sexta-feira, 22 de maio de 2015

Video: soldado que invadiu estúdio da RCE, 29 anos depois

Recomendo muito que assistam essa matéria, que conta um capítulo da história da TV em Santa Catarina. Voltei no tempo ao ver de novo as imagens do PM que invadiu o estúdio da RCE em Floripa (hoje é a Record News), talvez uma das lembranças "futebolísticas" da minha infância, quando eu digeria tudo o que era relacionado a futebol. A reportagem encontrou o soldado da PM quase 30 anos depois e levou ele de volta ao estúdio no Morro da Cruz. Sensacional.


quarta-feira, 20 de maio de 2015

A experiência de um jogo com portões fechados

Lá fui eu pra Joinville com uma missão diferente. Transmitir um jogo, no estádio, que não teria torcida. Já fiz dezenas de jogos no chamado "tubo", quando a gente narra em cima da imagem da TV com o repórter no estádio, as vezes nem isso. Nesse caso, as emissoras põem uma trilha com o som de torcida. Isso ajuda a dar um clima pra transmissão.

Sabia que não ia ter isso. Era um jogo importante, do Joinville contra o milionário time do Palmeiras, a estreia do time em casa na Série A. Certamente o estádio estaria lotado se pudesse ter público. Mas como no jogo com a Ponte Preta o rapaz do sistema de som teve uma tremenda infelicidade... torcida do lado de fora.

Sem trânsito algum, cheguei no estádio, e lá estava o guindaste com a ideia maluca de transmitir um audio com 5 ou 6 segundos de delay do mercado para dentro da Arena. Imagina só, um gol acontecer e o grito da torcida só vir depois de um tempo. O Delfim vetou e o guindaste foi embora. Alguém pagou essa conta.

A gente sempre é dos primeiros a chegar e um dos últimos a sair do estádio. Estamos acostumados a ver as arquibancadas enchendo e esvaziando. Dessa vez foi tudo em silêncio. Chegava a hora do jogo e tudo o que eu via era o pessoal da imprensa escrita ligando seus notebooks na minha frente. Os times entraram em campo num "silêncio ensurdecedor", como escreveu Nelson Rodrigues. Um negócio frio que todos olhavam com um misto de ironia e vergonha. Um jogo importante daqueles para algumas pessoas que estavam lá pra trabalhar.

E vamos ao jogo. Durante a narração você tem que sentir o clima da torcida, seja num contra-ataque engatado ou naquele "uuuuu" de um gol perdido. Não tinha nada, só o som do pessoal conversando em campo como uma pelada de domingo de manhã. Pensei a semana toda em como transmitir aquilo. Decidi "imaginar" uma trilha de torcida roncando no retorno, pra ver se dava pra manter o ritmo.

Foi difícil, saí de lá mais cansado que de costume. Manter o embalo em um clima que nada conspira a favor é complicado. Em um jogo fora de casa, por exemplo, há aquela coisa do time visitante que pressiona para calar a maioria dos torcedores. Ali não tinha ninguém pra calar, nem pra comemorar.

O jogo não teve gol. Aliás, não sei o que é narrar gol do JEC já faz um tempo. Os últimos 4 que eu fiz o tricolor passou em branco. Mas espero nunca mais ter que fazer um jogo sem torcida. É como se você tivesse falando para ninguém, ainda que o rádio e a internet te levem pra todos os cantos do mundo. Em outros tempos, a gente sabia a audiência da rádio pelo "chicote", a vinheta do tempo. Os rádios portáteis tinham altofalantes colados no ouvido e ecoavam no estádio. Os fones reduziram isso, mas você tinha na cabeça que alguém estava ali, sentado, te ouvindo e inserindo tua voz na emoção do jogo. No domingo não tinha ninguém na Arena que sempre tem bons públicos.

Pode até ter parecido simples, mas não foi. Vai pra minha história e de todos que lá foram trabalhar. Público de treino em um jogo importantíssimo. Foi futebol sem um dos seus ingredientes mais importantes, onde foi provado que sem ela, a torcida, o jogo fica sem graça.


segunda-feira, 18 de maio de 2015

"Ah, jogou bem mas poderia conseguir algo melhor..."

