quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

As aventuras do regulamento do Estadual

O Joinville se acha confortável em ser o campeão do primeiro turno do Estadual. A afirmação até pode ser verdadeira, mas há motivos para que o clube fique em situação de se preocupar com o returno, ou até de ficar injuriado caso venha a conquistar mais essa fase.

Não é novidade para ninguém que, caso o Joinville vença o returno, não será campeão de forma direta, assim como os Campeonatos Carioca e Gaúcho, que têm regulamentos parecidos, pregam. Ridículo? Com certeza. Mesmo com a melhor campanha das duas fases, o campeão corre risco de, numa tarde infeliz ou num deslize dos "maravilhosos" árbitros catarinenses, colocar tudo por água abaixo. O Elton Carvalho, na sua coluna de hoje do "Notícias do Dia" de Joinville, traz uma passagem que lembra isso: Em 1998, o Avaí venceu os dois turnos do Campeonato Estadual, e mesmo assim teve que jogar um quadrangular contra Criciúma, Tubarão e Brusque, com dois pontos de bonificação. Em campo, as coisas para o Leão não deram certo e o time acabou em quarto, com o Tigre sendo campeão. Claro que essa regra tem um só motivo: televisão. A FCF não iria deixar o campeonato acabar sem uma decisão, sob pena da TV mostrar a final do Paulista ou do Carioca.

Então, o JEC precisa, pelo menos, se classificar entre os quatro do returno e acompanhar de perto a pontuação do Avaí, que, se vencer o returno como o primeiro da classificação, pode ganhar a decisão em casa, que neste ano não terá prorrogação. Será pelo método tradicional, com jogos de ida e volta com saldo de gols.

Mas existe um ponto que não foi tocado que merece destaque: em nenhum campeonato do mundo, uma decisão em partida única tem vantagem de empate para algum time. Pode ver: no Gaúcho, Carioca, Liga dos Campeões, Copa do Mundo... Sempre que acontecem decisões em uma partida, o empate leva para a prorrogação ou pênaltis. Nisso, o Joinville foi, de certa forma, premiado pelo regulamento, aprovado pelos clubes. Ah, e o time visitante desse jogo único, a título de indenização pela não-realização do jogo de ida em sua casa, ganha uma "ajuda de custo" de 5 mil reais. Dependendo da viagem, não paga as despesas. O certo seria copiar a Copa do Brasil, com renda dividida em caso de empate ou 60% para o vencedor e 40% para o perdedor.

O Joinville não pode pensar em colocar o pé no freio e esperar a decisão. O histórico recente do estadual mostra que, na maioria, os times campeões do primeiro turno não conseguem ser campeões no final. Aqueles que levam a segunda etapa vêm em um embalo maior, e geralmente apresentam um melhor rendimento em decisões. Além de levar a vaga na final, Sérgio Ramirez precisa é fazer com que o seu Joinville, que não poderá ser campeão direto, mantenha o embalo para a decisão, no final de abril.

7 comentários:

  1. Em 2008 o Figueira foi campeão do primeiro turno e foi campeão estadual, foi um deus nos acuda. O time relaxa no segundo turno e, invariavelmente, na decisão não mostra as mesmas qualidades do turno.

    Aposto que o JEC não será campeão.

    Petry
    http://maquina-alvinegra.blogspot.com/

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  2. no twitter @camisamarcelo Segundo Zélio Prado, colunista do DIARINHO, o Brusque negocia com o goleiro Márcio Kessler, ex-Marcílio. Ele chegaria pro lugar de Fabiano.

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  3. Essa mania de ficar culpando a TV por tudo tá ficando chata. Sim, todo mundo concorda que é viagem o campeão dos 2 turnos ter que fazer final, mas não tem nada a ver com tv. Fosse assim a mesma RBS obrigaria uma final no RS. A Globo obrigaria final no RJ. Ano passado tb o clube poderia vencer os 2 turnos do Catarinense, que teria quadrangular (pior ainda do que final). Daqui a pouco vão dizer que o Acácio deu 3 minutos a mais depois do gol do JEC pra TV ficar mais tempo transmitindo o jogo. Menos neurose.

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  4. Concordo com a questão da renda ser 60%/40%, mas o fato de em nenhum lugar do mundo ter partida única com alguém jogando pelo empate, e daí? Não é necessário copiar tudo dos outros pra ser legítimo. Aposto que se fosse partida única com empate levando aos pênaltis, se o Metropolitano armasse um retrancão na Arena e segurasse o 0-0, vencendo nos pênaltis (pênalti pode acontecer qualquer coisa), e todo mundo estaria dizendo que o regulamento foi sacana, que não deu vantagem a quem fez melhor campanha, que isso e aquilo. Paciência. Segue a vida.

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  5. campeonato catarinense e como campeonato de varzea

    times ruins, dirigentes piores ainda

    regulamentos que mudam todo ano

    ta na hora do brasileiro comecar a gostar de outros esportes

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  6. Concordo com os 60% para o vencedor e 40% para o perdedor. Não concordo com a discordância dos empates, o Joinville jogou o turno inteiro e ganharia apenas o mando de campo como vantagem? Assim dá uma vantagem mais justa para o primeiro.

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  7. pontos corridos com duas chaves e os vencedores fariam a final ou os dois melhores de cada chave fariam a disputa pelo os dois melhores e fariam a final.
    quanta a renda acho que o time da casa tem condições de por maior publico deve ficar com a maior parte e o visitante uma ajuda de custo de 5000.
    em resposta aos leitores paulo e vera da maquina-alvi negra que apostam que o jec não será campeão
    vale lembrar que os leões da ilha tambem apostavam a mesma coisa e deu no que deu...

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