sábado, 2 de maio de 2009

As últimas decisões de Leão e Verdão

Campanhas e histórias a parte, a decisão de amanhã entre Avaí e Chapecoense será um marco: Para o Verdão do Oeste, poderá ser o segundo título em três anos. Já para o Avaí, o fim de uma fila que já vai para 12 anos.

Interessante lembrar aqui as duas últimas decisões do Campeonato Estadual que os dois times participaram.

O Avaí, que levou o caneco pela última vez em 1997, vencendo a final contra o extinto Tubarão, disputou o título pela última vez em 1999, em clássico contra o Figueirense. Jogo polêmico, com arbitragem sorteada momentos antes da partida. No final, o Figueira levou a melhor, 2 a 1 contra o rival no Orlando Scarpelli:



A Chapecoense, campeã em 77 e 96, ganhou o seu terceiro título em 2007, em decisão contra o Criciúma. No primeiro jogo, vitória por 1 a 0 no Índio Condá. No jogo de volta, empate heróico dentro do Heriberto Hulse:



A Chapecoense, em 2007, e o Figueirense, ano passado, ganharam o título fazendo a segunda partida fora de casa. Irá a escrita se repetir?

Divulgada Seleção RIC-Record / Notícias do Dia

Saiu há pouco a Seleção eleita por 23 cronistas esportivos do Estado, organizada pelo Jornal Notícias do Dia e pela RIC Record:

Eduardo Martini AVA
Thoni CHA
André Turatto AVA
Rafael Morisco CHA
Badé CHA
Luiz André CRI
Ricardo Oliveira JOI
Marquinhos AVA
Lenílson IBI
Bruno Cazarine CHA
Marcelo Silva JOI

Técnico: Mauro Ovelha CHA
Preparador Físico: Clauter Barros CHA
Revelação: Medina AVA
Árbitro: José Nazareno Marcelino

Terça, sai a seleção do Top da Bola. A seleção é boa, só não concordo com o André Turatto. Melhor que ele há alguns no Estado.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

30 anos da RBS, e do futebol na TV em SC

Este primeiro de maio, que marcou o aniversário de 30 anos da fundação da TV Catarinense, primeira emissora da RBS em Santa Catarina, também deve ser lembrado como um marco da história das transmissões esportivas em televisão no Estado. J.B. Telles, no Jornal do Almoço de hoje, lembrou bem a primeira transmissão da emissora, um Avaí 1 x 0 Carlos Renaux em 01/05/1979, gol de Lourival.

O futebol televisivo do Estado teve o seu efetivo pontapé inicial há 30 anos, com muita história a ser contada. Há quase 30 anos, quando não havia brigas judiciais por direitos de transmissão, já que eles não eram pagos, havia uma interessante briga pela audiência. A partir de 1982, quando a TV Eldorado de Criciúma adquiriu a TV Cultura e formou a RCE TV, junto com as emissoras de Xanxerê e Itajaí, havia uma ótima disputa pela audiência. Roberto Alves, Miguel Livramento, Eládio Cardoso, Milioli Neto e o saudoso Clésio Búrigo passaram pelos microfones da Rede da Família Freitas. Qual torcedor acima dos 25 anos não lembra do famoso programa "Comentaristas da RCE" diariamente ao meio-dia?

Voltando à RBS, vários narradores passaram por lá. J.B. Telles foi o primeiro, com o seu único grito de "Gol, Gol, Gol!". Na minha infância, lembro-me de ter assistido jogos com narração do Mário Motta (sim, ele já foi narrador), do excelente César Junior, que acompanhou a era de ouro do JEC nos anos 80 (hoje está na Amizade FM, de Corupá), e mais recentemente, com Márcio Martins e Giovani Martinello no comando das transmissões da filial da emissora gaúcha.

A passagem do aniversário das transmissões esportivas no Estado trazem muitas boas lembranças. Nos próximos dias trarei mais boas recordações.

Obs.: A RCE, que era afiliada da Band até 92, quando foi para a Rede OM, acabou em 1995, quando a TV Eldorado foi vendida, se transformando na RBS TV Criciúma. A Record adquiriu as outras três emissoras, e no ano passado repassou Itajaí e Xanxerê à RIC, deixando Florianópolis como retransmissora da Record News.

Catê na Terceirona

Ele voltou. Após uma passagem como treinador no Maranhão, o dublê de jogador e empresário do ramo de panificação em Piçarras, Catê, 35 anos, ex-jogador do São Paulo, Flamengo e que passou pelo Brusque ano passado, está de volta aos campos, desta vez na Terceira Divisão do Estadual, a Divisão de Acesso.

