segunda-feira, 4 de maio de 2015

JEC campeão no campo. Agora, falta ouvir o tribunal

Eduardo Valente / Notícias do Dia
Não gosto de decisões no tapetão. Ninguém gosta. Mas é isso que vai ter.

Houve uma decisão no campo da Arena Joinville que definiu um campeão após um empate em zero a zero. Agora, o tribunal vai resolver o caso de André Kroebel. Pode punir, absolver ou aplicar uma multa. Engana-se quem acha que a parada vai ser resolvida na terça-feira. Quem perder vai recorrer pro Pleno, e depois a pendenga vai parar no Rio de Janeiro. Aí já viu. Vai demorar um monte e se mandarem jogar de novo... segura esse pepino.

 O Figueirense tinha tudo para resolver a parada no campo. A chance perdida por Clayton, o gol perdido por Mazola no final... duas oportunidades absurdas que o alvinegro desperdiçou. No final, Hemerson Maria teve que reforçar lá atrás porque o risco era enorme. Com essa disposição tática, era bem mais possível que a vitória viesse no Scarpelli, e o empate beneficiasse o Figueira.

O JEC não fez uma partida brilhante. Não entrou em campo para empatar, mas não conseguiu jogar tudo o que se esperava. Botou uma bola na trave com Kempes, e acabou tendo mais trabalho para segurar o adversário desesperado atrás do gol.

É bem sem graça uma decisão de ida e volta sem gols. Quando junta esse negócio de tapetão então, esfria. Mas o torcedor de Joinville não quis saber disso e se pôs a festejar, colocando fim em uma fila de 14 anos. Merece, foi o melhor time no hexagonal e conquistou a vantagem.

O presidente Wilfredo Brillinger, antes do jogo, já falava em tapetão. Agora, a bola passa dos pés dos jogadores para a turma do jurídico. No meio de semana tem Copa do Brasil e no final de semana começa o Brasileirão. Enquanto isso, segue a luta nos tribunais.

Parabéns ao JEC de Hemerson Maria, que venceu usando uma vantagem conquistada com absoluto brilhantismo. Contou com o apoio do presidente Nereu Martinelli, saiu de uma fila incômoda e conquistou o segundo título importante em alguns meses. Entendo que a possibilidade maior é do STJD homologar o que aconteceu no campo. Pena que isso ainda leve um tempo, mas o troféu já foi entregue e está em boas mãos.

Vida que segue, e mais uma decisão que foi pra história.




terça-feira, 28 de abril de 2015

O tapetão voltou em grande estilo em SC

O "melhor campeonato de todos os tempos" alardeado pela FCF tem o seu terceiro caso de escalação de jogador irregular. Agora foi o Joinville, que na boa vontade de colocar a base para jogar contra o Metropolitano para cumprir tabela, esqueceu de conferir os contratos de todos, e André Krobel foi colocado no banco sem contrato profissional, tendo 20 anos completos. Caso semelhante ao do Marcílio Dias, que perdeu pontos pela escalação de Rodrigo Pita.

A diferença é que o Marinheiro, que já estava no quadrangular da morte, não recorreu ao STJD, que tem uma interpretação diferente do TJD-SC, que pune o clube apenas quando o jogador entra em campo. Foi assim com o América-MG no caso Eduardo, em denúncia formulada pelo próprio JEC. Num primeiro momento, o clube mineiro foi punido com a perda de 21 pontos. No recurso, o Pleno entendeu que a punição deveria acontecer apenas na partida em que ele entrou em campo, e com isso apenas 6 pontos foram retirados.

Chama a atenção do fato aparecer somente agora, no meio da semana decisiva do campeonato. O JEC errou e tem culpa nisso, mas.... porque só agora? Por que o sistema eletrônico da Federação Catarinense de Futebol não acusou o erro? É necessária uma denúncia para que o erro não passe batido?

Uma possível punição não muda os finalistas do campeonato, mas inverte o mando, com o Figueira jogando a decisão no Scarpelli e a vantagem dos resultados iguais. Em quais datas? Vem aí a Série A, no meio de semana tem a Copa do Brasil, e a primeira data disponível é 20 de maio. E como ficam aqueles jogadores com contrato a encerrar? E aqueles que estão lesionados, caso de Rafael Bastos? E a suspensão de Wellington Saci, como fica?

