quarta-feira, 29 de junho de 2016

Conheça a segundona: Operário de Mafra

ESPORTE CLUBE OPERÁRIO DE MAFRA
Fundação: 11 de fevereiro de 2013
Cores: Preto e Branco
Estádio: Alfredo Herbst (Pedra Amarela) - Municipal - 2.500 torcedores
Presidente: Luciana Teixeira Borges
Técnico: Edmar Heiler
Ranking "BdR"2015: 25o. lugar
Catarinense 2015: 8o. lugar na Série B




O Operário de Mafra tem algumas particularidades: o clube nada tem a ver com o Clube Atlético Operário, que disputou a primeira divisão do campeonato estadual nas décadas de 70 e 80. Na década de 2000, o futebol da cidade ressurgiu como "Opérários Mafrenses"e, desde o ano passado, disputa a Série B do Catarinense após comprar a vaga do vizinho Canoinhas (que, por sua vez,  havia comprado a vaga do Biguaçu em 2013). Nesse novo momento do clube do planalto norte, o time teve uma campanha bastante modesta no ano passado, ficando em oitavo lugar na classificação com apenas cinco vitórias em dezoito partidas. O Operário, que deve ser o único no futebol profissional do Estado a ter uma mulher na presidência, manda seus jogos no Estádio Pedra Amarela, que passou por algumas melhorias no ano passado, mas que continua com um gramado bastante complicado.

O técnico e "faz-quase-tudo" no Operário é Edmar Heiler, natural da cidade e que comandou o time no ano passado. Aliás, é a sua sexta passagem pelo clube. Com passagens pelo futebol paulista e aqui no Estado pelo Hercílio Luz e Canoinhas, ele também é responsável pela montagem do elenco. A base do clube teve resultado bastante interessante no primeiro semestre, chegando às semifinais da Copa Santa Catarina sub-20, sendo derrotado pelo campeão Figueirense.





O time para este ano é mais qualificado que o do ano passado, quando o time só não brigou contra o rebaixamento porque havia um Blumenau que acabou eliminado por problemas de registro e estrutura. Jogadores experientes estão no elenco, caso do interminável volante Xipote, cujo currículo deve ser um dos maiores do futebol de Santa Catarina, o volante Duda e o zagueiro Lucas, que disputaram o Estadual pelo Camboriú, além do lateral-direito João Neto, vindo do Brusque, o meia Leandro Branco, ex-Marcílio Dias e o atacante Marcelo Quilder, ex-Atlético de Ibirama.



O Operário entra na Série B querendo surpreender. Tem um time que merece ser observado. Não investiu tanto como alguns adversários, mas vai tentar fazer o crime em um duro campeonato de pontos corridos. Deve ficar mais acima da tabela.


O JEC, agora sem Hemerson Maria

Assessoria JEC
Nem precisava de anúncio oficial. Todos sabiam que a derrota para o CRB, voltando a mostrar um futebol sem organização e com erros crassos de marcação, decretaria o fim da segunda passagem de Hemerson Maria no Joinville. A situação é complicada, com o time marcando posição na zona de rebaixamento e com uma distância cada vez maior do G4.

Aliás, G4 é algo que não pertence ao tricolor neste momento. A não ser que aconteça um milagre e o time faça uma sequência grande de vitórias.

Maria caiu não só por falta de resultados. Algumas substituições eram bastante questionáveis e o time não evoluía em aspectos básicos, com erros se repetindo partida após partida.

Quem pegar o abacaxi, e aqui vai aparecer a necessidade do chamado "técnico bombeiro", terá a missão de arrumar rapidamente a casa e tirar o time do Z4. O que vier depois é lucro. Chegaram jogadores a granel no CT, e montar um time (se for possível) com o campeonato andando não é fácil, e a chance de dar errado é grande.

Serão meses complicados para o JEC. O alto da tabela está longe, a torcida está revoltada e haverá queda no número de sócios e no público na Arena. Some-se a isso que o time gastou um monte pra remendar o plantel e não sabe o resultado que terá.

