sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Catarinense 2015: Criciúma

CRICIÚMA ESPORTE CLUBE
Fundação: 13 de maio de 1947 (como Comerciário. O nome mudou em 17 de março de 1978)
Cores: Amarelo, Branco e Preto
Estádio: Heriberto Hulse - 22.000 lugares
Presidente: Antenor Angeloni
Técnico: Luizinho Vieira
Ranking "BdR" 2014: 4o. Lugar
Catarinense 2014: 3o. Lugar


O torcedor do Tigre sofreu muito com seu time. O time contratava um caminhão de jogadores, trocou sei lá quantas vezes de técnico, e nada deu certo. Um rebaixamento merecido de quem não jogou bola durante todo o Brasileirão, sem vencer um jogo sequer fora de casa. Dor de cabeça enorme para o presidente Antenor Angeloni, que bancou até o fim a permanência do diretor de futebol e acabou assumindo a responsabilidade. E em 2015, o clube vai sentir um grande impacto nas suas contas. Além da cota de TV, que vai cair de 20 para algo em torno de 3 milhões de reais para a Série B, o número de sócios caiu assustadoramente. Momento mais do que oportuno para praticar o desapego e limpar a casa. A realidade na Série B é outra, e a limpeza do inchadíssimo elenco tinha que ser feita. E assim aconteceu com a chegada de Raimundo Queiroz, ex-Goiás, que fez a lista de passageiros da barca. Até Paulo Baier entrou nela.

E nessa nova realidade financeira e estrutural do Tigre, vem a aposta em Luizinho Vieira. É o tipo da contratação com custo-benefício: ele é da cidade, com salário baixo e que conhece a turma da base. Nada melhor que um perfil assim para começar "do zero" um trabalho visando tentar o acesso novamente. Outros casos parecidos, como Vilsão e Silvio Criciúma não deram muito certo. Para o clube, se o interino efetivado não render, aí sim dá pra ir atrás de alguém. Se não, deixa assim que é mais barato.



O time titular permaneceu com uma estrutura mínima do ano passado, mas pelos novos nomes que chegaram, como Rafael Tanque e Danilo Tarracha (Ex-JEC), é visível que o time será modesto. Dos titulares destacam-se o goleiro Bruno, herói do título estadual de 2013, os zagueiros Rafael Pereira e Fábio Ferreira, a permanência de Cléber Santana no meio e Lucca no ataque. O elenco foi bem enxugado, o que não dá tantas opções assim para o técnico fazer uma grande mudança. O dinheiro tá curto, vai com o que tem.

Penso que o torcedor tricolor até está "dando um desconto" para a situação do time a essa altura do ano. Entende que a limpeza era necessária e que o planejamento precisa ser feito mirando na Série B. O Tigre não é favorito ao título, e pode entender como missão cumprida uma ida ao hexagonal final. O momento não é de "botar pra quebrar". É de sabedoria para consertar tanta lambança do ano passado. E como fizeram coisa errada...




quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Catarinense 2015: Joinville

JOINVILLE ESPORTE CLUBE
Fundação: 29 de janeiro de 1976
Cores: Vermelho, Branco e Preto
Estádio: Arena Joinville  - 20.000 lugares
Presidente: Nereu Martinelli
Técnico: Hémerson Maria
Ranking "BdR" 2014: 3o. Lugar
Catarinense 2014: Vice-campeão


2014 foi um ano especial para o JEC, talvez o mais especial dos seus quase 40 anos de história. Campeão brasileiro da Série B, o tricolor tem o seu torcedor em estado de graça, já aguardando ansiosamente a estreia na Série A. O orçamento é bem maior, a venda de camisas promete disparar e novos patrocinadores chegando. Dessa vez o presidente Nereu Martinelli vai ter possibilidade de montar um plantel bem mais forte junto com César Sampaio, homem que mudou muita coisa nos bastidores do clube. O presidente deixou de centralizar tudo o que acontecia dentro do grupo, o ambiente foi o melhor possível e os frutos foram colhidos. Mesmo com o troféu do Brasileirão, há uma pulga atrás da orelha que também incomoda Nereu: os 14 anos de jejum sem títulos no campeonato catarinense. No ano em que o clube comemora 30 anos do octa em 85, o tricolor entra em excelente condição para sair da fila. A permanência da estrutura do ano passado é um importante passo.

Hémerson Maria não precisa provar para mais ninguém sua competência. Em 2014 ele chegou de mansinho, sem muito alarde,  conquistou o elenco e implantou seu trabalho. Levou o JEC à decisão do estadual e construiu uma equipe sólida durante a Série B. Passou por alguns problemas principalmente após a lesão de Jael, recebeu um apoio irrestrito do presidente, e conseguiu arrumar a casa, não só levando o acesso como também o título. 2015 vai marcar mais um passo na carreira dele, que não é muito longa comparando com vários figurões que dirigem grandes clubes. E o torcedor criou uma grande empatia com o comandante do time. Isso é importante.