Ele será a principal estrela da Associação Atlética Portuguesa, de Navegantes, time amador que terá sua primeira experiência no profissionalismo. Os diretores são ousados, e já estão planejando um encontro com o Marcílio Dias no ano que vem, para protagonizar o Clássico "Po-Mar" em 2010.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Top da Bola: A Seleção do Internauta

Recebi 19 votos, por comentário e por email, com as seleções dos internautas, para envio de voto ao Mapa, que terça-feira entregará o troféu do Top da Bola aos melhores do Catarinão 2009.

A seleção que o internauta escolheu foi:

Eduardo Martini, Thoni, Emerson, Rogélio e Badé. Cadu, Ricardo Oliveira, Marquinhos e Lenílson. Bruno Cazarine e Lima (JEC).

O técnico escolhido foi Mauro Ovelha, preparador físico Clauter de Barros, ambos da Chapecoense.

O trio de arbitragem eleito teve José Nazareno Marcelino, Angelo Rudimar Bechi e Rosnei Scherer.

O melhor dirigente foi Nei Maidana, da Chapecoense, com Medina, do Avaí, como revelação do campeonato e Marquinhos, do Avaí, como craque do campeonato.

Obrigado a todos que votaram. O formulário já foi enviado.

A minha seleção que mandei pro Top da Bola e pra seleção da RIC/Jornal Notícias do Dia foi: Eduardo Martini, Thoni, Morisco, Rogélio e Badé. Everton Cesar, Ricardo Oliveira, Marquinhos e Lenílson. Bruno Cazarine e Marcelo Silva.

Pra mim, Lima, do Criciúma, foi a revelação do Campeonato, e Bruno Cazarine o craque.

Luiz Orlando?

Coisas que não dá pra se entender no Futebol... Olha, se já foi estranha, controversa e injusta a indicação de José Acácio da Rocha para a primeira final do Campeonato, o que dizer da escalação de Luiz Orlando de Souza para a grande decisão?

Primeiro, ele é árbitro da Capital, filiado à Liga Florianopolitana de Futebol, apitando jogo de time de Florianópolis contra time do interior. José Nazareno Marcelino nunca apitaria um jogo do Criciúma, por exemplo. Isso seria questão de exclusão automática. A FCF poderia passar sem essa para evitar discussões.

Segundo, a não inclusão de Nazareno e Wagner Tardelli para o sorteio, que era de quatro nomes no primeiro jogo da final, e apenas dois no segundo. Nazareno é o melhor árbitro do campeonato e nem pro sorteio entrou. Tardelli pelo segundo ano ficou de fora das finais. Pra um juiz que veio pra Santa Catarina como estrela com distintivo FIFA no peito, isso é no mínimo subestimar o talento do árbitro.

Terceiro, e não menos importante, gostaria que lessem essa notinha abaixo, publicada no Jornal "A Notícia" de terça-feira, na coluna do Maceió. O Presidente Delfim disse ao jornalista, de forma enfática, que ele escolheria o árbitro para a final, sem sorteio:

ARBITRAGEM - Quem será o árbitro da final? O nome foi escrito há mil anos, dentro do que reza a liturgia de Delfim. Lá, não existe sorteio! Eu escalo, porque, quando acontece algo errado, o pau vem em cima de mim.

Benson vai para o Futebol Amador

O volante Benson é incansável. Eu era garoto e lembro dele jogando na Chapecoense. Ele não parou, até chegar este ano. A imprensa de Joinville informa que finalmente, o vovô do meio campo deixou a carreira profissional e vai jogar no J. Junckes, time que joga a Primeirona Joinvilense, um dos mais fortes campeonatos amadores do Estado.

Formado nas categorias de base do JEC, Em 2007 ele já havia passado pelo time da Sercos no mesmo campeonato, mas voltou ao profissionalismo, onde jogou no Mato Grosso, e teve uma passagem relâmpago pelo Atlético de Tubarão.

Benson, ou Everaldo Luiz Pinheiro, tem 36 anos (07/03/73).

Roberto Fonseca, aposta em tiro curto

Não conheço o trabalho de Roberto Fonseca, e aposto que grande parte daqueles que frequentam esse espaço também não. É uma aposta que o Criciúma faz para a Série C do Brasileiro.

A última informação que tive dele é que ele dirigiu o Botafogo de Ribeirão Preto, que tinha o Thiago Silvy no ataque, e lutou pra não cair pra Série A2. E é só.