Hemerson fez um pequeno milagre ao levar um time limitado à final do Estadual. Mas não conseguiu evoluir dentro da Série B.



sábado, 25 de junho de 2016

Conheça a segundona: Atlético Tubarão

A partir de hoje, o Blog lança a edição 2016 do "Conheça a segundona", com o perfil dos dez times que disputarão a partir de julho o Campeonato Catarinense da Série B. O torneio promete, com alguns bons candidatos ao acesso e transmissão ao vivo pela TV para todo o Estado pela Record News. Vamos começar com um candidato ao acesso que ficou muito próximo do objetivo no ano passado, o Atlético Tubarão:



CLUBE ATLÉTICO TUBARÃO
Fundação: 14 de Abril de 2005 (como ACRE Cidade Azul)
Cores: Azul, Preto e Branco
Estádio: Domingos Silveira Gonzales (Municipal) - 3500 lugares 
Presidente: Gilmar Negro Machado
Técnico: Marcelo Mabília
Ranking "BdR" 2011: 10º lugar
Catarinense 2015: 3o. lugar na Série B


Clube originado do finado Cidade Azul, o Atlético Tubarão vive a sina de sempre deixar escapar o acesso nas últimas rodadas. Ano passado, não foi diferente. Com a faca e o queijo na mão para voltar à elite, o Peixe perdeu a vantagem para a última rodada após um empate com o eliminado Hercílio Luz. Acabou ficando na segunda divisão superado no saldo de gols pelo Camboriú, mesmo com 36 pontos conquistados em 18 jogos e apenas duas derrotas. O time do Tubarão para esse ano é mais qualificado que o do ano passado.  A estrutura do time ganhou corpo, com direito à troca completa do gramado do Estádio Domingos Gonzales, em Vila Oficinas, o antigo campo do Ferroviário.

Para comandar o time nessa temporada, o Tubarão foi atrás de Marcelo Mabília, de campanha impressionante com o Internacional de Lages no Catarinense de 2015, colocando o Leão Baio na Copa do Brasil. Depois de uma passagem pelo Tombense, ele retorna à cidade onde apareceu como destaque jogando, naquele timaço que tinha Miguel, Rogério, Eduardo, entre outros (cuidado: apesar das cores serem as mesmas, o CAT nada tem a ver com aquele Tubarão que impressionou o Estado no fim da década de 90 e inicio dos 2000).


O time do Atlético segue uma regra há muito usada na segundona do Estadual: times experientes, muitos com rodagem pelo Estado, para minimizar o erro. E essa é a base do time de Mabília, com jogadores experientes como o atacante Brasão, ex-Inter e Camboriú e o zagueiro Vitor Hugo, também com vasto currículo por aqui. A novidade é a presença do atacante Valdo Bacabal, de duas temporadas em Lages, jogador de confiança do técnico.

Pelo que vem mostrando na pré-temporada e pelo retrospecto, o Tubarão entra como um dos grandes favoritos ao acesso. Buscou se estruturar e qualificar pra isso. Basta ver se o time vai carimbar a vaga ou acabar escorregando mais uma vez nas rodadas finais. O torcedor está cansado de tanta amarelada no final.




sexta-feira, 24 de junho de 2016

Vida que segue para a Chapecoense. Que venha o novo técnico

O Bahia fez de tudo para tirar Guto Ferreira da Chapecoense. Tanto que conseguiu, pagando um salário que o treinador nunca recebeu na vida. Com tratamento de Guardiola.

Chega com a obrigação de subir um time que tem orçamento gordo e que falhou no acesso no ano passado. O presidente nem sai de casa com tanta pressão. Precisava dar uma resposta depois de não conseguir sucesso com Doriva.

E a Chapecoense? Quando perdeu Mauro Ovelha, e isso foi lá em 2011, achou-se que perderia o caminho. Não aconteceu e o resultado a gente vê hoje, com o time na primeira página da classificação da Série A e uma campanha consistente. Tem ainda um elenco interessante e existem nomes disponíveis no mercado que podem tocar o trabalho.

