Não foi derrota. Foi humilhação, com direito a olé. A Chapecoense vai caminhando a passos largos para a Segunda Divisão, ao tomar três a zero do Juventus, que não havia vencido ninguém. Suca deverá ser demitido. Mas a culpa é dele?
Antes do jogo, o meia Steve deu uma entrevista a uma rádio local dando a entender que o grupo estaria rachado, e que iríamos descobrir onde está o problema. Depois do jogo, teve de tudo, com direito a bate-boca do treinador com repórter, ao Jandir Bordignon chamando o Tadeu Costa de mentiroso, e outras coisas. Isso denuncia o cenário: o time está sem comando, a deriva em um rio que está próximo da queda à segundona. Pode trazer o Felipão que não resolve. O problema deve ser corrigido de cima para baixo. Começando com quem contrata.
O Brusque agradece. Com um jogo a menos, tem três pontos de vantagem e duas vitórias a mais. Poderá até perder para a Chapecoense no domingo que vem, que mesmo assim não sai da zona de rebaixamento. Sem contar que o clima no Bruscão é absurdamente mais tranquilo. Mas com esse time, visivelmente dividido, a degola é inevitável. A não ser que venha um novo time, que venha com uma união enorme, para fazer o time jogar bola. Serão apenas dois jogos em casa nos cinco que restam. A derrota para o Juventus, e poderia ser goleada, foi uma consequência do trabalho feito. A vitória sobre o Brasiliense foi pura enganação. Aprendi uma coisa no futebol: não adianta ficar espalhando que tem dinheiro sobrando no caixa. Tem que ter alguém competente que contrate bem, cobre os resultados e que coíba as confusões.
Enquanto ouço os pós-jogos das rádios do Oeste, tenho a certeza de que é improvável uma solução a curto prazo para a Chapecoense. O jogo da Copa do Brasil, contra o Atlético-MG, mais atrapalhará do que ajudará o time a escapar da segundona. É improvável, mas não impossível. A partir de agora, o time do Nei Maidana não depende mais de suas forças para escapar da degola. Precisa secar o Brusque, e começar a partir de segunda, quando enfrenta o Joinville do ex-técnico Mauro Ovelha.
sábado, 13 de março de 2010
sexta-feira, 12 de março de 2010
O fim das Participações no Figueirense
E hoje foi batido o martelo. Sem guerra jurídica, mas com a perda de jogadores da base para um empresário, o fim da gestão da Figueirense Participações foi selado. Agora, o clube conseguiu o que queria: irá caminhar com suas próprias pernas em dez dias, e terá a missão de fazer o time voltar a Série A.Quero chamar a atenção para um fato, que remete aos meus tempos de faculdade e início da carreira jornalística, final da década de 90. A mesma Figueirense Participações que hoje deixa o alvinegro sob o alívio de grande parte da torcida, foi a responsável por uma importantíssima guinada no futebol catarinense. Apesar de toda a discussão que envolveu a figura de Paulo Prisco Paraíso no governo Estadual, a partir do momento que a "Participações" montou aquele time de 99 com Júlio César e Camanducaia, forçou outros times, e aí cito o próprio Avaí, que se viu em meio a uma fila sem títulos até o ano passado e viam Criciúma e Joinville crescer no cenário do Estado nos últimos anos, a buscar se profissionalizar. Houveram inovações para a época, como a grande campanha de sócios, a comercialização de espaços e a primeira vez em que houve um uso efetivo das ferramentas de marketing no futebol catarinense.
Mas como a Participações era um negócio que visava lucro, o torcedor alvinegro tinha sérias reclamações, principalmente quando vinha a ideia que "o Figueirense busca lucro, e não títulos". A derrocada começou em 2007, quando o time perdeu a Copa do Brasil em casa para o Flu. Lembro-me como se fosse ontem que o técnico Mário Sérgio havia dito que estava ali "para revelar jogadores para venda, não para ganhar títulos". A lua de mel acabou ali.
