sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Copa SC: Habemos final!

É, o Metropolitano segurou o Joinville na Arena, contra vários fatores, além do ataque adversário. Após o jogo, o técnico Roberval Davino disse que usou como motivação na palestra recortes de jornais joinvilenses, em que jornalistas e jogadores falavam em vitória fácil, de goleada.

O JEC tem elenco melhor que o Metropolitano? No papel sim, sem dúvida. Mas o psicológico vai pegar na final. O fantasminha do ano passado, aquele da derrota para o Brusque na final em casa, vai começar a rondar a Arena Joinville. A torcida do JEC já começou a pressão nas redes de relacionamento na internet. Teremos uma final interessante, ainda que com o JEC favorito.

No jogo, João Paulo foi o nome do Metrô (e Davino insistiu em André Zuba, ex-terceiro goleiro do Avaí, como titular no início da Copinha) e segurou o zero a zero. Falta um empate no jogo de domingo, contra o péssimo Figueirense B, para garantir a vaga na decisão. Torcedor de Blumenau, não se preocupe: esse time B do Figueira é horrível. E, semana que vem, dois jogos, sendo o primeiro em Blumenau e o último na Arena. Será o confronto do macaco velho Davino contra o maluco do Ramirez, que nunca mais voltará a trabalhar em Blumenau depois dos dois canos que deu no Metropolitano.

Quem vencer, está na Série D e vai jogar a Recopa em São Paulo daqui a duas semanas.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Sérgio Ramirez anda com carro do Marcílio Dias

Deu no Blog Marcílio Sempre , Hoje:

Sérgio Ramirez, quando entrou no marinheiro, no Campeonato Brasileiro da série C, em 2008, fechou acordo com o clube que receberia uma quantidade em dinheiro, mais o carro para ficar passeando por ai enquanto estivesse no Marcilio Dias.

Mas como a diretoria não pagou seu salário, ele ainda fica passeando com o carro até hoje como garantia do pagamento. Atualmente, ele está treinando o Joinville, e fica por conta agora da nova diretoria pagar o devido salário para Ramirez e ficar em harmonia com as dividas.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Brecha no regulamento pode mandar Metrô para a Série D mesmo com vice da Copinha

Uma atenta leitura no Regulamento da Copa SC 2009 deste ano faz com que o Metropolitano festeje um possível vice-campeonato. Já tem dirigente de clube reclamando, mas não adianta quando se assina um regulamento sem lê-lo com atenção.

Vamos aos fatos, que estão no artigo 4o. do Regulamento da Copinha. Antes, uma explicação: o Campeão da Copa SC leva a segunda vaga catarinense na Série D de 2010, enquanto a primeira vaga é distribuída pelo Catarinense 2010.

§ 1º Caso a associação que se sagrar a campeã da COPA SC/2009 já for integrante dos Campeonatos Brasileiros das Séries “A”, “B” , “C” ou “D” de 2010 ou vier a conquistar a primeira vaga da Federação Catarinense de Futebol do Campeonato Brasileiro da Série “D” de 2010 através de sua classificação no Campeonato Catarinense de Futebol Profissional da Divisão Principal de 2010, a segunda vaga da FCF no Campeonato Brasileiro de Futebol da Série “D” de 2010 será da associação que, dentre as não integrantes dos Campeonatos Brasileiros das Séries “A”, “B”, “C” e “D” de 2010, obtiver a melhor colocação nesta competição (COPA SC/2009), conforme o disposto no art. 12 deste Regulamento.

Traduzindo: se o Joinville for o campeão da Copa Santa Catarina, leva a vaga na Série D. Mas se o mesmo JEC ficar à frente de Ibirama, Brusque, Imbituba e Juventus no Catarinense de 2010, ele leva a vaga na Série D pelo Estadual e classifica o Metropolitano para a quarta divisão pela Copa Santa Catarina.

