Acabo de chegar a Pelotas. Um grau abaixo de zero lá fora, um frio do cão que faz doer os pés. Amanhã, vamos ver se o Bruscão, que tá aqui desde quinta, consegue levar uns pontos pra casa.
Bom, pra quem cobre time grande, é uma rotina passear pelos aeroportos do Brasil atrás dos times da capital, principalmente. Mas como o Brusque tem a sua primeira chance em 20 anos no Brasileirão, pra mim essa viagem é especial, aqui pro extremo sul do Brasil. Não vinha a Porto Alegre há uns 15 anos, pelo menos.
Viagem de avião tranquila até Porto Alegre, mais três horas de ônibus, cá estou.
Hora de descansar, amanhã tem jogo.
sábado, 25 de julho de 2009
quinta-feira, 23 de julho de 2009
TJ libera Bebidas Alcoólicas em Estádios
Deu no Engeplus, por Nei Manique, e reproduzo na íntegra:
A proibição da venda de bebidas alcoólicas em estádios de futebol e vizinhanças não pode ser determinada pela Polícia Militar. Decisão nesse sentido foi emitida pela 3a Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de SC, considerando irregular a adoção de portaria para coibir a venda do produto.
O Governo do Estado tentou com um agravo de instrumento suspender os efeitos de liminar concedida pela Fazenda Pública da comarca de Florianópolis em junho de 2008, tornando sem efeito a portaria 356/2008. Ao apreciar mandado de segurança em fevereiro passado, a mesma unidade jurisdicional confirmou a liminar ao julgar o mérito da questão.
Para o desembargador Pedro Manoel Abreu, a portaria usurpou função exclusiva do Poder Legislativo. Na condição de ato administrativo e interno, segundo ele, acabou por ferir o princípio constitucional da livre iniciativa. O agravo sustentou que a venda de bebidas dificulta a ação policial no combate à violência e na preservação da ordem pública.
"A violência se mostra intolerável, mas igualmente odioso é o desrespeito ao estado democrático de direito”, ressaltou o magistrado. “O que se necessita não é da proibição do consumo de bebida nem da sua venda, medidas paliativas que atacam a conseqüência, mas de políticas públicas que garantam a segurança dos torcedores e cidadãos, residentes ou não na vizinhança dos estádios."
Agora, a questão é jurídica: Uma decisão judicial valeria mais do que uma portaria da CBF, para permitir a venda de bebidas nos Estádios no Campeonato Brasileiro? Com a Palavra, os advogados que frequentam o Blog.
A proibição da venda de bebidas alcoólicas em estádios de futebol e vizinhanças não pode ser determinada pela Polícia Militar. Decisão nesse sentido foi emitida pela 3a Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de SC, considerando irregular a adoção de portaria para coibir a venda do produto.
O Governo do Estado tentou com um agravo de instrumento suspender os efeitos de liminar concedida pela Fazenda Pública da comarca de Florianópolis em junho de 2008, tornando sem efeito a portaria 356/2008. Ao apreciar mandado de segurança em fevereiro passado, a mesma unidade jurisdicional confirmou a liminar ao julgar o mérito da questão.
Para o desembargador Pedro Manoel Abreu, a portaria usurpou função exclusiva do Poder Legislativo. Na condição de ato administrativo e interno, segundo ele, acabou por ferir o princípio constitucional da livre iniciativa. O agravo sustentou que a venda de bebidas dificulta a ação policial no combate à violência e na preservação da ordem pública.
"A violência se mostra intolerável, mas igualmente odioso é o desrespeito ao estado democrático de direito”, ressaltou o magistrado. “O que se necessita não é da proibição do consumo de bebida nem da sua venda, medidas paliativas que atacam a conseqüência, mas de políticas públicas que garantam a segurança dos torcedores e cidadãos, residentes ou não na vizinhança dos estádios."
Agora, a questão é jurídica: Uma decisão judicial valeria mais do que uma portaria da CBF, para permitir a venda de bebidas nos Estádios no Campeonato Brasileiro? Com a Palavra, os advogados que frequentam o Blog.
terça-feira, 21 de julho de 2009
É, o Marcílio caiu...
