sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Goleada ótima para a autoestima do Avaí

Eduardo Valente / Notícias do Dia
Muitos previam uma tragédia do Avaí no campeonato estadual desde a primeira rodada, até por causa da maré de más notícias nesse início de ano. O campeonato começou e a história não foi bem assim: o time perdeu em Criciúma em um jogo equilibrado e passou o carro no Metropolitano de Valdir Espinosa em Palhoça com um partidaço de Diego Jardel.

O torcedor avaiano dormiu ontem e acordou hoje aliviado. O time comandado por Raul Cabral pode não chegar ao título, mas prova que se supera diante da desorganização fora de campo. E vamos ver quanto esse time pode render.

Ah, e sem esquecer que teve a estreia do Toshi! Caiu um mito.





quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

A rodada: três empates, vitória da Chape e "hat trick" da arbitragem

Carlos Junior / Notícias do Dia
Infelizmente vou ter que gastar espaço nesse post para falar de arbitragem na rodada de quarta do Estadual. Mas vamos lá, faz parte.

Joinville x Figueirense, o jogo mais importante da rodada, teve aqueles requintes de rivalidade acesa depois da final do estadual. Promessa de jogo pegado, ainda mais animado por causa da chuva no norte do Estado. Poderia ser um jogão, mas Célio Amorim quis ser a estrela do espetáculo. Expulsou William Popp por desleixo, ao dar um cartão amarelo sem saber que ele já havia sido advertido uma vez. Depois, no segundo tempo, resolveu compensar em um lance que Dudu tirou o pé em uma disputa de bola. Enfim, nada muito diferente do que já vimos de suas atuações em outras partidas. Com a bola rolando, o Figueira não soube aproveitar a vantagem, mesmo tendo um Clayton em fase sensacional. Aliás, ele segue sendo o grande candidato a craque do campeonato. Seu time vai demorar ainda pra se acertar, e ele vai carregando o piano do jeito que dá. Já o Joinville, que perdeu um jogador cedo, teve que se virar nos 30. Mas ainda mostrou que está longe do ideal.

Marcio Costódio / BFC
Em Brusque, o Criciúma voltou feliz da vida pra casa com o ponto conquistado. Bráulio Machado vinha com uma atuação perfeita até o momento que o espírito de Sandro Meira Ricci baixou nele. Roger Guedes não cometeu um erro para cartão vermelho. Uma advertência para ele estaria ótimo. Mas o árbitro, naquele desejo de querer ser durão, resolveu expulsá-lo. Aí o Tigre morreu, Roberto Cavalo tratou de fechar o time para garantir o empate. O time do Brusque hoje funciona muito bem na marcação, tem trabalhado bem na roubada de bola. O problema é no ataque. Giancarlo tenta exaustivamente o pivô e dificilmente aparece alguém para receber. Mesmo assim, o time criou chances de perigo, mas Luiz estava lá para segurar.

Pouco posso falar de Camboriú x Chapecoense, onde Cléber Santana fez o único gol, não fosse um porém: Héber Roberto Lopes enxergou falta que não existiu no gol anulado do Cambura, que vai lamentar por um bom tempo. Mais um prejuízo causado pela arbitragem, que logo vai ser chamada para ouvir bronca da chefia. Pode anotar.




quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Leo Moura chega para dar gás ao Metropolitano

Leo Moura chegou hoje
no aeroporto de Navegantes
O futebol de Blumenau, que sofre com a indisponibilidade de um estádio, a má vontade de muita gente e o desinteresse de grande parte dos empresários da mídia local (a cidade tem mais de 10 emissoras de rádio e somente uma acompanha os jogos, deixando muita gente boa sem prefixo) tem um fato novo com a chegada de Leo Moura no Metropolitano.

Ele chega para jogar no meio-campo e se vai ajudar de forma efetiva o time no campeonato estadual, só as partidas dirão. Mas nas últimas horas o clube foi destacado no Brasil todo com a notícia da contratação, que será paga através de uma "vaquinha" de empresários locais.