O próprio Doriva. Dado Cavalcanti. Caio Júnior. só pra citar alguns que estão aí disponíveis.

A Chape tem uma seriedade financeira enorme e não é por causa disso que vai sair da sua rota. Segue o planejamento de uma diretoria que sabe o que faz.

Segue o fluxo, e que o trabalho continue.






sábado, 18 de junho de 2016

A falta que faz uma reação

Avaí e Joinville fizeram ontem dois jogos onde se viu mais do mesmo: na Arena, o JEC voltou a mostrar a falta total de inspiração contra o Ceará. Até conseguiu sair na frente, mas não teve a competência para segurar o resultado. Já em Goiânia, o Avaí jogou um futebol sem graça e perdeu para o Goiás, que vive uma situação tão ruim quanto o adversário.

Não tem como esperar algo a mais dos dois. O tempo passa, já estamos na metade do primeiro turno e não há reação, diferente do Criciúma, que mesmo tropeçando fora de casa, vai mantendo sua regularidade e está na parte de cima da tabela. A não ser que uma arrancada fantástica aconteça, o campeonato vai ser assim até o final para Leão e JEC. A missão será somar pontos para não cair.

A situação avaiana é um pouco pior, até porque o time nem está buscando reforços mais fortes no mercado. São quatro derrotas seguidas, desculpas que não convencem e a aproximação da zona de rebaixamento. Não é sempre que o goleiro Renan vai segurar a barrar lá atrás. Pior é que não se vê movimentação, até por que o lateral Capa não é alguém que venha para resolver. O Joinville pelo menos está contratando a rodo. Se vai resolver, é outra história.

Os dirigentes precisam ser cobrados pelos erros crassos de planejamento. Dos dois clubes.


segunda-feira, 13 de junho de 2016

Chega de Dunga né!!

A Seleção Brasileira, ou a seleção do Dunga, não teve competência para fazer gol no Equador e no desfalcado Peru, que faz péssima campanha nas eliminatórias.

Reclama de gol de mão. Foi mesmo, não há duvida. Mas esse time aí não deveria ter jogado mais e feito um, dois ou até três gols?

Se antes não havia clima, agora mesmo que não tem mais como segurar. Mantê-lo na Olimpíada significa manter o clima péssimo. Rogério Micale, que tocou o trabalho e bem, merece treinar o time. A CBF vai ter tempo até o próximo jogo das eliminatórias, onde o time está com a moral lá embaixo e carregando a raiva do torcedor.

Chega de Dunga. Acabou, já era.




quarta-feira, 8 de junho de 2016

Criciúma é o único a atingir o índice de confiabilidade na Série B

Caio Marcelo / Criciúma EC
O Criciúma conseguiu tornar tranquilo um jogo que prometia ser duro. Dominou o Brasil de Pelotas por completo, fez convincentes 3 a 0 e se mantém encostado no G4. O time ainda precisa de ajustes, principalmente nos jogos fora de casa. Mas há de se ressaltar que nesta reta inicial o time vai fazendo a sua parte em casa para não perder terreno.

Me chama atenção a aplicação do time, que mostra agilidade e opções ofensivas. O time poderia até estar mais acima na tabela, mas despediçou jogos "ganháveis" contra CRB e Oeste, sendo que até perdeu pênalti neste último.

Dos três catarinenses, o Tigre é o único que atinge certo índice de confiabilidade. Tem um padrão de jogo, uma qualidade interessante. Não é perfeito e tem coisas para arrumar. Mas a situação na tabela dá tempo a Roberto Cavalo para ajeitar, sem o desespero de quem precisa recuperar terreno com urgência. Esse é o ponto bom.

