sexta-feira, 21 de julho de 2017

22/07 - Figueirense 2017 = Joinville 2016?

ATROPELADO

O América-MG não tomou conhecimento do Figueirense e implantou uma vitória sonora e tranquila no Estádio Independência. O primeiro tempo alvinegro foi patético, com erros seguidos, uma confusão só (que é histórica) no setor defensivo e uma vitória do time da casa consolidada em 45 minutos. O fantasma do rebaixamento, cada vez mais presente, traz a lembrança do que aconteceu no ano passado com o Joinville, que seguiu roteiro bem parecido no ano passado (menos no Estadual, onde ficou com o vice-campeonato, despencando no Brasileiro): O Figueira está no segundo técnico, não para de trazer jogadores, e se uma reação não vier, vai aparecer outro técnico para tentar o milagre. Ainda que haja tempo mais do que suficiente pra sair dessa, a verdade é que o time não apresenta sinal claro de melhora com o passar do tempo. Um rebaixamento para a terceira divisão seria algo muito extremo, mas não seria injusto diante de uma temporada patética até agora.


SEM DESCULPAS

Não há o que Marcelo Cabo falar depois de mais uma derrota. Ele chegou recomendado ao clube pelo fato de ser o atual campeão da Série B e um bom histórico. Mas esse relacionamento com o Figueira não está dando liga. O momento é de falar pouco e trabalhar mais. Como ele mesmo disse em BH, a presença do torcedor no estádio depende de resultados.


HOJE É O TIGRE

O Criciúma tem um jogo delicado contra o ABC em casa. Sim, delicado, mesmo com o time potiguar caindo pelas tabelas, com uma série de derrotas e a saída de Geninho. É um time franco-atirador, com novo comando, que vai se jogar atrás do crime. O Tigre precisa ter cabeça para passar por essa. Precisa vencer e convencer, para chegar mais perto da turma de cima.


POR QUE NÃO?

Muitos me perguntam o porquê do Campeonato Catarinense da Série B não ter exibição na TV, como no ano passado. Apurei que o problema está com o Sindicato dos Atletas, que estaria exigindo o pagamento de direitos de Arena para aceitar as transmissões. Acontece que o acordo televisivo entre o grupo RIC e a FCF não previa nenhum tipo de remuneração, com os direitos cedidos pelos clubes em troca da exposição. Sem uma definição quanto a isso, nada de transmissões. A Record News confirmou que vai transmitir mais uma temporada do Estadual de Basquete, que por sua vez, não encontrou problemas com os direitos.


DE NOVO

A FCF cancelou o jogo Barra x Jaraguá, pela Série B do Estadual, neste final de semana. Motivo: o Jaraguá não pagou débitos pendentes com a Justiça Desportiva. Apurei que o clube pediu parcelamento das pendengas e acabou não cumprindo a promessa. É nisso que eu falo que o futebol catarinense, via SC Clubes, precisa trabalhar para não macular ainda mais a imagem do futebol em Santa Catarina: o Barra vai ganhar um 3 a 0 de graça por causa do calote de um dos seus associados.



quarta-feira, 19 de julho de 2017

19/07 - A Arapuca criada

A ARAPUCA

Quem viu Inter x Luverdense, e quem vai ver o que aconteceu no Beira-Rio, terá pensamentos diferentes. Do lado de lá do Rio Mampituba, há uma corrente gigantesca de defesa da arbitragem, cujo assistente violou toda e qualquer regra que ele aprendeu na escola: mesmo se tivesse se arrependido do impedimento (existente), deveria seguir atrás do lance e, em caso de gol, corrido para a linha central. Não fez nada disso, ficou parado feito um poste e pior, invadiu o campo.

Por mais que os comentaristas ex-árbitros defendam a legalidade do gol que para mim não se sustenta, pois Pottker, mesmo se não tivesse participado do lance (para mim participou), ajudou a atrapalhar a zaga do Luverdense, é inegável que o assistente panaca fez toda a lambança. Pior: abre-se aí uma brecha para que alguém com más intenções faça igual, levantando a bandeira para parar a defesa adversária, não fazer qualquer tipo de reação de seguir no lance. 99,9% dos times parariam. O Inter pararia em situação igual. O discurso de bonzinho é puro trash talk.

E o resultado pode ter sido bom para o Inter na tabela. Mas é muito ruim no aspecto técnico. O time não jogou absolutamente nada e não merecia ter vencido de forma alguma.


INFELIZ

E para completar a noite em Porto Alegre, o técnico Guto Ferreira respondeu pergunte de uma repórter com um "você é mulher e nunca deve ter jogado". Sem mais comentários.


