terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Catarinense 2018: Atlético Tubarão




CLUBE ATLÉTICO TUBARÃO
Fundação: 14 de Abril de 2005 (como ACRE Cidade Azul)
Cores: Azul, Preto e Branco
Estádio: Domingos Silveira Gonzales (Municipal) - 3500 lugares 
Presidente: Gilmar Negro Machado
Técnico: Waguinho Dias
Ranking "BdR" 2017: 7º lugar
Catarinense 2017: 6o. Lugar


O Campeão da Copa Santa Catarina do ano passado conquistou um calendário interessante e terá boas oportunidades de crescer, ainda mais em um ambiente que terá disputa municipal com o Hercílio neste campeonato estadual. A nova administração do clube conseguiu o acesso, e na temporada passada garantiu vaga na Série D e, com o título da Copinha sobre o Brusque, vai jogar a Copa do Brasil em casa contra o América de Natal com chances muito boas de avançar de fase e ganhar mais que os R$ 500 mil oferecidos de saída pela CBF para os participantes. O clube tem um modelo de gestão diferenciado, que de certa forma independe das oscilações do mercado local para se manter. Isso dá mais tranquilidade para a gestão de Luiz Henrique Martins Ribeiro, comandante da SPE que terceiriza o clube.

No campo, o comandante da barca azul é Waguinho Dias, um treinador que se deu muito bem em Santa Catarina. Conhece do assunto. Já tinha feito um bom trabalho no Internacional de Lages em 2016. Daí o Tubarão o trouxe no ano passado, e o título da Copa SC confirma essa boa fase. Waguinho chegou até a ser sondado pelo Criciúma, sem sucesso. Adepto de um futebol de muita movimentação e extremamente disciplinado, ele é um dos bons técnicos que apareceram no Estado nos últimos anos. Terá agora a missão de tocar um time com estrutura mais ousada, com um Brasileirão pela frente e uma inédita ida à Copa do Brasil.



Por ser um clube com gestão diferenciada, a própria política de contratações do time também é diferente. Não há um medalhão como Rentería foi ano passado (e que teve sucesso, sendo artilheiro do campeonato estadual), mas um trabalho muito forte de divisões de base vai render bons frutos. Muita gente é remanescente do elenco do ano passado campeão da Copinha, como o bom zagueiro Lucas Costa e o volante Liel. Chegaram o atacante Batista, emprestado pelo Grêmio, Índio e Marlon, do Figueirense e o goleiro Junior, ex-ABC. Muita gente nova, que não passou pelo futebol do Estado e que busca "dar caldo" em Tubarão.

A meta do Peixe é audaciosa, buscando até acessos no Brasileirão. O time deste ano tem bons valores, um bom treinador e quer manter o bom rendimento conquistado na temporada passada. É uma equipe a ser olhada com muita atenção por dois aspectos: primeiro, pelo seu rendimento em si que poderá surpreender os grandes. E depois, pelos atletas que podem ser boas opções de mercado pra quem estiver precisando de jogador para o Campeonato Brasileiro.

domingo, 14 de janeiro de 2018

Catarinense 2018: Criciúma

CRICIÚMA ESPORTE CLUBE
Fundação: 13 de maio de 1947 (como Comerciário. O nome mudou em 17 de março de 1978)
Cores: Amarelo, Branco e Preto
Estádio: Heriberto Hulse (particular) - 20.000 lugares
Presidente: Jaime Dal Farra
Técnico: Lisca
Ranking "BdR" 2017: 3o. Lugar
Catarinense 2017: 3o. Lugar


O Criciúma teve um ano mais atribulado nos bastidores do que propriamente dentro de campo. O início de temporada não foi tão ruim, terminando em um tranquilo terceiro lugar no Estadual. Chegou a Série B e o time não conseguiu se firmar. Quando tinha a chance de encostar de vez no G4, perdia e deixava escapar a oportunidade. A fraca campanha em casa acabou sendo determinante para o Tigre, que perdeu muito terreno e acabou, veja só, terminando o Brasileiro atrás do Figueirense, que passou quase o campeonato todo lutando pra não cair para a terceira divisão. A gestão do Tigre foi muito confusa, seguindo até uma história de outros anos: chegam muitos jogadores, muitas trocas de técnicos e a falta de continuidade de trabalho que fizesse com que o time tivesse uma base foram os grandes complicadores. Pressionado, o presidente Jaime Dal Farra tem mais uma oportunidade de dar boas notícias ao torcedor carvoeiro, que espera um título ou um acesso.

Além de contratar, mais uma vez, um executivo de fora para gerenciar o futebol, o Criciúma apostou em um nome bem polêmico para comandar o time, pelo menos nesse início de ano: Lisca, de 45 anos, que no ano passado fazia boa campanha no Paraná até ser demitido (por motivos que nunca ficaram bem claros) e fez o Guarani se salvar do rebaixamento para a Série C. Antes, comandou o Joinville, rebaixado para a terceira divisão. Quem é da bola diz que ele conhece de futebol, mas não tem o melhor dos relacionamentos. Um dirigente me afirmou que ele "é difícil de lidar" e "tem prazo de validade". De toda forma, ele ganha uma nova oportunidade para mostrar seu trabalho. Não sei se haverá paciência em caso de insucesso no Catarinense.

O time de 2018 tem novidades, mas com remanescentes de outras temporadas se mantendo como titulares, caso do goleiro Luiz, do bom volante Douglas Moreira e do meia Alex Maranhão, que permanece no clube após um suposto interesse da Chapecoense que nunca foi bem esclarecido. Chegam para reforçar o time o zagueiro Sandro, ex-Figueirense e JEC, o atacante Siloé, ex-Ceará, e o lateral Eltinho, ex-Avaí, além de Wallacer, ex-Juventude. Jogadores indicados pelo treinador que a diretoria resolveu pagar para ver.  É um elenco bem interessante, que poderá dar caldo caso o treinador consiga fazer esse grupo funcionar satisfatoriamente.

Por isso que o Criciúma é, talvez, a maior incógnita do Campeonato Catarinense. Gastou, trouxe reforços de preço bem razoável e carrega consigo a exigência de bons resultados. Tem um treinador que carrega no currículo sucessos e trabalhos ruins nos últimos anos. Será interessante acompanhar o desempenho do Tigre em 2018. Lá há a maior cobrança no Estado, seja de torcida ou imprensa. A se observar.



sábado, 13 de janeiro de 2018

Catarinense 2018: Chapecoense




ASSOCIAÇÃO CHAPECOENSE DE FUTEBOL
Fundação: 10 de maio de 1973
Cores: Verde e Branco
Estádio: Arena Condá (Municipal)- 20.000 lugares
Presidente: Plínio de Nes Filho
Técnico: Gilson Kleina
Ranking "BdR" 2017: 1o. Lugar
Catarinense 2017: Campeão



O representante catarinense na Taça Libertadores da América teve um ano acima do esperado num período em que os olhos do mundo estavam sobre Chapecó. Além de levar o Estadual, teve uma reta final de temporada espetacular que o levou ao título simbólico de campeão do returno do Brasileirão e uma vaga na competição mais importante do continente pelo segundo ano seguido, algo inimaginável até pouco tempo atrás. Não foi um ano tranquilo. Com um calendário cheio, incluindo viagens ao exterior e todo o processo de montagem de um time do zero, o time conquistou o campeonato catarinense em uma final apertada contra o Avaí. O início da Série A foi irregular, e a diretoria errou a mão nas trocas de comissão técnica, principalmente na contratação de Vinicius Eutrópio. O grupo comandado pelo presidente Maninho de Nes passou por muita provação. Teve até faixa na rua pedindo a sua saída. No fim, ele termina a temporada com um grupo montado, situação financeira privilegiada e um excelente contato com as associações das vítimas do acidente na Colômbia. Resumindo, a Chape inicia uma nova temporada com uma grande tranquilidade para tocar o seu trabalho.