O mesmo não dá pra falar do Joinville, que já está a sete pontos do G4 e a um da zona de rebaixamento. Deu espaço para o Vasco e pouco mudou das últimas partidas. Hemerson Maria, e aí já mostrando o desespero de um clube que traz problemas de um bom tempo, colocou três dos jogadores recém contratados e, claro, pesou o entrosamento. Heliardo mostrou certa qualidade no ataque, ainda que tenha um longo caminho pela frente. Até acho que o JEC pode se acertar, mas quando isso chegar a distância para o acesso estará bem grande. Aí vai ser time para meio de tabela, jogando para poucos em casa. Infelizmente, o destino parece ser esse.

O Avaí tem apenas três pontos de distância para o G4, algo totalmente recuperável, mas a sua qualidade de jogo passa longe de quem está mais acima na tabela. Contra o Bragantino, o time escapou de tomar uma goleada, graças a mais uma boa atuação do goleiro Renan.

Chega a hora de separar os candidatos ao acesso, com abertura para aquela super disparada de alguém para encaixar. E, nessa turma, o Tigre é o único catarinense que se encaixa.




sábado, 4 de junho de 2016

JEC e Criciúma vão mostrando seus problemas e desperdiçando pontos preciosos

Ontem, o Joinville voltou a mostrar a fraqueza do seu ataque. Na tarde de sábado, o Criciúma repetiu a novela do jogo contra o CRB e tornou a jogar pontos fora.

Ainda que a classificação da Série B ainda esteja apertada, isso vai fazer falta no final.

O Joinville vai enfrentar o Vasco na terça sem favoritismo, mas pelo menos não está na zona de rebaixamento, graças à vitória sobre o Tupi na terça-feira, com um gol no último minuto. Contra o Náutico veio uma derrota em um jogo "ganhável". Adversário sem brilho, jogo morno, estádio vazio. Acontece que é complicado acreditar em um time que tem uma peça apenas que salva (Pereira, que não aguenta o jogo todo) e outras que não mostram nada de qualidade. E aí o Náutico abriu o placar, em uma falha de cobertura pela direita. No final, atirando-se para a frente, tomou o segundo.

A tecla é a mesma. O time precisa de ataque se quiser pelo menos brigar pelo acesso. Jogadores estão chegando a rodo no CT do Morro do Meio. Remendar um time com o campeonato andando pode dar certo, mas tem um risco grande de dar errado. Eu não compartilho da tese de que o time briga pra não cair para a C. Mas com esse futebol, o time não empolga e se arrasta para o final para ficar no meio da tabela.

O Criciúma não sofre de toda essa falta de qualidade no ataque, mas mais uma vez jogou fora pontos importantes em Osasco. Não só pelo pênalti perdido por Elvis, o que salvaria pelo menos um pontinho, mas pela falta em finalizar bem as chances que aparecem. Foi assim em Maceió contra o CRB, e agora contra o Oeste. Vai para a conta dos pontos perdidos. E se considerarmos que o time está bem perto do G4, poderia fechar a rodada lá dentro, e até com certa folga.



sexta-feira, 27 de maio de 2016

JEC não fez bom negócio por Agenor

Quando surgiu a informação da nova investida do Sport Recife sobre o goleiro Agenor, do JEC, tentei imaginar qual o tamanho da proposta por um atleta que tem uma multa rescisória de R$ 5 milhões. O time de Pernambuco tem um orçamento polpudo, mas não sei se seria negócio pra eles gastar esse caminhão de dinheiro por um goleiro, posição que há sim uma oferta interessante no mercado.

Mas o Joinville resolveu facilitar as coisas de uma forma surpreendente. Cedeu o goleiro ao Sport por um valor, podemos dizer, simbólico. Primeiro, o presidente Jony Stassum abateu o valor da multa em mais da metade. Vendeu 50% dos direitos dele por apenas R$ 1,1 milhão, recebendo R$ 550 mil à vista e a outra parte somente em março do ano que vem.

Com todo o respeito, mas ninguém em sã consciência, ainda mais com um contrato com multa alta na mão, faria algo assim. Pois é, o JEC fez, liberando um importante jogador por pouco mais de 10% do valor da quebra de contrato.

