quinta-feira, 5 de março de 2015

Quatro contra Figueirense e Chapecoense

* Publicado no jornal "Notícias do Dia" de 05/03/2015

Com muito sofrimento, Criciúma e Joinville garantiram as suas vagas na segunda fase do Campeonato Catarinense. Enquanto o Tigre suou para botar fim a um jejum de quase um ano sem vencer fora de casa, ao bater o Atlético de Ibirama, o JEC sofreu até o apito final do árbitro para respirar aliviado e garantir a sua vaga. Voltou a apresentar um futebol muito pobre e foi envolvido pelo time misto da Chapecoense, que teve a grande chance de vencer nos pés de Bruno Rangel. No final, contou com a ajuda do Marcílio Dias, que segurou o Guarani e garantiu a vaga do Tricolor. Os dois times conseguiram se classificar mostrando problemas graves de qualidade. O campeão brasileiro da Série B, até agora não disse a que veio, enquanto o renovado Criciúma não apresentou nenhuma melhora após a sua reestruturação e se apresenta para ser um mero figurante na fase final.
Boa notícia para Figueirense e Chapecoense, que se classificaram sem sustos e provaram que não só têm os melhores times, como também possuem boas opções no banco de reservas. Isso pode pesar contra o Metropolitano, que entra em outro nível de exigência e ainda está um pouco aquém da dupla de líderes. As surpresas sempre aparecem no futebol, mas desta vez há dois favoritos muito evidentes. Argel e Vinícius Eutrópio conseguiram preparar bem os seus times e colheram o resultado do competente trabalho. A missão dos outros quatro será surpreender e, com um pouco de sorte, tentar estragar os planos da dupla de cima.

E no quadrangular?

Pontos perdidos no tapetão à parte, o Avaí repetiu, em 2015, a pobre campanha da primeira fase do ano passado, com apenas sete pontos conquistados em nove partidas. Enfrentará um duro quadrangular contra times que hoje estão no seu nível. O Leão precisa focar, com muita responsabilidade, esses seis jogos que podem transformar o vexame da escalação de Antônio Carlos em fichinha, caso o time volte para a Segunda Divisão depois de mais de 20 anos. O risco de rebaixamento é real, e cabe a Geninho e seus comandados mostrarem atitude para afastar o fantasma. Só depende deles.


terça-feira, 3 de março de 2015

Os efeitos práticos das condenações de Avaí e Marcílio Dias no TJD

A comissão disciplinar do TJD-SC não surpreendeu. Seguindo o que era esperado, Avaí e Marcílio Dias foram punidos pelas irregularidades e descem para as últimas colocações da tabela.

O advogado do Leão, Sandro Barreto, tentou argumentar alguma coisa tentando uma desclassificação para outro artigo, mas admitiu o erro do funcionário dos registros. Não havia como escapar da condenação. Ainda conseguiu uma multa baixa, de apenas R$ 8 mil, quando o artigo da punição previa uma pena máxima de R$ 100 mil.

Já o Marcílio Dias avisou que está no começo da briga. Perdeu no primeiro round, e isso também era esperado, assim como outra derrota no pleno quinta-feira não será nada surpreendente. Indo ao STJD, as chances melhoram consideravelmente. Mas antes, o time tem uma rodada bem mais complicada, pois não depende só de si para entrar no grupo do hexagonal. O Marinheiro, que vem de quatro derrotas seguidas, precisa vencer o Guarani, que não perde há quatro, e torcer para que o Inter de Lages não venca o Avaí, que não quer mais nada, em Lages, ou para que a Chapecoense, já classificada em primeiro lugar, vença o pressionado JEC na Arena.

O campeonato corre risco de parar? Sim. Mas antes disso uma combinação de resultados tem que acontecer. Lá pela meia-noite de quinta a gente vê o que aconteceu.


domingo, 1 de março de 2015

Três vagas em aberto para a última rodada. Joinville com pressão além da conta

Assessoria JEC
A rodada definiu apenas mais um clube classificado para o hexagonal final. Marcando uma grande arrancada, o Metropolitano venceu a quarta partida nos últimos cinco jogos e carimbou sua classificação com folga.

