sábado, 28 de janeiro de 2012

Palpitando - 3a. rodada

Vamos aos palpites sem fundamento científico algum para a terceira rodada do Estadual.


Metropolitano x Marcílio Dias - Dois times que, sinceramente, não vi nada de mais. Mas jogando em casa diante do bagunçado marinheiro, vitória verde. Metrô 1 a 0.

Chapecoense x Camboriú - Jogando em casa, o líder vence. Mas não vai ser a goleada que muito torcedor acha. Vou de Chape, 2 a 1.

Criciúma x Brusque - Pressionado pelas duas derrotas, o Tigre vai ter que pressionar o desfalcado Brusque desde o início. Acho que eles saem do zero. Criciúma 2 a 1.

Avaí x Ibirama - O Atlético terá seu primeiro jogo fora de casa. Com jogadores tarimbados, acho que vai criar problemas para Mauro Ovelha, que conhece grande parte do elenco adversário. Vou de empate em 1 a 1.

Joinville x Figueirense - Um Joinville desorganizado, que não encontrou o caminho no seu setor de armação contra um Figueira ajeitado. Vou arriscar aqui um empate em 2 a 2.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Marcilio e JEC: muuuuito o que melhorar

Foto: Leo Munhoz / Ag. RBS
Fui a Itajaí assistir a Marcílio Dias 1x1 JEC.

Um jogo que permite muitas análises. A primeira de tudo: os dois times tem muitos problemas a consertar e pouco tempo para isso. Considerando que um quer brigar pelo título e outro pela Série D, o futebol mostrado na noite de quinta acende um grande alerta de que a coisa não anda bem.

O jogo em si não foi bom. Ambos os times desorganizados na armação. O Marcílio teve uma "estratégia de ataque", se assim pode-se dizer, durante todo o jogo. Eram as jogadas que Tiaguinho, lateral que estava jogando na meia, criava. De resto, nada. As alas não trabalhavam, o time subia em bloco de forma confusa. E quando o camisa 10 tinha boa chance, descolava bons passes. E num deles saiu o gol, num drible da vaca em cima do zagueiro e o passe para o gol de Flávio Dias.

Vendo da arquibancada, dava pra ter a exata noção do buraco tático que existe no JEC sem Ricardinho em campo. O time perde toda a referência na armação, e Ramon, que fez um belo gol, estava sendo vitima da forte marcação marcilista. Gonzaga Milioli o retirou, e a situação piorou um pouco. Tiago Real chamou pra si a responsa, e até que o Joinville poderia ter vencido, uma vez que o time de Itajaí estava cansado, e o goleiro Anderson (o mesmo que tomou 7 gols do JEC na final da Série C, defendendo o CRB), não passava segurança alguma. No fim, o empate saiu barato para o marinheiro.

Eu e o Adão Goulart estávamos tentando descobrir qual o esquema tático que Jamelli estava tentando implantar no Marcílio. E olha que o time já está treinando há tempo e, logo, uma proposta de jogo já deveria estar clara em campo. Aqui, há uma situação difícil de descascar: como a montagem do time e a gerência de futebol estão na mão do técnico, não há, nesse momento, uma solução para troca de comando. Então vai ter que ser desse jeito. Má atuação contra o Figueira e outra atuação fraca contra um JEC desorganizado. A previsão não é nada boa.

Já o Joinville sofreu com a falta de Ricardinho e Lima e não consegue retomar um bom futebol. Há sinais de que, em breve, haverá novidade a beira do gramado. Gonzaga Milioli, o tampão, não está acertando na montagem do time, e antes que a coisa piore, é hora de adiantar a preparação para a Série B com a arrumação do grupo no próprio Estadual. Se tivesse o futebol do ano passado, os três pontos seriam certos. Mas o jogo não está encaixando, e isso é motivo de preocupação para o torcedor tricolor. O time caiu demais de rendimento.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

A velha frase volta a tona, e Chapecoense vence em Brusque

Uma das frases mais manjadas do futebol mundial: "Quem não faz, leva".

E a frase vem a tona e cai como uma luva na vitória da Chapecoense, líder isolada do estadual, sobre o Brusque.

