O empate no último lance do jogo vai dar ao torcedor do Metropolitano aquela impressão de que "quase deu". Mas o Joinville foi melhor na média, aproveitou um mau primeiro tempo do time de Blumenau, estabeleceu uma vantagem e classificou-se. Mas não foi fácil.Na primeira etapa, o JEC fez um abafa, e usou de dois buracos enormes do time do Davino: as duas laterais, principalmente a direita, de Nequinha, estavam completamente expostas, deixando com que o ataque do time da casa agisse por lá, que estava uma Avenida. O Metrô até criava no meio, mas não chutava a gol. E se não chutar, não faz. O Joinville foi mais competente, fez dois gols e encaminhou a vaga
Chegou o segundo tempo, veio o gol de Cristiano, que deu uma graça na partida, e Ramirez se fechou. Fez um retrancão daqueles, deixou o Metrô atacar como um doido e não conseguia engatar nenhum contra-ataque. O uruguaio abusou da sorte. Preferiu ficar lá atrás a continuar mostrando o bom futebol do primeiro tempo. Davino jogou o time mais a frente, com a entrada de Fuzuê, mas não foi suficiente. Seu time perdeu a vaga no primeiro tempo, onde comportou-se muito mal e acumulou um prejuízo grande.
Dois pontos a mais sobre o jogo: o JEC não fez uma grande partida, e correrá sérios riscos se repetir essa atuação na final. Já o Metropolitano precisa ganhar regularidade. Atuou com a sonolência da Ressacada no primeiro tempo e com a atitude do jogo do Augusto Bauer no segundo. Em campo, na chuvosa noite de quarta, deu a lógica.
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