sábado, 18 de julho de 2009

Histórias da Segundona: As ovelhas do Ziprinho

Hoje, é dia de contar o segundo causo das histórias da Segunda Divisão, onde espero que o Brusque não tenha mais que jogar, embora renda causos inesquecíveis. Hoje, vou falar de um jogo que envolveu o Carlos Renaux em 2006, o ano que foi uma piada.

Antes, outra historinha: naquele ano, o Renaux trocou de nome pra Sport Club Brusquense (nome original de fundação, em 1913) e fechou um contrato de parceria com um português que se dizia empresário chamado Carlos Alberto de Freitas Andrade. Ele não pagou um mês sequer de salários do time, afundou o clube em dívidas e hoje o seu paradeiro é desconhecido. Até hoje quero saber quem foi o irresponsável que assinou a parceria com esse senhor.

Bom, isso foi em 2006, e o Brusquense foi a São Bento do Sul. Era a estreia do técnico Paulo Zagallo (filho do próprio) no comando do time (antes que me perguntem, ele também não recebeu, tá com ação na justiça até hoje). O local marcado na tabela: Estádio Ziprinho. Eu sabia que ia ser difícil achar. Nem o Google sabia, quíçá eu.

Depois da Ovelha no Espeto, entramos em São Bento. Tinha uma festa de rua lá, chamada de "Schlachfest" (festa da matança) e todas as ruas tavam interrompidas. Começamos o perguntômetro: "O Senhor sabe onde fica o Estádio Ziprinho?" Ninguém sabia, perguntei por baixo pra umas 15 pessoas, até que um cristão deu a pista, e deu mais ou menos o caminho. Daí, nós andamos, e andamos, acabou o calçamento, estrada de chão, e anda mais... estávamos quase em Campo Alegre, e ninguém passava pela rua pra saber se távamos no caminho certo. Aí apareceu um gentil senhor que mandou ir mais cinco quilômetros a frente. Foi quando dei de cara com um portão semi-derrubado. Acho que chegamos.

Parece piada, mas perguntei pro tiozinho "onde que a imprensa trabalha aqui?" e ele apontou pro barranco gramado, onde umas 20 ovelhinhas aguardavam pela gente. Cabine? isso não me pertencia mais. Nem o aviso que dei pro assessor de imprensa da FCF na época resolveu. Vamo pra lá mesmo. Tinha uma casinha atrás, roubei o banco que tava na varanda pra servir de mesa. As linhas telefônicas estavam penduradas num pé de goiaba atrás. No final, a coisa até que funcionou.

O vestiário do estádio só tinha capacidade pra seis ou sete jogadores. Logo, as trocas de roupa dos jogadores tinham que ser feitas em partes. A palestra do Zagallo foi no campo, assim como a conversa no intervalo. Times em campo, prontos pra começar, mas não havia policiamento. Tava todo mundo na festa da matança, e não tavam nem aí pro jogo. Como o estádio não tinha iluminação, deu pra imaginar que coisa pior podia acontecer. Meia hora depois, um carro com dois policiais chegou, e o juiz começou a partida (aqui em Brusque nenhum árbitro daria condições de jogo com dois policiais, mas tudo bem...)

O jogo foi um zero a zero terrível. Daqueles de dormir mesmo, de dois times que terminaram entre os piores daquele ano. E a gente lá, passando frio, e com ovelhas dando cabeçadas atrás da gente, e querendo arrancar fora os fios da transmissão. Água, refrigerante? Esquece, só se você achar no posto de gasolina, que devia ficar a uns 10 quilômetros dali.

A volta foi cheia de risadas, de três pessoas que foram trabalhar em um jogo tão ruim, com dois times tão medíocres e em condições tão inóspitas. Fotografei tudo e mandei pro assessor de imprensa da Federação, à época o Marcelo Negreiros, e pro José Mira, presidente da Acesc. Sabe o que foi feito? Nada.

Se eu encontrar as fotos posto aqui. Acho que sei onde elas estão.