O JEC não está quebrado. Entrou dinheiro da transferência internacional de Ramires, das saídas de Guti e Anselmo e também tem as luvas pagas pelo Esporte Interativo. Não vejo uma situação de desespero para se livrar do jogador, ainda mais na situação que o clube se encontra, de uma forma assim, tão fácil.

E assim, a diretoria tricolor vai desmanchando o time. Bruno Aguiar tem proposta do América-MG e também pode ir embora.

Não dá pra entender essa lógica.  A Chapecoense, por exemplo, pensa bem diferente na hora de negociar. Ano passado, Camilo estava acertado com o Botafogo e o clube não abriu mão da multa. Ele só saiu para o mundo árabe quando o dinheiro pedido pingou na conta.



Empates e arbitragem

* Publicado no jornal "Notícias do Dia" de 26/05/2016
Ninguém gosta de ter que tocar de novo no assunto, mas a arbitragem acabou sendo decisiva para os catarinenses ontem à noite. O Figueirense tem toda razão em reclamar de dois pênaltis não marcados no segundo tempo do jogo contra o Santos. A Chapecoense, que vencia o Flamengo, foi prejudicada em um lance bisonho, penal inexistente, na cara do árbitro.
O Figueira achou um gol no final do jogo contra o Santos, mas é importante ressaltar que o time ficou a desejar e muito no seu conjunto. O adversário chegou a ter 67% da posse de bola no primeiro tempo. Conseguiu sair na frente com o gol de Rafael Moura e poderia ir para o intervalo na frente com a possibilidade de desenhar um outro cenário para a etapa final, mas um erro infantil de Ferrugem colocou tudo a perder. O Peixe voltou melhor para o segundo tempo, virou o jogo e deu a abertura para o Figueira depois da expulsão de Gustavo Henrique. Com um a mais em campo, faltou saber aproveitar a chance.
Ermel veio do banco para garantir um ponto com um belo gol e evitar prejuízo maior. O garoto não vai salvar sempre, mas não pode ficar de fora do time titular, até pela fase que vive. É bom considerar que o time de Vinícius Eutrópio já perdeu quatro pontos dentro do Scarpelli, desobedecendo aquela cartilha de quem não quer ter sofrimento lá na reta final. O "time em formação" batizado pelo treinador vai ter que buscar pontos fora para cobrir o prejuízo. E é bom que comece a reagir o quanto antes.
Enquanto isso, a Chapecoense foi valente em Volta Redonda e só não venceu graças a um pênalti inexistente nos acréscimos. Sem se retrair e buscando o jogo contra o Flamengo, o time de Guto Ferreira fez um jogo equilibrado e cresceu demais após a expulsão de Everton. Passou a frente num golaço de Hyoran e teve pelo menos duas chances claras de matar a partida em contra-ataques. Acabou prejudicado pelo árbitro (de novo, contra o Inter aconteceu a mesma coisa). Mas a impressão é boa. Assim como em 2015, o Verdão do Oeste vai mostrando suas garras nas rodadas iniciais, sabendo o que faz em campo.
Mas não dá pra aceitar o que a arbitragem fez. Não eram lances difíceis. Acabaram interferindo e muito nas partidas.

domingo, 22 de maio de 2016

Chape aproveita e Figueira desperdiça, mas não pode reclamar

O Brasileirão começou a mostrar as características do seu equilíbrio: nenhum time venceu os dois primeiros jogos, o que coloca na liderança aqueles que venceram um jogo e empataram outro. A Chapecoense está lá, o Figueirense poderia estar.

Isso porque não tem como não lamentar quem sai na frente com um 2 a 0 e deixa empatar. Tá certo que empatar com o Cruzeiro no Mineirão não é mau negócio, mas da forma como foi, e com uma falha de cobertura no segundo gol, fica aquele gosto de "poderia ser melhor" para o Figueirense. Pelo menos a impressão deixada foi boa. Definir quem é quem no Brasileirão leva mais um tempo, mas os dois gols de Rafael Moura mostram que o time alvinegro está em uma situação de equilíbrio com o resto. Há tempo para subir de patamar, até porque a temporada é longa

Já a Chapecoense teve que ralar debaixo de chuva e frio (e um gramado preocupante) para virar pra cima do América-MG. Ainda que o time de BH tenha perdido os dois jogos, ele não é bobo. O time teve Bruno Rangel em excelente tarde (quase fez o terceiro para pedir música) e acabou "confirmando o serviço" para vencer em casa. Até agora, tudo certo, com um empate em Porto Alegre usando de forte marcação e a vitória sobre um adversário direto.