O Brusque teve todas as chances possíveis. Bola na trave, pênalti a seu favor, onde Cris foi tirar a bola de Nivaldo, que já estava morto no canto direito, mandando na trave esquerda, gol perdido num chute bisonho de Jonatan, enfim.... tem uma lista aqui.

A Chapecoense tinha uma só jogada eficiente, com as subidas do bom lateral Gilberto Matuto pela direita. Essas causavam perigo. O outro lado, com William, nem davam susto. O Brusque marcou bem, anulou Neném e João Paulo e controlava o jogo. Aí veio a infelicidade, com as lesões de Leandrão e Felipe Oliveira, desmontando o time. Isso porque o garoto Jonatan estava assustado, perdendo bolas fáceis, e com isso, acabou com o domínio do time, deixando a Chapecoense gostar da partida.

No segundo tempo, Gilberto Pereira avançou a marcação, criou chances de ataque, mas sem perigo extremo. Mas teve sorte ao colocar Tiago Cavalcanti, que achou um chute de fora da área que foi bem no cantinho, matando João Ricardo. Era o gol da vitória

O Brusque não teve forças para recuperar. Lutou, mas não levou, expondo alguns problemas que poderão agravar lá pra frente. O time titular é competitivo, mas o mesmo não se pode falar de muitas posições no banco de reservas. Foi usar o banco, a qualidade cai. E aí volta a rondar aquele fantasma da preocupação. Será que o plantel atual dá conta de evitar um rebaixamento? O time completo joga certinho, tem ainda problemas sérios de armação no meio-campo (mas se espera que Talhetti venha a resolver) para armar jogadas para Chris, já quando entra jogadores como Marcelo Gaúcho, sai de baixo. Assusta.

Mas não há de se fazer terra arrasada, ainda. Vem aí um Criciúma pressionado, depois o Avaí em casa. Há de se trabalhar, aprimorar, jogar aquele feijão-com-arroz de sempre, que, repito: competitivo o time é.

Já a Chapecoense lidera o campeonato de forma isolada sem jogar um bom futebol, ainda. Tem uma penca de desfalques, não tendo o grupo que deve ser o titular. Mas, com duas vitórias, já engata uma liderança isolada, graças aos tropeços dos outros. Time campeão também tem que contar com isso.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Quanto custa torcer no Campeonato Catarinense

O Blog faz um levantamento dos valores dos ingressos nos dez times do Campeonato Catarinense. Dá pra ter uma noção de quem cobra mais caro ou mais barato para o torcedor.

Atlético de Ibirama: Geral e arquibancada antiga (oposta as cabines) R$ 15, Arquibancada nova R$ 20. Ambas as arquibancadas são cobertas.

Avaí: Setor A: R$ 80,00, Setores B, G e H: R$ 30,00,  Setores C, D e E: R$ 50,00, Setor F (visitante): R$ 30,00

Brusque: Geral e arquibancada descoberta (atrás do gol) R$ 25, arquibancada coberta R$ 40 e cadeira R$ 60

Camboriú: arquibancada descoberta (atrás do gol) R$ 20, Coberta R$ 40

Chapecoense: Geral (ao redor do estádio) R$ 30, sociais R$ 40 e cadeiras R$ 60.

Criciúma: Arquibancada (todos os locais são cobertos) R$ 40 e Cadeira R$ 100

Figueirense: Setor A (coberto) R$ 100, Setores B, C, D e E (descobertos) R$ 50

Joinville: Arquibancada (descoberta) R$ 30, cadeira nível 1(coberta) R$ 40 e cadeira nível 2, (coberta) R$ 50. Para compra antecipada, desconto de 5 reais por ingresso.

Marcílio Dias: Arquibancada descoberta (atrás do gol e no lado oposto as cabines) R$ 30, Arquibancada coberta R$ 50 e Cadeiras, R$ 100

Metropolitano: Geral R$ 15, Arquibancada coberta R$ 25 e Cadeiras, R$ 50.

 


terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Ah se aqui fosse assim...