Com pênaltis, mas o Figueira venceu

De qualquer forma, o Figueirense precisava vencer o Vila Nova, que pelo o que eu tinha visto na partida contra o Vasco, era um time bem fraquinho, onde o destaque é o Pachola, meia de passagem apagada pelo Metropolitano.

Jogo de três pênaltis, em que até o goleiro Wilson fez o seu. Não importa, no caso de hoje, de que jeito veio, se jogou bem ou mal, se o Figueira fez dois gols de pênalti. O que importou foram os três pontos, que não deixam que o time se desgarre do G4. Hoje, a diferença pra Ponte Preta, quarta colocada, está no Saldo de gols.

Cabe ressaltar que achei o Figueirense muito aquém do que precisa para subir a Série A. Mas vi melhoras, um time melhor postado em campo, que pode ser sinal de uma formação que Roberto Fernandes encontrou. Vamos ver se a boa fase continua no próximo jogo, contra a Ponte Preta, em Campinas.

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Série D: Pelotas com que motivação?

Esses dias, ouvi uma entrevista com o Beto Almeida, técnico do Pelotas, dizendo que a prioridade do time era 90% na Segundona Gaúcha, e 10% na Série D. Eu ainda me pergunto por que o Lobão não abriu mão da vaga no Brasileiro, se dá tanta preferência assim pra um campeonato estadual de Segunda Divisão. Bom pros adversários.

O time titular do Pelotas está mal: chegou como favorito à terceira fase da Segundona, e perdeu duas partidas seguidas. Ontem, foi a vez do desconhecido Riograndense de Santa Maria vencer dentro da Boca do Lobo, por 2 a 1. O Pelotas terá que vencer os três jogos que restam para conseguir a classificação para a fase final. O próximo jogo é terça, contra o mesmo Riograndense, em Santa Maria.

Mas antes, o áureo-cerúleo tem jogo domingo, em Brusque. Segundo o Maurício Haas apurou no "Município" de hoje, o Pelotas mandará time reserva para o Augusto Bauer, e a previsão é que nem o técnico Beto Almeida viaje para Santa Catarina.
A maratona de jogos do time pelotense é a alegria dos adversários: eles jogam domingo em Brusque, terça e quinta pelo Gauchão, e sábado que vem contra o mesmo Brusque em Pelotas.
É a famosa história do "mais vale um passarinho na mão do que dois voando", ou "quem muito quer, tudo perde".

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Série C: Marcílio x Brasil será em Criciúma

O jogo Marcílio Dias x Brasil de Pelotas, que estava marcado para domingo, no João Marcatto em Jaraguá do Sul, foi transferido para terça-feira, dia 21, as 9 da noite em Criciúma, no Estádio Heriberto Hulse.

Segundo o documento liberado pela CBF, o Estádio do Juventus não foi aprovado pela Vigilância Sanitária de Jaraguá, conforme o Laudo número 061/2009, datado de hoje. (Peraí, se não tem aprovação, como o Juventus tá jogando lá a segundona?)

O Marcílio foi inteligente, e deve ter dedo do Tigre nisso. Como o marinheiro está praticamente rebaixado, vai levar público para o Majestoso, que torcerá pela derrota do Brasil, para ter chances de classificação. Não duvido que o Criciúma tenha oferecido aluguel gratuito do Estádio, hospedagem, alimentação ou coisas do tipo.

terça-feira, 14 de julho de 2009

SC Vôlei: Só se fala em Pomerode

Para aqueles que defendiam a parceria entre Brusque e Pomerode no Vôlei Feminino, uma má notícia: O tal do Santa Catarina Vôlei venceu a fase regional da Liga Nacional, representando a cidade do Secretário Gilmar Knaesel. A tal "parceria", ou "união" não aconteceu. Só se fala em Pomerode. Hoje, na Record e na RBS, só se falava no "time de Pomerode".

