sábado, 31 de janeiro de 2009

A volta do Top da Bola

A partir da rodada deste final de semana, começa a votação do Top da Bola, organizado pelo Instituto Mapa (que causou um rolo enorme nas pesquisas eleitorais aqui em Brusque) e da Acaert.

Funciona assim: todo repórter de Rádio ou TV que trabalha nos jogos recebe uma ficha. Ele vota em um jogador por posição e dá uma nota pra ele. O árbitro também é avaliado.

No fim do campeonato, os melhores são premiados num Festão em Floripa.

Nossas fichas já estão na mala. Tou indo pro Aeroporto, e volto a teclar desde a linda Chapecó. Amanhã o Brusque tem pedreira lá no Índio Condá contra a Chapecoense, que vai inaugurar a primeira fase das obras da nova Arena.

Pediram pra sair!

Dois jogadores pediram os seus respectivos bonés em seus clubes:

O primeiro foi o Marcos Leandro, que há um ano foi contratado com solução pro gol do Botafogo. Depois de ser o pior goleiro do campeonato, acabou pedindo pra sair, deixando na mão o combalido Atlético de Tubarão. Pediu pra sair do Tubarão, vai arrumar emprego aonde?

Ontem, foi o zagueiro Bruno Aguiar, do Figueirense, aquele mesmo time que se dizia favorito ao título. Ele era titular do time. Disse que tinha proposta de outros clubes, mas pela qualidade do seu futebol, foi melhor pro clube que ele saísse voluntariamente. Ah, se o Figueira perder amanhã em Timbó pro Metrô, deve entrar na zona de rebaixamento. Já pensou?

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Presidente sacode o Metrô

O Presidente do Metropolitano, Edson Pedro da Silva, é um cara bom. Usou da mão de ferro pra sacodir o clube e resolver os problemas do time, que está na lanterna do campeonato e com brigas internas que foram tratadas em público.

A primeira foi a demissão do Diretor de Futebol, Elton Soares. Vamos e venhamos, ele falou demais na imprensa e detonou a crise no clube, questionando escalação e dizendo que não foi ele que contratou o técnico Paulo Porto. No lugar dele, assume um "colegiado" formado por três diretores, que contrataram o técnico Luiz Carlos Barbieri (foto), campeão estadual em 2005, pelo Criciúma.

Barbieri disse hoje no Santa que "sabe o que vai encontrar". Vai ter que motivar o time para uma pedreira domingo contra o Figueira, com um elenco de baixa qualidade. Vai ter que, obrigatoriamente, ir às compras e motivar o material humano que tem.

A piadinha fica pro Site do Metropolitano, que parabenizou o Diretor de Futebol pelo trabalho. Parabenizar uma pessoa que montou um time que é lanterna eu nunca vi:

O Clube Atlético Metropolitano parabeniza o Sr. Elton Soares que conduziu a Diretoria de Futebol Profissional até o presente momento, sempre conduzindo com muita dedicação, garra, profissionalismo e acima de tudo amor para com o Clube Atlético Metropolitano. Parabéns Elton.

Parabéns?

Tem árbitro novo na área

A Escala de arbitragem deste final de semana reservou uma surpresa: mais um árbitro "importado" que faz parte do quadro da Federação. E o nome é grande: Frederico Honorato Rodrigues Moreira, árbitro carioca do quadro da CBF. Ele vai comandar Metropolitano x Figueirense.

Ele apitou apenas um jogo de Brasileiro na vida, em 2007, um Figueirense x Náutico. Depois fez mais um joguinho na Copa do Brasil de 2007. De resto, só jogos inexpressivos lá no Rio.

Do jeito que a arbitragem carioca anda pelo o que a gente vê no estadual de lá, seria uma boa importar um árbitro desconhecido?

Já é assunto polêmico quando Márcio Rezende e Wagner Tardelli, ambos da Fifa, vieram pra cá, mas acabava dando um prestígio a mais pro quadro catarinense. Agora, um árbitro em igualdade de condição com qualquer outro nativo aqui do Estado ocupar a vaga de alguém que busca espaço é um erro.

Há uma nova geração de árbitros pedindo espaço, que com certeza fica desmotivada ao ver um desconhecido do Rio de Janeiro passando na frente da fila.

Problema Sério em Timbó

Metropolitano e Figueirense entrarão em um gramado em Timbó que, se já era ruim, ficou pior. Só nos últimos dias, o campo do Complexo Municipal recebeu DEZ partidas de um campeonato internacional de Futebol de Base. Pra terminar bem o serviço, domingo o time de Futebol Americano da cidade também deu sua parcela pra revirar mais o terreno.