E nisso, entram os conselheiros do clube, que mostraram que não são vaquinhas de presépio e, dentro dos seus direitos, questionaram a parceria. Os blogs dos alvinegros, e faço questão de citá-los de novo aqui, foram de importância enorme, pois traziam à tona todos os problemas, e deixavam abertas à toda a torcida as discussões acerca dos acertos e erros do clube. No fim desse debate, a figura do Figueirense Futebol Clube volta a existir. O clube perdeu vários talentos numa negociação polêmica com a Brazil Soccer, mas esse era o custo da liberdade. Os livros de história contam que a independência do Brasil de Portugal não foi feita de graça. Os portugueses levaram riquezas de nosso país, para depois nos deixar livres. O clube teve que pagar um preço pela liberdade, mas com um trabalho bem feito, novos Lucas, Robertos e Alexandres podem aparecer, e render bons dividendos.
Boa sorte à torcida alvinegra.
quinta-feira, 11 de março de 2010
Beto, ex-Criciúma, no Joinville
Vários sites de informação do nordeste informaram ontem a noite que o Joinville contratou o meia Beto, de 29 anos, que foi um dos destaques do Criciúma em 2008. Ele estava no Treze da Paraíba, time que o revelou antes de chegar a Santa Catarina. Segundo informações vindas do nordeste, o jogador não estaria adaptado à estrutura do clube, e foi afastado do grupo no último dia 2, passando a treinar de forma separada.Depois de sair do Tigre, ele foi vendido (a preço de banana, multa pequena) ao Atlético-MG, onde acabou tendo uma grave lesão ocasionada por estresse. Depois, andou desaparecido, e agora está de volta, onde será comandado por Mauro Ovelha.
O Brusque foi atrás dele na semana passada, e o salário estava dentro das possibilidades, mas a diretoria teve a informação de que ele não estava na melhor condição física.
Beto é, sem dúvida, um excelente jogador, se jogar como era nos tempos do Criciúma. A torcida do JEC anda de pé atrás, principalmente depois de um jogo em março de 2008 que ele, após marcar um gol de cabeça, fez sinal para a torcida do Joinville ficar quieta. Já há no Orkut manifestações acerca disso.
Ricardo segura o Jacaré. E que venha o Galo
Mergulhado na crise, a Chapecoense se segurou do jeito que pôde, e garantiu a sua vaga na próxima fase da Copa do Brasil, mesmo perdendo para o Brasiliense por 2 a 1. Preste atenção nessa expressão: perdeu para o Brasiliense. Mas como teve uma gordura conquistada no Índio Condá, conseguiu a classificação.
Não assisti o jogo, mas antes de Mazinho (que entrou no lugar de Luciano Ratinho, machucado) fazer aquele gol que garantiria a classificação, as emissoras de rádio eram uníssonas: time sem vontade, sem "ralar a bunda no chão", desarticulado, e com o herói Ricardo, goleiro da base que substitui Nivaldo, salvando o time lá atrás. Nada de diferente em relação aos últimos jogos pelo estadual. Que venha Luxemburgo, Obina e o Galo Mineiro. Com certeza, um bom dinheirinho entrará no caixa.
Mas a classificação para a segunda fase da Copa do Brasil trará problemas na luta do time de Suca contra o rebaixamento: o time chega de Brasília, joga sábado em Jaraguá, depois enfrenta o Atlético em casa na outra quarta e terá decisão contra o Brusque, que não terá jogo no meio de semana, no dia 21. Terá uma maratona que seu adversário não terá, menos tempo para treinar e um desafio enorme pela frente.
Antes de ir pra festa na Avenida para comemorar a classificação, é bom notar que o time não mudou em nada.
Não assisti o jogo, mas antes de Mazinho (que entrou no lugar de Luciano Ratinho, machucado) fazer aquele gol que garantiria a classificação, as emissoras de rádio eram uníssonas: time sem vontade, sem "ralar a bunda no chão", desarticulado, e com o herói Ricardo, goleiro da base que substitui Nivaldo, salvando o time lá atrás. Nada de diferente em relação aos últimos jogos pelo estadual. Que venha Luxemburgo, Obina e o Galo Mineiro. Com certeza, um bom dinheirinho entrará no caixa.
Mas a classificação para a segunda fase da Copa do Brasil trará problemas na luta do time de Suca contra o rebaixamento: o time chega de Brasília, joga sábado em Jaraguá, depois enfrenta o Atlético em casa na outra quarta e terá decisão contra o Brusque, que não terá jogo no meio de semana, no dia 21. Terá uma maratona que seu adversário não terá, menos tempo para treinar e um desafio enorme pela frente.