O JEC entra no estadual com uma grande vantagem contra seus adversários. Praticamente não mexe no time que foi campeão brasileiro, o que dá ao técnico a possibilidade de continuar um trabalho já feito. Dos titulares de 2014, apenas Edson Ratinho e Everton estão fora. Duas vagas que devem ser preenchidas por Luis Felipe, vindo do Criciúma, e Wellington Saci, que ficou boa parte da última temporada no DM. As atenções estão no ataque, com a contratação de Rafael Costa, artilheiro do estadual em 2012 e 2013, e Jael, de contrato renovado e que deve logo estar pronto para a luta. Ainda chegaram o zagueiro Dráusio, o volante Geandro e o atacante Furlan. Reforçam o time, mas devem iniciar no banco, já que Maria indica que vai aplicar uma solução de continuidade nesse início de ano.

Não há como não colocar o JEC entre os favoritos ao título. O time é melhor em comparação ao estadual passado, vem de título nacional, o técnico fez o time encaixar e os reforços que chegaram prometem. Agora o padrão é outro, o faturamento é outro e o campeonato da Série A é bem diferente. O tempo dirá se o trabalho está no rumo certo para a elite do Brasileirão.


Catarinense 2015: Chapecoense

ASSOCIAÇÃO CHAPECOENSE DE FUTEBOL
Fundação: 10 de maio de 1973
Cores: Verde e Branco
Estádio: Regional Índio Condá  - 16.000 lugares
Presidente: Sandro Pallaoro
Técnico: Vinícius Eutrópio
Ranking "BdR" 2014: 2o. Lugar
Catarinense 2014: 5o. Lugar



40 milhões de reais. Esse é o orçamento da Chapecoense para a temporada de 2015. Há uns dez anos a realidade era muito diferente, com o clube penando para conseguir dar conta de uma folha igual a dos clubes pequenos do campeonato estadual. O clube passou por um grande ano de aprendizado na temporada 2014. Usou a estratégia de montar um time para o catarinense e outro para o Brasileirão, e acabou tendo sérios problemas. Por sorte, as mudanças feitas com a temporada em andamento deram certo e o time continua firme na Série A. Mudou o ano, e o time que surpreendeu o país que o chamava de "o" Chapecoense vem com muitas novidades e dinheiro em caixa. O presidente Sandro Pallaoro comandou um processo que deixou a Chapecoense no azul e agora é hora de colher os frutos e tentar voos mais altos. Já escrevi um dia aqui e repito: a italianada não brinca em serviço.

Penso que o clube acertou na opção de Vinícius Eutrópio para o comando técnico. O atual campeão catarinense passou um período no exterior e no seu retorno, acabou indo para Chapecó. Tem a vantagem de conhecer bem o futebol local. Vem trabalhando duro e colaborando com a diretoria para a montagem do time. Ele chegou a ligar para Richarlyson insistindo para que ele assinasse com o Verdão. Diante das opções existentes no mercado e baseado nos erros do passado (vide a contratação de Jorginho), a Chape deu um tiro certo.

E falando em dinheiro, a Chapecoense foi forte na temporada de contratações. Além de manter nomes importantes do time titular, como Danilo, Vanderson, Camilo e Rafael Lima, o clube trouxe mais que um time inteiro para 2015. Destaque para o ataque, que deverá ter Ananias, ex-Sport, e Roger, ex-Ponte Preta no início do campeonato. Também tem Richarlyson, Apodi, Vilson, Maylson, Mateus Caramelo, William Barbio... é tanto jogador que renderia um texto enorme. Para resumir: chegou um caminhão de gente que renovou a grande maioria do elenco e que pretende dar um bom indicativo do que pode ser o Verdão na Série A.

Pelos nomes apresentados e por ter o atual técnico campeão, a Chapecoense de 2015 é bem mais qualificada que aquele time pobre que ficou no hexagonal do rebaixamento na temporada passada. O projeto é bem mais forte, para não correr riscos e buscar o título estadual. Vale lembrar uma máxima aqui para quem gosta de superstição: A Chapecoense foi campeã em 2007 e 2011 e vice em 2009 e 2013. Estamos em mais um ano ímpar. Será que a escrita se confirma?


terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Catarinense 2015: Atlético de Ibirama

CLUBE ATLÉTICO HERMANN AICHINGER
Fundação: 20 de setembro de 1951
Cores: Grená e Branco
Estádio: Hermann Aichinger - 5.000 pessoas
Presidente: Genésio Ayres Marchetti
Técnico: Sílvio Criciúma
Ranking "BdR" 2014: 7o. Lugar
Catarinense 2014: 8o. Lugar



Faltou muito pouco para o Atlético ser rebaixado para a segunda divisão no ano passado. Graças a uma vitória em Itajaí que causa polêmica até hoje, o time do Alto Vale empatou em número de pontos com o Brusque no hexagonal da morte, mas salvou-se pelo número de vitórias. Aquela história do "time que vai faturar um monte e ir pra Série A" com o dinheiro da venda de Leandro Damião ficou no passado. O eterno presidente (e agora suplente do senador Dario Berger) Ayres Marchetti parece não querer mais saber em investir pesado na formação do time como em outras temporadas. E mais um ano será assim, com um elenco barato e raçudo, que vai tentar fazer a diferença jogando no caldeirão do Estádio da Baixada.

