Muita gente não deve saber quem Marcílio Krieger era. Mas o jurista catarinense, falecido na manhã desta quinta aos 71 anos de idade, foi um dos principais nomes do direito desportivo do Brasil.Se não esteve presente nos principais casos de "tapetão" no futebol brasileiro, ele era consultado. Frequentemente, as emissoras de TV recorriam a ele para esclarecer dúvidas que apareciam.
Natural de Brusque, advogado formado em 1963 pela Universidade Federal de Santa Catarina, é autor de várias obras enfocando a área do direito ligado ao esporte. Também colaborou com a Comissão Mista do Congresso Nacional nos debates em torno do Projeto Pelé, mais tarde convertido na Lei Pelé (Lei nº 9.615/98).
Foi auditor do STJD no Rio de Janeiro, palestrante-convidado das CPIs da Nike e do Futebol no Congresso Nacional, tendo participado de reuniões em Brasília e Porto Alegre. Marcílio Krieger também fez parte da comissão de juristas que elaborou o Código Brasileiro de Justiça Desportiva em 2002 e 2003, ao lado de Luiz Zveiter. No final do ano passado, ganhou uma obra em sua homenagem, escrita pelos professores Leonardo de Bem e Rafael Ramos, intitulado “Direito desportivo. Tributo a Marcílio Krieger”.
Morreu um catarinense que fez história no futebol. Não jogando, mas participando da mudança das Leis que regem o esporte, escrevendo belos artigos, questionando as atitudes dos dirigentes e criando polêmica contra as decisões, as vezes questionáveis, da justiça desportiva.
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