O trabalho segue em Chapecó sob o comando de Gilson Kleina, de 49 anos, contratado em outubro depois de ser demitido da Ponte Preta. Chegou em um momento de pressão e teve a competência de conseguir arrumar a casa de forma impressionante. O time engatou uma série de bons resultados, deixou o rebaixamento pra trás com boa antecedência e engatou um sprint final que lhe garantiu, na última rodada, uma volta à Libertadores.  Vejo nele um perfil de treinador bem próximo do que era Caio Junior: é conhecedor extremo de futebol sem estar no chamado "mainstream" daqueles nomes que ganham infinitamente mais sem entregar um rendimento satisfatório. A sua permanência, emendada com a manutenção de boa parte do elenco de 2017 pode ser a receita para mais um ano de boas notícias.

Enquanto muitos times fazem reformulações grandes, a Chape conseguiu se dar bem no mercado de fim de ano. Enquanto jogadores importantes na campanha, como Reinaldo, deixaram o clube, outros permaneceram, como o atacante Wellington Paulista (renovou por dois anos), o lateral Apodi, o zagueiro Fabricio Bruno e o também atacante Arthur Caike. Dentro da sua já conhecida política de pesquisar muito no mercado, chegaram o lateral Eduardo, ex- JEC e Criciúma, e o goleiro Ivan, um dos maiores goleiros da história do Joinville. Para a zaga, outra boa garimpada foi a vinda de Rafael Thyere, zagueiro reserva do Grêmio de 24 anos, que esteve presente na vitoriosa campanha do tricolor gaúcho, tendo atuado em 31 jogos na temporada. Também tem o volante Márcio Araújo, que precisava sair do Flamengo para ganhar outros ares, tendo a oportunidade em Chapecó de mostrar que tem qualidade. E, cá entre nós, a Chape adora trazer jogador nessa condição.

Eu ficarei muito surpreso se a Chapecoense não estiver na final do campeonato. Os números são simples: é o único catarinense na Série A, tem disparado a maior folha de pagamento (cerca de R$ 3 milhões mensais), não deve pra ninguém e conseguiu manter a base de um bom time, que teve a melhor campanha entre todos os clubes do Brasil no trimestre final de 2017. Esses números o credenciam ao tricampeonato. A Chape vive outra realidade, dentro do futebol catarinense. Só pode ter problemas "encavalando" jogos da Libertadores e do Estadual. A Federação Catarinense já deu aviso que não vai ajudar, marcando jogo pelo Catarinense no mesmo dia de um compromisso pela Libertadores. Mas quem passou por desafios tão maiores, pode tirar esse de letra.




sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Catarinense 2018: Internacional de Lages

ESPORTE CLUBE INTERNACIONAL
Fundação: 13 de junho de 1949
Cores: Vermelho e Branco
Estádio: Vidal Ramos Júnior (Municipal) - 12.000 lugares
Presidente: Cristopher Nunes
Técnico: Leandro Niehues
Ranking "BdR" 2017: 8o. lugar
Catarinense 2017: 7o. lugar


 Depois de boas impressões nas temporadas anteriores, o Inter de Lages teve um 2017 bastante preocupante. Pela primeira vez desde o seu retorno, flertou seriamente com o rebaixamento no Estadual, terminando o campeonato com apenas um ponto a mais que Almirante Barroso e Metropolitano, os rebaixados. Na Série D, conseguiu ficar em segundo lugar no seu grupo, mas acabou eliminado por detalhes no regulamento. Já na Copa Santa Catarina, a campanha foi uma tristeza. Com um time baratinho, acabou em úlitmo. Nem deveria disputar, jogou dinheiro fora. O clube que já foi a sexta força do Estado e que impressionou muita gente precisa se reencontrar. O desafio é grande para o presidente Cristopher Nunes e sua equipe.

O Inter foi o último time a anunciar seu treinador, quando todo mundo já tinha o seu e inclusive já estava treinando. Após rodar atrás de técnico, o colorado da simpática cidade de Lages resolveu colocar Leandro Niehues, que num primeiro momento chegou no clube para um cargo de gerência, como treinador. Aos 44 anos, Niehues foi revelado no futebol do Paraná, rodando em clubes de lá até assumir cargo de coordenador no Figueirense, em 2012. Duas temporadas depois, ele voltou ao Inter, desta vez como técnico. Chegou 2018 e ele ganha a sua segunda oportunidade. Mas pelas informações coletadas com fontes do clube, a situação financeira no Inter é bem diferente daquele que começou o ano passado.

Dentro desse pensamento, o elenco que o Inter montou em 2018 buscou ter bom custo-benefício. É um time que vai buscar fazer o elenco encaixar mesmo sem atletas mais caros. O destaque do time é o bom atacante Max, que o Inter buscou no passado no Rio de Janeiro, trazendo um excelente resultado, chamando atenção de muita gente. Ter conseguido segurá-lo por mais um ano foi um golaço do Inter. Do restante das contratações, figuram o goleiro Fabian Volpi (não confundir com Neto, hoje no Figueirense) e o atacante Mateus Arence, ex-Hercílio Luz.

