminado em setembro, o clube terá tempo para uma mínima reestruturação até a chegada de 2018.

O principal clube da maior cidade do Estado não pode ficar nessa situação. Mas também não merecia se classificar com tanta coisa errada.