
Fui a Itajaí com o pensamento fixo que o Brusque tinha a obrigação de mostrar um bom resultado, mesmo sendo um jogo de primeira rodada, onde avaliar um time é meio temeroso. Mas o meu motivo era um só: o time do Criciúma era fraco, envolto em brigas no treinamento e sem padrão tático no início da Copinha.
E aí, Suca vai a campo com um esquema que até agora quero entender: três zagueiros, sem um ala esquerda, Valdo na armação e Leonardo no ataque. O esquema 3-5-2 não é novidade no Brusque, mas eu esperava que o treinador ao menos colocasse um jogador de ofício na ala esquerda, seja Dênio ou Lucas, para não sobrecarregar Pereira na direita. No meio, Ailton tinha a companhia de Valdo que foi o mesmo Valdo de sempre, com medo de jogar bola. E no ataque, o treinador optou por deixar Kanu no Banco de Reservas, colocando um atacante da base que a bola queima nos pés.
O Criciúma teve Fabinho expulso aos 10 minutos, e o Brusque tinha o controle do jogo. Cheguei a ver o Tigre com todos os jogadores no campo de defesa, num retrancão daqueles. Mas como o Brusque não tinha ataque, quem não faz toma. Aí, a zaga do Brusque foi testada.
A formação com três zagueiros, na teoria, deu segurança ao Brusque. Mas na primeira vez que ela foi apertada, abriu o bico: Bola enfiada para Éder, que tirou do goleiro e abriu o placar. Minutos depois, outra bola no meio, e Leandro fez dois. Teve o volante Xipote, melhor em campo do Brusque, fazer a parte do ataque e meter um chute de fora da área, para fazer o único gol do time.
A arbitragem foi um caso à parte: apadrinhado do Delfim, o tal do Josué Lamim se atrapalhou: expulsou Pereira em uma falta de cartão amarelo e não expulsou David Dener em uma falta bem pior. E quase faz lambança maior, quando marcou um pênalti em um escanteio sem prestar a atenção para a auxiliar Maira Labes, que apontava que a bola havia saído.
Muita coisa há pra ser arrumada no Brusque para o jogo de quarta a tarde, contra o Avaí B. Suca terá muita coisa para arrumar em pouco tempo, e a diretoria precisa achar mais um atacante. Tou sentindo que esse Kanu não vai resolver. E tem outra: o Brusque precisa abandonar alguns vícios, como Valdo e Paulinho. Eu já desisti de qualquer esperança sobre eles. Não tem jeito deles renderem.