Retirado do Blog do jornalista Cleuber Carlos, de Goiás. Dá só uma olhadinha na organização do campeonato de lá.... Que diferença...



Os clubes participam do campeonato goiano de 2012 a exemplo de anos anteriores tem todas as suas despesas pagas pela Federação Goiana de Futebol com exceção dos salários dos jogadores.  O Superintendente e diretor de Marketing da FGF Ronei de Freitas, afirma que os 10 times ganham da FGF bolas, uniformes de jogos e de treinos, hospedagem nos hotéis, transporte, taxas de arbitragens e ainda são isentos de pagar taxas de inscrição de jogadores. Segundo o presidente da FGF André Pita afirma que além disso, os clubes ainda têm o dinheiro da TV Globo que transmitem os jogos no canal aberto para o estado de Goiás e pelo Sport TV no canal pago. Os clubes ficam com a renda total dos jogos porque a FGF abre mão dos 10% que teria direito da renda. O Governo de Goiás com a promoção de troca da nota por ingresso repassa aos clubes R$ 4 milhões e 100 mil reais que são rateados pela FGF de acordo com o ranking do ano anterior. Esse ano p campeonato goiano será denominado “Campeonato Goiano Chevrolet de futebol 2012” e o clube campeão ganhará uma Camionete S10 Colorado que ainda será lançada pela Chevrolet.

SC tem 16 sedes de treinamento escolhidas para a Rio-2016

O Comitê Organizador da Olimpíada de 2016 divulgou nesta terça-feira a lista das 172 sedes que serão incluídas no guia oficial de locais de treinamento para os Jogos do Rio de Janeiro. A entidade - que definiu os nomes a partir de uma pré-lista de 355 locais, formulada em maio de 2011 - vai publicar o guia e enviá-lo aos comitês de outros países durante os Jogos Olímpicos de Londres, em julho de 2012, como oferta dos espaços para os treinos nas diversas modalidades e aclimatação dos atletas internacionais. 

Na lista, Santa Catarina aparece como o quarto estado com o maior número de opções selecionadas, sendo, além de Brusque, Florianópolis, Blumenau, Balneário Camboriú e Palhoça as demais cidades com estruturas registradas.

As sedes escolhidas em SC foram:



- Centro Esportivo Professor Oswaldo Husadel - Balneário Camboriú (SC)
- Complexo Multieventos Vereador Sérgio Luiz Carneiro Ribeiro Lorenzato - Balneário Camboriú (SC)
- Ginásio Barra Multieventos Hamilton Linhares Cruz - Balneário Camboriú (SC)
- Ginásio de Esportes Governador Irineu Bornhausen - Balneário Camboriú (SC)
- Ginásio de Esportes Sebastião Cruz - Blumenau (SC)
- Grêmio Esportivo Olímpico - Blumenau (SC)
- Sesi - Centro Esportivo Bernardo Werner - Blumenau (SC)
- Arena Brusque - Brusque (SC)
- Avaí Futebol Clube - Florianópolis (SC)
- Centro de Ciências da Saúde e do Esporte - Florianópolis (SC)
- Clube Náutico Francisco Martinelli - Florianópolis (SC)
- Costão do Santinho Turismo e Lazer Ltda. - Florianópolis (SC)
- Figueirense Futebol Clube - Florianópolis (SC)
- Sociedade Hípica Catarinense - Florianópolis (SC)
- Universidade Federal de Santa Catarina - Florianópolis (SC)
- Complexo Aquático Unisul - Palhoça (SC)

Palpitando - 2a. rodada

Nem vi qual foi meu aproveitamento na primeira rodada, mas acho que não foi muito bom. Mas vamos lá aos palpites deste meio de semana. Participe também pelos comentários aqui do Blog:

Atlético x Figueirense - Todos sabem das dificuldades de jogar em Ibirama, e o Atlético tem um bom time em boa fase. Vou de empate em 2 a 2.

Camboriú x Metropolitano - Um time venceu em Joinville, outro deveu muito futebol na estreia. Na estreia do Cambú em casa na primeira divisão, a moral deve estar lá em cima. Vou de Camboriú 1 a 0.

