sábado, 16 de janeiro de 2010

Palpitando - 1a. rodada

Atendendo pedido dos leitores Cátia e Carlos, o blog vai dar uma de Mãe Dinah e palpitar os jogos do Campeonato Estadual. Vamos então aos prognósticos da primeira rodada:

Metropolitano x Juventus - Jogo deve ser fácil para o Metrô, que se prepara a mais tempo e, principalmente, tem mais time. Metrô 2 a 0.

Ibirama x Chapecoense: Jogar dentro do Hermann Aichinger é complicado, por diversos fatores. Mauro Ovelha enfrentando seu ex-time. Jogo pra Empate em 1 a 1.

Joinville x Criciúma: na Arena liberada. O Joinville é mais time que o Criciúma, que é desacreditado até pelo seu treinador. JEC 2 a 0.

Avaí x Brusque: o time do Suca sabe que vai enfrentar um time reserva, e que não pode dar vexame na estreia. Precisa vencer o jogo, mas acho que não vai dar. Mais um Empate em 1 a 1.

Figueirense x Imbituba: Não acho que vai ser essa moleza toda pro Figueira, que estreia um time contra um já montado. Mas mesmo assim vence. Figueira 1 a 0.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

JEC x Criciúma poderia ter portões fechados. PM acabou liberando

A bomba estourou agora de manhã. A Polícia Militar deu prazo até o meio-dia de hoje para que todos os laudos com o cumprimento das exigências feitas seja entregue ao comando em Florianópolis. Do contrário, a PM avisou que não vai trabalhar na Arena domingo, no jogo entre Joinville x Criciúma. O prefeito Carlito Merss esteve no final da manhã de hoje no Estádio, mas a Polícia se mantém irredutível.

Já no ano passado, em novembro, a PM fez uma série de exigências à Felej, entidade da prefeitura que administra o Estádio. Na segunda vistoria, dia 4, nada havia sido feito. E não é coisa pouca: houve a exigência da instalação de uma central de monitoramento, por exemplo.

Notícia atualizada: A Polícia Militar liberou a Arena Joinville para o Campeonato Catarinense, depois de muitas negociações e, principalmente pressão política. Vamos e venhamos: a Arena não é um estádio inseguro. Talvez a melhora da divisão da torcida adversária, mas não é nada que complique o contexto.

Mas quero chamar a atenção para a diferença das vistorias. A Polícia exigiu que fosse implantada na Arena um sistema de câmeras, e a montagem de uma sala de monitoramento eletrônico lá. Tudo bem, mas... exigiram isso também em Brusque, Ibirama, Chapecó, Jaraguá, etc.? Com certeza não.

Assunto encerrado, e tem JEC x Criciúma com promessa de grande público na Arena neste domingo.

Quanto custa transferir um jogador?

É bom trazer aqui no Blog alguns assuntos para esclarecer o funcionamento do futebol profissional por dentro.

Por exemplo: você sabe quanto é cobrado por uma Federação para que seja feita uma transferência?

Bom, primeiro é preciso explicar o processo. Se um jogador está registrado em outra Federação (vamos pegar um exemplo, o Viola, que está na Federação Carioca, já que seu último time foi o Resende), é necessário pagar uma taxa para que a funcionária lá simplesmente dê um "OK" no Computador para que o registro do clube em Santa Catarina entre no sistema da CBF.

Agora, o valor da facada, que pra clube pequeno é caro: transferências entre Federações custam 500 reais para cada liberação, exceto na Federação Gaúcha, que é presidida pelo catarinense Francisco Noveletto (natural da paradisíaca Pouso Redondo), que cobra apenas 150 reais. Em caso de transferências internas, entre clubes catarinenses, não há taxa.

Os clubes precisam mandar o fax para a Federação que quer a liberação já com o comprovante de depósito em anexo. Se não, vai ficar sem o jogador.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Eu no "Clube da Bola"

Recebi o convite do pessoal da RIC Record, e estarei participando do "Clube da Bola", que vai reestrear em novo horário, e de volta com uma hora de duração, no sábado, das 11 ao meio dia, para todo o Estado. Participarei dos estúdios de Itajaí.

