sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Viola está fora do jogo em Chapecó

Aqueles torcedores do Oeste que esperavam ver o atacante Viola na Arena Condá, vão ter uma má notícia: o artilheiro do Brusque no Estadual está fora do jogo de domingo, contra a Chapecoense. Ele sequer pega o avião para o Oeste, neste sábado.

Segundo o repórter Giovani Ricardo, da Rádio Cidade, que acompanhou o treinamento coletivo desta sexta no Augusto Bauer, Viola havia reclamado de "desconforto muscular". Valdo ocupou seu lugar no ataque, e jogará ao lado de Lourival. Já depois do jogo contra o JEC ele reclamou um pouco das dores, mas dizia que estava pronto para ir pra partida em Chapecó, já que o time iria de avião e não teria o cansaço da viagem. O técnico Suca disse que ele ficou fora devido a um "pisão" recebido na partida de quarta.

Mas tive acesso a uma informação um pouco diferente: haveria uma cláusula contratual que diz que Viola tem o direito de fazer uma viagem ao exterior durante o seu contrato. Segundo apurei, a viagem seria aos Estados Unidos, a negócios. Ele, inclusive, teria solicitado à direção do Brusque a antecipação do jogo contra a Chapecoense para o sábado. Ele nem estava no Estádio hoje. Resta saber se ele "usou" essa cláusula neste final de semana. Se está em contrato, o Brusque sabia disso.

A notícia boa do dia foi a liberação do lateral-esquerdo Valmir, que após 43 dias de espera, teve seu nome publicado no BID. Ele já treinou como titular e está confirmado para o jogo de domingo. Estreará contra o time em que foi campeão estadual, em 2007. Fez, inclusive, o passe para o gol do título contra o Criciúma.

Figueira mal, Atlético tem decisão

O jogo Figueirense 1 x 1 Atlético me permite duas análises. Posso estar pecando pelo excesso de zelo, mas ainda não vejo o time de Ibirama como esse time surpreendente que tanto leio nos jornais por aí. A partir de domingo, quando enfrentarão o Joinville, que vou tirar a prova dos nove. Aí posso queimar a língua e voltar aqui e escrever que estou errado.

Vejamos: o Atlético venceu a Chapecoense em casa na primeira rodada com um gol no final. É sabido que o time de Chapecó não está bem. Depois, venceu o Criciúma fora, que vive um terrível momento fora dos campos. Uma vitória contra o combalido Imbituba em casa, e um empate contra o bagunçado Figueirense, que perdeu chances. A tabela do Ibirama está colaborando, na minha opinião. O time do Gélson ainda não foi forçado, mas tem uma vantagem: se vencer mais dois dos cinco jogos que tem pela frente, estará classificado.

Já o Figueirense, bem... os quatro mil torcedores que foram ao Scarpelli assistiram o jogo de forma conformada. Sabem que o time é limitado, tem um treinador fraco e um depósito da Brazil Soccer que parece não ter futuro. O turno para o Figueira já foi, e digo mais, dando uma de Mãe Dinah: o Figueira não ganha do Metropolitano em Blumenau domingo, e se perder o clássico da rodada seguinte, onde o Avaí é favorito, Weber cai. Não haverá clima para um treinador que pouco, ou nada agregou ao time. É impressionante o jeitão de desinteressado que ele dá entrevista. Por isso que não deu certo no Criciúma e no Caxias.

A briga pelas quatro vagas no mata-mata do primeiro turno vai se definindo: Avaí e Joinville estarão lá, o Atlético está perto. Faltará uma vaga, com vários concorrentes, da turma dos seis pontos.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

JEC 3 x 2: Aposenta, Luiz Orlando!

Olha gente, quem lê esse Blog sabe das minhas restrições ao Luiz Orlando de Souza. Mas paciência tem limite, e ela chegou ao final. O árbitro cinquentão mostrou hoje que não serve mais para apitar um jogo profissional de futebol. E ambas equipes tem motivos de sobra pra reclamar. Que fique claro que o JEC mereceu a vitória, mas um árbitro como esse não reúne as menores condições.