É uma aposta certeira? Não sei, pode ser. Mas o próprio Roberto, em entrevista ao Engeplus, definiu claramente que a Série C é um torneio, e não um campeonato. Ele mesmo define que em 10 partidas o time poderá conseguir o acesso. Mas em oito, o mesmo time poderá cair para a Série D.

O Criciúma está arriscando com um nome novo. E terá um tempo curto para tentar o acesso. Boa sorte pra ele.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Top da Bola chega ao final, e você participa!

Acabo de receber do Mapa a ficha final de votação do Top da Bola. Cumprindo a promessa, e como nossa emissora tem direito a quatro votos, um deles será dado pela votação do pessoal que frequenta aqui no Blog.

Os amigos terão que mandar seus votos por comentário ou pelo meu email até quinta pela manhã, quando tenho que mandar as fichas para o Mapa, que entregará os prêmios na próxima terça. Também na quinta, divulgarei a seleção do internauta, e espero que bata com a minha.

Tá aberto pessoal, comecem a votar nas categorias:

GOLEIRO: Eduardo Martini (Avaí), Fabiano (Jec), Nivaldo (Cha), Wilson (Fig)

LAT. DIREITO: Medina (Avaí), Michel (Cri), Rogério Souza (Jec), Thoni (Cha)

LAT. ESQUERDO: Badé (Cha), Chiquinho (Jec), Lima (Cri), Uendel (Avaí)

ZAGUEIROS (Escolher 2): André Turatto (Avaí), Emerson (Avaí), Rafael Morisco (Cha), Rogélio (Bru), Samuel (Jec), Willian Amaral (Cha)

VOLANTES (Escolher 2): Cadu (Cha), Carlinhos Santos (Jec), Everton Cezar (Cha), Léo Gago (Avaí), Marcus Winícius (Avaí), Ricardo Oliveira (Jec)

MEIAS (Escolher 2): Claudemir (Jec), Lenílson (Ibi), Marcelinho (Cri), Marquinhos (Avaí), Michel Neves (Cri), Neném (Cha)

ATACANTES
(Escolher 2): Acerola (Metro), Bruno Cazarine (Cha), Kempes (Cri), Lima (Jec), Marcelo Silva (Jec), Zulu (Cri)

DIRIGENTE DESTAQUE: João Nilson Zunino (Avaí), Nei Maidana (Cha) e Nereu Martinelli (Jec)

TÉCNICO: Edson Belmont (Ibi), Leandro Machado (Cri), Mauro Ovelha (Cha) e Silas (Avaí)

PREPARADOR FÍSICO: Clauter De Barros (Cha), Dudu Gasperin (Ibi), Emerson Buck (Avaí), Hamilton F. Farias (Cri)

MELHOR ÁRBITRO: Célio Amorim, José Nazareno Marcelino, Luiz Orlando Souza e Wagner Tardelli

MELHOR ASSISTENTE (Escolher 2): Alcides Pazetto, Angelo R. Bechi, Carlos Berkembrock, Claudemir Mafessoni, Fernando Lopes, Kleber L. Gil, Maira A. Labes, Rosnei Scherer

REVELAÇÃO DO CAMPEONATO: Aldair (Jec), Cristian (Avaí), Lima (Cri), Medina (Avaí)

CRAQUE DO CAMPEONATO: Badé (Cha), Bruno Cazarine (Cha), Lenílson (Ibi), Marcelo Silva (Jec), Marquinhos (Avaí), Zulu (Cri)

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Qual a receita de Chapecó?

O recente sucesso da Chapecoense no Estadual desperta muita curiosidade em saber qual a receita, qual o segredo para fazer um time que poderá ser campeão pela segunda vez em três anos. O que Chapecó, uma cidade cheia de gremistas e colorados, onde a RBS transmite o Campeonato Gaúcho, faz para conseguir chegar mais uma vez nas cabeças com a Chapecoense?

Chapecó tem população semelhante a municípios como Itajaí, Lages e São José. É menor que Blumenau e Joinville. Mas a cidade tem um envolvimento enorme com o time, onde vermelhos e azuis se unem em torno do verde. Só em Chapecó, eu vi um fato interessante: a Rádio Super Condá estava dando ao melhor em campo um jantar em qualquer restaurante da cidade, patrocinado por um empresário local que ofereceu o prêmio na hora. Isso sem contar o volume de placas no Índio Condá e patrocínios na camisa. E jogos com casa cheia. Enquanto Blumenau, com seus quase 400 mil habitantes coloca em média 4 mil pessoas no Estádio do Sesi, a Chapecoense, com metade do tamanho, leva quase o dobro disso.