Rodada em que os quatro catarinenses não marcaram gol, e apenas dois pontos foram conquistados, nos empates de Figueirense e Joinville em casa. É muito cedo pra tirar alguma conclusão que possa dizer "olha, o time tem que contratar 4 ou 5 se não cai".

Hoje vou na contramão do pessimismo. Só não vi o jogo do Avaí, pois transmitia o jogo do JEC que acontecia ao mesmo tempo. Senti nas três outras partidas aquele sentimento do "time que tá arrumadinho, mas falta uma coisa a mais". Nenhum deles dá pra chamar de tragédia.

Chapecoense perdeu para o Corinthians com placar magro. O Figueirense empatou com o Vasco dominando no segundo tempo enquanto que o Joinville, bem arrumado na marcação, poderia até ter batido o poderoso Palmeiras se tivesse um pouco mais de poder ofensivo.

E vejam só, o Cruzeiro é o lanterna. O que não quer dizer absolutamente nada. Com duas semanas de Série A, dá pra ver claramente qual o caminho que precisa ser trilhado para uma melhora, e parece que uma coisa vale para todos eles: o ataque precisa ser observado com maior atenção.

E outra coisa que merece ser ressaltada é que não vi até agora nenhum time de encher os olhos. O que dá condição para que todos sejam batidos a essa altura.

Segue o bonde que no final de semana tem a terceira rodada. O Joinville mostrou evolução e um time mais solto, a Chapecoense continua arrumadinha mas precisa ser mais ousada, embora tenha vencido na estreia. Já o Figueira estreou seu time titular contra um Vasco que não mostrou nada demais. De Inter x Avaí nada posso falar, mas vi a chance de gol que Anderson Lopes perdeu. Aí ele pede pra ser criticado.




quinta-feira, 14 de maio de 2015

Doze minutos que fizeram a diferença

* Publicado no jornal "Notícias do Dia" de 14/05/2015
Qualquer que tenha sido a estratégia armada por Gilson Kleina para enfrentar o Figueira com uma vantagem de 1 a 0 no jogo de ida, ela desmoronou em pouco mais de doze minutos. Enfrentando um time que sabidamente partiria para a pressão desde o minuto inicial, não havia margem para vacilos. Só que eles apareceram e a virada aconteceu nos gols de Thiago Heleno e Marquinhos Pedroso. Um resultado que representa bastante para Argel, que precisava de um trunfo destes para ganhar um novo gás para a temporada, depois de perder no campo o título estadual.
Os gols inverteram a vantagem, fizeram o Figueirense abrir mão do ataque e dar espaço para o Avaí pressionar, numa troca de papéis. O tempo passou, a pressão foi aumentando, mas o time da casa deu jeito de segurar um adversário que partia para cima com uma grande pressão nas costas.
São os detalhes que definem um confronto no mata-mata. Um deslize, um detalhe, uma bola perdida. Nesse caso, acabou sendo a desatenção. Nada que mude o conceito dos times, que apresentam momentos distintos dentro da temporada. O Figueirense entrou em campo para pressionar, conseguiu seu objetivo e segue em frente na Copa do Brasil, com boas chances de avançar às oitavas-de-final contra o Botafogo. Resta ao Avaí concentrar-se no seu processo de reestruturação e fazer um bom papel no Brasileiro. 
Copa Sul
No fim do mês, Curitiba receberá uma reunião que pode sacramentar a volta da Copa Sul a partir de 2016. Representantes de clubes trabalham com três possibilidades: da competição reunir apenas os estados do sul, juntando os mineiros para reeditar a Sul-Minas ou ainda a participação de clubes cariocas, criando uma "Sul-Minas-Rio". Em entrevista à Rádio Banda B, o presidente do Coritiba, Rogério Bacellar afirmou que Flamengo e Fluminense se mostraram favoráveis a ideia que encontra resistência da televisão, que veria desvalorizados os estaduais. Qualquer que seja a configuração do novo torneio, a ideia ganha força e traz uma esperança de que ela vá vingar. Mas ainda há um longo e tortuoso caminho pela frente.