E mais uma vez o time vai na solução de continuidade. Giovane Nunes foi o técnico no ano passado, mas acabou caindo pelos maus resultados do time. Quer dizer, caiu mas não foi demitido, já que ele ainda é o superintendente do clube e responsável pela administração do futebol. No final da primeira fase do último estadual chegou Silvio Criciúma, 43 anos, com duas passagens pelo profissional do Tigre e uma experiência como comentarista de televisão. Ele não fez um trabalho brilhante, sequer chegou perto do título da Copa do Brasil, mas ao menos deu jeito de não deixar o time cair. Aliás, o Atlético tinha a característica de ser um time que sempre incomodava os grandes. Não é mais nem sombra daquele time que foi vice-campeão dois anos seguidos, sob o comando de Mauro Ovelha

O time de 2015 tem apenas 5 remanescentes do ano passado, como o meia Rodrigo Couto, o atacante Adriano e o promissor lateral Capa. O zagueiro Alemão retornou de empréstimo da Chapecoense, e o clube contratou alguns conhecidos no estado, como o lateral Aelson, ex-Chapecoense e Avaí, e o atacante Jean Carlos, vindo do Figueirense. A diretoria privilegiou a montagem de um plantel com experiência no futebol do sul, tentando buscar na vontade e na raça algo que pode não aparecer em campo na técnica ou na qualidade.

No papel, o time de Ibirama está bem atrás dos concorrentes ao título e não tem um elenco tão qualificado como o do Marcílio Dias, por exemplo. Num primeiro momento, é um time que vai lutar para permanecer na primeira divisão, assim como no ano passado. A não ser que Silvio Criciúma ache a combinação perfeita que faça o time disparar no rendimento. Coisa que Mauro Ovelha era craque para fazer.




Catarinense 2015: Marcílio Dias


CLUBE NÁUTICO MARCÍLIO DIAS
Fundação: 17 de março de 1919
Cores: Azul e Vermelho
Estádio: Dr. Hercílio Luz - 10.000 lugares
Presidente: José Carlos dos Santos
Técnico: Guilherme Macuglia
Ranking "BdR" 2014: 10o. lugar
Catarinense 2014: 6o. Lugar



O Marcílio Dias viveu um ano de 2014 razoável no campo, mas complicado fora dele. O ambiente do clube foi bastante turbulento por causa do confronto do conselho gestor com o então presidente Marlon Bendini. Mesmo com uma campanha tranquila no campeonato estadual que o levou ao sexto lugar, o Marinheiro teve problemas que vão respingar em 2015, tudo por causa do último jogo contra o Atlético de Ibirama, que aconteceu em circunstâncias muito estranhas, já que o resultado acabou salvando o time do Alto Vale e rebaixando o Brusque. A torcida se revoltou, o presidente da Federação acabou agredido e até cinegrafista recebeu garrafada. Para completar o problema, o clube foi punido com a perda de três mandos de campo e Tarcísio Zanelatto, homem forte dentro do clube e da Prefeitura Municipal, foi até à televisão cobrar uma explicação do presidente sobre os acontecimentos daquela partida. Em uma eleição apertada, José Carlos dos Santos, conhecido como Carlos do Bar (ele trabalhou no bar do Estádio, daí o apelido), conselheiro do clube há quinze anos e membro do conselho fiscal que apontou irregularidades na gestão Bendini, foi eleito o novo comandante do navio marcilista com o apoio da torcida organizada do clube.

O presidente é novo, mas a estratégia é parecida com a de 2014. Depois de Carlos falar na imprensa que iria montar um time barato, ele teve um aceno positivo do conselho gestor que vai pagar a conta da montagem do elenco. O time rubro-anil trouxe de volta para o comando técnico a experiência de Guilherme Macuglia, de 53 anos, campeão brasileiro da Série C em 2006 pelo Criciúma. Treinador com muita bagagem em mais de 20 anos de carreira, é um excelente nome para tocar um elenco que sobra experiência, com vários atletas que passaram por times de elite.

O plantel é melhor que o do ano passado. Teve a volta de Schwenck, campeão da Série B pelo JEC que terá a companhia de Soares, ex-Figueira e Grêmio, no ataque. O meio-campo vai contar com Athos, ex-Criciúma e Chapecoense, e o volante Túlio Souza, ex-Botafogo. Na defesa estarão os irmãos Rogélio e Neguete, além do experiente lateral-direito Thoni. A ideia é trazer um time rodado que possa trazer resultado a curto prazo, já que a primeira fase tem apenas nove rodadas e o Marinheiro tem o objetivo de conquistar uma vaga na Série D deste ano.

Estou curioso para ver esse time carregado de experiência em campo em um jogo oficial. No papel, o Marcílio aparece como o grande favorito dessa disputa a parte entre os chamados "pequenos" no estadual. Mas pesa contra o time de Itajaí o fato de mandar três dos seus cinco jogos na primeira fase no acanhado estádio Robertão, em Camboriú. Se passar por isso e o time encaixar, o marinheiro tem tudo para voltar a disputar o Campeonato Brasileiro.




segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Quanto cada clube faturará de TV no Catarinense 2015

* com informações da Rádio Difusora, de Içara:

O Criciúma divulgou todos os números sobre as cotas de televisionamento para o Campeonato Catarinense. Como era esperado, os pequenos times do vizinho estado do Rio Grande do Sul terão mais dinheiro pra gastar que um representante catarinense da Série A.

A cota da televisão aberta para transmissão do Campeonato Catarinense 2015 é de R$ 4.550,000,00, descontados os valores do direito de Imagem, Federação Catarinense (10%), Associação de Clubes e arbitragem.

