sábado, 23 de janeiro de 2010

Torcida da Chapecoense faz campanha "anti Gre-Nal"

Em outros tempos, a diretoria da Chapecoense, quando marcava seus jogos, ficava de olho nas partidas da dupla Gre-Nal, para que não houvesse coincidência de horários. A justificativa era que as partidas dos dois times grandes do RS tiravam o público do Índio Condá, que preferia ficar torcendo pela TV do que ir ao estádio.

E uma polêmica interessante vem sendo tratada em Chapecó desde ontem.

A situação é a seguinte: domingo que vem (31), acontecerá o clássico Grêmio x Inter em Erechim, cidade próxima a Chapecó, onde a grande maioria da população torce pela dupla, pelo Campeonato Gaúcho. Temendo que a partida pudesse esvaziar a Arena Condá no jogo contra o Brusque, a diretoria da Chapecoense negocia com a do Bruscão o adiantamento da partida para sábado (30). A diretoria do Brusque, por sua vez, somente aceita a alteração se o Verdão conseguir passagens aéreas ao preço promocional de 60 reais o trecho, assim como a Chapecoense paga dentro do seu contrato de patrocínio com a Oceanair. A explicação é simples: como o Brusque joga quarta contra o Joinville, teria que pegar o ônibus no dia seguinte, em caso de jogo marcado para o sábado, sem a possibilidade de fazer um treino. Se o jogo fosse no domingo, o ônibus sairia na sexta, como o planejado.

A tentativa da diretoria da Chapecoense em adiantar o jogo com o Brusque por causa do Gre-Nal revoltou parte da torcida do Verdão. No Orkut, foi criada a campanha "Brusque não aceita", para que a partida seja mantida para o domingo. Até emails para a diretoria do Bruscão foram enviados. O motivo: a Chapecoense, no momento em que se encontra, dentro de um grupo dos grandes clubes do Estado, não pode, segundo os torcedores, se apequenar e mudar o horário do jogo por causa de um clássico gaúcho. O time da casa criou uma identidade com o torcedor, e não é mais a segunda opção depois da dupla de Porto Alegre. Essa é a luta dos torcedores, em fazer do Verdão a primeira opção futebolística da população de Chapecó. Segundo eles, mexer no horário da partida por causa do Gre-Nal seria um retrocesso.

E particularmente, eu concordo em gênero, número e grau.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

A torcida pediu, Cascão renunciou. Tarde demais?

Há tempos venho ouvindo um coro na imprensa e na torcida do Criciúma, implorando pela renúncia do presidente Édson Búrigo, o Cascão. Não lembro de um movimento parecido no Estado que tenha resultado na queda do presidente. Hoje, visivelmente emocionado, Cascão entregou uma carta à imprensa, onde declarou seu amor ao clube, disse que estaria à disposição, e tudo mais. Ele tinha mandato até o final de 2011, mas o ambiente estava insuportável. Antes tarde do que nunca, Cascão dá ao clube a chance de criar um fato novo, que possa reestimular a comunidade a apoiar o Tigre, e buscar uma recuperação. Em aproximadamente um mês, teremos novas eleições.

Mas acontece que um campeonato está rolando, e em um mês já estaremos no segundo turno. Um clube sem técnico, sem presidente e sem dinheiro no meio do Estadual é um verdadeiro barco a deriva. O time é lanterna, com duas derrotas em dois jogos, e não se comporta nada bem em campo. A história parece muito com o Joinville de 2007, que sofreu com os mesmos problemas fora de campo e acabou rebaixado, mas beneficiado com a possibilidade de disputar o acesso na mesma temporada. Nada contra o Preto, diretor de futebol, mas suas declarações provam a sua inexperiência na lida com jogadores. Ele fala como torcedor e não como um dirigente. O Abel Ribeiro, que acabou demitido, era a voz da experiência nas contratações. A última tentativa de Cascão, nesta semana, foi a apresentação de um Clube de investimentos, mas a situação atual remete a uma pergunta óbvia: quem é o investidor que aplicará dinheiro em uma instiuição instável, agora sem presidente?

Traduzindo: muita coisa há de ser feita no Criciúma, e há pouco tempo para isso. Uma diretoria-tampão não irá tentar comprometer o caixa com caras contratações, e enquanto não sair o nome do novo presidente, a situação tende a permanecer inerte. E aí poderá ser tarde demais. Com o futebol que apresentou nos dois primeiros jogos, o Tigre é, sim, candidato ao rebaixamento.