terça-feira, 12 de maio de 2015

O foco no clássico

* Publicado no jornal "Notícias do Dia" de 12/05/2015
Figueirense e Avaí desenharam a sua estratégia para o clássico decisivo de quarta no Scarpelli, pela Copa do Brasil. Argel abriu mão da estreia na Série A contra o Sport. Escalou um time reserva para poupar os principais jogadores e sabia dos riscos que estava correndo. Acabou tomando uma goleada e criando uma pressão extra para a próxima partida, onde precisa vencer para ir à terceira fase. Afinal, enquanto o seu time vai enfrentar o grande rival com uma semana de descanso, o Leão jogou completo no domingo contra o campeão paulista e deixou uma boa impressão.
Já são quatro jogos sem marcar gol (o de Recife foi contra) e uma clara impressão que o time principal vem caindo de rendimento no ataque no momento em que deveria estar afinado. Uma desclassificação em casa pode ter fortes efeitos, que podem aumentar muito a insatisfação logo no início do Campeonato Brasileiro. Na Ressacada a animação é grande. Gilson Kleina vem confirmando o crescimento do Avaí, que mostra uma melhora na sua organização a cada partida, trazendo ao torcedor uma grande esperança depois de um catarinense traumático. Poderia ter vencido o Santos, não fosse o gol perdido por Jéci embaixo da trave. Mas contra um favorito ao título, não dá pra reclamar.
Nada como um clássico para confirmar uma boa fase ou marcar o início de uma recuperação. O Avaí vai para o jogo cheio de moral e com um time que claramente melhorou. No outro lado, Argel tenta dar um jeito de fazer o seu ataque funcionar. Precisa muito dele, para não acabar sendo eliminado.

Segundo round
O TJD confirmou para quinta-feira o julgamento no Pleno do Joinville, no caso André Krobel. Não devemos ter novidades no resultado. O JEC tem tudo para ser punido novamente com a perda dos quatro pontos e aí, enfim, o caso vai para o STJD. Advogados que conhecem o andamento dos processos estimam que uma decisão só saia no mês que vem. Tanto o Joinville quanto o Figueirense já desenham a sua estratégia para o julgamento decisivo no Rio de Janeiro. Lá é que vai realmente valer.

domingo, 10 de maio de 2015

Os efeitos da estreia e do "batizado"

Assessoria JEC
Comparando as estreias de Chapecoense e Joinville, consegui notar uma singela diferença, mas que diz muita coisa: enquanto um time estreou em mais um Brasileirão, outro estava voltando depois de 28 anos à Série A.

Aí é só fazer a conta: o clima em Chapecó era tranquilo, enquanto em Joinville a pilha era grande esperando o aguardado jogo no Maracanã.

Isso apareceu em campo.

Já com uma temporada nas costas, a Chapecoense teve dificuldades mas conseguiu, principalmente no segundo tempo, impor seu jogo contra o Coritiba, assim como havia sido contra o Sport no meio de semana. Sofreu um gol de bola parada, mas teve tranquilidade em acreditar no seu potencial para virar o jogo. Em um dito "campeonato à parte" contra os times que não são milionários, a vitória cresce em importância. E uma outra coisa é clara: o time não vai sentir o Brasileirão como no ano passado. Lições foram aprendidas e o time tem potencial.

No Maracanã aconteceu o contrário. Hemerson Maria tinha até tocado no assunto durante a semana, sobre um possível deslumbramento do JEC estrear no palco da final da Copa. O primeiro tempo foi qualquer coisa de horrível. Um time peladeiro, que errou passes fáceis e ainda perdeu Naldo aos 23 minutos em um passe quadrado de Oliveira. Por sorte, o time saiu ileso no primeiro tempo. Com os ânimos um pouco mais em ordem, o  Joinville arrumou a marcação, o Fluminense mostrou toda a incompetência do mundo no ataque em um jogo de meia-linha e Oliveira apareceu pra segurar o que ia para o gol. Pena que Vinicius acertou um baita chute no finalzinho do jogo que garantiu a vitória do Fluminense.

Derrota merecida, apesar do torcedor espera mais. Passou o batizado com muitos erros, agora é concentrar e olhar pra frente. Domingo tem o Palmeiras, com portões fechados na Arena.


quinta-feira, 7 de maio de 2015

Os micos do Campeonato Catarinense 2015

Chegou a hora da lista dos micos do campeonato catarinense, também chamado de "pepinão" ou "mostardão" devido ao patrocinador que a FCF arrumou para substituir o já consagrado chevetão. Nem é necessário dizer que essa temporada foi recheada de trapalhadas. Dirigentes deram aula de como não se faz a coisa certa, tanto que novos jogos decisivos podem acontecer e o troféu de campeão pode até trocar de dono. Dirigentes tem ainda a cara de pau de discursar no Top da Bola elogiando o campeonato, como se tudo fosse maravilhoso. O Blogueiro agradece, já que o "maior catarinense de todos os tempos" bradado pelo presidente esteve recheado de fatos pitorescos.

