Uma chuva de verão daquelas que caiu no fim da tarde estragou um pouco do espetáculo entre Brusque e Metropolitano, na abertura da Copinha, que eu venho chamando de jogo-termômetro.
O Bruscão já subiu. Joga a Copa SC sem pressão, mas com o dever de mostrar um bom futebol, e provar que não é um time de segunda divisão. Para mim, conseguiu mostrar que é um time de primeira, mas há de se arrumar reforços pro ano que vem.
Durante o jogo, o Brusque teve o maior número de chances de perigo. Contei quatro chances claras, incluindo uma bola na trave do Paulinho. O time rendeu no ataque mas pecou em definição (Problema 1: arrumar um centroavante de qualidade).
O Metropolitano tem um repertório limitado de jogadas, mas possui talentos individuais bem interessantes. O técnico Paulo Porto montou um time super disciplinado tecnicamente, o que tornou a partida num jogo de xadrez. No segundo tempo, a sua estrela brilhou: com a entrada de Felipe Oliveira e Rodrigo Couto o time de Blumenau cresceu muito, e Rodrigo fez o gol da vitória, aos 37, em uma eficiente jogada com Felipe.
O Metrô é um bom time, mas não é nenhuma Brastemp. O Brusque é também um bom time, poderia ter vencido a partida, mas perdeu no detalhe. No jogo que serviu pra comparar o nível do time, a impressão que ficou é a que a equipe tem uma boa qualidade, mas ela não é suficiente pra fazer bonito em 2009. Mas o começo do caminho já está aberto.