Brusque x Chapecoense - O Brusque vem marcando direitinho, mas ainda precisa acertar seu meio-campo. Mas o fato do jogo ser no Augusto Bauer traz bons ventos ao time de Marcelo Caranhato. Vou de Brusque 2 a 1.

Avaí x Criciúma - Dois times que precisam vencer para não se distanciarem da ponta do turno. Aqui é complicado, são equipes que não convenceram na estreia. Vou de empate em 1 a 1.

Marcílio Dias x Joinville - O JEC sentiu a derrota para o Camboriú e os jogadores sabem que erraram demais. Jogarão em Itajaí contra um Marcílio com risco de entrar em crise em caso de derrota. Vou de empate em 1 a 1.

domingo, 22 de janeiro de 2012

Brusque, um convidado indigesto

O Brusque estragou a festa de 10 anos do Metropolitano no Sesi. Antes do jogo, tudo foi muito bonito. Pena que os dois times não resolveram fazer uma partida à altura do evento. O jogo não foi bom, mas no resumo da ópera o Brusque foi mais competente.

César Paulista armou o Metrô num 3-5-2 de assustar. Os zagueiros eram apertados pelos atacantes do Brusque e entravam em parafuso, correndo sérios riscos. Já Marcelo Caranhato teve a proposta de marcar bem o adversário no primeiro tempo e tentar aproveitar alguma coisa no contra-ataque.

Ao ver que o ataque verde não forçava tanto assim, o Brusque tratou de apertar o time da casa no segundo tempo, e conseguindo o gol numa jogada feliz do garoto Thiago Maestri, que é da casa, formado na escolinha da Sociedade Santos Dumont. Ele arrancou da intermediária, levou a melhor sobre o lento zagueiro adversário, e foi inteligente ao tocar para o gol na saída de Flávio.

Um resultado que foi ótimo para o Brusque, mas precisa deixar claro que ainda há muito o que melhorar. Talvez com as entradas de Talhetti e Chris, o time ganhe um poderio maior no ataque. O Metropolitano assusta mais pelo fato do clube ter um futebol tão pobre diante de orçamento muito maior que o adversário. Cesar Paulista já está pressionado, tendo pela frente um jogo contra o Camboriú, fora de casa.

Aliás, teremos no meio de semana dois jogos de times que venceram na abertura (Atlético x Figueira e Brusque x Chapecoense), o Camboriú pegando o Metropolitano depois de supreender o JEC na Arena, e Avaí x Criciúma lutando para não ver a liderança do returno ficar longe. E por último, um Marcílio x Joinville de pressão de ambos os lados.

sábado, 21 de janeiro de 2012

Primeiros jogos, diferentes cenários

Muitos gols no primeiro dia do Campeonato Estadual. Cada partida com uma história diferente

Foto Jandyr Nascimento / Santa.com.br
Em Ibirama, o Atlético, mais entrosado que o adversário, apertou no começo, mas o Criciúma entregou três pontos com erros de Andrey. Aliás, não só dele, pois no primeiro tempo o time tinha uma avenida chamada Fabinho Capixaba, que permitia o Atlético subir como quisesse. E Maicon aproveitou uma falha bisonha de Henik para abrir o placar, e uma falta próxima da área para amplicar. Claramente, o cenário era de um Tigre completamente fora de ritmo.

Mas o Atlético começou a arriar no segundo tempo. O Criciúma descontou e tinha nas mãos a grande chance de conseguir uma incrível virada. Mas aí, o seu Andrey sai desesperado numa bola lançada pela linha de fundo, dando o gol para o time da casa que rezava para a partida acabar. Não contente, desabou no chão em um chute desviado, fechando o jogo. Pior que hoje, o Tigre não vai jogar. Mas Márcio Goiano viu que vai ter que melhorar e muito o time, e em tempo recorde, a fim de não ver o bonde do primeiro turno ir embora. Se viu hoje um time que abusou de errar passes, sem ataque e principalmente, sem calma. O Atlético foi colocando seu jogo em campo, aproveitou as brechas e, mesmo sem perna, segurou o importante resultado.