Fim do mistério, vamos ao Top 10 da temporada!



10) Os coletes fedorentos: Nesse ano, a FCF arrumou duas cotas de patrocínio com a TIM e a Multisom e obrigou os repórteres de campo a usarem um colete verde e vermelho que causava sufoco aos mais gordinhos. Só que, apesar da Federação faturar um com essa iniciativa, faltou gastar com a lavação dos coletes. Pessoal da imprensa que foi transmitir Inter de Lages x Figueirense sofreu: a rodada anterior aconteceu debaixo de chuva, e os coletes foram guardados com muito carinho, sem um amaciante sequer. Chegou o domingo e a turma da reportagem sofreu com o mau cheiro. E se tentassem tirar o dito cujo, tinham que se retirar de campo.



9) Demissão pelo sistema de som: Essa aconteceu na querida Ibirama, onde o time do Atlético não fez boa temporada e dependeu de um empate amigo com o Avaí para permanecer na primeira divisão. No dia 25 de fevereiro, o time recebia em casa o Metropolitano e, em mais uma terrível atuação acabou perdendo por 3 a 1. O jogo estava na reta final quando algo inédito aconteceu: pelo sistema de som do estádio veio o recado: "Atenção gerente de futebol (Giovane Nunes), favor comparecer na sala da presidência". Não precisava falar mais nada. Era o presidente chamando o gerente para demitir o técnico Silvio Criciúma, que ouviu tudo na beira do gramado.


8) Ronaldo Capixaba, o envenenado: O jogador é sócio aqui do Blog. Virou personagem até de um jogo criado por torcedores do Criciúma chamado "Chute o Capixaba". Além de mostrar o seu limitado futebol na barca do Marcílio Dias, que acabou rebaixada, ele ficou de fora por duas partidas devido a um motivo inusitado: foi picado por uma aranha, não procurou atendimento médico e só tomou providência depois de ver sua perna inchar muito. Será que dá pra dizer que o time perdeu muito com esse desfalque?



7) A joinvilense manezinha: O Premiere fez uma campanha para vender assinaturas do Catarinense mas acabou caindo num erro que chamou a atenção, colocando uma torcedora do Joinville para falar como uma legítima nativa de Floripa. Para né ô! Explica pra eles, Paulinho Criciúma!



6) O apagão em Camboriú: em um jogo que tinha ingresso a preço de final de Brasileirão, Marcílio Dias e Figueirense se enfrentaram no Estádio Robertão em Camboriú. O cenário era pitoresco: tinha torcedor vendo o jogo do outro lado do muro com uma toalha do Corinthians pendurada, outros sentados por ali sem pagar ingresso e outros malucos que pagaram 80 reais pra ver aquilo. Com o jogo correndo, o sistema de energia não aguentou e o jogo acabou paralisado, com várias desculpas do eletricista. Ah, o jogo estava sendo transmitido ao vivo pela TV aberta.



5) Marcílio Dias: Esse me enganou direitinho. Paguei o mico de colocar o marinheiro como favorito à uma vaga na Série D numa pesquisa do Notícias do Dia. Também, eu só ouvia o Wilson Lima falar na RIC que era um timão, com mais de 300 mil reais de folha... Acho que o time acreditou nisso, começou a cobrar um preço absurdo de ingresso que afugentou o torcedor. Aí o time não rendeu, acabou escalando jogador irregular e foi rebaixado depois de tomar uma goleada em casa para o Atlético de Ibirama, clube que o Marinheiro deu uma forcinha no ano passado para não cair. Fechando a temporada, o presidente ainda partiu pra cima de um amigo da imprensa de lá. E ainda corre a história de que 14 jogadores do juvenil do clube atuaram irregulares contra o Figueirense. Não precisa falar mais nada.

