segunda-feira, 27 de abril de 2009

Qual a receita de Chapecó?

O recente sucesso da Chapecoense no Estadual desperta muita curiosidade em saber qual a receita, qual o segredo para fazer um time que poderá ser campeão pela segunda vez em três anos. O que Chapecó, uma cidade cheia de gremistas e colorados, onde a RBS transmite o Campeonato Gaúcho, faz para conseguir chegar mais uma vez nas cabeças com a Chapecoense?

Chapecó tem população semelhante a municípios como Itajaí, Lages e São José. É menor que Blumenau e Joinville. Mas a cidade tem um envolvimento enorme com o time, onde vermelhos e azuis se unem em torno do verde. Só em Chapecó, eu vi um fato interessante: a Rádio Super Condá estava dando ao melhor em campo um jantar em qualquer restaurante da cidade, patrocinado por um empresário local que ofereceu o prêmio na hora. Isso sem contar o volume de placas no Índio Condá e patrocínios na camisa. E jogos com casa cheia. Enquanto Blumenau, com seus quase 400 mil habitantes coloca em média 4 mil pessoas no Estádio do Sesi, a Chapecoense, com metade do tamanho, leva quase o dobro disso.

Outra coisa que só acontece lá: o prefeito da cidade, João Rodrigues, é radialista, e de vez em quando narra os jogos do Verdão pela Rádio Chapecó. E desce a corneta se o juiz errar.

O clube mostra outro fato interessante: há uma rotatividade entre os nomes que assumem a presidência, o que é ótimo, porque garante a oxigenação da gestão do clube, sem que haja o cansaço e o desgaste de um só dirigente, o que é comum no futebol. A primeira etapa da Arena Condá, inaugurada numa goleada sobre o Brusque, é outro sinal de que o futebol de Chapecó prospera. Até algum tempo atrás, a Chapecoense marcava seus jogos em horários que nem Grêmio nem Inter jogavam, sob pena de ter pouco público. Hoje, acontece algo inimaginável: Estádio Índio Condá cheio em dia de Gre-Nal.

Dentro de campo, o clube mostra uma competência em montar elencos. Aquele de 2007, que tinha Peter, Adriano, Jean Carlos e Basílio foi um exemplo de time barato que encaixou perfeitamente, assim como 2009, com Thoni, Badé, Bruno Cazarine e Cia., que tem um investimento bem abaixo de Avaí, Figueirense, Joinville e Criciúma.

Só falta um maior sucesso em nível nacional, o que poderá acontecer, se a coisa continuar de vento em popa.

Um comentário:

  1. Acho que o segredo da Chapecoense é o apoio de empresas fortes numa região que tem poucos times de futebol. Aqui no Vale, quase toda cidade tem um time, diferentemente do oeste. Alias essa posição de Capital do Oeste, que Chapecó tem, ajuda com que a cidade seja forte em outros esportes, como o futsal, onde o time feminino acabou de ganhar a Taça Brasil.

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