Estarei lá falando do Brusque (e do Viola, claro), e das expectativas do Campeonato Catarinense. Conto com a audiência de vocês.

Bolas Oficiais do Catarinense estão em falta

Um problemão para várias equipes, a alguns dias da estreia do Campeonato Catarinense. Simplesmente, não se encontram as bolas oficiais da Penalty, do novo modelo "8 RACE", para os treinamentos. A Federação, que seria a "revendedora oficial" das bolas de jogo, não as têm para venda. O Brusque treina com bolas do ano passado. Uma loja de esportes de Blumenau tinha o produto, mas um clube chegou antes e arrematou o pequeno estoque. O Julimar Pivatto, do Correio do Povo me informou que o Juventus também não conseguiu as bolas oficiais para os seus treinamentos.

E aí, Federação?

Criciúma: desvio de seguro e jogador contratado por engano

A fase do Criciúma está terrível. Se dentro de campo o time não convence ninguém, nem mesmo ao técnico Itamar Schulle, fora dele a coisa está ainda pior. A imprensa sulista não aguenta má notícia em cima de má notícia.

Ontem, foi divulgado que a seguradora que cobre o complexo do estádio Heriberto Hülse pagou R$ 74 mil ao clube, como indenização pelo destelhamento das arquibancadas do lado do Colegião, destelhadas em novembro passado, em um vendaval. A grana seria para a reconstrução, mas não foi usada para isso. Segundo informações, o dinheiro foi desviado para o pagamento de outras despesas. E o Majestoso, que podia se gabar de ser o único estádio com todos os lugares cobertos para a torcida, voltará, por um bom tempo, a ter uma área descoberta, como era há alguns anos atrás.

E hoje, mais uma bomba: semana passada, o clube anunciou a contratação do lateral Elvis, de 23 anos, que veio do Juventude. Muito bem. Acontece que, a imprensa descobriu hoje que o Elvis contratado, não era o Elvis que a diretoria viu no DVD, deu pra entender? Contrataram gato por lebre.

E além do mais, o Tigre estreará no Catarinense com os salários atrasados. Isso que, o diretor de futebol disse que não traria ninguém se não pudesse pagar. Mas acabou pedindo calma de uma forma um tanto quanto, digamos, ingênua: "Tenho certeza que eles vão mostrar pegada. Eles entendem que o momento do clube é de dificuldades, e que a valorização virá com bons resultados". Então tá.

Catarinense 2010: Avaí

AVAÍ FUTEBOL CLUBE
Fundação: 1 de setembro de 1923

Cores: Azul e Branco

Estádio: Aderbal R. da Silva - 15.000 lugares

Presidente: João Nilson Zunino
Técnico: Péricles Chamusca

Ranking "BdR" 2009:
1o. lugar Catarinense 2009: Campeão

O atual campeão catarinense vive em lua-de-mel com o torcedor (se bem que o relacionamento abalou um pouco com o aumento das mensalidades) com os resultados conquistados em 2009. Vaga na Sul-americana, título catarinense, melhor colocação de um catarinense na história... Enfim, a administração de João Nilson Zunino, aliada à competência de Silas e do grupo, fizeram o ano passado ser especialíssimo para o Leão. Mas como todo clube que faz sucesso acaba sendo desmontado, é hora de remontar a estrutura, planejar tudo novamente, porque 2010 vem aí, e o clube vem com a responsabilidade de, pelo menos, repetir o ano passado.

O time do ano passado tinha a evidente marca do técnico Silas, que acabou indo para o Grêmio. Um elenco que tem uma identificação muito grande com um só treinador é até perigoso, pois há a possibilidade dele não funcionar com um esquema implantado por outro comandante. O Avaí fez uma aposta ousada, contratando Péricles Chamusca (foto), de 44 anos, que ficou um bom tempo no Japão, mas quando retornou ao Brasil, ajudou o Sport, onde ficou três meses, a ser rebaixado à Série B. A estrutura pra ele foi dada: pré-temporada em Gramado, a possibilidade de escalar um time reserva no início do Estadual, enfim... ganhou carta branca da direção. Vai ter que mostrar resultado, se não corre o risco de nem começar o Brasileirão.