Um pepino sem tamanho,  que poderia ser facilmente resolvido se, no dia seguinte, a tal da súmula eletrônica acusasse o problema. Não acusou, e agora a FCF se vire.

E o Joinville hein... caiu num erro em uma partida que não valia absolutamente nada. Kroebel nem precisaria ter ido pro jogo.



domingo, 26 de abril de 2015

Joinville parou o Figueira, e levou o favoritismo para a Arena

Eduardo Valente / Notícias do Dia
Hemerson Maria apresentou uma proposta para segurar o Figueirense, enquanto que o adversário tentou esboçar algum tipo de estratégia que não funcionou. Resultado disso tudo foi um empate que obriga o Figueira a vencer o jogo na Arena, algo que o clube não consegue desde 2008, para levar o caneco, digo, levar a "tampa de pepino".

Tento traçar uma linha de pensamento baseado no fato que ambos sabiam há tempos que iriam se enfrentar na final. Sem impedimentos ou desfalques de última hora, havia tempo para estudar o melhor caminho para chegar no gol ou fechar a marcação. Nesse critério, ponto para Hemerson Maria, que fez sua defesa fechar espaços. Naldo, o melhor em campo, travou o meio-campo e fez com o que o Figueira não funcionasse. Ricardinho não sabia o que fazer, enquanto que Mazola e Marcão pouco apareceram. Veio Jean Deretti, não funcionou. Chances de real perigo só no final, quando o alvinegro subiu no desespero. Final, zero a zero.

O Figueira chega à grande decisão com um desânimo do torcedor e com a impressão de que caiu de qualidade. Há um favorito para o próximo domingo, que é o JEC, que terá a Arena lotada para empurrá-lo e com a vantagem do empate para si.

Ainda há 90 minutos por jogar, nada garantido. Mas a primeira parte da final mostrou as armas de cada um. Por enquanto, as armas tricolores são mais fortes. E na volta, com o Figueirense indo para o tudo ou nada, o JEC terá a chance de mostrar a força do seu contra-ataque. Vai ser interessante.


sexta-feira, 24 de abril de 2015

Campeão catarinense vai receber o troféu "tampa de pepino"

O troféu do campeonato catarinense não vai ser um troféu. Mais parece um display de loja ou uma tampa de vidro de pepino gigante. Uma obra de mau gosto que foge de qualquer prêmio digno de um campeão. Mais parece uma propaganda permanente que nem cabe numa estante. O campeão vai ter que arrumar um prego na parede.

Patrocinador, Delfim e a tampa de pepino

Troféus como o do campeonato alemão ou japonês são lindos, de prata, sem nenhum tipo de merchan. Já essa coisa aí extrapola. E o presidente da FCF ainda disse que "é uma verdadeira obra de arte, com certeza temos uma das mais belas taças, senão a mais bela, na história dos 91 anos do Campeonato Catarinense".

Não precisa exagerar. Primeiro que isso não é taça, e qualquer outra é mais bonita que essa. A ideia é "parecer com o troféu do campeonato alemão". Menos. A salva de prata é linda e não tem merchan. Os clubes catarinenses merecem algo de melhor gosto.







Felipe e Carlos Alberto, as apostas inusitadas do Figueira

Numa noite só, a imprensa do Rio diz que Carlos Alberto fechou com o Figueirense pela bagatela de 140 mil reais mensais e o goleiro Felipe é visto em Floripa depois de acertar com o clube.

Dois casos que dá pra chamar de aposta. E aposta inusitada. Um meia que não convence há tempos, com um salário extremamente alto pelo pouco futebol que vem mostrando. Carlos Alberto é o tipo de jogador que ainda encontra lugar em clube de Série A sem merecer tanto. Basta olhar as suas últimas temporadas. Se ele tivesse vindo por um valor menor ou até com algo ligado a produtividade, vá lá. Mas um salário tão alto para alguém que coleciona afastamentos e passagens discretas? Posso queimar a língua, mas não acrescenta em nada ao que o time tem atualmente. Em tempo, parte 1: seu salário no Goiás, ano passado, era de 50 mil reais.