4) Dagoberto, contratado pelo Whatsapp: Amigo jornalista deu o furo numa bela manhã, colocando nas redes sociais uma suposta conversa do atacante do Vasco com Carlos Arini, e ainda bancando como verdadeira a contratação dele pelo Avaí. Não adiantou apagar. Virou alvo de gozação e garante uma honrosa quarta posição aqui no ranking.














3) Não me conhece? Procura no Google: Foi com essa frase que Leonardo ficou famoso após o seu show de humildade em Blumenau. Contratado pelo Metropolitano e anunciado pelo clube como de "currículo invejável"e "o jogador que colocou Van Persie no banco do Ajax" (detalhe: o holandês jogou no Feyenoord), foi apresentado com pompas no Sesi após a derrota para o Guarani. Perguntado pelo repórter Emerson Luís, da RICTV, sobre a sua carreira, ele pediu que o pesquisasse no Google, como se todo mundo o conhecesse. Pra piorar, deu entrevista à ESPN dizendo que o Metrô não era do seu nível. Acabou não ficando por estar totalmente fora de forma.



















2) Antônio Carlos, o sem-contrato: esse era o número 1 da lista até a decisão do campeonato. Uma coisa é colocar um jogador com problema contratual, como um juvenil sem contrato profissional. Mas um time de Série A colocar um atleta sem contrato algum em campo é algo que transcende os limites da incompetência. Deu pena de ver a cara do presidente Nilton Macedo Machado tendo que explicar o inexplicável diante de tanta lambança ao mesmo tempo. O resultado todo mundo sabe: não se descobriu quem foi o culpado, o time foi para a zona do quadrangular e ainda arrumou um empate amigo com o Ibirama para não fechar o campeonato com chave de lata.


1) O caso André Krobel: quem diria, o departamento de registros do JEC, tido como um exemplo de competência, que descobriu dois furos que ajudaram diretamente o time nos brasileiros de 2010 e 2014, cair numa dessa... mas caíram. Agora, o campeonato não tem data para acabar, e o troféu mais feio da história do campeonato catarinense vai demorar bastante para conhecer o seu dono. Saem os jogadores, entram os departamentos jurídicos que decidirão o que vai acontecer a partir de agora. Um encerramento à altura de um campeonato que é vendido como maravilhoso, mas que aparece como uma grande comédia de erros, fruto de dirigentes desorganizados e uma Federação que pouco faz para melhorar o cenário.





terça-feira, 5 de maio de 2015

Julgamento do TJD foi só um esquenta para a batalha no Rio

Assessoria JEC
Ainda que muita gente tenha externado pelas redes sociais sua comoção, alegria ou revolta com o resultado do primeiro julgamento do caso André Krobel no TJD-SC, nada fugiu do que era esperado. E digo mais, o pleno deve repetir a decisão na semana que vem, provavelmente com outra unanimidade.

O advogado do JEC, Dr. Roberto Pugliese, usou de uma argumentação que dificilmente seria digerida pelos auditores, mas que provoca uma reflexão principalmente na parte que a FCF também tem uma responsabilidade sobre tudo isso. O erro do Joinville ninguém discute, mas a lentidão que a Federação tratou o assunto (três dias úteis pra checar uma súmula), somada com a falta de um sistema informatizado de controle, isso sim dá pra reclamar.

Mas o assunto do post não é esse. Todos foram para a sede da FCF sabendo o que ia acontecer. Incrível seria se o Joinville conseguisse reverter em uma esfera que coleciona condenações. Na semana que vem vai ser igual.

Guerra mesmo vai ser no Rio de Janeiro. O JEC tem a firme ideia de que será salvo pelo fato de André não ter entrado em campo, enquanto o jurídico do Figueira vai apontar suas armas para desconstruir esse argumento.  O que aconteceu e acontecerá em Balneário é só um esquenta para a hora da verdade, que vai demorar um tempo para chegar, por causa da pauta cheia da última instância da justiça desportiva.

Depois de tudo isso, o caso retorna para a Federação, que terá uma bomba nas mãos se o STJD confirmar a condenação. O título troca de mãos ou novos jogos acontecerão? Aí eu quero ver.




segunda-feira, 4 de maio de 2015

JEC campeão no campo. Agora, falta ouvir o tribunal

Eduardo Valente / Notícias do Dia
Não gosto de decisões no tapetão. Ninguém gosta. Mas é isso que vai ter.