Não é uma estratégia nova, mas ainda traz bons resultados em divulgação e agora a tarefa do Metrô é capitalizar o máximo com isso. Só não dá pra perder o foco esportivo, caso Moura não renda o esperado e ainda cause algum problema no vestiário por causa da grande diferença salarial. Isso o tempo dirá.




segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

A primeira rodada

Assessoria Figueirense
A grande história da rodada do domingo foi protagonizada por Evandro Tiago Bender. Sou crítico da política de árbitros da FCF pelo simples fato deles se vangloriarem de ter em seu quadro uma penca de importados para abafar a má fama da turma daqui. E isso, e eu já ouvi de um árbitro local, desestimula muito. Parece que a pré-temporada na aprazível Treze Tílias nada serviu. O árbitro de Chapecó mostrou despreparo no Scarpelli ao dar o pênalti bisonho em Dybal para depois ignorar a entrada em Everton Santos. Não adianta geladeira. Chances foram dadas e ele mostrou que não tem condição.

O erro de marcação mudou o jogo, quando o Figueirense, ainda travado pelo começo da temporada, abriu o placar e teve muita dificuldade para segurar o Brusque, que foi melhor durante a partida. A partir do erro de arbitragem e a expulsão de Mauro Ovelha (eles não se entendem desde os tempos de Oeste), o Bruscão lutou e foi para o desespero. Derrota à parte, o time deixou uma boa impressão.

O Criciúma bateu o Avaí com um gol do zagueiro Diego Giaretta (olho nele, candidato à seleção do campeonato) e o Metropolitano venceu o Camboriú no jogo mais movimentado da rodada, em um confronto direto pela Série D. Metrô, aliás, que deve anunciar Leo Moura nessa semana.

Bola pra frente. Erros de arbitragem acontecem, e tomara que fique só pela primeira rodada.


sábado, 30 de janeiro de 2016

Venceram e não convenceram

Tá certo, é primeira rodada, início de trabalho, e ainda teve chuva. No fim das contas, Chapecoense e Joinville entraram em campo bem longe do ideal, contaram com a ajuda de Inter e Guarani, e iniciaram o campeonato com vitória. Histórias bem parecidas.

Gilberto Thomaz / Chapecoense
A Chapecoense controlou bem a posse de bola contra um Inter fechado. Chegou a vitória atráves de um golaço contra e uma entregada do zagueiro colorado, praticamente definindo o jogo. Deu pra ver claramente o diferencial físico de um mês a mais de treinamento. O Inter estava mais solto, embora precise acrescentar mais qualidade ao time, que terá que mostrar que não precisa mais de um Marcelinho Paraíba desequilibrando para ir longe. Aliás, a tabela da Chape é boa, tendo que enfrentar na sequência Camboriú e Guarani antes de pegar os seus concorrentes diretos.

Assessoria JEC
O JEC de PC Gusmão teve que se fechar no fim do jogo para segurar a vitória sobre o Guarani. O time não jogou nada, e prevaleceu na sua maior qualidade. O problema era chegar no gol, com um Wellinton Júnior mostrando porque foi emprestado ao Paysandu no ano passado. Sem poder, o time perdeu um pênalti e contou com a ajuda do goleiro do Bugre para Bruno Aguiar fazer o único gol do jogo. Na segunda etapa, o time recuou e deixou o Guarani jogar. O time da casa só não empatou por falta de qualidade no ataque. Em uma bola na cara do gol, o atacante chutou de canela.

Essa "travada" é normal e perigosa, principalmente num campeonato com pontos corridos para definir o campeão do turno. Chape e JEC saíram com vitória, mas dando o recado para seus técnicos que há muito a ser feito.


terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Catarinense 2016: Criciúma

CRICIÚMA ESPORTE CLUBE
Fundação: 13 de maio de 1947 (como Comerciário. O nome mudou em 17 de março de 1978)
Cores: Amarelo, Branco e Preto
Estádio: Heriberto Hulse - 20.000 lugares
Presidente: Jaime Dal Farra
Técnico: Roberto Cavalo
Ranking "BdR" 2015: 5o. Lugar
Catarinense 2015: 6o. Lugar