O time perdeu peças importantíssimas, como Marquinhos, Leo Gago e William. Reforçou-se na medida do possível, com o goleiro Zé Carlos, ex-Criciúma, o retorno do meia Batista, que estava no Botafogo, do artilheiro Vandinho (foto) e do veterano Sávio, que, segundo as palavras do diretor Moisés Cândido, veio como opção de marketing para abafar a vinda de Viola ao Brusque. Marketing ou não, claramente o Avaí vai procurar no Estadual o jogador que faça o que Marquinhos fez no ano passado. Um jogador diferenciado do meio campo, de lançamentos precisos e que faça gols. É um item em falta no mercado, mas acredito que a fórmula de contratações do Leão para 2010 seja bem parecida com a do ano passado: antes do Brasileirão, haverá uma leva de reforços providenciada pela LA Sports, que vão reforçar o time na Série A. É esperar pra ver.

Desfalcado ou não, o Avaí é, sim, o grande favorito ao título estadual. Tem hoje uma boa estrutura, é organizado internamente e conta com um bom orçamento. Mesmo com os jogadores que perdeu, ainda tem o melhor elenco do futebol de Santa Catarina. Mas tudo isso passa, na minha visão, por um porém: o treinador. Péricles Chamusca não é um dos meus favoritos. O Bicampeonato catarinense dependerá das suas ações. E, assim como ele poderá dar a volta olímpica, ele poderá destruir tudo de vez, como fez em sua passagem no Sport.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Estádio do Sesi interditado por 30 dias

Fotos: Silvio Kohler / Stadion.com.br

A bomba desta quarta, recebi do pessoal da RIC de Blumenau: devido às fortes chuvas de hoje, o Estádio do Sesi, em Blumenau acabou sendo atingido, por causa de uma galeria próxima ao local. Com isso, o local está interditado por 30 dias, e o jogo do Metropolitano contra o Juventus, marcado para este domingo, acontecerá em outro local, ainda a ser divulgado.

Em 30 dias, o Metrô realizará 4 jogos como mandante: contra Juventus, Criciúma, Figueirense e Ibirama. Ou seja, o primeiro turno todo.

A situação é a seguinte: há uma galeria na frente do Estádio (segunda foto) onde se localiza o Posto de Informações Turísticas, que foi totalmente destruída nas Enchentes de novembro de 2008, e nada foi feito para resolver o problema. Com o volume de chuvas dos últimos dias, toda a água daquela região acabou caindo naquela galeria, e fez a água voltar justamente no campo e na pista sintética do Sesi, transformando tudo num piscinão.

O Metropolitano não joga no Sesi pelo menos nos próximos 30 dias, perdendo todo o turno do campeonato. A se cumprir o prazo, o time de Blumenau só volta a jogar em casa no dia 3 de março, contra a Chapecoense, pela 2a. rodada do returno. Há 30 centímetros de água, pelo menos, no gramado do Sesi. Nosso amigo Silvio Kohler, do competente blog Stadion, tirou as fotos acima do Sesi (e onde você encontra mais fotos). A possibilidade é que o jogo contra o Juventus, no domingo, tenha seu mando de campo invertido, indo para o Estádio João Marcatto.

Parabéns aos políticos. Demoram mais de um ano pra arrumar uma galeria, e acabaram ferrando com o futebol blumenauense. Vai começar o jogo de empurra pra saber quem é o culpado da obra não ter sido feita.

Atualização 14/01: Na tarde desta quinta, quando á agua baixou, descobriu-se que o gramado tinha imperfeições que podem ser consertadas a tempo do jogo contra o Juventus. Menos mal. Pelo menos o Catarinense vai começar na normalidade. Mas que tem político aliviado que a tal da galeria esquecida não ferrou com o Metropolitano, ah isso tem.