Jogo vai ser interessante. Dois times que estão jogando mal em um campo terrível.

Brusque esmagador, contra um JEC que, sei não...

O Brusque deu literalmente um banho de bola no Joinville. Me perguntei: é esse o time que tinha três vitórias no campeonato? Fiquei feliz com o que o Suca fez com o time: os jogadores voltaram focados, tocando a bola, em um esquema que finalmente encaixou.

Logo aos 5 minutos, Flávio Guilherme, que não tinha aparecido no campeonato, fez o gol (aleluia!). O Joinville não oferecia perigo algum. O atacante Lima, tão alardeado pela artilharia, sumiu em campo. Nem a falta de energia no centro da cidade apagou o Bruscão, que fez o segundo gol, com Rogélio, o terceiro dele no Estadual.

Chega o segundo tempo, e Leandro Campos não achava o caminho. O Brusque fez o terceiro, gol contra de Carlinhos, para fechar um jogo em que o Joinville não viu a cor da bola. Digo mais: o JEC, que passou por Criciúma, Tubarão e o fraco Figueirense, iniciou o campeonato ontem, e não terá moleza em Ibirama na segunda.

O técnico Suca definiu bem: a derrota para o Marcílio serviu como alerta pro time ficar ligado. E ficou. Leandro Campos deu o maior número de desculpas possível. Mas esqueceu de dizer que seu time não jogou nada.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Tigre goleia, um Verde vai bem e outro fica sem técnico

Rodada interessante. Muita coisa pra falar.

Em Criciúma, o Avaí pegou o vírus do Figueirense e não entrou em campo no primeiro tempo contra o Tigre. Tomou um banho de bola. A zaga, que já era ruim só com o André Turatto em campo, ficou pior ainda com o Leandro Bambu, que é ruim desde os tempos do Joinville. Arlindo Maracanã, que sumiu neste ano, foi mantido no time, e o Criciúma, num partidaço do Kempes, venceu ao natural. Silas teve sua participação na derrota, por um único motivo: tei-mo-si-a em manter Odair e Maracanã no time. E o Criciúma achou um jeito interessante de jogar. O time, que jogava em função do Zulu, começou a encontrar mais o Kempes, e o futebol melhorou muito. Tem mais futebol que o Joinville.

Já em Chapecó, o Marcílio tomou 4 da Chapecoense, que deixa a zona de rebaixamento. Tava na hora do time do Mauro Ovelha dar uma satisfação, e o marinheiro pagou o pato. Prova inconteste de que o time de Itajaí venceu o Brusque mais pelo sono do adversário do que por méritos próprios. Só o Lourival tá se salvando.

O jogo de Tubarão merece mais atenção. O Atlético faz dois a zero. O Metrô vai lá e vira o jogo, mas permite dois gols do time da casa e perde o jogo. O time de Blumenau tá tão, mas tão bagunçado que diretores, jogadores e até o treinador vão pra imprensa falar mal um dos outros. Há um grave problema interno do Metropolitano, que poderá levar o time ao rebaixamento. Paulo Porto caiu, o diretor de futebol Elton Soares vai acertar sua rescisão, e não duvido que vão chamar o Cesar Paulista pra resolver, como ano passado. Há um problema: o elenco é muito pior que o de 2008. Há uma série de erros na administração 2009 do Metrô, que vou separar em outro post que colocarei nessa quinta. Time que toma 4 do Tubarão, não merece coisa melhor.

O tamanho do campo

Desde que comecei minha carreira, ouço inúmeros treinadores e jogadores reclamando das "dimensões pequenas" do Augusto Bauer. Hoje mesmo, o jornal A Notícia publicou que "Amanhã, contra o Brusque, o JEC vai encontrar um campo ruim e de dimensões pequenas".

Pois bem, o campo foi medido, e foi provado que tudo isso é balela. O campo do Augusto Bauer é até um pouquinho maior que o da Arena.

O gramado do Estádio Brusquense tem 105,30 m de comprimento por 71 de largura. A Arena tem 105 x 70. É maior que o gramado do Orlando Scarpelli (105 x 68) ou de qualquer Estádio de Copa do Mundo (todos tem a medida de 105 x 68).

Talvez, pela proximidade do alambrado, o campo pareça menor, mas a medida é praticamente a mesma. Essa desculpa não vale.

Quem quiser a prova, pode usar o programa Google Earth pra medir. A precisão é impressionante.