O torcedor do Tigre não teve nada para comemorar na última temporada. No Estadual, o time que iniciou o ano com Luizinho Vieira pouco fez, terminando o hexagonal final em sexto, com apenas uma vitória em dez jogos. Na Copa do Brasil, acabou eliminado em casa para o Grêmio. Já na Série B, o time chegou a fazer contas pra não cair. No fim acabou se segurando, depois de gastar um caminhão de dinheiro e não obter resultado algum. Quando o então presidente Antenor Angeloni anunciou a sua saída alegando cansaço, um grande clima de insegurança apareceu na cidade. Quem assumiria a bronca? Dias depois apareceu o candidato, com fôlego novo e vontade de trabalhar bastante. Jaime Dal Farra, proprietário de uma indústria de tintas não surge como um salvador, como Angeloni foi tratado na sua chegada. Mas é um empresário bem sucedido que herdou um clube muito bem estruturado para tentar ser forte na temporada.

Assim que chegou, Dal Farra anunciou o seu técnico, e com um plano ousado. Roberto Cavalo, ídolo da torcida como jogador, campeão da Copa do Brasil de 1991, chegou logo com um contrato de dois anos, algo meio unusual no futebol catarinense. Assumiu em outubro passado, ainda na Série B, com a missão de garantir uns pontinhos para escapar do rebaixamento e comandar a reestruturação de um elenco absurdamente inchado e que precisava ser ajustado para o ano seguinte.



E aí começou a reformulação, O time deste ano manteve nomes importantes, como o goleiro Luiz, que na minha opinião é o grande responsável pela campanha da Série B não ter se transformado em tragédia, e o bom volante Barreto. Das contratações, destaque para o zagueiro Diego Giaretta, que depois de circular por vários clubes de Santa Catarina terminou no Botafogo, além do dublê de meia e lateral Wellington Saci, destaque no estadual pelo JEC há dois anos. No momento, ele vem treinando no time reserva por opção do treinador.

O próprio presidente Dal Farra admite que a prioridade do Tigre é a Série B, dentro de um longo e necessário processo de reestruturação do clube e adaptação à realidade financeira. É um time que mescla experiência com juventude, e um treinador que trabalha muito a parte motivacional. Entrega não faltará ao Tigre para o Catarinense. Resta saber se o time terá a qualidade necessária para ir longe.

Agora é guerra

* Publicado no jornal "Notícias do Dia" de 26/01/2016

A nota divulgada pela CBF ontem soou como um aviso de guerra do sistema contra quem quer enfrentá-lo. Desespero que parte da Federação do Rio de Janeiro, exigindo uma atitude que sepulte o torneio da Primeira Liga marcado para começar amanhã. A boa notícia é que os clubes, pelo menos até agora, não baixaram a guarda. Vão jogar e desafiam a confederação a tomar alguma atitude contra um grupo que conta com mais da metade dos clubes da Série A do Campeonato Brasileiro, que tem apelo de público suficiente para fazer um bom produto. 
"A competição está confirmada, e a resposta será dada em campo", disse Eduardo Carlezzo, do setor jurídico da Liga. Com o evento confirmado, fica agora a expectativa pela adesão do torcedor, conclamado para ir ao estádio para dar a resposta à cartolagem que torce, com todas as suas forças, para que o torneio inaugural não dê certo, sob pena de encontrar um inimigo mais forte em 2017, onde a Liga promete ganhar mais corpo. E onde a Federação Carioca entra nisso? Precisa de Flamengo e Fluminense para renovar o contrato de televisionamento que termina neste ano, sob pena de ver desaparecer uma boa grana.
Enquanto isso o presidente da CBF, o coronel Nunes, disse que "ia se inteirar do assunto" de uma nota que ele mesmo assinou. Cada vez aparecem mais motivos de mandar tudo para os ares e começar a tão esperada revolução. Gostei da forma como os clubes encararam a ameaça.