Houve uma decisão no campo da Arena Joinville que definiu um campeão após um empate em zero a zero. Agora, o tribunal vai resolver o caso de André Kroebel. Pode punir, absolver ou aplicar uma multa. Engana-se quem acha que a parada vai ser resolvida na terça-feira. Quem perder vai recorrer pro Pleno, e depois a pendenga vai parar no Rio de Janeiro. Aí já viu. Vai demorar um monte e se mandarem jogar de novo... segura esse pepino.

 O Figueirense tinha tudo para resolver a parada no campo. A chance perdida por Clayton, o gol perdido por Mazola no final... duas oportunidades absurdas que o alvinegro desperdiçou. No final, Hemerson Maria teve que reforçar lá atrás porque o risco era enorme. Com essa disposição tática, era bem mais possível que a vitória viesse no Scarpelli, e o empate beneficiasse o Figueira.

O JEC não fez uma partida brilhante. Não entrou em campo para empatar, mas não conseguiu jogar tudo o que se esperava. Botou uma bola na trave com Kempes, e acabou tendo mais trabalho para segurar o adversário desesperado atrás do gol.

É bem sem graça uma decisão de ida e volta sem gols. Quando junta esse negócio de tapetão então, esfria. Mas o torcedor de Joinville não quis saber disso e se pôs a festejar, colocando fim em uma fila de 14 anos. Merece, foi o melhor time no hexagonal e conquistou a vantagem.

O presidente Wilfredo Brillinger, antes do jogo, já falava em tapetão. Agora, a bola passa dos pés dos jogadores para a turma do jurídico. No meio de semana tem Copa do Brasil e no final de semana começa o Brasileirão. Enquanto isso, segue a luta nos tribunais.

Parabéns ao JEC de Hemerson Maria, que venceu usando uma vantagem conquistada com absoluto brilhantismo. Contou com o apoio do presidente Nereu Martinelli, saiu de uma fila incômoda e conquistou o segundo título importante em alguns meses. Entendo que a possibilidade maior é do STJD homologar o que aconteceu no campo. Pena que isso ainda leve um tempo, mas o troféu já foi entregue e está em boas mãos.

Vida que segue, e mais uma decisão que foi pra história.




terça-feira, 28 de abril de 2015

O tapetão voltou em grande estilo em SC

O "melhor campeonato de todos os tempos" alardeado pela FCF tem o seu terceiro caso de escalação de jogador irregular. Agora foi o Joinville, que na boa vontade de colocar a base para jogar contra o Metropolitano para cumprir tabela, esqueceu de conferir os contratos de todos, e André Krobel foi colocado no banco sem contrato profissional, tendo 20 anos completos. Caso semelhante ao do Marcílio Dias, que perdeu pontos pela escalação de Rodrigo Pita.

A diferença é que o Marinheiro, que já estava no quadrangular da morte, não recorreu ao STJD, que tem uma interpretação diferente do TJD-SC, que pune o clube apenas quando o jogador entra em campo. Foi assim com o América-MG no caso Eduardo, em denúncia formulada pelo próprio JEC. Num primeiro momento, o clube mineiro foi punido com a perda de 21 pontos. No recurso, o Pleno entendeu que a punição deveria acontecer apenas na partida em que ele entrou em campo, e com isso apenas 6 pontos foram retirados.

Chama a atenção do fato aparecer somente agora, no meio da semana decisiva do campeonato. O JEC errou e tem culpa nisso, mas.... porque só agora? Por que o sistema eletrônico da Federação Catarinense de Futebol não acusou o erro? É necessária uma denúncia para que o erro não passe batido?

Uma possível punição não muda os finalistas do campeonato, mas inverte o mando, com o Figueira jogando a decisão no Scarpelli e a vantagem dos resultados iguais. Em quais datas? Vem aí a Série A, no meio de semana tem a Copa do Brasil, e a primeira data disponível é 20 de maio. E como ficam aqueles jogadores com contrato a encerrar? E aqueles que estão lesionados, caso de Rafael Bastos? E a suspensão de Wellington Saci, como fica?

Um pepino sem tamanho,  que poderia ser facilmente resolvido se, no dia seguinte, a tal da súmula eletrônica acusasse o problema. Não acusou, e agora a FCF se vire.