Criciúma , Avaí, Joinville, Figueirense e Chapecoense recebem R$ 424.831,00.
Atlético de Ibirama, Metropolitano, e Marcílio Dias recebem R$ 249.930,00.
Inter de Lages e Guarani recebem R$ 124.965,00 

A cota do canal fechado (Premiere) é de R$ 2.750,000,00, descontados os direitos de imagem, Federação Catarinense (10%), Associação de Clubes, e Arbitragem dos campeonatos de base.

Criciúma, Avaí, Joinville, Figueirense e Chapecoense levam R$ 248.000,00
Atlético , Metropolitano, Marcílio Dias, Guarani e Internacional faturam a fortuna de R$ 82.825,00 para liberarem o sinal de seus jogos para a cidade da partida e os bares que podem vender cerveja a vontade. O contrato de direito de transmissão é de 3 anos.

Só pra voltar a lembrar, um clube nanico do campeonato Gaúcho vai receber R$ 800.000,00.

E pra completar, os clubes fecharam também a venda do espaço daqueles tapetes 3D que ficam atrás do gol. Isso renderá cerca de R$ 20 mil para cada clube. Ou seja, quem chegar na final vai vender a exposição da marca no seu jogo por menos de mil reais por partida.






domingo, 25 de janeiro de 2015

Catarinense 2015: Metropolitano

CLUBE ATLÉTICO METROPOLITANO
Fundação: 22 de janeiro de 2002
Cores: Verde e Branco
Estádio: Sesi (Particular) - 6000 pessoas
Presidente: Marcelo Georg
Técnico: Pingo
Ranking "BdR" 2014: 6o. Lugar
Catarinense 2014: 4o. Lugar



Nos últimos anos, o Metropolitano veio se consolidando como a sexta força do futebol de Santa Catarina. Faz boas campanhas no Estadual e participa frequentemente da Série D, chegando a ficar muito perto do acesso para a C, não fosse um gol incrível perdido no jogo decisivo em Caxias do Sul. Ano passado o Metrô, então comandado por Abel Ribeiro, chegou ao quadrangular  final do estadual e até poderia ir mais longe, não fosse um erro absurdo e injustificável do assistente Carlos Berkenbrock na partida contra o Criciúma. Na Série D, o time classificou para a segunda fase mas parou no Tombense, que viria a ser o campeão. Mesmo com as boas campanhas, o Metrô tem um problema para resolver com o torcedor da cidade. Em uma cidade de 300 mil habitantes, a média de público nos jogos em casa rondou os dois mil. E ainda há de se considerar as dificuldades de se jogar no Sesi, que todo ano passa por uma grande novela para ser liberado. Eu mesmo dei com a cara no portão trancado a cadeado lá por causa da intransigência do dono do estádio. Mas os abnegados dirigentes do clube trabalham duro para manter o sonho do clube em pé.

Só que em 2015 a missão vai ser um pouco mais complicada. O orçamento do Metropolitano teve uma redução drástica, em grande parte devida ao cancelamento do patrocínio da Companhia Hering. A diretoria foi atrás mas já avisou que o time vai ser bem mais barato. Fala-se em uma folha de pagamento de R$ 100 mil para o Estadual, bem abaixo de outras temporadas. Missão árdua para o técnico Pingo, que fez boas campanhas com o Juventus e o Brusque sob condições bem parecidas. A aposta é que ele faça o raio cair no mesmo lugar pela terceira vez: o bom e barato que dê certo e leve de novo o Metrô para a Série D. Isso se ele não abandonar o barco antes.

A situação financeira do clube de Blumenau é tão ruim que nesta semana dois jogadores abandonaram o barco na pré-temporada, por causa de propostas salariais melhores. O time verde não tem mais Alessandro, David e Reinaldo, peças importantes de campanhas passadas, e aposta em nomes como o do argentino Mariano Trípodi, de 27 anos, que passou pelo próprio Metrô em 2010 e que peregrinou por clubes brasileiros e do exterior. No último teste, o time venceu um jogo-treino contra o Paraná, o que dá um "pingo" de esperança ao torcedor que está muito ressabiado. Dessa vez, não há muita animação.

No papel, o time do Metropolitano é, sem dúvida, o pior desde que o time ingressou na primeira divisão. O que não quer dizer que o time seja um favorito ao rebaixamento. O técnico é bom e já conseguiu tirar alguns coelhos da cartola, e por isso que dá pra admitir uma possibilidade de surpresa. Quanto à vaga na Série D a realidade é diferente, já que há uma igualdade entre todos os cinco "pequenos". Na situação financeira que o clube se encontra, permanecer na primeira divisão será uma vitória.



sábado, 24 de janeiro de 2015

Catarinense 2014: Internacional de Lages

ESPORTE CLUBE INTERNACIONAL
Fundação: 13 de junho de 1949
Cores: Vermelho e Branco
Estádio: Vidal Ramos Júnior (Municipal) - 12.000 lugares
Presidente: Cristopher Nunes
Técnico: Marcelo Mabília
Ranking "BdR" 2014: 9o. lugar
Catarinense 2014: Campeão da Série B



Há dois anos, fui participar de um congresso da Associação de Clubes em Joinville. Lá tive meu primeiro contato com o trabalho feito para reerguer o tradicional colorado da Princesa da Serra. O clube, então na terceira divisão, já tinha um trabalho de marketing bem feito e levava ótimos públicos ao Vidal Ramos Jr. mesmo em jogos contra times sofríveis. O tempo mostrou que o caminho estava certo. No primeiro ano na segunda divisão, o Inter conquistou o primeiro turno e depois, o título que garantiu a volta à elite. É um clube tradicional, de um grande pólo regional, que recoloca a região do Planalto na primeira divisão.