Só problema

Depois de ver jogadores obtendo a quebra de contrato na justiça por falta de pagamento, agora foi a vez dos funcionários do Avaí protestarem depois de ouvirem promessas não cumpridas. Nada pior para uma semana de estreia. Mesmo tardiamente, o Conselho Deliberativo resolveu tomar uma atitude, pedindo relatório da grave situação financeira ao Conselho Fiscal. O problema maior não é fazer mágica para conseguir saldar os salários atrasados de todo mundo. É imaginar como que o clube vai encarar essa temporada com um problema em cima do outro já no seu início. A bola de neve só aumenta.

sábado, 23 de janeiro de 2016

Catarinense 2016: Chapecoense


ASSOCIAÇÃO CHAPECOENSE DE FUTEBOL
Fundação: 10 de maio de 1973
Cores: Verde e Branco
Estádio: Regional Índio Condá  - 16.000 lugares
Presidente: Sandro Pallaoro
Técnico: Guto Ferreira
Ranking "BdR" 2015: 1o. Lugar
Catarinense 2015: 3o. Lugar


Dono da melhor campanha entre os catarinenses na Série A, a Chapecoense teve uma temporada passada que não teve tantas dificuldades assim. Pelo contrário. Enquanto o time disparou no campeonato estadual e falhou na reta final do hexagonal, principalmente ao perder em casa para o Joinville, o time fez boa campanha no Brasileirão e teve dias inesquecíveis na Sul-Americana, ficando muito perto de eliminar o River Plate campeão da América. O clube que chegou em 2014 na primeira divisão nacional aprendeu com os problemas, soube aprimorar seu procedimento no ano seguinte e agora chega ao terceiro ano na elite com mais força, bem estruturado e ganhando cada vez um respeito melhor. E ainda deu pra ganhar um dinheiro com negociações. O trabalho do presidente Sandro Pallaoro e da sua equipe cada vez rende mais frutos.

A Chape demitiu Vinicius Eutrópio em setembro, depois de uma queda de rendimento que custou a perda de uma grande vantagem construída no primeiro turno do Brasileiro. Rapidamente o clube trouxe Guto Ferreira, que não teve muito sucesso no Figueirense, mas fez bons resultados na Ponte Preta. Com ele, o time recuperou o bom futebol, não passou sufoco para se manter na Série A e ainda impressionou a todos na Sul-americana. O clube conseguiu negociar a sua permanência mesmo diante desse destaque, o que garante uma importante sequência do trabalho para esse ano.



Claro que, por causa do destaque, vem o interesse do mercado que desfalca o elenco. A Chape perdeu Camilo, Apodi, Vilson e Tulio de Melo, Bruno Silva e Tiago Luís entre os principais jogadores. Ainda assim uma certa base de 2015 permaneceu, o que dá ao treinador a oportunidade de uma boa solução de continuidade. Na ida ao mercado, o clube usou do seu conhecido faro, fazendo apostas de custo mais baixo, como Kempes e Silvinho, rebaixados com o Joinville. Também chegaram os laterais João Lucas, do Paysandu e Gimenez, do Goiás, o zagueiro Marcelo ex-Flamengo, volante Moisés, vindo do Sampaio Corrêa e o atacante Alaníz, do River Plate uruguaio.

Pelo trabalho realizado no ano passado e pelos jogadores que permaneceram, a Chapecoense entra no Estadual como favorito ao título. Terá ao seu favor uma situação importante, que é entrar no primeiro turno em situação melhor que seus rivais que disputam as séries A e B, o que o coloca em boa situação para garantir uma vaga na decisão. É uma circunstância bem parecida com a do ano passado, onde o time saiu em disparada no início da temporada. Há uma tendência para que a história se repita. Se isso vai acabar em título, só vendo se o time não vai patinar no final.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Catarinense 2016: Joinville

JOINVILLE ESPORTE CLUBE
Fundação: 29 de janeiro de 1976
Cores: Vermelho, Branco e Preto
Estádio: Arena Joinville  - 22.000 lugares
Presidente: Nereu Martinelli
Técnico: Paulo César Gusmão
Ranking "BdR" 2015: 4o. Lugar
Catarinense 2015: Vice-campeão


Prestes a completar 40 anos de existência, o JEC entra em 2016 com a obrigação de apagar a tragédia que foi a temporada passada. Depois de perder no tapetão o título estadual com um erro primário, cair fora na primeira fase das Copas do Brasil e Sul-americana e acabar rebaixado na volta à Série A com uma campanha muito abaixo da média, o torcedor tem a esperança de dias melhores. O presidente Nereu Martinelli, que vive seus últimos momentos no comando do clube, sentiu o golpe e contratou João Carlos Maringá no ano passado com a proposta de mudar a dinâmica do futebol tricolor, espelhado no exemplo que ele deu na Chapecoense. Coube a ele a missão de decidir quem permanece, além de ir ao mercado atrás dos reforços.

