domingo, 14 de dezembro de 2008

RBS x RIC: Para o Mercado Refletir

Recebi E-mail do pessoal da Revista Making Of, excelente publicação voltada ao trade da comunicação, que faz uma interessante análise do Caso envolvento RBS TV e RIC-Record na transmissão do Catarinense 2009.

Campeonato Catarinense volta a ser motivo de discussão na mídia.

Após a notícia dada pela RBS ontem, onde a Federação Catarinense de Futebol comunicou o lançamento do Troféu RBS TV 30 anos e ratificando que a exclusividade de transmissão do Catarinense 2009 é da RBS, a Rede Record saiu com nota oficial contestando o fato e dando sua versão.

Making Of já havia se posicionado a respeito do assunto, mostrando a sua preocupação com o rumo que essa discussão estava tomando.

Não somos ligados a nenhum Grupo de Comunicação, não temos nenhum tipo de comprometimento editorial e não estamos tomando partido, mas entendemos que o assunto merece ser tratado de uma forma profissional e não podemos deixar de emitir nossa opinião.

As Leis foram criadas para serem cumpridas, certo?

Se existe um contrato assinado, e pelo que podemos perceber existe, com a Record, dando a emissora o direito de transmissão exclusiva por três anos, o que motivou a Federação Catarinense de Futebol e a Associação dos Clubes de Futebol a tomarem essa atitude? Não estão pensando nos patrocinadores que já direcionaram suas verbas de comunicação para o evento, nos investimentos realizados pelo veículo detentor do direito de transmissão? Isso é um claro desrespeito a Lei e a ética comercial.

O que mais preocupa o mercado é ver empresas que cobram o respeito à ética de determinados segmentos da sociedade, agirem de forma contrária ao discurso adotado em suas linhas editoriais, que pregam o respeito a ética, o compromisso com a transparência, o comprometimento com a verdade, por exemplo, como base de suas atitudes.

Making Of ainda não entendeu o motivo do silêncio das entidades de classe que teriam a responsabilidade de se posicionarem nesse momento, cobrando um esclarecimento urgente para o assunto em questão. O Trade da comunicação tem a obrigação de se posicionar, pois os direitos de anunciantes e suas agências, profissionais envolvidos no processo de transmissão, jornalistas, produtoras, entre outros, estão sendo tratados de maneira desrespeitosa, para falar o mínimo.

Se não houver o envolvimento do mercado na busca de uma explicação convincente e clara de forma imediata, corremos o risco de perder a credibilidade do mercado anunciante de todo Brasil, pois quem vai garantir que um novo contrato será respeitado daqui para frente ao ponto de dar garantir as empresas anunciantes?

Atitudes como essa geram perdas generalizadas. Perdem anunciantes, perdem as agências, perdem os veículos, perdem as produtoras, perdem os clubes e, principalmente, perde a chamada Indústria da Comunicação de Santa Catarina.

Com a palavra o Trade e os veículos de comunicação.

Mandem notícias e sucesso sempre.

Making Of


Agora falando como pessoa egressa com muito orgulho da Faculdade de Publicidade e Propaganda, a questão levantada pela Making Of é muito pertinente. Onde está o profissionalismo dos Clubes, Federação e de um conglomerado do tamanho da Rede Brasil Sul em tentar passar por cima de acordos comerciais já assinados?
O trade de comunicação catarinense (ACI, ACP, Sinapro, etc...), que se mantém em um silêncio sepulcral, deve se manifestar acerca disso, pois trata-se de uma violação de direitos comerciais, que mexem com vários anunciantes. A própria Record, que comercializou cotas locais (ao contrário da RBS, que é obrigada a veicular nos jogos as cotas nacionais da Rede Globo), deixou clara em nota que deseja participar de concorrência no próximo ano para o Estadual de 2010, o que poderá aumentar ainda mais os valores propostos pela RBS, de R$ 1,2 milhão para um contrato de três anos.

3 comentários:

  1. O maior senvergonha dessa história é Presidente da FCF. Se ele fosse uma pessoa séria não teria nem aceito conversar com a RBS. Se fez um mal negócio com RIC, azar cumpre o contrato e depois corre atrás do prejuízo. Negócio é assim mesmo, as vezes se perde as vezes se ganha. Se bem que vindo do Delfim tudo é possivel, pois ele acha que tem só que ganhar. E ninguém faz nada, todo mundo diz amém.

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  2. Que bom que outros veículos estão abrindo espaço para a divulgação do assunto. E tomara que os "trade" venham a público se pocsicionar sobre a questão. Ainda bem que com a internet o quase monopólio não vai conseguir abafar os fatos e passar por cima.

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  3. Nessa matéria apresenta mais um fato a ser lembrado. Que como a RBS é obrigada a "engolir" os patrocinadores nacionais, então quem deve financiar a RBS é a emissora mãe (Globo). Outro detalhe na época que a RBS re-conquistou os direitos do gaúcho, a informação que se tinha e que ela não iria medir esforços para ter novamente os direitos exclusivos.

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