Início de Brasileirão tranquilo para os dois. Crise passa longe. Enquanto isso, tem outros desesperados no mercado.


domingo, 15 de maio de 2016

O rádio esportivo merece mais respeito

Repórteres protestam em Salvador, durante o jogo Bahia x Avaí
Três emissoras de Joinville mandaram repórter para Lucas do Rio Verde, no interior do Mato Grosso, neste sábado. Depois do voo até Cuiabá, são cerca de 400 km até o local do jogo Luverdense x Joinville. Não é barato, além de ser cansativo.

Primeira rodada do Brasileirão com novas recomendações da CBF para a imprensa. Antes dos times entrarem em campo, os repórteres precisam ir para trás do gol, e de lá não saem até o final do jogo, onde podem, e só a partir dali, fazer as entrevistas com os atletas. Nada mais de palavras antes da partida ou no intervalo. A transmissão perde graça e o ouvinte fica sem a informação.

A CBF diz que foi pedido dos técnicos e clubes, algo que não podemos confirmar. Mas mesmo assim, é necessário trazer o Brasileirão, produto mal trabalhado e que precisa de mídia, para perto do torcedor. Um tiro no pé que deixou muita gente insatisfeita.

Sabemos que o momento não é favorável. Emissoras de rádio estão fechando equipes esportivas ( por causa da crise, baixa audiência ou má administração, depende do caso), e a decisão monocrática da CBF é mais um tiro no peito do produto que carrega a paixão pelo futebol em suas veias. Estimula-se aí a extinção do repórter nas transmissões. Bastará narrador e comentarista em frente a TV, coisa que prefiro não cogitar. Sou narrador, mas já fui repórter. É algo importante.

Agora é hora de ver o que as entidades de classe vão fazer em cima disso. Até agora não vi nota alguma, seja das duas associações nacionais de cronistas esportivos (sim, temos duas, a Abrace e a Aceb, mais recente, dissidência da mais antiga) nem das suas respectivas estaduais.

Repórter não é palhaço pra ficar em pé o jogo todo, muitas vezes debaixo de chuva e frio, pra só trabalhar quando o jogo terminar. Espero que logo isso seja corrigido para evitar uma injustiça, assim como aconteceu há alguns anos em Santa Catarina, quando a gloriosa Associação de Clubes do estado resolveu cobrar direitos de transmissão de emissoras de rádio no campeonato estadual, algo que não vingou e foi cancelado dias depois, até porque a lei brasileira proíbe isso.

Ah, e por favor não vamos comparar com a Europa. Transmissões de rádio lá dão sono, além de não fazerem parte de forma tão intensa como aqui no Brasil. Além do mais, as condições de trabalho lá são bem melhores que a maioria dos estádios por aqui.






Primeiras impressões na Série B

O Brasileirão é uma longa maratona. No meio do caminho tem lesões, as movimentações do mercado e muitas trocas de treinador. Quem conseguir se aproveitar bem da parte inicial pode ter uma vantagem considerável para administrar. Receita velha, mas é bom relembrar.

Começou a Série B, campeonato que, como diz Rui Guimarães, tem quatro campeões. O recomendável é fazer o serviço de casa e buscar pontos fora. Outra receita bem antiga.

O Criciúma, mesmo com um gol impedido, fez sua parte e venceu um time que será um adversário direto pelo acesso, até pela estrutura que tem. O Avaí perdeu para o Bahia em Salvador, algo que pode ser considerado natural pela diferença orçamentária e pela condição de favoritismo que o time de Doriva possui.