Foto Edu Cavalcanti / ClicRBS
Já em Floripa, a ducha de água geladíssima vai para o Marcílio Dias. Muito se falou nos últimos dias do futebol do Marinheiro e, ao encarar o primeiro desafio, uma goleada. Há de se ressaltar o modo que Jamelli montou seu time: estruturou um 3-6-1 com André Neles isolado na frente. É um esquema que até pode funcionar, se bem treinado. Deu tudo errado. O time marcou mal, deixou o Figueirense fazer o que quiser na intermediária e, quando viu, já estava 3 a 0.

Tá certo que o alvinegro é mais qualificado e é candidato ao título, mas que pelo menos o time de Itajaí mostrasse algum tipo de resistência. É o tipo de jogo que até complica pra avaliar o time da casa, já que passeou em campo. Mas vi qualidade no Luiz Fernando, atleta que tem que ser observado com carinho, mostrando muitas virtudes. Já o Marcílio precisa repensar alguns conceitos, corrigir o esquema tático para a partida contra o JEC, sob pena de instalar crise logo no início do campeonato. E conhecendo como eu conheço a torcida de lá, a pressão já começou. E o Figueirense começa o campeonato com a moral elevadíssima, que dá muita tranquilidade para Branco trabalhar.

Palpitando - 1a. rodada

Primeira rodada do Estadual, e os palpites do Blog voltaram. Não tem nada de adivinhação, previsão, nada. É palpite puro. Se der certo, beleza. Se não der.... sem problema.

Atlético x Criciúma - O vice-campeão da segundona enfrenta um Criciúma que contratou muito, mas ainda não foi testado. Vou de empate em 1 a 1.

Figueirense x Marcílio Dias - O Figueira fez um jogo-treino e mostrou que não vem pra brincadeira. O Marcílio promete, mas no Scarpelli, não tem como tirar o favoritismo. Figueira 1 a 0.


Chapecoense x Avaí - Um jogo interessante, mas acho que não haverá vencedor. Empate em 1 a 1.


Metropolitano x Brusque - Os dois times desfalcados, sem importantes peças de ataque. Vou de zero a zero.


Joinville x Camboriú - O entrosado campeão da Série C enfrenta o caçula na Arena. Não tem como não cravar o JEC. Vou de Joinville, 2 a 0.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

A roupa do Brusque para 2012

Abaixo, em primeira mão para os amigos do Blog, os uniformes do Brusque para 2012. A camisa amarela, que foi usada no título estadual de 1992, está de volta. O segundo uniforme será todo branco:







Catarinense 2012: Figueirense

FIGUEIRENSE FUTEBOL CLUBE
Fundação: 12 de junho de 1921
Cores: Preto e Branco
Estádio: Orlando Scarpelli - 19.908 pessoas
Presidente: Nestor Lodetti
Técnico: Branco
Ranking "BdR" 2011: 1o. Lugar
Catarinense 2011: 3o. Lugar



Um fim de ano quase brilhante, que só não foi perfeito por causa daquele algo a mais que faltou para que o time chegasse na Libertadores. Assim ficou marcado o 2011 do Figueira que, se não mostrou no Estadual uma grande campanha, chegou ao encerramento da temporada chamando a atenção do Brasil.  A parceria com Eduardo Uram, que pra muitos é polêmica, ajuda muito o time a ser forte e fazer boas campanhas, sem correr risco de brigar na parte de baixo.

Há de se botar a mão à palmatória aqui: Jorginho, criticadíssimo durante o ano, chegou a ter seu cargo a perigo, bateu boca com a torcida, mas no final tudo acabou em lua de mel. O técnico deixou o clube rumo ao Japão com a missão cumprida, conquistando bom conceito no cenário nacional. Isso tornou a decisão do nome do novo comandante, que iria levar adiante o bom momento alvinegro, em uma decisão bem delicada. Não houve quem não se surpreendeu com a escolha de Branco como treinador. Um nome que tem história como jogador, mas sem currículo algum à beira do gramado (tirou o diploma de técnico dias após ser anunciado). Seu trabalho não será fácil, pelo fato de não ser possível sequer aplicar uma solução de continuidade no que Jorginho fez, por causa do grande número de jogadores que foram embora. Branco terá que começar do zero, implantar a sua filosofia, superar as desconfianças e mostrar que pode ser um técnico de elite.