O GRÁFICO

O Juliano Fossá, de Chapecó, me envia esse gráfico bem interessante sobre o desempenho da Chapecoense comparado em todos os anos que disputou a Série A do Brasileiro. Mesmo com os altos e baixos do time, troca de técnico e muitas incertezas em cima da qualidade do elenco, a Chape tem desempenho bastante similiar ao do ano passado, quando não passou apuros para escapar do descenso. Neste mesmo ponto do campeonato, o time tem exatamente a mesma campanha do ano passado, faltando seis para igualar a campanha do primeiro turno de 2016. O desempenho é bem superior ao de 2014 e apenas um ponto abaixo de 2015, o melhor deles, quando o técnico era Vinicius Eutrópio. Ou seja, nada está perdido nem fora de controle. O histórico demonstra.


CONTRA O LÍDER

O Avaí desafiará todas as estatísticas nesta noite contra o Corinthians, líder invicto do Brasileirão. O time encontrou um empate em Salvador que deve ser valorizado. Mas nesse confronto pesa a regularidade e a qualidade do futebol do time paulista, que tem maior volume de jogo. O Avaí tem a possibilidade de surpreender, remota mas tem. É aquela história: existem jogos e jogos, e as vitórias obrigatórias precisam aparecer contra os times que brigam embaixo da tabela. Se o time tirar a camisa da responsabilidade, poderá tentar surpreender.

REFORÇO?

Ainda falando em Avaí, o time anunciou o atacante Maurinho, que apareceu bem no Metropolitano e teve passagem rápida no Criciúma. Não tenho notícias do que ele fez nos últimos anos, e isso é ruim, pois se fosse bom apareceria com destaque. Penso que um clube precisa contratar, a essa altura do campeonato, alguém que entre para jogar, e não faça número no banco. Pra isso já tem gente.

IRRECONHECÍVEL

O Criciúma encerrou sua invencibilidade jogando nada em Varginha. O Boa abriu o placar no início, soube segurar, e contou com uma lambança do goleiro Edson para garantir a vitória. Pontos importantes perdidos numa tentativa de se aproximar do G4.


sexta-feira, 14 de julho de 2017

Coluna - 14/07

DUCHA FRIA

O Avaí foi absurdamente envolvido pelo Coritiba, tomando uma goleada em casa que manda pra longe toda e qualquer empolgação depois da vitória em Porto Alegre. O mais preocupante, pensando a longo prazo, é a forma com que o time não consegue se impor jogando dentro de casa, onde vencer é muito mais importante. Deu tudo errado: o time tentava esboçar uma organização quando tomou o gol. Marquinhos empatou, mas nem deu tempo. As alterações de Claudinei Oliveira detonaram o time no segundo tempo, o que jogou tudo por água abaixo. Até Douglas falhou.
São pontos doloridos, que fazem o time ficar mais longe da saída da zona de rebaixamento, aumentando a pressão mesmo depois de três jogos sem perder. Pela frente o Bahia, na Fonte Nova, que esboça uma recuperação e vem de vitória importante fora de casa. Momento delicadíssimo


DESENCONTRADA

A Chapecoense deu em Recife uma prova do coelho que Vinicius Eutrópio terá que tirar da Cartola para salvar o time do rebaixamento. Um time perdido, sem referência, que acabou envolvido pelo organizado time do Sport, com suas quatro vitórias seguidas e uma posição cômoda no alto da tabela. Penso que todos nesses anos que a Chape está na Série A, esta é a situação mais delicada. Para complicar, Rossi foi embora, quatro estão suspensos para domingo e o Z4 está batendo na porta. Domingo tem jogo contra o São Paulo, um "jogo de 200 pontos". A vitória significa distanciar de adversário direto, possivelmente o ganho de algumas posições (são quatro times com 15 pontos e dois com 17) e dar algum certo alívio. Se perder, é mais complicação.

FASE

O São Paulo é o tipo de time que não tem elenco ruim, mas nada dá certo. Quem viu o jogo contra o Atlético-GO viu que o nervosismo ultrapassa a razão em alguns momentos, e isso é um sintoma muito perigoso para quem briga pra não cair. O time irá a Chapecó com a obrigação de vencer um adversário direto.

VOLTA?

É notícia desta manhã que o Palmeiras estaria requisitando a volta de João Pedro, hoje emprestado à Chapecoense, que fez apenas uma partida no Brasileirão. Essa fato me despertou uma dúvida, até pensando em longo prazo: a grande maioria dos jogadores estão no time por empréstimo até o final do ano. Logo, uma nova reconstrução terá que ser feita no final do ano, já que os destaques dificilmente terão contrato renovado. Além do mais, esses empréstimos tem cláusulas bem flexíveis, que permitem a "reintegração" caso sejam chamados. É problema em cima de problema. Notícia boa mesmo foi o caminhão de dinheiro que entra no clube com a venda de Rossi.


