domingo, 10 de janeiro de 2010

Catarinense 2010: Criciúma

CRICIÚMA ESPORTE CLUBE
Fundação: 13 de maio de 1947 (como Comerciário. O nome mudou em 17 de março de 1978)
Cores: Amarelo, Branco e Preto
Estádio: Heriberto Hulse - 22.000 lugares
Presidente: Edson Búrigo
Técnico: Itamar Schulle
Ranking "BdR" 2009: 5o. lugar
Catarinense 2009: 4o. lugar

O torcedor do Tigre está numa apreensão daquelas. Desanimado com o time, fica torcendo, esperançoso, pela volta dos bons dias. O ano passado foi de esquecer: após vencer o primeiro turno do Catarinense, fez uma campanha pífia no quadrangular final, mesmo com um ponto extra. Na Série C, sob o comando do péssimo Roberto Fonseca, mostrou um time limitadíssimo, que só não caiu para a D porque existia um tal de Marcílio Dias na sua chave, que conseguia ser pior, mas que conseguiu golear o Tigre dentro de Criciúma. Outra campanha ruim na Copinha, e a esperança de dias melhores em 2010. O ano não começou bem, com a derrota num amistoso para o São José-Poa e a demissão de cinco funcionários, dentre eles o gerente de futebol, Abel Ribeiro, contratado justamente para montar o time deste ano. Ficou a responsabilidade das contratações para Ervino da Silva Filho, o Preto, novo diretor de futebol, que é cheio de vontade, mas inexperiente no ramo. Esperava que o trabalho fosse em parceria, mas agora caiu no colo de alguém sem cancha. Situação complicada.

E quem está no meio desse turbilhão é o técnico Itamar Schulle (foto). Ele chegou por cima no final do ano passado, sem pressão nenhuma no resultado da Copinha, mas com a obrigação de montar um bom time para este ano. Mas não é ele quem contrata. Os reforços não vieram, o time continuou mal, e após a derrota para o Zequinha, ele chutou o balde, dizendo que "estava com os dias contados", e que "não adianta ter esperança, o Criciúma não é candidato ao título". Ele está com razão, e sabe que se os resultados não vierem no Estadual, a corda vai roer do lado mais fraco. É uma situação complicada: o diretor de futebol deixou bem claro que o time não tem dinheiro. Depois da péssima temporada passada, o número de sócios em dia despencou. Mas o Catarinense está por começar, e Itamar precisa juntar os cacos, ver os jogadores que estão chegando, juntar com os que já estão e ir pra briga.

O elenco está recheado de jogadores revelados na base, mas tem dois jogadores que eu queria no meio-campo do meu time: Éverton Cézar (foto), ex-Chapecoense, e Marcelo Moscatelli, com passagem pelo Joinville. O atacante Ronaldo Capixaba permanece, e informações vindas do sul mandam prestar atenção no também atacante Lucca. Reforços vem chegando a todo dia, como o lateral Elvis, o zagueiro Galego e o meia Murilo, que jogou no Avaí há 10 anos, onde acabou dispensado por indisciplina. Ele acabou peregrinando pela América do Sul, onde acabou demitido pelo boliviano Oriente Petrolero. Reapareceu no Majestoso, acima do peso. São atletas que chegam a granel à rodoviária de Criciúma, mas não aparece aquele jogador que dê uma alegria instantânea a torcida.

Eu concordo com Itamar Schulle. O Criciúma não é, definitivamente, um candidato ao título estadual. Posso queimar a língua depois, mas a declaração do treinador, que disse que os atletas preferem jogar no Toledo e em Ijuí a atuar no Tigre, mostra como está a situação. Está longe de ser um time para rebaixamento, mas busca a sua identidade. Busca achar um lugar ao sol e se reorganizar. Tantos problemas fora de campo refletiram dentro dele. O negócio é usar o Catarinense para estruturar o time para a Série C, onde provavelmente terá uma chave complicada, contra Brasil, Caxias, Juventude e Chapecoense. Lá, não dá pra bobear.
Atenção: A TVCOM deu a informação agora a noite de que Denílson, ex-Palmeiras, São Paulo e Seleção, estaria próximo de um acerto com o Criciúma. A aguardar os acontecimentos!

Um comentário:

  1. Até o Viola foi e será mais jogador nesse campeonato do que Denílson, e olha que eu não aposto 1 centavo no Viola.

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