No começo do ano, falou-se muito a palavra "desmanche". Mas com o movimento dos últimos dias, a expressão mais correta é "grande reforma". O FIgueira trouxe nomes de reposição de qualidade, o que, na teoria, não enfraquece o time. São 11 remanescentes da campanha de 2011, que se juntam a uma legião de reforços, uns conhecidos, outros nem tanto. Quatro titulares permaneceram: o goleiro Wilson, os volantes Túlio e Ygor e o atacante Julio César, que renovou até 2013 com o alvinegro, mesmo com sondagens de clubes do Rio. Ainda permaneceram peças importantes como Fernandes, Aloísio e Héber, que serão de muita utilidade. Dos novos reforços, chegam bem indicados o paraguaio Mário Saldívar, pupilo de Arce, ex-lateral do Palmeiras que, segundo conversa com jornalistas do país vizinho, será o futuro titular da seleção de seu país. Também chegaram o bom zagueiro Canuto, do Libertad, o meia Doriva, do Criciúma e o volante Toró, do Atlético-MG, para citar alguns. Mas dois requerem atenção especial. Pessoal da imprensa argentina que consultei falou maravilhas de Franco Niell, atacante que estava no futebol mexicano. Elogiaram sua velocidade, precisão no chute e, principalmente, a raça. E por fim, aquele que será, para mim, o foco das atenções: Roni (foto), o jovem meia revelado no Criciúma. Fez um Estadual sensacional no ano passado, levou o Top da Bola, mas entrou em crise técnica na Série B, e seu futebol desapareceu. Talento ele tem, de sobra. Se conseguir recuperar o bom futebol que tem, vai repetir o título de craque do campeonato.

Quando se tinha medo que o Figueira não fosse ter a mesma qualidade em comparação à bela campanha da última Série A, eis que o clube traz reforços interessantíssimos, que colocam o time como favorito ao título. Há apenas um porém, que responde pelo nome de Branco. Elenco de qualidade ele tem, e um técnico tem o poder de salvar ou acabar com um time. Como ninguém sabe a sua forma de trabalho e, principalmente, como lidará com as pressões do dia-a-dia, fica essa pequena dúvida acerca da expectativa do clube do Estreito no estadual.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Catarinense 2012: Avaí

AVAÍ FUTEBOL CLUBE
Fundação: 1 de setembro de 1923
Cores: Azul e Branco
Estádio: Aderbal R. da Silva - 18.000 lugares
Presidente: João Nilson Zunino
Técnico: Mauro Ovelha
Ranking "BdR" 2011: 2o. lugar
Catarinense 2011: 4o. Lugar

Dono de um quarto lugar no último estadual, uma boa campanha na Copa do Brasil e da pior campanha no Brasileiro, o Avaí está tentando se reinventar quebrando alguns paradigmas. Depois de um fim de ano que mostrou um elenco inchado, sem qualidade nem preparo físico e sob protestos fortes da torcida, algo de radical precisaria ser feito para 2012. O pressionado presidente João Nilson Zunino usou um discurso enérgico, de priorizar o estadual para dar uma satisfação ao torcedor que tanto sofreu no ano passado. Para isso, fez uma coisa que eu, defensor do futebol catarinense, gostei muito, mas encontrava uma resistência gigante por parte da torcida e imprensa da Capital: o uso de destaques do futebol de Santa Catarina.

A aposta é grande, mas tem apoio de uma boa parcela da torcida: Mauro Ovelha (foto), o técnico campeão estadual e expert no futebol local, foi anunciado em meados de novembro passado como a esperança de uma nova vida no clube diante de uma nova realidade, que passa, inclusive, pela redução de orçamento que virá com o rebaixamento. A verdade é que, mais hora menos hora, Ovelha merecia uma chance em um clube que tem torcida e imprensa com tratamento bem diferente. E o próprio técnico merecia a oportunidade de provar que pode ser um nome de destaque no cenário nacional. Mesmo tendo assinado contrato até o fim do ano e com o discurso de priorização do presidente, Mauro terá o Estadual para mostrar trabalho. Se for bem, ficará para a Série B.

