sábado, 6 de março de 2010

JEC desce mais, e Figueira sobe mais

Já foi cansativamente debatido que o segundo turno do Estadual é um campeonato a parte do primeiro. E o Joinville ainda não está ciente disso. Mesmo garantido na final, o time entra em uma maré de mau futebol que não fará o time chegar bem na decisão. Por outro lado, Márcio Goiano, mesmo com a estrutura limitada pela troca de gestão do Figueirense, acha uma forma de jogar que está fazendo o time marcar gols, chegar as vitórias e, provavelmente, conquistar uma vaga no quadrangular do returno. Depois que chegar lá, a história é outra, mas a sua vaguinha entre os quatro, o alvinegro parece que vai garantir.

O Figueirense joga de uma forma sem firulas. Aposta na velocidade dos jovens valores, e Goiano sabe muito bem usar as habilidades de seus jogadores, como William e Roberto Firmino. Conseguiu partir pra cima do JEC, que não deu jeito de segurar. O time de Sérgio Ramirez perdeu Carlinhos Santos, seu melhor marcador, no início do jogo, e isso colaborou ainda mais para uma vitória que veio ao natural.

Sabe qual foi a última vitória do Joinville? Dia 10 de fevereiro, sobre o Juventus. Desde então, são seis jogos, com cinco empates e uma derrota. Como o time só volta a jogar dia 15, contra o Brusque, será um mês inteiro sem vitória. O time não reforçou, não há um fato novo que reanime o time, e Lima corre risco de pegar uma suspensão forte no tribunal nesta semana. Com mais essa derrota, a chance do JEC decidir o campeonato em casa é bem remota, e se Ramirez não provocar uma mudança muito grande de atitude do time, ele será presa fácil do campeão do returno.

Como eu já disse, o Figueira está garantindo sua ida ao quadrangular do returno, mas quando chegar lá, a história é outra. Na pressão de um mata-mata, outros fatores entrarão em voga, como a experiência, a malandragem e a tranquilidade. Mas Márcio Goiano terá tempo para trabalhar isso.

Nota triste: uma pistola 360, carregada, foi encontrada dentro da van da torcida "União Tricolor" do Joinville. Lamentável saber que há mentes podres nesse mundo que vão armados para jogos de futebol.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Os dirigentes não aprendem

Divulgado o regulamento e a tabela da Copa Santa Catarina, dá pra se chegar a conclusão de que os dirigentes de clubes agem como "mulher de malandro", ou seja, gostam de apanhar da FCF.

Duas das principais reclamações de representantes de clubes acabaram ignoradas, e continuam no regulamento da Copinha. A primeira diz respeito a distribuição de vaga na Série D. Como é sabido, o regulamento vigente diz que, caso o campeão da Copinha leve a vaga na quarta divisão pelo Estadual, leva a rodo o vice-campeão da Copa para o brasileiro. O técnico do Ibirama não sabia disso e ficou louco, o presidente do Brusque disse que estava errado e tinha que ser mudado. Mas a Federação não mudou, e continua tudo igualzinho. É só ir lá e ver. Ninguém reclamou para deixar de fora da disputa pela Série D o campeão da Copinha, que já garantiu vaga?

Outra diz respeito à decisão. A Copa SC é mais curta, com duas chaves de cinco, mas com finais de turno e returno. Uma outra reclamação grande do Estadual diz respeito à impossibilidade de título direto no caso de um mesmo time conquistar os dois turnos, o que provocará uma decisão com o melhor índice técnico. A mesma coisa acontecerá na Copinha: o time que vencer as duas fases terá que correr risco numa decisão.

A questão da vaga na Copa do Brasil foi questão de voto. Só Avaí e Figueirense foram contra, e o título da Copinha, a ser definido em julho, valerá vaga para 2011.

Mas os clubes não têm a envergadura moral para reclamar da Federação. Foram eles que não tiveram a coragem de articular uma chapa alternativa, e aclamaram o que está de forma vitalícia.