Arena Condá também poderá ter cerveja de volta

Depois do sucesso obtido na justiça pela empresa que gerencia os bares da Arena Joinville, permitindo a venda de cerveja no Estádio, agora vem o efeito cascata. Informa o meu amigo Douglas Dorneles, da Rádio Chapecó, que a Tozzo Bebidas, empresa responsável pela venda dentro do Índio Condá (que é municipal, e logo, tem o bar terceirizado), também entrará com pedido de liminar no Fórum da cidade, para fazer com que a venda de cerveja seja liberada também em Chapecó. Tentará usar a decisão de Joinville como precedente para obter sucesso.

A FCF disse que seria moleza derrubar a liminar lá de Joinville. Até agora não conseguiu.

Um gol chorado, e uma vitória novelesca

O Viola é maluco. Só ele mesmo pra meter uma bicicleta, que acabou torta, mas deu certo. Acabou dificultando a vida do Wilson e caindo no pé do zagueiro Cris, que fez o gol da vitória do Brusque sobre o Figueirense por 2 a 1, aos 48 minutos do segundo tempo. Loucura.

Pra falar do jogo, é necessário constatar: a partida foi nivelada por baixo. Enquanto o Figueirense apresentava um futebol lento, burocrático e sem criatividade, apostando na correria dos laterais e em algum lampejo de Júnior Negrão lá na frente, o Bruscão tinha uma defesa sólida, que foi reforçada depois com a entrada do Luiz Henrique, e contava com dois laterais bons. Mas do meio pra frente, foi uma tristeza. De nada adianta o Viola lá na frente se não houver meias que façam a bola chegar lá. Com Valdo e Paulinho, não tem como.

O jogo passa pelo árbitro. Pelo que pude ver, Edmundo Alves do Nascimento anulou um gol alvinegro que a bola não saiu, deu um pênalti para o Figueirense e não deu um para o Brusque. Nos cartões, grande maioria para o time da casa. Eu acho assim: o Edmundo não é mal-intencionado. Ele é fraco mesmo. Por isso que nunca vai conseguir apitar um jogo de Série A. Com essas e outras atuações, vai ficar lá no futebol amador do Sul e em alguns jogos do catarinense. Mas os dois times tiveram que passar por isso.

E o Viola? Não fez gol, mas foi peça decisiva no jogo. Por mais que o técnico Renê Weber tenha negado, ele fez sim, marcação individual sobre o atacante veterano. Intercalando os jogadores, ele não deixou Viola respirar. Ele teve, antes de começar a jogada do gol, uma linda cabeçada no primeiro tempo para um milagre de Wilson.

Resumindo: O Brusque foi lá e anotou, com bolas aéreas. O Figueirense pouco chegou ao ataque, só com jogadinhas marcadas de João Paulo e Lucas. Junior Negrão, que seria o cara, estava apagado em campo. Fez o pênalti e só. O maior número de chances foi do só Brusque, e por causa disso, a vitória foi justa. O gol derradeiro foi sofrido, chorado, e de causar arritmia cardíaca em qualquer um. Mas há muito o que melhorar: sem meia-cancha, o time não funcionará. E somente Têti, que vai retornar ao time domingo, em Jaraguá, não vai resolver sozinho. William Gaúcho com a pior atuação do ano, Paulinho com suas invencionices, e Valdo com seu medo de jogar precisam ser sacados. Mas não há peças no elenco. Talvez seja hora de pensar em reforços para aquelas posições. De qualquer forma, o torcedor foi feliz pra casa. Domingo, vamos pro João Marcatto.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Uma degola, um empate e um líder

Assisti dois dos três jogos desta quarta. E quer saber? Não gostei de nenhum dos dois. Jogos de baixa qualidade. Aliás, estou com um pressentimento que esse Catarinense vai ter um nível abaixo da média. Tomara que a coisa mude de figura com o andar das rodadas.

A Chapecoense venceu o Metropolitano com dois gols entregues pelo adversário: um frango do João Paulo com um chute do Cadú Gaúcho do meio da rua e outro erro crasso do Amaral Rosa, que resultou no gol de Waldison. Melhor para o Verdão do Oeste, que se recuperou da derrota na estreia.

E o Atlético de Ibirama detonou a bomba dentro do Heriberto Hulse. O jogo em si não foi muito bom, mas o time do Gélson foi mais competente, meteu 3 no Criciúma e abriu de vez uma ferida que estava em vias de jorrar sangue. A torcida saiu possessa, e com razão. Mas há coisas que não entendo. Após o jogo, em entrevista à Rádio Eldorado, o presidente Édson Búrigo falou em contratar reforços urgentes para o time, e logo depois demitiu o técnico Itamar Schulle, que reclamou do time abertamente na imprensa, inclusive pedindo reforços. Primeiro o presidente fala em reforçar, e depois demite o treinador que tanto reclamou? Me parece que o problema está na sala de diretoria, isso sim. Parecem perdidos.

