sábado, 20 de setembro de 2008

Estádio Municipal ou não?

O assunto é polêmico, e vem sendo tratado com frequência nas campanhas políticas dos três candidatos à Prefeitura de Brusque: A Construção ou não de um Estádio Municipal em Brusque.
Eu gostaria de provocar um debate em cima desse assunto. Penso que a idéia de se investir uma grana federal para se levantar um Estádio tem que ser olhada com muito carinho.

Eu sou totalmente contra a construção de um Estádio Municipal em Brusque.

E vou dar as minhas razões.

Tenho viajado pelo Estado e conheci alguns Estádios Municipais. Todos, sem exceção, tem condições terríveis de manutenção e conservação (a Arena Joinville hoje é um elefante branco sem uso, com péssimas cabines de imprensa). Em Joaçaba, Lages e Caçador, por exemplo, os Estádios mantidos pela Prefeitura carecem de cuidados com a estrutura e o gramado. E isso tem explicação. O custo de manutenção é alto, e a cidade têm prioridades mais importantes pra investir, do que um campo de futebol.

Aqui em Brusque, existe a Arena Multiuso. Ela é linda, é municipal, e custa cerca de 13 mil reais mensais ao contribuinte para mantê-la lá. Custou uma baba, tem erros crassos de planejamento e até um frigobar para cada cabine. A Arena foi inaugurada em 2005 e ainda está inacabada. Seu palco nunca recebeu um show. Os bares funcionam sem licitação. Ela não tem alvará do Corpo de Bombeiros. Hoje recebe algumas modalidades esportivas, mas não existe um projeto para tornar aquela coisa enorme em algo que seja auto-sustentável.

Queremos que a cidade tenha um Estádio funcional ou uma nova Arena Multiuso, que está lá se desgastando com o tempo?

Que o Estádio Augusto Bauer, no auge dos seus quase 80 anos de idade, está acanhado e aquém da modernidade que o Futebol de hoje exige, não é novidade. Mas eu penso que, se Brusque quiser uma nova praça de Esportes, o Brusque FC terá que erguê-lo. Sendo o dono do campo, o clube terá a responsabilidade de mantê-lo, pois é um patrimônio seu, e não um campo que só é usado aos domingos, depois largado. Veja o caso da Ressacada, do Heriberto Hulse e do Orlando Scarpelli, onde os clubes são os donos, e se encontram em estado de conservação muito melhor que qualquer Estádio administrado pelo poder público. O novo prefeito pode, aí sim, trabalhar junto com o clube para tentar viabilizar a obra.

Faço essa opinião totalmente desprovida de qualquer opinião política sobre esse ou aquele candidato. Só penso que o debate precisa ser levantado, para que tenhamos uma praça de esportes moderna, funcional, e que seja bem conservada para o torcedor de nossa cidade.

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

WO ao Contrário

Essa foi boa. Não é raro acontecerem os WO em Eventos Esportivos. Acontece bastante, principalmente quando o time visitante não aparece para a partida. Mas em Itajaí aconteceu algo diferente, um WO do time da casa. Foi na Liga Nacional de Handebol.

Matéria do Diarinho, com seu linguajar particular, de hoje, 19/09:

A tarde de ontem tinha tudo pra ser perfeita, com a estréia de Itajaí na Liga Nacional de Handebol Masculino. O jogo da equipe peixeira iria rolar no ginásio da Univali, mas acabou no maior fiasco. O time da casa, que jogaria contra a Unopar de Londrina-PR, perdeu por W.O. em casa e corre o risco de ser expulso da elite do handebol nacional.

A equipe paranaense – que tem dois jogadores de seleção – não quer ver os peixeiros nem pintados de ouro. Eles percorreram cerca de 600 km no busão e trouxeram até torcida pra conferir o jogo, que tinha tudo pra ser uma vitória fácil dos paranaenses. Mas o povo da terra do leite quente acabou voltando pra casa sem sentir o gostinho de estufar as redes. Além deles, uma renca de apaixonadas pelo esporte veio de outras cidades do estado pra conferir o embate, mas saiu de lá chupando o dedo e puteada com a peixeirada.