quinta-feira, 13 de julho de 2017

Coluna - 13/07

GRANDE NEGÓCIO

A Chapecoense acabou vendendo o atacante Rossi para a segunda divisão da China, pela bagatela de 3,4 milhões de Euros, mais de 12 milhões de reais. O jogador era titular do time, mas, vamos concordar, não era insubstituível. Aliás, o clube fez muito dinheiro com essa transação: ele foi adquirido por R$ 800 mil e a Chape vai faturar, tendo 75% dos direitos do jogador, mais de 9 milhões de reais. Diante dos números, a negociação é absolutamente inevitável. Não tenho os números históricos, mas acredito que foi a maior bolada que um clube catarinense já recebeu em uma transação. Com dinheiro em caixa, chegaram reforços. O último é Julio Cesar, atacante de 22 anos que estava no Oeste de Itápolis, com passagens por Caxias, ABC e Internacional de Lages.

REDONDO

O Corinthians fez um jogo redondinho contra o Palmeiras. Soube controlar espaços, impôs seu jogo em território inimigo e venceu mais uma daquelas partidas "chave" na sua campanha até agora perfeita. O Flamengo, que joga hoje, tentará evitar que a distância enorme aumente ainda mais. Muitos (inclusive eu) olham para a tabela tentando adivinhar quando será o primeiro tropeço. Em um campeonato tão equilibrado, uma hora ele vai aparecer.


ESFRIA

Com a notícia de uma possível negociação do Flamengo com Diego Alves, goleiro candidato à seleção brasileira que quer sair da Espanha, esfria o rumor de que Douglas Friederich poderia deixar o Avaí rumo ao Rio, algo previsto em contrato, mas que o presidente Batistotti não queria nem ouvir falar. Diante disso, ele terminará seu acordo até o final do ano. E se manter a média, vai ficar valorizado, até porque tem muito clube grande procurando um goleiro confiável.

MAIS UMA VARZEANA

Acompanhando as séries inferiores do Campeonato Estadual, de vez em quando aparecem as punições a clubes que não arcam com as taxas. O Jaraguá, lanterna da segunda divisão, foi a bola da vez. Devia as taxas, pediu pra parcelar. Não arcou com as parcelas, o Tribunal suspendeu. Dessa forma, o clube não tinha como indicar um estádio para mandar seu jogo contra o Fluminense de Joinville, no domingo. A Federação cancelou o jogo, deu vitória ao Flu por 3 a 0, e avisou que continuará assim até que o Jaraguá pague as suas dívidas.

JASC 1
Governo do Estado divulgou reunião com o governador Raimundo Colombo, o secretário Leonel Pavan e o presidente da Fesporte, Erivaldo Caetano Jr., o Vadinho, sobre os Jogos Abertos de Santa Catarina deste ano, que aconteceriam em Chapecó e foi transferido no início do ano para Lages. Chama atenção os R$ 2,5 milhões repassados pelo governo estadual para as obras ligadas à competição. Nestes anos que cubro os JASC, não lembro de repasse tão grande. No máximo, a metade disso para outras sedes.

JASC 2
Aliás, os Jogos Abertos desse ano, muito criticados pela forma com que municípios contratam dezenas de atletas de fora para as competições, prometem ter uma boa diferença: como muitas prefeituras estão apertando o cinto de todas as formas para colocar as contas em dia, não vai sobrar para aquela avalanche de contratações. A tendência é que os times "da casa" apareçam em maior número. Exceções são o futsal e o basquete, por exemplo, que já possuem equipes profissionais disputando campeonatos e iriam prontas para os JASC.


quarta-feira, 12 de julho de 2017

Coluna - 12/07


ATÉ A FCF

Surpreendeu o fato de que até a Federação Catarinense de Futebol tenha se mexido para soltar uma nota reclamando do assalto a mão armada que o Joinville sofreu em São Paulo. Não vai resolver nada, mas é sinal de apoio. O decepcionante é saber que esse árbitro ruim vai tomar dois ou três jogos de geladeira e logo vai voltar a apitar. Fico me perguntando como seria se houvesse o adicional atrás do gol.

ESCOLHA

O presidente da Federação Rubens Angelotti resolveu nomear o ex-presidente do Marcílio Dias Carlos Crispim como Diretor de Relações Institucionais, que serviria como uma espécie de elo entre clubes e ligas com a FCF. Apesar de não entender direito essa função e desconhecer se é remunerado, é bom lembrar que ele foi responsável pelo maior processo tomado pela Associação de Clubes, quando foi presidente: ele assinou um contrato de televisionamento com a RBS em 2009 sabendo que a Record ainda tinha um acordo vigente. A SC Clubes tomou um processo daqueles na Justiça. Goza de prestígio junto aos dirigentes.

TESTE

O Juca Miguel reclamou e eu assino embaixo: Série C é início da várzea da arbitragem, salvo exceções. Por exemplo, o árbitro de Mogi x JEC só tinha apitado neste ano dois jogos da Série D e um do Brasileirão Feminino, antes de "subir de divisão". Subiu e fez besteira. Nesse campeonato e na D, a CBF aproveita pra testar árbitros de tudo que é canto. No meio dos bons tem ruins.