O caso de Felipe é diferente e traz outro pensamento. Tiago Volpi assumiu a camisa 1 do time, convenceu a torcida com o andar das rodadas e tornou-se unanimidade, certo? Alex Muralha segue o mesmo caminho. Assumiu a titularidade, tem atuações convincentes e mostra ter qualidade para o gol alvinegro na Série A. E aí vem um outro goleiro que está parado um tempão?

O dinheiro do Figueirense não é meu e o presidente tem direito de gastar onde quiser. Mas dentro de uma certa razoabilidade, é melhor investir uma grana preta em dúvidas ou em jogadores que possam trazer um resultado, digamos assim, mais garantido?

Pesa a favor aquela história de recuperar jogador em decadência, vide Edmundo. Não sei se o raio cai duas vezes no mesmo lugar. Também tem o caso do Loco Abreu, que deu beeeem errado.

Em tempo, parte 2: torcedores vascaínos não esconderam sua felicidade quando souberam que Carlos Alberto recebeu uma proposta bem melhor do Figueira.


domingo, 19 de abril de 2015

Passou o hexagonal, agora é foco na final

Carlos Junior / Notícias do Dia
O hexagonal terminou sem aquela famosa emoção de uma última rodada. A decisão já estava definida com mando de campo e tudo. Para quem está na final, houve oportunidade para descansar titulares e zerar os cartões amarelos para a final. Cada time tem problemas isolados, mas agora é foco na final. Domingo que vem começa a batalha entre Figueirense e JEC, no Scarpelli.

Com o adiamento dos confrontos da Copa do Brasil, o Figueirense terá todo o tempo do mundo pra esse jogo, coisa que o Joinville já tinha, depois da eliminação para o Ituano. Isso tem um lado bom e outro ruim: tempo suficiente para treinos, recuperação de atletas, estudo do adversário e concentração para a final duelam contra a ansiedade que todos tem para uma decisão. Como ambos os times sobraram na reta final da segunda fase e se classificaram com boa antecedência, a "pilha" da final já começou lá atrás, e isso pode ficar remoendo na cabeça dos personagens até o pontapé inicial do primeiro jogo. Cabe às comissões técnicas manter a turma com os pés no chão para não entrarem pilhados demais, tipo Wellington Saci, que não pode ver um jogo contra o Figueira que entra maluco em campo.

Saci não joga a primeira final, e acredito que não jogue a segunda também. O JEC contará na decisão com importantes jogadores que passaram todo esse tempo se recuperando. Jael e Marcelo Costa já retornaram e Anselmo está voltando. Ainda que Hemerson Maria tenha achado um esquema que funcione bem para o estadual, com Tiago Luis na meia e Kempes e Welinton Jr. na frente, é inegável que ter 3 dos campeões brasileiros da B de volta ao combate ajuda e muito.

Do outro lado, Argel dificilmente contará com Rafael Bastos e espera que Leandro Silva possa estar em campo no jogo de volta. Uma reunião nesta segunda pode definir o tratamento dele sem cirurgia. Sem este último, ele fatalmente terá que improvisar no setor em casa e sabe que o adversário tentará jogadas por ali.

Quando o JEC jogou pela primeira fase no Scarpelli, o que se viu foi um time ultra-recuado torcendo para o jogo acabar contra um Figueira que entendeu o recado e foi para cima, e acabou vencendo. No hexagonal o tricolor mostrou outra cara, com ousadia e vontade de vencer fora de casa, como no convincente triunfo em Chapecó. Argel acredita ser um confronto "50-50", e vou com ele. Mas ele sabe que terá que fazer um placar em casa, já que o JEC terá a Arena abarrotada de gente e uma vantagem do regulamento na volta.

Chegaram os dois melhores, com um grande equilíbrio. Foco na final, que promete ser boa. Diria eu melhor que a do ano passado.


sábado, 18 de abril de 2015

Zero a zero que valeu pela base tricolor em campo

Hemerson Maria falava na entrevista coletiva como aquele professor de educação física orgulhoso do time da sua escola depois de uma partida em alguma olimpíada estudantil. Com o JEC já classificado e com vaga garantida na final, era a hora perfeita pra testar a base. Teve gente que aproveitou e apareceu muito bem.

