domingo, 23 de novembro de 2014

Pode escrever que serão 3 catarinenses na A em 2015

O Blog volta à ativa depois da minha semanada de trabalho na cobertura dos Jogos Abertos em Itajaí. Aliás, abraço e parabéns pro pessoal de lá.

O final de semana da Série A serviu pra assegurar que teremos 3 times catarinenses na Série A mais uma vez. A Chapecoense não está matematicamente garantida, mas vamos concordar que é muito improvável a combinação de resultados que faça a tragédia acontecer.

A ausência de Jorginho (ou a volta de Celsão) fez o Verdão jogar bola. Contra um adversário direto e, cá entre nós, muito fraco, o time confirmou a melhor campanha e venceu. Os resultados colaboraram e tudo vai caminhando bem melhor. Uma correção de rota que veio na hora certa.

O Figueira carimbou oficialmente sua vaga jogando o que sabe contra um Vitória desesperado, e que mostrou porque é candidato ao rebaixamento. Ainda que não tenha sido brilhante, a vitória foi competente, contra um time do seu nível. O torcedor alvinegro não teve estresse dessa vez. Não vai passar pelo sofrimento da turma de baixo. Isso que é bom, consolidar a temporada sem desespero. Se Argel vai ficar, é uma boa pergunta. Até porque ele transformou a entrevista coletiva em um grande comício. Falar é com ele mesmo.


quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Não sumi não

Este jornalista encontra-se dedicado à cobertura dos Jogos Abertos de Santa Catarina em Itajaí, a serviço dos veículos do Grupo RIC. Não é fácil acordar as 6 e ficar na função até o último jogo...

Não sumi não. Pode ser que eu consiga atualizar o espaço aqui. Mas depois dos Jogos, volto normalmente. Correria do JASC é assim mesmo.

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Pra esquecer o sonho de vez

João Godinho / Lance / ND
Os resultados da Série B já deram ao Avaí várias chances do time tomar vergonha na cara e buscar uma reação no campeonato.

A enésima delas apareceu, e mais uma vez o time foi uma coisa horrorosa em campo. A conta continua: dos últimos 18 pontos disputados, apenas um conquistado. Sem qualidade, sem vibração... e mais uma derrota de 3 a 0 que poderia ser muito bem de 5 ou 6.

O tipo de resultado que faz esquecer definitivamente qualquer tipo de sonho do tipo "olha, os resultados estão colaborando, vamos lá fazer nossa parte". Defesa batendo cabeça e ataque absolutamente inoperante são a tônica do time que não soube brigar na reta final. Imaginava um time com a vibração do América, que tem seis pontos perdidos no tapetão, que lutou, brigou e está vivo na briga.

Já dá pra pensar em 2015 e em quem vai ficar. Pode mandar embora Anderson Lopes, Wilker, Willen, Diego Viana...

A limpeza tem que ser grande. Pode chamar uma barca de grande capacidade.


quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Acabou o Desafio Internacional das Estrelas

A organização do Desafio Internacional das Estrelas, evento de kart que aconteceu neste ano no parque Beto Carrero em Penha e promovido pelo piloto Felipe Massa, informou hoje a tarde que a prova não mais acontecerá.

Não apareceram maiores explicações sobre o porque do fim do evento.

Bom lembrar que o Governo do Estado, através da Fesporte, deu uma boa ajuda ao evento, repassando R$ 1,650 milhão a título de patrocínio. O que, cá entre nós, é um valor absurdo.

Já a prova das 500 milhas da Granja Viana, que aconteceu no Beto Carrero nas três últimas temporadas, está confirmada para o dia 13 de dezembro (Nota: este blog informou que a prova das 500 milhas havia sido transferida para o kartódromo Sapiens, em Florianópolis. Acontece que o evento voltou para Penha. A organização afirma que a pista da Capital precisa de reformas, mesmo sendo muito pouco usada).

Abaixo, a íntegra do comunicado oficial:

“O Desafio Internacional das Estrelas, prova de kart idealizada por Felipe Massa que vinha reunindo nomes de destaque das principais categorias mundiais, deixará de ser realizado a partir de 2015.
Aproveitamos a oportunidade para agradecer a todos que contribuíram para transformar o Desafio Internacional das Estrelas em enorme êxito – pilotos, patrocinadores, promotores, organizadores, autoridades estaduais e municipais, imprensa, colaboradores e, principalmente, ao público que sempre nos prestigiou e foi parte fundamental em sua história vitoriosa”.