Todos sabem como a campanha do time foi atribulada em 2015. Hemerson Maria não durou muito tempo na entrada da Série A, Adilson Batista passou como um furacão destruidor pelo Morro do Meio e Paulo César Gusmão assumiu a bronca tentando um milagre. Não conseguiu, é verdade, mas o time sob o seu comando mostrou algum tipo de reação. De toda forma, creditar o rebaixamento a ele é injusto. Tanto é que ele permaneceu no JEC, com tempo para arrumar a casa. Tem currículo e conhece de futebol. Agora a cobrança muda um pouco, pois ele teve tempo para montar o time como quer, e começando do zero.



Grande parte do time titular do ano passado ficou. A defesa é toda de 2015, com destaque para o excelente goleiro Agenor e o zagueiro Bruno Aguiar. Também ficaram Naldo, Anselmo, Popp, o jovem volante Kadu e o atacante Fernando Viana, que contrará com a companhia de Wellinton Junior, que retornou de empréstimo, e o argentino Tripodi, que andou sumido no ano passado. Num primeiro momento, parece que vai ganhar chance. Da turma nova, destaque para Diones e Diego Felipe, ambos ex-Chapecoense e da confiança de João Carlos Maringá. Thomás, um daqueles que vive sob o rótulo de "promessa do Flamengo que não vingou" chega como aposta. Vai que dá certo.

O JEC entra no estadual com uma motivação extra, meio com ar de vingança, depois de perder a "tampa de pepino" no tribunal. Manteve importantes jogadores do elenco, o que é uma vantagem. Resta saber se, juntando com as contratações, o time vai render como o esperado. O torcedor tricolor não aceitará outro resultado se não a volta a Série A no final do ano. Se vier o título estadual que faça o time sair de uma fila que já vai para 15 anos, melhor ainda.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Catarinense 2016: Internacional de Lages

ESPORTE CLUBE INTERNACIONAL
Fundação: 13 de junho de 1949
Cores: Vermelho e Branco
Estádio: Vidal Ramos Júnior (Municipal) - 12.000 lugares
Presidente: Cristopher Nunes
Técnico: Waguinho Dias
Ranking "BdR" 2015: 6o. lugar
Catarinense 2015: 4o. lugar


Empurrado por um Marcelinho Paraíba absurdamente inspirado, o Inter de Lages teve um 2015 inesquecível. Veio da segunda divisão e não só se classificou para a segunda fase como conquistou a ida à Série D e uma vaga inédita na Copa do Brasil, onde enfrentará o Sampaio Corrêa. Um trabalho bem feito que vem desde a época da divisão de acesso, onde o clube organizou toda uma campanha para vender a sua imagem e chamar a atenção não só do estado, como do país. Virou querido de todos e agora terá uma missão bem mais difícil, que é manter o ritmo com um time novo e sem o jogador que fez a diferença no último ano.

Em 2015, Mabília assumiu a tarefa sem ser muito conhecido no nosso futebol e saiu do clube com excelente conceito. Para esse ano, o desafio caiu nas mãos de Waguinho Dias, treinador de 52 anos que tem no Inter a sua primeira oportunidade para trabalhar no Estado. Conhecido do futebol paulista, Dias iniciou como técnico lá e peregrinou por vários clubes do interior. Antes de chegar a Lages, esteve no União Barbarense.  Na gerência do futebol, o colorado da princesa da serra conta com José Reis, que estava na Portuguesa e que tem passagem pelo Criciúma em 2011.


O time é bem diferente do ano passado. O goleiro Andrey, que chegou como um dos nomes mais experientes do elenco, acabou deixando o clube rumo ao futebol gaúcho. Mas existem outros nomes conhecidos no grupo, como o volante Fernando, irmão do meia do Figueirense Carlos Alberto, que já jogou no Flamengo, André Gava, ex-Criciúma, e Michel Schmoller, remanescente do ano passado e outro ex-Figueira. No ataque o Inter contra com Isac, que defendeu o Red Bull e o América de Natal no ano passado, e o conhecido Valdo Bacabal, que teve destaque no último estadual.