Gostei bastante de Luis Meneses e Mateus Silva, atletas que atuaram com personalidade. Juninho mostrou vontade e Danrlei, esse já com mais rodagem, deu recado que merece ser observado com mais carinho pelo menos na composição do banco de reservas.

Do jogo em si não dá pra tirar muito. Mas como observação de possíveis talentos do time para o futuro, vale bastante. Tinha jogador que atuou pela primeira vez pelo profissional. Vai para a história deles este dia 18 de abril.



segunda-feira, 13 de abril de 2015

Existem marmeladas e marmeladas, todas inaceitáveis

O ano era 2000, Jogos Abertos de Santa Catarina em Brusque. O torneio de futsal contava com 12 equipes, em 4 chaves de três equipes. O primeiro critério de desempate, depois dos pontos, era o número de gols sofridos. Numa dessas chaves estavam a cidade-sede, São Miguel do Oeste e Palmitos. Os dois times do Oeste se enfrentaram no último jogo. Precisavam empatar em zero a zero para que ambos passassem para a segunda fase. Ou seja: era só não fazer nada.

Começou o jogo e acontecia o esperado. Bola tocada de um canto pra outro na quadra. De repente um dos jogadores de Palmitos resolve dar um bico pro outro lado. Mandou um chute tão desregulado que foi na mão de um atleta de São Miguel. Pênalti. E agora?

Um pivô veterano chamado Altair foi bater o pênalti. Ele precisava errar para que o zero a zero permanecesse. Ele correu pra bola, bateu e.... marcou o gol! E ao invés de comemorar o gol, foi em cima do goleiro de São Miguel e disse "porra cara, eu falei pra ti que eu ia bater no canto esquerdo e tu foi no outro". Com o placar aberto, o jogo virou sério. A marmelada não cabia mais.

Teve ainda aquele caso do ano passado, que o Marcílio deu um jeito de perder para o Ibirama para rebaixar o Brusque. O caso do jogo do mesmo Atlético contra o Avaí é parecido, já aconteceu em outros casos mas causa indignação quando acontece. O problema não é o resultado, mas a forma como se "vendeu" uma imagem de jogo sério quando tudo conspirava contra. Os times nem fizeram questão de dar uma enganada com um empate com gols.

Mais um fato patético no "melhor campeonato de todos os tempos" que os dirigentes tentam vender. Vai pra lista dos micos.


domingo, 12 de abril de 2015

Final definida, com o JEC levando uma importante vantagem

Só faltava a confirmação matemática da decisão do catarinense. Agora não falta mais, depois de mais uma derrota da Chapecoense. JEC e Figueirense vão decidir o campeonato em situação inversa à do ano passado. Dessa vez é o tricolor quem decide em casa e com a vantagem dos dois resultados iguais. Pouca coisa? O Figueira levou o caneco de 2014 por causa da vantagem da melhor campanha. É algo bem considerável.

O jogo na Arena foi quente, com muito trabalho para Sandro Meira Ricci, que tentou segurar o pessoal com conversa e muitos cartões. O apagão alvinegro que resultou em dois gols do JEC em sete minutos mexeu com os brios de todos e demorou até o time de Argel acordar. Veio o gol de pênalti marcado por Clayton, e o jogo efetivamente começou. A bola na trave de Fabinho e a expulsão de Saci e Mazola deveriam esquentar a partida, o que não aconteceu.

O pênalti convertido por Marcelo Costa selou o destino do jogo e transformou a partida numa sessão de cartões forçados, todos querendo estar OK para a decisão. Argel reconheceu que hoje não foi o seu dia e sabe que terá trabalho para encaixar o time contra um adversário que, hoje, está um pouco à frente. Tendo um jogo contra o Inter no final de semana que não vale absolutamente nada, o técnico vai ter tempo para ajustar os setores e falar bastante nas coletivas. Aliás, temos aqui um confronto de quem gosta de umas frases de efeito contra outro que veste as sandálias da humildade e não quer polêmica.