E numa pelada debaixo de chuva em Jaraguá do Sul, empate em um gol entre Juventus e Avaí. Alô Suca, técnico do Brusque: seu time tomou 3 de uma equipe que tomou abafa do Nasareno Silva? Não vi nada demais no Juventus, que tem um esforçado Ramon, mas não foi forçado pelo time B do Avaí, que provou que é limitado e perdeu a chance de ser líder. Mas como os titulares assumem o posto no sábado, os quatro pontos conquistados serão de valor.

Amanhã tem mais. Joinville tenso com algumas declarações do Ramirez contra o Imbituba do prestigiado Joceli. Depois tem a estreia do Viola no Brusque, contra o jovem Figueirense. Tomara que tenhamos jogos melhores.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Metropolitano ganha isenção de aluguel do Sesi

Depois de tantas vezes que a diretoria do Metropolitano reclamou dos custos de aluguel do Estádio do Sesi, em Blumenau, eis que hoje aparece uma boa notícia.

Pelo twitter, o diretor João Paulo Silva, que vem a ser filho do presidente Edson Pedro da Silva, deu a notícia: "A partir de agora o Metrô não paga mais aluguel para fazer futebol no SESI". Ou seja, o clube se livra de uma despesa salgada: segundo informações, são R$ 5 mil por jogo diurno e R$ 7,5 mil para jogos a noite. Uma baita economia. Segundo o Daniel Gonçalves, a Fiesc e o Sindicato das Indústrias Têxteis teriam conseguido algum tipo de patrocínio para arcar com o aluguel do Estádio, já que o Sesi não poderia simplesmente fazer a isenção.

Há muito se reclamava sobre o fato do Metropolitano ser "o patinho feio de Blumenau". Há uma mensagem do diretor Sandro Glatz e publicada no Blog do Fabrício Cardoso, do Jornal de Santa Catarina, que exprime bem isso. Fala das despesas que ultrapassam os R$ 20 mil por jogos em casa, faz comparações com entidades e obras em Blumenau e pelo Estado que contam com apoio público, e que não vêm para o futebol de Blumenau.

Pelo jeito, valeu em alguma coisa reclamar. Pode ser uma luz no fim do túnel para que Blumenau, principalmente a classe política, olhe o futebol com outra visão.

E em tempo: a prefeitura ainda não mexeu na famosa galeria em frente ao Sesi. Estão esperando outra chuva?

Palpitando - 2a. rodada

Vamos à segunda rodada de palpites. Fui bem na primeira. Vamos lá:

- Criciúma x Atlético Ibirama: Um venceu, outro tomou um saco. Não considero bons os dois times. Jogo pra empate em 1 a 1.

- Chapecoense x Metropolitano: O time do Mauro Ovelha precisa mostrar uma reação depois de perder em Ibirama. Vencer lá em Chapecó não é fácil, e pelo que estou informado, chove demais lá no oeste. Vou marcar um empate em 0 a 0.

- Juventus x Avaí: o time do Avaí é reserva, mas é bom. E terá a última chance de mostrar serviço antes que os titulares assumam a pasta. Nunca confiarei em times do Nasareno Silva, portanto cravo 2 a 0 para o Avaí.

- Imbituba x Joinville: O JEC vai usar o esquema de sempre: fazer um abafa no começo e ver se o Imbituba segura. Acho que o time do Ramirez vence, mas não com facilidade. Pra mim dá JEC por 1 a 0.

- Brusque x Figueirense: o pouco que vi de Figueira x Imbituba deu pra notar um time jovem, porém desentrosado. O Brusque conversou muito, tomou muita bronca, tem a estreia do Viola e não tenho dúvida que será outro time na quinta. Em 2009, o Brusque venceu 3 jogos e empatou apenas um com o adversário. Cravo Brusque 1 a 0, como ano passado.

Ah, uma cidade sem futebol...

Sinceramente, eu não me imagino morando ou trabalhando em uma cidade que não tenha futebol profissional, com aquele lance do dia-a-dia, as viagens, os longos pós-jogos, aquele clima que envolve um campeonato. Mas conheço bem a realidade de quem não tem essa possibilidade.