O colorado, que tem o presidente de clube mais jovem do Estado (Cristopher Nunes tem apenas 29 anos) teve Nasareno Silva iniciando todo o processo que levou o time à primeira divisão. Leandro Niehues, ex-Figueirense e Atlético-PR conquistou o acesso no ano passado, mas acabou não permanecendo por causa de um convite do Luverdense, que disputa a Série B do Brasileiro. A diretoria fez a opção por Marcelo Mabília, de 42 anos, ex-atacante do Criciúma, Tubarão e Figueirense e que apenas está no início da carreira como treinador de equipe profissional. Passou pela base do Grêmio e pelo Novo Hamburgo, seu último trabalho antes de subir a serra. Foge da lista "tradicional" de treinadores, mas é um nome novo e que quer mostrar seu valor.

O Inter foi um dos times que mais chamaram a atenção na temporada de contratações para o estadual. A chegada do meia Marcelinho Paraíba, que jogou a última Série C pelo Fortaleza, do atacante Reinaldo, vindo do Luverdense, e do goleiro Fernando Henrique, ex-Fluminense, colocam o time num patamar de muita atenção. Ao contrário de adversários que mostraram dificuldades para montar seus times, o colorado aparenta ter uma estrutura forte e investimento maior que os outros do chamado "grupo dos pequenos".

No papel, o time lageano mostra que quer uma vaga no hexagonal para dar mais um passo a frente no seu crescimento, iniciado na terceira divisão e agora postulante a uma vaga na Série D. Todo time estreante sente a grande diferença que há entre as duas divisões do catarinense. Pelo menos na pré-temporada, o Inter mostra que quer vir pra ficar. Agora é ver se dentro de campo a teoria vai se confirmar. Investimentos pesados o clube fez.



sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Catarinense 2015: Guarani de Palhoça

Começa hoje aqui no Blog a Série de Posts com os perfis de todos os times do Campeonato Catarinense 2015, tradição deste espaço. Diariamente, o leitor poderá conferir as novidades de cada um dos dez clubes que buscam o título. Começando nossa série, vamos falar do vice-campeão da Série B do ano passado, o Guarani de Palhoça


SOCIEDADE ESPORTIVA, RECREATIVA E CULTURAL GUARANI
Fundação: 15 de fevereiro de 1928
Cores: Azul e Branco
Estádio: Renato Silveira (3.000 lugares)
Presidente: Janilton Gentil
Técnico: Amaro Júnior
Ranking "BdR" 2014: 11o. lugar
Catarinense 2014: Vice-campeão da Série B


O terceiro time profissional da Grande Florianópolis está de volta à elite. Na última vez que participou da primeira divisão, o bugre palhocense viveu a esperança de passar por um grande crescimento, com uma parceria assinada entre o clube com os ex-jogadores Sávio e Renan Dalzotto. O time acabou rebaixado, a parceria acabou e o Guarani voltou a caminhar com suas próprias pernas. Disputou a Copa Santa Catarina em 2013 e ficou em terceiro lugar, herdando uma vaga na Série D do Brasileiro em 2014 depois da classificação do Metropolitano via campeonato estadual. Há de se ressaltar que o clube foi corajoso, enfrentando uma Série D junto com a segundona catarinense. No Brasileirão o time não passou da primeira fase. Sobrou tempo para que o time focasse na Série B e conquistasse o acesso na reta final. Deu tudo certo.

Quando você pensa em Guarani de Palhoça o primeiro nome que você lembra é o de Amaro Júnior. Homem que luta arduamente em prol do seu clube, era o presidente até junho do ano passado, quando entregou o comando para Janilton Gentil com o objetivo de focar seu trabalho no comando do time. Conhece como poucos o futebol catarinense, principalmente o que rola na região da Grande Florianópolis. E usou muito do seu conhecimento para, junto do gerente Fabiano Pierri, montar o grupo para fazer bonito na primeira divisão em 2015.

O elenco do Guarani é quase todo composto por jogadores que já passaram pela dupla da capital, coisa que vem sendo uma constante no clube nos últimos anos. Do "lado avaiano" do Bugre estão o zagueiro Fábio Fidélis, os atacantes Cristian e Ildemar e os meias Hégon e Gustavo Santos (o irmão do Marquinhos). Da "parte alvinegra" estão Diogo Dolem, Vanderson e Julinho, lateral campeão da Copa São Paulo pelo Figueira e que estava no futebol amador. Ganhou uma chance de Amaro de tentar um retorno ao profissionalismo. Ah, sem esquecer do incansável Felipe Oliveira, atacante com longo currículo no futebol de Santa Catarina.