NÃO REPERCUTIU?

Na segunda-feira, o Joinville foi descaradamente roubado em Mogi Mirim, com um gol ilegal onde a bola saiu meio metro na linha de fundo, lance que chamou a atenção em todo o país. Menos para a afiliada da Globo em Santa Catarina, que se limitou a informar o resultado da partida no seu programa de esporte e sequer mostrar o lance polêmico. Ficou feio.

SEM ESPAÇO

Aliás, não dá pra entender. Os gols do mata-mata da Série D se limitaram a uns dez segundos pra caber nos seis minutos de bloco local do "GE". Depois, é overdose de futebol carioca com os outros blocos do Rio. A afiliada catarinense usa do mesmo expediente de estados como Tocantins e Roraima, que não tem notícias locais suficientes para encher um programa. Aqui tem e não usam.

ESTAVA ESCRITO

No papel, estava mais ou menos desenhado que o Figueirense perderia para o CRB. Afinal, o time de Alagoas chegou a 13 pontos conquistados nos últimos 15, consolidando a boa fase. Enquanto isso, o Figueirense vai capengando, tropeçando na bola e enfrentando a pressão que complica ainda mais qualquer tipo de trabalho. O primeiro tempo foi terrível. Teve melhora no segundo, mas já era tarde. A distância para o primeiro fora do Z4 agora, é de três pontos.








terça-feira, 11 de julho de 2017

O Blog terá colunas diárias

Este blogueiro, prestes a completar dez anos escrevendo neste espaço, resolveu arrumar mais trabalho pra fazer.

Há tempo queria ter coluna diária. Tive algo parecido no "Notícias do Dia", onde escrevi lá por um ano, mas sendo articulista.  Durou um ano. O problema era não morar em Florianópolis. Tudo bem, agradeci. É a vida.

Mesmo sem jornal, vamos botar a coluna pra trabalhar aqui no Blog. Acho que se encaixa melhor, tem muita coisa acontecendo. Se o assunto merecer, vira Post também.

E obrigado a você que passa por aqui nesses quase dez anos. Não conheço a grande maioria dos leitores, mas tenho certeza de ter os melhores por aqui.

domingo, 9 de julho de 2017

Caminhos corretos e incorretos



Douglas, goleiro do Avaí, é o personagem da rodada do Brasileirão. Fez tudo e mais um pouco. O pênalti defendido foi a mais fácil das defesas. Uma partida de "meia-linha" que acabou em vitória avaiana por causa da cabeça fresca e disposição.

O time aguentou o bombardeio e aproveitou o desespero gremista pra se assanhar na frente. Foram duas chegadas no ataque para dois gols, de Simião e Junior Dutra. Mais uma vez o Avaí apareceu como o visitante indigesto. Ainda não saiu da zona de rebaixamento, mas dá a esperança de que isso poderá acontecer. Há um caminho indicado a ser seguido. Não vai ser fácil, mas a disposição e a disciplina, contando com a eficiência do goleiro, podem tirar o time da situação ruim na tabela. Fazendo uma comparação, o Leão está em um nível de confiabilidade maior que a Chapecoense, por exemplo, neste momento do campeonato.

E a famosa gangorra do futebol de Florianópolis aparece novamente com a má fase do Figueirense, que perdeu mais uma em casa, não dando trégua na crise que incomoda o técnico Marcelo Cabo e seus comandados. Uma das piores atuações do campeonato, somando com o lance bisonho do goleiro Thiago Rodrigues (que nem foi relacionado pro jogo em Maceió).

Quando a fase é ruim não dá nada certo. E o Figueirense precisa pontuar, engatando duas ou três vitórias seguidas pra poder respirar. Aos poucos, o sonho de acesso vai sendo trocado pela permanência. Uma resposta precisa vir antes do final do turno, sob pena de ficar tarde demais. Lá em cima existem times bem acertados, como Juventude, Guarani e até o Criciúma, que evoluiu demais sob o comando de Luiz Carlos Winck. Chegar ao nível deles é a meta. E quem vê os jogos sabe que falta muito.



quarta-feira, 5 de julho de 2017

Conheça a segundona: Concórdia


CONCÓRDIA ATLETICO CLUBE
Fundação: 2 de março de 2005
Cores: Vermelho, Verde e Branco
Estádio: Domingos Machado de Lima (Municipal) - 8.000 lugares
Presidente: Jonas Guzzatto
Técnico: Gilmar Silva
Ranking "BdR" 2016: 11o. lugar
Catarinense 2016 : 3o. Lugar na Série B



