domingo, 24 de agosto de 2014

A metade está chegando. A rodada mostrou que Figueira e Criciúma estão em rumos opostos

Assesoria Criciúma EC
O Figueirense foi até Salvador e conquistou uma baita vitória. Não importa se é contra o lanterna do campeonato. Argel está provando a cada rodada a sua capacidade de apagar incêndios. Ele nunca conseguiu provar grande talento em montagem de elenco. Mas pra pegar barco pegando fogo, é com ele mesmo.

São quatro vitórias e um empate nos últimos cinco jogos. Da lanterna o time subiu para décimo segundo, a três pontos da zona de rebaixamento. O time recuperou a confiança, e hoje o ritmo é de voo de cruzeiro. Isso tranquiliza o ambiente, a torcida, e chama o povo para o jogo da semana que vem contra o São Paulo, que terá ingressos a 30 reais.

Rumo oposto mostra o Criciúma. O time não foi melhor que o Flamengo, que apresenta um crescimento idêntico ao do Figueira. Crescimento esse que o Tigre não mostra, e que o próprio Wagner Lopes admitiu hoje na coletiva que é uma campanha passível de demissão. Os números preocupam: são sete jogos sem vitória no Brasileirão, sendo apenas três empates nos últimos cinco jogos. Para o número de jogadores contratados e a resposta que se espera, não duvido que troquem o técnico na segunda-feira. Não precisa ser mágico ou adivinho para saber que a diretoria tricolor está considerando uma mudança.

O campeonato está chegando na primeira metade. Dá tempo pra não entrar no desespero da reta final. Se for pra mudar alguma coisa, é uma boa hora.


quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Câmara dos Deputados lança proposta para rebaixar clube devedor

Da Assessoria da Câmara:


A Câmara dos Deputados lançou nesta quarta-feira uma enquete para saber a opinião dos brasileiros sobre a proposta que cria regras para os clubes de futebol renegociarem a dívida com o fisco, estimada em R$ 3,7 bilhões.

O texto unifica todas as dívidas - com o INSS, o Imposto de Renda, o FGTS e a Timemania - e abre prazo de 25 anos para o pagamento. Em troca, os clubes devem adotar mecanismos de transparência na gestão e se comprometer a manter as contas em dia, incluindo salários de empregados e jogadores.
Por causa dessas exigências, o Projeto de Lei 5201/13, originalmente denominado de Programa de Fortalecimento dos Esportes Olímpicos (Proforte), passou a ser chamado de Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte. O ponto mais polêmico da proposta - tema da enquete no portal da Câmara - prevê o rebaixamento do clube de futebol que não cumprir o acordo para o refinanciamento de suas dívidas.

Prazo

O valor de R$ 3,7 bilhões das dívidas dos clubes é estimado com base nas ações judiciais e nas dívidas cobradas na esfera administrativa, mas o valor ainda pode ser maior. Pelo projeto, os clubes terão 25 anos para quitar a dívida com o governo, incluindo os valores questionados na Justiça. As parcelas deverão ser de, no mínimo, R$ 1 mil. Poderão ser renegociadas as dívidas com a Receita Federal, a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, o Banco Central e o FGTS.

Em troca de ter a dívida renegociada, o clube se compromete a adotar mecanismos de transparência nas contas, pagar em dia os salários, e poderá ser rebaixado no campeonato caso não apresente certidões negativas de débitos. As entidades também terão de comprovar a situação fiscal até um mês antes do início de cada competição, sob pena de serem impedidas de participar do campeonato. O texto propõe que os clubes paguem a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), que é de 5%, enquanto o governo quer aplicar a Taxa Selic, que é de 11%.

O projeto foi aprovado em comissão especial em maio e está pronto para análise do Plenário. Os líderes partidários já apresentaram requerimentos pedindo que o projeto tramite em regime de urgência. Se o pedido for aprovado, o projeto pode ser votado no mesmo dia pelo Plenário. O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, já disse que a renegociação das dívidas dos clubes é um tema polêmico, que será tratado pelos deputados depois das eleições de outubro.