Foi melhor, principalmente no segundo tempo, contra o combalido Joinville, que chega ao seu oitavo jogo com um futebol que passa bem longe de quem conquistou a Série B, e que tem o pior ataque do campeonato, empatado com o lanterna Atlético de Ibirama. Nem é necessário falar que a fase de testes acabou e a cobrança é igual a uma rodada final de Brasileiro. A missão é bater a Chapecoense para se garantir no hexagonal onde o time passará bem longe de ser favorito.

Já o Metrô de Pingo evolui, em um elenco que não tem um craque que se sobressai e possui um padrão de jogo que trouxe bons resultados. Achou a receita no meio do turno e arrancou para o topo. Está de parabéns.

Eduardo Valente / Notícias do Dia
O clássico da capital nada valeu para o campeonato. Mas vale como duelo de torcidas e a estatística de um confronto histórico. O empate mostrou como os times encararam a partida: um já sabendo que vai encarar o hexagonal na semana que vem contra outro tentando dar uma satisfação e tapear a imagem do time desorganizado em campo e trapalhão fora dele. No fim o empate foi justo.

O Criciúma bateu o Marcílio e também precisará de resultado para entrar no hexagonal. Só que pesa a favor do Tigre o fato de enfrentar o já eliminado Ibirama, fadado ao quadrangular da morte. Na briga estão o Guarani, que joga em Itajai, e o Inter de Lages, que receberá o Avaí em casa.

Tem gente com pressão além do normal para a rodada de quarta. O Joinville que o diga.

O Marcílio Dias tem uma "rodada" antes de entrar em campo quarta, no TJD. A partir do resultado, dá pra ver o que o Marinheiro pode ou não fazer. Até porque o recurso não será julgado até o hexagonal começar.







segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

O Avaí perde para ele mesmo, e o torcedor sofre

Assessoria Avaí FC
De vez em quando pipocam irregularidades de jogadores atuando suspensos que acabam tirando pontos de clubes.

Agora o Avaí se superou. Colocou Antonio Carlos pra jogar em Camboriú sem contrato. Pior, para tentar passar despercebido, deu entrada na documentação na manhã do dia seguinte. Não colou. O sistema da FCF acusou e o clube perderá seis pontos. O presidente Nilton Machado se disse "chocado" quando soube o tamanho da imbecilidade cometida por um de seus funcionários.

Além de colocar o time no quadrangular do rebaixamento, o resultado é uma decepção sem tamanho para o torcedor, que ontem sofreu e vibrou com a vitória suada sobre o Marcílio. Esse torcedor acreditou que essa vitória poderia marcar uma recuperação que culminaria com a ida ao hexagonal. Esquece tudo. Agora serão três rodadas que não valem absolutamente nada, sendo que há um clássico com o Figueirense no domingo. Muita gente não vai ao jogo com vergonha do erro sem tamanho do pessoal encarregado dos registros do clube, que é pago para fazer apenas isso. Prejuízo não apenas técnico, como também financeiro.

Aí é dar munição para os adversários fazerem o diabo.

Candidato forte ao número 1 da lista de micos no final do campeonato. Dificil será alguém superar.


Segundona de SC terá pontos corridos para definir os dois que sobem

Agora é oficial: pontos corridos vão decidir os dois times que sobem para a Série A do Catarinense em 2016. A decisão saiu na sexta-feira, e venceu o grupo comandado por Brusque e Juventus, os dois clubes rebaixados em 2014.

Dezoito rodadas para definir os acessos e o único time que será rebaixado, mais dois jogos para decidir o título. Simples assim.

Uma fórmula em que vai pesar fortemente o poderio financeiro dos clubes. Como só um time será rebaixado, a tendência que a situação se defina bem antes do final é grande, com vários clubes entrando em campo apenas para cumprir tabela no returno. Não serão permitidos muitos escorregões, sob pena da temporada ser perdida.

É uma fórmula justa, porém perigosa no aspecto econômico. Isso pode render quebradeira de clubes, principalmente aqueles menores que todo ano se arrastam para disputar a segundona.


domingo, 22 de fevereiro de 2015

Tudo aberto no Estadual. Quatro pontos separam o terceiro do último. Avaí volta à briga

Um jogo maluco em Camboriú, com muita lama, jogador desmaiando e muitos gols. O Avaí conseguiu passar pelo Marcílio, conquistou a sua primeira vitória, e está totalmente dentro da briga por uma das vagas no hexagonal. Uma vitória contra o Guarani na quinta pode colocar o time na zona de classificação. É uma situação que lembra muito a Série B do ano passado: os resultados ajudaram, falta o clube se ajudar.