Antes de ir pra festa na Avenida para comemorar a classificação, é bom notar que o time não mudou em nada.
quarta-feira, 10 de março de 2010
Polícia Federal investiga compra de título catarinense
Reproduzo abaixo nota publicada pelo Polidoro Júnior, no jornal "Notícias do Dia" de segunda, dia 08 de março:
A Polícia Federal de Itajaí estaria prestes a divulgar uma armação promovida por um presidente de clube e que seria o maior escândalo do futebol catarinense nas últimas décadas. Há gravações de diálogos comprometedores e que envolve a “compra” de um título estadual. Eurico Miranda e o Caixa D´Água seriam fichinha perto desse dirigente, mas fica evidente que alguém o ajudou. Se a casa cair, cabeças rolarão.
O Poli não disse quando foi, quem foi envolvido e qual seria o clube em voga. Mas uma nota dessa merece destaque, e por isso reproduzo aqui no Blog. Ficaremos de olho.
A Polícia Federal de Itajaí estaria prestes a divulgar uma armação promovida por um presidente de clube e que seria o maior escândalo do futebol catarinense nas últimas décadas. Há gravações de diálogos comprometedores e que envolve a “compra” de um título estadual. Eurico Miranda e o Caixa D´Água seriam fichinha perto desse dirigente, mas fica evidente que alguém o ajudou. Se a casa cair, cabeças rolarão.
O Poli não disse quando foi, quem foi envolvido e qual seria o clube em voga. Mas uma nota dessa merece destaque, e por isso reproduzo aqui no Blog. Ficaremos de olho.
Ibirama vai de Wagner Oliveira
O nome de Wagner Oliveira foi comentado durante todo o dia pela imprensa do Alto Vale como o favorito para assumir o comando do Atlético de Ibirama. Antecipando a confirmação oficial, o eficiente Bernardo Haas do FutebolSC.com conversou com o próprio técnico, que confirmou o fechamento do negócio.Wagner, de 49 anos, além de treinador, fez história como jogador em Santa Catarina. Foi campeão estadual em 1985 pelo Joinville, na campanha do octacampeonato. Além de ser o artilheiro nesse mesmo ano, com 21 gols, conquistou a artilharia no ano seguinte, com 16 tentos marcados. Como técnico, teve três experiências no Estado, todas no JEC: em 1998, 2001 e 2006, onde foi campeão da Divisão Especial.
É um treinador reconhecido principalmente em Minas Gerais, onde comandou vários clubes. Acho bem interessante a escolha do Atlético por ele. Vai fugir daquela lista de treinadores com experiência limitada em Santa Catarina, para trazer alguém de outra praça, que respira outros ares, para recuperar o time, que fez um bom primeiro turno, mas patina no segundo.
terça-feira, 9 de março de 2010
Qual a lógica?
Falar em publicidade, acho o que marcou toda esse diz-que-diz, que fez os torcedores alvinegros se sentirem "traídos", foi a não-divulgação da negociação entre Figueirense Participações, Clube e Brazil Soccer lá em maio do ano passado, quando foi assinada a intenção de compra.
Claramente, dá pra ver que a negociação com a Brazil Soccer foi uma das condições sine-qua-non da Participações para encerrar a parceria pacificamente no dia 21 de março. O clube terá que sacrificar essa grande receita que poderá ter, em troca de não se incomodar por anos nos tribunais, o que traria uma instabilidade ao clube. O negócio não é desonesto. Faltou divulgá-lo? Faltou sim. Assim como falta detalhar aos sócios e conselheiros do clube qual é o ganho que o Figueira tem ao negociá-los. Muitos pensam no dinheiro. Acho que o clube pensou na tranquilidade.
E a minha solidariedade aos blogueiros alvinegros: foram bombardeados hoje, e chamados de vários termos que não vale aqui citar. Eles não estão contra o clube, apenas questionam onde está a transparência. E os Blogs são uma ferramenta poderosíssima.
segunda-feira, 8 de março de 2010
Ramirez e Gelson caíram. E Ovelha voltou
No futebol, não existe uma unanimidade até a rodada seguinte. E o troca-troca de técnicos continua: mais dois caíram fora nesta segunda, enquanto um volta a ser empregado.Sérgio Ramirez aguentou muito tempo em Joinville. Particularmente, não gosto dele por causa do temperamento. Mas tenho que admitir que fez um bom trabalho no JEC, colocando o time na final do Estadual e na Série D. Mas é uma pessoa de relacionamento difícil, que bate boca com a diretoria até por causa da colocação de um jogador a mais na delegação, o que aconteceu antes do jogo contra o Imbituba. Por questão de segundos, não foi demitido depois da final do turno contra o Avaí. Mas a sequencia de maus resultados, combinado com os 3 a 0 do Figueirense, custaram sua cabeça. Ele queria um projeto longo. Chegou a treinar os juniores no segundo semestre do ano passado para fazer um bom time. Não aguentou.