Um a zero é goleada

Luiz Henrique / FFC
Jargão no futebol é o que não falta. "Jogara como time pequeno", "casinha de pobre bem arrumada" e "1 a 0 é goleada" fazem parte do dicionário dos termos futebolísticos. Nesta quarta alguns exemplos apareceram. A briga dura na parte de baixo da tabela continua.

Olha o caso do Figueirense, cujo incêndio o Bombeiro Argel conseguiu apagar. Elevou a autoestima da turma, teve estrela na escalação do jovem Clayton, que está em fase iluminada, e conseguiu fazer o gol da vitória. Conseguiu segurar o Botafogo e botou mais 3 pontos na tabela. Em cima daquela projeção que o Blog levantou dia desses, seriam mais umas 9 vitórias para eliminar o rebaixamento. Algo totalmente possível, com um returno inteiro pela frente. O Figueira pode até cair lá no final, mas Argel conseguiu o mais difícil.

E mais uma curiosidade: depois que Rodrigo Pastana saiu do Figueira, foram 10 pontos conquistados em 12 disputados. Pode ter muita coisa a ver ou absolutamente nada. Apenas um dado interessante.

Em Chapecó, o time do Celsão continua firme no propósito de se defender muito bem e tentar algo lá na frente. O jogo com o Flu ia se arrastando para o final, quando um balão na área terminou na cabeça do Camilo. Mais uma vitória na conta que aumenta a diferença para o G4. Dá pra dizer que Chape e Flamengo estão "liderando" essa disputa pelo rebaixamento, que pode logo logo contar com mais um participante, o Goiás.

Teve também o empate do Criciúma na Bahia. Ponto importante em um jogo feio. Mas Wagner Lopes terá que explicar sobre suas constantes mudanças e invenções, típicas da academia "Ricardodrubsckyana".

Vi também o Flamengo vencer o Galo e penso com meus botões: em um campeonato de nível técnico baixo, jogar fechadinho resolve? Pelo jeito, o expediente tá dando resultado.



domingo, 17 de agosto de 2014

A pobreza do ataque do Tigre e o pontinho suado do Figueira. A luta continua árdua

Fernando Ribeiro / Criciúma EC
A rodada do Brasileirão não mudou em nada a luta contra o rebaixamento. Segue a diferença do décimo segundo colocado (Botafogo) para o lanterna (Coritiba) em apenas quatro pontos. Na semana que vem poderemos ver um time que vai afundar mais ou abrir distância dessa turma. A luta vai continuar dura.

Fazendo aquela projeção dos 43 ou 44 pontos para escapar do rebaixamento, colocaria, por exemplo, o Figueirense na obrigação de vencer mais 10 jogos, enquanto que Criciúma e Chapecoense teriam que vencer mais 9, pelo menos. Tem muita bola pra rolar. O primeiro turno nem acabou.

Enquanto a Chapecoense foi até Salvador e trouxe um pontinho bem vindo contra o Vitória, jogando no mesmo padrão "marca e contra-ataca" de Celso Rodrigues, o Tigre foi um time bem dócil contra o Grêmio. O ataque foi completamente envolvido. O tricolor fez um gol no começo da partida e apenas administrou. Não precisou forçar contra um time que não o forçou. Simples assim.

Eduardo Valente / Notícias do Dia
Já o Figueira arrumou um ponto no finalzinho em uma partida animada contra o Atlético. Brilhou a estrela do garoto Clayton, que estava no lugar certo para conseguir o empate. O time não apresentou novidades em relação aos outros jogos, mas escapou de uma derrota em casa com uma atuação confusa do árbitro e com Argel expulso (não sem antes dar o seu showzinho).

O importante da rodada é que a situação da luta contra o rebaixamento não mudou. Duas vitórias seguidas serão importantes, assim como duas derrotas podem ser altamente preocupantes. O cenário que se desenha é de momentos emocionantes até o final do ano. Qualquer pontinho pode fazer uma enorme diferença.




sábado, 16 de agosto de 2014

O carro do JEC saiu da pista

Assessoria JEC
Hemerson Maria viu o mesmo jogo que todos, explicou, explicou, prometeu conversar...

Mesmo ainda próximo do G4, o time perdeu para a Ponte Preta deixando muitas preocupações. O time não melhorou depois da Copa, acumula quatro derrotas nos últimos cinco jogos e parece ter perdido o rumo. Um carro que se perdeu e saiu da pista.