Galo copeiro no Independência

VipComm
São dias em que muito se discute se é melhor jogar o mata-mata ou os pontos corridos. A emoção das semifinais fez com que muita gente achasse que deveria ser assim também no Brasileirão. Tem que saber separar as coisas. São duas competições com perfis completamente diferentes. E essa diferença que é tão legal.

Aparece aí a figura do "time copeiro" eternizado pelo Grêmio da década de 90 e que vê agora no Atlético-MG uma versão contemporânea.

O futebol é o mesmo, mas a maneira de jogar é diferente. Defesa sólida, saídas rápidas e muita, mas muita combatividade em campo. Sabendo que o jogador, na teoria, está concentrado em 180 minutos e não em uma dezena de jogos, cria-se outro ambiente e o futebol em campo ganha outra cara.

E o Galo de Levir Culpi jogou no Independência como deve ser. A diretoria apostou no Independência para ter o caldeirão do seu lado e deu certo. Dentro de campo o time correspondeu, engolindo o Cruzeiro e construindo uma boa vantagem com um time que só não está brigando pelo título brasileiro por causa do fraco início. Levir conseguiu construir um crescimento ao longo do ano que deu muito certo.

No Mineirão, a Raposa vai ter que fazer o que o Galo fez duas vezes, contra Corinthians e Flamengo. Não se deve subestimar o poder do líder do Brasileirão, mas o time do Marcelo Oliveira precisa pegar um pouco do espírito copeiro para levar esse troféu. Não vai ser fácil.


segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Marcão deu a letra, A de Alívio e de Série A

Assessoria FFC
Jogo bem complicado no Scarpelli lotado, com Figueira e Chapecoense fazendo um daqueles confrontos diretos que são decisões na reta final do Brasileiro.

Melhor pro alvinegro, que venceu com um belo gol de letra de Marcão e contou com a sorte de um gol perdido por Ricardo Conceição que qualquer um faria.

Argel teve a sorte da entrada de Pablo dar outra dinâmica do ataque do time, que estava preso no jogo amarrado da Chapecoense, com forte marcação e sistema ofensivo bem confuso. No segundo tempo, o time de Jorginho arriou, e abriu o caminho para a vitória importante

O Figueira dá uma escapada da zona da confusão e colocar a Chapecoense num grande problema. O Verdão ainda não entra na zona de rebaixamento, mas precisa cada vez mais se cuidar. Ambos tem confrontos diretos contra Vitória e Botafogo, times que estão de mal a pior. Com vitórias de cada um, a tendência é escapar ainda mais, além de um ajudar o outro.

Tem o caso do Criciúma, que achou um gol no começo do jogo contra o Cruzeiro mas não aguentou o tranco. Foi derrotado pela qualidade bem superior do líder do campeonato. Cada vez os discursos na linha do "eu acredito" são mais fortes. É o desespero batendo. Já há inclusive uma reestruturação anunciada pelo presidente Antenor Angeloni.

Há uma tendência de formação de uma zona definitiva do rebaixamento. Disso falo amanhã.






quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Chegou a tua hora, Joinville

Assessoria JEC
São Luís, 4 de novembro de 2014.

Chegou o dia do Joinville ir para a Série A do Brasileiro.

A hora do torcedor tricolor se livrar de um peso carregado desde o ano passado, quando o time tropeçou nas suas próprias pernas dentro de casa e deixou escapar um acesso até mais fácil que o deste ano.

Lições a serem aprendidas, com uma nova organização, e um treinador que trouxe todo o seu conhecimento com muita humildade. Muito desse time vencedor tem a cara de Hemerson Maria, que por muito pouco não conquistou o título estadual e seguiu o seu trabalho na Série B com competência, inclusive para passar por um pequeno princípio de crise. Mas os números não falham: em 34 rodadas até aqui, o JEC só ficou fora do G4 em uma, e após perder para a forte Ponte Preta em Campinas.