Catarinense 2010: Chapecoense

ASS. CHAPECOENSE DE FUTEBOL
Fundação: 10 de maio de 1973
Cores: Verde e Branco
Estádio: Regional Índio Condá - 16.000 lugares
Presidente: Nei Maidana
Técnico: Mauro Ovelha
Ranking "BdR" 2009: 4o. Lugar
Catarinense 2009: Vice-campeão


Hoje, em Santa Catarina, não se fala mais em "os quatro grandes de Santa Catarina". A grande maioria da imprensa fala em "os cinco grandes". Isso porque a Chapecoense conseguiu seu espaço nos últimos três anos, e hoje é o time que mais cresce no Estado. Fruto de um trabalho de união feito entre prefeitura, empresariado e os desportistas do Oeste. Para mim, existem alguns motivos para o sucesso do Verdão: o primeiro de todos: a pessoa responsável pelas contratações lá dentro entende do riscado. Não sei se é o Jandir Bordignon, mas tem a habilidade de trazer jogadores desconhecidos do grande mercado de boa qualidade. Daí, joga na mão do treinador e nessa mistura sai um bom time. A mão do prefeito também é importante. O clube arrumou apenas e tão somente 12 patrocínios na camisa (segundo Bebel Vieira, um recorde nacional), e garante um bom faturamento. Pra esse ano, vai conseguir até mais conforto para os jogadores: acertou um patrocínio com a Oceanair, que vai disponibilizar 32 passagens por voo a 62 reais o trecho, o que vai viabilizar o deslocamento para o litoral por via aérea. Em 45 minutos, o Verdão estará em Florianópolis.

O comandante permanece o mesmo: Mauro Ovelha (foto), ídolo em Chapecó e que levou o Verdão à Série C, no ano passado. Ele é o maior técnico revelado em Santa Catarina nos últimos tempos, e só falta uma coisa para o seu currículo: o título de campeão. Bateu na trave algumas vezes, e terá a sua disposição em 2010 o melhor time desde que aterrisou na Rua Clevelândia. É o time que menos perdeu jogadores, manteve uma sólida base, e é um dos favoritos por causa disso: um bom time, que não perdeu muitos jogadores, e ainda agregou bons reforços.

Para este ano, bons reforços. Se por um lado, a Chapecoense perdeu Arlan, Fabrício, Giancarlo, entre outros, chegaram o lateral João Rodrigo (Ex-Metrô e Avai), o meia camaronês Steve (ex-Avaí), a volta do zagueiro Morisco, depois de passagem pelo Vasco, além do meia Mazinho (ex-Brusque e Figueirense) e dos atacante Tuto e Cadú Mineiro (foto), que está retornando, que vão tentar fazer o torcedor não sentir falta de Bruno Cazarine, artilheiro no ano passado. O time reforçou bem.

A Chapecoense terá o ano da sua vida em 2010. Vai para a Copa do Brasil, onde enfrenta o Brasiliense na primeira fase. Enfrentará a Série C, numa chave dificílima, contra, provavelmente, Criciúma, Brasil-Pe, Juventude e Caxias. O prefeito fala em Série B, mas acho que o clube primeiro precisa assentar o pé na nova divisão antes de tentar um voo mais alto. Com as novas obras do Índio Condá e os planos da cidade de Chapecó, o Verdão tem tudo pra referendar a nova realidade do futebol catarinense deste ano. Agora, Chapecoense é time grande. Vamos ver se, com essa nova alcunha, ele vai fazer jus a sua nova condição. Dentro de casa já era difícil vencer. Agora, que vai viajar de avião pra jogar no litoral, ninguém mais vai reclamar de ficar horas e horas dentro do latão. Sem contar que a turma vai chegar descansada.

FCF cobra taxa de Jogo-treino do Brusque

Como todo mundo sabe, um jogo-treino não é considerado um jogo amistoso, tanto é que os times nem jogam com seus uniformes principais. Convenhamos, é uma tática usada pelos clubes, já que a gloriosa Federação cobra taxas normais de um jogo oficial, em caso de jogo amistoso.

Pois bem, pelo jeito acabou a mamata de quem quer fazer jogo-treino.

Soube agora há pouco, através do Giovane Ricardo, nosso setorista na Rádio Cidade, que a FCF mandou para Brusque uma trupe de fiscais que ficou na portaria fazendo uma contagem (logo, sem exatidão) do público que veio assistir à apresentação do Viola na sexta-feira, e o jogo-treino contra o Rio Branco-PR, na sequencia.