Esperar algo do Inter de Lages nesta temporada é incógnita. Notadamente, o time foi montado com um dos menores orçamentos, se não o menor, do campeonato estadual. Se o barato sair caro, os resultados dirão. Mas o Colorado Lageano poderia ter reforçado mais seu time. Num primeiro momento, ele entra no campeonato pra evitar o rebaixamento e, se o time conseguir um bom encaixa, pode fazer uma graça mais pra cima. Mas o Inter entra pressionado no campeonato.


terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Catarinense 2018: Joinville





JOINVILLE ESPORTE CLUBE
Fundação: 29 de janeiro de 1976
Cores: Vermelho, Branco e Preto
Estádio: Arena Joinville  (Municipal)  - 22.000 lugares
Presidente: Jony Stassun
Técnico: Rogério Zimmermann
Ranking "BdR" 2017: 5o. Lugar
Catarinense 2017: 5o. Lugar


O torcedor da maior cidade de Santa Catarina aguarda ansiosamente por boas notícias em 2018. A temporada passada foi muito difícil, com resultados que não vieram, uma Série C fraca, muitos problemas de gestão e falta de dinheiro. Mudou o ano e sinais de mudança aparecem no ar. Com dificuldades para negociar no mercado, o time do JEC foi montado mas deveu muito em qualidade. Com isso, o presidente Jony Stassun foi sendo cada vez mais pressionado e se tornando um inimigo da torcida, que não esperava outra coisa se não a troca da diretoria (o mandato termina em abril). A notícia alentadora veio quando um grupo de pessoas apareceu com a proposta de assumir a barca tricolor com uma nova energia, ideias e, principalmente, com ferramentas que possam trazer dinheiro. Com isso, quase todo o novo grupo que assumirá o clube já está lá dentro, ou seja, ocupando cargos de diretoria. Quando do fim do mandato, Stassun passará o poder a Vilfred Schapitz, que está há anos dentro do JEC, um dos líderes deste novo movimento.

Quando da montagem do elenco, o Joinville tinha a necessidade de montar um time bom, raçudo, e que, principalmente, encaixasse no orçamento, que é certamente o mais baixo entre os chamados cinco grandes do Estado. Daí apareceu o nome de Rogério Zimmermann, de 52 anos de idade e 5 temporadas seguidas no Brasil de Pelotas, o qual trouxe da Série D para a B do Brasileirão. A ideia é simples: usar do seu know-how para montar times rodados e garimpar bons valores no mercado a preço acessível. Para alcançar os objetivos no ano, Rogério trouxe (obviamente) ex-comandados seus no Xavante para montar uma espinha dorsal no seu trabalho, enxertando com atletas remanescentes do ano passado e contratações que vieram exatamente dentro do perfil esperado.

O time tem um jogador que posso considerar fora desse tal perfil. Mas é por bom motivo: Rafael Grampola, atacante artilheiro da Série C, mesmo sem o Joinville ir para o mata-mata. Vindo do Bragantino, ele terminou a temporada passada em excelente fase, chamando a atenção de muito time por aí que está precisando de um camisa 9. Dos remanescentes, destacam-se o goleiro Matheus, o lateral Alex Ruan e os jovens Madson e Eduardo Person, que me chamaram muito a atenção no ano passado. Dos jogadores de confiança do técnico, chegam o atacante Elias, que passou pelo Figueirense, o zagueiro Evaldo e o meia Marcos Paraná. Tem ainda o volante Michel Schmoller, primeiro contratado na intertemporada, ex-Figueirense e Inter de Lages?

O que dizer do JEC para o Estadual? O time trabalha desde o ano passado, quietinho. Sem alarde, Rogério vai tentando moldar esse time para ter um bom ano de 2018. Penso que a cobrança não pode ser forte no campeonato catarinense, até porque o novo grupo terá plenos poderes para tocar o clube lá no início da Série C. A meta não é ser campeão catarinense, e sim voltar para a Série B. O time tricolor, hoje, não é candidato ao título estadual. Mas se o tempo for bem aproveitado e o time encaixar, esse tempo poderá ser valioso para que o JEC volte a ser aquele JEC que todos conhecem no Campeonato Brasileiro.





segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Catarinense 2018: Brusque

BRUSQUE FUTEBOL CLUBE
Fundação: 12 de outubro de 1987
Cores: Verde, Vermelho, Amarelo e Branco
Estádio: Augusto Bauer (particular, pertence ao CA Carlos Renaux) - 5.500 lugares
Presidente: Célio de Camargo (interino)
Técnico: Picoli
Ranking "BdR" 2017: 6o. lugar
Catarinense 2017: 4o. Lugar

O Brusque teve uma temporada bastante positiva em 2017 (que até poderia ser marcante por causa daquele jogo contra o Corinthians... mas deixa, virou história). Terminou o Estadual em quarto lugar, a frente de dois grandes, conseguiu classificação para a segunda fase da Série D e ainda uma ida inédita para a segunda fase da Copa do Brasil, que deu um belo reforço de caixa no time. Aliás, falar no Brusque para 2018 é falar no importante reforço de caixa que o clube recebeu. Se por um lado o time receberá merreca dos direitos de TV, pesa a favor a boa grana que vem em mais uma participação na Copa do Brasil e a movimentação realizada no final do último ano pelo empresário Luciano Hang, das lojas Havan. Ele reuniu em seu escritório todos os patrocinadores do clube e conseguiu que todos eles elevassem consideravelmente o valor do patrocínio. Some-se aí a vinda da Umbro para o fornecimento de uniformes, que é campeão de vendas. É algo que não tem volta: a rede de lojas, uma das maiores do país, estará cada vez mais dentro do clube. E não duvidarei se tornar um braço dela. Isso é assunto mais pra frente.

No ano passado, o Bruscão montou um time baratinho pra tentar o título da Copa Santa Catarina. Acabou derrotado na final para o Tubarão (mas mesmo assim ganhou vaga na Copa do Brasil com a ida da Chapecoense para a Libertadores) em um torneio que o clube não investiu pesado pra levar o título. Tanto que começou a Copinha com um interino. Após uma derrota no Sul do Estado, a diretoria resolveu, finalmente, contratar o técnico que comandaria o time para o ano seguinte. Aí surgiu a, para mim supreendente à época, escolha por Picoli, catarinense de Caibi, ex-zagueiro do Juventude e técnico do mesmo clube. Antes de chegar a Brusque, treinou dois times em São Paulo, Ferroviária e Capivariano. É uma aposta interessante do clube, em um nome que é novidade no Estado.

Reflexo deste Brusque de 2018, com caixa reforçado e com calendário bem interessante é o elenco que foi montado, talvez o mais caro da história de 30 anos do clube. Remanescentes do ano passado são o bom atacante Edu, que apareceu bem na Copa Santa Catarina, o goleiro Dida e o lateral João Carlos. Para a zaga, duas novidades de muita experiência: Douglas Silva, zagueiro revelado no Avaí com passagem pelo Vasco, e Antonio Carlos, zagueiro ex-Botafogo e São Paulo. Mais para a frente está o polêmico volante França, ex-Figueirense e o meia Dakson, ex-Vasco. Como se vê, a diretoria tratou de cercar-se de nomes de experiência reconhecida. E o técnico Picoli declarou, mais uma vez, estar muito satisfeito com o trabalho feito fora de campo.

