sábado, 26 de setembro de 2009

Arena Joinville alerta para os perigos de um Estádio Municipal

A brilhante matéria do jornal "A Notícia" desta sexta expõe uma dificuldade para quem sonha em um Estádio Municipal para Brusque ou outra cidade, como Blumenau, que também sonha com a ideia. Nela, que fala dos cinco anos da Arena Joinville, se mostra o cenário de um estádio que parece ser novo, mas que sofre vários problemas de envelhecimento precoce, de um imóvel que é grande, mas que tem uma manutenção bem cara.

Estive em Joinville neste ano. Quando fui tomar o elevador, havia um aviso: um deles estava quebrado, e outro fazia um estranho barulho. As cabines de imprensa para as rádios visitantes são salas sem bancada, com cadeiras e mesas de plástico. Vou ser sincero: tirando o Índio Condá, que reúne condições satisfatórias de conservação e instalações, todos os estádios públicos que visitei apresentam problemas graves, sem exceção.

Eu sei que os torcedores aqui de Brusque sonham com um Estádio Municipal. Sou e sempre serei contrário à ideia de um Estádio público na cidade, devido aos exemplos que conheço Santa Catarina afora. A Arena Multiuso, que é um Ginásio enorme, que encheu meia dúzia de vezes, é um exemplo: cabines de imprensa mal projetadas (cada uma tem um frigobar, usado somente na inauguração), teto sem telhas transparentes, que obrigam que a iluminação seja acionada durante o dia, e um custo aproximado de 13 mil reais mensais de uma grande estrutura que está inacabada, 4 anos após a sua inauguração. Um Estádio gerido pela Prefeitura traria um gasto enorme para o erário, que poderia ser investido em outras frentes.

Vamos para o outro lado, que é falar dos Estádios Particulares: o Heriberto Hulse é um brinco, e conta com reformas patrocinadas pelo Governo do Estado. O Scarpelli e a Ressacada, sempre bem cuidados e procurando melhorar o conforto para os torcedores. Até o Aníbal Costa em Tubarão está recebendo melhorias. São estádios que os clubes são donos, e assim cuidam muito bem do que lhes pertencem.

Não entendo das leis públicas, mas a melhor saída para um clube é que ele construa o seu estádio, contando, aí sim, com o apoio público de alguma forma para levantá-lo.

É importante levar em consideração isso, e observar o exemplo da Arena Joinville, antes de se pensar na construção de um Estádio que pertencerá à municipalidade.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

"Clube da Bola" perde tempo e muda de horário

Ontem, vi na Record chamadas do novo horário do "Esporte Fantástico", clone do "Esporte Espetacular" que não encontrava o seu horário no domingo, com baixos índices de audiência. Numa nova tentativa de salvar o programa, a Record colocou o programa da Milena Ciribelli no sábado, as 13 horas. No horário do "Clube da Bola" da RIC.

Enviei email para o Edy Serpa, Gerente de Jornalismo da RIC, que prontamente me respondeu: a partir deste sábado, o "Clube da Bola" será aos sábados, as 11 horas da manhã, com apenas meia hora de duração. Amanhã, haverão links ao vivo de Curitiba e do Rio de Janeiro, onde Figueira e Avaí farão seus jogos.

Se já era pouco tempo pro pessoal falar em uma hora, em trinta minutos vai ser uma doideira. O Badá que se controle.

Não mudou nada: TJD mantém Porto e Concórdia fora da Segundona

Hoje, lá na Rádio, eu havia dito que o julgamento de hoje, dos recursos de Porto e Concórdia seriam "pro-forma". Ou seja: era quase impossível que o Pleno do TJD reformasse a decisão da Comissão Disciplinar. Mesmo se revertesse, a parte perdedora iria recorrer ao STJD no Rio de Janeiro, que conta com duas instâncias, assim como em Santa Catarina.