Olha o argumento: segundo o repórter, jogo-treino inter-estadual tem que ter cobrança de ingresso. A FCF cobrou um real de cada torcedor, que veio para ver o Viola descendo do helicóptero, e não o jogo treino.

Gostaria de saber se nos outros jogos-treinos que aconteceram por aí, se houve a mesma coisa. Daqui a pouco, vão cobrar taxa de treino coletivo.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Avaí tem o ingresso mais caro do Brasil

Acho que não precisa fazer pesquisa. Ontem o Avaí definiu o valor dos ingressos para o ano de 2010: a entrada mais barata custará sessenta reais, para as arquibancadas (atrás do gol, na descoberta, sem cadeira) e cem reais para as cadeiras (aí, um preço normal). Não achei nenhum outro estádio no Brasil que tenha o ingresso mais barato para adulto num valor tão alto. Acho que é o mais caro do país, tirando jogos da seleção, onde o valor chega aos cem reais.

Uma coisa é cobrar esse valor para um Avaí x Flamengo ou um Avaí x Corinthians, jogos que são atração para um bom público. Agora, sessentão para um Avaí x Imbituba, Juventus ou Brusque, afastam o torcedor do Estádio. O Atlético Paranaense, que tem um estádio de primeiro mundo, com cadeiras em todos os lugares, cobrará cinquenta neste ano.

Discuto muito a tese do "valor para se associar". Como bem disse o Luiz Alano hoje na CBN, o associar ou não é uma escolha de cada torcedor, de saber se o compromisso de ir a todos os jogos do clube encaixa no seu orçamento. Mas, de certa forma, o preço alto alija aquele torcedor esporádico, ou aquele que deseja assistir um jogo de futebol, ou até mesmo aquele torcedor simples, do povão, assalariado, de ir ao Estádio.

Será que, com um preço menor, não haveria uma quantidade maior de torcedores? Fica aqui aberto o debate.

Catarinense 2010: Joinville

JOINVILLE ESPORTE CLUBE
Fundação: 29 de janeiro de 1976
Cores: Vermelho, Branco e Preto
Estádio: Arena Joinville - 19.200 lugares
Presidente: Márcio Vogelsanger
Técnico: Sérgio Ramirez
Ranking "BdR" 2009: 3o. Lugar
Catarinense 2009: 3o. Lugar


O Ano Novo do torcedor do JEC foi muito bom, obrigado. Depois de sofrer por anos, chegar ao ponto de ver o seu time até ser rebaixado, o tricolor entra em 2010 sem um peso enorme nas costas: afinal, o título da Copa SC de 2009 deu ao time a vaga na Série D e a garantia de calendário neste ano. Agora, vai da competência da equipe em fazer essa vaga se transformar em acesso à Série C. O Joinville tem hoje uma diretoria que conhece do riscado, sabe contratar, e montou um time forte para levar o Estadual, e fazer a faixa da União Tricolor, que está de ponta-cabeça, e só vai desvirar em caso de título, volte à sua posição normal.

O planejamento do JEC do ano passado foi interessante. Mesmo após o fracasso no Estadual, onde foi ao quadrangular final e perdeu a vaga na Série D para a Chapecoense, a diretoria tricolor fez questão de manter Sérgio Ramirez (foto), de 58 anos, empregado pelo clube. Daí, ele começou a treinar as divisões de base no Estadual, e mapear a montagem do elenco profissional. Começou cedo a se preparar para a Copinha, onde era o maior interessado. Veio o título, e a Recopa a tiracolo. Apesar de eu não gostar muito de seu estilo, tenho que dar a mão a palmatória: ele está conseguindo fazer o JEC voltar a um caminho de vitórias de onde nunca devia ter saído.

Ramirez manteve uma boa base dos jogadores da Copinha para o Estadual. A esperança de gols recai mais um ano sobre o atacante Lima (foto), de destaque no ano passado, mas que acabou sumindo ao ir para o Bahia. Retornou para a Manchester e parece ter reencontrado o bom futebol. No meio-campo, está Claudemir, o motorzinho, junto com o excelente William. Novos reforços, como o lateral Chiquinho, o zagueiro Renato Santos, ex-Corinthians, mais os meias William Dadá, ex-Porto e Lira, ex-Marcílio Dias, compõem o grupo dos novos reforços do time.