Sem dúvida alguma, o orçamento do Guarani é o menor dos dez clubes do Campeonato Catarinense. O clube segue uma fórmula que já deu certo em outras oportunidades, mas também já acabou falhando. Com responsabilidade e simplicidade, Amaro Júnior luta para montar um time competitivo, onde a grande vitória será a permanência na primeira divisão.


terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Times buscam ataques fortes para o Estadual

* Publicado no jornal "Notícias do Dia" de 20/01/15
Faltam menos de duas semanas para o início do estadual. Será um campeonato que vai chamar a atenção pelos atacantes que estão chegando na leva de contratações deste início de ano. Chapecoense e Joinville não pouparam esforços para trazer goleadores, já de olho na Série A. Vinicius Eutrópio sinalizou no primeiro jogo treino do Verdão do Oeste que deverá colocar em campo o rápido Ananias, vindo do Sport, com Roger, vindo da Coréia do Sul e com boas passagens pela Ponte Preta.
No outro extremo do Estado, o Joinville tem a dupla de atacantes que mais chama a atenção. Trouxe Rafael Costa, e depois acertou o retorno de Jael. Ainda tem no banco Fernando Viana e Fabinho, opções que mostraram seu valor na Série B. Confesso estar muito curioso pra ver como o baixinho duas vezes artilheiro do Estadual renderá em campo ao lado do "Cruel", que viveu uma fase sensacional antes da lesão que o tirou da última temporada. Vamos ver se Hemerson Maria conseguirá juntar dois goleadores no mesmo time. Se der certo, estará em boa situação para a estreia na Série A.
Enquanto isso, Argel esboça o time do Figueirense com Marcão e Clayton no ataque para o amistoso de amanhã contra o Internacional em Lages. O alvinegro está apostando no que funcionou no ano passado e não mostra pressa para trazer um goleador com bom custo-benefício, algo bem complicado no mercado atual. Já o Avaí trouxe André Lima como uma aposta. Autor de 38 gols em 113 jogos pelo Grêmio, foi uma oportunidade que o clube aproveitou. O atacante vê em Florianópolis uma ótima oportunidade de voltar ao destaque depois de um bom tempo parado, e o campeonato catarinense é uma ótima chance dele recuperar o ritmo de jogo e mostrar que pode ser o camisa 9 azul no Brasileirão.


Acredito num estadual com muitos gols, acima até da média de 2,55 do ano passado. E com os atacantes que chegaram, será fácil superar os 8 gols que Régis, da Chapecoense, fez para conquistar a artilharia em 2014.


quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Com Jael e Rafael Costa, JEC monta um ataque que promete

O modo como o ataque do JEC se desenhou durante a Série B é separado pela lesão de Jael, que até então era o artilheiro do campeonato.

Depois que ele lesionou o tornozelo e ficou fora do Brasileirão, Hemerson Maria demorou para achar o caminho das pedras no ataque. Acabou encontrando com Edigar Júnio e Fernando Viana, conseguiu o acesso e levou o título.

Aí Edigar voltou para o Atlético-PR e veio Rafael Costa, depois de uma longa negociação do presidente Nereu Martinelli. Seria uma simples substituição. Com a iminente chegada de Jael, o ataque ganha uma outra grande opção de qualidade, mas pode ter que fazer com que Maria mexa um pouco na composição do time campeão no ano passado.

Mas tenha certeza que, se a dupla encaixar, terá um padrão digno de Série A. É aguardar pra ver.


quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Rafael Costa volta com muita expectativa, mas vai ter que trabalhar

Depois de uma saída do Avaí comemorada pela torcida, Rafael Costa encontrou em Blumenau a paz necessária para se recuperar. Foi artilheiro do Estadual em 2012 (junto com Aloisio Boi Bandido) e 2013. Foi para o Figueirense, e de lá para a Coreia. Retornou para a Ponte Preta, onde fez 10 gols na temporada. Nereu Martinelli negociou muito, e ele foi anunciado hoje.

A carreira de Rafael no futebol pode ser dividida em duas, antes e depois do Metropolitano, que o acolheu, acreditou e permitiu que ele voltasse a crescer. Foi esse jogador que o JEC apostou, e que espera fazer o torcedor não sentir falta de Edigar Júnio.

É um reforço interessante, sem dúvida. Mas não é unanimidade do ataque do time, que vem de um título nacional e com atacantes de qualidade que ficaram para 2015. Terá que trabalhar para conquistar o seu lugar.

Ponto para o presidente que venceu a concorrência e garantiu o jogador. Chega com empréstimo até o fim do ano.


terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Olho na Chapecoense!

Essa temporada 2015 com a permanência da Chapecoense promete ser interessante.

A conta é a seguinte: no ano passado, o clube não usou toda a cota disponível em contratações. Separou uma parte para pagar dívidas e terminar o CT. Com o clube totalmente saneado financeiramente (coisa raríssima no Brasil), o trabalho para este ano foi facilitado. Fala-se em um aumento de 30% no orçamento. É um caminhão de dinheiro.

O Verdão passou por um estágio bem complicado. Pegou um primeiro ano de Série A sem nem esquentar o lugar na B. Todos aqui no Estado sabem da capacidade da turma lá do oeste de contratar, mas eles apanharam um pouco no principal campeonato do país. Como os adversários deram a brecha, houve tempo hábil para uma reação que veio na reta final com a volta de Celso Rodrigues e empurrado por jogadores que estavam lá e resolveram jogar ou vieram com o campeonato andando e ajudaram bastante.

