sábado, 20 de fevereiro de 2010

JEC é favorito, pero no mucho...

Falar sobre favoritismo na final do primeiro turno do Catarinense é assunto espinhoso. Por mais que o Joinville tenha a vantagem do empate dentro de casa, todo cuidado é pouco para Sérgio Ramirez e seus comandados.

O Metropolitano mostrou para Péricles Chamusca qual o caminho das pedras. O JEC correu sério risco de ser eliminado no final do jogo semifinal, e segurou o empate com as calças na mão. Para mim, está provado que o Joinville não sabe jogar fechado. Ao se retrancar no segundo tempo, Ramirez deixou o ataque do time de Blumenau criar mais perigo do que se estivesse jogando de forma "normal". O que quero dizer com isso: se o JEC resolver jogar com o regulamento na mão, e jogar de forma defensiva e só subindo na boa, poderá quebrar a cara.

O Avaí tem um bom time e vem na maior crescente na reta final do turno. É bom lembrar que o time jogou as primeiras rodadas do campeonato com um time reserva (chegou a empatar com o Juventus), somente estreando os titulares, e nem todos eles, na partida contra a Chapecoense. Poderia, se tivesse com força máxima desde o início, até garantir a decisão em casa. Tem melhor elenco, mas jogará como visitante, em uma Arena lotada, e isso garante um interessante equilíbrio.

O tricolor tem um ataque de qualidade, um meio-campo que joga direitinho, mas peca lá atrás. Poucas vezes aquela filosofia do "melhor defesa é o ataque" pode ser tão bem utilizado como nessa vez. A receita do JEC é esquecer que joga pelo empate, e levar aqueles 5 a 1 na Ressacada como motivação para uma revanche. O retrospecto como mandante pesa, e muito, a seu favor.

Eu não arrisco palpite para a partida. Se caisse na Loteria Esportiva, eu gastava um pouco mais e cravava triplo.

Arte: Infoesporte

César Sampaio, Angeloni, e o sonho de um novo Tigre

Com eleições marcadas para o início do próximo mês, os bastidores do Criciúma estão fervendo. Todas as discussões buscam um objetivo: trazer um fato novo que faça o clube sair da mesmice que se encontra, que faça dinheiro entrar nos cofres e que faça o Tigre voltar ao seu histórico de vitórias.

Sou do tempo que a Eliane patrocinava a camisa do Criciúma. Naquele tempo, dinheiro não faltava, pois o empresariado local empurrava o time. As vacas foram emagrecendo, e o clube viveu sob o comando de Moacir Fernandes por anos. Adorado por alguns, odiado por outros, acabou sendo substituído por Édson Búrigo, que conseguiu tornar-se uma "unanimidade negativa": a torcida queria a sua cabeça, e conseguiu.

A torcida do Criciúma está em festa: organizou um evento hoje em apoio ao nome do empresário do ramo supermercadista Antenor Angeloni, que reuniu-se com o presidente do conselho, Renato Bastos, e se mostrou muito disposto a colaborar com a formação de um novo clube, mas sem assumir o cargo de presidente. Ele já está no alto dos seus 75 anos de idade, e pode ser uma peça importante no processo, principalmente no contato com o empresariado local, voltando à época do engajamento total à vida do clube.
E o outro fato novo da semana foi a notícia de que César Sampaio, ex-jogador da seleção brasileira, poderia vir a ser o gerente de futebol. Pra quem não lembra, ele, junto com Rivaldo, com a empresa CSR, foi responsável por um processo de gestão do Figueirense no início da década passada, que acabou levando o time à Série A. Baseado nessa experiência, o torcedor criciumense enche-se de esperança. Mas não adianta trazer um gerente experiente se o clube não tem dinheiro. E precisa de muito, para sanar as dívidas, arrumar o Estádio e montar um time de futebol de qualidade. É um processo lento, que demandará de paciência. Que as eleições do Tigre tragam muitos fatos novos que façam a poeira sacudir.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Brusque traz atacante Diogo, e goleiro discute com técnico

(notícia corrigida - 20/02)

O Brusque teve um dia movimentado hoje. Primeiro, a diretoria anunciou mais um reforço para o returno: é o meia Diogo (foto), de 28 anos, ex-América-RN, Ferroviário-CE, Central-PE e Cabofriense-RJ.