O Marcílio pagou pela desatenção no começo do jogo. Tomou dois gols de bola aérea de William Rocha que determinaram a história do jogo. Atordoado, o Marinheiro pressionou e conseguiu o empate no segundo tempo. Eis que veio Anderson Lopes com um lindo chute para fazer o primeiro de dois gols que garantiram a vitória, que dá muita moral e uns dias de tranquilidade até o desafio em Palhoça.

Com o empate entre Atlético de Ibirama e Inter de Lages, o Joinville se segurou mais uma rodada no grupo que vai para o hexagonal. A classificação apresenta um grande bolo, com apenas Figueirense e Chapecoense podendo se dizer classificados. Do terceiro lugar Metropolitano, que perdeu a chance de dar um grande passo dentro de casa contra a Chape, para o Guarani, último colocado, há uma distância de apenas 4 pontos. Ou seja, são quatro vagas em aberto para as três rodadas finais.

Muita gente pressionada para a rodada de meio de semana, o que promete fortes emoções.


A batata do Joinville assou

Germano Rorato / Notícias do Dia
Duas coisas que aconteceram nos bastidores de JEC x Guarani ontem: primeiro, o presidente foi dar uma voltinha no vestiário no intervalo do jogo. Depois, foi dar entrevista para a imprensa logo depois do apito final. Quem o conhece, sabe que ele não faz isso. A não ser quando a intenção é passar algum recado.

É sinal claro de que a insatisfação toma contornos enormes dentro dos bastidores do clube, que não perdeu para o Guarani de Palhoça por detalhe, não fosse o atacante Marcos Amaral errar um chute no gol vazio no fim da partida.

Jogo em que o tricolor mostrou uma pobreza de futebol no primeiro tempo, e tomou o gol do veterano Xipote. Pressionado, o time apertou no segundo tempo, conseguiu o empate em um gol chorado, mas nada que mudasse muito o cenário. O time ainda está devendo e agora está pressionado de vez. Se houver um vencedor no jogo Ibirama x Inter, o JEC sai da zona de classificação, com Figueirense, Metropolitano e Chapecoense pela frente. A batata assou.

Hemerson Maria foi poupado das explicações ontem. Suspenso, assistiu o jogo do camarote, e a assessoria colocou o auxiliar Claudiomiro para dar esclarecimentos. Quarta tem jogo contra um dos dois melhores times do campeonato, e diante de um cenário de um time que está chegando ao mês de março sem encaixar, o torcedor está assustado. Ninguém acreditava no time fora do hexagonal. Agora já tem gente coçando a cabeça.


sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

França extrapolou os limites da folga

Reprodução RICTV Record
Se você visse o Welington Wildy Muniz dos Santos, completamente alcoolizado, sair correndo da delegacia e agredindo um cinegrafista que estava ali fazendo o seu trabalho, iria ficar indignado com as cenas de agressão gratuita de alguém que aprontou em um bar em plena madrugada.

Mas o Wellington também atende pela alcunha de França, jogador do Figueirense e, portanto, nome público, com uma ficha extensa de confusões na noite. Impossível não ligar seu nome ao clube que, até agora, 10 da noite de sexta-feira, não deu um "piu" sobre a situação. Agressivo e cheio da razão, foi para cima do cinegrafista Nelson Moraes sem dó. Antes, tentou tirar uma arma da mão de um policial. Só foi parado com balas de borracha.

Há quem diga que o clube em campo não pode ser prejudicado pelas arruaças do seu jogador, que é reincidente nas passagens pelas confusões. Discordo totalmente, até porque a liberdade na folga tem um limite, que é colocar o nome do clube em páginas policiais, e não as de esporte. E, ainda por cima, ele não é primário na história. Aí tem que ter punição sim. A imprensa paulista chegou a dizer que o Palmeiras "se livrou" de um problema quando França saiu. Ele precisa de um acompanhamento psicológico. Se já tem, não está funcionando.

Um jogador de Série A do Brasileiro não pode comportar-se assim. E um clube de Série A não pode ficar quieto perante a agressão injustificada a um membro da imprensa. França deve desculpas ao torcedor alvinegro por mais uma triste notícia, além é claro de quem ele arrumou problema na madrugada de sexta.