E o Joinville hein... caiu num erro em uma partida que não valia absolutamente nada. Kroebel nem precisaria ter ido pro jogo.



domingo, 26 de abril de 2015

Joinville parou o Figueira, e levou o favoritismo para a Arena

Eduardo Valente / Notícias do Dia
Hemerson Maria apresentou uma proposta para segurar o Figueirense, enquanto que o adversário tentou esboçar algum tipo de estratégia que não funcionou. Resultado disso tudo foi um empate que obriga o Figueira a vencer o jogo na Arena, algo que o clube não consegue desde 2008, para levar o caneco, digo, levar a "tampa de pepino".

Tento traçar uma linha de pensamento baseado no fato que ambos sabiam há tempos que iriam se enfrentar na final. Sem impedimentos ou desfalques de última hora, havia tempo para estudar o melhor caminho para chegar no gol ou fechar a marcação. Nesse critério, ponto para Hemerson Maria, que fez sua defesa fechar espaços. Naldo, o melhor em campo, travou o meio-campo e fez com o que o Figueira não funcionasse. Ricardinho não sabia o que fazer, enquanto que Mazola e Marcão pouco apareceram. Veio Jean Deretti, não funcionou. Chances de real perigo só no final, quando o alvinegro subiu no desespero. Final, zero a zero.

O Figueira chega à grande decisão com um desânimo do torcedor e com a impressão de que caiu de qualidade. Há um favorito para o próximo domingo, que é o JEC, que terá a Arena lotada para empurrá-lo e com a vantagem do empate para si.

Ainda há 90 minutos por jogar, nada garantido. Mas a primeira parte da final mostrou as armas de cada um. Por enquanto, as armas tricolores são mais fortes. E na volta, com o Figueirense indo para o tudo ou nada, o JEC terá a chance de mostrar a força do seu contra-ataque. Vai ser interessante.


sexta-feira, 24 de abril de 2015

Campeão catarinense vai receber o troféu "tampa de pepino"

O troféu do campeonato catarinense não vai ser um troféu. Mais parece um display de loja ou uma tampa de vidro de pepino gigante. Uma obra de mau gosto que foge de qualquer prêmio digno de um campeão. Mais parece uma propaganda permanente que nem cabe numa estante. O campeão vai ter que arrumar um prego na parede.

Patrocinador, Delfim e a tampa de pepino

Troféus como o do campeonato alemão ou japonês são lindos, de prata, sem nenhum tipo de merchan. Já essa coisa aí extrapola. E o presidente da FCF ainda disse que "é uma verdadeira obra de arte, com certeza temos uma das mais belas taças, senão a mais bela, na história dos 91 anos do Campeonato Catarinense".

Não precisa exagerar. Primeiro que isso não é taça, e qualquer outra é mais bonita que essa. A ideia é "parecer com o troféu do campeonato alemão". Menos. A salva de prata é linda e não tem merchan. Os clubes catarinenses merecem algo de melhor gosto.







Felipe e Carlos Alberto, as apostas inusitadas do Figueira

Numa noite só, a imprensa do Rio diz que Carlos Alberto fechou com o Figueirense pela bagatela de 140 mil reais mensais e o goleiro Felipe é visto em Floripa depois de acertar com o clube.

Dois casos que dá pra chamar de aposta. E aposta inusitada. Um meia que não convence há tempos, com um salário extremamente alto pelo pouco futebol que vem mostrando. Carlos Alberto é o tipo de jogador que ainda encontra lugar em clube de Série A sem merecer tanto. Basta olhar as suas últimas temporadas. Se ele tivesse vindo por um valor menor ou até com algo ligado a produtividade, vá lá. Mas um salário tão alto para alguém que coleciona afastamentos e passagens discretas? Posso queimar a língua, mas não acrescenta em nada ao que o time tem atualmente. Em tempo, parte 1: seu salário no Goiás, ano passado, era de 50 mil reais.

O caso de Felipe é diferente e traz outro pensamento. Tiago Volpi assumiu a camisa 1 do time, convenceu a torcida com o andar das rodadas e tornou-se unanimidade, certo? Alex Muralha segue o mesmo caminho. Assumiu a titularidade, tem atuações convincentes e mostra ter qualidade para o gol alvinegro na Série A. E aí vem um outro goleiro que está parado um tempão?