Se esse investimento vai render, só os resultados dirão. Aqui, temos uma mescla de jogadores buscando vitrine, com aqueles que buscam mostrar que ainda podem brilhar relativamente no futebol nacional. Consolidada como a sexta força do futebol catarinense, o Bruscão quer subir mais um degrau. Foi quinto em 2016, quarto em 17 e tenta ser mais ousado em 18.



sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

Catarinense 2018: Hercílio Luz



HERCÍLIO LUZ FUTEBOL CLUBE
Fundação: 22 de dezembro de 1918
Cores: Vermelho e Branco
Estádio: Aníbal Costa - Particular (10.000 lugares)
Presidente: Fábio Mendonça
Técnico: Luiz Carlos Cruz
Ranking "BdR" 2017: 12o. lugar
Catarinense 2017:  Vice-campeão da Série B




Depois de figurar durante algumas temporadas na zona intermediária da Segunda Divisão, o Leão do Sul resolveu tentar algo maior para 2018, quando completa seu centenário de fundação. A reviravolta teve início na contratação do experientíssimo ex-treinador Nasareno Silva para o cargo de gerente de futebol, homem que conhece cada buraco dos estádios catarinenses, trazendo sua bagagem de acessos no Inter de Lages e no rival Atlético Tubarão. Sabedor da receita pra subir (e com habilidade para montar times com bom custo-benefício), o time montado por ele e treinado por Agnaldo Liz passou o trator no primeiro turno da segundona, conseguindo vaga nas semifinais com seis vitórias e apenas uma derrota. No returno, o time caiu de rendimento, Agnaldo foi demitido e coube a Paulo Sales levar o Hercílio ao acesso, no mata-mata contra o Camboriú. Deu certo, e a cidade de Tubarão, com pouco mais de 100 mil habitantes, viverá a divisão de torcidas com o Atlético, cujo estádio fica a algumas quadras do Aníbal Costa.

O comandante Hercilista para 2018 é o professor Luiz Carlos Cruz, lageano de 53 anos e que iniciou sua caminhada nas divisões de base de Avaí e Figueirense. Seu currículo de clubes que treinou é gigantesco, tendo comandado JEC, Chapecoense e Figueira no profissional. Sem comandar um time há algum tempo, ele vinha trabalhando como apresentador de TV em uma emissora a cabo de Chapecó. Nada que tire as suas credenciais. Cruz tem experiência, é respeitado no meio e, na parceria com Nasareno, buscou montar um time capaz de, num primeiro momento, manter o quase centenário Leão na primeira divisão do Estado.



Alguns jogadores da segundona permaneceram no time, como o goleiro Martins. Na leva de reforços, chegaram o volante Leandro Melo, do Oeste, o também volante Jackson, ex-Figueirense e Revson, dublê de zagueiro e volante com passagem pelo Avaí. Mas, sem dúvida, a maior contratação do Hercílio para 2018 veio para o ataque, um cara que tem faro de gol: Lima, de 34 anos, o maior artilheiro da história do Joinville com 140 gols, ultrapassando Nardela, o maior craque da história do clube. Após um desentendimento no tricolor, Lima passou por Paysandu, Ceará, CRB e até o Metropolitano. Sem aparecer com destaque, "Limatador" aceitou convite do América, um dos mais tradicionais clubes amadores de Joinville, para disputar o campeonato local. Fez muitos gols, e até desfilou seu futebol por outros campos da várzea no Estado. Aceitou o convite do Hercílio para responder a uma pergunta que muitos fazem: teria ele condição de jogar ainda em alto nível no profissional? No Hercílio, com o time jogando pra ele, teremos como responder à questão.

O Hercílio Luz montou um time operário, sem estrelas (exceto Lima), para tentar permanecer na primeira divisão. O ano é especial para o clube, e nada como marcar o centenário com uma boa campanha e, quem sabe, uma vaga no Brasileirão da Série D. O desafio será grande, e a rivalidade com o Tubarão pode ajudar os dois times a crescerem. Resta saber se a cidade vai dar o apoio necessário para que o clube tenha força.


quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Catarinense 2018: Concórdia

A partir de hoje, o Blog inicia a sua tradicional série de posts com perfis e análises dos clubes do Campeonato Catarinense de 2018. A cada dia, um dos dez clubes da primeira divisão serão apresentados por aqui. Aproveite!

Iniciamos a série com o campeão da segunda divisão, o Concórdia.


CONCÓRDIA ATLETICO CLUBE
Fundação: 2 de março de 2005
Cores: Vermelho, Verde e Branco
Estádio: Domingos Machado de Lima (Municipal) - 8.000 lugares
Presidente: Jonas Guzatto
Técnico: Mauro Ovelha
Ranking "BdR" 2017: 9o. lugar
Catarinense 2017 : Campeão da Série B



O Galo do Oeste teve uma arrancada sensacional dentro da Série B do ano passado para reconquistar um lugar na primeira divisão, que não ocupava desde 2011. Depois de um início irregular,  com derrota para o Barra e empate com o Operário de Mafra, a diretoria do Concórdia, comandada pelo jovem presidente Jonas Guzatto, se reuniu e tomou a decisão de "dar uma tacada mais alta". A partir dali, foi determinado que, se realmente o CAC quisesse brigar pelo acesso, precisaria investir mais alto e qualificar o elenco. A saída de Gilmar Silva foi o divisor de águas da campanha do time do Oeste.



Na noite de 7 de julho último, a diretoria do Concórdia divulgou a atitude, trazendo um ídolo do futebol da cidade. Mauro Ovelha, ex-zagueiro do finado Concórdia Esporte Clube, foi contratado para trazer o "up" necessário para levar o time à primeira divisão. Junto com reforços importantes para o time, como Marcos Paulo, Abner, Neguete e Wilson Junior, o Galo teve um returno da segundona praticamente perfeito, com sete vitórias e dois empates, levando a vantagem de decidir o acesso em casa contra o Marcílio Dias. Mauro dispensa apresentações. É um dos mais respeitados técnicos do futebol de Santa Catarina. No ano passado, encerrou um ciclo de dois anos no Brusque e assumiu a barca do Metropolitano em sequência.


O elenco do Concórdia tem remanescentes do elenco campeão da segundona do ano passado. Destaque para o atacante Marcos Paulo, artilheiro da última Série B com 13 gols. O ataque do Galo também conta com outros jogadores conhecidos no Estado. Do Brusque veio o atacante Aldair, de anos de serviços prestados no Joinville. Também está no elenco Rafael Santiago, de passagem pela Chapecoense. Na marcação, outro ex-Chape tem destaque: Diogo Roque, de anos no Londrina e passagem pelo Brusque. O último jogador anunciado foi Luizinho, atacante vice-campeão pelo Hercílio Luz na Série B passada.

O Concórdia não montou um elenco com estrelas caras, mas promete trabalhar bastante. Tenho dito há anos que os times que Mauro Ovelha monta não correm risco de rebaixamento, fazendo campanhas de razoáveis para boas. Espere um time aguerrido, com marcação forte. Esta é a cara do Galo do Oeste, que por sua vez é a cara do treinador. Pode surpreender.





quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

O Ranking "BdR" do Futebol Catarinense em 2017

Com o ano terminando, o Blog traz dois dos seus tradicionais posts: além dos micos do ano, que já foram divulgados na semana passada, e agradeço a todos pela enorme audiência, é a vez do nosso ranking.