A Crônica de uma morte anunciada teve o seu desfecho hoje. A tragicomédia de um time que no ano passado conquistou a glória ao ganhar no campo a vaga na Série C, termina com dois rebaixamentos, um presidente questionado e diversos confrontos internos. Esse é o Marcílio Dias, rebaixado pela segunda vez no ano, ao perder por 3 a 2 para o Brasil de Pelotas em Criciúma.Importante lembrar que o marinheiro entrou no jogo com apenas 7% de chances de escapar da degola. Ou seja, o destino já havia sido traçado faz tempo, mesmo com o time tendo duas vezes a oportunidade de ficar à frente do placar, hoje. A falta de vitórias em casa foi determinante, dentro de campo. Fora dele, todas as trapalhadas do presidente Crispim, somadas às brigas com o Conselho Fiscal e a má administração do nonagenário clube que é patrimônio de Itajaí, acabaram por ajudar a afundar mais ainda o rubro-anil.
Carlos Crispim chega ao seu terceiro fiasco do ano: primeiro, quando presidia a Associação de Clubes, tentou quebrar na marra o contrato de televisionamento com a Record para a acertar com a RBS. Tomou paulada da Justiça e ainda fez a Associação pagar multa. Depois, o rebaixamento no catarinense, onde os jogadores fizeram plantão na porta do Estádio Hercílio Luz querendo receber o que lhes era de direito. E, por fim, o mais esperado: o rebaixamento para a Série D. Já era esperado que o Marcílio não teria um time à altura dos outros quatro da chave. Ano que vem, o time disputará a Segundona de SC e a Série D simultaneamente (quem cai da C tem direito a participar da D do ano seguinte).E o pesadelo ainda não acabou. O Marcílio Dias folgará na próxima rodada, e terá que fazer o jogo de despedida no dia 2, contra o Caxias, no Estádio Centenário.
Pelotas repete time reserva contra o Brusque
Hoje, assisti pela TVCOM na Internet a vitória do Pelotas em cima do Riograndense de Santa Maria (do Juninho Laguna, lembra dele?) por 4 a 1, pela Segundona Gaúcha. Com o resultado, o Pelotas está vivo na briga por uma das vagas na fase final do Gauchão, jogando na quinta, contra o Brasil-Far na serra, e a grande decisão contra o Panambi, na segunda a tarde, na Boca do Lobo.
Bom, isso garante que o Pelotas virá com time reserva de novo pra enfrentar o Brusque, já que o Lobão não dá a mínima pra Série D. Jogarão no sábado os reservas, mais aqueles que estiverem suspensos para o jogo de segunda. Como aconteceu com o principal destaque pelotense de domingo, o excelente lateral Xaro, que estava suspenso para o jogo de hoje e jogou no Augusto Bauer. Ele não estará em campo.
Mesmo sendo time reserva, não é motivo para perder o foco no jogo. O Brusque viaja na quinta de manhã para o RS, e deve manter a mesma formação para o jogo na Boca do Lobo.
Bom, isso garante que o Pelotas virá com time reserva de novo pra enfrentar o Brusque, já que o Lobão não dá a mínima pra Série D. Jogarão no sábado os reservas, mais aqueles que estiverem suspensos para o jogo de segunda. Como aconteceu com o principal destaque pelotense de domingo, o excelente lateral Xaro, que estava suspenso para o jogo de hoje e jogou no Augusto Bauer. Ele não estará em campo.
Mesmo sendo time reserva, não é motivo para perder o foco no jogo. O Brusque viaja na quinta de manhã para o RS, e deve manter a mesma formação para o jogo na Boca do Lobo.
segunda-feira, 20 de julho de 2009
Marcílio x Brasil a 30 reais
O Marcílio Dias tá pedindo pra torcida de Itajaí não ir a Criciúma...
O pessoal lá do Sul está divulgando que os ingressos para o jogo de Amanhã, entre Marcílio e Brasil, custarão trinta reais. Sócios do Criciúma em dia pagarão apenas cinco.
O pessoal lá do Sul está divulgando que os ingressos para o jogo de Amanhã, entre Marcílio e Brasil, custarão trinta reais. Sócios do Criciúma em dia pagarão apenas cinco.
domingo, 19 de julho de 2009
O Brusque melhorou, e está vivo na D
Suca havia falado que o negócio pro Brusque era esquecer o que havia acontecido e começar um novo Campeonato, a partir desse domingo. Muita conversa, motivação e treinamentos depois, o time teve uma melhora considerável. Mostrou falhas, mas conseguiu o mais importante: derrotou o Pelotas por 4 a 2 e está mais vivo do que nunca no Brasileirão.O time se mostrou vibrante no primeiro tempo, como deve ser. Ligado no jogo, rápido e com espírito de time. E foi bom ver o Rafael Bittencourt, depois de encarar o banco de reservas e bater boca com a torcida em Curitiba, resolver jogar bola depois de muito tempo, marcando dois gols. Hoje ele merece elogios. Assim como o Valdo, que saiu como titular e fez boa partida. Espero que isso se repita no sábado. O time como um todo mostrou voluntariedade, no melhor primeiro tempo de todo o campeonato.