O regulamento é claro, e o Metropolitano pode achar motivos para comemorar o vice-campeonato da Copa Santa Catarina. Considerando que o Joinville é um dos favoritos ao título Estadual, só uma zebra grande no final do Estadual tirará o Metropolitano da Série D.

Jasc 2010 será em Setembro, em Brusque

Aconteceu na manhã de hoje, na Prefeitura Municipal, reunião envolvendo o Prefeito Paulo Eccel e a diretoria da Fesporte, para discutir a data dos Jogos Abertos do Cinquentenário, em Brusque.

Após as negociações, ficou fechado que os Jasc de 2010 acontecerão bem antes do que de costume: a competição será realizada de 9 a 18 de setembro do próximo ano, em pleno inverno.

Conversei há pouco com Marcelo Cavichiolo, presidente da FME de Brusque, que me passou as dificuldades. Em novembro de 2010, na data de costume, acontecerão os Jogos Universitários Brasileiros, em Blumenau, o que deixava também a possibilidade de jogar o Jasc para o final do mês e início de dezembro. Considerando que outubro é mês eleitoral, a data de setembro foi definida em consenso, depois que a Fesporte deu as garantias financeiras e técnicas para sua realização (cuidado prefeito: a Fesporte prometeu também pra Chapecó esse ano e cumpriu com muito atraso).

Eu tenho alguns medos com relação aos Jasc em setembro: diminui-se em dois meses o prazo para adequação de instalações e preparação da logística. Depois, tenho receio de que o interesse da imprensa venha a desaparecer, tendo em vista as Eleições, que estarão na reta final. Sem contar o clima, que é chuvoso nessa época do ano e faz frio.

De qualquer forma, em setembro a festa é aqui.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

3x0 JEC: é esquecer e pensar em 2010

O Brusque não jogou, o JEC passeou e ganhou por 3 a 0, e poderia ser de mais. O time do Sérgio Ramirez fez o primeiro gol a um minuto, e mais dois nos 33 seguintes. Depois controlou o resultado, e quase fez mais dois. O Brusque? Bom.. Não funcionou taticamente, não criou, não rendeu, não fez nada. Não vamos tentar empurrar com a barriga: o atual time do Brusque não serve pro Campeonato Catarinense. Se houve uma coisa boa nessa derrota, foi isso: a máscara caiu e é hora de pensar em 2010, com mudanças substanciais. 2010 começa amanhã para o Brusque.

Não há muito o que falar do jogo, pois foi um passeio joinvilense em campo, igual ao time de basquete que patrolou o brusquense na final do Jasc. Não houve discussão. Era evidente a superioridade física e técnica do time.

Quantos desse time atual do Brusque ficariam como titular pro ano que vem? Pra mim, três: Fabiano Heves, Giovane e Thiago. E só. E quanto ao treinador? Olha... Há de se fazer uma análise bem grande quanto à continuidade do Suca no comando do Brusque. Nada contra o papel do treinador em si, mas há se colocar um gás novo no clube, assim como a alternância é saudável no campo político. Quando disse que o ano que vem começa amanhã, é porque é necessária uma mudança radical de rumo no clube. E o que mais me preocupa é o fato da diretoria não dar sinais de estar se mexendo: o mercado de jogadores tá ficando restrito, a diretoria fica naquela lenga-lenga do fica ou não fica, e o torcedor fica esperando preocupado.

Gostaria de ver novidades, notícias, ou alguma informação alentadora. Algo que me tire o medo de ver um time de terror no ano que vem.

Na Copinha em si, o Joinville tem uma final de campeonato contra o Metropolitano, na Arena. Se vencer, vai forçar o time de Blumenau a golear o Figueirense na última rodada para fazer a final contra o próprio JEC. A diferença atual é de 4 gols, e o time do uruguaio tem tudo pra levar a vaga na Série D.

