sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

JEC fez o dever, e um jogão no clássico

Dois bons jogos nesta quinta, de dois times que estão na parte de cima da tabela.

O Joinville passeou sobre o Metropolitano. Venceu por 3 a 1, poderia ter vencido de mais, mas acabou esbarrando na barreira de João Paulo, enquanto esteve em campo (saiu da área de forma infantil e acabou expulso, não precisava ter feito aquilo). Mas o dever de casa foi feito, e o JEC do Ramirez garantiu a sua classificação.

Agora, o clássico foi um jogão. O Figueirense foi pra cima do Avaí, literalmente empurrado pela massa. Era sabido que a qualidade técnica do alvinegro era aquém do ideal, mas a forma louca que foi pro ataque após o gol do Avaí, marcado por Rudinei no início, deu resultado, com dois gols e o placar de 2 a 1 no intervalo.
No segundo tempo, o jogo continuou bom, mas o Figueira pecou: ficou na defesa tempo demais, esperou o Avaí, que gostou da situação e foi para o abafa. Lá pelos 35, teve um pênalti claro em cima do Gustavo não marcado pelo Célio Amorim. Mas aos 45, aconteceu outro penal corretamente marcado pelo árbitro. Gol do Leonardo, e placar justo no Scarpelli, pelo domínio dos dois times em cada um dos tempos. O Figueira deu adeus ao turno, enquanto o Leão tem domingo contra o JEC um confronto direto pela briga da frente do turno do Estadual.

Mas foi um jogão digno de um clássico.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Depois de reunião, Suca está "prestigiado" no cargo

Depois de três reuniões, uma depois do jogo de ontem que terminou as 2 da madrugada, outra na manhã de hoje entre os diretores, e mais uma no fim da tarde de hoje com o técnico Suca, a diretoria do Brusque resolveu permanecer com a comissão técnica, pelo menos até o jogo de sábado, contra o Criciúma. O presidente Danilo Rezini usou aquele famoso termo que quem conhece futebol sabe o que é: "o técnico Suca está prestigiado pela diretoria".

Se a diretoria resolveu assim, beleza. Não falamos mais no assunto e vamos pro jogo de Criciúma. Agora, foram reuniões e mais reuniões feitas, para não mudar nada. Deverão haver dispensas na semana que vem, e novas contratações virão. Mas nada que mude o cenário do time para o jogo do Heriberto Hulse.

Agora, se o presidente disse que Suca está prestigiado, é sinal que mudanças deverão acontecer se o Brusque perder para o Tigre. Se bem que eu acho que o problema, definitivamente, não é treinador.

Torcida critica RBS em Criciúma x Chapecoense

Primeiro, quero dizer que não assisti o jogo Criciúma x Chapecoense pela RBS, pois estava no Augusto Bauer. Mas recebi muitas manifestações de torcedores de todo o Estado criticando severamente a transmissão do jogo do Heriberto Hulse. Se alguém quiser dar o relato do que viu, use a área de comentários.

Dizem que perderam lances importantes, que a tela ficou congelada por vários momentos da partida. Um dos telespectadores me relatou que, se somados os tempos das paralizações de transmissão, cerca de cinco minutos do jogo não foram exibidos.

Não sei se foi problema de transmissão - que pode ser feito tanto pelo satélite quanto pelo link da RBS de Criciúma - ou de geração, mas pra mim deixa uma coisa bem clara: língua não tem osso. A FCF e a RBS criticaram tanto a Record por causa de falhas de transmissão, que acontecem nas melhores famílias, faz parte de qualquer transmissão ao vivo. Agora, que aconteceu com eles, com uma penca de gente reclamando da qualidade do sinal, duvido que vai ter reclamação de alguém da Federação.

Ah, e domingo tem uma boa: claramente, o jogo da rodada vai ser Avaí x Joinville, na Ressacada. mas a TV jogou a partida pras 19h30min, enquanto o torcedor em casa vai assistir Juventus x Figueirense as 17h, que não vale absolutamente nada. Só porque o jogo não passaria em Florianópolis. Enquanto isso, lá no Carioca e no Paulista, os jogos acontecem na capital com transmissão pra praça. E aqui não pode.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Atlético passeia no Augusto Bauer

Outro dia, escrevi que o campeonato era baseado em muita irregularidade. A vitória do Atlético de Ibirama sobre o Brusque foi mais uma prova disso. Mas uma atuação tão patética do time do Suca, eu não esperava. O Atlético foi mais time, tomou conta das situações e venceu ao natural, não há discussões.

Do meio pra frente, o Brusque não funcionou. Teti não criou, e Viola quase não tocou na bola. Na ala direita, sem Rogério Souza, Suca colocou Paulinho, com aquelas jogadinhas previsíveis e aquele corre-corre sem direção. Sem quem segurasse a posse no ataque, a defesa acabou sobrecarregada, e em dois contra-ataques o Ibirama foi lá e conferiu, com Antonio Carlos e Maurício, o Fofão. Sim, o Brusque tomou um gol do Fofão em contra-ataque. Sem comentários.