Pelo sucesso na Copinha e pelo investimento feito, o Joinville é, sim, um postulante ao título. Mas vai ter que provar que merece. A impressão deixada na Copa Santa Catarina foi muito boa, mas claramente, a qualidade técnica lá era bem diferente. Ramirez e seus comandados precisam referendar a boa fase e brigar pelas primeiras posições e, principalmente, não pedir água na reta final. Sem levar um título estadual desde 2001, quando ainda jogava no Ernestão, o torcedor joinvilense sonha com a volta da hegemonia do clube no Catarinão. Pode ser esse ano.

Edson Gaúcho vira comentarista de rádio

Contratação curiosa no meio do Rádio do Sul do Estado. Após a demissão de Paulo Coutinho da Rádio Eldorado, na semana passada, a emissora dos Salvaro foi atrás de um novo membro para a equipe de esportes, a alguns dias do início do Campeonato Catarinense.

E ele estreou ontem no AM 570: o novo comentarista da Eldorado é Edson Valandro, o Edson Gaúcho, de 54 anos, ex-técnico do Criciúma em três oportunidades. Sua última passagem como treinador foi no Paysandu de Belém, no final do ano passado.

Gaúcho assume os microfones da Eldorado sob uma condição colocada em contrato: se aparecer uma proposta de algum clube, ele sai da cabine e desce para a beira do gramado.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Avaí x Brusque mudou: será domingo a noite

O campeonato mal começou e já aconteceu a primeira mudança de data do Campeonato Estadual. O jogo Avaí x Brusque, que seria o jogo de abertura do Catarinense 2010, foi remarcado a pedido da Polícia Militar, por causa do Planeta Atlântida.

Então, remarque na agenda: de sábado a noite, o jogo na Ressacada passou para Domingo, dia 17, as 19h30min.

domingo, 10 de janeiro de 2010

Catarinense 2010: Criciúma

CRICIÚMA ESPORTE CLUBE
Fundação: 13 de maio de 1947 (como Comerciário. O nome mudou em 17 de março de 1978)
Cores: Amarelo, Branco e Preto
Estádio: Heriberto Hulse - 22.000 lugares
Presidente: Edson Búrigo
Técnico: Itamar Schulle
Ranking "BdR" 2009: 5o. lugar
Catarinense 2009: 4o. lugar

O torcedor do Tigre está numa apreensão daquelas. Desanimado com o time, fica torcendo, esperançoso, pela volta dos bons dias. O ano passado foi de esquecer: após vencer o primeiro turno do Catarinense, fez uma campanha pífia no quadrangular final, mesmo com um ponto extra. Na Série C, sob o comando do péssimo Roberto Fonseca, mostrou um time limitadíssimo, que só não caiu para a D porque existia um tal de Marcílio Dias na sua chave, que conseguia ser pior, mas que conseguiu golear o Tigre dentro de Criciúma. Outra campanha ruim na Copinha, e a esperança de dias melhores em 2010. O ano não começou bem, com a derrota num amistoso para o São José-Poa e a demissão de cinco funcionários, dentre eles o gerente de futebol, Abel Ribeiro, contratado justamente para montar o time deste ano. Ficou a responsabilidade das contratações para Ervino da Silva Filho, o Preto, novo diretor de futebol, que é cheio de vontade, mas inexperiente no ramo. Esperava que o trabalho fosse em parceria, mas agora caiu no colo de alguém sem cancha. Situação complicada.

E quem está no meio desse turbilhão é o técnico Itamar Schulle (foto). Ele chegou por cima no final do ano passado, sem pressão nenhuma no resultado da Copinha, mas com a obrigação de montar um bom time para este ano. Mas não é ele quem contrata. Os reforços não vieram, o time continuou mal, e após a derrota para o Zequinha, ele chutou o balde, dizendo que "estava com os dias contados", e que "não adianta ter esperança, o Criciúma não é candidato ao título". Ele está com razão, e sabe que se os resultados não vierem no Estadual, a corda vai roer do lado mais fraco. É uma situação complicada: o diretor de futebol deixou bem claro que o time não tem dinheiro. Depois da péssima temporada passada, o número de sócios em dia despencou. Mas o Catarinense está por começar, e Itamar precisa juntar os cacos, ver os jogadores que estão chegando, juntar com os que já estão e ir pra briga.

