sábado, 24 de abril de 2010

Clubes reclamam de perdas com o pay-per-view

Repercutindo ainda a reunião dos clubes que aconteceu ontem, em Imbituba, uma reclamação partiu de alguns clubes deste Estadual: as perdas financeiras que tiveram com os pacotes de pay-per-view.

Recentemente, em entrevista ao jornal "A Notícia", o todo-poderoso do Atlético de Ibirama, Ayres Marchetti, queixou-se de um bar que fica ao lado do Estádio do clube, que não cobrava entrada, vendia cerveja livremente e exibia os jogos pela Sky lá instalada. Em Imbituba, alguns clubes questionaram ao presidente João Nilson Zunino da possibilidade de cortar o sinal das transmissões para as cidades onde os jogos acontecem. Mas a máxima do pay-per-view é essa: pagar por um pacote adicional que lhe permita assistir aos jogos na cidade em que eles acontecem.

A verba arrecadada pelos clubes com a Globosat caiu: no primeiro ano, os direitos de transmissão foram vendidos por 600 mil reais, divididos igualitariamente entre os 10 clubes. Para o ano seguinte, a emissora fez uma proposta de 800 mil, mas os clubes propuseram uma participação em cima dos pacotes vendidos, o que rendeu cerca de 270 mil a serem divididos. Para o ano que vem, a divisão não deverá mais ser igualitária e será baseada no ranqueamento, o que é justo, já que quatro clubes tem todos os seus jogos transmitidos, enquanto os menores tem apenas oito.

É compreensível a reclamação dos clubes, mas é o sinal dos tempos. O PPV é um produto bom, que amplia a exposição dos patrocinadores e permite que os jogos do Estadual sejam assistidos fora de Santa Catarina. Há de se criar atrativos para que o torcedor prefira ver o jogo na arquibancada, do que pela TV. Mas com ingressos caros, em estádios as vezes sem conforto, e sem poder tomar uma cervejinha, a situação tende a complicar, já que vejo num futuro próximo que todos os jogos do Estadual tenham transmissão ao vivo, coisa que já acontece no Paulista e nos Brasileiros das Séries A e B. Quanto ao valor, vai do poder de negociação da Associação. É um valor muito pequeno se comparado com a TV Aberta.

2 comentários:

  1. O problema é o seguinte: quem vai definir os jogos dos chamados pequenos contra os chamados grandes?

    Nesse ano deixaram quase todos os jogos do BFC fora. Ruim para o Brusque, ruim para os patrocinadores.

    Se os caras preferem colocar jogos do Imbituba, Metropolitano e Ibirama, e deixar o Brusque fora, caberia uma pressão em cima desses safados que selecionam os jogos.

    ResponderExcluir
  2. To falando da TV aberta, é claro.

    ResponderExcluir