sábado, 25 de maio de 2013

Joinville vence e dá esperança no início da B

Carlos Junior / Notícias do Dia
O Joinville venceu o Bragantino num daqueles jogos que o torcedor não precisou se desesperar. Firme desde o começo, abriu o placar, foi achando espaços na defesa do adversário e a vitória veio ao natural por 3 a 0, com direito a um golaço de Artur Maia.

Destaques para a dupla de volantes, Augusto Recife e Marcos Winicius, e quem diria, para Marcelo Costa, na sua melhor atuação do ano, distribuindo bolas, criando jogadas, enfim... jogando o que se espera dele.

Depois das boas atuações contra o Santos, a sequência de um crescente futebol continua, com um time que vai se acertando, ainda que tenha o Departamento Médico lotado. Com Rafael e Carlos Alberto, que deixaram o campo hoje, o número sobe para 13. É fato que o time está motivado. As premiações já foram decididas antes da bola rolar, o que dá segurança para todos. Que o Joinville corresponda, consiga melhorar e brigue até o final pelo acesso.

Os cartões de visita do JEC e da Chapecoense não poderiam ter sido melhores na primeira rodada. O Figueira também venceu, mas foi bem mais complicado.

A bela atitude de Ivan, em nome da solidariedade

Correu o mundo a imagem da conversa do goleiro Ivan, do Joinville, com Neymar depois do jogo de quarta-feira pela Copa do Brasil. Todo mundo queria saber da tal conversa sobre a ida para o futebol da Espanha. Mas além disso, o assunto principal do rápido papo foi um pedido especial, em nome da solidariedade.

Ivan queria a camisa do craque do Santos para uma causa especial: ajudar a torcedora Angela Mazotto, de 31 anos, que está internada no Instituto de Neurologia de Curitiba, para a retirada de um tumor no cérebro, o que deve acontecer na terça-feira. A "Familia Mazotto" é uma tradicional torcida tricolor, que sempre fica localizada atrás do gol de fundos da Arena Joinville. Angela é mais uma torcedora fanática do JEC.

O procedimento custa R$ 90 mil, e Ivan teve a ideia de pedir a camisa 11 para Neymar a fim de ajudar a pagar a cirurgia. Considerando que a partida contra o JEC deve ser a última oficial do jogador dentro da Vila Belmiro, com certeza o valor da peça é enorme.

Abaixo, meu amigo Karpanno, um dos maiores torcedores do Joinville, produziu um vídeo pedindo doações para a cirurgia de Angela. Com a nobre ajuda de Ivan, vai ficar mais fácil chegar ao objetivo.

Nessas atitudes que aparecem os craques de verdade.

A bobeada avaiana e o perfeito debut verde

A primeira sexta-feira da Série B teve a apresentação para o Brasil de um time que, até o final do ano, o  pessoal vai aprender o nome. Esse time um tanto discriminado, cujos gols foram os úni
cos a não serem exibidos no Jornal da Globo, está sendo chamado de "o" Chapecoense.

Mas dá nada, vão aprender com o tempo quem é o Verdão do Oeste. E que estreia, goleando o Boa Esporte fora de casa. Um time unido, que lutou até o final na decisão do Estadual e que entra nesse novo estágio do futebol nacional agitando. Atuação destacada de Bruno Rangel e muita personalidade marcaram o debut verde na Série B. Ainda que seja o início da caminhada, a apresentação no interior de Minas servirá para mostrar quem é esse time do interior catarinense que quer um lugar ao sol no Brasileirão.

Time que mostrou personalidade, segurança e muita tranquilidade, mesmo fora de casa. E ainda deu prejuízo a uma cervejaria de Chapecó, que prometia uma rodada de chope a cada gol do Verdão. O dono ficou no prejuízo.

Antes, teve o Avaí que conseguiu a façanha de tomar um gol de goleiro com bola rolando, algo raríssimo. O jogo tinha tudo para ser tranquilo. Leão dominando, saindo na frente no começo da partida e dando sinal que ia sair de Itápolis com a vitória.