E já que não vale nada, não tem como cancelar os jogos do Brusque contra Figueirense e Ibirama?

domingo, 22 de novembro de 2009

"Vem pra cá correndo, a cidade tá caindo"

Hoje, 22 de novembro, completa-se um ano da tragédia que todos de nossa região lembramos bem. Aquela chuva forte, aquela destruição. Esse post tecnicamente não é esportivo, mas conta o que aconteceu comigo naquele dia. Eu ia trocar o carro, virei a voz da enchente na cidade de Brusque. Uma experiência única na minha vida.

Eu estava nos Jogos Abertos naquele dia. Dormia no Hotel em Timbó, e ia almoçar no restaurante da imprensa, no Clube Pomerode. Chovia demais, e uma barreira pequena havia caído na rodovia em Rio dos Cedros. Nada que me assustasse, até porque a correria do Jasc me tira de acompanhar o noticiário local como de costume.

Cheguei no Clube, almocei vendo na RBS uma situação estranha, com morros caindo, mas nenhuma TV falava alguma coisa de Brusque (o que é normal). Meu celular estava desligado, e quando liguei haviam 14 ligações vindas da rádio. Era o Dirlei, nosso chefe de esportes, pedindo que alguém levasse o carro da Rádio, que possuía um rádio transmissor, para Brusque, e pegasse outro, a fim de transmitir o voleibol à noite. E ainda mandava eu vir rápido: "Vem pra cá correndo, a cidade tá caindo". Como eu estava tendo um problema sério com o meu notebook para edição e geração de matérias, resolvi ir, para trocar o equipamento. Peguei o Xirú e fomos, naquela chuvarada.

Só me dei conta que a coisa estava feia quando tive que entrar em Blumenau, já que a BR-470 estava interrompida por causa da explosão do gasoduto. A solução era atravessar o centro, pegar a Rua Itajaí e chegar a Gaspar. Lá pelas bandas da Rua São Paulo, comecei a ver vários carros com geladeira, fogão, colchão amarrado no teto. Falei pro Xirú: "acho que a coisa tá feia, amigo...".

Entrei na rodovia Gaspar-Brusque e comecei a ver várias barreiras ocupando a pista. Em um trecho, em frente à fábrica da Souza Cruz, a água tomava a pista. Organizamos uma fila, onde a gente atravessaria aquela água atrás de um caminhão, que abriria caminho. Eu aguardava a vez, quando o Xirú grita: "Aceleeeera!!!". Era uma árvore que vinha em nossa direção. Entrei na contramão e escapei por pouco.

A partir do momento que o rádio comunicador funcionou, dei algumas informações no ar. Consegui deixar o Xirú em casa, e fui sozinho tentar chegar na rádio, no centro da cidade. Não tinha como, todas as ruas estavam interrompidas, e passei a comunicar a cada minuto a situação. O Dirlei me ligou e disse: "Cara, sei que não era pra estares aqui, mas agora pensa que a cidade tá caindo toda. Gira essa cidade e fala tudo o que tu ver". Eu estava quieto no Jasc e caí dentro de uma unidade móvel no olho de uma tragédia sem proporções. Como o carro tinha também a frequencia dos bombeiros, eu ia atrás de tudo. Inclusive na casa de um entregador de pizza de 21 anos, pai de uma filhinha, que morreu lá no Steffen. Confesso: chorei, assim como mais três vezes naquela noite, ao ver minha cidade destruída, e eu sozinho naquele Gol bolinha falando o que via pela frente.

Minha casa sem energia, a TV sem energia, meus pais em Floripa, minhas irmãs estavam seguras. Meu celularzinho, já com a bateria no osso, fotografava o que via pela frente. E foi assim durante aquela madrugada: longa, sofrida, mas inesquecível na minha vida jornalística. Lá pelas 3 da manhã, eu estava no Paquetá, quando calculei mal a passagem na Rua do Cedrinho e entrou água no motor. O valente Gol bolinha, que passou por lamaçais, debaixo de árvores penduradas e destroços de casa, parou. Voltei de guincho pra Rádio, em um silêncio sepulcral, pensando naquilo tudo: não era pra mim estar ali, mas acabei indo. E num dia em que o rádio era o veículo de comunicação mais importante. Eu era a voz fora do estúdio da rádio, que por uma coisa de outro mundo, não saiu do ar.