As alterações de horário

Bom, a nossa amada Federação alterou o horário de três partidas do campeonato hoje, em Nota Oficial.

Um foi por causa da RIC, Metropolitano x Figueirense passou das 5 pras 4 da tarde.

Os outros dois foram por culpa dela mesma: marcou um jogo do Ibirama pra segunda, contra o JEC, e quarta, em Brusque. Como não pode, jogou a partida do Augusto Bauer pra quinta. O jogo Criciúma x Brusque, que seria sábado a noite, passa pras 19 horas de domingo, pra não prejudicar o Bruscão.

Aliás, o Criciúma tá virando o rei dos jogos sábado a noite. É o segundo em duas semanas. Ô horariozinho ruim!

E a Chapecoense vai pedir o adiamento do jogo com o Brusque domingo das 5 pras 7 da noite. Motivo: sair da concorrência com o Campeonato Gaúcho na RBS.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Audiência da RIC em Alta

O Campeonato Catarinense de Futebol vem proporcionado à RIC Record bons índices de audiência a cada rodada.

No jogo do último domingo, entre Joinville e Figueirense, na faixa das 16h às 17h57, a RIC obteve média de 10,3 pontos de audiência, com pico de 14,4 e 24,4% de share (percentual de aparelhos ligados), enquanto a RBS ficou, respectivamente, com 15,4 e 36,5%.

Na faixa das 17h07 às 17h57, a RIC ficou em primeiro lugar com média de 12,6 pontos de audiência e 28,9% de share. A segunda colocada, a RBS, obteve, respectivamente, 11,8 e 27,1%. A terceira colocada (SBT) obteve 5,6 e 12,8 e a quarta colocada (TVBV) obteve 2,9 e 6,7, de IA e share, respectivamente.
Fonte: Ibope - Terminal Cliente - Grande Florianópolis - 25 de janeiro de 2009 - www.acontecendoaqui.com.br

Mais uma vitória da Record, agora no Ibope. E até agora, não vi sequer um deslize técnico na transmissão. Não deve em nada pra RBS.

Ah, só pra atualizar a briga jurídica: poderá haver alguma novidade amanhã, numa Ação de Cobrança movida pelos clubes.

Contrastes

O tratamento dado à imprensa por parte dos clubes varia muito. Já há tempo se fala que as cabines seriam alvo das vistorias, para que os profissionais tivessem boas condições de trabalho. Vemos os contrastes:

As novas cabines do Estádio do Criciúma, amplas e com espaço pra trabalhar...

... contrastam com as cabines do Estádio Aníbal Costa, em Tubarão, onde cabe uma pessoa e meia. Olha a dificuldade que o pessoal de Joinville teve...


Ano passado, os clubes vieram com essa história de cobrar direito de transmissão das Rádios. Que, primeiro, tenham instalações dignas para a imprensa.

Nem veio, já foi

O veterano zagueiro Silvio Criciúma não vai estrear no Atlético de Tubarão no Campeonato Catarinense. Ele teria chegado fora de forma ao clube e foi sumariamente dispensado. Segundo o diretor de futebol, Robertinho Rodrigues, em entrevista ao FutebolSC, “Ele não está preparado fisicamente e para nós isso não interessa. Nós precisamos de um atleta para agora e não para o segundo turno de competição”.

Precisa sim, Robertinho. O Sílvio Criciúma com 10 quilos a mais joga mais que a horrível zaga do teu time.

Metrô levou a briga

O Metropolitano anunciou ontem a contratação, por empréstimo, de dois jogadores do Avaí: o meio-campo Hégon e o zagueiro Fábio Fidélis.

Fidélis, que foi pra Blumenau depois de uma briga de bastidores: o Brusque também estava interessado em contar com os serviços do zagueiro. Houveram várias conversas, contatos de ambas as partes, mas ele preferiu ir para o Verdão. Provavelmente, por dois motivos: o caixa do time blumenauense é maior, e lá ele teria mais chance de jogar, tendo em vista a campanha do time. Já no Brusque ele seria reserva de Rogélio, que vem jogando muito.

Ex-jogador em atividade?

A Chapecoense contratou o Anderson Lima, lateral que já está nos seus 35 anos de idade, pro Campeonato Estadual. Jogou a Série C pelo Operário, e mesmo com passagens por Grêmio, São Paulo, São Caetano, etc., foi pra Chapecó pelo nome. Tá fora de forma, não tem mais a mesma rapidez, e já avisou que não quer jogar de lateral, e sim de líbero.

