Deu de tudo nessa viagem pra Chapecó, Por questão de minutos, todos nós, e inclusive a delegação do Brusque, não perdemos o avião por causa de um ridículo engarrafamento na Via Expressa Sul. Mas tudo deu certo, o time embarcou, e o final da aventura foi feliz, com três pontos na bagagem. Primeira derrota em casa da Chapecoense em estaduais desde abril de 2008.A vitória veio de um time que não se retrancou. Parabéns ao Suca pela disposição em jogar de forma ofensiva, como se estivesse jogando em casa. Rogério Souza e Valmir atuavam como verdadeiros dois atacantes, enquanto a linha de três zagueiros de Cris, Rogélio e Marcelo segurava as pontas. Os dois primeiros gols do Brusque foram efeito disso. O Brusque conseguiu calar a torcida de Chapecó de tal forma que, no final do jogo, gritavam "olé" a cada passe do time visitante.
Viola não jogou, mas mesmo assim ele fez falta. Não havia um homem de referência na área. O time muda sem ele em campo. Valdo e Lourival vêm ao meio buscar jogo. Alias, o Rambo, que foi o melhor em campo, fez um partidaço, mesmo sem fazer gol. E Valdo, mesmo tendo feito o segundo, conseguiu destruir um contra-ataque de 4 jogadores contra 2 defensores. Era só forçar um pouco a zaga da Chapecoense que a goleada poderia ser histórica. Mas vieram os três pontos, e isso que é importante.
A Chapecoense me preocupa: saí de lá com a firme impressão que os jogadores querem derrubar o técnico. Final de jogo, placar em 3 a 2, e não havia um volante sequer para pressionar a meia-cancha do Brusque. Silvio Bido, zagueiro de baixa categoria, tomou um baile de Lourival. E pra completar, Mauro Ovelha não deu muitas explicações da derrota. Fez treino com portões fechados para esconder o jogo. Aliás, não sei que jogo ele queria esconder.
E o Brusque segue em frente. Continua no G4, e tem jogo em casa contra o Atlético na quarta, time que continuo achando que irá cair de rendimento no restante do turno. Com duas vitórias fora de casa, o Bruscão teoricamente garante a classificação vencendo os dois jogos que tem como mandante (Ibirama e Metropolitano), podendo buscar fora de casa (Criciúma e Imbituba) uma melhor classificação. Um ouvinte me perguntou ontem se o Brusque tem time pra ser campeão. Respondi que não, falta muita coisa ainda. Mas se houver uma melhora a cada jogo, e a diretoria buscar reforçar posições carentes de reservas, a coisa pode mudar de figura.
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