Aí chega o segundo tempo, o Oeste pressionou, a zaga começou a se atrapalhar, o preparo físico do pessoal deu sinais de problema sério e veio o apagão, que passou para o time, que deixou o goleiro Fernando Leal desmarcado para fazer o gol que tira dois pontos certos das mãos do Avaí. Que eles não façam falta lá na frente...

quinta-feira, 23 de maio de 2013

JEC cai de pé, mas poderia ter sorte melhor

O Joinville acabou eliminado da Copa do Brasil pelos gols perdidos nos dois jogos e em uma falha no jogo de ida na Arena.

A partida de volta foi um espelho da ida. Joinville criando as chances, Neymar desaparecido e pelo menos três oportunidades claras de gol. Caiu de pé, é verdade, mas há de se dizer que o time precisa qualificar e se auto-analisar para a Série B.

O esquema tático apresentado me agradou, com três homens de meio abastecendo Lima, este sim um nome apagado que pouco acrescentou. Liguera, bem no jogo, perdeu uma grande chance, mas acabou sofrendo uma lesão que fez o time perder rendimento.

Heroico, o time conseguiu manter o padrão no segundo tempo, mas faltou o gol que pelo menos levaria o jogo para os pênaltis.

Na Série B, o time terá que aumentar as opções de plantel e mostrar a mesma vontade do jogo da Vila para chegar ao acesso.

Hoje não deu. Mas valeu o empenho, ainda que o time não tenha conseguido a classificação. Segue o bonde, que sábado tem estreia na Série B.

terça-feira, 21 de maio de 2013

Agora é hora de Brasileirão

Passada a folia das finais dos campeonatos estaduais, hora de focar no Campeonato Brasileiro que começa neste final de semana. Um time na A, quatro na B e mais dois na D vão representar o Estado, cada um atrás de seus objetivos.

É fato já bem passadinho que o Campeonato Catarinense não serve de referência pra nada, e a própria história está aí pra conferir isso. Como prova, o Criciúma saiu de um péssimo estadual no ano passado para o acesso à Série A e o título neste ano. As vezes, as más campanhas nos torneios locais servem como aviso para que haja uma reviravolta.

O Criciúma entra na Série A olhado com desconfiança pela grande imprensa. Campeã catarinense, o time é tratado como favorito ao rebaixamento. Há de se olhar esse rótulo com humildade: antes do time sonhar com Libertadores ou Sul-americana, a primeira coisa é se livrar da degola, chegando aos famosos 43 ou 44 pontos. Depois é depois. Menos mal que o time está buscando mais reforços, vai ter mais dinheiro entrando e, principalmente, tem um cara experiente como Vadão no comando. Ele conhece de Série A e pode dar o caminho certo. Organizado como é, o Tigre tem como tirar de letra a ameaça do descenso. Mas vai ter que jogar muita bola, e fazer valer o fator casa.

Na Série B, é muito cedo pra dizer quem é favorito ao acesso e descenso, excetuando o Palmeiras, time que recebe cota de Série A e vai ser o queridinho da grande imprensa no ano.
Chapecoense, Joinville, Figueirense e Avaí entram naquela igualdade de condições que só vai se desmanchar lá pra décima rodada. Ali começaremos a ver quem vai brigar na parte de cima, quem vai ter que fazer correção de rota e quem vai rondar a parte de baixo. Uma coisa é certa pra mim: só briga pra cair pra Série C quem não tem estrutura, torcida e condição financeira. E isso, felizmente, os quatro catarinenses tem. Qualquer prognóstico agora é chute.

E na D, Metrô e Marcílio Dias pegaram duas chaves pesadas para tentar ir pra C, numa fórmula em que só um time das chaves do Sul e Sudeste sobem, numa clara evidência de politicagem da CBF, que organiza um jeito que times do Norte obrigatoriamente subam, sem ter que disputar com a turma de baixo. Aí a briga daqui fica pior. E ano que vem, o Estado terá apenas uma vaga, no Estadual. Vai ficar mais complicado ainda.

domingo, 19 de maio de 2013

Sob a bênção de "São Bruno", o Criciúma é campeão

Rodrigo Goulart / Diário do Iguaçu
Não foi um espetáculo de bola. Mas em uma final de dois tempos de 180 minutos, prevaleceu quem jogou melhor nos primeiros noventa.

E no desespero final, surgiu a estrela de Bruno, goleiro que contava com a desconfiança de muito torcedor tricolor no começo do ano, por ter vindo da base. Hoje ele mostrou frieza e habilidade capaz de afastar toda e qualquer dúvida. Operou três milagres no segundo tempo e garantiu o décimo título do Tigre, colocando fim a oito anos de fila.