O Brusque reclama muito de uma falta em Têti, que originou o primeiro gol do Joinville. Depois, uma sequencia de faltas marcadas sem critério. Lima, por exemplo, abusava de agarrar a marcação e nunca era punido. Mas o pior veio depois: a expulsão de Daril, e diga-se se passagem justa, foi compensada no início do segundo tempo, da pior forma possível: o zagueiro Lacerda fez a falta em Dênio, mas quem tomou o amarelo, que resultou em expulsão, foi Paulinho Dias, que não participou em nada pro lance. Além do mais, Luiz Orlando rasga as regras do futebol, ao utilizar de sinais completamente diferentes do que o livro de regras orienta. Ao invés de mandar o jogo seguir em uma falta não marcada, ele tira sarro do jogador. Isso não pode. Pra terminar, ele deu apenas três minutos de descontos quando o jogo marcava 3 a 2, com meio time do Joinville se atirando no chão pra ganhar tempo. Isso tem uma razão: medo. Medo de se complicar com um empate que poderia chegar.

Vamos ao jogo: o Brusque jogou, sim, de igual para igual para o Joinville. Mas errou quando não devia. O erro crucial aconteceu no segundo gol, quando o goleiro Fabiano e o zagueiro Marcelo se enrolaram em um lance banal que Cris aproveitou e marcou. Ali, sim, que as coisas se complicaram por completo. Com Rogério Souza bem abaixo do que rendeu domingo e um meio que não funcionou bem, o jogo do Brusque não entrou. O JEC venceu o jogo em um lance de arremesso lateral e um contra-ataque, no primeiro e no terceiro gol.

Mas chegou ao final, e o JEC com a sua já famosa queda de produção no final da partida, deixou o Brusque gostar da partida. Bola enfiada de Paulinho e gol do Viola. Depois, um pênalti, e mais um gol do camisa 9, entrando na briga pela artilharia do campeonato. Se o "ganso" não tivesse dado apenas três minutos de acréscimo, um milagre poderia acontecer. Mas não aconteceu.

Daril não joga domingo, entra Sérgio, que jogou abaixo da média. A viagem aérea do sábado seria terrível com o 3 a 0, mas vai ser bem mais esperançosa com o 3 a 2. Há o que melhorar para enfrentar a Chapecoense, que sofreu pra ganhar do Juventus que tomou cinco lá em Jaraguá. Jogar no Oeste não é um bicho de sete cabeças. E dessa vez, não vai ter viagem longa como desculpa. O negócio é trabalhar.

E pra terminar: APOSENTA, LUIZ ORLANDO!

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Fernandes, craque e azarado

Além de ser um dos maiores craques da história do Figueirense, Fernandes era ansiosamente esperado no time de Renê Weber. A camisa 10 do alvinegro estava esperando por ele, para arrumar o setor de meio-campo, que anda pobre e sem inspiração.

Mas ele, que já tem um histórico bem polpudo de lesões, acumulou mais uma hoje. Numa dividida no treinamento, fraturou a clavícula. Mínimo de dois meses fora. Praticamente fora do Estadual.
Vai ser azarado assim lá na casa do chapéu. Joga muito, é esperado, mas na hora H aparece um problema desses. Essa noite foi daquelas que chocam o torcedor do Figueirense. Mais uma vez, terão que esperar um bom tempo para ver seu principal ídolo em campo.

Fernandes, aproveita a parada e vai se benzer.

Descoberto derrame de ingressos falsos em Brusque x Figueirense

A diretoria do Brusque colocou a situação à imprensa da cidade hoje: foi descoberto um grande derrame de ingressos falsos de descoberta na partida Brusque x Figueirense, na última quinta-feira. Segundo o presidente do Conselho Deliberativo, Dr. Célio Camargo, a suspeita partiu a partir do momento que o borderô da partida registrou apenas 252 torcedores no setor da torcida visitante, localizada atrás da arquibancada descoberta, na Av. Beira Rio, que tem uma bilheteria em separado. Claramente, haviam bem mais torcedores alvinegros presentes. Segundo Camargo, foram encontrados mais de 100 ingressos falsos.

Os ingressos são padronizados, impressos e cedidos pela Federação Catarinense de Futebol, e são fáceis de falsificar. Na correria da entrada de um estádio, a conferência fica complicada. A Polícia já iniciou as investigações, e trabalha com duas possibilidades: que um cambista teria feito a venda dos ingressos falsos à torcida, ou ainda que os próprios torcedores possam ter feito e adentrado ao Estádio com as entradas falsificadas.

