domingo, 21 de dezembro de 2008

Tema de Domingo: Jornalismo Esportivo x Informe Comercial

Quero aproveitar os domingos para desenvolver algum assunto em especial aqui no Blog, para fazer uma análise mais aprofundada.

Quero voltar ao caso das TVs no Campeonato Estadual. Cada vez chegam mais informações sobre esta guerra que está literalmente pegando fogo.

Mas vem a pergunta: até onde isso é jornalismo esportivo, e em que ponto ele vira um informe comercial?

O Roberto Alves, no seu blog nesta semana (clique aqui) disse em um vídeo que "Com a presença da RBS, os clubes entenderam em investir mais, porque haverá um retorno, coisa que não havia anteriormente". Pra mim foi uma declaração infeliz, pois uma coisa não tem nada a ver com a outra, e o decano cronista usou de um discurso que parece dirigido pelo departamento comercial da emissora. Ambas as TVs estão usando dos seus repórteres esportivos e de suas páginas de esporte para tentar convencer o público que a sua emissora é maior, e as vezes colocando no meio do rebolo profissionais como o Roberto, de longa ficha de serviços prestados à comunicação de Santa Catarina.

Os clubes publicaram nota nos três jornais da RBS, e no dia seguinte, uma matéria de meia página foi publicada nos mesmos jornais com exatamente o mesmo texto. Na matéria, não se fala em algum momento dos motivos que os clubes usam para pedir a rescisão do contrato, e sim da melhor condição técnica. Pouca gente sabe, mas a Record contrata os serviços da BVP, produtora da TV Barriga Verde que já foi contratada diversas vezes pela própria RBS, para geração de jogos para o Sportv.

Há, hoje, um exercício de convencimento nas páginas e programas de esportes dos principais Jornais e TVs em Santa Catarina. Todo mundo se acha o melhor. Mas a RBS em nenhum momento falou do principal ponto da questão: a ética em tentar quebrar um contrato assinado para 2009 na marra, sem respeitar acordos comerciais com clientes e anunciantes.

Fico perguntando onde está a Acaert (Associação de Emissoras de Rádio e TV de Santa Catarina) neste momento, já que dois dos seus associados estão travando uma guerra, onde uma quer tirar o direito conquistado (e pago) legitimamente usando de armas nada éticas.

Bom domingo a todos.

5 comentários:

  1. Nessa briga entre ric-record e rbs, o jornalismo esportivo foi mandado para o espaço a muito tempo. As duas emissoras tão fazendo comercial disfarçado de jornalismo. Da até para fazer uma enquete, de que matéria foi mais rídicula.

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  2. Os clubes estáo dando um tiro no pé, pois fecharam uma porta com a RicRecord, que comprou os direitos e fez belas transmissoes quando a RBS pouco se lixava para o campeonato.
    Agora monopolizada, a RBS vai oferecer quanto quiser daqui para a frente.

    E essa tal Acaert deve ser igual a tantas associaçoes de profissionais, que só sabem cobrar e náo fazem M nenhuma (exemplo: CRC)

    Flavinho

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  3. Sem querer puxar o saco pra Record mas já puxando, ela transmitia os jogos para o exterior (Record Internacional). Apesar de que isso não vai trazer grande retorno imediato para clubes e patrocinadores, mas é um ponto positivo. Principalmente para os brasileiros que moram no exterior e tem acesso ao conteúdo.

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  4. Aleluia!! Aleluia!!
    Parece que temos um novo pastor para a igreja do "bispo" Macedo.

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  5. Não sei sei o anônimo anterior (11:38) estava se referidno a mim. Mas defendo mais a posição da Record pq a luz dos fatos ela tem a razão (tb não sei se a melhor maneira é morrer com a razão). Quando foi assinado o contrato com a Record, a proposta era bem superior a que a RBS oferecia aos clubes. Nunca vendo tanto dinheiro nas mãos os clubes aceitaram a proposta e esqueçeram de analisar o contrato. Pisaram na bola e agora com apoio da RBS (e mais dinheiro nas mãos) querem passar por cima das leis. Nada como um dia após o outro e os clubes mais uma vez estão entrando para o time dos bola murcha.

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