sexta-feira, 10 de abril de 2009

Metrô perde dois mandos de campo

Depois de ter que ralar nos tribunais para se salvar da perda de um mando de campo no Estadual depois de incidentes na partida contra o Ibirama, em Jaraguá do Sul, o Metropolitano se vê em mais um enorme problema, que poderá fazer com que o time jogue longe do seu Estádio.

Em sessão do TJD acontecida na última terça-feira, em Balneário Camboriú, o clube de Blumenau foi punido com a perda de dois mandos de campo mais multa de 10 mil reais por incidentes na partida contra o Avaí, pela última rodada do returno.

De acordo com o relatório do árbitro Edmundo Alves do Nascimento, um foguete foi arremessado ao campo no início do segundo tempo em direção ao goleiro do Avaí, Eduardo Martini. Além disso, o árbitro registrou que a torcida do Metrô arremessou um copo contra o trio de arbitragem na saída para os vestiários.

Ainda caberá recurso no Pleno do TJD. Em caso da punição ser mantida, o time de Blumenau terá que jogar longe de casa nas primeiras rodadas do Estadual de 2010 ou na Copa Santa Catarina deste ano, caso venha a participar.

Renascimento ou empolgação?

Quem acompanha futebol diariamente sabe de uma máxima: time que estreia novo treinador sempre dá um gás a mais no primeiro jogo. Não quero aqui desmerecer a vitória do Joinville contra a Chapecoense, mas é necessário esperar a próxima partida para avaliar a dimensão da mudança feita por Sérgio Ramirez.

O jogo não foi espetacular. Os dois primeiros gols foram marcados em jogadas pela direita, em cima de um buraco aberto na defensiva do Oeste, onde Badé deveria estar. Depois da expulsão do zagueiro Anelka, o que já estava ruim piorou, e Lima sacramentou a vitória tricolor na Arena, colocando o próprio JEC e também o Criciúma na briga pela segunda vaga na final.

Certo é que o Avaí cumprirá tabela nas duas próximas rodadas. O Leão já garantiu inclusive a finalíssima em casa, no dia 2 de maio. Mas vamos raciocinar um pouquinho: a Chapecoense, mesmo perdendo o jogo, manteve-se na segunda posição e enfrentará o Criciúma em casa, no domingo. Vencendo, irá a oito pontos e enfrentará na última rodada um Avaí que possivelmente irá a Joinville no final de semana para forçar o maior número de cartões possíveis para não ter desfalques na final. E, com isso, o Verdão terá uma decisão contra um time que só espera chegar a data da final.

O JEC ganhou, mas o caminho continua complicado.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

De Chapecó a Natal

A Chapecoense já começa a sentir os efeitos da boa campanha no Campeonato Estadual. Se conseguir a vaga na Série D, e está bem próximo disso, não contará com alguns titulares.

Informa a Rádio Globo de Natal que o lateral-direito Thoni (foto), de 29 anos, o volante Éverton César, de 25 anos, e o meia Neném, de 27, já estão acertados com o América de Natal.

O supervisor do Alvirrubro Potiguar, Gilberto de Nadai, está em Joinville para assistir o jogo desta noite, e tem interesse em um jogador do JEC.

Figueira troca Umbro pela Fila

Depois de dez anos vestindo os uniformes da Umbro, o Figueirense anunciou hoje o seu novo fornecedor de material esportivo: agora o alvinegro vestirá a marca italiana Fila.

Na verdade, tanto Umbro, Fila, Kappa e a marca de tênis TryOn pertencem à mesma empresa, o Grupo Dass. Mas, com uma mudança de estratégia de reposicionamento de marketing, a holddng optou por mudar a grife a ser usada pelo Figueirense. A Fila está voltando ao futebol após um tempo direcionado ao mercado de jogging.

A partir do dia 28 os novos uniformes estarão a venda.

Nem o Acácio estragou esse jogaço!!!

O melhor jogo que vi nesse campeonato, sem dúvida. A vitória do Avaí aos 49 do segundo tempo dentro de Criciúma vai para a história desse clássico, pelos lances, pelos times armados, pelas lambanças da arbitragem, enfim... Confesso que não saberia como começaria esse post, com tantas coisas que aconteceram nessa partida.