A Chapecoense lidou com suas dificuldades. Gilmar Dal Pozzo apresentou a melhor proposta possível diante da situação. Seu time não tinha características ofensivas. Precisou mexer no time para a situação de tentar a virada. Talvez tenha errado em deixar Rodrigo Gral, apagadíssimo em campo, até o final da partida. Poderia tentar algo novo sobre o desorganizado Criciúma, que abusou das bolas rifadas e sem fazer Nivaldo praticar nenhuma defesa significativa. De toda forma, o torcedor verde vai pra casa triste, é verdade, mas sem desapontamento nem revolta. A vaga na Copa do Brasil serviu como consolo.

No final do primeiro tempo, enquanto os jogadores do Verdão faziam uma reunião de motivação, os atletas do Tigre discutiam, cobrando atitude. Nada mudou, Vadão recuou o time, e permitiu o abafa da Chapecoense, que teve todas as chances possíveis.

E o Criciúma é campeão, depois de terminar em sétimo o primeiro turno, provocar uma reestruturação com Osvaldo Alvarez que deu certo. Ainda que falte um longo caminho e muita coisa há de se melhorar para a Série A, o caneco está em boas mãos.

E o recado vale para todos os times: o Brasileirão começa na semana que vem, e o nível técnico do Chevetão 2013 deu a letra: todos, sem exceção, precisam agregar em qualidade.

Lá em Criciúma, quem quer pagar promessa sobe a pé o morro do Caravaggio. Bruno merece uma estátua lá em cima.


BdR na Decisão: tudo pronto na Arena

Estamos aqui na Arena Condá, onde a torcida vai chegando para a grande decisão. Estou aqui na cabine da Rádio Record junto do Polidoro Junior, que vai comentar o jogo que terá narração de Clayton Ramos e reportagens do Marcelo Mancha.

A promessa é de grande festa. Patrocinadores distribuiram para a torcida mini-vuvuzelas que prometem muito barulho.

Que vença o melhor.


sábado, 18 de maio de 2013

BdR na decisão: Cidade respira a final, e acredita na virada

Pude caminhar pelas ruas de Chapecó hoje e notar que a cidade respira a decisão de amanhã com intensidade, mesmo com o placar adverso da ida em Criciúma. Lojas com vitrines decoradas, carros com bandeiras, e edifícios com panos nas cores verde e branca.

A cidade está mobilizada como se o primeiro jogo da final tivesse sido zero a zero. Nas rádios, o discurso de que a virada irá acontecer é entoado a todo instante. Torcedores ostentam a camisa do Verdão, e ouvi de alguns que nenhuma crise será instaurada em caso do vice-campeonato. A ida à Copa do Brasil do próximo ano já serve para justificar o bom catarinense.

O que chama a atenção é como a Chapecoense entrou de vez no espírito dessa cidade. Cansei de ver, há uns 10 anos atrás, camisas de Grêmio e Inter por todo canto. Acredite: não vi nenhuma em mais ou menos um quilômetro que caminhei pela Getúlio Vargas, principal rua da cidade.

Fui ao hotel que o Criciúma está hospedado, no centro de Chapecó, e o time não foi importunado na madrugada, prova de maturidade do torcedor chapecoense, que deixou o barulho para a decisão de amanhã.

Também fizemos aqui em Chapecó o Clube da Bola especial, onde recebemos o carinho de vários torcedores da Chapecoense, comprovando a grande audiência do programa por aqui.

Ah, e visitei uma exposição muito legal em uma loja da cidade: camisas antigas da Chapecoense estão lá, junto de vários troféus do clube, fotos e materiais autografados.

Fiquei feliz de ver que, por aqui, as coisas mudaram. Vermelho e Azul estão sendo trocados pelo verde.

BdR na decisão: chegamos!

Este blogueiro já está em Chapecó, para acompanhar a grande final do Campeonato Catarinense neste domingo, entre Chapecoense e Criciúma.

Faz frio por aqui, e as primeiras impressões que tive na chegada é de uma cidade que se vestiu de verde e branco com a famosa frase do "Eu Acredito". A estátua do desbravador, principal marco da cidade, está vestida com as cores do Verdão do Oeste.