O SC Vôlei e Rio do Sul estão na fase final da Liga Nacional, que dará duas vagas pra Superliga. Se o time riosulense ficar entre os primeiros, vai também para o campeonato nacional, e requisitará parte dos 600 mil reais destinados pelo Governo do Estado a todos os times de voleibol feminino que disputarão a Superliga.

Cada vez estou mais certo que essa união do time de Brusque com o de Pomerode, que foi o saco de pancada da última Superliga, foi um erro. Espere chegar os Jogos Abertos, onde o time representará Pomerode e fatalmente levará o caneco.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Derrota de irritar, e a classificação fica mais longe

A agradável viagem a Curitiba poderia ter um gosto melhor, se o jogo do Brusque contra o Corinthians Paranaense não fosse tão irritante. Irrita ver um time que não troca três passes certos. Irrita ver um time que em duas partidas não aciona o goleiro adversário. E irrita mais ainda quando o jogador, que está devendo muito em seu futebol, resolve jogar a culpa na torcida. Aí é sinal que tem que parar tudo e pensar no que tá acontecendo.

Suca até foi feliz na escalação inicial, com um interessante 3-5-2 que dava uma boa mobilidade, com Gil e Paulinho na frente, abastecidos por Claudemir. Na teoria, é bonito. Mas na prática, é pra qualquer um ficar louco. Gil se escondia da marcação, Paulinho com aquele encera-encera irritantes e Claudemir sem criar. O Corinthians não tinha um time brilhante. A dupla de zagueiros é horrível, mas o Brusque não quis ir pra cima. Preferiu tomar abafa do adversário, e tomou o gol, num erro crasso de Alex e Alessandro.

Segundo tempo, e Suca fez loucura, queimando as três trocas no intervalo, colocando três dos jogadores que acho os piores: Rafael Bittencourt, que não jogou bem esse ano, Valdo, que vocês sabem o que acho dele, e Diogo Oliveira, o que tropeça na bola. O começo da segunda etapa até foi bom, mas o Marcelo, em mais um acesso de irresponsabilidade, atinge Cristiano sem bola e vai expulso. Mesmo assim, o Brusque criou três chances que não entraram por pura incompetência de quem chutou.

Pra terminar essa piada de atuação, Rafael Bittencourt bateu boca com a torcida, como se ela, a galera, não tivesse razão, em cobrar um jogador que custa tão caro ao clube que esqueceu seu futebol em 2008.

Agora tem que fazer conta, e quando chegamos a esse patamar, a coisa complica. Dá pra classificar? Dá, começando com a vitória contra o Pelotas, em casa. Problema é ver onde arrumar ânimo e motivação pra isso. O time não é mais vibrante, perdeu muito conjunto, e parece empresa grande. Cada um faz seu trabalhinho (hoje, mal feito) e não olha na cara do outro.

Sei lá, acho que rezar vale...

domingo, 12 de julho de 2009

Mala Verde

Um diretor do Brusque estava radiante na noite passada, quando o encontrei. Estava feliz pela classificação do time junior do Bruscão, que empatou com a Chapecoense em 1 a 1 e foi para a segunda fase, junto com o time do Oeste. Nada mais normal, já que o empate classificava os dois times e eliminava o Metropolitano, que necessitava que o jogo tivesse um vencedor.

Mas o motivo da felicidade era outro. Ele me contou que o Metrô teria pago hospedagem, deslocamento e ainda deu um incentivo à Chapecoense, para que vencesse o Brusque.

O jogo começou, e o que parecia um jogo de compadres tornou-se algo mais sério. A Chapecoense não quis saber da classificação de ambos e partiu pra cima, mesmo com gramado ensopado. Fez 1 a 0, para festa de Viton, funcionário do Metrô que estava presente ao estádio. Mas aos 39 do segundo tempo, o Bruscão empatou o jogo e botou ordem na situação.

Nada contra a chamada "mala preta", que hoje chamo de "mala verde". Só acho estranho que isso apareça em um campeonato de divisões de base.