quinta-feira, 24 de junho de 2010

Au revoir, e agora, arrivederci

A França já está em casa, tentando curar as feridas da humilhante desclassificação da Copa. Olha que curioso: o governo francês entrou na briga, o ministro já quer derrubar a cúpula da Federação Francesa... Já pensou se isso acontecesse aqui?

Agora é a vez da Itália, eliminada sem vencer um jogo, na última colocação da sua chave. Eu fico pensando nos motivos e nas implicações da humilhação italiana em campos africanos. Já quero olhar um pouco pra frente. Partindo de uma avaliação, o time de Marcello Lippi é velho, sem uma grande renovação, e sem jogadores de criatividade no meio-campo. Seria Pirlo, que machucou, e virou Di Natale, que também não deu conta do recado. Mas a falta de qualidade do time também pode ser refletida na qualidade do futebol interno do país.

Longe de dizer que o Campeonato Italiano é de má qualidade, mas o volume de jogadores estrangeiros é tão grande que os "nativos" ganham poucas chances. Basta olhar a Inter de Milão, campeã nacional e europeu, que é praticamente um combinado Brasil-Argentina. Primeira coisa a mudar, que poderá ser polêmica e criar um efeito cascata no mundo: a adoção de critérios que garantam a participação de italianos no campeonato nacional. Os jogadores precisam entrar em campo para que ganhem qualidade. O efeito foi sentido na África e o futuro não parece bom, já que não há um quadro de renovação satisfatório no futebol da Bota.

Copa que segue, e o desenho do poderio sul-americano vai se concretizando. A composição das chaves das oitavas dá chances reais para que o quadrangular da Copa América aconteça: Brasil e Uruguai podem se encontrar numa das semi-finais, enquanto que a Argentina poderá deparar com Paraguai ou Chile no outro jogo. Más que tal?

Um comentário:

  1. foram mudar o regulamento... até alguns anos atrás só podiam 3 estrangeiros em cada time...

    ResponderExcluir