Excesso de ligações diretas, meio sem funcionar, atacantes correndo de forma atabalhoada em campo. Para um time que teve dez dias de espaço de um jogo pra outro, é coisa grave. A Ponte não foi exigida. Fez um gol no primeiro tempo com o baixinho Roni de cabeça e ficou esperando o JEC, que abusava do balão para chegar na frente. Tudo errado.

A situação não é de desespero, mas Hemerson precisa parar de nhém-nhém-nhém na entrevista e partir para a ação. Sua calma característica não cabe para o momento. O primeiro turno já está acabando.


quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Outra vergonheira, agora na Copa do Brasil

Os dirigentes da CBF colheram hoje os frutos do monstrengo que ela mesma criou. Ao distribuir as vagas na Copa Sul-americana aos melhores do Brasileirão passado tirando os 16 classificados da Copa do Brasil, abriu uma brecha enorme: como as duas competições valem a mesma coisa, uma vaga na Libertadores do ano seguinte, os dirigentes pensam: entrar num mata-mata contra os melhores do país ou contra o segundo escalão da América do Sul?

O sistema antigo era melhor: os melhores do Brasileirão tirando a turma da Libertadores. Pronto, resolvido. Aí a CBF resolve fazer uma Copa do Brasil de ano todo e vem o choque de datas, que colocou o Vasco direto entre os 16 no ano passado, enquanto o São Paulo não pode ir para a Copa do Brasil por ter que jogar a Sul-Americana.

O Brasil precisa ir na Conmebol, onde não consegue mostrar sua força, e resolver isso. Copiar a UEFA, onde Champions League e a Liga Europa acontecem juntas, com a segunda competição jogando nas quintas-feiras. Simples assim. É a mesma coisa que um time eliminado na Copa da Inglaterra ganhar vaga na Liga Europa. Não dá.

Chapecoense e Figueirense, que sonhavam com vagas na Sul-Americana, ficaram de fora.

Hoje, vimos resultados absurdos de time que escolheu campeonato pra jogar. E o Fluminense, que tomou improváveis cinco gols do América-RN que foi massacrado em Natal, ainda pode ficar de fora se o Santos não passar pelo Londrina na quinta-feira.

Que bandalheira....



domingo, 10 de agosto de 2014

Vitória "de seis pontos" importantíssima para o Figueirense

Aguante / Chapecoense
O jogo em Chapecó não foi bom. Forte marcação, ataques pouco eficientes, rivalidade regional...

Pode parecer manjado, mas se houvesse vencedor no jogo, seria por um detalhe. E veio o raçudo zagueiro Marquinhos bater na bola duas vezes para garantir a vitória, que é importantíssima para o alvinegro não só pela saída da zona do rebaixamento, mas para dar pelo menos uma semana de tranquilidade no ambiente, até o jogo contra o Galo no domingo que vem. Argel agradece. Ele sabe mesmo o caminho para apagar incêndio.

Tanto Chapecoense quanto Figueira tem maneiras muito parecidas de jogar. Primeiro tentam segurar o adversário para depois tentar alguma coisa na frente. O visitante foi melhor no primeiro tempo, e a Chape tentou abrir o jogo no segundo, sem nada de especial. O empate seria um resultado justo e ruim para os dois times. Até a bola aérea para Marquinhos que decidiu o jogo.

A briga do rebaixamento é dura e, hoje, tem quatro ex-campeões brasileiros dentro da zona. Estar fora dela hoje é um alívio, mas não deixa de ser preocupante. A distância do Criciúma, décimo segundo colocado, para o lanterna Coritiba é de apenas 4 pontos. Uma vitória significa muito, assim como uma derrota em casa devolve o time para o buraco.