Assim como em 2015, o Inter chega sem alarde para tentar mostrar serviço. É necessário mencionar que, no ano passado, o time chegou longe em grande parte por causa de um jogador. Marcelinho Paraíba fazia tanta diferença que era notória a queda de rendimento quando ele não estava em campo. Nesse ano ele não está presente. É aguardar pra ver se o Leão Baio poderá surpreender de novo.


terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Catarinense 2016: Metropolitano

CLUBE ATLÉTICO METROPOLITANO
Fundação: 22 de janeiro de 2002
Cores: Verde e Branco
Estádio: Sesi (Particular) - 6000 pessoas (Mandará seus jogos no João Marcatto, em Jaraguá do Sul, para 8 mil pessoas)
Presidente: Ivan Rodrigo Kuhnen
Técnico: Valdir Espinosa
Ranking "BdR" 2015: 7o. Lugar
Catarinense 2015: 5o. Lugar

O Metropolitano sofre daquela máxima do "como é difícil fazer futebol em Blumenau". A temporada passada não foi fácil, com baixo público no estádio, uma eliminação precoce na Série D e uma campanha apenas razoável no estadual. Conseguiu passar para o hexagonal, mas conquistou só uma vitória na segunda fase, terminando a frente apenas do Criciúma. No segundo semestre, reuniões e mais reuniões aconteceram para tentar achar uma solução para o problema financeiro do Metrô, que não conseguia arrecadar o que gasta com o dia-a-dia do clube. E para piorar mais ainda, veio a notícia que o estádio do Sesi não estaria liberado por conta de obras na pista de atletismo para uma possível vinda de alguma equipe que queira treinar para as olimpíadas. Daí veio a escolha pelo estádio João Marcatto, do Juventus de Jaraguá, que será a casa verde no estadual. Realmente um desafio pra qualquer diretoria.

O clube chegou a acertar com Paulo Pelaipe, ex-Grêmio e Flamengo, para a gerência de futebol. O negócio morreu no dia da apresentação. Acabou fechando com Sidnei Loureiro, que trabalhou no Botafogo por cinco anos, na gestão de Maurício Assumpção. Entregou o cargo em julho de 2014, quando o time começou a sair dos trilhos por causa da crise financeira. Ele chegou com a ideia de conseguir montar um time dentro da proposta do clube, que não conta com o apoio financeiro de outras temporadas. Surpreendeu a escolha de Valdir Espinosa para o comando técnico. Currículo não lhe falta, com um título mundial conquistado com o Grêmio em 1983. Após um longo período longe dos campos, trabalhando como comentarista esportivo nas rádios Manchete e Globo, Espinosa retornou ao futebol em 2014, no Esportivo de Bento Gonçalves. E agora, tem novo desafio em Blumenau.

O Metrô foi na contramão de adversários como Brusque e Camboriú e montou um time praticamente desconhecido. Permaneceram os zagueiros Elton e Alexandre Carvalho, além do meia Harrison, que tem passagem pelo Joinville. Do grupo dos novos, está o goleiro Everton, de 34 anos, com passagem pelo Vasco na década passada. No resto, o clube optou por um elenco bem jovem e desconhecido no futebol catarinense. Nesta semana chegou uma novidade conhecida: Rafinha, de 22 anos. Anunciado como grande revelação do Flamengo, chamado até de "Neymar da Gávea" e com contrato renovado até 2018, ele não conseguiu despontar. Foi emprestado para o Bahia, Atlético-GO e para a Coreia. Ganha em Blumenau uma boa chance para reaparecer no futebol nacional.