O Galo do Oeste vem para mais uma temporada atrás do acesso. No ano passado, o time então treinado por Celso Rodrigues terminou a segundona em terceiro lugar, a cinco pontos do Almirante Barroso. Montou uma base com jogadores emprestados da Chapecoense que ficou bem próximo de chegar lá. Nesta temporada, outro resultado bem interessante. O time da capital do trabalho chegou à semifinal da Copa Santa Catarina sub-20, sendo eliminado pelo Criciúma, que viria a ser o grande campeão. Fazer futebol em Concórdia não é fácil. Os públicos não são dos maiores, a mídia local não dá muita bola (ninguém transmitiu a estreia do time) e existe a forte concorrência do time de futsal, que disputa a Liga Nacional (e faz péssima campanha, com a última colocação na primeira fase, onde apenas um time é eliminado).

O técnico do CAC é Gilmar Silva, natural de Rio do Sul e que, no ano passado, dirigiu o sub-20 do Ceará. Aliás, sua maior experiência é justamente comandando equipes de base. Em cima disso, comandou o time na Copinha sub-20 já com a missão de montar o grupo para tentar o acesso em 2017. Iniciou carreira no Atlético de Ibirama e passou por vários clubes no Estado, com o JEC e o Juventus de Jaraguá. Num primeiro momento, priorizou os jovens para a segundona, mas a derrota na estreia e a liberação de idade podem mudar alguns planos.




O time perdeu na primeira rodada para o Barra, fora de casa, e anunciou vários reforços para dar um ganho de qualidade na sequência da competição. Como o regulamento é diferente do ano passado, permitindo a classificação de quatro times, deixa um tempo para recuperação. Um dos reforços é o volante Buru, que disputou o Estadual deste ano pelo Almirante Barroso. Também chegam o atacante Marcos Paulo, ex-Grêmio, o lateral-esquerdo Jefinho, do Internacional de Lages, o lateral-direito Ramon, ex-Tubarão, e o volante Doda, do Horizonte-CE.

Dentro das suas limitações, o Concórdia montou um elenco para brigar pelas semifinais e, se encaixar, lutar pelo acesso. O restrospecto do time é razoável, sempre montando times que chegam próximo do objetivo. É candidato a chegar entre os quatro primeiros. Se vai conseguir o acesso, é outra história.

O desmoronamento do "Estilo Chapecoense"

Aqui neste Blog existem várias menções, e quem quiser que busque, ao estilo administrativo da Chapecoense, consagrado pelo saudoso e brilhante dirigente Sandro Pallaoro. Com maior força depois da tragédia de novembro passado, todos ficaram sabendo da forma de trabalho do clube e a forma como lidavam com seus técnicos.

A saída de Vagner Mancini, criticada pela maioria dos torcedores e que criou um bombardeio de críticas que há tempo não via em situação semelhante, me coloca uma dúvida: estaria desmoronando aquele estilo de administração da velha Chape?

Primeiro, é bom mencionar que Rui Costa não é "da raiz" do clube, vindo de fora com uma difícil missão e, vamos admitir, com um trabalho bem feito em tempo exíguo. Ganhou o título estadual e, no campo, obteve uma vaga na segunda fase da Libertadores. Só que ele carrega as práticas dos outros clubes, e aí se inclui a troca constante de treinadores, da forma como conhecemos.

A troca de técnico não só foi precipitada como criou outro problema: o clube foi ao mercado, tentou um técnico (bem) empregado no América-MG e que lá está em situação cômoda, com boa campanha. Por mais que Rui Costa tenha enxergado em Enderson Moreira o nome para tocar o clube por causa da forma com que lida com atletas da base, o "toco" tomado nessa tarde só aumenta o vexame. O escolhido, que vai pousar no aeroporto Serafim Bertaso sabendo que era plano B, conhece o antigo clube, mas não sabe como é o novo. Se for confirmado, Vinicius Eutrópio, que treinou o time por nove meses em 2015 com um aproveitamento quase igual ao de Mancini (algo em torno de 51%), terá que vencer a desconfiança do torcedor e de todos que concordam que a troca de técnico não era a melhor.

No fim, a tacada deu errado. Agora, é botar o pé no chão e tentar remendar do jeito que dá, com uma segunda opção. Ainda que nada esteja perdido, é hora do clube sentar e ver o que está acontecendo. Muitos elogiavam as práticas gerenciais da Chape no futebol. Agora se abriu uma porta perigosa. Que isso não prejudique o time em sua caminhada.