E esse aviso serve para os dois times: a Chapecoense fez boas atuações contra Flamengo e Galo, entrou favorito e não teve a mesma sorte contra o Figueira. Precisa acertar o ataque. Bruno Rangel inexistiu até agora e é uma aposta que até agora não deu certo. E o bombeiro Argel vibrou ao conseguir algo importantíssimo. Mas a guerra contra a degola com um time que ainda é limitado vai ser muito forte.




sábado, 9 de agosto de 2014

O amadurecimento do Criciúma

Flavio Tin / Notícias do Dia
Tenho levado uma regra: o Cruzeiro é disparado o melhor time do Brasil e logo, qualquer ponto que vier contra ele é um bom lucro e merece ser comemorado.

O Criciúma arrumou um bom empate e merece comemorar. Aliás, vem de dois empates que podem ser comemorados. O que veio no Morumbi contra o São Paulo também não é ruim.

O técnico Wagner Lopes cometeu um erro, tirando Paulo Baier sem que o jogador tivesse pedido ou aparentemente sentindo alguma coisa. No resto, o time teve uma boa postura, foi compacto e tem um ótimo goleiro. É um time que vai consolidando a sua competitividade para brigar pela permanência na A em ótimas condições.

Gostei do time e do jogo. Quem sabe boas notícias venham no jogo contra o Grêmio do Felipão.


quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Resultado a parte, Chapecoense mostrou porque é competitiva

Seria uma grande vitória não fosse aquela bola cruzada nos acréscimos. O que seria um resultado que colocaria o time da Chapecoense seis pontos distante da zona de rebaixamento acabou virando um empate amargo. Tudo estava dando certo, com um time bem colocado em campo e Danilo em fase inspirada lá atrás.

Deixando um pouco o resultado contra o atual campeão da América, o jogo me deixou bem claro que Celso Rodrigues conseguiu arrumar a casa e tornar a Chape um time competitivo, que não teme ninguém e está no caminho certo para ficar na Série A. Se vai ou não conseguir é outra história. Mas a lição foi aprendida e o time está bem arrumado.

É a tal do "jogar como time pequeno". Não tem craques e tampouco o investimento dos outros. Assim como outros times menores que foram longe em campeonatos mundo afora, Celsão conseguiu impor um padrão de jogo que Gilmar Dal Pozzo não estava conseguindo exercer lá no início da temporada, quando nem foi para o quadrangular final do estadual. A diretoria foi às compras, foi feliz em algumas contratações, os resultados colaboraram, e o hoje o time ocupa um lugar na zona intermediária com uma distância pequena da turma do desespero. E o mais importante: jogando mais que eles.

Encontrar o rumo o quanto antes é obrigatório para qualquer time que não quer más surpresas. A Chape mostrou que já passou pelo estágio da Série A. As coisas estão se ajeitando.


sábado, 2 de agosto de 2014

Hemerson Maria precisa transformar o discurso em atitude no JEC. É a terceira derrota seguida

Assessoria JEC
Eu sou fã do Hemerson Maria, pela sua simplicidade e pela forma como lê um jogo de futebol. Ele sabe e já falou várias vezes dos erros que o time do Joinville mostrou contra ABC e Avaí.

O problema é que ele não consegue transformar tudo o que ele fala em atitude em campo. Veio a pior atuação na Série B contra um fraco Bragantino. Por sorte o JEC não vai sair do G4, mas a pressão aumenta. Pela qualidade do elenco contratado e o que se espera dele, é bom o treinador buscar alternativas dentro do elenco que ele tem em mãos, que não é pequeno. Os números falam por si: 13 a 2 em chutes a gol, 61 a 39% em posse de bola e o dobro de passes errados do adversário. Tem coisa errada aí.

Edigar Júnio foi expulso no início do jogo por uma circunstância bem estranha. Dois amarelos bobos de um jogador que não estava com o foco na partida. Estragou o time, que carregou junto o nervosismo. Mesmo assim, contra um adversário que não é essas coisas, não houve calma para organizar o jogo. Pelo contrário, o time bateu demais e jogou de menos.

Vem aí o Sampaio Correa na terça, e uma pressão do tamanho da cidade pra cima de jogadores e, principalmente, do treinador. O time precisa ter um mínimo de organização e cabeça no lugar para chegar aos resultados. Tá faltando tudo isso. É bom ficar de olho que a conversa vai ser grande até a próxima partida.



sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Perdeu boas chances, perdeu o jogo

O impecável gramado da Ressacada suportou por um bom tempo o dilúvio que caiu em Santa Catarina durante Avaí x Luverdense. Daria tempo suficiente para que o jogo rolasse razoavelmente bem, sem a desculpa do "campo impraticável".