Solidariedade ao Nelson, pai de família trabalhador que foi agredido por um homem desequilibrado e que dá a impressão que não é repreendido pelo que faz. As imagens mostram tudo. Abaixo, matéria veiculada no "Cidade Alerta" da RICTV Record.

O novo triunfo de Pingo e o Metrô, sobre a zorra de Geninho e seu Avaí

Marco Santago / Notícias do Dia
Antes de tudo, preciso tirar o chapéu para o Pingo. Ele faz coisas que as vezes quem está de fora não entende. Mexe o time, inventa de vez em quando, erra em algumas tentativas, mas também acerta. O time estava ameaçado de rebaixamento. É bem mais barato que o do ano passado. Com duas vitórias fora de casa, o tempo clareou. Agora é terceiro e está em boa posição para classificar.

E está em terceiro jogando bem. Repetiu o bom futebol do jogo em Criciúma e botou o pobre do Avaí, que tem um orçamento sei lá quantas vezes maior, pra correr atrás dentro da Ressacada. Mesmo com um pênalti não marcado por Bráulio Machado no fim do jogo, a tal da justiça divina apareceu para Altino fazer o 2 a 1. Venceu quem era mais organizado, e este foi o Metrô. Se não bobear dentro de casa, fatura uma vaga.

O Avaí consegue a façanha de piorar a cada jogo. Dia desses, escrevendo minha coluna, busquei declarações de jogadores e do técnico Geninho para tentar saber se eles identificaram quais os problemas do time. Nesta semana, o treinador disse que era ansiedade misturada com nervosismo, e que a conversa ia ajudar um pouco. Não ajudou e só piorou. Ele já havia dito que se estivesse assistindo o jogo na torcida também vaiaria. Tudo isso todos já sabem, o problema é que ele não encontra soluções. Admitiu que não há multa contratual e deu a deixa para uma troca, que não resolverá a situação no Estadual, de um time que tem o DNA do técnico, que participou diretamente do processo de montagem e só voltou das férias alguns dias antes da estreia.

Já passou da hora de uma reavaliação do elenco, usar um pouco do orçamento e tentar acertar dessa vez nas contratações. Dois meses do ano já foram pro lixo, melhor arrumar agora do que perder o resto do ano.


Voltando à parte de cima, o resultado praticamente cria uma situação para Metropolitano, Marcílio Dias e Atlético de Ibirama. Desses, dois vão ao hexagonal e um fica no quadrangular contra, possivelmente, Avaí, Guarani e Inter de Lages. Isso se o Joinville não tomar cuidado e perder o bonde para a festa da turma de cima. Aí teríamos um hexagonal meio a meio entre grandes e pequenos.



quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Vitória que convenceu

* Publicado no jornal "Notícias do Dia" de 19/02/2015
Por mais que o técnico Argel venha vendendo a imagem que tudo está perfeito no time do Figueirense, era notório que muita coisa ainda existia para arrumar. O jogo contra a Chapecoense era uma boa oportunidade para medir a temperatura do time e ver como ele se comporta contra um adversário direto ao título no hexagonal. O resultado, além de colocar o time na liderança e com vaga garantida na fase final, foi uma ótima prova de autoafirmação. O time melhorou muito, sim.
Nesse teste o time alvinegro passou com louvor. Jogo disputado, com jogadas duras e um adversário criando oportunidades em todas as partes do campo. No primeiro tempo a partida foi igual, com Thiago Heleno salvando um chute do time da casa em cima da linha e duas chances desperdiçadas no ataque em falhas da defesa verde. O detalhe que resultou na vitória alvinegra saiu de um fundamento que, se bem treinado, vira uma arma poderosa. A saída para o contra-ataque pegou a zaga da Chape completamente revirada, o que permitiu o toque de bola até o chute certeiro de Clayton. Daí foi segurar o resultado e trazer os pontos para casa.
Não foi uma atuação perfeita, mas a vitória deve ser muito comemorada pela entrega e evolução do time. Agora, Argel tem tempo para azeitar a máquina em quatro rodadas até a chegada do hexagonal.
Uma ótima chance
Os resultados da rodada de ontem colaboraram, e o Avaí ganhou uma ótima oportunidade de sair da parte de baixo da tabela e até arrumar um lugar no grupo dos seis que se classificam. Se vencer o Metropolitano por 2 gols de diferença, o Leão deixa a lanterna e termina a rodada no G6. Mas se perder, o time de Blumenau vai para terceiro e a distância para o sexto colocado será de três pontos. É uma pressão diferente, onde o time sabe que não pode errar, já que a vitória significa sair do buraco e ver a situação melhorar bastante. Com a volta de Roberto, Geninho vai colocar três atacantes para enfrentar o Metrô. Pintou a chance de dar uma reviravolta no clima pesado que paira na Ressacada. Não dá nem pra pensar em desperdiçar essa.