Me lembra o catarinense de 2006, quando contrataram o Palhinha, também em fim de carreira. Ele fez dois ou três jogos, perdeu um pênalti contra o Ibirama e deixou o time.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Novo atacante no Brusque

Mais um jogador chegou hoje, pra tentar resolver um problema crítico do Brusque: o ataque. A bola da vez é Marcelo Fattori (foto), de 21 anos, que foi destaque no ataque do Concórdia, na última Divisão Especial.

Ele vai precisar de um tempo pra ficar em forma ideal, mas é um garoto de futuro. Atacante trombador e que chuta bem. Pode ser uma boa ajuda pro time.

A Ficha do Pintado caiu (só agora?)

Antes de falar de mais um vexame do Figueirense no Estadual, não vou falar do frango que o goleiro Wilson tomou. Ele tem tanto, mas tanto crédito, salvou tantas vezes esse time, que um frango é tolerável. Não ia evitar o banho de bola que o Figueira tomou.

Os 3 a 0 não foram frutos de um timão do JEC. Foi o mesmíssimo time que perdeu do Brusque por 1 a 0, mas podia ter tomado de quatro. O mesmo time que o Pintado disse na quinta que "precisava ter calma, tava se acertando", agora é um time que precisa recomeçar. Agora ele fala em "recomeçar do zero". O caso do Figueira não é entrosamento ou parte física. É time ruim mesmo. Baixa qualidade de um elenco que conseguiu piorar do ano passado. E não é o Pedrinho que vai resolver.

O Joinville tá fazendo sua parte, nove pontos, e joga em Brusque na quinta. Fez três gols com ajuda do time adversário, mas ele não tem nada a ver com isso. E o Lima chegou aos 4 gols.

Já em Ibirama, o Atlético local, montado em cima da hora, vai fazendo o dever de casa, e já chega aos seis pontos contra o Tubarão, que caminha a passos largos para conhecer Porto União e Concórdia na Segundona. Se o campeonato terminasse hoje, a Chapecoense lhe faria companhia. Mas muita água há de rolar.

domingo, 25 de janeiro de 2009

Cadê o Futebol?

A Vitória do Marcílio sobre o Brusque despertou não só em mim, bem como no técnico Suca, uma pergunta: cadê o futebol do time que massacrou o Figueirense em campo na quinta?

O Marinheiro venceu por 2 a 0 com tranquilidade, contra um Brusque sonolento. O ataque não funcionou, o que não é novidade, já que ainda estou esperando uma atuação decente do Flávio Guilherme. Atrás o time até vai, mas na frente é uma tristeza.

Vou dar a parcela de confiança que o Suca pediu depois do jogo. Eu senti sinceridade nas palavras dele, que disse que achou normal a desconcentração depois da vitória sobre o Figueira, e prometeu uma atuação bem melhor contra o JEC. Ele lembrou uma derrota em casa para o Imbituba, ainda na Segundona, que segundo ele, foi transformada em motivação para que os erros não se repitam. Ele acha que consegue fazer o mesmo depois da derrota pro Marcílio. Então vamos esperar. Mas que o time não jogou naaaaaaada hoje, ah que não jogou.

E o Marcílio? Só dois jogadores foram bem: Lourival e Danilo Goiano, que fizeram dois gols. Não achei um grande time. Mas mereceu ganhar.

Tema de Domingo: Fala Reche

O amigo Edu César, do Papo de Bola, me enviou um email deveras interessante. É da Coluna do Luiz Carlos Reche, no jornal Correio do Povo de Porto Alegre, falando da Briga das TVs, que aconteceu no RS também.

E fala de uma sacanagem que a RBS fez com o Inter de Santa Maria. Quem foi que reclamou que a Record passava jogos ao vivo pra cidade do jogo? Vale a pena ler.

Estou em Itajaí. Hoje a noite, a análise da rodada. Os amigos podem ouvir Marcílio x Brusque pelo www.radiocidadeam.com.br, clicando no "Rádio ao vivo"