O Avaí perdeu e teve lance polêmico no final. Mas jogar o crédito do resultado no pênalti não marcado pelo árbitro é tapar o sol com a peneira. Foram duas chances claras no primeiro tempo e uma total apatia no segundo.

Geninho tentou colocar Willen e Anderson Lopes no ataque. Não deu certo. Quando entrou Roberto, o time melhorou. Experiência que dificilmente será repetida. E mais, o time avaiano só resolveu sufocar o adversário quando tomou o segundo gol. Descontou logo depois, mas não teve competência para empatar. No final do jogo, o campo já não era o mesmo com tanta chuva.

Depois de três vitórias seguidas, incluindo uma em Joinville, o Avaí de Geninho sai do G4 com essa derrota. O técnico precisa ter atenção especial para o ataque, que precisa ganhar um diferencial para não perder pontos importantes como esses em jogos em casa. A fase de Anderson Lopes é algo que não dá pra explicar. Pior é ver que o técnico o mantém como titular. Menos mal que ele está suspenso para o próximo jogo.


quarta-feira, 30 de julho de 2014

Clube em crise, ingresso a um beija-flor

Parece aquela promoção antiga das finadas lojas Disapel, "tudo a um beija-flor de entrada".

É mais ou menos o que o Figueirense fez.

Tá com o time mal das pernas, cobrando ingresso caro? Baixa o preço e chama aquele povo que foi colocado pra escanteio.

O ingresso caro é uma péssima ideia. Copiar o modelo europeu, com a distribuição de renda que existe no Brasil, é algo irreal. São vários os casos Brasil afora, principalmente em estádios da Copa, que o ingresso alto afugenta o torcedor, que pode ver em casa tomando sua cerveja.

O Figueirense já cobrava um preço alto. Aumentou ainda mais, para 100 reais no jogo contra o Grêmio, o que colocou pouca gente. Pensou em fazer mais renda sem pensar no público. Prefiro 12 mil pessoas no estádio pagando 50 do que 6 mil pagando 100. Torcida ajuda a ganhar jogo.

Aí, com o time mal das pernas, a diretoria resolve colocar o ingresso a um real para sócio-torcedor e a 30 (o que acho um preço justo) para os demais torcedores. Aquele rapaz assalariado, que é alvinegro fanático, não tem condição de ser sócio mas nem por isso deixa de ser menos torcedor, ou que mora longe e não podia pagar 100 reais para o jogo contra o Grêmio, terá menos dificuldade para ver a partida contra o Sport. E tem meia-entrada ainda.

Ou seja, na fase boa o pessoal mais simples não serve. Na fase ruim é hora de juntar todo mundo.

Pena que é uma promoção limitada ao desempenho do time. Se ele continuar mal, a promoção segue. Se o time de Argel se recuperar, volta ao preço normal que tira do estádio aquele torcedor que acredita no time, gastou seu tempo, dinheiro e voz para tirar o time do buraco.

domingo, 27 de julho de 2014

Violência que não vai terminar

Reprodução / Notícias do Dia
Mais uma vez a BR-101 foi cenário de uma briga de torcida. Dessa vez, com perseguição em Barra Velha, mais de 30 km distante de Joinville. Segundo relatos, torcedores do JEC esperaram o fim da escolta da Polícia até o pedágio, cercaram o ônibus e rolou de tudo.

Na beira da 101, com um movimento enorme. Poderia ter respingado em alguém que não tivesse nada da história e passava pela rodovia, que estava bem movimentada. Eu passei por ali minutos depois do rolo. Ainda bem que ninguém morreu.

E sabe por que isso não vai terminar?

Porque as autoridades pouco ou nada fazem para RESOLVER de vez o problema. Utilizar o setor de inteligência, ir a fundo na história, agir em cima dos responsáveis. Provocações rolam a todo momento nas redes sociais, e no returno tem jogo de volta em Floripa. Tem que ir fundo no problema, e isso nunca foi feito. Se foi, nunca trouxe resultados efetivos. O caso de Barra Velha deve ter sido todo filmado pelas imagens da AutoPista Litoral Sul. Os carros são fáceis de identificar, pois passaram pelo pedágio. Será que vão pedir as imagens?