Esses novos e velhos árbitros...

O Catarinense de 2010 está sendo marcado pela polêmica em relação a arbitragem. Não tem uma rodada que escape. É pau em cima da arbitragem, que comete erros que mudam panoramas de jogos ou completa falta de atenção, como dois cartões amarelos para um mesmo jogador.

E nesse ano, temos gente nova no pedaço. E eles estão sentindo o peso de serem colocados na berlinda.

Nomes como Raimundo da Luz Nascimento, Carlos Eduardo Arêas (criticado pelo pessoal de Joinville), Luiz Carlos Pereira (defenestrado pelo pessoal de Imbituba) e Ronan Marques da Rosa tiveram sua chance e, pelo que parece, estão pressionados.

Juntemos a Edmundo Alves do Nascimento, Jefferson Schmidt, Zé Acácio da Rocha e asseclas, que vem colecionando erros nas primeiras rodadas do campeonato.

Outros árbitros acabaram "rebaixados", voltando à condição de assistentes, caso de Josué Lamim e Marco Antonio Martins, este último presidente do Sindicato. José Nazareno Marcelino está fora deste ano, e sua esposa, Eloísa Martinello, mal posicionada, anulou um gol do Figueirense contra o Brusque em que a bola sequer tocou na linha de fundo. As mulheres também estão na berlinda, como a assistente de Figueirense x Imbituba, que viu um impedimento inexistente do time visitante com o jogo em zero a zero.

Estamos em um momento perigoso de transição. Os novos não dão conta do recado, os mais velhos continuam errando, e a FCF insiste em Luiz Orlando de Souza, que, aos 50 anos de idade apita mesmo tendo passado da idade-limite imposta pela Fifa.

O futuro do Campeonato Catarinense em relação a arbitragem é tenebroso. Todo mundo está errando. Temo por mais confusões até o final, quando a disputa esquentar.

Muita gente reclamava do Wagner Tardelli, mas ele era o único que conseguia controlar um jogo. Os outros, pressionados, ficam soltando cartões com um critério absolutamente estranho.

Dançando conforme a música

Colaboração do Henrique Porto. Charge publicada no "Correio do Povo", de Jaraguá, hoje:

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Camisas do Brusque com defeito serão trocadas

Atitude sensata e digna de palmas da diretoria do Brusque e da Fanatic, fornecedora de material esportivo do clube.

O primeiro lote de camisas que foi entregue nas lojas, na semana passada, apresentou dois defeitos: um patrocinador (Lemus) que ficou em uma posição atrás da camisa que seria coberta no caso do uniforme ser colocado dentro do calção, e o polêmico ano de fundação da cidade: o selo estampado em uma das mangas do uniforme coloca o ano da fundação de Brusque como 1960 (foto), quando aconteceu um século antes.

Diante disso, o presidente Danilo Rezini deu a notícia. Na semana que vem, quem comprou a camisa do lote defeituoso poderá trocá-la sem ônus algum, na loja em que comprou. E mais: quem quiser ficar com a camisa com o problema, e estiver interessado em comprar o segundo uniforme, terá 50% de desconto.

Atitude que deveria ser copiada por outros clubes.

A torcida venceu: Chapecoense x Brusque será no domingo

A grande movimentação da torcida da Chapecoense, que não queria que o jogo contra o Brusque fosse antecipado para sábado, deu certo. A diretoria do clube do Oeste confirmou que o jogo do Índio Condá está mantido para o horário original, domingo as 17 horas.

A ideia do presidente Nei Maidana, de trazer o jogo para o sábado para fugir do Gre-Nal em Erechim (que acontece as 19:30) e ainda ajudar o Brusque a comprar passagens de avião mais baratas pegou muito mal em Chapecó. Li até o Fernando Doesse no seu Blog falar em uma "ideia de jerico". Tá certo que grande parte cidade é gremista e colorada, mas remarcar um jogo por causa de uma partida do Campeonato de outro Estado é ferir o clube, que luta justamente para que a Chapecoense tenha identidade própria dentro da sua cidade.