O Atlético encaminha sua classificação para o quadrangular do turno. O Brusque vai ter que vencer mais uma vez fora de casa (onde reaprende a jogar de forma incrível), dessa vez em Criciúma, para tentar mais alguma coisa. Mas hoje, se provou que tudo o que aconteceu em Chapecó foi um sonho. Vamos colocar os pés no chão: há muito o que melhorar. Sem Rogério Souza em campo, o time não anda na ala direita. Logo, é comprovado que o time do Brusque completo é um, mas quando começa a usar o banco, é definitivamente outro.

O Metropolitano agradece, e agora o Brusque terá que correr atrás do prejuízo. E é bom tomar cuidado, porque a distância pra turma de baixo é pequena.

Em ritmo de segundona: levaram a Academia do Juventus

Um torcedor entristecido do Juventus colocou no orkut sua mágoa: foi visitar o Estádio João Marcatto ontem pela manhã e encontrou um caminhão carregando todos os equipamentos da academia de ginástica do clube. Ao perguntar aos funcionários a razão, não teve resposta.

O Blog apurou que tal academia foi comprada no ano passado, quando Falcão, o do futsal, era o gestor do clube, na Divisão Especial. Acontece que tais equipamentos não foram pagos, e o dono anterior encostou o caminhão pra levar tudo.

Aliás, ouvi várias reclamações sobre a passagem de Falcão pelo Juventus. Existem jogadores, caso do Lourival, que está no Brusque, que não recebeu tudo o que o clube deve.

Até agora, o Juventus segue à risca a cartilha dos times fadados ao rebaixamento.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Viola, poupado, passa mal em jogo beneficente em São Paulo

Essa notícia foi descoberta por um torcedor que ligou na rádio depois do jogo de Chapecó. E é uma notícia grave. Viola participou de um jogo amistoso entre os Masters do Corinthians e o time amador do ADC Valtra, em Mogi das Cruzes, no domingo de manhã. Ele estava poupado do jogo contra a Chapecoense para se recuperar de um princípio de lesão muscular. Segundo o preparador José Lummertz, no seu twitter, ele não foi ao Oeste para descansar, e para evitar que sua musculatura viesse a "estourar".

O site "MogiNews" trouxe no sábado a manchete confirmando a sua participação na pelada. No domingo pela manhã, com cerca de 8 mil pessoas no Estádio, Viola entrou em campo. Não ficou muito tempo em campo, e acabou deixando o gramado vomitando e foi encaminhado ao hospital. De acordo com o técnico Suca, foi acometido de uma virose. Ele declarou ao "Mogi News" que "Infelizmente não consegui atuar bem aqui por conta deste problema". (Veja aqui a matéria do jogo)

Vamos aos fatos: primeiro, que Suca e a diretoria não sabiam desse jogo, pois sustentaram durante todo o final de semana que Viola estaria descansando para estar OK para o jogo de amanhã contra o Ibirama. Aliás, eu ouvi duas versões: Lummertz disse que era lesão muscular, e Suca declarou na Rádio Cidade que foi um pisão que levou. Ou pode ser que sabiam desse jogo, e acabaram inventando essa lesão. Aí já não dá pra entender mais nada.

Tá certo que o ambiente no clube é bom, e que o jogo contra o Ibirama é importante. Mas se eu fosse diretor do clube, não aceitaria que um contratado, que alegou lesão e que seria poupado para um importante jogo, participasse de um jogo de másteres no interior de São Paulo. E se ele estivesse em um time grande, teria essa regalia? A notícia já está correndo o país, e o Brusque vai ser corneteado, pode ter certeza disso. Tenho certeza que a Havan, que está bancando o seu salário, também não sabia dessa "escapada". Viola gosta de falar, e com certeza vai achar uma desculpa. Mas contra fatos não há argumentos.

Sobre a viagem para o exterior, vou explicar detalhadamente: há sim, no seu contrato, a previsão de uma viagem para os Estados Unidos em fevereiro. Lá, Viola inaugurará uma academia que possui próxima a Nova Iorque (veja aqui o site da academia). A previsão desta viagem é entre os dias 10 e 28 deste mês. Acontece que no dia 13, sábado de carnaval, o Brusque faz em Imbituba o último jogo do primeiro turno, e se classificar, terá duas decisões na semana seguinte. Ainda sobre o Carnaval, matéria do "Estadão" de hoje diz que ele participará do desfile da Gaviões da Fiel no Anhembi, no dia do jogo, que pode decidir a classificação do time para o quadrangular do turno.