O elenco está recheado de jogadores revelados na base, mas tem dois jogadores que eu queria no meio-campo do meu time: Éverton Cézar (foto), ex-Chapecoense, e Marcelo Moscatelli, com passagem pelo Joinville. O atacante Ronaldo Capixaba permanece, e informações vindas do sul mandam prestar atenção no também atacante Lucca. Reforços vem chegando a todo dia, como o lateral Elvis, o zagueiro Galego e o meia Murilo, que jogou no Avaí há 10 anos, onde acabou dispensado por indisciplina. Ele acabou peregrinando pela América do Sul, onde acabou demitido pelo boliviano Oriente Petrolero. Reapareceu no Majestoso, acima do peso. São atletas que chegam a granel à rodoviária de Criciúma, mas não aparece aquele jogador que dê uma alegria instantânea a torcida.

Eu concordo com Itamar Schulle. O Criciúma não é, definitivamente, um candidato ao título estadual. Posso queimar a língua depois, mas a declaração do treinador, que disse que os atletas preferem jogar no Toledo e em Ijuí a atuar no Tigre, mostra como está a situação. Está longe de ser um time para rebaixamento, mas busca a sua identidade. Busca achar um lugar ao sol e se reorganizar. Tantos problemas fora de campo refletiram dentro dele. O negócio é usar o Catarinense para estruturar o time para a Série C, onde provavelmente terá uma chave complicada, contra Brasil, Caxias, Juventude e Chapecoense. Lá, não dá pra bobear.
Atenção: A TVCOM deu a informação agora a noite de que Denílson, ex-Palmeiras, São Paulo e Seleção, estaria próximo de um acerto com o Criciúma. A aguardar os acontecimentos!

Juventus contrata goleiro Ex-Big Brother

Olha, não é Sávio nem Viola, mas Nazareno Silva deu um jeito de contratar um jogador famoso para o Juventus: amanhã, será apresentado no João Marcatto o goleiro Giuliano Ciarelli, de 31 anos. Não lembra dele?

Ele foi um dos participantes do Big Brother Brasil 5, no ano de 2005. Antes disso, chegou a jogar no time do Tubarão (onde foi treinado pelo Nazareno), e depois da sua aparição televisiva,chegou a jogar no Bangu e no Madureira. Está fora dos campos desde 2008. Se dedicava a uma loja de artesanato brasileiro (Xica da Silva), que tem em sociedade com seu Pai.

Iniciou sua carreira profissional no Guarani (SP), passando por Paulista (SP), Volta Redonda (RJ), Araçatuba (SP), Joinville (SC), Tubarão (SC), CFZ (RJ), Bangu (RJ) e Madureira (RJ). Em 2009 atuou como treinador de goleiros da categoria infantil do CFZ (RJ).

A contratação foi confirmada via Orkut, por uma pessoa ligada a Life Sports Assessoria & Negócios Esportivos, empresa que gerencia a carreira do atleta. A apresentação acontece nesta segunda-feira, dia 11, 17h, no estádio João Marcatto.

Um amigo torcedor do Juventus me disse: "Deus nos salve nesse Catarinão!"

Com informações do Avante Esportes!, por Henrique Porto.

O Catarinense economicamente perfeito

O Campeonato Catarinense começa na semana que vem, e gostaria de propor uma pequena reflexão neste post. Não é novidade para ninguém que tudo no futebol gira em torno do dinheiro. Muitos dirigentes (pra não dizer todos) reclamam da falta dele, para pagar o salário, para montar o time, para ampliar sua estrutura. O Catarinão que começa no próximo sábado é, para aqueles que não disputam o nacional das Séries A e B, o grande filé mignon. É onde o dinheiro entra. Para os outros, é um campeonato que não rende financeiramente, mas pega a questão da rivalidade regional. Santa Catarina é o único Estado onde a Capital não tem o total poder no seu campeonato local. Existem equipes no interior em condições de desbancá-la.