O clube não vai acabar se cair. Só vai forçar uma mudança grande de planejamento na próxima temporada onde, e é bom mencionar, só três jogadores tem vínculo assinado. Será um novo trabalho para reerguer. Melhor evitar isso.



terça-feira, 4 de julho de 2017

Conheça a segundona: Fluminense de Joinville



FLUMINENSE FUTEBOL CLUBE
Fundação: 24 de outubro de 1948
Cores: Grená, Verde e Branco
Estádio: Arena Joinville (Municipal) - 20.000 lugares
Presidente: Anelísio Machado
Técnico: Valmir Israel 
Ranking "BdR" 2016: 17o. lugar
Catarinense 2016: Vice-campeão da Série C


O Fluminense de Joinville, que é conhecido na Manchester Catarinense como "Fluminense do Itaum" é um clube da zona sul da cidade, fundado na década de 40 e que sempre disputou competições amadoras da região. Possui um estádio, o "Caldeirão do Itaum", que inclusive recebeu alguns jogos durante a Série C do Estadual, onde o time terminou na segunda colocação, derrotado pelo Atlético Itajaí, que desistiu da vaga na segundona. Como a vaga teria que ser necessariamente preenchida por um time do acesso, o Flu foi convidado. O clube se profissionalizou em 2014 e tenta ser uma segunda opção na maior cidade do Estado. Nada que se compare ao Caxias, que teve uma participação expressiva conquistando o vice-campeonato estadual em 2003. A proposta é bem, mas bem mais modesta. Agora, na segundona, a brincadeira ficou mais séria.

Se o Flu hoje está no futebol profissional, é responsabilidade de Anelísio Machado, o presidente do clube. Ele é um cara multimídia. Dono da faculdade Assessoritec, ele também dá seus pitacos como comentarista esportivo em uma emissora de TV da cidade, apresenta outro programa na Record News, é garoto propaganda e ainda detém o recorde de atleta mais velho registrado no BID da CBF. Ele joga, tanto que fez gol (de pênalti) na terceirona do ano passado. Ele é relacionado e, como tal, pode ficar no banco de reservas, dando uma pressão no treinador. De certa forma, ele ajuda, com sua exposição, a fazer um barulho em cima do nome do Fluminense, que mandará seus jogos nesta temporada na Arena Joinville, compartilhando-a com o JEC na Série C.

O time do Flu, treinado por Valmir Israel, técnico também das divisões de base, é modesto. A grande maioria é de jogadores muito jovens, egressos das divisões de base do clube. Os destaques são o goleiro Foquinha, revelado nas divisões de base do Joinville e que tem passagem até pelo time de beach soccer do Avaí, e o zagueiro Pedro Paulo, também conhecido de outras temporadas no JEC.

A missão do Fluminense, com um time de investimento modesto, é se manter na Série B e mostrar um pouco de serviço para a comunidade joinvilense, que pode ter no time uma oportunidade de entretenimento, uma vez que ninguém tira do JEC o carinho da cidade, mesmo em momentos complicados. Quem sabe no futuro, quando o apoio chegar, o Flu consiga aparecer na primeira divisão para que a cidade tenha um "clássico" com o JEC (que nunca aconteceu oficialmente entre os dois, ainda). Enquanto isso, é um clube querendo mostrar serviço, impulsionado pelo poder de marketing do seu presidente artilheiro.

A controversa demissão de Mancini

A Chapecoense estava próxima de uma grande vitória contra o Fluminense, que colocaria o time na primeira parte da tabela, bem próxima dos quatro melhores. Mas o gol sofrido nos acréscimos acabou em um empate fora de casa, que não pode ser tão lamentado assim. Ainda mais por causa dos últimos resultados.

Quando ninguém espera a demissão de um técnico, ela fica controversa. Discuto muito a decisão da diretoria da Chape em trocar o comando agora. Até agora, os objetivos foram conquistados, com o título estadual, a classificação no campo para a segunda fase da Libertadores (aliás, quem errou na situação do jogador irregular foi demitido?) e, no Brasileiro, está fora da zona de rebaixamento, com um time montado do zero e que passou por uma turbulência.

Será que o problema era mesmo ele? A maratona de partidas com um elenco enxuto não pode ser um motivo a considerar? Ou só foi olhado o fato do time estar próximo do Z4 quando, não faz muito tempo, estava lá em cima?

Mas é a cultura do futebol e, as vezes, uma meia dúzia de cornetas faz um dirigente trocar o técnico. Espero muito que isso não venha a estragar o ambiente e prejudicar o desempenho de um time que definitivamente precisa ser reforçado.



sexta-feira, 30 de junho de 2017

Conheça a segundona: Barra

BARRA FUTEBOL CLUBE
Fundação: 18 de janeiro de 2013
Cores: Azul e Amarelo
Estádio: Camilo Mussi (particular - pertence ao Almirante Barroso) 1.100 pessoas
Presidente: Benê Sobrinho
Técnico: Luciano Dias
Ranking "BdR" 2016: 16o. Lugar
Catarinense 2017: 7o. lugar na Série B




O Barra chega para a sua segunda temporada na Série B sem empolgar. No ano passado, empurrado pela excelente campanha na Série C, onde foi campeão sem sustos, o time prometia brigar pelo acesso, mesmo tendo que mandar seus jogos em Brusque. Assisti algumas partidas lá. No início até tinha uma torcida animada. No fim, sobraram poucos. O clube não passou sustos quanto à rebaixamento, mas ficou a decepção de que o time poderia render mais. Neste ano o clube, que está estabelecido em Balneário Camboriú, resolveu mudar de casa de novo. Em 2017, o Barra jogará no Estádio Camilo Mussi, o polêmico campo sintético do Almirante Barroso.