A palavra correta para definir o Metropolitano para o Estadual é "Incógnita" pelo puro e simples fato de ser um time desconhecido. Só o tempo dirá se a aposta foi certeira ou furada. Certo é que o Metrô tem um desafio grande na temporada, já que tem um caixa limitado e terá que jogar todas as partidas fora da cidade, obrigando o deslocamento do seu torcedor.


quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

As camisas do Brusque para o Catarinense 2016




terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Catarinense 2016: Brusque

BRUSQUE FUTEBOL CLUBE
Fundação: 12 de outubro de 1987
Cores: Verde, Vermelho, Amarelo e Branco
Estádio: Augusto Bauer - 5.500 lugares
Presidente: Danilo Rezini
Técnico: Mauro Ovelha
Ranking "BdR" 2015: 8o. lugar
Catarinense 2015: Campeão da Série B



O Bruscão vive de altos e baixos. Em 2014, depois de fazer uma campanha sensacional na primeira fase sob o comando de Pingo, viu o time afundar no hexagonal da morte e ser rebaixado depois de um jogo vergonhoso entre Ibirama e Marcílio Dias. No ano seguinte, e com a promessa do presidente Danilo Rezini, veio a volta. Mesmo com apenas uma derrota na Série B, o time não convencia sob o comando de Leandro Campos. A diretoria trocou o comando e o time reagiu, conquistando o título em cima do Camboriú.




Era questão de honra para a diretoria a permanência do técnico Mauro Ovelha. Digamos que foi um daqueles namoros que levou anos pra virar casamento. Há muito existia o interesse do clube nele. Em 2015 ele chegou e resolveu ficar. E o Brusque agradece, pois sobe um pouco de patamar. Tem no seu comando um treinador que foi campeão estadual não faz muito tempo, tem competência reconhecida e a condição de montar um time para incomodar. No caso, a meta do Brusque é uma das vagas na Série D, no campeonato a parte que disputará contra quatro dos seus concorrentes.



Na montagem do time, o Brusque iniciou com uma pequena base do time campeão da segundona. Manteve nove jogadores, incluindo o meia Eliomar, o volante Carlos Alberto e o atacante Eydison. Foi ao mercado, com a indicação de Ovelha, e trouxe nomes experientes, como o zagueiro Alemão, o volante Everton Cézar, o atacante Potita e o lateral Aelson, todos ex-Chapecoense, o goleiro João Paulo, ex-Metropolitano e JEC, e o atacante Giancarlo, catarinense de Turvo com passagem por vários clubes daqui e pelo Paraná Clube. Em comparação com outros anos a média de idade aumentou. Mas o técnico fez questão de se cercar de jogadores de confiança e que não sentem pressão de qualquer adversário.

Definitivamente, o Brusque investiu mais para sair da mesmice e tentar ir ao Brasileiro, que não participa desde 2011. E nisso, também há uma via de mão dupla: enquanto a diretoria tenta dar mais qualidade ao time, o treinador vai ensinando a cartolagem a agir com mais profissionalismo. Penso que a passagem de Mauro Ovelha vai agregar muito ao futuro do Brusque. E ele tem discurso otimista, falando em vaga na Série D e sem mencionar luta contra o rebaixamento em nenhum momento. Vai ser muito interessante ver como ele se sairá nesse novo desafio.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Catarinense 2016: Camboriú


CAMBORIÚ FUTEBOL CLUBE
Fundação: 11 de abril de 2003 (como SD Camboriuense)
Cores: Verde e Laranja
Estádio: Roberto Santos Garcia (3.500 lugares)
Presidente: José Henrique Coppi
Técnico: Rony Aguilar
Ranking "BdR" 2015: 11o. Lugar 
Catarinense 2015: Vice-campeão da Série B




O Camboriú está de volta à primeira divisão depois de uma briga ponto a ponto com o Atlético Tubarão. Acabou conseguindo o acesso no desempate pelo saldo de gols e retorna com a promessa de fazer bonito. O clube faz reformas no gramado do estádio Robertão (e está precisando, incrível como ele foi detonado nos últimos anos) e se mobiliza para envolver não só a comunidade de Camboriú, bem como o pessoal do outro lado da BR, em Balneário. Até camisa alusiva à cidade vizinha o time apresentou em 2015.

Na segundona, o time fez um primeiro turno abaixo da crítica e reagiu muito bem no segundo, sob o comando do então auxiliar Rony Aguilar, ex-lateral do próprio Cambura no ano em que o time conquistou o primeiro acesso, em 2011. Mais jovem treinador do Estadual (34 anos), Aguilar recebeu a confiança da diretoria em tocar o desafio do retorno à elite.