O outro fato do dia aconteceu no treinamento coletivo. O goleiro Fabiano Heves não gostou de ser colocado no time reserva pelo técnico Hélio Vieira. Ele acabou discutindo com o treinador, e no final do treino foi conversar com membros da diretoria, para expressar sua insatisfação. Fabiano falhou no terceiro gol do Imbituba, e mostrou outras escorregadas no primeiro turno. Para quem veio com a fama de quem passou até por seleção brasileira de base, convenhamos que ele está devendo.

Nada mais que a lógica: deu JEC x Avaí

Não há muito para comentar da vitória do Avaí sobre o Atlético de Ibirama, até porque o Leão foi soberano e venceu o adversário ao natural. Aliás, foi um jogo bem fraquinho. Chegamos à final da primeira fase, em jogo único, com uma grande expectativa: são os dois melhores times do Estadual que se enfrentarão.

A decisão de domingo tem um outro ingrediente: aqueles 5 a 1 para o Avaí na Ressacada, quando o JEC foi patrolado, em uma partida irreconhecível. Com certeza, essa partida vai ser pauta das palestras dos dois times. O Avaí tentará esquecer aquela goleada e pensar em um jogo mais complicado. Sérgio Ramirez tentará transformar o clima em revanche.


Chegaram os dois melhores, o Joinville tem para si a vantagem da casa e do empate. É favorito, mas não poderá bobear, se não o Avaí leva a vaga na final. Vai ser um jogão.


quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Caso da água em Imbituba: Casan responde

Repercutindo o caso da venda de água mineral em copos da Casan no Estádio Emília Rodrigues em Imbituba, a Assessoria de Imprensa da Casan, através do jornalista Gilberto Bordignon, deixou mensagem ao Blog, dando a versão da empresa sobre o fato. O texto é o que segue:

"Ao tomar conhecimento sobre a venda de água envasada pela CASAN, durante jogo de futebol entre Imbituba e Brusque, o Presidente da empresa determinou o registro de um Boletim de Ocorrência na Delegacia de Imbituba, bem como a instalação de uma Comissão de Sindicância para apurar os fatos. Quatro caixas contendo copos de água foram doadas ao Clube de Imbituba para serem servidas aos policiais militares que faziam a segurança do estádio. A comercialização é proibida, constando inclusive no rótulo dos copos. Logo que os fatos sejam apurados, a CASAN os divulgará a imprensa.

Assessoria de Comunicação da CASAN.
Fone: 048- 3221-5096"

Brusque contrata volante do Porto Alegre

Mais um volante chega ao Brusque hoje: é Carlos Alberto (Carlos Aberto Escouto Franco, 31 anos, 1,81m e 75kg). Iniciou carreira no Santa Cruz. Em 2002 e 2003, defendeu, respectivamente, os clubes colombianos do Atlético Caramanga e Deportivo Pasto. Em 2004 foi campeão pernambucano com o Náutico. No ano seguinte defendeu o Ceará. Em 2006 voltou ao futebol gaúcho, quando jogou pelo Caxias. Após, em 2007 vestiu a camisa do Santa Cruz e do Esportivo.

No ano de 2008 jogou pelo Santa Cruz e também pelo Avenida, onde conseguiu o acesso à primeira divisão do futebol do Rio Grande do Sul. Ano passado estava no Pelotas, e estava disputando o Campeonato Gaúcho pelo Porto Alegre.