Figueira faz grande partida e garante sua vaga. Resultados embolaram o resto da classificação

O Figueirense fez um jogo muito bom contra a Chapecoense, soube sair com eficiência no contra-ataque e garantir o resultado contra outro time qualificado. Ambos precisam corrigir algumas situações para o hexagonal, e terão tempo para isso, além de poderem se preocupar com a Copa do Brasil.

A rodada, que teve dois erros de arbitragem, um em Criciúma e outro bem grandão em Palhoça, embolou a briga pelas outras quatro vagas. Tornou interessante o jogo desta quinta na Ressacada. Se o Avaí vencer, poderá sair da lanterna para terminar a rodada dentro do G6. Se o Metrô vencer mais uma fora de casa, sobe para terceiro na classificação.

Tem gente aumentando a preocupação. O JEC sofreu um apagão no primeiro tempo e foi atropelado pelo Criciúma, empurrado pela comoção da morte de Alexandre Pandóssimo. Não houve tempo para reação do time de Hemerson Maria, que ouviu um monte e ouvirá até o jogo contra o Guarani no sábado.

Briga pelas vagas restantes no hexagonal ficou completamente aberta. Rodadas finais serão muito interessantes.



terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Luto no futebol: morre Alexandre, o maior goleiro da história do Criciúma

Por causa de sete paradas cardiorrespiratórias ocorridas durante um jogo de futevôlei na Praia do Rincão, o futebol de Santa Catarina perdeu um grandes goleiros da sua história. Alexandre Pandóssio faleceu aos 53 anos de idade. Atualmente era companheiro de imprensa esportiva, atuando como comentarista na Rádio Hulha Negra de Criciúma. Não resistiu e morreu no Hospital São José no início da tarde desta terça.

Goleiro do esquadrão criciumense campeão da Copa do Brasil de 1991, a maior conquista já obtida por um clube do Estado, Alexandre nunca saiu do futebol. Atuou como treinador aqui no Estado no Próspera, Imbituba e até no Maga, de Indaial.

Um grande goleiro e excelente pessoa, que merece todas as homenagens. O futebol catarinense perde um cara espetacular. Pêsames à família e a torcida carvoeira.


sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Oliveira, de elogiado a criticado em um lance. JEC deixa escapar a vitória em Lages

Assessoria JEC
Oliveira, novo titular do gol do JEC, era o homem mais observado da partida em Lages. Pelo fato de substituir Ivan, e agora efetivado com a rescisão do antigo camisa 1, havia uma espécie de atenção especial em cima dele, que não pode ser chamada de pressão. Ele ia muito bem, atuando com segurança. Mas antes do apito final, um cruzamento alto fez ele se atrapalhar. Gol de Marcelinho Paraíba, e o jogo terminou empatado. Tipo da falha que vai fazer o goleiro ser lembrado pelo gol que tomou, e não pelos que evitou.

Algumas constatações: faltou ao time de Hemerson Maria controlar a posse de bola quando estava na frente no placar. Valorizar a posse de bola e gastar o tempo foram trocados por chutes a gol e devoluções de bola para o adversário, que foi para o desespero e conseguiu faturar um pontinho.

Hemerson de novo apostou na cautela e, em dado momento, tirou Fernando Viana para colocar mais um zagueiro. Em Lages ele inventou demais, andando na contramão do time que todo mundo sabia de cor e salteado na época da Série B, com suas variáveis e padrão bem definido. Vem aí a quinta rodada, e já passou da hora do time se acertar. A situação não é desesperadora, mas inspira atenção, mais pela má qualidade do futebol do que pela classificação em si.

Quarta tem jogo contra o Criciúma, outro time que não convence, mas que tem mais camisa. Se o técnico tricolor não inventar, já é um bom início.



quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Não teve zebra e começam as constatações

Sempre levo comigo que é necessário esperar pelo menos umas quatro rodadas para avaliar um time e ver onde ele pode chegar.