O técnico do Barra nesta temporada é Luciano Dias, de 46 anos, ex zagueiro com cinco títulos gaúchos conquistados com a camisa do Grêmio, além da participação na Taça Libertadores de 1995. No Corinthians, foi campeão brasileiro em 99. Virou técnico em 2004, rodando por vários clubes. Antes de vir para Santa Catarina, treinou o Comercial, de Ribeirão Preto.







O elenco, assim como no ano passado, tem jogadores rodados e conhecidos no futebol catarinense. Destaque para o atacante Jean Carlos, de 33 anos, aquele que apareceu no Tubarão e rodou por Chapecoense,
Joinville, Atlético de Ibirama e Figueirense. Junto com ele, tambem aparecem o meio-campo Van Basty, que jogou o estadual deste ano pelo Almirante Barroso e o volante Luiz Renan, reserva do Brusque que ficou em quarto no catarinense. Dentro da filosofia de formação de jogadores, muitos do elenco são egressos do time que disputou a Copa Santa Catarina sub-20.

O Barra mostra ser organizado, com boa comissão técnica, comunicação e até oferecendo ônibus gratuito pra quem quiser assistir aos seus jogos em Itajaí. Mas o elenco é modesto, não aparecendo neste momento com um favorito ao acesso. Tem tudo para ficar na zona intermediária, de novo. Mas vai que eu seja surpreendido. Ano passado esperava muito, mas o time não encaixou.


quarta-feira, 28 de junho de 2017

Conheça a segundona: Camboriú


CAMBORIÚ FUTEBOL CLUBE
Fundação: 11 de abril de 2003 (como SD Camboriuense)
Cores: Verde e Laranja
Estádio: Roberto Santos Garcia - Municipal (3.500 lugares)
Presidente: Renato Cruz
Técnico: Rodrigo Cascca
Ranking "BdR" 2016: 11o. Lugar 
Catarinense 2016: 10o. lugar na Série A



O Cambura já tem certa experiência na primeira divisão e, com uma fraca campanha em 2016, acabou rebaixado e terá que construir todo um novo caminho neste ano. Na primeira divisão, o time da terra do mármore ficou na última colocação com 15 pontos ganhos e apenas três vitórias em dezoito partidas. E principalmente por ser um time que sempre briga pelo acesso, o Camboriú é respeitado pelos seus adversários. Neste ano tem mudança importante no comando. José Henrique Coppi, de anos de serviços prestados no clube, sendo presidente nos últimos seis, deu lugar a Renato Cruz, jovem corretor de imóveis de 39 anos, que era diretor do clube e que agora assume a barca tentando dar um gás novo. É bom notar que o clube tem estrutura modesta, mas é bem organizado.


O treinador para esta temporada é experiente quando o assunto é acesso. Rodrigo Cascca, de 37 anos, tem amplo currículo no Paraná, tendo conseguido uma vaga na primeira divisão em 2015, no comando do Toledo. Também dirigiu o Operário de Ponta Grossa, Iraty e o Maringá, tendo no currículo uma passagem em Santa Catarina pelo Blumenau, há três anos e outra no Jaraguá, em 2016. Teve uma temporada interessante no ano passado, com uma campanha que chamou a atenção na primeira divisão do Paranaense.


O elenco montado pelo Cambura é interessante, dentro das limitações do regulamento. Na defesa está o experiente zagueiro Alex Bruno, de 35 anos, ex-São Paulo e campeão da Copa do Brasil  de 2004, com o Santo André. No ataque, dois nomes conhecidos. Um deles é um veterano de longo currículo em Santa Catarina: Brasão, 35 anos, que retorna ao clube. Autor de 10 gols pelo Atlético Tubarão em 2016, também tem passagens por Ibirama e Inter de Lages, participando da última campanha do acesso do clube. Seu companheiro na frente é Hyantony, de 32 anos, autor de 11 gols pelo Avenida de Santa Cruz do Sul na última segundona gaúcha. É um daqueles atletas que rodou muito no estado vizinho.