A noite que a bola foi judiada

Dois jogos duros de assistir para fechar a segunda rodada do returno. Difícil dizer qual jogo foi pior. Depois de ver a pelada que foi Ibirama x Criciúma, achava difícil que o jogo do Avaí contra o Juventus, mesmo sendo entre favorito e lanterna, fosse pior. Olha, a concorrência é boa.

No jogo de Ibirama, me chamou a atenção a queda de rendimento do Atlético. Empatou com as calças na mão em Chapecó e não conseguiu fazer valer o seu mando de campo contra o Tigre. O jogo em si foi terrível, o Criciúma foi bisonho, mas conseguiu o mais difícil, que é conquistar um ponto em Ibirama, e com dois homens a menos em campo. O time de Gelson começa atrás na luta pela vaga no returno. Já o Criciúma fica a 4 pontos da zona de rebaixamento. Corre risco? Hoje, muito pouco. Mas pela baixa qualidade dos últimos dois jogos, é bom o técnico Vilsão tomar cuidado.

Na Ressacada, o Avaí jogou relaxado e quase se complica. Vencia por 2 a 0, placar ao natural no início de jogo, mas tomou um gol do Juventus, que apertou a partida e deixou a torcida irrequieta. Muita gente tinha ido embora pra escapar da fila, quando Roberto fez 3 a 1. O Juventus era presa fácil, mas o Avaí não estava focado no jogo, e quase se complica. Mas recupera a liderança do returno e da classificação geral, com o Metropolitano no encalço. O time precisa vencer em Chapecó no domingo para ter tranquilidade na luta pela primeira posição na tabela, o que poderá lhe dar vantagem nas finais. Mas na partida de hoje, o Leão não fez nada mais que a obrigação. Mas jogou mau pra dedéu.

Hoje, judiaram da coitada da bola.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Esperança de virada? Piada!

Falar mal do time do Brusque é chutar cachorro morto. Mais uma vez, time sem garra, com um treinador que não acrescenta nada, e mais uma derrota. E olha que o Figueirense tava louquinho pra ceder o empate.

Não adianta fazer contas. O timeco do Suca é um pouco menos pior que o Brusque e tem chance maior de não cair. O que eu vi ontem no Scarpelli foi coisa digna de filme de terror. Desde cartão amarelo antes do jogo começar até três expulsões aos 47, quando o jogo estava definido.

O técnico Hélio Vieira se limitou a chamar a responsabilidade pra si após o jogo, mas quer saber? Hélio Vieira tem a mesmíssima filosofia de Suca, sem tirar nem pôr, com uma desvantagem: Suca pelo menos conhecia o elenco, enquanto Hélio, com nove derrotas seguidas no currículo, ainda faz testes no elenco. Faz testes, monta mal os times, e se limita a chamar a responsabilidade.

E vamos falar a verdade: o time do Figueirense é ruim. Pra quase tomar o empate do projeto do time do Brusque, não merece nem ir pro quadrangular.

Hélio Vieira colocou três volantes em campo, que tomaram dois gols pelo setor logo no início de jogo. Achou um golzinho com Rogélio, o que deixou um pouco de esperança para o segundo tempo. Mas novamente mostrou a apatia tradicional e deixou o alvinegro abrir quatro. Sacou Rondinelli para colocar Luiz Henrique, e Viola aproveitou um pênalti e uma falha do goleiro Moreno para descontar. No desespero da busca pelo empate, tomou um gol no contra-ataque, o que até é natural. Agora, o comportamento do time é algo que precisa de um estudo.