Curitibanos é uma cidade especial pra nós da Rádio. Lá é nosso ponto de parada, de descanso, nas longas viagens ao Oeste. É a terra do Xirú, meu companheiro de Rádio. Viajamos um dia antes, dormimos lá na casa da Dona Rosa, e de manhã cedo vamos ao destino. Se o cansaço bater, também pousamos lá no domingo, voltando segunda pela manhã. Lá não tem futebol. Tem futsal, no Ginásio "Onofrão", e a cidade inteira vai assistir. Como a cidade não tem outro atrativo, a gente vai lá ver um joguinho. A única Rádio AM da cidade, a poderosa Coroado, transmite de tudo: de campeonato de comerciários a amistosos de veteranos no campo da Agafi, onde o craque atende pelo nome de "Ari Zidane" e o bandeirinha usa um pedaço de pano numa mão, e na outra, segura um copo de cuba. E é assim em uma paulada de cidades. Não tem futebol profissional, mas se ver uma bola rolando, tá lá pra contar história. Mas não é pra mim. Quero uma cidade que tenha um time viajando pelo Estado e fazendo a gente ter alegria, ou sofrer.

Fico pensando como não anda a cabeça da torcida do Marcílio Dias a uma hora dessas. Acredito que, somente no momento que a bola rolou nesse Estadual, é que deve ter caído a ficha que o Marinheiro só vai jogar em agosto, lá na segundona. Vi fotos no "Diarinho" de torcedores que vão visitar o Gigantão sozinhos, para matar a saudade. As rádios locais transmitem o Campeonato Carioca em tubão, pra mostrar serviço. Mas o torcedor marcilista tem na cabeça de que o rebaixamento pode ter sido bom, já que uma nova diretoria assumiu, com uma nova ideologia, para fazer o futebol itajaiense voltar aos bons dias. Não chega aos pés da situação que vive Lages, importante cidade catarinense que não possui time algum nas três divisões do Campeonato Catarinense. Conta com um belo estádio, que está servindo pros jogos de várzea. Que saudade de fazer jogos do Inter lá com campo lotado...

Uma cidade sem futebol profissional não tem a possibilidade daquela torcida fanática para o time do seu município. Eu não viveria sim, mas os moradores de lá, exceto Itajaí, não veem tanta diferença. Será que prestam atenção na TV nos jogos do Campeonato Catarinense?

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Brusque repatria zagueiro Rogélio

O Blog teve acesso a informação de que o zagueiro Rogélio (Rogélio dos Santos Silva, 27 anos, 1,84m e 79kg) estaria sendo contratado pelo Brusque, após uma curta passagem pelo futebol paulista. A diretoria confirmou a informação no início da noite. O artilheiro do Bruscão na temporada passada está de volta, e com certeza será bem recebido pela torcida.

Depois da excelente passagem pelo Bruscão em 2009, Rogélio foi para o Juventude, onde era titular até a chegada do técnico Ivo Wortmann, que acabou o dispensando. Logo depois, foi para o Avaí, onde entrou em campo em alguns jogos da Série A, inclusive marcando gol contra o Atlético-PR. Deixou o Leão rumo ao Sertãozinho-SP, mas não vinha sendo aproveitado pelo técnico Márcio Araújo. Pra se ter uma ideia, seu nome não aparecia nem no site oficial do clube. O zagueiro está retornando ao clube que lhe deu uma excelente projeção.

E tomara que volte com a mesma boa forma do ano passado.

Ingressos para Brusque x Figueirense

A pedido da diretoria do Brusque, estou aqui divulgando o Serviço do jogo Brusque x Figueirense, nesta quinta, no agradável horário de 21h50min.

Os ingressos estão a venda na portaria do Estádio Augusto Bauer, e em mais quatro locais, até as 14h de quinta: Posto Havan, Posto Bissoni em Dom Joaquim, Posto Via Brasil em Águas Claras e no Posto Carol em Guabiruba.

Os valores são os mesmos do ano passado: Geral e Descoberta custam R$ 20, Coberta a R$ 30 e Cadeiras no valor de R$ 50.

Um debate diferente. Vale a pena assistir!

Em meio a várias atrações esportivas na TV Aberta e no Rádio,o Blog recomenda: um debate diferente, feito lá no sul do Estado, que é engraçado, irreverente e crítico. Estou falando do Rádio Criciúma Debate, que é exibido ao vivo todas as segundas, as 12h30min, no site http://www.radiocriciuma.com.br/, e que logo depois é disponibilizado pra quem quiser assistir a reprise.

Apresentado por Antônio Colossi, pelo torcedor número 1 do Imbituba, Bebel Vieira (veja a camisa do CFZ à sua esquerda) e Adriano Osellame, o programa é muito legal, falando sobre o dia-a-dia do Criciúma e comentando o Campeonato Catarinense, sempre com muita irreverência. Uma opção diferente pra ver a qualquer hora do dia.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Coberta ou descoberta?