O técnico passou por dois grandes problemas: resolver dificuldades que ele mesmo admitiu ter no time no meio do campeonato, e a perda súbita de Jael.  Deu jeito, com a ajuda de atletas que cresceram dentro do time e trouxeram, além de qualidade, uma tremenda confiabilidade. Edigar Júnio trouxe pra si a responsabilidade do ataque. Anselmo se tornou o companheiro ideal na marcação do meio, ao lado do competente Naldo. Rogério veio desacreditado do Criciúma e mostrou um crescimento absurdo na reta final, se transformando em outra arma perigosa. Na zaga, Guti veio com a confiança do técnico. Assumiu a posição e fechou uma ótima dupla com Bruno Aguiar. E no banco, tem Fabinho e Felipe Souto para entrar em qualquer momento para manter ou aumentar o ritmo.

E o jogo contra o Sampaio Correa foi bem um retrato disso. Um time organizado, com padrão tático bem definido, que botou sua proposta desde o primeiro minuto. Aproveitou os espaços do contra-ataque e fez 2 a 0 no primeiro tempo. O time da casa, que é valente, arriscou tudo o que podia para tentar um empate. Conseguiu fazer um. Foi sofrido, digno de um grande drama. Era o time desesperado contra um que rezava para que o jogo acabasse. Cinco minutos a mais de espera. Deu tudo certo.

Nereu Martinelli prometeu esse acesso. Sabe que o trabalho foi grande para montar esse elenco. Admitiu que precisava de ajuda. César Sampaio tem muita participação nisso tudo, por trazer o seu conhecimento para deixar a máquina em condições de Hemerson Maria pilotar para a Série A.

É a sua hora de festejar, torcedor tricolor. O acesso é dedicado a você que acreditou e que agora poderá ver seu time na elite.

Ah, o campeonato não terminou. Agora, é a luta pelo título. Quem conquistou o acesso com quatro rodadas de antecedência não pode baixar a guarda. Mas como o jogo contra a Ponte é só no dia 15, dá pra fazer uma boa festa antes de voltar a campo.

Nesta quarta, Joinville vai receber seus herois de braços abertos.




domingo, 2 de novembro de 2014

Sem esforço para ter sorte melhor, sem resultado

Fernando Ribeiro / Criciúma EC
A rodada importante da Série A termina com três derrotas dos catarinenses. Na hora em que os clubes precisam dar aquela entrega a mais, correr mais pelo adversário e buscar o resultado, o pessoal tá falhando.

O Criciúma parece já ter assinado a passagem de ida para a Série B. Não apenas pelo resultado, mas pela mesma pasmaceira do futebol contra o São Paulo. Duas coisas precisam ser mencionadas. Primeiro, a informação de que o presidente prometeu pagar R$ 1 milhão ao grupo caso o time fuja do rebaixamento. E depois, que Toninho Cecílio veio de graça para o Tigre. Só vai ganhar alguma coisa se conseguir subir. É ou não é pra ficar indignado com tanta coisa pitoresca?

O São Paulo poderia ter goleado. Não o fez por incompetência ou por estar pensando na longa viagem ao Equador que viria depois. O cenário em nada mudou: continua o time sem alma, que não parece profundamente empenhado em ao menos tentar uma virada improvável. Parece um caso perdido. O único time que conseguiu escapar do rebaixamento vindo da lanterna a essa altura do campeonato foi o Fluminense, em 2009. E quem lembra do que aconteceu naquele ano, sabe do que é preciso para se alcançar o objetivo. E grande parte da torcida não acredita mais. Uma pena.

Sinal de alerta mais forte para Figueirense e Chapecoense, com tônicas bem semelhantes. Tirando o começo da partida, o que os dois fizeram de concreto para ter sorte melhor na partida?

Peu Ricardo / Lance / ND
O Sport venceu o Figueira com um pênalti à brasileira, bem Mandrake, numa bela encenação do Ibson. Argel reclamou um monte, mas faço essa pergunta pra ele: o que o time fez no resto do jogo? Grupo passivo em campo, assistindo o adversário, que não vive uma das melhores fases, fazer catimba adoidado e controlar o tempo. Antes de reclamar do lance que deu o gol, melhor olhar pro próprio umbigo. O time alvinegro terá pela frente confrontos-chave contra adversários diretos (Chapecoense, Botafogo e Vitória), e três carnes de pescoço (Galo, Internacional e São Paulo). Tem que esquecer o que passou. Argel tem que tentar colocar o time em campo com uma motivação igual ou melhor ao jogo contra o Cruzeiro, onde encarou de igual pra igual o líder do campeonato.