Assessoria Metropolitano
O Criciúma, por exemplo, não surpreende. É sabido que o time recheado de jogadores da base não iria fazer milagre. Mostra muita imaturidade e insegurança. Perdeu em casa para o Metropolitano com um gol bisonho causado pela sua defesa e com jogadores que parecem apavorados quando tem a posse de bola. Mas lá atrás já havia uma impressão de que o time não teria muitas chances de título. Uma ida ao hexagonal seria uma vitória. Agora já dá pra questionar. Mas nesse caso, e somente nesse caso, onde o desmanche foi enorme e proposital, o insucesso no catarinense era esperado. Melhor para o Metrô, que conquistou uma vitória importantíssima para tranquilizar o ambiente.

Eduardo Valente / Notícias do Dia
Já o Avaí é time de Série A, e começou a montagem de um time voltado para um campeonato de elite, onde receberá um grande incremento no orçamento. A impressão das primeiras quatro rodadas é que o time terá que fazer uma grande correção de rota e ir ao mercado qualificar o time. Contra a Chapecoense, Ananias entrou na área para marcar no meio de quatro marcadores avaianos que ficaram parados feito postes. Erros de passes apareceram aos montes no time de Geninho, que deveria admitir que não há desculpa pelos resultados. E se Marquinhos conseguir no STJD um efeito suspensivo para enfrentar o Metropolitano, ele não resolverá o problema. Faltam cinco jogos, e o Leão precisa vencer três e talvez precisar de mais um empate para se classificar. A conta é essa. Há uma coisa boa nisso tudo: a baixa qualidade do elenco apareceu antes do campeonato brasileiro. Dá tempo de arrumar.

Enquanto isso, a Chapecoense chegou aos 12 pontos jogando o mesmo de outras partidas e agora poderá focar-se no hexagonal. Vinicius Eutrópio poderá preservar jogadores importantes e fazer testes com jogadores que pedem espaço, como Richarlyson, que estreou hoje. Pega o Figueirense na próxima quarta, num jogo que promete ser interessante.


Figueirense precisa arrancar contra os grandes

* Coluna publicada no jornal Notícias do Dia de 12/02/14
Novamente com muitas dificuldades, o Figueirense passou pelo Guarani no campo encharcado do Renato Silveira e conquistou sua terceira vitória no Estadual. O time de Argel está em posição cômoda na tabela e não precisa entrar em desespero. Não foi fácil: o Bugre correu muito, conseguiu fechar os espaços e abriu o placar com o belo gol de Vitinho. Mas em duas falhas na recomposição da defesa o Figueira conseguiu a virada e teve muito trabalho para segurar o resultado.
A tabela reservou para o Figueira um sequência de quatro clubes do grupo dos pequenos no início do campeonato. A partir da semana que vem a situação é inversa: o time enfrenta, na ordem, Chapecoense, Criciúma, JEC e Avaí, adversários diretos pelo título, e o nível de exigência vai aumentar consideravelmente. É fácil notar que Argel tem muitas dificuldades em arrumar o sistema de armação do time e a marcação nas bolas paradas, algo que funcionava bem no ano passado e que mais uma vez falhou contra o Guarani.
Outro destaque do jogo foi a estreia de Alex no lugar de Luan Polli no gol alvinegro. Ele não decepcionou, fazendo boas defesas e ajudando a segurar a vitória em Palhoça. Resta saber agora se o clube confiará na dupla para o resto da temporada ou se irá ao mercado atrás de alguém mais experiente. Recém saído do Joinville, Ivan foi lembrado, mas acabou descartado por causa do seu conhecido forte temperamento.  Por enquanto, eles tem a chance de mostrar serviço.
Obrigação
O Avaí enfrenta a Chapecoense nesta noite com a obrigação da vitória, sob pena de ver os adversários abrindo distância na tabela e a pressão aumentar ainda mais. Como se não bastasse o problema do conjunto do time que não se encontra em campo, Geninho poderá perder Renan Oliveira e Tinga para a partida. Bem complicado imaginar um cenário otimista no jogo de hoje contra o melhor time do campeonato. É esperar para ver se com a volta de Marquinhos o time irá mostrar o rendimento esperado. O problema é que ele só volta na penúltima rodada, no clássico contra o Figueirense.