O Blog recebeu do Alison Muller, advogado e torcedor do Juventus, uma reclamação acerca do jogo entre Metropolitano x Juventus, disputado no último domingo, em Blumenau.

Segundo ele, e outros torcedores jaraguaenses que já se manifestaram em diversas comunidades do Orkut, o ingresso para a torcida visitante no Estádio custou 30 reais, para arquibancada coberta (de acordo com o Alison, os guichês traziam a inscrição "Arquibancada Coberta para visitantes"). É o mesmo preço praticado para a torcida da casa. O ingresso comprado (foto) era para local coberto.



Acontece que os torcedores foram colocados em um local descoberto. A foto ao lado (clique para ampliar) mostra a cerca que divide as torcidas, localizada no limite da cobertura do Estádio do Sesi. Aí veio a chuva forte, e o pessoal de Jaraguá ficou encharcado. Se é local descoberto, tem que se cobrar preço de descoberta.

A matéria completa está lá no FutebolSC.com

Cerveja liberada na Arena Joinville

Uma interessante polêmica nesse início de Catarinense: segundo informa o "AN" de hoje, a venda de cerveja foi liberada na Arena Joinville ontem, na partida JEC x Criciúma. Segundo a matéria, a liminar foi obtida não pelo clube, mas pela empresa terceirizada que administra os bares do Estádio. A sentença foi dada pelo juiz Gustavo Aracheski, da 2a. Vara Cível de Joinville, derrubando termo de ajuste de conduta assinado entre Federação e Ministério Público, no final de 2008.

Não conheço a íntegra da decisão, mas, se tal liminar não for derrubada, vai criar um precedente para que os outros Estádios usem do mesmo expediente para liberar a venda de cerveja nas outras partidas. Os clubes, principalmente os menores, têm no bar uma grande, se não a maior arrecadação durante um jogo. Sem cerveja, o dinheiro é bem menor.

Particularmente, acho errado proibir venda de cerveja no Estádio. Mas como a Polícia e a Justiça não dão conta de encontrar e punir os irresponsáveis que causam problemas por aí, acham melhor tirar a geladinha do torcedor que vai lá para ter horas de diversão.

Avaí Determinado 3x0 Projeto de time do Brusque

Eu sou teimoso.

Teimoso em, mais um ano, acreditar que aquele time que sempre faz excelentes jogos-treinos, vai acabar sendo bom também no Campeonato. Sou teimoso em dar esperança demais, quando só podemos avaliar um time em jogos oficiais.

Caí do cavalo de novo. Saí da Ressacada profundamente preocupado com a apresentação do Brusque, diante de um bom time do Avaí, que mesmo sendo uma equipe B, jogou com muita determinação, motivação e objetividade, com atuações destacadas do volante Johnny, de Rodrigo Thiesen, do goleiro Renan e de Medina, que fez uma boa partida na meia-cancha, sua posição de ofício.

Resumir o Brusque na partida de Floripa? Vamos lá: uma ala esquerda que não apóia, dois volantes que não decidem quem sai pro jogo, meia cancha que não operou e um ataque que não rendeu uma só jogada (Valdo, de novo: brilha no treino, e se amedronta no jogo).

Prepare-se pro bombardeio que o time de Suca vai tomar na imprensa. Mas mereceu. O time desaprendeu por completo tudo que foi tratado na pré-temporada. Têti reclamou demais, acabou expulso, e ainda desmontou o meio-campo do Brusque pro jogo contra o Figueirense. Ah, mas o Viola vai estrear na quinta. Tudo bem, mas quem vai trabalhar no meio pra bola chegar nele?

O jogo foi basicamente assim: começo equilibrado, até que a barreira resolve abrir num chute fraco do zagueiro Gabriel, que enganou o goleiro Fabiano, que foi traído pelos seus companheiros que abriram a barreira. Depois, Daril não acompanhou Medina, e o Brusque tomou o Segundo, que combinou com a expulsão de Têti, que levou dois amarelos por reclamação. E no começo do segundo tempo, Gabriel subiu, na pequena área, sem marcação alguma (Luiz Henrique nem saltou) e fechou a conta.

Até quinta, muita água há por rolar. Mas o que vi na Ressacada foi aterrorizante. Um time que não funciona, que insiste em molas cansadas como Paulinho e Valdo, que tem um Viola por estrear mas perdeu a principal peça do meio-campo. Sei que a primeira rodada não serve para avaliar um time, mas os acontecimentos da noite de domingo na Ressacada foram muito marcantes. E ainda bem que é só a primeira rodada.