Assisti o jogo com a minha prancheta do lado. E anotei um maior número de chances do Avaí, que merecia ter aberto o placar. Mas apareceu o primeiro dos três erros crassos da arbitragem. Pênalti claro em Marquinhos, que foi empurrado. Rapidamente, Zulu foi lançado e fez o gol no contra-ataque. Naquele instante, pensei: "que injustiça".

O gol marcado por Leo Gago no começo do segundo tempo seria o presságio de um segundo tempo fantástico. Pênalti para o Tigre, que Matheus bateu com extrema displicência, para uma fácil defesa de Eduardo Martini. Zulu faria os 2 a 1 em um belo lançamento pelo meio. Então, Silas teve muita sorte, ao colocar o garoto Cristian, que faria a diferença mais tarde. Marquinhos fez o gol de empate, aos 35. Depois, o segundo erro da arbitragem, Luiz André recebeu falta, não dada pelo Zé Acácio. Depois, ele puxa a camisa de Lima pra ser expulso. Mas havia uma falta anterior.

O Criciúma vai reclamar eternamente do gol mal anulado de Kempes, que estava pelo menos um metro atrás do último zagueiro na hora do lançamento. Erro do auxiliar Angelo Bechi, de Concórdia, que sem querer deu uma ajuda ao time da sua região, pois o placar marcaria 3 a 1. Até que, no contra-ataque, igualzinho ao lance do primeiro gol do Criciúma, o garoto Cristian, que até o ano passado jogava no time B do Leão, fez o gol que levou o time da capital à final do Campeonato e à Copa do Brasil do ano que vem.

É o tipo do jogo que vai render discussão por um bom tempo. Mas a campanha do Avaí faz por merecer a vaga na decisão. Amanhã, a Chapecoense terá a chance de carimbar três passaportes: Decisão, Copa do Brasil e Série D do Brasileirão. O Leão já garantiu a decisão em casa, e poderá queimar cartões e poupar jogadores a vontade nos dois jogos que restam.

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Fica ou não fica?

Após a vitória do BrT/Brusque sobre o Rexona na última sexta por 3 sets a 2 em uma Arena Multiuso lotada, o assunto é um só: saber se o time de voleibol feminino de Brusque ficará ou não na cidade na próxima temporada. O tema virou assunto até na Câmara de Vereadores na sessão da última terça.
O assunto é polêmico: primeiro, o volume necessário para investimento. Não vejo hoje na cidade uma empresa capaz de investir o que a Brasil Telecom investiu na equipe, algo em torno de R$ 1,5 milhão por temporada. A solução seria buscar um parceiro fora daqui, como está acontecendo: Rubens Fachini, presidente da AD Brusque, trouxe o dono do laboratório Cimed, João Adib, para o jogo de sábado. Ele quer que a empresa, que já mantém um dos melhores times masculinos do país, também finque sua bandeira em Brusque. Com esses dados, não é difícil dizer que as chances de permanência do time existem, mas são pequenas, ainda mais com os efeitos da crise mundial. Nós temos que ser realistas
Depois, vem a concorrência. Já ouvi de alguns torcedores uma grande divisão, que precisa ser olhada com carinho. Há aqueles que pregam que, se o Vôlei Feminino tiver um grande apoio do poder público, o Brusque FC, que tem maior torcida, também deve ter. È perfeitamente compreensível a louvável idéia da Câmara em promover uma audiência com o Prefeito para tentar achar uma solução para a permanência da equipe de vôlei, mas é preciso saber que o esporte de alto rendimento na cidade não é só voleibol nem futebol. Há de se elencar prioridades e não fazer loucuras.
De qualquer forma, o pessoal da AD Brusque, com Renan Dalzotto a frente, segue lutando para achar um patrocinador. No cenário atual, a Cimed é a única esperança restante.

Trecho da minha coluna do jornal "Município dia-a-dia" desta quinta.