No Maracanã, a Chapecoense conseguiu segurar o Flamengo no primeiro tempo. Mas Jorginho preferiu se defender, e bem mal.  Dois volantes e quatro atacantes que abriram um espaço tremendo na defesa. Tomou até gol do Anderson Pico, ex-jogador em atividade. Com as laterais abertas, o desfalcado rubro-negro fez 3 com facilidade.

No receituário do time que quer sair de uma situação de desespero próximo da zona de rebaixamento, estão os termos "ousar" e "ser responsável". Tem gente que precisa colocar esses termos no vocabulário.

Tudo continua embolado lá atrás. Dá tempo. Problema é ter atitude.


quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Bem-vindo de volta, Inter de Lages

Só falta definir um time que disputará o Campeonato Catarinense de 2015. Com a vitória sobre o Camboriú, o Internacional de Lages, que estava na terceira divisão no ano passado, conquistou o acesso para a primeira divisão.

É a volta de um time tradicional, e que faz um trabalho exemplar.

Tem torcida, que enche o Estádio Vidal Ramos Junior. Tem um trabalho de marketing e licenciamento bem interessante, que conheci ano passado em uma feira da SC-Clubes em Joinville, mesmo ainda jogando contra os Magas da vida na terceirona. É um time que se preparou para jogar entre os melhores do Estado e lá chegou.

E em 2015 voltaremos para a simpática Princesa da Serra. Seja bem-vindo de volta, Inter.



Só falta a confirmação matemática. O JEC é Série A

Assessoria JEC
Na noite de terça, não teve facilidade nem espetáculo.

De novo, um gol no início. Aliás, roteiro igual ao jogo na Ressacada. Falta de Marcelo Costa na direita, cruzamento para Rogério na primeira trave. Dessa vez não aconteceram outros gols, mas o time segurou o Bragantino, que jogou como franco-atirador. Foi suado, Hemerson Maria teve que retrancar o time no final, e tudo deu certo.

Quinta vitória seguida, e sem tomar gol. Uma arrancada que, além de garantir o acesso do Joinville, tirou o time de uma briga forte que vai acontecer nas últimas rodadas pelas outras vagas. Disso, o tricolor está salvo.

Ainda não há a confirmação matemática do acesso. Pode vir terça em São Luís, no jogo contra o Sampaio Corrêa. É uma questão de tempo, com o andar das rodadas.

Eu já digo que o JEC subiu. E digo mais, entra forte na briga pelo seu segundo título nacional. Mais de 16 mil torcedores atenderam o chamado e superlotaram a Arena, fazendo uma linda recepção ao time.

Daqui pra frente pro torcedor é só festa.

terça-feira, 28 de outubro de 2014

As trocas que só os cartolas entendem

Ontem, o Criciúma resolveu demitir Gilmar Dal Pozzo. Ele foi considerado culpado pela campanha vexatória do Tigre, que contratou jogadores a granel, trocou de treinador várias vezes e não consegue resultados em campo.

Como quem contrata não admite seus erros e sua falta de competência em administrar a situação, sobrou mais uma vez pro técnico. Não tenho procuração pra defender o Gilmar, mas digo com todas as letras: a culpa da situação que o clube está não é dele.

Imediatamente, a diretoria contratou o salvador: Toninho Cecílio, de 47 anos, sem títulos expressivos na carreira, tampouco passagens vitoriosas recentes no futebol brasileiro. Sua última passagem foi no Comercial de Ribeirão Preto no Paulistão, onde durou apenas seis partidas.

Então quer dizer que Dal Pozzo não servia e Cecílio é o cara? Tá bom...

Cartilha da Série B sendo seguida a risca. É de se lamentar que o comando do Criciúma resolva simplesmente trocar de técnico ao invés de fazer uma grande autoanálise para encontrar os seus erros internos. Lamento pelo torcedor carvoeiro.



sábado, 25 de outubro de 2014

Não pode bobear, tem que lutar. Cada ponto é importante

Na história dos pontos corridos, já aconteceram daquelas histórias das recuperações históricas na reta final do Brasileirão. Já teve muito drama, choro e festa daqueles que se salvaram. A comemoração parecia conquista de título.