Na segunda etapa, não dá pra dizer a mesma coisa. Houve uma clara acomodação, e cansaço por parte de alguns, caso do Valdo. O Pelotas apertou, quase empatou o jogo, mas só oferecia perigo com o excelente lateral Xaro (presta atenção nele pro Catarinense, Bruscão!). Fez 2 a 1 num golaço, depois o Lobão mete uma bola na trave, o Gil fez 3 a 1 em contra-ataque. Mais um gol de cada lado e o placar tá fechado. Com um pouco de drama no final, a vitória veio.
O Brusque está a um ponto do Corinthians-PR, e precisa de um bom resultado em Pelotas, no sábado. Arrisco dizer que o Lobão colocará o time titular em campo, o que mudará o cenário do jogo. Mas quem quer classificar precisa passar por todos os obstáculos. Hoje, eu vi uma luz no fim do túnel. O Brusque hoje se mostrou um time de futebol. Que continue assim. Pelotas nos espera.
SC Vôlei: time feminino em Floripa?
Não faltava mais nada para o tal do Santa Catarina Vôlei. O Luciano Smanioto, que mantém o Blog Ataque e Defesa no ClicRBS, levantou a bola sobre a criação de um time de voleibol feminino em Florianópolis, montado pelo Renan. Eu vou colocar abaixo alguns trechos do post dele, e comento em negrito na sequencia:
Por enquanto é só um palpite, um exercício de "juntar os pontos", mas eu torço para que se concretize: Florianópolis vai ter um time feminino na próxima Superliga, e ele será formado pelas categorias de base da Seleção Brasileira, provavelmente a infanto-juvenil, que acabou de ser campeã mundial.
Primeiro os fatos, depois o raciocínio:
- O Ginásio Carlos Alberto Campos, que era usado pelos times da Capital antes da reforma do Capoeirão, está sendo reformado. Vai atender às equipes de base da Cimed e um time de basquete. Ali também vão funcionar escolinhas e me parece que vai ter até aulas de vôlei pra terceira idade. A estrutura veio toda de Brusque, do time da Brasil Telecom, que era tocado pelo Renan Dal Zotto, gerente de esportes da Cimed. (A relação entre o pessoal da AD Brusque e Renan já foi melhor. Dirigentes brusquenses ficaram surpresos quando, num belo dia, um caminhão encostou na Arena Multiuso levando todos os materiais do antigo Brasil Telecom).
- Renan tentou de tudo para montar um novo time feminino após a desistência do antigo patrocinador de Brusque, a Brasil Telecom. Disse que era questão de honra, que não ia descansar enquanto não montasse um time. Diante da demora em encontrar parceiros e com poucas jogadoras de ponta disponível no mercado, a alternativa cogitada seria a de usar um time juvenil, ou infanto, da Seleção Brasileira, coisa que, se não me engano, o Fluminense já fez no masculino. (Prova de que houve problemas no relacionamento Renan-AD Brusque. Ele veio na Prefeitura Municipal e falou que ia fazer o possível pro time ficar).
.- O técnico Maurício Thomas, auxiliar de Luizomar de Moura (treinador do Osasco) no time infanto-juvenil, ainda não acertou com clube nenhum. Ele e Renan se falam ao telefone praticamente todos os dias. Aposto que o dirigente "segurou" o treinador, porque tinha confiança de que conseguiria montar um novo time. (Encontrei com Maurício ontem, aqui em Brusque. Muito estranho, sabendo que ele não é mais técnico da AD Brusque. O atual é Rogério Portela, que era o seu auxiliar).
- A catarinense Duda Kraisch, oposta campeã mundial com a Seleção Brasileira infanto, ainda não definiu onde vai jogar e cogitou a possibilidade de seguir trabalhando em Santa Catarina com o Maurício Thomas - que, aliás, eu considero um dos técnicos mais promissores do país, e já disse isso aqui no blog várias vezes. (Essa é a maior prova de que a informação tem fundamento).
- A Associação Desportiva Brusque, nome do clube que abrigava a Brasil Telecom, uniu-se à Associação Desportiva Pomerana e juntas as duas formaram o Santa Catarina Vôlei Clube, patrocinado pela Cativa, que já mantinha o time feminino de Pomerode. Elas disputam a Liga Nacional. Venceram a fase regional e já estão classificadas para a etapa final. Por que elas não vão direto para a Superliga? Eu diria, e isso é chute meu: que "a vaga é do Renan" e ele vai trazê-la pra Florianópolis. (A vaga é da AD Brusque, e Rubens Fachini bateu pé em cima disso. Mas não muda muita coisa, já que duas vagas na Superliga são distribuídas por convite, a cargo do presidente da CBV, Ary Graça. Não seria problema para Renan, ainda mais com a crise que se instalou no vôlei feminino).