Apesar de terem pipocado fofocas de que a equipe de Itajaí teria fugido da raia porque tava faltando grana, o treinador Dream Farencena jura de pés juntos que o caixa tá normal. "Isso é maldade. Posso até mostrar os recibos que comprovam que os pagamentos tão em dia", lascou.

Segundo ele, o problema rolou porque seis dos seus jogadores tavam sem a documentação necessária e não teve reza braba que convencesse o juiz a apitar o início da partida. "Tentei argumentar com a arbitragem, mas não teve jeito", reclamou Dream.

O técnico contou que até ano passado os peixeiros estavam filiados em outra associação e isto prejudicou. "Mandamos tudo o que era pedido na semana passada, mas atrasou", frisou Dream, lembrando ainda que tinha uma partida dos Joguinhos Abertos marcada pro mesmo horário, onde tavam outros seis jogadores da equipe. "Era um jogo importante, eu não poderia tirá-los de lá", se defendeu o técnico, meio que esquecendo que Itajaí faltou na estréia da principal competição de handebol do país.

Penalidade

De acordo com as regras da Confederação Brasileira de Handebol (CBH), o clube que não comparecer a um jogo oficial leva multa de R$ 2,5 mil e vai responder a processo no Tribunal de Justiça da entidade. A equipe corre o risco de ser eliminada do quadro da CBH.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Mário Sérgio é um erro

Hoje soltaram rojão no Scarpelli. A torcida tá revoltada.
De quem é a culpa da crise do Figueirense? Da diretoria, que contratou jogadores a rodo, indicados pelos QUATRO treinadores que o time já teve.
Imagine uma cratera numa estrada de asfalto. Aí você remenda. E depois remenda de novo o remendo mal feito, e mais uma vez. É mais ou menos isso.

Agora, trazer o Mário Sérgio pra salvar a pátria? Um treinador que mal aguentou seis jogos no Atlético Paranaense, e que no ano passado, quando o time foi pra final da Copa do Brasil, disse que "ganhar não é importante. Estou aqui no Figueirense pra lançar jogadores para serem vendidos e não pra ganhar títulos".

Não acredito em um projeto de reação do clube com um comandante que vem colecionando fracassos depois que deixou o Figueirense. O time trouxe uma leva de gente no estouro do tempo pra contratações, mas são mais remendos pra tapar os outros remendos mal feitos.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Vitória do Criciúma e a volta do Fantick

O jogo não foi bom. O Criciúma venceu o ABC por 2 a 0, com dois gols de cabeça dos zagueiros Wescley e Everton. Excelente resultado para quem estava namorando com o rebaixamento.

Mas o melhor do jogo aconteceu no final. Foi muito bom ver de volta o guerreiro Fantick (foto) em campo, um ano depois dele ter quebrado a perna numa partida contra o Barueri, em setembro do ano passado. Ele entrou, correu, chutou a gol e foi aplaudido pela torcida.

Muitos jogadores até largariam a carreira depois de duas fraturas graves seguidas (ele já havia ficado nove meses fora de combate depois de romper o ligamento na final da Divisão Especial de 2006, quando estava no Joinville). Mas Fantick foi teimoso e guerreiro. E está de volta aos campos, e pode ser muito útil ao Tigre.

Mais um público zero

Aconteceu na Divisão de Acesso, no jogo dos dois piores times da Terceira Divisão. No Jogo Santa Catarina 1 x 1 Atlético de Guarujá do Sul, ninguém foi maluco de pagar ingresso.

Tá no Borderô. Renda zero, público zero.

A melhor foi do árbitro do jogo, Antônio Lourival da Luz, que classificou como "Boa" a Conduta do Público na partida. Claro né, não tinha ninguém vendo o jogo...