E o elenco, chamado pelo meu amigo Adir Júnior de "SC All Stars", traz vários nomes conhecidos do futebol catarinense, que foram recrutados por Ovelha pelo mesmo motivo: fazer um time com a cara do Campeonato Estadual. E como eles pertencem unicamente ao clube, podem ser investimentos para o futuro. Da Chapecoense, chegaram o lateral Aelson e o bom atacante Neilson (foto), que deverá fazer dupla de ataque com Ronaldo Capixaba, campeão da Série C no JEC, junto do zagueiro Renato Santos. De passagem pelo Criciúma vieram o lateral Pirão e o volante Mika. Juntando com o retorno de Marcinho Guerreiro e a presença de Cléverson, o time avaiano ganha uma característica muito próxima à Chapecoense do ano passado: o esquema deve ser o 3-5-2, com rápidos alas e meias e muito toque de bola.

Mauro Ovelha montou um bom time para o Estadual, com chances reais de conquistar o título. Mas ao contratar um time bem mais barato, perde a chance de ter algum diferencial, algum jogador que decida no seu plantel. Serão duras brigas no campeonato, mas o ex-zagueiro sabe os caminhos para conquistar o seu bicampeonato. Resta saber como ele vai suportar a pressão dentro da Ressacada, que é muito maior do que ele tinha em Chapecó.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Catarinense 2012: Joinville

JOINVILLE ESPORTE CLUBE
Fundação: 29 de janeiro de 1976
Cores: Vermelho, Branco e Preto
Estádio: Arena Joinville  - 20.000 lugares
Presidente: Márcio Vogelsanger
Técnico: Luiz Gonzaga Milioli
Ranking "BdR" 2011: 3o. Lugar
Catarinense 2011: 5o. Lugar




O torcedor joinvilense está em lua de mel com o clube da cidade. E olha que o ano passado não começou nada bem, com um modesto quinto lugar no Campeonato Estadual. O time resolveu participar da Copa Santa Catarina, que, se pra muitos é uma competição que nada acrescentou ao calendário, para o JEC foi absolutamente decisivo. Foi nesta competição que Giba foi demitido e Arturzinho foi contratado. O novo técnico veio, teve tempo para arrumar a casa, conquistar o título e entrar afinado na Série C, onde construiu uma boa campanha irrepreensível. O inédito título nacional veio com uma vitória absolutamente incontestável, com um time que sobrou na reta final. E a boa notícia é que as perdas foram mínimas para este ano.

Quando o presidente Márcio Vogelsanger anunciou os motivos para que Arturzinho não ficasse no clube e o conhecidíssimo Luiz Gonzaga Milioli (foto), que treinava a base, fosse efeitvado, ele deu o motivo: dinheiro. A vitoriosa campanha na Série C levou o clube a ter um custo acima do orçamento, e era necessário dar uma respirada. A decisão não foi ruim. Milioli é pessoa de dentro do clube, tem currículo, conhece o futebol catarinense e tem capacidade de apenas azeitar a máquina que foi ajeitada por Arturzinho. Isso porque as peças que saíram são fáceis de substituir no mercado.

Foram três jogadores que vinham atuando que o JEC perdeu: o meia Jailton, que pertence ao Atlético-PR e que, segundo informações, pode aparecer no Criciúma, e a dupla Renato Santos e Ronaldo Capixaba, contratada pelo Avaí antes mesmo da final da Série C. Mas isso não desmonta a espinha dorsal do time, que conta dentro do elenco com jogadores de qualidade que tem poder de decisão e que continuarão dando força ao grupo. São os casos do goleiro Ivan, do meia Ricardinho (que vai perder o início do Estadual com uma lesão no braço) e, claro, o artilheiro Lima (foto), que, curiosamente, ficou de fora de parte do Brasileirão passado, retornando na fase decisiva e marcando gols.