Outra coisa que só acontece lá: o prefeito da cidade, João Rodrigues, é radialista, e de vez em quando narra os jogos do Verdão pela Rádio Chapecó. E desce a corneta se o juiz errar.

O clube mostra outro fato interessante: há uma rotatividade entre os nomes que assumem a presidência, o que é ótimo, porque garante a oxigenação da gestão do clube, sem que haja o cansaço e o desgaste de um só dirigente, o que é comum no futebol. A primeira etapa da Arena Condá, inaugurada numa goleada sobre o Brusque, é outro sinal de que o futebol de Chapecó prospera. Até algum tempo atrás, a Chapecoense marcava seus jogos em horários que nem Grêmio nem Inter jogavam, sob pena de ter pouco público. Hoje, acontece algo inimaginável: Estádio Índio Condá cheio em dia de Gre-Nal.

Dentro de campo, o clube mostra uma competência em montar elencos. Aquele de 2007, que tinha Peter, Adriano, Jean Carlos e Basílio foi um exemplo de time barato que encaixou perfeitamente, assim como 2009, com Thoni, Badé, Bruno Cazarine e Cia., que tem um investimento bem abaixo de Avaí, Figueirense, Joinville e Criciúma.

Só falta um maior sucesso em nível nacional, o que poderá acontecer, se a coisa continuar de vento em popa.

domingo, 26 de abril de 2009

Clubes condenados a pagar 80 mil reais em honorários à advogados da RIC

Um fato ainda relativo à decisão da Dra. Vania Petermann Ramos de Melo, da 2a. Vara Cível da Capital que deu ganho de causa à RIC Record no processo contra os clubes, faltou ser destacado.

Agradeço aos advogados que visitam este blog, chamaram a atenção para o fato que merece uma lembrança.

A Dra. Vania, em sua sentença, condenou os Clubes, réus da ação, ao pagamento de 80 mil reais de honorários aos advogados da Record. A RBS, que no processo entrou como interessado, também foi enquadrado no processo. A juíza explica: "A RBS participa da sucumbência pelo princípio da causalidade e reconhecido que foi por este juízo o seu interesse jurídico (O art. 54 do diploma processual equipara o assistente litisconsorcial à condição de parte, propriamente dita, pois está sujeito tanto aos efeitos da decisão prolatada quanto ao mérito da causa, como aos de ordem processual no que se refere à sucumbência)"

Traduzindo a lambança: A Associação dos Clubes entrou com um processo para quebrar o contrato da Record que era causa perdida, enfiou outra emissora no meio e agora vai ter que pagar 80 mil reais de prêmio pros advogados da outra parte.

Eu, se fosse o João Nilson Zunino, que assumiu recentemente a presidência da Associação de Clubes, mandava o autor da lambança, o ex-presidente Carlos Crispim, pagar a bronca. Ou tenta rachar a conta com a RBS. Para a juíza, tanto faz quem paga os honorários.

... e o Verdão de novo vence o Avaí...

Não foi um grande jogo, mas a Chapecoense, que também não fez uma excelente partida, venceu o Avaí por 3 a 1 e conquistou a vantagem do empate na grande decisão da semana que vem. Um jogo marcado por confusões de arbitragem, mas que não ofuscaram a soberania do time de Mauro Ovelha no Regional Índio Condá.

A arbitragem falhou no primeiro gol da Chapecoense, onde Rômulo estava em impedimento. Mas na jogada seguinte, William empatou (eu não vi o gol, o diretor de imagens da RIC estava dormindo e exibiu um replay com a bola no ataque avaiano), e no segundo tempo o time de Chapecó matou o jogo, principalmente com a ação da sua ótima dupla de laterais.

Zé Acácio da Rocha quis aparecer, expulsando Silas e Mauro Ovelha na volta do intervalo, mas isso não atrapalhará em nada para o jogo de volta, onde eles poderão retornar para a beira do gramado.

A receita pra final de domingo é, ao meu ver, só uma: cabeça. No equilíbrio que o confronto se encontra, quem tiver mais preparo psicológico vai levar essa. Não duvido que a Chapecoense se fechará, fazendo com que o Leão venha pra cima e tente levar o jogo para a prorrogação. Se Silas conseguir fazer o elenco extirpar o fantasma verde, poderá virar o jogo.

Mas hoje, o Avaí estava um pouco apático, e a Chapecoense estava vibrante.

A final é só no domingo, o Avaí joga em casa, mas tou sentindo que a Chapecoense poderá chegar ao tetracampeonato.

Os números não mentem: os últimos dois campeonatos estaduais foram vencidos pelo time que fez a decisão fora de casa. Será que a escrita se repetirá?