Acompanhar essa montagem da Chape em sua segunda temporada na elite vem sendo muito curioso. A escolha do técnico foi acertada. Vinicius Eutrópio sabe o que faz e ao mesmo tempo foge daquela imagem do técnico medalhão ou maluco.

As contratações de atletas vêm na contramão dos adversários de SC. Enquanto os outros agem com cautela, sem muita pressa para completar o elenco, a Chapecoense amarra acordos e vai trazendo gente que, no papel, vão ajudar muito. Nem todos me parecem úteis. William Barbio, por exemplo, é um problema que o Vasco tenta dar um jeito de ficar empurrando pra tudo que é time até acabar o contrato. Mas veio gente boa, em algumas negociações que não vão fazer o clube pagar todo o salário. O zagueiro Vilson, os volantes Gil, Elicarlos e Maylson, o meia Maranhão e os atacantes Roger e Ananias são as provas de que esse time quer surpreender.

A italianada lá do oeste não brinca em serviço. Se organizou, tá com dinheiro em caixa e quer ir longe.



As primeiras novidades

* Publicado no jornal Notícias do Dia de 06/01/2015

O futebol catarinense foi alvo da imprensa nacional no último mês, principalmente pelo fato dos clubes terem bons resultados com orçamentos infinitamente menores aos grandes. É baseado nessa filosofia que, nessa segunda-feira (5), no início da nova temporada, apareceram os primeiros reforços para 2015. Sem loucuras e analisando as oportunidades, em um Estadual que promete ser de nível melhor que o do ano passado.

A Chapecoense chama a atenção pelo grande número de novidades. Com um orçamento previsto de R$ 40 milhões na temporada, o presidente Sandro Pallaoro diz ter uma capacidade de investimento 30% maior em comparação a 2014, quando separou boa parte do dinheiro para pagar dívidas. O Verdão perdeu Leandro e Fabiano, manteve o bom goleiro Danilo e foi ao mercado trazendo os atacantes Ananias, Roger e William Barbio, o volante Maylson e o zagueiro Vilson. Negueba e Muralha, fora dos planos do Flamengo, podem chegar também. Uma lista grande de novos nomes para o técnico Vinícius Eutrópio administrar logo no início do ano.

O Joinville voltou ao trabalho sem nenhuma contratação de peso. O Tricolor do Norte anunciou cinco jogadores, entre eles o volante Geandro, que disputou a Série B pelo Bragantino; e o lateral Luis Felipe, ex-Criciúma. O presidente Nereu Martinelli deixou claro que o clube não deixará o Estadual de lado, lutando para conquistar um título que não vem desde 2001. O mesmo dá para dizer do Avaí, que acertou em cheio ao repatriar Carlos Arini, demitido pelo ex-presidente Zunino, em 2012. O trabalho ainda está começando e o mercado está muito movimentado. Tem muito jogador se achando craque e que está pedindo valores absurdos. 

Com critério de escolha e profundo conhecimento de mercado dá para garimpar bem atrás de bons nomes. Sem pressa, porque o ano está só começando.

Grande oportunidade

São muito comuns na Europa e na Argentina os torneios de verão reunindo as principais equipes que estão em pré-temporada. Santa Catarina tem uma grande oportunidade de fazer algo parecido. Com milhares de turistas na área e bons estádios na proximidade do litoral, realizar jogos desse tipo seriam muito bem-vindos. Bem melhor que aquelas peladas de final de ano sem graça.


domingo, 4 de janeiro de 2015

O Ranking "BdR" do Futebol Catarinense em 2014

Ano novo, e o Blog volta a ativa.

Abrindo a temporada, o Blog do Rodrigo apresenta o seu ranking de clubes pelo sexto ano consecutivo. O Ranking "Blog do Rodrigo do Futebol Catarinense 2014" traz, com base nos resultados de cada clube na temporada, a classificação dos melhores do Estado.

Tem uma diferença básica para o ranking da CBF, que conta apenas competições nacionais, enquanto este também conta o Estadual. Este exercício serve para ver o andamento dos clubes dentro do cenário doméstico, somando suas atuações a nível nacional com o torneio do primeiro semestre. Também mostra todos os times que estão em atividade em Santa Catarina ou estiveram até 2012 em qualquer divisão.

Quem não passou pelo Blog antes, o ranqueamento do ano passado está aqui, e os critérios de cálculo estão no post anterior a este.

 Cálculos feitos, vamos à classificação. Algumas explicações vão junto, e em parênteses vão a pontuação e a colocação no ano anterior.


RANKING "BLOG DO RODRIGO" DO FUTEBOL CATARINENSE 2014

1) Figueirense: 43,31 pontos (2013: 3o. com 42,01): O Figueira ocupa a primeira colocação do ranking com uma diferença de apenas 4 centésimos de ponto para a Chapecoense. As campanhas na Série A foram parecidas, mas pesou o título estadual alvinegro (a Chape jogou o hexagonal, com peso menor), e a melhor produção na Copa do Brasil. Volta a ser o primeiro depois de cair para terceiro no ano passado

2) Chapecoense: 43,27 pontos (2013: 2o. com 42,61): A Chapecoense se mantém na segunda posição no ranking, com a derrocada do Criciúma para quarto. Tivesse melhor sorte no Estadual ou talvez o mesmo número de pontos do Figueira na Série A, poderia estar na frente. Como é um ranking numérico baseado em resultados, não dá pra usar o termo "empate técnico". Vai ser briga pau a pau pela liderança no ranking 2015.