Trabalhei em Luverdense x Joinville, jogo muito ruim que só ganhou um pouco de graça na reta final. O JEC voltou a mostrar a pasmaceira do seu "ataque", o que desperta algumas preocupações. O time achou o empate numa cabeçada de Bruno Aguiar, zagueiro, que mais uma vez foi a frente para salvar. Hemerson Maria admite que o time é limitado, mas indicou para o clube um tal de Cléo Silva, que não possui qualidade alguma. Aí ele tem que mexer muito e não encontra uma solução. Empate acabou sendo lucro.

É só o começo, mas ambos sabem que precisam desenvolver muito para se tornarem confiáveis. Sexta que vem tem um JEC x Criciúma bem interessante, na Arena Joinville.


sexta-feira, 13 de maio de 2016

Os micos do Campeonato Catarinense 2016

A lista tarda, mas não falha. E nada melhor que uma sexta-feira 13 para que o Blog divulgue a sua tradicional lista dos micos do Catarinense 2016, onde a Chapecoense levou para sua sala uma estátua da Liberdade que com certeza terá destaque.

Confesso que esse ano teve bem menos ocorrências de destaque como no ano passado. Mas mesmo assim, o "Havanzão 2016" teve as suas pérolas.

Tá na hora da lista!!

10) O voo do estagiário: mais uma vez o glorioso Camboriú volta à lista dos micos. Depois de uma das mais cômicas cenas da história, onde o time teve que empurrar um ônibus na volta de Chapecó após o rebaixamento, desta vez a menção vai para o "estagiário" do clube que, depois da goleada sobre o Guarani de Palhoça no final do primeiro turno, botou a cabeça do mascote resolveu fazer "peixinho" no gramado encharcado. Pena que a reação não deu certo. O time não achou o bom futebol e acabou rebaixado novamente.

9) Sérgio Ramirez, o homem do cone: uma das marcas do uruguaio é a forma dele usar o instrumento característico do trânsito como megafone. Neste estadual, mais uma apresentação de gala. Expulso na partida contra o Figueirense, Ramirez foi até o teto das cabines, arrumou um cone e passou suas instruções de lá. Se isso pode ou não, eu não sei. Mas as câmeras fizeram várias imagens desse fato curioso.






8) França: fruto da teimosia da diretoria, o volante do Figueirense nada fez no campeonato estadual. Para fechar sua passagem com chave de ouro, arrumou confusão em uma briga de trânsito e resolveu desaparecer. Finalmente, depois de uma passagem turbulenta com direito a polícia e até agressão a cinegrafista, acabou demitido.

7) Hudson Coutinho: demitido e, depois "desdemitido". O Figueirense garante o seu lugar na lista dos micos depois de demitir o técnico Hudson Coutinho, colocar o próprio como interino dele mesmo na partida contra o Inter de Lages, para depois colocá-lo de férias. Expôs o técnico a um desgaste extremamente desnecessário e garante lugar no ranking.




6) Coxinhas no banheiro: Nada mais normal que comer uma pipoca ou uma coxinha no estádio, certo? Pois é, mas torcedores do Joinville ficaram assustados quando foram a um dos banheiros do estádio Robertão na partida contra o Camboriú e lá encontraram a estufa de salgados ao lado da privada! Com certeza, o pessoal que fez um lanchinho no jogo ficou preocupado.














5) Transmissão debaixo d´água : O Avaí mandou o jogo contra o Brusque no estádio Renato Silveira e o pessoal da imprensa sofreu demais. Havia pouco espaço para todos, a energia elétrica não aguentou (muitos aparelhos ligados mais o ar condicionado dos camarotes da cartolagem) e a chuva ferrou com todo mundo, que teve que ir atrás de tudo quanto é tipo de plástico para proteger os equipamentos, Uma equipe de rádio não teve condição alguma do trabalho, culpa de um toldo furado. E isso passa na vistoria.