O Blog do Rodrigo apresenta o seu ranking de clubes pelo nono ano consecutivo. O Ranking "Blog do Rodrigo do Futebol Catarinense 2017" traz, com base nos resultados de cada clube na temporada, a classificação dos melhores do Estado.

Tem uma diferença básica para o ranking da CBF, que conta apenas competições nacionais, enquanto este também conta o Estadual e eventuais participações em competições internacionais. Este exercício serve para ver o andamento dos clubes dentro do cenário doméstico, somando suas atuações a nível nacional e internacional com o torneio do primeiro semestre.

Também mostra todos os times que estão em atividade em Santa Catarina ou estiveram até 2015 em qualquer divisão. Quem não passou pelo Blog antes, o ranqueamento do ano passado está aqui e os critérios de cálculo estão no fim do post. Cálculos feitos, vamos à classificação. Algumas explicações vão junto, e em parênteses vão a pontuação e a colocação no ano anterior. Existem mudanças na classificação dos cinco grandes e a subida do Brusque para o título simbólico de "sexta força do Estado". A Chapecoense aumentou ainda mais sua frente, graças ao título estadual, boa participação na Série A e as participações em competições internacionais, de peso maior.

Vamos ao ranking!

RANKING "BLOG DO RODRIGO" DO FUTEBOL CATARINENSE 2017

1) Chapecoense: 51,10 pontos (2016: 1o. com 49,40): Não há dúvida nenhuma para apontar a Chape como primeira colocada do ranqueamento, com uma média dois pontos maior em relação ao ano passado. Campeã estadual, vaga na Libertadores no Brasileirão e ainda com pontos conquistados na Liberta, Sul-Americana e Recopa. Não só mantém a primeira colocação, como vai demorar para perdê-la, ainda mais que estará sozinha na Série A em 2018.



3) Avaí : 41,82 pontos (2016: 3o. com 39,20): Temos aqui a primeira troca de posições. O Avaí, além do vice-campeonato Estadual e a campanha na Série A, conseguiu subir dois pontos na sua média, ultrapassando os 40 pontos. Conquista a segunda colocação do ranking não só pela temporada que fez, mas com a derrocada do Figueirense que teve pontuação bem abaixo da média, insuficiente para se sustentar.

3) Criciúma: 37,01 pontos (2016: 4o. com 36,93 )O Tigre praticamente não mudou a sua pontuação, sustentado pela terceira colocação no Campeonato Estadual, mais o meio de tabela na Série B, somando mais uns pontos na Copa do Brasil. Volta a ser a terceira força do Estado não pelo que fez na temporada, já que o rendimento foi, podemos dizer, normal, nada fora da curva. Mas como o Figueira despencou, é uma posição a mais aqui na lista

4) Figueirense: 36,42 pontos (2016: 2o. com 42,80): Aqui, temos uma queda muito grande de rendimento. O Figueirense tinha 45 pontos em 2015, caiu para 42 em 2016 e agora chega a sua mais baixa pontuação na história desse ranqueamento, em quase uma década. Motivos para esse são vários: a péssima campanha no Campeonato Estadual (apenas 19 pontos em 18 jogos, último colocado do returno com apenas seis pontos), a eliminação para o obscuro Rio Branco do Acre na primeira fase da Copa do Brasil e a campanha na Série B, onde até conseguiu empatar com o Criciúma, mas se viu prejudicado pelo primeiro semestre para perder duas posições no ranqueamento. A distância para o Tigre é pequena, e há a chance de troca de posições no final do ano que vem.

5) Joinville: 32,52 pontos (2016: 5o. com 34,04): O JEC continua em quinto e, se não conseguir o acesso para a Série B, vai continuar aqui por um bom tempo. O Estadual foi apenas razoável para o tricolor, que terminou na quinta colocação. Na Série C, uma campanha bem abaixo do que era esperado acabou em eliminação na primeira fase, sem ida para o mata-mata. O que ajudou bastante para que a pontuação não caísse foi a campanha na Copa do Brasil, com uma ida inédita para a quarta fase. Mas fica por aí.

6) Brusque: 27,66 pontos 
(2016: 7o. com 24,84): O Brusque ultrapassa o Inter de Lages e se torna a chamada sexta força do Estado, após uma temporada bastante interessante. Foi quarto lugar no Estadual, chegou a uma segunda fase de Copa do Brasil, onde foi eliminado nos pênaltis. Na Série D, conseguiu a ida para a segunda fase, sendo eliminado pelo São José-RS. Em todas as competições foi superior ao rival da Serra. Ocupa posição de destaque entre os chamados pequenos


7) Atlético Tubarão: 23,52 pontos (2016: 9o. com 22,24): 
O Atlético Tubarão sobe duas posições em nossa lista impulsionado, principalmente, pelo título da Copa Santa Catarina. No Estadual, teve a mesma campanha do Inter de Lages (19 pts em 18 jogos), mas na Copinha, enquanto o Inter ficou na lanterna, o Tubarão montou um time para ser campeão.


8) Internacional de Lages: 23,02 pontos (2016: 6o. com 26,67): O colorado lageano não teve boa temporada, bem diferente do que havia sido em 2016. No Estadual, fez campanha pobre onde chegou a flertar com o rebaixamento. Na Série D, acabou eliminado pelo critério onde os piores segundos colocados não avançavam para a próxima fase. No fim, na Copa Santa Catarina, o time não mostrou grande rendimento, perdendo espaço e terminando em último. Fica a torcida para que o Leão Baio volte aos bons dias.

9) Concórdia: 22,23 pontos (2016: 11o. com 19,84): Aqui temos o primeiro time da Série B do Estadual, que entrará em 2018 no Top 10 da Lista. A campanha fantástica na segundona, onde foi passando pelos adversários jogo após jogo, colocam o time de Mauro Ovelha duas posições para cima na lista. Tem a chance de subir ainda mais, dependendo do seu rendimento na temporada e em cima dos seus rivais.

10) Metropolitano:  22,21 pontos (2016: 8o. com 23,51): Por apenas dois décimos, o Metropolitano é agora o décimo colocado da lista, com um detalhe interessante: a média anual do clube caiu pela terceira temporada seguida. Não é para menos: o time foi rebaixado no Estadual na última colocação (18 pontos em 18 jogos), fez campanha razoável na Série D, conseguindo ida à segunda fase, mas sem passar pelo São Bernardo. O clube poderia levantar sua média na Copinha, mas a diretoria, que não fez nada certo em 2017, decidiu não disputar e esperar o ano que vem, quando terá que remar em uma Série B que promete ser pegada.


11) Litoral / Almirante Barroso: 21,19 pontos (2016: 14o. com 17,47): Rebaixado para a Série B depois de apenas uma passagem na Primeira Divisão, o Barroso fica na 11a. colocação, ainda impulsionado pela campanha do acesso em 2016. Terá pela frente uma segundona bem complicada, contra vários times pressionados atrás de um acesso praticamente obrigatório.