O clima quente do jogo do hexagonal vai ser levado para as finais. Arbitragem vai ter que segurar a barra. E se não der conta, pode acabar definindo o resultado, algo que não seria nada desejável.

quinta-feira, 9 de abril de 2015

Joinville, finalista que cresceu na hora certa

Assessoria JEC
* Publicado no jornal "Notícias do Dia" de 09/04/2015

Já critiquei muito o modo como o Joinville vinha se apresentando neste Estadual, mas a crescente das últimas atuações e, principalmente, o modo com que o time venceu e segurou a pressão dentro da Arena Condá constatam que o Tricolor de Hemerson Maria cresceu no momento decisivo do campeonato, mesmo recheado de desfalques. Foi a quinta vitória seguida, que garantiu a primeira vaga na decisão.

Pressionada, a Chape não tinha outra coisa a fazer se não pressionar desde o primeiro minuto, mas não contava com a falha de Rafael Lima na frente de Tiago Luís, que acabou abrindo o placar. Trouxe intranquilidade para o time da casa, que tomou o segundo num espetacular contra-ataque armado por Kempes e pelo próprio Tiago, finalizado por Wellinton Junior. E mesmo com um jogador a menos depois da expulsão de Guti, o JEC continuou levando perigo ao gol de Nivaldo. Uma atuação irrepreensível.

Hoje à noite é a vez do Figueirense encaminhar a sua classificação, em casa, contra o eliminado Metropolitano. Caso vença, o jogo de domingo na Arena, além de ser um aperitivo da final, pode decidir quem vai jogar a grande decisão em casa com a vantagem de dois resultados iguais. Uma decisão que vai premiar aqueles que tiveram melhor momento na reta final do hexagonal, no momento que vale. O Joinville já mostrou a que veio. Vai entrar em boa condição técnica e com a moral lá em cima. O Figueira tem três partidas para se acertar e chegar aos jogos finais em condição igual ou melhor.
Lá embaixo

No quadrangular da morte, depois da última rodada, que praticamente encaminhou o rebaixamento do Marcílio Dias e do Guarani, as reações foram imediatas. O Marinheiro dispensou 12 jogadores e o técnico, Leandro Campos, já em clima de fim de festa. Isso até facilita o trabalho o time de Amaro Junior na última rodada. O mais complicado é depender do AvaÌ, que já cumpriu o seu objetivo. Ambos terão um futuro bem complicado, já que a segundona começa na metade do ano que vem. Mais de um ano sem um jogo oficial sequer, pois a Segundona 2016 é só no segundo semestre.

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Rebaixamento resolvido. Não dá pra acreditar em algo diferente

Eduardo Valente / Notícias do Dia
Duas goleadas encaminharam o rebaixamento do catarinense neste ano. Claro, o debate nos próximos dias vai instigar o Avaí a jogar pra valer em Ibirama para ajudar o Guarani.

Mas vem cá, vale o risco de entrar pra dividir em nome de uma causa que não é sua? Se Avaí e Atlético chegaram na última rodada na condição de se salvarem com um empate, não há porque fazer algo diferente.

O Guarani é o time mais lutador dos quatro. Fez a tarefa em casa até agora, mas bobeou quando não podia, sendo goleado pelo Avaí. O torcedor do Leão respira com um misto de alívio e revolta. Tudo o que podia dar errado num ano aconteceu em três meses. Hora de procurar uma ampla reestruturação e pensar na Série A que começa no mês que vem. O Catarinense virou página virada, e não terminou da pior forma.

E que ironia: o Guarani repete o Brusque do ano passado. Ficou a um gol de classificar para a segunda fase (se tivesse vencido o Marcílio na última rodada, eliminaria o JEC), e vai acabar rebaixado, assim como o time de Pingo em 2014.

Já em Itajaí, o Marcílio provou porque foi o time enganador do ano. Puxem no arquivo dos jornais e vejam como o time era bem falado, até dado como favorito a surpreender. Eu também caí nessa. Coloquei em uma enquete do ND que o time iria para a Série D. Achei que Athos, Soares, Schwenck, Guilherme Macuglia e companhia iam botar o time nas cabeças. Engano. O time experiente não aguentou o tranco, e volta para a segunda divisão goleado pelo mesmo time que usou da boa vontade do Marinheiro para vencer em Itajaí e se salvar do rebaixamento no ano passado, jogando o Brusque na segundona.