O Criciúma já está por aqui, e fará um treino na manhã de sábado.

Vou tentar pegar umas histórias aqui no Oeste. A tarde, tem Clube da Bola Especial na RIC, com a equipe de comentaristas presente em grande número por aqui.

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Memória: Chapecoense x Criciúma, as decisões: parte 4, 2011

O Blog encerra a série de posts sobre as decisões entre Chapecoense x Criciúma com o último encontro entre os dois, e o único dos quatro que teve a partida decisiva em Chapecó. E eu estive lá, vivendo o clima frio do final de semana, mas quente nos arredores do estádio e no jogo.

Em 2011, uma situação inversa a deste ano: o Criciúma venceu o turno, batendo o Figueirense em Florianópolis, com gol de Mika. Já a Chapecoense chegou na decisão ganhando o returno, segurando um empate em 2 a 2 com o Avaí no dia primeiro de maio na Arena Condá. Como tinha melhor campanha na classificação geral, o time do Oeste, treinado por Mauro Ovelha, que buscava o seu primeiro título estadual após alguns vices, jogava por dois resultados iguais, além de fazer a grande final em casa.

No primeiro jogo da final, perante mais de 15 mil torcedores no Dia das Mães, o Tigre, treinado por Edson Gaúcho, conseguiu reverter a vantagem verde, vencendo por 1 a 0 , com gol marcado por Talles Cunha no final do jogo. Muita polêmica antes da partida: torcedores criciumenses foram até o hotel onde a Chapecoense estava hospedada, na cidade de Orleans, e tentaram complicar o descanso dos atletas, na base dos foguetes. Estava instalado um clima hostil para o jogo da volta.

A solução que o Criciúma bolou para a grande final custou caro para o presidente Antenor Angeloni: o clube fretou um avião da Trip que decolou de Forquilhinha para Chapecó no final da manhã do dia do jogo, correndo risco de pegar o aeroporto Serafim Bertaso fechado por uma chuva que cercava a região Oeste. O time chegou por volta das 13h e foi direto para o estádio.

O jogo decisivo foi tenso. Chances desperdiçadas dos dois lados e o desespero da Chapecoense aumentando, com a necessidade da vitória. Foi quando aconteceu um momento daqueles que as duas torcidas não esquecerão e eu, que estava na frente do lance, também não: em um cruzamento pela direita, o volante Carlinhos Santos cabeceou contra o próprio gol. A bola entrou no ângulo, sem chance para Andrey, que ficou parado. Era o gol do quarto título do Verdão, o primeiro de Mauro Ovelha, que levantou o primeiro troféu de campeão após tantos "quases".  Acompanhe lances do jogo:

Ficha da decisão:

CHAPECOENSE 1x0 CRICIÚMA 

Local: Índio Condá
Árbitro: Paulo Henrique de Bezerra (SC); 

Gol: Carlinhos Santos (contra) 23' do 2º; 

CHAPECOENSE: Rodolpho, Dema, De Lazzari (Neném) e Diogo Roque; Thoni, Marcos Alexandre, Everton Garroni (Everton Cezar), Cleverson (Kléber Goiano) e Badé; Neilson e Aloísio. Técnico: Mauro Ovelha.

 CRICIÚMA: Andrey, Fábio Santana (Talles Cunha), Nirley (Rogélio), Toninho e Pirão; Henik, Carlinhos Santos, Mika (Pedro Carmona) e Diogo Oliveira; Roni e Schwenck. Técnico: Edson Gaúcho.

Eliminação que dói na alma e no bolso

Mafalda Press / Notícias do Dia
Lembra daquele gol perdido por Diego Jardel no final do jogo de ida contra o América em BH? E a chance que Reis desperdiçou?

Pois é, essas chances perdidas custaram, por baixo, uns 800 mil reais.

Era o que o Avaí receberia pela cota da terceira fase da Copa do Brasil, mas a renda de uma casa provavelmente cheia num jogo contra o Inter.

O dinheiro voou. E a chance de uma campanha digna na Copa do Brasil virou papelão na noite gelada de quinta na Ressacada.

Time apático. Sem brilho, sem empolgação. Parece que a classificação seria fácil como pareceu no jogo de ida, já que o América foi presa fácil, a ponto do Avaí não ter eliminado o jogo de volta por incompetência do seu ataque.