O dinheiro do Figueirense não é meu e o presidente tem direito de gastar onde quiser. Mas dentro de uma certa razoabilidade, é melhor investir uma grana preta em dúvidas ou em jogadores que possam trazer um resultado, digamos assim, mais garantido?

Pesa a favor aquela história de recuperar jogador em decadência, vide Edmundo. Não sei se o raio cai duas vezes no mesmo lugar. Também tem o caso do Loco Abreu, que deu beeeem errado.

Em tempo, parte 2: torcedores vascaínos não esconderam sua felicidade quando souberam que Carlos Alberto recebeu uma proposta bem melhor do Figueira.


domingo, 19 de abril de 2015

Passou o hexagonal, agora é foco na final

Carlos Junior / Notícias do Dia
O hexagonal terminou sem aquela famosa emoção de uma última rodada. A decisão já estava definida com mando de campo e tudo. Para quem está na final, houve oportunidade para descansar titulares e zerar os cartões amarelos para a final. Cada time tem problemas isolados, mas agora é foco na final. Domingo que vem começa a batalha entre Figueirense e JEC, no Scarpelli.

Com o adiamento dos confrontos da Copa do Brasil, o Figueirense terá todo o tempo do mundo pra esse jogo, coisa que o Joinville já tinha, depois da eliminação para o Ituano. Isso tem um lado bom e outro ruim: tempo suficiente para treinos, recuperação de atletas, estudo do adversário e concentração para a final duelam contra a ansiedade que todos tem para uma decisão. Como ambos os times sobraram na reta final da segunda fase e se classificaram com boa antecedência, a "pilha" da final já começou lá atrás, e isso pode ficar remoendo na cabeça dos personagens até o pontapé inicial do primeiro jogo. Cabe às comissões técnicas manter a turma com os pés no chão para não entrarem pilhados demais, tipo Wellington Saci, que não pode ver um jogo contra o Figueira que entra maluco em campo.

Saci não joga a primeira final, e acredito que não jogue a segunda também. O JEC contará na decisão com importantes jogadores que passaram todo esse tempo se recuperando. Jael e Marcelo Costa já retornaram e Anselmo está voltando. Ainda que Hemerson Maria tenha achado um esquema que funcione bem para o estadual, com Tiago Luis na meia e Kempes e Welinton Jr. na frente, é inegável que ter 3 dos campeões brasileiros da B de volta ao combate ajuda e muito.

Do outro lado, Argel dificilmente contará com Rafael Bastos e espera que Leandro Silva possa estar em campo no jogo de volta. Uma reunião nesta segunda pode definir o tratamento dele sem cirurgia. Sem este último, ele fatalmente terá que improvisar no setor em casa e sabe que o adversário tentará jogadas por ali.

Quando o JEC jogou pela primeira fase no Scarpelli, o que se viu foi um time ultra-recuado torcendo para o jogo acabar contra um Figueira que entendeu o recado e foi para cima, e acabou vencendo. No hexagonal o tricolor mostrou outra cara, com ousadia e vontade de vencer fora de casa, como no convincente triunfo em Chapecó. Argel acredita ser um confronto "50-50", e vou com ele. Mas ele sabe que terá que fazer um placar em casa, já que o JEC terá a Arena abarrotada de gente e uma vantagem do regulamento na volta.

Chegaram os dois melhores, com um grande equilíbrio. Foco na final, que promete ser boa. Diria eu melhor que a do ano passado.


sábado, 18 de abril de 2015

Zero a zero que valeu pela base tricolor em campo

Hemerson Maria falava na entrevista coletiva como aquele professor de educação física orgulhoso do time da sua escola depois de uma partida em alguma olimpíada estudantil. Com o JEC já classificado e com vaga garantida na final, era a hora perfeita pra testar a base. Teve gente que aproveitou e apareceu muito bem.

Gostei bastante de Luis Meneses e Mateus Silva, atletas que atuaram com personalidade. Juninho mostrou vontade e Danrlei, esse já com mais rodagem, deu recado que merece ser observado com mais carinho pelo menos na composição do banco de reservas.

Do jogo em si não dá pra tirar muito. Mas como observação de possíveis talentos do time para o futuro, vale bastante. Tinha jogador que atuou pela primeira vez pelo profissional. Vai para a história deles este dia 18 de abril.