A filosofia de contratações do Camboriú é muito, mas muito clara: experiência. Possivelmente com um orçamento limitado, o time foi ao mercado buscando minimizar a margem de erro. A receita? Jogadores que sobram em rodagem, caso do volante Xipote, que dispensa apresentações. Outros que por lá estão são os atacantes Brasão, Cadu Mineiro (ex-Chapecoense) e Aldair (ex-Joinville), o volante Eurico (ex-Brusque), o zagueiro Vitor Hugo (ex-Inter de Lages) e os laterais Thoni e Badé (ex-Chapecoense). Como se vê, é o tipo de time que é fácil de identificar por quem conhece o futebol local.

É um time muito mais forte do que aquele que conquistou o acesso no ano passado. Tem jogadores que podem resolver, caso Rony Aguilar dê conta de fazer o time encaixar. A preparação em Luiz Alves busca isso. Em 2012, muita gente dizia que o Camboriú era favorito para cair, o time foi lá e supreendeu. O objetivo desse ano é o mesmo, buscar criar um fato novo e beliscar uma vaga na Série D.


domingo, 10 de janeiro de 2016

Catarinense 2016: Guarani

Começa hoje aqui no Blog a Série de Posts com os perfis de todos os times do Campeonato Catarinense 2016, tradição deste espaço. Diariamente, o leitor poderá conferir as novidades de cada um dos dez clubes que buscam o título. Começando nossa série, vamos falar do penultimo colocado do último estadual, o Guarani de Palhoça.


SOCIEDADE ESPORTIVA, RECREATIVA E CULTURAL GUARANI
Fundação: 15 de fevereiro de 1928
Cores: Azul e Branco
Estádio: Renato Silveira (3.000 lugares)
Presidente: Janilton Gentil
Técnico: Sérgio Ramirez
Ranking "BdR" 2015: 10o. lugar
Catarinense 2015: 9o. Lugar



Rebaixado no ano passado em uma circunstância até curiosa, já que entrou na última rodada da primeira fase com chances de classificação, o Guarani teria a tarefa de iniciar o planejamento para a segundona já com o ano em andamento. De repente, o Atlético de Ibirama resolve desistir do Estadual e a vaga cai no colo do time de Palhoça. O que pode ser considerado um presente ou uma boa notícia no fim vira um baita desafio, uma vez que não havia o planejamento de iniciar a montagem do time ainda em 2015. O clube vive um novo momento. Hoje, ele é uma empresa, comandada pela indústria de alimentos Parati, que tratou de pagar as dívidas do clube e demitir todos os funcionários para recontratá-los pela nova razão social. Para FCF, o presidente continua sendo Janilton Gentil, mas o gestor desse novo momento do Bugre é o inoxidável Amaro Junior, cujo nome se confunde com a própria história recente do clube.

Aliás, dá pra dizer que o clube tem a mão de três treinadores. Além de Amaro, o experiente Luiz Carlos Cruz gerencia o futebol e o uruguaio Sérgio Ramirez, de 64 anos, vai tocar o trabalho na beira do gramado. Seu currículo dispensa apresentações, ele conquistou o catarinense em 1993 pelo Criciúma e vem de uma passagem longa pelo Joinville, onde além de treinar o time, trabalhou como coordenador técnico. Aceitou o desafio de montar um time a toque de caixa e promete brigar pela vaga na Série D.





Na montagem do elenco, o Bugre não fugiu muito do modus operandi tradicional de outras temporadas. Mesmo com um suporte financeiro maior, o time não traz nenhum jogador diferenciado ou indicando uma alta folha de pagamento. Do elenco, destacam-se o lateral-esquerdo Capa, vindo do Operário-PR e com passagens pelo Ibirama e Marcílio dias, a dupla de zagueiros Claiton e Baggio, do Hercílio Luz e o lateral William de Mattia, ex-Figueirense.

No ano passado, o Guarani montou um time parecido e acabou caindo. Mesmo com o patrocinador forte, não parece ter elevado seu orçamento para montar um time para brigar pela ponta de cima. Some-se a isso outro problema competitivo que é a falta de torcida, algo que faz muita diferença. São muitos os desafios de um time que ganhou um presentão, mas vai ter que lutar muito para fazer bonito e não jogar a segundona em 2017.