12) Hercílio Luz: 20,44 pontos (2016: 14o. com 17,47): Dono absoluto do primeiro turno da Série B do ano passado, o Hercílio sobe duas posições na lista prestes a completar 100 anos e retornar à primeira divisão. Deixou para trás o Camboriú ,que ficou nas semis, e o Juventus de Jaraguá, que fez péssima temporada, para ocupar a posição 12 do nosso ranking.


A seguir, o restante da classificação:


13) Guarani de Palhoça: 20,36 pontos (2016: 10o. com 19,85)

14) Marcílio Dias: 19,11 pontos (2016: 18o. com 13,69)
15) Camboriú: 19,02 pontos (2016: 12o. com 19,71)
16) Barra: 17,56 pontos (2016: 16o. com 16,87)
17) Juventus / Jaraguá do Sul: 13,90 pontos (2016: 13o. com 17,73)
18) Operário de Mafra: 13,25 pontos (2016: 19o. com 12,09)
19) Fluminense / Joinville:  13,19 pontos (2016: 17o. com 14,16)
20) Imbituba: 10,11 pontos (2016: 26o. com 4,44)
21) Blumenau: 8,80 pontos (2016: 29o. com 2,57)
empatado com Curitibanos: 8,80 pontos (2016: 25o. com 5,38)
23) Jaraguá: 6,79 pontos (2016: 20o. com 9,93)
24) Atlético Itajaí: 6,16 pontos (2016: 23o. com 8,80)
25) Porto: 5,53 pontos (2016: 24o. com 6,88)
26) Atlético de Ibirama: 3,06 pontos (2016: 22o. com 9,18)
27) Juventus / Seara: 3,03 pontos (2016: 21o. com 9,67)
28) Maga: 2,92 pontos (2016: 27o. com 4,42)
29) Santa Catarina: 2,05 pontos (2016: 28o. com 4,10 pontos)
30) Caçador / Caçadorense: 0,00 ponto (2016: 31o. com 1,40)


Deixa o Ranking: Canoinhas

* Para efeitos de ranking, Litoral e Almirante Barroso (houve troca de nome fantasia) são considerados o mesmo clube. 

* O Caçador aparece na lista com pontuação zerada pois terminou a Série C de 2017 com 3 pontos negativos, decorrentes de punição no TJD.
Os critérios para definição do ranking, assim como no ano passado, são os seguintes:

Serão considerados os resultados dos clubes nas últimas TRÊS temporadas (2015, 2016 e 2017). Os pontos conquistados por cada equipe serão considerados, e não os títulos.

O cálculo para se chegar aos pontos ganhos em cada jogo é feito da seguinte forma:

Para jogos de campeonatos estaduais, pega-se os pontos ganhos no jogo (1 ou 3) x 1 x (valor do campeonato)

Campeonato Catarinense Divisão Principal (Série A)- 10
Campeonato Catarinense Divisão Especial (Série B)- 6
Campeonato Catarinense Divisão de Acesso (Série C)- 4
Copa Santa Catarina (e no caso do Estadual 2014, o Hexagonal da Morte) - 8

Para jogos de campeonatos nacionais, pega-se os pontos ganhos no jogo (1 ou 3) x 2 x (valor do campeonato)

Campeonato Brasileiro Série A - 10
Campeonato Brasileiro Série B - 7
Campeonato Brasileiro Série C - 6
Campeonato Brasileiro Série D - 4
Copa do Brasil - 8
Recopa Sul-Brasileira - 5

Para jogos de campeonatos internacionais, pega-se os pontos ganhos no jogo (1 ou 3) x 3 x (valor do campeonato)
Mundial de Clubes - 10
Taça Libertadores - 8
Copa Sul-Americana - 7
Recopa Sul-Americana - 5

(importante notar: Catarinense tem peso 1, Brasileiro 2 e Internacionais 3)

Para a pontuação geral, soma-se os pontos de todos os jogos nos últimos 36 meses (2015 + 2016 + 2017) e se divide pelo número de jogos disputados a cada ano, aplicando-se a desvalorização do ano anterior. Os pontos serão a soma das médias dos três anos.

O Ranking também usará o critério FIFA de desvalorização. Ou seja: os pontos conquistados na penúltima temporada serão multiplicados por 0,7. Traduzindo: os resultados de 2017 levam peso 1, os de 2016, vale 70%, e os de 2015 valem metade de 2016.

Obs.: 1) No caso de empate entre dois ou mais clubes, a ordem apresentada no Ranking é meramente alfabética, não sendo levados em conta os campeonatos disputados pelas agremiações.

2) Para efeito de "punição estatística" e equiparação aos clubes que disputaram mais de um torneio no ano, clubes da primeira divisão que só jogaram o Estadual, sem disputar outra competição, seja nacional ou a Copa Santa Catarina, terá computado zero ponto em uma partida na segunda competição.

quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

A volta da cerveja aos estádios. Finalmente, uma atitude

Hoje, na Assembleia Legislativa, foi dado o penúltimo passo para que a velha e boa cerveja volte aos estádios catarinenses, assim como já aconteceu em outros Estados. Depois de uma sessão que teve discursos, digamos, pitorescos, a volta da gelada depende agora apenas da assinatura do governador Raimundo Colombo.

A felicidade não é só dos torcedores, alijados da sua cervejinha na hora de lazer. Clubes comemoram, muitos tendo uma boa renda extra em tempos complicados. Por outro lado, o pessoal da segurança, e aqueles ligados a instituições religiosas reclamam muito. Um deputado foi hoje à tribuna da Assembleia dizer que a liberação vai aumentar as filas dos hospitais. Peraí, não é bem assim.

Já disse aqui e repito: o motivo que a cerveja, os mastros de bandeiras, guarda-chuvas e até os radinhos de pilha foram retirados dos estádios é um só: não há ferramentas capazes de banir de uma vez por todas os verdadeiros problemas, os travestidos de torcedores que arrumam problema. Como não identificam, ou quando identificam, não os punem exemplarmente. Culpa de quem? Do sistema como um todo. Não adianta prender, se lá na frente não há a punição. Aí fica fácil ir tirando as coisas do pessoal de bem, generalizando.

O torcedor tem esse direito. Ninguém cairá de bêbado em uma hora e meia de um jogo, a não ser que passe esse tempo inteiro virando um copo atrás do outro, sem ver a partida em si. Quem fala o contrário nunca sentou no cimento pra assistir uma partida.


segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Top 10 dos micos do futebol catarinense em 2017

Mais uma temporada terminou, e o Blog retorna com uma tradição de fim do ano. Passei esses meses coletando fatos pitorescos, muitos contando com a participação dos leitores, para formar esta lista dos momentos mais engraçados do futebol de Santa Catarina em 2017. Muitos talvez nem se lembrem de alguns acontecimentos, mas deixei guardado para relembrar nesta época. Será que o seu momento favorito está na lista? Vamos lá!