Esses são os fatos. Viola chegou a Brusque pensando que não seria cobrado pela imprensa da cidade, que é crítica, inteligente e que não é arroz de festa. Agora, a situação está com a diretoria e a Havan. Claramente, ele foi participar de um jogo sem anuência do pessoal daqui. O presidente falou hoje que "não vamos polemizar mais a situação. Houve o fato, mas não é tão grave assim. O atleta está escalado pra amanhã, não tem problema”. Até pode ser que mudaram o discurso pra contemporizar, mas quando a notícia estourou, eles não sabiam. Se o Brusque achar que está tudo tranquilo, o bonde segue e a gente não fala mais nada. O assunto está encerrado.

E méritos pros torcedores que cavaram a notícia e furaram a imprensa. Parabéns pra quem encontrou.

Atualização das 19:00: Em entrevista, Viola não disse que jogou, ao contrário do que disse a matéria, e ainda deu uma xingada na imprensa, dizendo que "na minha folga faço o que eu quero" e "imprensa morre pela boca". Acontece que, ao que consta, ele não estava "oficialmente" de folga. Estava lesionado, e em recuperação. O Presidente tentou contemporizar. Disse que sabia de tudo, e que Viola apenas deu o pontapé inicial do jogo. Quem vai dizer se acreditou ou não na desculpa vai ser a torcida. Se o time ganhar do Ibirama, todo mundo esquece. Mas se não vencer...

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Renê, não fedeu nem cheirou

Técnico de futebol também deve ter empresário. E, assim como a observação "jogador que tem empresário bom" vale para atleta, deve valer também para os técnicos. Sabedor das suas péssimas passagens por clubes em um passado recente, quem foi o herói do Figueirense que chancelou a vinda do Renê Weber?

Errei a minha previsão. Eu achava que ele iria treinar o time ainda no clássico. Caiu depois de perder em Blumenau. Assumirá Márcio Goiano, que como jogador, não perdeu clássicos. O ex-zagueiro, que já era esperado para assumir o cargo no começo do ano, poderá mostrar seu trabalho e tentar ser efetivado.

Em primeiro lugar, Márcio Goiano não tem disponível material humano de qualidade. Aquele punhado de jogadores de empresários que chegaram não agregaram ao time, e o resultado está aí. Junte-se a isso um treinador ruim, e a coisa piora.
Goiano terá quatro jogos pela frente para mostrar serviço e arrumar o time para o returno. Por enquanto, é time candidato ao rebaixamento. O clube vai ter que ir as comprar para evitar um vexame ainda maior.

Brusque joga bem, e detona crise na Chapecoense

Deu de tudo nessa viagem pra Chapecó, Por questão de minutos, todos nós, e inclusive a delegação do Brusque, não perdemos o avião por causa de um ridículo engarrafamento na Via Expressa Sul. Mas tudo deu certo, o time embarcou, e o final da aventura foi feliz, com três pontos na bagagem. Primeira derrota em casa da Chapecoense em estaduais desde abril de 2008.

A vitória veio de um time que não se retrancou. Parabéns ao Suca pela disposição em jogar de forma ofensiva, como se estivesse jogando em casa. Rogério Souza e Valmir atuavam como verdadeiros dois atacantes, enquanto a linha de três zagueiros de Cris, Rogélio e Marcelo segurava as pontas. Os dois primeiros gols do Brusque foram efeito disso. O Brusque conseguiu calar a torcida de Chapecó de tal forma que, no final do jogo, gritavam "olé" a cada passe do time visitante.

Viola não jogou, mas mesmo assim ele fez falta. Não havia um homem de referência na área. O time muda sem ele em campo. Valdo e Lourival vêm ao meio buscar jogo. Alias, o Rambo, que foi o melhor em campo, fez um partidaço, mesmo sem fazer gol. E Valdo, mesmo tendo feito o segundo, conseguiu destruir um contra-ataque de 4 jogadores contra 2 defensores. Era só forçar um pouco a zaga da Chapecoense que a goleada poderia ser histórica. Mas vieram os três pontos, e isso que é importante.

A Chapecoense me preocupa: saí de lá com a firme impressão que os jogadores querem derrubar o técnico. Final de jogo, placar em 3 a 2, e não havia um volante sequer para pressionar a meia-cancha do Brusque. Silvio Bido, zagueiro de baixa categoria, tomou um baile de Lourival. E pra completar, Mauro Ovelha não deu muitas explicações da derrota. Fez treino com portões fechados para esconder o jogo. Aliás, não sei que jogo ele queria esconder.

E o Brusque segue em frente. Continua no G4, e tem jogo em casa contra o Atlético na quarta, time que continuo achando que irá cair de rendimento no restante do turno. Com duas vitórias fora de casa, o Bruscão teoricamente garante a classificação vencendo os dois jogos que tem como mandante (Ibirama e Metropolitano), podendo buscar fora de casa (Criciúma e Imbituba) uma melhor classificação. Um ouvinte me perguntou ontem se o Brusque tem time pra ser campeão. Respondi que não, falta muita coisa ainda. Mas se houver uma melhora a cada jogo, e a diretoria buscar reforçar posições carentes de reservas, a coisa pode mudar de figura.