Durante os últimos dias, acompanhando a programação noturna da Rádio Guarujá, pude acompanhar alguns desenvolvimentos de um curioso caso da arbitragem catarinense: a não participação de José Nazareno Marcelino (foto, ao lado da esposa e auxiliar, Eloisa Martinello), eleito melhor árbitro do último Catarinense, na edição deste ano.Hélio Prado, um dos membros da comissão de arbitragem da FCF, deu entrevista ao Édson Cúrcio, e falou que Nazareno não teria passado na prova escrita, mas acabou desconversando. Confesso que estranhei. Não passar na prova física é uma coisa que até dá pra entender. Mas, um árbitro experiente não passar na prova escrita?
Marco Antonio Martins, presidente do Sindicato dos Árbitros, foi entrevistado na semana seguinte pelo Janniter de Cordes, mas também disse que não tinha certeza do que havia acontecido com Nazareno. Se limitou a dizer que "ouviu falar" que o problema era na prova escrita.
O Janniter não entrevistou no ar, mas falou no seu programa que conversou com o árbitro, que estava visivelmente chateado, que garantiu que gabaritou todas as questões da prova escrita de 2010 da arbitragem do Estado. Como a FCF não divulga os resultados das provas de todos os árbitros, as coisas ficam envoltas nesse clima de estranheza. Lembre-se que no ano passado, Nazareno foi suspenso por 60 dias pela Federação por causa de um cartão amarelo assinalado de forma errada para Anderson Lima, então na Chapecoense. Ele reclamou abertamente na imprensa, de que não havia sido avisado do julgamento e que não pôde se defender. Criou um clima pesado, e mesmo sendo o melhor, ficou fora da decisão do último catarinense. Em novembro último, deu uma declaração forte à Rádio Eldorado, publicada no Portal Engeplus, criticando a FCF: "Ou recebo uma explicação coerente da minha ausência das escalas, ou deixo Santa Catarina e vou para a Federação de outro Estado". Isso não tá cheirando estranho?
Aliás, uma rápida, falando em estranheza: lembram que a FCF tinha colocado o Luiz Orlando de Souza, de 50 anos, pra apitar a final do Estadual passado, como uma homenagem pela sua despedida do futebol? Despedida nada! Ele continua firme e forte no quadro de arbitragem, e vai continuar trabalhando e obstruindo o caminho das novas caras, mesmo tendo passado em cinco anos a idade limite para apitar jogos profissionais. É a vida.
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