1- Goleiro foi embora de táxi após tomar frango: campeão disparado na opinião dos torcedores, o fato aconteceu em maio, ainda no início do Brasileiro da Série B. O goleiro Fábio falhou no primeiro gol do Boa Esporte contra o Figueirense, no Scarpelli. Em um cruzamento do meio do campo, ele errou completamente o tempo da bola e aceitou. Depois, sofreria outro gol de pênalti. A surpresa veio no intervalo do jogo, quando o técnico Márcio Goiano colocou o goleiro reserva. O mistério foi solucionado ao fim do jogo: o então gerente Carlos Arini comunicou que Fábio simplesmente abandonou o vestiário, pegou suas coisas e foi embora, de táxi. Algo surreal, que merece o número 1 da nossa lista!


2 - A temporada do Figueirense: o segundo lugar vale pelo conjunto da obra. O Figueira fez tudo errado: acabou eliminado da Copa do Brasil na primeira fase para o fraco Rio Branco do Acre, escapou do rebaixamento no campeonato estadual graças a um pênalti inexistente contra o Almirante Barroso (que o goleou no primeiro turno) e flertou com o rebaixamento na Série B, com direito à posse de um dirigente francês que fez um marketing danado, mas acabou demitido em meio a um clima deveras estranho. No fim, o time não caiu, mas fez uma temporada para esquecer.


3 - A nova marca do JEC: Depois de não renovar contrato com a Umbro, o Joinville decidiu fabricar os uniformes na cidade e possivelmente faturar mais. O problema era o nome da nova marca. Em homenagem ao octacampeonato Estadual, o JEC resolveu criar o "OCTA", subsitituindo a letra O pelo número 8, que parecia um "B". No fim, todo mundo começou a ler "BCTA", criando uma dupla interpretação que você sabe qual é. Em uma semana, o BCTA virou OCTO. Mas não tem como negar que a repercussão foi grande para o clube.


4 - O bailão da terceira idade: O Campeonato Catarinense teve vários jogos no horário das dez da manhã, por ordem da televisão, que mexia a agenda ao seu bel prazer, em pleno verão. Mas um desses jogos teve seu horário modificado por outro motivo muito importante: a partida entre Almirante Barroso x Brusque, no segundo turno, foi colocada para o período da manhã por causa de um Bailão da Terceira Idade que ocupa o estacionamento do clube durante a tarde. Em 2018, pelo menos no primeiro semestre, o pessoal que arrasta o pé no salão não terá problema pra estacionar, já que o Barroso foi rebaixado. Mas quando começar a Série B do catarinense, pessoal vai ter que negociar.


5 - Dirigente que fala demais: O futebol brasileiro passou 2017 ainda lembrando do que aconteceu na Colômbia, com a tragédia da Chapecoense que acabou em uma brilhante campanha neste ano que levou o time do Oeste para a Libertadores, mais uma vez. Mas, infelizmente, tem gente que erra nas declarações. Foi o que fez o então vice-presidente do Marcílio Dias, em uma live no Facebook. Ele disse com todas as letras que "o avião não precisa cair" para que o Marcílio "se tornasse uma potência" no futebol. Rapidamente a declaração repercutiu e Mauro teve que se desculpar. Após o insucesso do Marinheiro na segundona do catarinense, onde foi eliminado pelo Concórdia, ele pediu demissão do cargo.

6 - Pep Jorginhola: O Jaraguá foi o saco de pancadas da Série B do Catarinense, sendo rebaixado com méritos após uma péssima campanha. Em julho, o clube anunciou a contratação do técnico Jorge Luiz Santos, outorgando-lhe o apelido de "Pep Jorginhola", devido ao suposto futebol moderno aplicado aos seus times: "Podem esperar um time no estilo europeu em campo, porque minha base foi na Europa", declarou. Mas o futebol revolucionário dele não surtiu efeito: em dois jogos, seu time moderno tomou 14 gols. Foram duas derrotas, por 7 a 1 e 7 a 0. Dias depois, foi demitido.

7 - Roger Flores: o ex-atacante que virou apresentador no Sportv (e foi bombardeado várias vezes por suas atuações),
mostrou seus conhecimentos de matemática em uma rodada do catarinense. Em uma rodada que teve impressionantes 25 gols marcados em cinco jogos, o narrador André Lino chamou a atenção para o número: “Em Santa Catarina, em cinco jogos, foram 25 gols, Roger. Faça as contas para determinar essa média de gols altíssima aqui em Santa Catarina. Um abraço, bom programa”. Roger não demorou para fazer a difícil conta: "média de três por jogo!!!"Dá zero pra ele.

8 - Quebra-pau em Lages: o Internacional de Lages, que quase caiu e teve uma temporada para esquecer, entra na lista graças ao goleiro Neto Volpi, que já tinha sido alvo de polêmica semanas antes, com uma suposta proposta indecorosa, nunca comprovada, vinda de um dirigente do Paraná. Desta vez, ele foi conhecer o sereno de Lages, onde faz frio, e chegou tarde demais na concentração. Deu descontrole, briga feia, e o grandalhão acabou demitido, sem antes passar pelo hospital.

9 - Falha nossa - Às vezes, a pressa induz ao erro. Eu errei, você deve ter errado, todos erramos. Mas vamos concordar que um dos maiores grupos de comunicação do país precisa trabalhar para evitar erros, muito mais quando se cai em armadilha de perfil falso. Aconteceu com o novo Grupo NSC. Após a vexatória goleada sofrida para o Almirante Barroso, todos os sites do conglomerado anunciaram a demissão do técnico Marquinhos Santos, que havia sido postada por um perfil falso do Figueirense. Quando viram o tamanho do problema, tiveram que voltar atrás e reconhecer o erro. Provavelmente alguma cabeça de estagiário rolou. Marquinhos foi demitido dias depois, após a eliminação da Copa do Brasil para o Rio Branco, do Acre.


10 - O campo da discórdia - Almirante Barroso x Joinville foi o primeiro jogo da história do Campeonato Catarinense da primeira divisão a ser disputado em campo sintético. Mas o gramado artificial do Camilo Mussi tinha uma particularidade: linhas amarelas que marcam os quatro campos de society que são alugados durante a semana. Virou manchete nacional assim que as primeiras imagens apareceram. Além do mais, o campo era baixo, irregular e com muitas pedras. "Parecia que estávamos jogando no asfalto", disse o atacante Rossi, da Chapecoense. De fato, o campo não serviu de vantagem para o Barroso, que acabou rebaixado.


segunda-feira, 4 de dezembro de 2017

A nova Chape, que se tornou a velha Chape, chega a mais uma Libertadores

Sirli Freitas / ACF


Esse post falará de números e situações, não mais das enormes homenagens. Muita gente já falou cansativamente sobre o poder de recuperação de um time destruído pelo acidente na Colômbia. É uma mostra de que, sim, existe como você montar um time do zero e brigar lá em cima. É só acreditar e trabalhar muito. A brava Chapecoense mostrou que é possível, sem uma proteção do rebaixamento por três temporadas (sumariamente rejeitada semanas após o acidente).