Não dá pra negar que as contratações acima dos 23 anos do time  foram bem feitas. Vieram nomes rodados que podem se juntar bem com a turma mais nova que está no clube. O Camboriú sempre entra na segundona como forte candidato ao acesso. Neste ano, não é diferente.

terça-feira, 27 de junho de 2017

Conheça a segundona: Hercílio Luz



HERCÍLIO LUZ FUTEBOL CLUBE
Fundação: 22 de dezembro de 1918
Cores: Vermelho e Branco
Estádio: Aníbal Costa - Particular (10.000 lugares)
Presidente: Fábio Mendonça
Técnico: Agnaldo Liz
Ranking "BdR" 2016: 14o. lugar
Catarinense 2016:  4o. Lugar na Série B





 O Hercílio Luz já há algum tempo figura na zona intermediária da segundona. No ano passado, o time ficou em quarto lugar, a oito pontos do Almirante Barroso, segundo colocado geral que conseguiu o acesso. Assistiu o vizinho Atlético Tubarão subir, e tenta montar um time competitivo para um objetivo muito especial: jogar a Série A no ano que vem, quando completará o seu centenário. Para isso, trouxe um reforço interessante para fora de campo: o ex-técnico Nasareno Silva, de 59 anos, ex-gerente de futebol no Internacional de Lages e no próprio Atlético. Conhece a cidade e sabe os caminhos do acesso, adicionando as dificuldades impostas pelo regulamento.


O técnico do Leão do Sul é outro nome conhecido e experiente no futebol: o ex-zagueiro Agnaldo Liz, natural de Floranópolis, de 49 anos de idade, com passagens por grandes clubes como Vitória e Guarani. Nos últimos anos, treinou alguns clubes no Nordeste até colocar uma pausa na carreira, retornando ao mercado no ano passado. Não dá pra dizer que falta cancha no comando do time. "Estou ansioso para começar o mais breve possível. Temos que estar conscientes daquilo que vamos preparar. Chegou o momento que o Hercílio busca mais uma vez este acesso, o qual não foi conquistado por diversas coisas. Não podemos cometer os mesmos erros do passado. Essa nossa experiência de ter passado por outros clubes acredito que nos ajudará”, afirmou o técnico.

O jovem elenco alvirrubro tem a presença de jogadores remanescentes de outras temporadas, como zagueiro Baggio, que vem para o terceiro ano no clube. Um dos destaques, o atacante Moisés, acabou negociado com o Criciúma. Também integram o elenco o goleiro Martins, que vem do Comercial do Mato Grosso do Sul e o volante Robert, de 25 anos, com passagens pelo futebol italiano e que estava no Real Noroeste, do Espírito Santo.

O Hercílio não entra na primeira rodada como um dos grandes favoritos ao acesso, mas pode surpreender com o campeonato andando e conquistar uma das quatro vagas na semifinal. Dá pra notar que o investimento não é tão alto, por exemplo, ao do Tubarão e do Barroso no ano passado. Mas se o faro de Nasareno e Agnaldo funcionar bem, quem sabe o Leão do Sul poderá comemorar o seu centenário na primeira divisão, e ainda fazendo o clássico da cidade.



domingo, 25 de junho de 2017

O caldeirão fervente do Joinville

Ontem, o JEC teve mais um capítulo da sua temporada complicada. Mais uma vez sem inspiração, o time acabou derrotado pelo fraco Macaé (que teve dificuldade até pra montar o time) por 1 a 0 e entrou na zona de rebaixamento para a Série D. Algo inimaginável para quem tinha intenção de acesso. Claro, tem muito tempo pra isso. Mas é tanta coisa errada acontecendo que fica complicado de acreditar. Por isso que a escolha do treinador é importante, mas não é a solução.

Fabinho Santos deixou o comando do time no Rio. Já tinha pedido pra sair semana passada, após o empate com o São Bento, mas a diretoria rejeitou. Ou seja, o treinador trabalhou a semana sabendo que estaria ali demissionário, é que a derrota em Macaé não o seguraria. A diretoria jogou uma semana fora no prazo para recuperação. Isso que não estou considerando todos os problemas fora de campo que são conhecidos e que colaboram para que o ambiente não seja nada bom. O elenco não é ruim, mas para funcionar bem, não só no futebol como na nossa vida cotidiana, é necessário um bom comando e um ambiente de trabalho favorável.

Pingo, hoje no Brusque, é o nome da vez. Ele é ídolo do clube, mora na cidade, tem uma ligação muito forte com o JEC e eu sempre disse, e continuo dizendo, que em algum momento ele vai comandar o clube. Nunca escondeu essa intenção. Mas se ele for pra lá hoje, corre o risco de servir como "escudo"da diretoria para críticas. Gostaria que ele fosse para lá com um clube estruturado, em ambiente bom, onde dá pra executar um bom trabalho na sua plenitude.

Hoje não dá, e isso pode acabar por queimá-lo. Por outro lado, ele recebeu a confiança do Brusque pela segunda vez depois de ter largado o clube em 2014 para assumir o Avaí. Uma segunda saída, com o clube se classificando para o mata-mata da Série D, não seria nada bom.