E o JEC confirmou no início da tarde que Mauro Ovelha, demitido da Chapecoense e com grande currículo de vice-campeonatos na carreira, assumirá o comando tricolor. Para Ovelha, é uma chance única de comandar um time de orçamento maior, que disputará o campeonato brasileiro e brigará pelo título. Ele estará altamente pressionado, e terá que largar aquela sua conhecida antipatia se quiser conquistar o torcedor.
E em Ibirama, um gol de pênalti aos 50 minutos do segundo tempo custou a cabeça do técnico Gélson Silva. Ali, o negócio é diferente: o Atlético tem histórico de cobrança a curto prazo. O time fez uma boa campanha no turno, arrancou um empate em Chapecó e em casa contra o Criciúma e perdeu em Imbituba, o que é normal. Mas Ayres Marchetti não deve ter uma boa noite de sono, e despachou o pastor. Não estranhe se Sérgio Ramirez aparecer por lá.Obrigado ao Daniel dos Santos, do blog Esporte Alto Vale, que confirmou a saída do Pastor Gélson.
domingo, 7 de março de 2010
O Dever de casa foi feito. E a Chapecoense ajudou
O Brusque terá, pelo menos isso, uma semana tranquila para trabalhar até o jogo contra o Joinville. A vitória sobre o Juventus veio com tranquilidade, e a vitória do Avaí em Chapecó foi mais uma boa notícia depois de dias tão pesados no Augusto Bauer.
O jogo no Augusto Bauer mostrou um fato novo, e muito interesante: o atacante Pantico. O baixinho é bom, é veloz e mostrou para o que veio. Vamos ver qual a solução a ser usada pelo técnico Hélio Vieira ao colocá-lo em campo na Arena com Viola, mas Pantico mostrou ter qualidade.
Temos que colocar o pé no chão: não dá pra tirar o jogo contra o Juventus como base de comparação para saber se o time melhorou ou não. O efeito da vitória por 3 a 1 foi muito mais psicológico do que técnico. E ajudou. O ambiente até a bola rolar não era bom, com pouco público no Estádio, muita desconfiança e exigência por um bom resultado. Terminados os 90 minutos, o presidente, o treinador e o elenco vão para casa livrando-se de um peso enorme, e terão uma confiança maior para pegar o JEC, que não vence há seis jogos, no dia 15.
E com a vitória, o Brusque se garante fora da zona de rebaixamento até o confronto contra a Chapecoense no dia 21, e caso o Metropolitano vença amanhã no Heriberto Hulse, o Criciúma também entra na briga.
O Campeonato não acabou, mas dá pra ir pra casa aliviado.
O jogo no Augusto Bauer mostrou um fato novo, e muito interesante: o atacante Pantico. O baixinho é bom, é veloz e mostrou para o que veio. Vamos ver qual a solução a ser usada pelo técnico Hélio Vieira ao colocá-lo em campo na Arena com Viola, mas Pantico mostrou ter qualidade.
Temos que colocar o pé no chão: não dá pra tirar o jogo contra o Juventus como base de comparação para saber se o time melhorou ou não. O efeito da vitória por 3 a 1 foi muito mais psicológico do que técnico. E ajudou. O ambiente até a bola rolar não era bom, com pouco público no Estádio, muita desconfiança e exigência por um bom resultado. Terminados os 90 minutos, o presidente, o treinador e o elenco vão para casa livrando-se de um peso enorme, e terão uma confiança maior para pegar o JEC, que não vence há seis jogos, no dia 15.
E com a vitória, o Brusque se garante fora da zona de rebaixamento até o confronto contra a Chapecoense no dia 21, e caso o Metropolitano vença amanhã no Heriberto Hulse, o Criciúma também entra na briga.
O Campeonato não acabou, mas dá pra ir pra casa aliviado.
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