A nova Chape demorou pra se tornar a velha Chape. Foi questionada em certo ponto do Estadual (um grande amigo meu da imprensa do Oeste me perguntou certo dia: "este time de 2 milhões de folha tem que render mais, é fraco"). Não muito depois, provou-se que não é bem assim. A nova diretoria demorou um pouco pra ter a mão da coisa. Errou ao demitir Mancini (não vou ser hipócrita a ponto de ir contra o que falei lá atrás), mas errou mais feio ainda ao contratar um Vinícius Eutrópio que pouco ou nada fez nos últimos tempos. Em Chapecó tinha até faixas dizendo "Fora Maninho". O divisor de águas atendeu pelo nome de Gilson Kleina. Ele acertou o time, que conseguiu alcançar o título simbólico de campeão do returno (e isso não é pouca coisa!). Some-se a isso o foco, engajamento e aquela cena tradicional do vestiário animado.

A nova Chape virou a velha Chape. Baixou o espírito de Condá. A diretoria achou o caminho. O time achou o rumo. Os novos guerreiros representaram os eternos com perfeição.

E assim a Chapecoense seguirá seu caminho depois de todo um ano marcante. Há uma base montada, um treinador que faz um bom caminho e uma diretoria que passou a nuvem de turbulência para, enfim, ter dias mais tranquilos. 2018 terá calendário cheio, mas não tão lotado como foi em 2017. A Pré-Libertadores pode ser complicada, mas também pode dar uma chance em mais uma Sul-americana, o que não é má ideia.

E a vida seguirá seu rumo, como dizem os mais experientes.


segunda-feira, 27 de novembro de 2017

A semana da mobilização: Chape busca a Libertadores. Avaí, a salvação na Vila Belmiro


Foi um final de semana pra quem tem coração forte. O Avaí maltratou seu torcedor durante a partida contra o Atlético. Fez gente ter taquicardia na hora do pênalti perdido. Trouxe aflição nos longos seis minutos de acréscimo. No fim, deu tudo certo e os resultados até que foram companheiros. A missão ainda é complicada, mas não impossível.

Ter que vencer o Santos na Vila é algo bem complicado (é o segundo melhor mandante do campeonato, com apenas 3 derrotas em 18 partidas), mas chegar vivo a esse momento, quando existiam três decisões sem perdão para erros (duas já passaram, contra Palmeiras e CAP), é algo a se comemorar muito. É hora da mobilizaçào total em busca da salvação.


Em Chapecó, o cenário é outro, mas muito possível. Veja a situação que o time de Gilson Kleina, que mostrou durante 2017 o poder da construção de um time do zero para uma ótima campanha: Hoje, o time é o segundo melhor time do returno, atrás apenas do São Paulo (podendo ser ultrapassado pelo Palmeiras nesta segunda). Nas últimas dez rodadas, é o melhor time do campeonato, com 19 pontos conquistados! Os nove jogos sem derrota credenciam o time para sonhar com a Libertadores. Uma vitória sobre o Coritiba pode, em uma combinação nada impossível, colocar o Verdão na pré-Libertadores. Se o Grêmio for campeão continental na quarta-feira, o G7 vira G8, abrindo mais uma possibilidade.

Já pensou, a Chape repetindo a Libertadores? Altamente possível, com um time acertado e pegando um adversário no desespero, depois de perder em casa para o São Paulo. Na semana em que lembramos o desaparecimento das vítimas da tragédia na Colômbia, a cidade de Chapecó e a Chapecoense podem mostrar que o trabalho da reconstrução deu em um resultado muito além do esperado, coroando no domingo uma volta à maior competição do continente. A semana também será de mobilização, com tristeza e respeito enormes no aniversário de um ano da tragédia, mas com celebração e festa da volta por cima no domingo.

E vamos para a semana final do Brasileirão.


quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Catarinense sem Premiere. TV Aberta com dificuldades. Há vida, mas é necessário trabalho



O Blog volta a falar de televisionamento do Estadual, diante das novas informações.

O presidente da Chapecoense, Maninho de Nes, afirmou ao amigo Badá que não haverá transmissão do Pay-per-view do Campeonato Estadual. Pode parecer grave num primeiro instante, mas vamos dissecar a informação. Os clubes recebiam muito pouco para ceder o "sinal para a praça" e ter impacto direto em suas bilheterias. Não chega a 100 mil reais por clube. Faça a conta de quantos assinantes existem em cidades como Joinville ou Florianópolis. Os números falam por si. Produto era vendido a um preço de banana. Sem contar o fato de jogar a partida para as 19h de uma quarta-feira ou, quando muita gente está voltando do trabalho e não consegue chegar no estádio, ou até as 10h da manhã de um domingo de praia, ou quem sabe sábado a noite.

E tem outra coisa: com a liberação da venda de cerveja cada vez mais próxima, só o que será arrecadado com os bares superará o que é pago pela TV por Assinatura.

Há também o fator internet. Um dos grandes clubes de SC já saiu na frente, com seu departamento de marketing já trabalhando firme na questão da transmissão das suas partidas. Apurei que um modelo já está sendo estudado para que a transmissão por Facebook ou Youtube aconteça.

Agora, o assunto é a TV Aberta. Aqui, houve um problema seríssimo em todo o processo de negociação. Primeiro, que os clubes delegaram à FCF a negociação com a Globo, já que a rede iria comandar o processo e a NSC, em processo de desmonte de sua estrutura (inclusive esportiva, limitando o trabalho dos seus jornais, tirando profissionais da área e jogando dois blocos do Globo Esporte carioca no lugar do antigo 100% estadual), dificilmente teria condição de pagar a conta.

O problema é que o presidente da FCF, Rubens Angelotti, recém-chegado ao meio e que mostra ainda sinais de que precisa de mais atenção, deu entrevista à Rádio Eldorado dizendo que a negociação com o Esporte Interativo e as outras redes catarinenses não prosperaram e que a única opção seria a Globo, sem plano B. Perdeu toda e qualquer alternativa de negociação. Resultado: a Globo jogou uma proposta para pagar por partida transmitida, em uma base financeira que os clubes não aceitaram. Criou-se o impasse.

Essa negociação nunca deveria sair dos clubes. Aliás, o campeonato precisa ser gerido comercialmente pelos clubes na totalidade, coisa que não acontece (o regulamento do Estadual 2018, assim como em outros anos, dá à Federação as placas centrais de todos os estádios. Na prática, isso permite a venda de naming rights sem satisfação aos clubes). Agora, criou-se um problema, que não é insolucionável.

A Globo quer comprar um jogo por rodada? OK, sigamos o modelo americano, com as outras partidas sendo disponibilizadas via redes, com potencial faturamento através da venda de pacotes comerciais, por cada clube ou pela Associação.

Sou crítico do modo como a Associação de Clubes históricamente foi tocada e não conseguirei mudar de ideia até um sinal contrário. Mas é hora de se mexer, que o produto é bom e é muito mal aproveitado.