Ambos os recursos foram negados por unanimidade, e agora a briga vai ser lá no Rio. Enquanto isso, a segundona permanece parada e cada vez mais é certo que campeão e vice da Divisão Especial não participarão da Copa SC. Falcão, jogador de Futsal que gerencia o futebol do Juventus, foi o primeiro dirigente que resolveu meter a boca na situação. Prometeu até ir a justiça, se for necessário. Sua raiva faz sentido: a participação dos clubes está sacramentada em regulamento. Se a FCF errou, que se vire.

Vamos aguardar agora o rito de julgamento no STJD. Uma coisa é garantida: não haverá uma rápida decisão. O Superior Tribunal é conhecido pela sua baixa velocidade em transitar processos.

Marcílio Dias dá o calote, pagando rescisões com cheques sem fundo.

Tenho pena de quem vier a assumir a diretoria do Marcílio Dias. O tamanho do buraco é tão grande que cada vez aparecem mais e mais problemas. Até rescisão com cheque sem fundo foi "paga". A matéria abaixo é do FutebolSC.com:

O lateral-direito William de Mattia, um dos destaques do Marcílio Dias no Campeonato Catarinense, está cobrando dois meses e meio de salários do clube de Itajaí. O jogador afirma que depois do estadual recebeu um calote dos dirigentes do Marinheiro. “Quando eu saí de lá me deram dois cheques, só que os cheques não tinham fundo”, explica William, que não está conseguindo contato com a diretoria do Marcílio Dias.

O jogador está na Finlândia, onde defende o FC PoPa, desde abril. Lá, marcou sete gols em 19 jogos atuando como volante. Foi capitão da equipe e caiu nas graças da torcida. Enquanto não volta ao Brasil, seu pai está cobrando da diretoria do Marcílio Dias. Ele já esteve na sede do clube para conversar com os dirigentes, mas não foi atendido.

“O número deles eu tenho, só que eles não atendem. Meu pai está ligando e não querem pagar”, afirma William. Além dele, outros jogadores que defenderam o clube no estadual também receberam cheques sem fundo, casos do zagueiro Márcio Nunes e do volante Diego Martins, que defenderam o Marcílio no estadual e jogaram pelo Brasil de Pelotas na Série C.


Pergunto: não tem como responsabilizar criminalmente quem faz uma sacanagem dessas?

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Hugo Hoyama e meio time da Malwee representarão Chapecó nos Jogos Abertos

A Fundação Municipal de Esportes de Chapecó anunciou quarta-feira a contratação do mesatenista Hugo Hoyama (foto) apenas para os Jogos Abertos de Santa Catatrina, em novembro. A confirmação veio em nota oficial da Prefeitura, que justificou que só arcará com a alimentação e a estadia (que com certeza não será em uma sala de aula) durante os dias da competição. Além disso, a FME de Chapecó anunciou que os jogadores Pica-Pau, Franklin, Leco, Xande, Cabreúva e Humberto, todos da Malwee, de Jaraguá do Sul, reforçarão o time da casa no Futsal.

Não interessa se quem pagou foi o empresariado ou o poder público. A contratação de nomes de peso para garantir uma fácil medalha de ouro é uma prática que deve ser reprimida por completo nos JASC. Isso acaba por desestimular totalmente os concorrentes locais, que vêem nos Jogos a sua principal competição, e sabem que não terão chances. Numa época em que todos falam em "revitalização" dos Jogos, a vinda de um atleta de alto custo para conquista uma só medalha é um golpe duro nos ideais de Arthut Schlosser.

Existem dois tipos de contratações de fora no esporte catarinense: as que agregam e as que só servem para alguns dias. O ideal seria que um profissional de renome como Hugo Hoyama viesse para a cidade que foi contratado não só para uma meia dúzia de jogos, mas para morar lá trabalhar a longo prazo com a formação de equipes de base, repassando conhecimentos e criando novos atletas. Aí sim, que a vida de uma pessoa de fora seria justificada.

Desse jeito, não.

Esse caso dos jogadores da Malwee é caso grave: como todos sabem, o presidente da Fesporte, Cacá Pavanello, é dirigente do futsal de Jaraguá. Logo ele, que devia dar exemplo, está corroborando com isso?

