segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Juventus: técnico desconhecido pega o Abacaxi

As informações que vêm dos cantos de Jaraguá do Sul são as piores possíveis. Vários problemas fora de campo, jogadores que vão embora e, agora, o terceiro treinador que assumirá o time na oitava rodada. A durabilidade média de um técnico no Moleque é de quatro jogos.

Voltando de Criciúma no domingo, eu ouvi na Rádio Guarujá uma entrevista do Marcelo Haviaras, ex-supervisor do Figueirense e que foi levado por Falcão para tocar o projeto do Juventus, no ano passado. Ele foi enfático em dizer que "o Juventus é um clube amador tentando ser profissional". Retrato perfeito de quem conhece o profissionalismo, tendo trabalhado na Série A.

O novo treinador tricolor é José Esdras Lopes (foto), de 52 anos. Sinceramente, não o conheço. A busca no Google apenas marca uma passagem dele como preparador físico pelo Botafogo em 2006 e outra pelo Avaí em 2007, quando o técnico era Alfredo Sampaio. E só. O clube chegou a tentar Suca, mas era esperado que o negócio não ia dar certo. A realidade financeira do clube é aquém dos seus concorrentes. Boa sorte pra ele, deve saber o tamanho do abacaxi que está encarando.

Fora de campo, as notícias continuam. Semana passada, informei aqui que a academia do clube foi totalmente recolhida, por falta de pagamento ao fornecedor. Nesta semana, um computador, que foi cedido pelo Fórum de Jaraguá para as audiências do Justiça Presente, simplesmente desapareceu. Por outro lado, o presidente Ildo Vargas, com as costas na parede, ameaçou inclusive abandonar o barco.

O Juventus segue a risca a cartilha de um time em queda livre para a Segundona. E, se duvidar, também fecha as portas.

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