Bom, mas o motivo do post é outro: como tornar o nosso Catarinão economicamente perfeito, sendo um exemplo para o Brasil? São algumas sugestões, baseadas em exemplos que funcionam muito bem no mundo afora. Vamos à elas:

- Televisionamento sem exclusividade: Durante dois anos, em 2005 e 2006, o Catarinense tinha duas redes transmitindo: a Rede SC (hoje RIC) que passava um jogo na tarde de sábado, e a RBSTV, transmitindo jogos às quartas e aos domingos. Isso rendia aos clubes duas fontes de renda no televisionamento. Infelizmente, quando a Record comprou os direitos por três anos, de 2007 a 2009, tal prática acabou. Existem casos pelo mundo que provam que, onde não tem exclusividade, vem mais dinheiro. Tomamos por base os Estados Unidos. Lá, das quatro maiores redes, três transmitem o campeonato de Futebol Americano. Cada um tem seus jogos exclusivos, e sempre em TV Aberta. Se os ingressos do time da casa estiverem esgotados, a partida passa para a praça. Jogos do time fora de casa também passam em TV Aberta. Na Argentina, são três jogos seguidos nos domingos pro país inteiro ver. Por que não fazer isso em Santa Catarina? Por que os clubes não tomam a iniciativa de vender os direitos de televisionamento em pacotes, com envelopes fechados, que darão maior exposição em maior número de emissoras, e consequentemente, maior faturamento? O Pay-per-view não deixaria de existir, já que poderá exibir os outros jogos não transmitidos e garantir a exibição para fora do Estado, ou até onde a TV Aberta não pega. Nessas viagens que tenho feito pelo Estado, pude constatar que tem muita cidade que não tem repetidora ou o sinal é muito ruim. Minha cidade é um exemplo. Passou cinco quilômetros do centro, só quem tem parabólica assiste TV.

- Comercialização do Campeonato: Lá em 2000, a RBS comprou o campeonato por inteiro, sendo responsável, inclusive, pela venda dos ingressos. Abordei isso no meu Trabalho de Conclusão de Curso, naquele ano, onde tratei da visão do marketing esportivo aplicado ao Futebol Catarinense. Naquela experiência, a Globo tentou implantar um modelo que não funcionou muito bem na questão da bilheteria, mas trouxe uma ideia boa e inédita na época: a venda do campeonato inteiro a patrocinadores. Naquele ano, foram o Angeloni e a Portobello, que tiveram direito a placas nos estadios, tapetes atrás dos gols e até um gigante no centro do gramado. Depois disso, não aconteceu nada parecido. Apenas uma cota que a Federação vendeu para a Unimed no ano passado, obrigando os clubes a colocarem a placa no Estádio. Quanto os clubes levaram? Nada. É uma outra fonte de renda, que não vem sendo explorada em um campeonato que vai contar com atrações como Sávio e Viola, que vão atrair a atenção nacional.

- A Bola do Campeonato: esse é o caso mais grave, em que nenhum dirigente de clube sequer levantou um piu pra reclamar: a Penalty, que fornece as bolas para a disputa do Campeonato Estadual, tem contrato assinado com a FCF. Os clubes não ganham bolas, e precisam comprar novas a cada partida, ao custo aproximado de 200 reais cada uma. Eu pergunto: por que? Por que os clubes não assumem essa responsabilidade, já que eles são os donos da festa, vendem os direitos da bola a um fabricante, e além de levar uma grana, ganham as bolas para treinos e partidas? Há alguns anos, a FBA, que gerenciava a Série B, fez um contrato com a DalPonte, que além de repassar um valor, arrumou bolas para todos. Além do mais, de acordo com um dirigente de clube, a venda das bolas é feita pela própria FCF, que aliás, não tinha nenhuma em estoque, a uma semana do início do Campeonato. Ou alguém tenta achar em alguma loja, ou treina com as bolas do ano passado, como o Brusque tá fazendo.

São algumas sugestões, mas veja se não era possível conseguir mais dinheiro para melhorar ainda mais o nível técnico do nosso Campeonato, e ainda por cima tornar-nos um exemplo em marketing no futebol. Bom domingo a todos.