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Segundona: Concórdia faz nova denúncia, e campeonato complica cada vez mais

Hoje, foi a vez do Concórdia colocar um pouco mais de bagunça na já revirada Divisão Especial. Resta saber se procede. O clube do Oeste publicou nota em seu site oficial dizendo que está ingressando com recurso no TJD para rever a decisão da Comissão Disciplinar que tirou seis pontos do time, e o eliminou da competição.

Mas na mesma nota, o clube fez uma nova denúncia: "O Concórdia também está entrando com denúncia contra o Hercílio Luz, de Tubarão, sob alegação de que dois atltas estariam atuando de forma irregular na competição. A denúncia foi apresentada depois do clube realizar todos os levantamentos possíveis e confirmar, através de documentos, a situação irregular dos atletas. A denúncia deve entrar no tribunal na quarta-feira", diz o texto.

Hoje dei uma conferida nos BIDs de jogadores dos times da Divisão Especial, e constatei que mais de 90% dos jogadores têm contrato com seus clubes até 31 de outubro, que era a data prevista para o encerramento do Campeonato. Ou seja: se os julgamentos demorarem, e é o que tudo indica, já que certamente haverão recursos nas duas instâncias do STJD no Rio, há um grande risco dos clubes perderem jogadores importantes na reta final, se o certame adentrar novembro: não é tão simples renovar um contrato, e muitos jogadores são emprestados, ou já possuem acordos com outros clubes para a preparação para os estaduais, que já estará em fase de pré-temporada.

Dez anos depois, O Figueira vai ter que viver sem a "PPParticipações"

Era 1998, eu estava começando no rádio, e vi o Brusque golear uma piada de time do Figueirense dentro do Scarpelli, por 4 a 2. O estádio era surrado, o uniforme do time era bem feinho, o clube não ganhava o Estadual fazia um bom tempo. Chegou 1999, um ano que mudou muita coisa não só no Figueirense, mas no futebol de Santa Catarina. Foi o primeiro sinal de profissionalismo que vimos por aqui, o que com certeza mexeu os outros clubes para fazer o mesmo.

Me lembro do Estadual 99: Paulo Prisco Paraíso, Nestor Lodetti, Norton Boppré e equipe assumiram a frente com a Figueirense Participações e levaram aquele campeonato (com ajuda da arbitragem, é verdade). Aquele time tinha o Camanducaia, ex-Santos, no ataque. Era o começo de um casamento que durou 10 anos, colocou o Figueira na Série A e conquistou alguns Estaduais, além de quase levar o time à Libertadores da América. Até a decisão da Copa do Brasil, o clima entre a torcida era de lua de mel...

... e a coisa começou a cair, ao meu ver, com a declaração do então técnico Mário Sérgio depois daquela dolorida derrota para o Fluminense, onde ele deixou bem claro que sua missão no Figueira era formar jogadores para serem vendidos, e não necessariamente ganhar títulos. Revoltou muito a torcida, que rapidamente viu que o parceiro não queria dar voltas olímpicas, mas fazer caixa com o nome do Clube. Perdi a conta de quantos jogadores ali formados foram vendidos por um preço abaixo do que valem.

Quando o time estava na Série A, o pessoal da "PPParticipações" nem ameaçava desembarcar. Foi vir o rebaixamento, juntando com a montagem de um time de baixa qualidade que o pessoal resolveu abandonar hoje o barco. Quem assumirá? Não sei, o clube estava relegado a segundo plano, e voltará a sentir a efervescência de eleições, diretores não-remunerados e conselhos deliberativos palpiteiros. Vai ser um retrocesso, em que o clube terá que fazer uma reorganização completa até se encontrar. Mas, pelo menos, o Figueira voltará a ter a essência de um clube que quer ganhar títulos, e formar jogadores que revertam em fundos para ele próprio.

