domingo, 25 de janeiro de 2009

Tema de Domingo: Fala Reche

O amigo Edu César, do Papo de Bola, me enviou um email deveras interessante. É da Coluna do Luiz Carlos Reche, no jornal Correio do Povo de Porto Alegre, falando da Briga das TVs, que aconteceu no RS também.

E fala de uma sacanagem que a RBS fez com o Inter de Santa Maria. Quem foi que reclamou que a Record passava jogos ao vivo pra cidade do jogo? Vale a pena ler.

Estou em Itajaí. Hoje a noite, a análise da rodada. Os amigos podem ouvir Marcílio x Brusque pelo www.radiocidadeam.com.br, clicando no "Rádio ao vivo"

ESCULHAMBAÇÃO E PREJUÍZO
A Record (antes sistema Guaíba/Correio do Povo) salvou o Gauchão. Ninguém pode duvidar da palavra do próprio Noveletto (Francisco Noveletto, presidente da Federação Gaúcha de Futebol), que já repetiu isso inúmeras vezes. Antes se pagava um pastel e uma Coca-Cola por jogo transmitido (ele quer dizer que se pagava uma migalha pela transmissão). Então, estou muito à vontade para falar de algumas coisas que não podem continuar. Fizeram o Inter-SM de peteca. Primeiro, o jogo era quarta, 22h. O time do Interior, de posse desta informação e de que o jogo não passaria pela TV aberta, colocou ingressos à venda a preços altos. Depois houve a confirmação de 16h30min, o que não deixa de ser uma violência. Como faz quem não pode sair do trabalho? Com a partida confirmada para a tarde, o Inter-SM baixou o preço dos ingressos. E aí veio o pior. Jogo passa ao vivo para Santa Maria. Resultado: a partida, mais esperada do ano, lá, deu prejuízo de R$ 150 mil e muitas ações na Justiça ou encrenquinhas para o Coloradinho. O Inter-SM terá que devolver dinheiro a quem pagou mais por setores do estádio onde outros pagaram menos. É dose. E o respeito com o Interior?

SANTA CATARINA
A Record em Santa Catarina dá show de qualidade e civilidade. Jogos às quartas, 20h30min e aos domingos, 16h. Bem que a detentora dos direitos do RS (tem emissora deles em SC) tentou melar esta aula de como se faz. Entraram na Justiça e pressionaram já no primeiro ano. A Record tem um contrato desde 2007 até o final do campeonato. Fizeram festinha para o mercado, anunciaram que iriam passar, pressionaram autoridades e tudo o mais. Sexta-feira liguei para o diretor da RIC-Record, Paulo Hoeller, e para o amigo Pedro Carlotto. Eles me disseram que é inacreditável o que eles tentaram fazer. Entraram na Justiça, perderam. Pediram agravo de instrumento, foram derrotados outra vez. No final do ano passado, a associação dos clubes de lá cedeu e assinou outro contrato. Baseado nisso, tentaram transmitir o Catarinense na marra. Definição de um magistrado de SC que deu ganho de causa à Record: 'Semelhante coisa se passaria com um vendedor que se arrependesse da venda para vender a mesma coisa a outro'. Ainda existe Justiça no país. E emissora que passa futebol em horário de futebol. Méritos da Record e da família Petrelli em Santa Catarina. Parabéns Marcelo.

HISTÓRIAS DE VIDA

Transcorria o campeonato de 2003. Estou indo para São Gabriel para cobrir o Inter. Semifinais daquele ano. Vou ao encontro de Fernando Carvalho e pergunto: 'Presidente, existe acordo com uma emissora para transmitir o Gauchão?'. E ele me responde: 'Não'. (Não havia exibição fixa do campeonato, tanto que a partida referida acabou exclusiva do rádio, sem TV ao vivo) Aí fui à luta (como a TV Guaíba não tinha equipe própria, o Reche, enquanto diretor de esportes da rádio, respondia também pela TV). Liguei para presidente da federação Emídio Perondi. 'Que tal a TV Guaíba transmitir a final?' E ele me diz OK. Fizemos, então, proposta para 15 e Inter. O 15 na outra semifinal eliminou o Juventude.

Muita briga. Um colega chegou a dizer que estávamos atropelando contrato. Pedi que me mostrasse. Estou esperando até hoje. Meu pai me ensinou a não mentir. Proposta daqui, dali. Fechamos. Valor: R$ 70 mil (bom dinheiro na época). Aliás, antes não se pagava nada pelo Gauchão. Roberto Pauletti, nosso diretor comercial do Correio do Povo, é testemunha. Estava na concorrência. Até porque um dirigente do 15 ainda tentou melar ligando pra ele, Pauletti. É dose. Mas deu gol. Empresa séria é assim.

No ano seguinte, com envelope fechado, ganhamos a concorrência e transmitimos todo campeonato com exclusividade. (Conste dos autos, inclusive, que no domingo do Grenal decisivo da primeira fase, só com os principais times - a segunda fase, só com os pequenos, ocorreu nos meses seguintes -, a Guaíba liderou na audiência, com o Gugu em segundo e Paulista x Palmeiras, empolgante semifinal do Campeonato Paulista, mas nunca que maior para os gaúchos do que um bom e velho Grenal, deixando a RBS em terceiro. A Guaíba transmitiu os jogos para emissoras no interior através de acordos especiais, como a TV Cultura de Montenegro e as três emissoras da Pampa no interior, além do Canal 21 de Cascavel e do canal pago NSC, captado pela Tecsat, para todo o país. A RBS até transmitiu aquele Estadual, mas só pela TVCOM e apenas para o interior, pois em PoA a exclusividade era total da Guaíba)

Dali pra cá, o Gauchão ganhou valor. Nos dois últimos anos, não houve envelope, perdemos sem ter chances de concorrer. Mas um dia tudo muda, como já está mudando em termos de Olimpíadas e Pan.

Um comentário:

  1. o dia q os clubes tiverem planejamento e ETICA, e ETICA, e ETICA, vao conseguir arrecadar mto mto mto mais.

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