É até difícil achar explicação, pois a apatia do time em um jogo como esse encobriu qualquer análise tática ou técnica. O Leão foi tranquilamente abatido em casa. Teve jogador que saiu triste e chutando tudo que tinha pela frente. Mas a responsabilidade é de todos pela falta de comprometimento.

E se foi a Copa do Brasil. Primeiro catarinense eliminado. E o presidente Zunino deve ter ficado louco da vida só de ver quanta grana perdeu.


quarta-feira, 15 de maio de 2013

Tudo OK no teste pré-final

Fernando Ribeiro / Criciúma EC
"Antes da decisão, o Criciúma tem um compromisso pela Copa do Brasil".

"Hoje, o Tigre dá um tempo na final do catarinense e pensa no São Bernardo".

Foram duas das frases que a imprensa repercutiu na semana entre as duas finais do Campeonato Estadual. Sem dúvida, o Criciúma está focado na decisão em Chapecó. Mas a classificação para a terceira fase da Copa do Brasil deveria ser garantida. Contra o São Bernardo, o time precisava jogar bem, não correr risco e cuidar para não perder nenhum titular.

O time me pareceu com a cabeça no domingo. Começou o jogo em banho maria, abriu o placar, tomou um susto e, empurrado pela torcida que também parecia quieta, resolveu dar a arrancada para evitar problemas.

Lins fez um partidaço. Talvez tenha sido o grande beneficiado do jogo. Depois de atuações sem brilho nos últimos jogos, precisava de uma atuação dessa para buscar inspiração e motivação para o jogo final, onde um gol dentro da Arena Condá pode garantir o título.

Missão cumprida, que venha a próxima fase. Antes, tem um índio bravo pela frente lá no Oeste.

terça-feira, 14 de maio de 2013

Felipão convoca para fugir dos problemas. E sem plano B.

Fazer leitura de convocação de seleção é um negócio complicado. Cada um tem a sua, as vezes a defende com unhas e dentes e sempre vai ter polêmica.

Mauricio Val / Vipcomm
Minha linha de pensamento sobre a seleção que vai para a Copa das Confederações: Felipão tem um time titular na cabeça, não planeja mudar e, de preferência, não quer no banco de reservas alguém que possa incomodar, principalmente na relação com torcida e imprensa.

Partindo desse princípio que considero um erro não levar Ronaldinho Gaúcho, o melhor jogador do futebol brasileiro na atualidade. Claro que Luiz Felipe não iria querer gente buzinando no seu ouvido para ele jogar. A sua experiência, nesse momento, parece não contar. Aliás, o discurso do "time experiente" do técnico cai por terra ao ver a lista. Apenas Julio César, um goleiro, que não obedece esquema tático, voltou. O resto é base de Mano Menezes, incluindo Jadson, que é um jogador de destaque no São Paulo, mas nada além disso, e Luiz Gustavo, volante que é reserva do Bayern e que entra uma vez ou outra para fechar partidas.

Fica aí de fora Ramires, titular no atual campeão europeu e finalista da Europa League que era unanimidade até um tempo atrás. Kaká até concordo, já que ele não engata uma titularidade no Real Madrid.

"Ah, mas o Ronaldinho não tá jogando nada na seleção", pode vir torcedor a dizer. A história dele não diz nada? Sua experiência internacional, o que vem mostrando no clube, o melhor do Brasil na atualidade, e o potencial de decidir uma partida "cascuda" em uma jogada não são considerados? Neymar não joga nada na seleção e ninguém se lembra, né?

Leandro Damião no lugar de Pato, acho OK, pela sequência. Fico feliz com a convocação de Filipe Luis, de Jaraguá do Sul, em uma posição tão complicada para se achar um bom jogador que é a lateral-esquerda. Réver e Dante se consolidam na zaga, e aparece o indício claro de que Felipão não sabe o que quer de volantes.

Vai dar polêmica, mas num time que patina, em que Neymar desaparece com a camisa amarela e outro jogador que decide poderia aparecer, Luiz Felipe perde uma grande chance de ter um outro cara diferenciado.


segunda-feira, 13 de maio de 2013

Zé no Figueirense. Vai agitar, com certeza

Zé Carlos, o Zé do Gol do Criciúma, está chegando ao Figueirense e, com ele, a esperança do torcedor de que, finalmente, o time tenha um camisa 9 decente, coisa que Marcelo Toscano e seus companheiros não chegaram nem perto de merecer. Insatisfeito na China, onde não vem jogando bem em um time fraco, já tinha avisado que estava louco pra voltar. Voltou para Santa Catarina, onde goza de bom prestígio e terá pressão menor.