Não importa de quem é a culpa. Não foi a primeira e, pelo jeito, não será a última vez que isso vai acontecer. Nesse ano já teve um carro que foi tombado e incendiado por torcedores em Tijucas. Desse tipo de torcedor o futebol não precisa. Acabou o jogo, todo mundo que vá pra casa, e não pra BR fazer perseguição.

Com a falta de vontade para resolver o problema, as coisas vão ficar cada vez piores.

Pasmem, uma rodovia toda monitorada está virando praça de guerra de torcidas.


sábado, 26 de julho de 2014

O detalhe que colocou o Avaí no G4 dentro da Arena

Carlos Junior / Notícias do Dia
Começando a falar do jogo pelo final: Cléber Santana aproveitou uma bola levantada na área para fazer o que todos os atacantes em campo não estavam conseguindo fazer.

E nesse detalhe, o Avaí leva pra casa três pontos que o colocam no G4 da Série B. É a terceira vitória seguida de Geninho, que colocou fim a uma invencibilidade do JEC em casa que durava desde outubro do ano passado. E de quebra, empatou em pontos na classificação com o rival.

O Joinville não pode reclamar que não teve chances. Jael recebeu um presente na cara do gol e mandou longe. O Avaí deixou bem claro em campo que o espaço a ser explorado era, principalmente, pela esquerda. Hemerson Maria insistiu em um Fabinho apagado em campo e acabou pagando o preço no final. O Avaí chegou com perigo em bolas aéreas, com Ivan fazendo duas boas defesas. Ambos os ataques falharam bastante, o que estava encaminhando o jogo para o empate. Até Cléber aparecer na área e confirmar a segunda vitória consecutiva do Leão dentro da Arena.

Os dois times continuam no G4. O Joinville terá que buscar em Bragança Paulista os pontos perdidos em casa. Precisa ser mais agudo e achar um melhor caminho para chegar ao gol adversário. É um time competitivo que parece que se desacertou. Com Jael bem marcado e sem Edigar Júnio jogando a contento, o ataque tricolor não funciona e parece que carrega essa intranquilidade para todo o time. Há tempo para esse acerto.

O cenário do Avaí é o contrário. Geninho sabe que o time tem carências, admitiu isso na formação em campo e apostou numa forte marcação com saídas rápidas para conquistar pontos. Merece os méritos por ter conseguido as três vitórias que colocaram o time no bolo. Agora é buscar qualificar pra se manter nesse grupo.


quinta-feira, 24 de julho de 2014

Figueira traz o "Benazzi do terceiro milênio". Os dirigentes são muito previsíveis

Rosane Lima / Notícias do Dia
Argel Fucks tem fama de bombeiro, ou como diz o professor Joceli, "entra em avião pegando fogo". Tem amizade com o presidente, é cara de discurso forte e acostumado a pegar times em crise. Foi a escolha mais fácil do Figueirense, e acho que a mais barata, já que Gilmar Dal Pozzo saiu da Chapecoense valorizado.

Sua última passagem no Figueirense foi bem ruim, com apenas uma vitória em dez jogos. Foi tirado do Joinville após a demissão de Branco no vice-campeonato estadual em 2012.

É aquela história que todo mundo conhece: ele vai chegar no clube hoje, apresentar aquele discurso forte e motivador, gritar bastante na beira do campo e tentar fazer limonada com os limões que estão aí. É admitir que o time foi mal montado e agora querer espremer o máximo o que dá. Se não der certo, ele vai ser trocado e a vida segue. Se conseguir tirar o time do buraco, vai somar mais uma salvação no seu currículo, cheio de incêndios apagados e sem títulos conquistados.

Não era a melhor opção, o rumo poderia ser outro para buscar uma solução que não seja a de curtíssimo prazo e na base do berro. Analisar quais foram os erros e quem foram os responsáveis até aqui seria bem melhor e ajudaria bem mais. Mas como os dirigentes do futebol brasileiro são bem previsíveis, essas coisas acontecem.