A ansiedade tirou Brusque da final da Superliga

Hoje foi uma noite diferente. Aqueles locais onde a torcida se reúne para assistir os principais clássicos do futebol se transformaram em arquibancada de ginásio, para ver as meninas do vôlei de Brusque, que precisavam de uma vitória contra o poderoso Rexona, para chegar a uma final inédita da Superliga. Faltou pouco, mas não foi dessa vez. Há uma segunda chance no sábado, também no Rio de Janeiro, onde a torcida se juntará pra empurrar o time brusquense. Mas a vaga passou tão perto de ser decidida hoje...

Os primeiros dois sets mostraram uma equipe vibrante, que surpreendia o adversário a cada jogada, deixando estupefato o técnico Bernardinho, que viu o seu time, melhor campanha do campeonato, a um set da eliminação. Com 2 a 0 no placar, o Brasil Telecom/Brusque tinha a chance de fazer história.

Mas o terceiro set chegou, e a ansiedade em fechar a partida veio junto. A vibração acabou, as jogadas não entraram mais... E o otimismo passou para o outro lado da rede, onde o Rexona aproveitou para levar a partida para o tiebreak.

No jogo de ida em Brusque, a situação foi a mesma, até chegar ao set desempate. Mas desta vez, o final foi diferente: o time brusquense continuou mostrando a mesma desanimação e foi presa fácil para o Rexona, que fechou em 3 sets a 2. Tá certo que o time do Bernardinho é o favorito ao título, mas a supresa passou perto. Mas quem sabe ela não pode aparecer na noite de sábado?

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Marcílio Dias dá 100 reais para cada jogador

Informação vinda do Blog do Adriano Assis:

A diretoria do Marcílio Dias reuniu os jogadores na última sexta-feira, para pagá-los. E sabe quanto a diretoria deu para cada jogador? 100 reais. É muita falta de consideração da diretoria. Uma falta de respeito muito grande com o profissional da bola.

Os jogadores estão dois meses sem salários, neste ritmo, no início do mês que vem vira três meses e pagar 100 reais é tirar sarro da cara dos atletas. Se fosse eu, não teria aceitado. Mas muitos jogadores tem contas para pagar, família para sustentar. Não dá para recusar dinheiro, por mais rídiculo e humilhante que seja o valor.

A informação é do colunista Zélio Prado, em sua coluna desta segunda-feira no jornal Diário do Litoral - Diarinho


Acho que a diretoria do Marcílio poderia ter ficado sem essa. Dá a impressão que a diretoria está tirando sarro dos jogadores, ao invés de pagar o que devem.

No desespero, JEC vai de Sérgio Ramirez

A única palavra que encontrei pra definir a troca de treinadores no Joinville foi esta: desespero. Gelson Silva não aguentou a série de sete jogos sem vitória e acabou dispensado, depois da longa viagem de volta de Chapecó.

E lá vem para o seu lugar o uruguaio Sérgio Ramirez, que pavimentou e sinalizou o caminho do rebaixamento do Marcílio Dias neste mesmo Estadual. O que ele poderá fazer em três jogos no espaço de uma semana? No máximo uma bronca, um barraco, um monte de berros. A base bem montada por Leandro Campos foi se deteriorando e não vejo tempo hábil para ser recomposta.

Agora vai ser na base da motivação e do grito. As vezes funciona.

Jean Coral no Botafogo

O Globoesporte.com informa hoje que o atacante Jean Coral, de 21 anos, revelação e destaque no Criciúma até o ano passado, será anunciado no Botafogo hoje.

Coral havia sido vendido pelo Criciúma a um grupo de empresários, que o levou para o Vitória de Guimarães, onde não vingou. Foram 12 partidas em campo e apenas um gol marcado.

Falando nisso, no ano passado o Tigre perdeu três dos seus destaques praticamente juntos: além de Jean Coral, Beto e Jael, que foram para o Atlético-MG, não mostraram um grande futebol.

Juíza vai atrás dos patrocinadores do Brusque

Não contente em mandar oficiais ao Estádio Augusto Bauer para penhorar rendas dos jogos do Brusque, a Justiça da cidade resolveu atacar em outra frente para conseguir dinheiro do clube: agora, o alvo são os patrocinadores.