4) Bragazap: Um dos destaques do Avaí no Campeonato Catarinense até então, o volante Braga acabou virando manchete depois de xingar fortemente a diretoria avaiana através de um áudio no Whatsapp. Ainda afirmou que o então técnico Raul Cabral chorou no vestiário após a derrota para o JEC e que os diretores interferiam na escalação. Acabou tendo que se desculpar através de um vídeo, sem mostrar autenticidade alguma. Pela cara de pau, lugar na lista.




3) Íbis x Avaí: O Leão da Ilha fez uma ótima campanha no primeiro turno do campeonato, com direito a um segundo lugar que até deu esperanças ao torcedor. Só que na segunda parte, o time empilhou derrotas e ficou muito perto de ser rebaixado. Virou chacota até do Íbis, o pior time do mundo, que o chamou de "novo rival". Realmente, uma temporada para o torcedor avaiano esquecer.






2) Leo Moura no Metropolitano: sua chegada teve direito a festa no Shopping e declarações de amor. Acabou com uma ida pela porta dos fundos e muita reclamação. Durou um mês a história do ex-lateral do Flamengo em Blumenau. Depois de dizer que estava cada vez mais adaptado ao futebol catarinense e adorando a cidade, foi embora para o Santa Cruz decepcionando aqueles torcedores que compraram camisas com seu nome. Aliás, o Metrô errou feio em contratar um ex-treinador como Valdir Espinosa, manter por tanto tempo seu sobrinho e estagiário, quando César Paulista tinha a receita da recuperação.


1) Roberto Cavalo e a "mão na taça": O técnico do Criciúma mostrou excesso de confiança no seu taco. Após vencer o Figueirense em Florianópolis, declarou que seu time estava com a "mão na taça". Passou longe, Perdeu o primeiro turno para a Chapecoense e caiu muito de rendimento no segundo, ficando em terceiro lugar. A falta de humildade pesou.



segunda-feira, 9 de maio de 2016

O melhor time, com a melhor estratégia

Márcio Cunha / Mafalda Press / Notícias do Dia
*Publicado no "Notícias do Dia" de 09/05/2016

A Chapecoense precisou de muita concentração para garantir o título estadual dentro de casa. Em uma partida que foi mais "curta", já que só houve movimentação depois da paralisação de Sandro Meira Ricci, o time de Guto Ferreira tomou o gol na única jogada real do primeiro tempo e aproveitou um contra-ataque para empatar o jogo com Bruno Rangel, numa repetição da receita do jogo de ida, quando montou uma escalação mais conservadora no início para criar uma opção a mais no final do jogo usando o banco de reservas. Foi assim com Ananias em Joinville, e agora com o artilheiro do campeonato na volta.

Mesmo caindo de rendimento no returno, e isso precisa ser analisado com carinho para a Série A, o técnico campeão soube ler o seu adversário para dar a volta olímpica. No primeiro jogo, a entrada de Josimar conseguiu anular qualquer tipo de articulação do JEC que, perdido, não ofereceu perigo. Mesmo sem se organizar para isso, conquistou a vitória, levando uma vantagem imporante para casa.

O JEC saiu na frente no placar e teve a grande chance de fazer 2 a 0 no chute de Pereira defendido por Danilo, mas acabou punido em uma cavada de falta de Edson Ratinho que acabou no contra-ataque para o gol com a marca do talento de Bruno Rangel. Mesmo assim, a importante ação de Hemerson Maria na reconstrução do time não pode ser julgada pelo vice-campeonato. Para quem terminou o primeiro turno pensando em escapar do rebaixamento, a ida para a decisão foi algo fantástico. A própria torcida tricolor entende assim. Com a chegada de contratações e um pouco mais de tempo, o time poderá brigar pelo acesso na Série B.

Venceu quem teve a melhor campanha. A Chapecoense não foi perfeita de ponta a ponta, mas teria conquistado o título se o estadual fosse por pontos corridos. Pesou o elenco mais qualificado que os seus adversários e o planejamento eficiente. Termina vencedor em um campeonato que pecou muito em qualidade técnica. Agora é hora de focar no resto da temporada, com desafios bem mais complicados.