ESCULHAMBAÇÃO E PREJUÍZO
A Record (antes sistema Guaíba/Correio do Povo) salvou o Gauchão. Ninguém pode duvidar da palavra do próprio Noveletto (Francisco Noveletto, presidente da Federação Gaúcha de Futebol), que já repetiu isso inúmeras vezes. Antes se pagava um pastel e uma Coca-Cola por jogo transmitido (ele quer dizer que se pagava uma migalha pela transmissão). Então, estou muito à vontade para falar de algumas coisas que não podem continuar. Fizeram o Inter-SM de peteca. Primeiro, o jogo era quarta, 22h. O time do Interior, de posse desta informação e de que o jogo não passaria pela TV aberta, colocou ingressos à venda a preços altos. Depois houve a confirmação de 16h30min, o que não deixa de ser uma violência. Como faz quem não pode sair do trabalho? Com a partida confirmada para a tarde, o Inter-SM baixou o preço dos ingressos. E aí veio o pior. Jogo passa ao vivo para Santa Maria. Resultado: a partida, mais esperada do ano, lá, deu prejuízo de R$ 150 mil e muitas ações na Justiça ou encrenquinhas para o Coloradinho. O Inter-SM terá que devolver dinheiro a quem pagou mais por setores do estádio onde outros pagaram menos. É dose. E o respeito com o Interior?

SANTA CATARINA
A Record em Santa Catarina dá show de qualidade e civilidade. Jogos às quartas, 20h30min e aos domingos, 16h. Bem que a detentora dos direitos do RS (tem emissora deles em SC) tentou melar esta aula de como se faz. Entraram na Justiça e pressionaram já no primeiro ano. A Record tem um contrato desde 2007 até o final do campeonato. Fizeram festinha para o mercado, anunciaram que iriam passar, pressionaram autoridades e tudo o mais. Sexta-feira liguei para o diretor da RIC-Record, Paulo Hoeller, e para o amigo Pedro Carlotto. Eles me disseram que é inacreditável o que eles tentaram fazer. Entraram na Justiça, perderam. Pediram agravo de instrumento, foram derrotados outra vez. No final do ano passado, a associação dos clubes de lá cedeu e assinou outro contrato. Baseado nisso, tentaram transmitir o Catarinense na marra. Definição de um magistrado de SC que deu ganho de causa à Record: 'Semelhante coisa se passaria com um vendedor que se arrependesse da venda para vender a mesma coisa a outro'. Ainda existe Justiça no país. E emissora que passa futebol em horário de futebol. Méritos da Record e da família Petrelli em Santa Catarina. Parabéns Marcelo.

HISTÓRIAS DE VIDA

Transcorria o campeonato de 2003. Estou indo para São Gabriel para cobrir o Inter. Semifinais daquele ano. Vou ao encontro de Fernando Carvalho e pergunto: 'Presidente, existe acordo com uma emissora para transmitir o Gauchão?'. E ele me responde: 'Não'. (Não havia exibição fixa do campeonato, tanto que a partida referida acabou exclusiva do rádio, sem TV ao vivo) Aí fui à luta (como a TV Guaíba não tinha equipe própria, o Reche, enquanto diretor de esportes da rádio, respondia também pela TV). Liguei para presidente da federação Emídio Perondi. 'Que tal a TV Guaíba transmitir a final?' E ele me diz OK. Fizemos, então, proposta para 15 e Inter. O 15 na outra semifinal eliminou o Juventude.

Muita briga. Um colega chegou a dizer que estávamos atropelando contrato. Pedi que me mostrasse. Estou esperando até hoje. Meu pai me ensinou a não mentir. Proposta daqui, dali. Fechamos. Valor: R$ 70 mil (bom dinheiro na época). Aliás, antes não se pagava nada pelo Gauchão. Roberto Pauletti, nosso diretor comercial do Correio do Povo, é testemunha. Estava na concorrência. Até porque um dirigente do 15 ainda tentou melar ligando pra ele, Pauletti. É dose. Mas deu gol. Empresa séria é assim.

No ano seguinte, com envelope fechado, ganhamos a concorrência e transmitimos todo campeonato com exclusividade. (Conste dos autos, inclusive, que no domingo do Grenal decisivo da primeira fase, só com os principais times - a segunda fase, só com os pequenos, ocorreu nos meses seguintes -, a Guaíba liderou na audiência, com o Gugu em segundo e Paulista x Palmeiras, empolgante semifinal do Campeonato Paulista, mas nunca que maior para os gaúchos do que um bom e velho Grenal, deixando a RBS em terceiro. A Guaíba transmitiu os jogos para emissoras no interior através de acordos especiais, como a TV Cultura de Montenegro e as três emissoras da Pampa no interior, além do Canal 21 de Cascavel e do canal pago NSC, captado pela Tecsat, para todo o país. A RBS até transmitiu aquele Estadual, mas só pela TVCOM e apenas para o interior, pois em PoA a exclusividade era total da Guaíba)

Dali pra cá, o Gauchão ganhou valor. Nos dois últimos anos, não houve envelope, perdemos sem ter chances de concorrer. Mas um dia tudo muda, como já está mudando em termos de Olimpíadas e Pan.