3) Joinville: 42,68 pontos (2013: 5o. com 39,47): O vice-campeonato estadual e o titulo da Série B com 70 pontos fizeram o JEC ser o segundo maior pontuador da temporada, mesmo com uma campanha fraca na Copa do Brasil e com a Série B tendo um peso menor que a A. O time subiu duas posições, aumentou seu escore em mais de três pontos e fecha o ano em terceiro, com uma distância curta para os líderes. Tem plenas condições de ser o líder na próxima edição.

4) Criciúma: 40,10 pontos (2013: Líder com 43,44): O líder de 2013 despenca três posições depois de uma temporada pra esquecer: foi para o quadrangular final do Estadual mas não seguiu em frente, ficou na primeira fase da Copa do Brasil e apanhou na Série A. Perdeu mais de três pontos na média e acabou ultrapassado por Figueira, Chapecoense e JEC. Terá que fazer campanha de acesso em 2015 para voltar a subir no ranking.

5) Avaí: 39,69 pontos (2013: 4o. com 39,84): O Leão da Ilha diminuiu um pouco sua pontuação em relação ao ano anterior, em grande parte motivado pela fraquíssima campanha no Estadual, onde marcou apenas 7 pontos em nove jogos na primeira fase. Poderia até ser mais um a engolir o Criciúma na classificação, mas cai para quinto por causa das duas posições a mais do JEC.

6) Metropolitano: 27,49 pontos (2013: 6o. com 28,13): O Metrô caiu um pouco na pontuação mas está consolidado e tranquilo como a sexta força do futebol catarinense. Em 2014 entrou no quadrangular final e mais uma vez se classificou na Série D. Não deve perder nem ganhar posições em 2015, por causa das distâncias para o quinto e o sétimo lugares. Mas o torcedor blumenauense viverá mais uma vez a esperança de um possível acesso para a Série C.

7) Atlético de Ibirama:  22,74 pontos (2013: 7o. com 26,93): O Atlético perdeu mais de 4 pontos em relação ao ano passado mas não cai de posição por causa dos adversários. Campanha muito pobre em 2014 que quase acabou em rebaixamento

8) Marcílio Dias: 22,06 pontos (2013: 10o. com 19,67): Em sua volta à primeira divisão, o Marcílio fez um hexagonal razoável, se manteve na primeira divisão e subiu duas posições no Ranking. Se for bem em 2015, poderá roubar a sétima colocação do Atlético.

9) Internacional de Lages: 21,99 pontos (2013: 16o. com 15,98): Depois de reinar absoluto na terceira e na segunda divisão, o colorado lageano chega ao Top 10 do Ranking, aumentando sua pontuação anual de forma bastante significativa. Agora, na elite, poderá subir ainda mais. O problema é que agora os adversários são outros e a dificuldade é bem maior.

10) Brusque: 21,45 pontos (2013: 13o. com 18,22): O Brusque subiu três posições no Ranking empurrado pela boa campanha na primeira fase do Estadual da primeira divisão. Se assegurou no Top 10 mas tem sua posição ameaçada, já que terá que enfrentar de novo a segundona em 2015.

11) Guarani de Palhoça: 21,09 pontos (2013: 8o. com 21,60): O bugre palhocense perdeu 0,51 ponto em sua média por causa da participação na Série D, que tem peso bem maior que a segundona de Santa Catarina. Promovido para a primeira divisão, é mais um que está na briga até a sétima colocação.

12) Atlético Tubarão: 19,26 pontos (2013: 9o. com 20,05): Eterno time que bate na trave na segundona, o tricolor da Cidade Azul sequer se classificou para o quadrangular final em 2014, o que o fez cair três posições. Será que em 2015 vai?

A seguir, o restante da classificação:

13) Concórdia: 18,70 pontos (2013: 14o. com 17,20)
14) Camboriú: 17,54 pontos (2013: 15o. com 16,85)
15) Juventus / Jaraguá do Sul: 17,23 pontos (2013: 11o. com 19,57)
16) Jaraguá: 14,98 pontos (2013: 17o. com 15,66)
17) Blumenau: 13,63 pontos (2013: 23o. com 9,00)
18) Caçador: 13,60 pontos (2013: 12o. com 18,37)
19) Hercílio Luz: 12,68 pontos (2013: 18o. com 15,62)
20) Canoinhas: 11,55 pontos (2013: 19o. com 14,92)
21) Porto: 11,53 pontos (2013: 21o. com 13,30)
22) Juventus / Seara: 10,29 pontos (2013: NR)
23) Curitibanos: 8,45 pontos (2013: 27o. com 13,50)
24) Oeste: 7,61 pontos (2013: 24o. com 8,74)
25) Imbituba: 6,61 pontos (2013: 20o. com 13,32)
26) Barra: 6,08 pontos (2013: 30o. com 2,25)
27) Fluminense / Joinville: 5,83 pontos (2013: NR)
28) Pinheiros: 4,38 pontos (2013: 25o. com 7,78)
29) XV de Outubro: 4,20 pontos (2013: 22o. com 9,32)
30) Navegantes: 3,61 pontos (2013: 26o. com 5,71)
31) Maga: 1,65 ponto (2013: 29o. com 2,59)

Deixam o Ranking: Caxias e Joaçaba