Tronchinha, o herói, pede demissão do Joaçaba

Esse técnico do Joaçaba, o Tronchinha, é um herói. Merece todo o meu respeito. Foi ele que abriu o Estádio pra imprensa e pro pessoal do Brusque no domingo. Ele, além de treinar o time, atua como preparador físico, mesmo tendo que passar por três sessões de hemodiálise por semana.

Ele lida com os desafios de quem dirige um time com dificuldades financeiras e na iminência de fechar as portas, conforme me confidenciou um amigo da imprensa de lá. Para se ter uma idéia, no próximo jogo do JAC, contra o Internacional de Lages, o time não terá goleiro reserva.

O Joaçaba não anunciou o seu substituto até agora, mas o Tronchinha é um cara lutador.

Candidatos da Bola: Toto

Agradeço ao Henrique Porto pela dica. Você se lembra do Toto? Um atacante loirinho que fez sucesso em Jaraguá, sendo artilheiro do Estadual de 1991, com 19 gols. No ano seguinte, foi contratado pelo Flamengo, em 1992, disputou somente onze partidas, com quatro gols marcados, sendo campeão brasileiro. Mais tarde, jogou ainda pelo Paraná, Cruzeiro e Criciúma.

Aos 40 anos de idade, Toto concorre ao cargo de vereador em Jaraguá do Sul, pelo PR.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Condições precárias


Até a imprensa sofre no Estádio Oscar Rodrigues da Nova, em Joaçaba. As condições de trabalho são péssimas, a conferir na foto. E não adianta reclamar na Federação, nem na Acesc. Para conseguir uma cadeira é uma batalha.

Clodoaldo Etô no Náutico

Olha quem apareceu marcando gol no Vasco no Brasileirão: Clodoaldo Etô, que fez sucesso por aqui jogando no Caxias de Joinville, Marcílio Dias e Criciúma, até ser vendido para o Corinthians, onde foi pouco aproveitado. Achou uma boquinha em um time de Série A, e parece ter aproveitado a chance.

Bola Fora tira Atletismo de Brusque dos Joguinhos

Eu cansei de reclamar aqui da bagunça instaurada no esporte brusquense. E hoje mais uma triste notícia aconteceu, infelizmente.
A cidade conta com um time de atletismo feminino que vem vencendo provas e derrubando recordes pelo Estado, nas competições de base. Os Joguinhos Abertos seriam a consagração para essa geração. Seriam.
Acontece que a Prefeitura Municipal ESQUECEU de inscrever as atletas na prova. O técnico João Nunes chegou ao local de competição, e ao saber da notícia, ficou desolado e segurou as meninas, que treinaram todo o ano, em casa.

Depois do erro do ano passado, que Brusque perdeu a medalha de ouro nos JASC por um erro de inscrição de um atleta, esperava-se que não houvessem mais escorregadas. E aconteceu uma grande. Eram medalhas certas.

Goleada em Joaçaba

O Brusque goleou o JAC por 4 a 1, mas se fosse seis ou sete estaria de bom tamanho. Enquanto o time do Joaçaba brigava entre si e vive com muitas dificuldades (entre elas apenas três jogadores no Banco de Reservas), o time do Suca mostrou que não tem nada a ver com isso e emplacou quatro, com direito a dois golaços, um de voleio do Rafael Bittencourt (foto) um do William Gaúcho, numa linha de passe com Leo Maringá e Pereira. Neno veio do banco e marcou dois gols, e o Brusque vai embalando pro título.

Não quero aqui contar com a vitória antes da hora, mas é fato: o Brusque só poderá perder o título para ele mesmo. Se manter o foco até o final, não haverá adversário que evite a volta à primeira divisão.

Já o Joaçaba mostrou que tem um time limitado, que sobrevive com as limitações da sua diretoria, que tenta resolver os problemas. Não vai longe.