É o futebol. Que as vezes dá suas voltas.





domingo, 5 de abril de 2015

Os três primeiros venceram. JEC sofreu para continuar líder

O Campeonato Catarinense pode conhecer o seu primeiro finalista na quarta-feira, se o Joinville vencer a Chapecoense na Arena Condá. Com as vitorias dos três líderes no final de semana, a briga se acirra para as três rodadas finais. E na gangorra do desempenho, há um cenário de equilíbrio, só que nivelado por baixo. Bem por baixo.

Debati a situação do JEC com alguns amigos, e vejo que há uma divisão. Uns acham que. O time mostrou uma real evolução e cresceu na hora certa. Outros, e eu me incluo nessa turma, veem que o time vem contando com alguns acontecimentos para chegar onde está. O JEC não melhorou em nada? Melhorou sim, tem mais vontade, é um pouco mais agressivo e incrementou o uso das laterais. Fica por aí. O problema de armação do time é crítico. O Jogo estava sob controle contra o Internacional quando a defesa resolveu aparecer no segundo tempo, quase colocando tudo a perder. Não fosse um milagre de Oliveira somado com um pênalti claro não dado por Heber Roberto Lopes, que estavam muito longe do lance, que a liderança ia embora. De toda forma o time venceu, e pode se garantir na decisão quarta, apesar de não ser favorito contra a Chapecoense.

Bom notar que a Chape mostrou em Blumenau que parece ter reencontrado um futebol convincente. Ainda que toda boa fase necessite de uma segunda ou terceira prova, o modo como o time encarou o Metropolitano deu esperança de que a vitória poderá vir em casa, para diminuir a diferença para o JEC na reta final.

Já o Figueirense jogou para o gasto em Criciúma. Começou o jogo vencendo, não dominou o time mais fraco do hexagonal como se esperava e tomou susto no final. Quase tomou um empate que teria efeito de uma grande derrota. Pesa a favor do time de Argel ter dois jogos em casa contra Metropolitano e Inter para ter tranquilidade. Esperava mais futebol de um time encaminhado como favorito e que não mostrou tanto brilho nesta semana.

Pelos motivos mostrados acima é que o equilíbrio existe. Uns crescem, outros diminuem. No fim das contas a briga está aberta. E sem esquecer de uma coisa: pensando no Brasileirão, que começa na semana seguinte à final, tem muito o que evoluir.


domingo, 29 de março de 2015

Com guerra onde não há, o "intruso" lidera o hexagonal

Vou falar do futebol de domingo, mas vou começar o texto de trás pra frente, comentando as declarações de Argel: ele é conhecido pelas declarações polêmicas, mas saiu do prumo ao misturar o pessoal ao profissional. Os recados destinados à Sandro Pallaoro e Claudio Gomes mais tem a ver com problemas passados do que a situação atual do campeonato. De quebra, remexeu me uma coisa que pode repercutir negativamente no futuro. Mas cada um é responsável pelas suas atitudes.

Agora, vamos ao jogo. A discussão de Cadu Gaucho com o árbitro Heber Roberto Lopes, que viveu um daqueles dias de extremo holofote, me deu a firme impressão de trazer a tona uma situação que atormenta o torcedor do Oeste. A Chapecoense não piorou. Acontece que, em início de temporada, pode acontecer do time começar bem e permanecer no mesmo estágio, enquanto os outros crescem ou contam com a sorte. Quero ser realista: o Joinville não esta jogando isso tudo, mas vai conseguindo os resultados, tanto que é o líder. Isso botou uma pressão na Chape, que vai vendo o bonde da final indo embora, ainda que haja tempo para recuperação.

O grande erro de Heber foi não ter expulsado o lateral Cereceda, enquanto que o Figueira reclama da overdose de cartões amarelos. São coisas de jogo, que se transformaram em polêmica depois da partida. Cria-se um conflito onde não há. O time de Argel sai satisfeito por conquistar um ponto fora de casa enquanto a Chape arruma mais problemas, faltando quatro rodadas.