Desenha-se uma dupla de ataque no Figueira com Rafael Costa, artilheiro no Metropolitano. Dupla que me agrada bastante: um homem de velocidade, em boa fase e goleador, junto com um homem de área oportunista, que se viver a mesma lua das épocas de Tigre, vai dar tudo certo.

Vai agitar o Figueira, com dois caras conhecidos jogando na frente, com características que todos conhecem. Pelo menos não vai ser tão incógnita como tanta gente que chegou esse ano e não vingou. A barca alvinegra ganhou mais três integrantes hoje com a saída de Felipe Nunes, Eliomar (que não convenceu) e Jackson. Tem gente pior, como Ronaldo Tres, que tem qualidade muito inferior e acabou ficando.

Ainda faltam jogadores de meio-campo que tenham a competência de servir a dupla de ataque. Sem dúvida, a escolha do Figueirense é muito interessante. O risco é calculado, até porque não tem gente melhor no elenco.

E os tempos mudaram. O que ouvi de dirigentes e outras pessoas nos últimos tempos dizendo que jogadores que brilhassem no interior não tinham chance na capital... Bom, nada como um dia após o outro.


domingo, 12 de maio de 2013

Criciúma faz o dever de casa com louvor, e põe uma mão na taça

Fernando Ribeiro / CEC
O Criciúma leva para Chapecó uma grande vantagem para levar o título estadual pra casa após envolver por completo a Chapecoense, vencendo por 2 a 0 e não dando chance para o adversário sequer descontar.

Venceu quem quis jogar bola, encontrar espaços, pressionar e buscar o gol desde o início. Sem uma alternativa ofensiva convincente, a Chapecoense foi presa fácil. As falhas de Nivaldo originaram da pressão do início do jogo, que deixaram o time de Gilmar Dal Pozzo sem reação.

Usando de dois atacantes abertos, o reforço de Suéliton pela direita e um homem de área em tarde inspirada, o Tigre tratou de fazer vantagem em cima de uma Chape sem reação. Já tinha alertado para a deficiência verde: time que marca bastante, tem um esquema rígido e que trabalha para construir contra-ataque. É difícil imaginar alguma coisa diferente no time do Oeste, que apenas tratou de esperar o adversário. E aceitando pressão, em duas jogadas pela direita, saíram os dois gols que podem definir o título. Jogo definido no primeiro tempo.

Perdendo por 2 a 0 e precisando diminuir a grande desvantagem, Gilmar Dal Pozzo não fez absolutamente nada de significativo para o segundo tempo. Apenas controle de posse de bola, mas nenhum chute a gol. Vadão tratou de controlar a marcação (sem muitas dificuldades) e até lançou Tartá em campo no final do jogo para tentar algo a mais. O placar não aumentou, mas a vantagem levada para Chapecó é altamente considerável. Basta considerar que o Tigre não perdeu nenhum jogo por dois gols de diferença neste Estadual.

O Criciúma é favorito para a decisão do próximo domingo por um único fator, na minha visão: não vejo na Chapecoense um time ofensivo, que precisa pressionar muito para envolver o adversário e levar a situação para uma extrema pressão, tendo que vencer por dois gols de diferença para ir aos pênaltis ou três para ser campeão. Dal Pozzo tem sua parcela de culpa hoje, justamente por não ter se preparado para a situação de tomar um ou dois gols com a bola rolando. As alterações foram previsíveis e o time não encontrou brecha na marcação tricolor.

A semana vai ser de grande motivação em Chapecó para a decisão do próximo domingo. A torcida vai levar o discurso do "eu acredito", mas Dal Pozzo vai ter que jogar de uma forma bem diferente do que jogou até agora se quiser o título. Aí está a grande incógnita: a chance de não dar certo é maior. Mas é a esperança que o torcedor verde tem que agarrar. Tem mais 90 minutos pela frente.

A verdade é que o Criciúma tinha uma tarefa de casa pra fazer e tirou 10, com estrelinha.