Semana passada, a juíza Quitéria Tamanini Peres, da 1a. Vara Cível da cidade, mandou expedir uma intimação a todos os patrocinadores do Bruscão, incluindo aí aqueles que tem sua marca no uniforme ou placa publicitária no Estádio, com vários questionamentos. A intenção é bloquear o repasse dos patrocínios para pagar dívidas.

O questionário enviado aos patrocinadores é o seguinte:

- Se possuem contrato formalizado (escrito ou verbal) com o Brusque Futebol Clube ou alguma
entidade correlata para publicidade de sua marca/nome junto ao campo daquele clube?
- Qual a pessoa que assinou (ou consolidou verbalmente) o contrato?
- De que forma é realizado o pagamento ao Brusque Futebol Clube? (se possível fornecer cópia
do borderô de pagamento)
- Qual o valor pago?
- Qual a periodicidade de pagamento (mensal, semanal...)?
- Quais os valores já quitados no ano de 2009?

Uma coisa que eu gostaria de saber é qual o valor real e definitivo das Dívidas que o Brusque tem na justiça. Parece que cada dia aparecem mais processos, todos anteriores a 2001. Será que um dia isso acaba?

Tive hoje a informação de que quatro patrocinadores já cancelaram contrato com o clube, que tinha duração até o final do ano.

domingo, 5 de abril de 2009

Avaí e Chapecoense quase lá

Metade do quadrangular. Hoje, Avaí e Chapecoense, os dois times que já fizeram dois jogos em casa, estariam na final do campeonato. Matematicamente, não há nada definido. Mas os dois jogos do final de semana mostraram claramente o que ficou em dúvida na última rodada: quem merece ir pra final do campeonato.

Vi pouco do jogo da Ressacada (deu problema no meu Pay per View), quando o Avaí venceu o Criciúma por 2 a 1, num frangaço do Márcio Angonese. Mas o resultado só consolida a reação do time que não perde em casa há mais de um ano, e que tem mostrado um foco fora do comum na busca pelo título. O Criciúma deixa transparecer os problemas internos em campo: primeiro que ninguém mais aguenta Leandro Machado, que deveria ter sido trocado há algum tempo. Segundo, a perda do goleiro Zé Carlos, que deixou o clube em circunstâncias estranhas, e fez com que o Tigre contratasse dois novos goleiros que não supriram a confiança que Zé dava ao time. Tá certo que falta uma vitória pro Avaí chegar na final, mas é importante lembrar que os dois próximos jogos do Leão serão fora de casa, começando na quarta, contra o mesmo Criciúma.

Em Chapecó, a Chapecoense fez sua parte, venceu o Joinville e abriu uma distância na briga pela vaga pela Série D. Jogo violento e nervoso, que só teve chances de gol no final do primeiro tempo, com Thoni, que Fabiano defendeu, e no gol de Bruno Cazarine. Ele aproveitou de mais um dos milhares de erros da zaga joinvilense e entrou sem marcação, para abrir o placar. Mesmo erro que aconteceria no segundo tempo, e Bruno acabou fazendo mais um para fechar o placar.

Desde o começo do campeonato, a coqueluche do JEC era o ataque. Lima desandava a fazer gols, e mascarava a deficiência da defesa do time. A troca de treinador prejudicou muito: Leandro Campos tinha dado um formato ao time, que foi desfigurado por Gelson Silva. O resultado está aí: o ataque parou de funcionar, o JEC não convence há algum tempo e a defesa passou a ser super exposta. Deu no que deu. E o time que tem um investimento enorme está caminhando para, mais um ano, ser um time "sem série".

Antes de dizer que a final está decidida, volto a chamar a atenção para o fato que tanto Avaí quanto Chapecoense terão apenas mais um jogo em casa no quadrangular. E a decisão de ambos será quando forem a Joinville, enfrentar um JEC desesperado. O Criciúma tem problemas críticos, e terá que contar com um pouco do fator sorte.