A torcida fica apreensiva. Mas pra chegar no objetivo tem que ter entrega, vontade, luta, pra brigar por cada ponto. Aquele time que não tem qualidade técnica precisa se superar, correr por dois, terminar o jogo se arrastando em campo. Se jogar em casa, tem a torcida ajudando.

A introdução desse post reflete a rodada desse sábado. Veja o caso do Criciúma, que ameaçou uma reação contra o Vitória mas não teve vontade nem futebol pra isso. Mais uma atuação fraca, que marca de vez a terrível situação do time. Se antes a distância para sair da zona de rebaixamento era razoável e possível de se alcançar em uma rodada, hoje são necessárias pelo menos duas. São quatro pontos para o 16o. lugar e jogos contra São Paulo e Cruzeiro pela frente.

Há uma possibilidade de Gilmar Dal Pozzo ser demitido. Não tenho procuração pra defendê-lo, mas a culpa não é dele. Talvez o grupo possa ver uns VTs de jogos da Chapecoense, exemplo de entrega de um time que sabe que não é galático, mas é motivado até o pescoço. Cada um precisa assumir a sua responsabilidade dos atos. É o time mais caro dos três de Santa Catarina e é o que pior rende.

A Chapecoense tomou gol do Santos numa grande desatenção e ralou muito pra conseguir o empate na Arena Condá, empurrado pela torcida, que merece destaque pela maneira com que dá a resposta ao empenho do time. Poderia ser uma vitória, claro. Mas na situação que está essa briga pelo rebaixamento, não tem como reclamar do ponto. O time está empatado com Palmeiras e Figueirense, com três pontos de vantagem para o primeiro da zona. Pela frente, dois adversários diretos, primeiro o Figueira em Floripa e depois o Vitória, em casa.

Já o Figueirense empatou com o líder. Numa primeira análise, bom resultado. Mas a lambança de tomar um gol em lance de arremesso lateral no primeiro tempo derrubou o plano de tentar algo melhor. O time jogou bem, conseguiu fazer um jogo equilibrado e conseguiu o empate. Pena que lá atrás um erro infantil custou sorte melhor. Mas foi contra o líder. Não dá pra chorar o ponto conquistado.




sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Mais um atropelamento tricolor. A Série A está próxima

Assessoria JEC
Com 10 minutos de jogo, o JEC vencia o Avaí por 2 a 0. Gente que ainda estava no trânsito para chegar na Ressacada deu meia volta.

Mais um atropelamento tricolor, a terceira vitória seguida, e pelo mesmo placar. Um time que eliminou o fantasma da perda de Jael, ganhou corpo, marcou exemplarmente, não se afobou com a pressão avaiana e sacramentou uma vitória importantíssima para garantir o acesso, que está muito próximo.

Time que cresceu pelo acerto de Hemerson Maria, que deu um nó em Geninho, que nada pode fazer se não abusar do chuveirinho. Time que arranca na hora certa com o brilho de jogadores como Anselmo e Rogério, que cresceram individualmente e ajudaram muito o time, que tem gente como Bruno Aguiar, Edigar Junio, Naldo e Fernando Viana, fazendo parte de um esquema bem ajeitado. A receita do jogo: início na pressão, marcação impecável e um jogador rápido e descansado no final para carimbar a vitória.

O técnico tricolor, aliás, que sempre enxergou muito bem os problemas do time. Ele já teve a dificuldade de não conseguir consertar. Demorou, mas ele achou a solução. E o time caminha para garantir o acesso com uma boa antecedência. E é candidato ao título.

Já o Avaí chega à quarta derrota em cinco jogos, com um sinal de alerta. Contra o JEC, não mostrou nenhuma jogada bem desenhada, abusou do chuveirinho e não soube achar um jeito de escapar de uma forte marcação.

Quem quer brigar pela Série A precisa estar voando nesse mês final de campeonato. O Joinville está, com um elenco unido, compacto em campo, competitivo e com espírito de campeão. Acho que ninguém tira uma vaga do tricolor.



quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Agora faltam 8. Menos lamentações e mais futebol

A rodada da quarta trouxe a revolta do torcedor do Figueirense e do Criciúma, e aquela lamentação do pessoal de Chapecó, que esperava sorte melhor do Verdão contra o São Paulo.