Nos outros dias, ancorei por horas e horas seguidas uma cobertura de 24 horas das cheias, com o povo ligando pra lá e contando os seus problemas. Nessa hora, eu fui âncora, psicólogo, coordenador, amigo, sei lá... Mas acho que fiz o que o cara lá de cima queria que eu fizesse.

Na abertura dos Jogos Abertos em Chapecó, mostraram imagens daquele dia, e tudo veio de volta na minha cabeça. Foi de chorar. Mas essa história, vou levar sempre comigo.

JASC 2009: Floripa quebra a monotonia

Todo ano, Blumenau deixa guardada numa salinha do seu alojamento uma caixa com camisetas comemorando o título geral dos Jogos Abertos de Santa Catarina no encerramento da competição. Desta vez, eles terão que ser guardadas para uma próxima oportunidade. Mesmo sendo uma das regiões que menos se importam com os Jasc, Floripa quebra aquela chatice de sequencia blumenauense e cria um clima diferente para o cinquentenário em 2010.

Claro que algumas grandes estrelas não estiveram em Chapecó, cidade em que passei meus últimos dez dias. Vi algumas boas surpresas, como a subida da delegação da casa, que conta com um forte investimento em esporte, e a aparição de novas revelações catarinenses, caso da atleta Bruna Rocha, imbatível na sua prova do atletismo, com apenas 17 anos de idade.

Voltando ao caso de Blumenau: desde o tempo que estudei lá, eu ouvia que "Blumenau tem uma neura de vencer Jasc, muito mais que um título de futebol". Parece que tudo pra eles era dar uma volta no carro de bombeiros e aumentar a coleção de troféus, que é grande. Sinceramente, eu faria como a olimpíada, onde não há entrega de troféus de campeão geral. Cada modalidade dá as suas medalhas e pronto. Mas há de se enaltecer o trabalho da delegação da Capital, que retoma o título com a conquista de doze troféus.

A grande decepção foi o futsal de Joinville. Favorito ao título da Liga Nacional, caiu frente ao time de Florianópolis. Chegou para os Jasc, acabou eliminado por times que sequer disputam a Divisão Especial do Estadual. O que era medalha certa virou um pepino daqueles. Ficou mais fácil para o Floripa Futsal, que venceu Chapecó na decisão.

E parabéns ao povo de Chapecó pela organização dos Jogos e, principalmente, pelo envolvimento do público. Bem diferente dos Jogos de 2007, quando a população de Jaraguá nem ligava para o que acontecia.

Valeu Chapecó!

Irregularidade, o vilão do Figueira, na Série B em 2010

A derrota do Figueirense para o Duque de Caxias, novo time do Eurico Miranda, com casa cheia no Scarpelli, fecha um ano terrível para o time, que fez um péssimo Estadual e tropeçou nas suas próprias pernas na Série B. Não, não foi no sábado que o Figueira caiu fora da Série A do ano que vem. Os números falam por si só: alguém lembra dos jogos contra Ponte Preta e América, em casa? Ou alguém esqueceu aqueles jogos terríveis fora de casa contra Campinense e Vila Nova?

Vamos e venhamos. Num campeonato de nível tão baixo como essa Série B, o Figueirense, mesmo não tendo nenhum time fantástico, perdeu pra si mesmo. A torcida só não merecia ver a despedida do jeito que viu: público lotando o estádio e uma derrota por 2 a 1 que já faria o sofrimento dar conta. A notícia da vitória do Atlético-GO em Caxias do Sul, transformou o clima em velório, logo no final de semana do Folianópolis.

É a hora de juntar os cacos e mudar o que tem que ser mudado. Trocar os diretores que não corresponderam, fazer uma limpa no elenco... há tempo, mas é necessário repensar o clube como um todo. Afinal, 2010 marca o primeiro ano após o fim da Era Prisco no alvinegro.