Jogo definido, 47 do segundo tempo. O zagueiro Cris dá uma entrada forte e o time inteiro vai reclamar. Aí o árbitro expulsa Viola e Carlos Alberto na carona. Passível de punição da diretoria. O que eles vão reclamar no fim de jogo de um lance? Ah, mas vocês pensam que a diretoria vai dar punição pro Viola? Se não deu por causa da escapada em Mogi, não vai dar agora. O presidente me disse que "o time do Brusque vai ser diferente contra o Juventus". Vai mesmo presidente, com quatro jogadores fora. Incrível como a qualidade do time cai jogo após jogo. Agora a briga é entre o Brusque e o Suca, o criador do monstrengo, que andou falando besteira lá pra imprensa de Chapecó, dizendo que o clube não o pagou. E que Deus nos ajude.

O Blog descobriu o nome do atacante que será anunciado pelo clube: é Pantico, de 29 anos, que jogou ontem pelo Icasa do Ceará, pela Copa do Brasil. Também jogou no Bahia e no Vitória. Nunca ouvi falar dele, mas vem super recomendado, e deve jogar no domingo. Tomara que ele seja o craque que tanto se fala.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Pode dar zebra no Scarpelli?

Ontem, encontrei com o presidente Danilo Rezini, que me disse o seguinte: "Rodrigo, podes anotar: domingo vais ver um outro time do Brusque em campo". Bom, domingo, vencer o Juventus é mais do que obrigação, mas antes tem um jogo contra o Figueirense, no Scarpelli.

Que o Figueira é favorito, ninguém discute. O Brusque vem pressionado, com as cinco derrotas seguidas e sem marcar gol, mas hoje começa a mostrar a cara do time para a reta final do campeonato: a estreia de Carlos Alberto, Diogo atuando na frente com Viola e o possível retorno do Têti. Não é o time perfeito, mas é o melhor poderio ofensivo que o time tem no momento.

Amanhã de manhã, o presidente prometeu anunciar um atacante diferenciado, e apareceu outro nome, que tem história no futebol de SC.

A diretoria está arriscando e poderá dar certo. Na minha opinião, o Figueirense está longe de ser um favorito ao título, então não é bicho papão, mas tem pra si o favoritismo para ganhar ao jogo ao natural. Mas não estranhe se rolar empate.

terça-feira, 2 de março de 2010

A noite de Angeloni

Antenor Angeloni chegou ao restaurante do Estádio Heriberto Hulse sob a som de fogos de artifício. Toda a torcida da região sul do Estado aguardava esse momento, da posse do homem que, espera-se, seja a salvação do clube que sofre nos últimos tempos.

E ele veio com tudo. Está animado, tem dinheiro e já começou o seu plano para sanar o clube.

Diz que tem empresários do seu lado que o farão levantar R$ 3 milhões. Já colocou 400 mil na conta para pagar as dívidas mais urgentes. Trouxe novos diretores. É sangue novo de um velho guerreiro para tentar colocar o time de volta na Série B.

Eu vou recomendar dois textos que valem a pena ler. O primeiro é um do excelente Daletigre.com, que conta como começou o Criciúma EC, a partir do momento que Angeloni, a época presidente do Comerciário, convenceu os conselheiros a mudar o nome do time (clique aqui).

O outro fala sobre um assunto que impressionou a todos: Angeloni pregou a construção de um novo Estádio em Criciúma. Esse assunto será polêmico. Eu penso que o Heriberto Hulse, estádio super-central que fica a poucos metros do terminal central de ônibus, é o mais bonito estádio de Santa Catarina, só faltando pequenos retoques e a colocação de cadeiras em todas as dependências da torcida. Este texto do economista e consultor em desenvolvimento regional Ademar Fabre (clique aqui), escrito em 2008, fala sobre o desenvolvimento da capital do carvão, e a localização do futuro estádio.

Hoje, o torcedor do Criciúma foi para a cama com o sorriso de orelha a orelha.

segunda-feira, 1 de março de 2010

A barca passou: cinco dispensas no Brusque

Conforme prometido na semana passada, o presidente do Brusque, Danilo Rezini, comunicou no início da noite desta segunda a saída de cinco jogadores do elenco.