Vamos ver qual será a reação da torcida.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Brusque contrata volante e zagueiro para a Copa SC

Semana começando, e o Brusque tem mais dois jogadores confirmados para a Copa Santa Catarina, que começa em menos de um mês.

Os dois foram indicação direta do técnico Suca. São eles: o volante Joziel (foto), de 22 anos, 1,75m e 66 kg. Formado no Bahia, foi campeão da Segundona do Gaúcho pelo Sapucaiense em 2007 e jogou o Gauchão desse ano no Esportivo.





O outro reforço chega para ocupar a vaga deixada por Rogélio. É o zagueiro Rodrigo Ramos (foto), de 30 anos, que jogou o último Campeonato Gaúcho pelo Avenida, de Santa Cruz do Sul. Também passou pelo Brasil-Pe e jogou a Segundona do RS neste ano, pela equipe do Santo Ângelo.

Outra novidade é a chance que o clube vai dar a um jogador de sucesso no futebol amador da cidade: o atacante Ximbica, que chegou a jogar no profissionalismo pelo Carlos Renaux em 2004, começou a treinar com o Grupo. Se vingar, será mantido para o Campeonato Estadual.

domingo, 20 de setembro de 2009

Com os dois pés na Série C

Chapecoense comemora resultado no gramado do Bilinão em Alto Araguaia

O Araguaia do Mato Grosso estava invicto no seu estádio e trazia uma boa campanha no seu currículo. A Chapecoense enfentou mais de 24 horas dentro de um ônibus e passou por cima de tudo isso. Vitória por 2 a 1 e a vaga na Série C. O time de Mauro Ovelha pode perder por 1 a 0 em Chapecó, onde não perde há 20 partidas, que está entre os quatro melhores.

Eu já dou a fatura como liquidada, ainda que faltem noventa minutos e uma surpresa possa acontecer. E mais: coloco o Verdão como favorito ao título, que juntará a Chapecoense a Avaí e Criciúma, únicos times do Estado com conquistas nacionais.

Veio do banco o jogador que fez o gol da vitória, que é "bruxo" de Mauro Ovelha: Rogério, atacante que fazia dupla com Maurício Fofão no Atlético de Ibirama e que chegou recentemente a Chapecó. Existe uma máxima de que times ganham jogos, e equipes ganham Campeonatos. A Chapecoense é uma equipe. Tem banco de reservas à altura. Se manter o elenco, entra como favorito para o Estadual do ano que vem.

Quero só escrever umas linhas sobre Mauro Ovelha: já escrevi isso aqui, que ele já começa a fazer merecer uma chance em um clube de Série B do Brasileiro. É agregador, sabe cobrar quando é necessário e monta bons times. Já ouvi dirigente de clube dizendo que o problema dele é exigir que os seus "bruxos" sejam contratados junto com ele. Mas quer saber? Com bruxo ou sem bruxo, o que interessa é que ele nunca montou uma equipe ruim. E se deixar, vai levantar o caneco do Brasileiro Série D, marcar seu lugar na história e ganhar uma estátua na Av. Getúlio Vargas.

Atropelou, Abotoou, Sapeca iá-iá, Tunda de Laço...

... não importa o jeito que você queira chamar, mas o Avaí mostrou hoje, no jogo contra o Barueri, uma superioridade tremenda, digna de um time que passou por cima das derrotas consecutivas, levantou a cabeça e seguiu em frente no seu caminho na Série A. Nem contra o fraco Atlético Tubarão se encontrou tanta facilidade.

Foi a volta de William ao time, mas não atribuo ao seu retorno a excelente atuação do time. O conjunto e o comprometimento da equipe hoje mataram e a partida. O terceiro gol, em uma linha de passes muito bem feita, é exemplo disso.

O bom futebol recuperou a auto-estima de todos. Já havia ouvido na imprensa de fora as primeiras insinuações de que o Leão era cavalo paraguaio. Mas o jogo de hoje apagou tudo isso, e torna a próxima rodada bem interessante. Se o time de Silas jogar assim no sábado que vem, o Fluminense vai dar mais um passo rumo à Série B.