sábado, 20 de fevereiro de 2010

César Sampaio, Angeloni, e o sonho de um novo Tigre

Com eleições marcadas para o início do próximo mês, os bastidores do Criciúma estão fervendo. Todas as discussões buscam um objetivo: trazer um fato novo que faça o clube sair da mesmice que se encontra, que faça dinheiro entrar nos cofres e que faça o Tigre voltar ao seu histórico de vitórias.

Sou do tempo que a Eliane patrocinava a camisa do Criciúma. Naquele tempo, dinheiro não faltava, pois o empresariado local empurrava o time. As vacas foram emagrecendo, e o clube viveu sob o comando de Moacir Fernandes por anos. Adorado por alguns, odiado por outros, acabou sendo substituído por Édson Búrigo, que conseguiu tornar-se uma "unanimidade negativa": a torcida queria a sua cabeça, e conseguiu.

A torcida do Criciúma está em festa: organizou um evento hoje em apoio ao nome do empresário do ramo supermercadista Antenor Angeloni, que reuniu-se com o presidente do conselho, Renato Bastos, e se mostrou muito disposto a colaborar com a formação de um novo clube, mas sem assumir o cargo de presidente. Ele já está no alto dos seus 75 anos de idade, e pode ser uma peça importante no processo, principalmente no contato com o empresariado local, voltando à época do engajamento total à vida do clube.
E o outro fato novo da semana foi a notícia de que César Sampaio, ex-jogador da seleção brasileira, poderia vir a ser o gerente de futebol. Pra quem não lembra, ele, junto com Rivaldo, com a empresa CSR, foi responsável por um processo de gestão do Figueirense no início da década passada, que acabou levando o time à Série A. Baseado nessa experiência, o torcedor criciumense enche-se de esperança. Mas não adianta trazer um gerente experiente se o clube não tem dinheiro. E precisa de muito, para sanar as dívidas, arrumar o Estádio e montar um time de futebol de qualidade. É um processo lento, que demandará de paciência. Que as eleições do Tigre tragam muitos fatos novos que façam a poeira sacudir.

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