Foram desligados o volante Sérgio, o meia Dênio, que vai para o Cerâmica-RS, o atacante Jônatas, que teve poucas chances no time, e que vai para o Francisco Beltrão-PR, além do atacante Ximbica e o meia Joatã, que não tinham contrato registrado pelo clube, apenas compondo o grupo nos treinamentos.

O presidente também informou que está em via de anunciar dois atacantes, que vêm do futebol do Nordeste. Ele negocia com os clubes em que os atletas jogam a rescisão, para que possa anunciá-los.

Pra mim, cabia mais gente nessa barca...

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Avaí vence, e dá mais um empurrão no Brusque para baixo

O Avaí fez a sua parte: era favorito, era mais time, aproveitou as deficiências do adversário e venceu o Brusque, que perdeu os últimos cinco jogos sem marcar gol, por 2 a 0. O Leão deu mais um empurrãozinho no Brusque rumo à segunda divisão, e consegue uma vitória fora de casa que poderá fazer diferença lá na frente.

O jogo em si foi bem ruinzinho. O Avaí tinha no ataque Jandson, que, com o perdão da expressão, é um cone em campo. Não tem qualidade para a Série A. Mas tinha laterais rápidos e a esperteza de Medina, que foi peça decisiva dos dois gols do time, em um passe para Patric que acabou no gol de Sávio, e na falta rapidamente cobrada que resultou no tento do estreante Batista.

E o Brusque, bom... as duas semanas de treinamento do técnico Hélio Vieira não pareceram mostrar resultado. Mesmo com reforços e as boas estreias de Rondinelli, Leandro e Diogo, não foram suficientes para abafar o velho problema do Brusque do meio pra frente. Não dá pra ser feliz com William Gaúcho, Paulinho e Leonardo em campo. Eles já tiveram milhares de oportunidades para mostrar serviço e decepcionaram. Hoje foi só mais uma vez.

Hélio armou o time de uma forma muito estranha. Uma linha de três zagueiros no primeiro tempo, em que o zagueiro Luiz Henrique atacava pelas laterais, quando tinha Rondinelli para a área. Mais estranha foi a opção de Leonardo como titular no lugar de Lourival, que tem infinitamente melhor qualidade. Não adiantou consertar no intervalo. Sabem quantas chances reais de gol o Brusque teve no jogo todo? Uma, com Diogo.

Pode parecer pesado o que escreverei aqui, mas é a realidade: fui repreendido por um funcionário do Brusque, quando eu disse que o time era favorito a cair. E continuo afirmando, e com certeza cada vez maior: o Brusque FC está seguindo a risca a cartilha de um time rumo ao rebaixamento. Não adianta projetar um número ideal de pontos para escapar, se o time não fazer merecer vencer e somar pontos. A situação é grave: o time não funciona na meia e o ataque é inoperante há cinco jogos. E não é culpa do Viola, que aliás, nem assistiu a partida. Não pense que o Viola será solução para o ataque, porque não é. O clube precisa arrumar dois atacantes de qualidade, peça rara no mercado, se quiser ter alguma chance nessa briga contra Criciúma e Chapecoense contra o descenso.

Para terminar o desabafo deste blogueiro, muita gente acha que é fácil chegar aqui e criticar o time. Soube que o presidente insinuou que ia entregar o clube para a imprensa, por causa dos nossos comentários. Acontece que ele sempre fala que "a diretoria vai largar", com um tom sentinental. Gente, criticar o clube que a gente torce não é fácil. E os diretores do Brusque, que fazem as coisas com um olhar muito mais passional do que profissional, não aceitam ouvir algo negativo. Tenho amizade com todos da diretoria, mas nessa hora é necessário ser profissional e separar as coisas. O Brusque é um clube pequeno, que tem uma torcida apaixonada, e não merece passar de novo pelo inferno da segundona. Mas há muito do que fazer para que o clube cresça.

Rezo para que o pior não aconteça. Mas me preparo para viajar a Porto União, Concórdia, Joaçaba...