Agora faltam oito rodadas. Hora de lamentar menos, virar a página e partir pra outra. Com a zona de rebaixamento tão concorrida (veja o caso do Coritiba, que com uma simples vitória saiu do Z4), não há tempo para ficar remoendo em cima de resultados passados. Final de semana tem jogo, bola pra frente.

O Figueirense teve lances polêmicos que poderiam mudar sua sorte em Porto Alegre. Um pênalti bem duvidoso no final do jogo poderia acabar num empate. Virou derrota em outro lance bem complicado que acabou no pênalti marcado por Barcos. Nirley deu um carrinho forte, e se sabe que existe árbitro que marca falta em jogadas desse tipo. Vem aí o líder Cruzeiro, que penou pra arrancar um empate em casa com o Palmeiras. Dá pra conseguir alguma coisa, mas Argel precisa tomar um chá, se acalmar e passar a borracha na derrota para o Grêmio.

No Criciúma o problema foi maior. Pegou um Atlético bem fechado, abusou da bola aérea e acabou tomando um na falha do goleiro. É o tipo do jogo que irrita o torcedor, ao ver o time perdendo chances precisando muito vencer, e nada dá certo. Tem pela frente um confronto direto contra o Vitória, outro time que perdeu seu futebol em algum lugar. Que Dal Pozzo dê um jeito de buscar essa tão sonhada vitória fora de casa. Para ele, o tempo passa mais rápido. A contagem regressiva de jogos é bem mais cruel com o Tigre.

Já em Chapecó o time do Jorginho fez um jogo muito equilibrado com o São Paulo. Foi melhor no primeiro tempo, mas pecou nas finalizações. No segundo tempo, Muricy conseguiu equilibrar a partida, mas a expulsão de Paulo Miranda deu a letra para que a Chape buscasse algo no final do jogo. Não deu. No final de semana, novo jogo em casa contra o Santos, que perdeu na Vila para o Fluminense. Também é um bom time, mas com a licença poética, é um jogo "mais ganhável" que esse de quarta. Com quatro pontos de frente para o Z4, é dentro de casa que mais uns dias de tranquilidade podem vir.


terça-feira, 21 de outubro de 2014

Deu tudo certo para o JEC. G4 inalterado

Assessoria JEC
A vitória não foi fácil. Edigar Júnio fez o primeiro gol logo no início e o time do JEC parecia não querer marcar o segundo para evitar sustos. Acabou tomando um pouco de sufoco, mas o camisa 11 foi lá mais duas vezes para garantir três pontos importantes para o tricolor, que não pode reclamar da rodada.

Com as derrotas de Ceará, Vasco e Avaí, o time do Hemerson Maria abre uma vantagem de sete pontos para o quinto colocado. Vai para a Ressacada sem a obrigação de vencer, mas com um time que encontrou a forma de jogar sem Jael, o que era o principal desafio do treinador.

Edigar Junio assumiu essa responsabilidade. O time mudou a característica mas precisava de alguém que aparecesse mais para a turma da criação. Ele faz isso. Não tem o porte físico de Jael, mas iguala essa diferença com velocidade. Ganhou confiança e melhorou nas finalizações, um antigo problema que parece ter virado passado. Hoje, teve ao lado um Fernando Viana apagado. Quando Hemerson colocou Fabinho, encontrou mais facilidade. Três pontos garantidos e festa pra quase 12 mil torcedores na Arena.

É uma vantagem confortável que dá ao JEC a condição de garantir o acesso apenas vencendo seus três próximos jogos em casa. Mas se pontos vierem de fora, serão bem-vindos, até numa briga pelo título (há ainda um confronto direto com a Ponte Preta na Arena). Contra o Avaí está a chance de abrir ainda mais a vantagem e antecipar a festa do acesso lá no final.

Avaí que vai pressionado para o confronto regional de sexta. Perdeu o segundo jogo seguido, só não caiu fora do G4 por causa de mais uma derrota do Ceará, e precisará de uma vitória para não correr riscos. Perder em Campinas para a Ponte não é surpresa, já que o time do Guto Ferreira está muito bem arrumado, com 10 pontos conquistados nos últimos quatro jogos.

Começa a ser desenhado um outro cenário, com Ponte, JEC e Vasco conquistando três vagas e Avaí e Ceará numa luta ponto a ponto pelo último acesso. A boa notícia pro torcedor avaiano é que o Vozão vem numa má fase. É um time que já foi melhor, mas hoje não convence.