quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Neymar: falta família nessas horas

Quem nunca tomou bronca de pai aqui, levante a mão. Eu tomei.

O caso do Neymar, um moleque de 18 anos, que faz o que bem entende, não é reprimido e consegue vencer a luta de braço contra um treinador experiente, é um caso de fraquezas, no plural. Fraqueza de uma diretoria que vê o guri aprontando e não faz nada, e fraqueza da família, que deveria ser o disciplinador do moleque, recém-saído da adolescência.

Uns meses atrás, quando estive no Clube da Bola na RIC, um psicólogo estava conosco no programa, e tinha mesmo feito uma pergunta sobre o Neymar pra ele. O jogador tinha perdido um pênalti bisonho no primeiro jogo da final da Copa do Brasil contra o Vitória, numa cobrança de extrema displicência. E é notório que a esmagadora maioria dos jogadores de futebol têm origem simples, e ao verem os cifrões do mundo do futebol ficam ofuscados e descontrolados pelo glamour da coisa. E inclui-se aí a sua família, igualmente de origem simples e que não sabe controlar o filho. Lá na RIC, o doutor disse que Neymar, ainda mais pela idade que tem, merecia um intenso acompanhamento psicológico, para não "se estragar" como jogador. Ninguém o acompanhou. Ele fez contra o Avaí, contra o Atlético-GO e vai continuar fazendo, e vamos perder um grande jogador em breve, se algo de urgente não for feito.

Talvez tivesse sido bom ele ter ido pro Chelsea, onde jogam craques de todo o mundo e ele não pode fazer o que está fazendo no Santos. Quero ver se aprontaria lá, se não seria rebaixado ao time B, e dar adeus à Seleção.

Como todo funcionário que desrespeita a hierarquia, ele merecia punição, e nisso eu apóio Dorival Júnior. Mas a pressão de dirigente e agente é maior, e quando se acredita que o futebol brasileiro está se profissionalizando, aparece um exemplo desses. Mas gostaria de entrevistar o pai do Neymar pra saber o que ele anda falando pro filho em casa.

Nenhum comentário:

Postar um comentário