O raciocínio do Luciano tem fundamento, comprovando que o relacionamento entre Renan e a direção do voleibol brusquense, que era boa, tornou-se nebulosa. Caso apareça um time em Florianópolis com grande suporte financeiro, juntando com essa união brusquense com o pior time da última Superliga, aparecerá outro problema: a questão da verba a ser repassada pelo Governo do Estado, além da questão técnica em si.
Por enquanto é só um palpite, um exercício de "juntar os pontos", mas eu torço para que se concretize: Florianópolis vai ter um time feminino na próxima Superliga, e ele será formado pelas categorias de base da Seleção Brasileira, provavelmente a infanto-juvenil, que acabou de ser campeã mundial.
Primeiro os fatos, depois o raciocínio:
- O Ginásio Carlos Alberto Campos, que era usado pelos times da Capital antes da reforma do Capoeirão, está sendo reformado. Vai atender às equipes de base da Cimed e um time de basquete. Ali também vão funcionar escolinhas e me parece que vai ter até aulas de vôlei pra terceira idade. A estrutura veio toda de Brusque, do time da Brasil Telecom, que era tocado pelo Renan Dal Zotto, gerente de esportes da Cimed. (A relação entre o pessoal da AD Brusque e Renan já foi melhor. Dirigentes brusquenses ficaram surpresos quando, num belo dia, um caminhão encostou na Arena Multiuso levando todos os materiais do antigo Brasil Telecom).
- Renan tentou de tudo para montar um novo time feminino após a desistência do antigo patrocinador de Brusque, a Brasil Telecom. Disse que era questão de honra, que não ia descansar enquanto não montasse um time. Diante da demora em encontrar parceiros e com poucas jogadoras de ponta disponível no mercado, a alternativa cogitada seria a de usar um time juvenil, ou infanto, da Seleção Brasileira, coisa que, se não me engano, o Fluminense já fez no masculino. (Prova de que houve problemas no relacionamento Renan-AD Brusque. Ele veio na Prefeitura Municipal e falou que ia fazer o possível pro time ficar).
.- O técnico Maurício Thomas, auxiliar de Luizomar de Moura (treinador do Osasco) no time infanto-juvenil, ainda não acertou com clube nenhum. Ele e Renan se falam ao telefone praticamente todos os dias. Aposto que o dirigente "segurou" o treinador, porque tinha confiança de que conseguiria montar um novo time. (Encontrei com Maurício ontem, aqui em Brusque. Muito estranho, sabendo que ele não é mais técnico da AD Brusque. O atual é Rogério Portela, que era o seu auxiliar).
- A catarinense Duda Kraisch, oposta campeã mundial com a Seleção Brasileira infanto, ainda não definiu onde vai jogar e cogitou a possibilidade de seguir trabalhando em Santa Catarina com o Maurício Thomas - que, aliás, eu considero um dos técnicos mais promissores do país, e já disse isso aqui no blog várias vezes. (Essa é a maior prova de que a informação tem fundamento).
- A Associação Desportiva Brusque, nome do clube que abrigava a Brasil Telecom, uniu-se à Associação Desportiva Pomerana e juntas as duas formaram o Santa Catarina Vôlei Clube, patrocinado pela Cativa, que já mantinha o time feminino de Pomerode. Elas disputam a Liga Nacional. Venceram a fase regional e já estão classificadas para a etapa final. Por que elas não vão direto para a Superliga? Eu diria, e isso é chute meu: que "a vaga é do Renan" e ele vai trazê-la pra Florianópolis. (A vaga é da AD Brusque, e Rubens Fachini bateu pé em cima disso. Mas não muda muita coisa, já que duas vagas na Superliga são distribuídas por convite, a cargo do presidente da CBV, Ary Graça. Não seria problema para Renan, ainda mais com a crise que se instalou no vôlei feminino).
O raciocínio do Luciano tem fundamento, comprovando que o relacionamento entre Renan e a direção do voleibol brusquense, que era boa, tornou-se nebulosa. Caso apareça um time em Florianópolis com grande suporte financeiro, juntando com essa união brusquense com o pior time da última Superliga, aparecerá outro problema: a questão da verba a ser repassada pelo Governo do Estado, além da questão técnica em si.
Assinar:
Postagens (Atom)