O JEC vem forte para conquistar o título que não fica na Manchester há exatos 11 anos. A bela conquista na Série C tirou grande parte da pressão que o clube sofria, e ainda por cima incluiu o time em um outro patamar, com um calendário completo na Série B, aumento de investimentos, exposição e verbas de TV durante o ano. Considerando que o Estadual tem duas fases distintas, quem já possui um bom entrosamento pode fazer a diferença no primeiro turno. E isso, o JEC tem de sobra. Pela primeira vez em algum tempo o tricolor entra no Catarinense com moral de sobra para chegar ao título. Resta saber de Milioli não terá problemas para tocar em frente o legado de Arturzinho.

domingo, 15 de janeiro de 2012

Catarinense 2012: Marcílio Dias

CLUBE NÁUTICO MARCÍLIO DIAS
Fundação: 17 de março de 1919
Cores: Azul e Vermelho
Estádio: Dr. Hercílio Luz - 10.000 lugares
Presidente: Abelardo Lunardelli
Técnico: Jamelli
Ranking "BdR" 2011: 9o. lugar
Catarinense 2011: 8o. lugar




O mau ano de 2011 do Marcílio Dias exigiu grandes mudanças. No Estadual, até começou bem, mas teve que brigar nas últimas rodadas para evitar a volta à segunda divisão. Ja na Copa SC, sob o comando de Joceli dos Santos, a campanha foi apenas razoável. Fim de um ano que, pra ser sincero, não acrescentou em nada. O novo ano chegou com fortes investimentos do clube fora de campo. Parcerias foram alinhavadas, incluindo um patrocínio do Banco BMG, novo ônibus e uma forte campanha publicitária na rua que conta inclusive com a figura do marinheiro mais famoso do mundo. O Marcílio conseguiu a licença para usar Popeye em suas peças, o que, sem dúvida, foi uma boa sacada.

E nesse novo ano do Marcílio, quando se fala em reformulação, é mudança total mesmo. A começar pelo comando. O marinheiro apostou em uma novidade, pelo menos como técnico: Paulo Roberto Jamelli (foto), ex-atacante e gerente de futebol do Santos, cargo que ocupou até o final de 2010. A sua vinda não é meramente uma contratação de treinador. Seu irmão, Carlos Eduardo, trabalha no marketing do clube, e a montagem do elenco foi diretamente comandada pelo técnico. Aliás, segundo o diretor de futebol Wagner Lúcio de Souza, a vinda de Jamelli traz um ganho para a imagem do clube, e espera-se que isso facilite no fechamento de contratos.

E quando digo que tudo é novo no Marcílio, é que a renovação foi grande mesmo. Do elenco do ano passado, apenas o zagueiro André Luiz ficou. Todo o resto é novo, com reforços escohidos a dedo por Jamelli. O padrão salarial do time também aumentou. No elenco estão jogadores rodados, como o meio-campo Rodrigo Pontes, ex-Coritiba, o atacante André Neles (conhecido no passado como André Balada), ex-Figueirense e América-RN, e o lateral-esquerdo Jorginho Paulista (foto), 31 anos, que jogará pelo 19o. clube em sua carreira. Acompanhei um jogo-treino do clube e posso destacar também o bom goleiro Lúcio, vindo da Portuguesa, e o lateral Thiaguinho, do Barueri. Grande parte destes reforços vieram do interior paulista, sem passagem pelo futebol catarinense.

O Marcílio está com um forte investimento, e apostou em um treinador que fez bonito como jogador, era gerente de um time grande, mas sua experiência como técnico é zero. Nos jogos-treinos, o time vem agradando a imprensa itajaiense, mas vejo um perigo em destinar a montagem do time nas mãos do treinador. Se não der certo durante o Estadual, Jamelli fatalmente sairá, deixando no clube todos os jogadores que foram trazidos por ele. A briga do Marinheiro no Estadual é, primeiro, não correr riscos de rebaixamento e depois, brigar pela vaga na Série D. É difícil pensar em algo maior em um time em que não se conhece a maioria dos jogadores. Certo é que a cidade de Itajaí merece um bom time. Depois de ser rebaixado, voltar no campo e fazer um catarinense ruim no passado, o torcedor não merece mais um insucesso.

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