E o Brusque vai de busão, na sexta.

domingo, 24 de janeiro de 2010

A goleada de um time que achou o caminho

Nem o mais otimista torcedor do Brusque esperaria tamanha facilidade. Depois da série de problemas apresentados contra o Figueira, eis que Suca muda o esquema e... ele funciona perfeitamente. Os 5 a 0 contra o Juventus fizeram o time subir cinco posições na tabela, chegar a terceira colocação, com o melhor ataque do campeonato, junto com o Ibirama.

Basicamente, o time foi montado assim: com a estreia de Rogélio, suca armou um 3-5-2, com uma linha com ele, Cris e Marcelo. Rogério Souza ficou livre para atacar pela ala, e fez o seu melhor jogo no Estadual. Têti articulou no meio, e Lourival encaixou bem como parceiro de Viola. O primeiro tempo foi de muita pressão e toque de bola, que fazia o time chegar na cara do gol. Faltava a bola entrar, e Viola recebeu cruzamento do Lourival, fazendo 1 a 0 e abrindo a porteira.

Depois vieram um gol do Pereira, dois do Rogério Souza e um do Lourival, lacrando o caixão. Um ouvinte ligou na rádio hoje falando que o Brusque "bateu em bêbado". Discordo. Eu vi o jogo com o Avaí e achei o Juventus bom. Acontece que, definitivamente, o Brusque foi outro time. A partir desta partida, vou apagar os jogos contra Avaí e Figueirense. Vou considerar o início do Estadual no jogo do João Marcatto. Então, a analisar como a equipe renderá contra o JEC, na quarta, e em Chapecó no próximo final de semana. Agora sim, temos um time de futebol

Ah, e uma última: Rogério Souza joga muito. Não sei o que Sérgio Ramirez viu para demiti-lo e liberá-lo ao Brusque. Acho que ele vai jogar em dobro na quarta, contra seu ex-time.

Chapecoense perde pra si própria. Tigre agoniza

Os dois jogos que abriram a terceira rodada mostram que, nesse começo de campeonato estadual, vitória por 1 a 0 é goleada. E outra curiosidade: já notaram quantos jogos estão sendo definidos nos momentos finais? Ontem, foram mais dois. Avaí e Metropolitano venceram Chapecoense e Criciúma por 1 a 0.

Sem enrolar muito: O Avaí venceu a Chapecoense com um gol de pênalti, que pra mim, existiu. Pode até ter havido uma aumentada do Medina, mas o toque do Badé houve. Na verdade, e os companheiros de imprensa do Oeste concordaram, foi aquele jogo que o Verdão perdeu pra ele mesmo. Teve jogador a mais por um bom tempo em campo, perdeu chances (o atacante Tuto, que veio como esperança, está decepcionando), e foi penalizado no final. E Mauro Ovelha, que continuo achando um excelente treinador, mostrou uma faceta sua que precisa ser arrumada: a teimosia. Mesmo com um jogador a mais, não abriu mão da sua linha de três zagueiros. Mas é um bom time. Mas se quiser ir longe, vai ter que marcar pontos fora de casa.

E em Blumenau, um jogo que merecia ter uma penca de gols, mas acabou tendo um. No final do jogo, gol de cabeça do zagueiro Rafael (o Criciúma reclamou de impedimento, que não houve), e o Metropolitano chegou aos 6 pontos, o que é resultado normal. O Tigre, que até tem alguns bons jogadores no elenco, tentou se motivar para a partida em Blumenau. Mesmo com salários atrasados, o elenco se fechou e não amoleceu. Mas eu sinto que o time começa a ter um tipo de "bloqueio psicológico", que já aconteceu, por exemplo, com grandes times na Série A: lembra do Palmeiras que foi rebaixado, que tinha Marcos, Zinho e cia? Caiu com um time qualificado, mas quando a fase não é boa, tudo conspira de forma contrária. Veja o caso do garoto Lucca, expulso no fim da partida. Para o Criciúma, que só terá um novo presidente no returno, o negócio é ir brigando. Tem o Avaí na quarta, e nada como uma vitória contra um histórico rival para tranquilizar. Agora é contigo, Wilsão.

Ah, e sobre o Metropolitano: Trípodi não pode ficar de fora desse time. Tá certo que foi o primeiro jogo, e talvez seu condicionamento não estivesse 100%. Mas o time do Davino é ele e mais dez.

Estou indo pra Jaraguá. Até a tarde.