Por causa do primeiro tempo, deu JEC

O empate no último lance do jogo vai dar ao torcedor do Metropolitano aquela impressão de que "quase deu". Mas o Joinville foi melhor na média, aproveitou um mau primeiro tempo do time de Blumenau, estabeleceu uma vantagem e classificou-se. Mas não foi fácil.

Na primeira etapa, o JEC fez um abafa, e usou de dois buracos enormes do time do Davino: as duas laterais, principalmente a direita, de Nequinha, estavam completamente expostas, deixando com que o ataque do time da casa agisse por lá, que estava uma Avenida. O Metrô até criava no meio, mas não chutava a gol. E se não chutar, não faz. O Joinville foi mais competente, fez dois gols e encaminhou a vaga

Chegou o segundo tempo, veio o gol de Cristiano, que deu uma graça na partida, e Ramirez se fechou. Fez um retrancão daqueles, deixou o Metrô atacar como um doido e não conseguia engatar nenhum contra-ataque. O uruguaio abusou da sorte. Preferiu ficar lá atrás a continuar mostrando o bom futebol do primeiro tempo. Davino jogou o time mais a frente, com a entrada de Fuzuê, mas não foi suficiente. Seu time perdeu a vaga no primeiro tempo, onde comportou-se muito mal e acumulou um prejuízo grande.

Dois pontos a mais sobre o jogo: o JEC não fez uma grande partida, e correrá sérios riscos se repetir essa atuação na final. Já o Metropolitano precisa ganhar regularidade. Atuou com a sonolência da Ressacada no primeiro tempo e com a atitude do jogo do Augusto Bauer no segundo. Em campo, na chuvosa noite de quarta, deu a lógica.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Futsal: Malwee jogará Campeonato Estadual em Brusque

Informa o meu amigo Julimar Pivatto, do "Correio do Povo", que o time da Malwee jogará o Campeonato Estadual de Futsal em Brusque, na Arena Multiuso. A justificativa é que o aluguel da Arena de Jaraguá seria muito alto, e o ginásio brusquense teria sido cedido de forma gratuita.

Outra informação é que o time B da Malwee representará a cidade de Brusque nos Jogos Abertos, em setembro. Essa notícia foi decpcionante, uma vez que esperávamos que o ano de 2010 fosse o reinício do futsal de rendimento na cidade, com a formação de um time adulto. Como arrumaram um time-estepe sem chances só para aquela competição, posso esperar que não teremos um time de futsal aqui em Brusque por um bom tempo.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Sabe por que?

Antes tarde do que nunca, reflexões rapidinhas da última rodada do turno.

Avaí e Metropolitano faziam um jogo descompromissado. Ouvi o Balduíno na Guarujá falando que "nem arrumar jogo eles conseguem", mas a verdade que o empate para classificar os dois ia rolar. Mas sabe por que não aconteceu? Porque o Ibirama conseguiu não vencer o Juventus, e logo, abriu ao vencedor a chance de ser segundo da classificação. O Avaí foi lá e abocanhou.

Agora, muita gente falou do erro do árbitro Paulo Henrique Bezerra em segurar as mais de duas horas no jogo do Brusque em Imbituba. Mas acho que ele fez um favor pro campeonato. Sabe por que? Porque, se o árbitro decreta o WO no prazo limite, ou seja, 5 da tarde, a vitória seria de 3 a 0 para o Imbituba, com o segundo tempo inteiro para ser jogado em Floripa. Ou seja, o Metropolitano saberia que, se tomasse dois, estaria fora. O Avaí teria, na teoria, a possibilidade de escolher o quarto colocado. Eu era a favor do WO ao Brusque, mas analisando as circunstâncias, acho que o juiz e a FCF agiram com bom senso.

