quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Hugo Hoyama e meio time da Malwee representarão Chapecó nos Jogos Abertos

A Fundação Municipal de Esportes de Chapecó anunciou quarta-feira a contratação do mesatenista Hugo Hoyama (foto) apenas para os Jogos Abertos de Santa Catatrina, em novembro. A confirmação veio em nota oficial da Prefeitura, que justificou que só arcará com a alimentação e a estadia (que com certeza não será em uma sala de aula) durante os dias da competição. Além disso, a FME de Chapecó anunciou que os jogadores Pica-Pau, Franklin, Leco, Xande, Cabreúva e Humberto, todos da Malwee, de Jaraguá do Sul, reforçarão o time da casa no Futsal.

Não interessa se quem pagou foi o empresariado ou o poder público. A contratação de nomes de peso para garantir uma fácil medalha de ouro é uma prática que deve ser reprimida por completo nos JASC. Isso acaba por desestimular totalmente os concorrentes locais, que vêem nos Jogos a sua principal competição, e sabem que não terão chances. Numa época em que todos falam em "revitalização" dos Jogos, a vinda de um atleta de alto custo para conquista uma só medalha é um golpe duro nos ideais de Arthut Schlosser.

Existem dois tipos de contratações de fora no esporte catarinense: as que agregam e as que só servem para alguns dias. O ideal seria que um profissional de renome como Hugo Hoyama viesse para a cidade que foi contratado não só para uma meia dúzia de jogos, mas para morar lá trabalhar a longo prazo com a formação de equipes de base, repassando conhecimentos e criando novos atletas. Aí sim, que a vida de uma pessoa de fora seria justificada.

Desse jeito, não.

Esse caso dos jogadores da Malwee é caso grave: como todos sabem, o presidente da Fesporte, Cacá Pavanello, é dirigente do futsal de Jaraguá. Logo ele, que devia dar exemplo, está corroborando com isso?

9 comentários:

  1. OLÁ AMIGO, UMA PERGUNTA: VC SABE SE O SBT VAI TRANSMITIR A COPA SC ESTE ANO. E 2008 ELES TRANSMITIRAM E FOI MUITO BOA, INCLUSIVE COM O FÁVIO ROBERTO COMENTANDO E MOACIR NARRANDO. SÓ OS REPORTERES ERAM FRACOS. ABS E PARABENS PELO BLOG, ANDERSOM

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  2. Se for pra transmitir naquele horário de gerico, os clubes não querem....

    Só uma TV pode transmitir a Copa do jeito que os clubes querem: a Record News.

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  3. JASC... não dou mais bola para os Jogos Abertos de SC.

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  4. Um boicote dos demais concorrentes na modalidade seria um proptesto histórico!

    A imagem do Hugo Hoyama parado, sozinho, ao lado da mesa sem ter com quem jogar, entraria para a história!

    Contratar atleta para o JASC é que nem pagar alguém pra fazer um trabalho acadêmico...

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  5. Olá Rodrigo, aqui é Cleberson Silva, jornalista, coordenador e atleta do tênis de mesa de Chapecó. Só para esclarecer sobre a vinda do Hugo Hoyama para Chapecó. O custo para a Prefeitura será apenas da alimentação do atleta, já q a hospedagem tb está inclusa no pacote oferecido aos patrocinadores. O projeto da vinda do Hugo para os JASC não tem nada a ver com a conquista fácil de uma medalha, até pq, aos 40 anos, ele não é o favorito ao ouro. Florianópolis e Concórdia têm atletas, tb de fora, que hoje estariam num nível físico e técnico mais alto q o próprio Hugo.
    O projeto da vinda do Hugo é uma parceira com a a iniciativa privada para a promoção do tênis de mesa na região oeste de SC. Durante a passagem dele pelo oeste, serão ministradas palestras, clínicas para alunos de escolinhas, visitas e outras ações para a divulgação do tênis de mesa. Esse é o projeto. Poderíamos sim, trazer o atleta simplesmente para um encontro e para falar sobre tênis de mesa pelo mesmo custo, como já foi feito por vários outros atletas. Porém, entendemos que conciliando a competição e as eventos paralelos o resultado pode ser ainda mais eficaz. Além disso, será uma oportunidade ímpar para a população de Chapecó e da região poder acompanhar de perto o principal nome da história do tênis de mesa brasileiro, e ainda em fase competitiva na carreira. Um abraço, do colega Cleberson Silva.

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  6. Será que eles querem imitar os blumenauenses?

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  7. Muito em graça esses JASC

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  8. esse negocio de trazer medalhão eh queimar dinheiro do povo.

    eh o mesmo caso do brasil telecom aqui em brusque.
    a prefeitura bancou o time dois anos, nao dava publico ( mesmo sendo de graça), e nao deixou nada de bom pra cidade.

    oq o japa vai deixar pra chapeco? nem a medalha,pq ele vai levar pra casa dele.

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  9. Não concordo que a Brasil Telecom não deixou nada para Brusque. Deixu muita coisa.

    Durante 2 temporadas o nome de Brusque esteve na mídia nacional, com transmissão ao vivo dos jogos da superliga e até participação nas finais. O nome que diziam na TV não era Brasil Telecom, e sim BRUSQUE.

    Deixou também know-how e aprendizado para a AD Brusque. Incentivou várias garotas que asistiam e acompanhavam direto os treinamentos e preparação do plantel.

    Despontaram pelo menos 2 garotas importantes daqui de Brusque, e que hoje integram a equipe Brusque-Pomerode. Uma delas hoje é titular do Brusque-Pomerode (não lembro o nome).

    O nome de Brusque continua na mídia nacional, mesmo disputando em parceria com Pomerode. Brusque está disputando uma superliga nacional no melhor voleibol feminino do mundo.

    Tudo isso não veio sozinho, da noite para o dia. Foi uma união de forças com a AD Brusque, que o patrocínio da Brasil Telecom viabilizou. A prefeitura contribuiu e continua contribuindo para a AD Brusque, que é da cidade e ganhou a vaga na superliga desse ano, sem a Brasil Telecom.

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