O Joinville lidera com uma enorme chance de ir à final. É o intruso que incomoda, já que se previa na primeira fase que nada tiraria Chapecoense e Figueirense da decisão. Tricolor que poderia ter ido para o quadrangular não fosse a opção de Eutrópio de escalar time reserva na última partida da fase de classificação, quando o Guarani ficou de fora por um gol. Muitos podem me achar chato, mas o parâmetro de comparação a essa altura do campeonato tem que ser a série A. Ambos os três (nem preciso falar do Avaí) tem muito o que melhorar. O JEC não é o melhor deles, pelo número de desfalques e a diferença em relação ao ano passado. Mas com os resultados aparecendo, a torcida aprova e o futebol dá mais uma aula da sua falta de lógica. Hoje é favorito para ir à final, e com grande chance de decidir em casa.


sábado, 28 de março de 2015

JEC subindo com a terceira vitória seguida, e quadrangular segue dos mandantes

Assessoria JEC
O Joinville que venceu o Criciúma em casa não foi melhor do que aquele que bateu o mesmo adversário no Heriberto Hulse. Mesmo assim, venceu seu terceiro jogo seguido e continua firme e forte na briga pela vaga na final.

Hemerson Maria poupou jogadores e o time teve dificuldades para passar por uma marcação forte do Criciúma, que repetiu o expediente de outras partidas e esperou o adversário. O JEC se complicava para chegar no gol de Luiz mesmo com um jogador a mais em campo. A partida caminhava para o empate quando Kempes, que veio do banco de reservas, fez o gol que deu um alivio em uma partida de baixa qualidade. Não foi aquele jogão. Para o Joinville, venceu e é o que importa. O Criciúma, já eliminado, foca na Série B e tenta não dar vexame maior nesses jogos que faltam.

Fato interessante que pode ser um diferencial daqui pra frente: o JEC é o único dos três times pretendentes ao título que fez seis pontos no Criciúma, enquanto que Chapecoense e Figueirense empataram com o Tigre no primeiro turno. Além do mais, a vitória tricolor em Lages contra o Inter pode ser outro pilar na campanha rumo à final. Lá na serra, o Figueira empatou, e a Chape ainda terá que jogar. Mesmo sem jogar tudo aquilo, a vontade vai colocando o Joinville rumo à decisão. Quarta o time terá um teste muito interessante contra o Ituano, atual campeão paulista. Uma comparação com um time de fora do Estado de bom nível será legal.

Já no quadrangular, Avaí e Guarani empataram tudo de novo. Segue os 100% dos mandantes e tudo será decidido nas duas últimas rodadas, onde um empatezinho fora de casa pode servir como uma grande vitória, enquanto que o mandante poderá selar o seu destino. A dupla da Grande Florianópolis ganhou uma gordurinha no saldo, o que pode fazer a diferença lá no final, do jeito que as coisas andam. Tá tão equilibrado (e nivelado por baixo) que a chance do saldo definir um ou os dois rebaixamentos é bastante considerável.



terça-feira, 24 de março de 2015

Kleina é um bom nome, mas não é milagre nem solução

Lancenet
Entre as especulações depois da saída de Geninho, o Avaí resolveu mudar o planejamento de manter Raul Cabral até o fim do quadrangular e acertou com o experiente Gilson Kleina, com vários clubes no currículo, algumas conquistas e insucessos também, entre eles quatro rebaixamentos: Paysandu (05), Paraná (07), Palmeiras (2012) e Bahia no ano passado.

É um cara que conhece. Sua chegada antecipada tem, como primeiro propósito, chacoalhar o elenco para tirar o máximo dele nas rodadas finais e evitar o vexame da ida para a segundona do catarinense. Soa como uma avaliação do grupo para saber quem fica para o Brasileirão.

Até o quero-quero que passeia no gramado da Ressacada sabe que o problema está longe de ser treinador. Agora, Kleina tem a obrigação de evitar um rebaixamento iminente. E depois terá que corrigir tudo o que foi feito de errado na montagem do elenco de 2015. Para isso, vai ter que contar com a colaboração da diretoria, a mesma que conseguiu montar o pior plantel dos últimos tempos.

O novo técnico terá um trabalho muito árduo pela frente.