E pra encerrar uma rápida: Juventus, Brusque, Ibirama e Imbituba precisam torcer para que o Joinville não conquiste o turno. Se isso acontecer, a vaga na Série D só não irá para o Metropolitano se um desses 4 clubes for o campeão Estadual. Gélson Silva, técnico do Atlético, não sabia desse artigo do regulamento, e foi avisado disso pela reportagem da Rádio Cidade, aqui no Augusto Bauer. Concordo que o critério não é o justo, mas se está no regulamento, assinado pelos presidentes dos clubes, resta aceitar e obedecer.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Água proibida para venda nos bares do Imbituba

Uma denúncia do Blog: antes, torcedores reclamaram do valor da água mineral no Estádio do Imbituba: dois reais por um copo de 200 ml.

Mas o motivo do post é outro: as fotos mostram que a água mineral vendida no Estádio é fornecida pela Casan, contando com a logomarca do Estado de Santa Catarina. Inclusive, nos copos, está impressa a frase "Venda proibida - Distribuição Interna". Ou seja: é mercadoria produzida pela Casan para distribuição gratuita em eventos públicos. Não pode ser comercializada.

Como que isso foi parar no Estádio do Imbituba para ser colocado a venda? Com a palavra a Casan e a diretoria do CFZ.
Clique nas fotos para ampliar.

Imbituba 3x0 Brusque: Várzea e terror

Sábado de carnaval. Dia quente, com as principais cidades do litoral fervendo de tanta gente. E lá fui eu pra Imbituba, enfrentando um pequeno (para a proporção carnavalesca) congestionamento na Palhoça. 45 minutos antes do jogo, eu estava no Estádio Emília Rodrigues.

Acontece que alguma mente brilhante no Brusque achou que atravessar Imbituba e Laguna, e se hospedar em Tubarão, seria uma solução inteligente para o deslocamento até a Zimba. Quando soube dessa informação, falei de primeira: eles vão ter dificuldades sérias pra chegar no Ninho da Águia. Quem conhece um pouco do tráfego no trecho sul da 101 nessa época sabe que ir de Tubarão a Laguna é tarefa de muuuuita paciência. Deu no que deu: ficaram parados no trânsito, e o jogo atrasou 2 horas e 20, porque o árbitro Paulo Henrique Bezerra é muito bom: podia ter encerrado o jogo as 5 da tarde e nos poupado desse vexame. Uma vergonha que há tempos não passamos, com a imprensa de todo o Estado ligando pra saber dessa várzea. Estou indignado.

O time foi chegando, numa van do Imbituba, dentro do carro da PRF e até da Polícia Militar. Se a RBS filmou isso, vai ser piada do Tadeu Schmidt hoje. E aí o time entrou em campo, com uma penca de desfalques, enfrentando um Imbituba que precisava ganhar de 4 pra se classificar. Contra o amontoado de jogadores do Brusc(ão) em campo, não era tarefa difícil.

Antes que algum torcedor do Metropolitano venha dizer que o Brusque queria entregar os gols para prejudicar o seu time, aviso: o novo time do Hélio Vieira quase tomou 4 porque foi mal demais. Merecia ser goleado. E o Imbituba só não classificou pois perdeu duas chances claras no final da partida, e porque Joceli dos Santos inexplicavelmente tirou Edson Bugrão de campo, que estava mandando no ataque. O Zimba fez o que quis em campo: Felipe Oliveira, com as 10 nas costas, deitava e rolava sem marcação.

Não há o que falar taticamente desse jogo: o Brusque não apresentou padrão tático algum, enquanto o CFZ gostou da partida e foi no embalo. E confesso: estou aterrorizado e extremamente preocupado com o que está acontecendo com o time em campo. Não sei se Hélio Vieira poderá fazer o time ter uma virada tão grande. Hoje, o Brusque não estaria rebaixado, mas vai ter uma briga ferrenha com a Chapecoense e o Criciúma pela degola. O Imbituba, já com 15 pontos, tem uma tarefa bem mais fácil para se garantir na primeirona. Serão duas semanas até o início do returno. Acendam suas velas, façam suas orações. Que novos jogadores cheguem, que a diretoria descarte as más laranjas, arrume os confrontos internos no grupo e que Hélio Vieira opere milagres. Vamos precisar de muita fé.