sexta-feira, 26 de março de 2010

Doze clubes? Pode ser, mas não agora

Prometi que iria comentar sobre o fato do Campeonato Catarinense ter 12 clubes a partir do momento que fosse definida a questão do rebaixamento. Mas como há tanto diz-que-diz sobre o assunto e o artigo do proprietário da Havan publicado hoje, vou comentar sobre o assunto.

Primeiro, há vários problemas que precisam ser solucionados para que o Campeonato Catarinense tenha doze times. O primeiro é econômico: haveriam hoje doze times financeiramente saudáveis no Estado, em condição de justificar um campeonato atrativo com mais clubes? Outra coisa: os dez clubes atuais aprovariam mais dois que dividiriam o bolo da televisão, o que consequentemente diminuiria o repasse de verba? Complicado.

Quero dizer que sou completamente contrário a qualquer tipo de virada de mesa. Se os clubes quiserem colocar 12 times, que se coloque no regulamento do ano que vem, para que possa passar a vigorar a partir de 2012. O modelo atual, com dez times, é bom. Com o número de datas que a CBF disponibiliza, permite que se consiga fazer turno e returno com pontos corridos, e ainda um quadrangular final. Com 12 equipes, isso não seria possível.

O meu modelo ideal de Campeonato Estadual seria semelhante ao que está, so que com o descenso e acesso de apenas um time por ano, assim como funciona entre a terceira e segunda divisões. A Segunda Divisão deveria ser disputada no mesmo período da primeira, assim como em outros estados, para que uma Copa SC possa ser disputada no segundo semestre e com participação optativa, quem sabe juntando todas as equipes, como a Copa Gaúcha e a Paulista.

Pode acontecer o aumento de clubes no Catarinense? Bom, primeiro é necessário dizer que a FCF é e sempre foi a favor de doze clubes. Quando houve a redução, em 2008, o presidente advertiu que seria perigoso, mas se os clubes aceitaram, que assim fossem (O Marcílio Dias votou a favor e caiu no ano seguinte). O aumento poderá acontecer, mas não vejo nenhum fato que me convença que vá melhorar o campeonato. Se é pra aumentar e ver times capengando como o Juventus e um Navegantes da vida, melhor que fique como está.

Em artigo, dono da Havan quer 12 times no Estadual 2011

Por meio da Assessoria de Imprensa da Havan, o empresário Luciano Hang (foto), proprietário da Rede de Lojas Havan, divulgou um artigo sugerindo a presença de 12 clubes no Campeonato Estadual a partir de 2011.

O artigo é o que segue:


Pela democratização do Campeonato Catarinense de Futebol


Sou torcedor e apoiador do Brusque Futebol Clube, mas antes de tudo, um entusiasta do esporte e admirador do incansável trabalho dos dirigentes de todos os clubes para manter suas equipes em campo, independente do nível de disputa.

Acompanho o Campeonato Catarinense e percebo como a participação de um time na Divisão Principal traz benefícios, não só para o próprio clube, mas também para a cidade que ele representa, para as empresas que o patrocinam, para o torcedor, para a mídia e, porque não dizer, para o próprio futebol.

Alguns dirigentes e representantes da imprensa especializada têm defendido a abertura do Campeonato a partir de 2011, para torná-lo mais democrático e equilibrado. Eu me uno a eles e manifesto opinião favorável a que a Divisão Especial volte a ter 12 times ao invés de 10 (já teve 14, no passado). E sugiro que a Federação Catarinense de Futebol reavalie os critérios de acesso, passando a rebaixar apenas o lanterna e a subir somente o campeão da Segunda Divisão, valorizando mais os méritos das equipes, nos dois casos.

Abrir o leque vai favorecer a diversificação. Teremos mais times com diferentes perfis e qualidades, com mais oportunidades de jogos, equilibrando assim as disputas. Com isso o campeonato se tornará mais competitivo e mais justo para todos. Hoje a competição está seletiva. Poucas rodadas definem o resultado final e depois disso a maioria das equipes acaba sem compromissos de jogos, desperdiçando todo o investimento e o esforço para chegar até ali.

Eu vejo o futebol também como uma atividade social, que envolve as comunidades e cria oportunidades. Temos em Santa Catarina pelo menos uma dezena de clubes que poderiam estar disputando a primeira divisão, divulgando os nomes de suas cidades, mas que hoje permanecem marginalizados pelo regulamento. Se estivessem na tabela principal teriam mais apoio de seus municípios e de bons patrocinadores, proporcionariam mais espetáculos para as torcidas e movimentariam também a mídia de suas cidades. E todos ganhariam com isso.

Estamos no ano da Copa do Mundo e mais em evidência do que nunca, com a realização da Copa no Brasil em 2014. Portanto, é hora de investirmos para enriquecer o futebol brasileiro. Cada Estado fazendo a sua parte. Em Santa Catarina, um bom começo seria valorizar o esforço dos clubes, colocando suas equipes em campo, sob os holofotes e os aplausos de suas torcidas.

Aos que compartilham da mesma opinião, fico a disposição para colocar o assunto em debate e defender uma campanha em favor da democratização do Campeonato Catarinense de Futebol.

Luciano Hang
Empresário e patrocinador do Brusque Futebol Clube

Chapecoense empata, Brusque comemora

A Chapecoense contratou por atacado, mas não mostrou resultado em campo. Mais uma vez o melhor em campo foi o goleiro, e o Criciúma arrancou o empate no final com um gol em impedimento, não marcado pelo auxiliar Zelindo Matiasso, que por coincidência é da cidade de Coronel Freitas, vizinha à capital do Oeste. O Brusque comemora o empate, e poderá fugir do pesadelo definitivamente na segunda-feira. Basta o Imbituba confirmar o favoritismo contra a Chapecoense em casa no domingo, e o time de Hélio Vieira vencer o Criciúma.

Vamos analisar o jogo começando pelo final, a arbitragem: quem anulou o gol foi o auxiliar, e não o José Acácio da Rocha, que não teve uma má atuação. A reclamação correu solta na Arena Condá, com direito a tentativa de invasão do vestiário por parte da diretoria verde, mas um olhar sobre o jogo não resta dúvida: a Chapecoense não merecia vencer a partida. Abriu o placar com um gol de falta de Morisco, quando o Tigre já tinha colocado bola na trave. No segundo tempo, se viu praticamente um jogo de meia-linha, onde o Criciúma teve uma infinidade de escanteios, colocou bola na trave e quase fez gol olímpico, que parou nas mãos de Ricardo, o milagreiro. O Tigre fez por merecer o gol e ele veio, com Leandro Branco, em posição de impedimento, que provocou a ira do torcedor de Chapecó, que está bem próximo da segundona.

Guilherme Macuglia contratou por atacado. Chegaram mais quatro do Cianorte, time que sequer classificou entre os oito do paranaense. O time entra em um parafuso maior ainda, enxertando jogadores sem entrosamento em um time que já é bagunçado em campo. O mau preparo físico é flagrante, e ainda tem o jogo em Belo Horizonte no dia primeiro pra complicar.

O final de semana poderá definir tudo.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Agora nem guarda-chuva pode

Continuando a série "coisas que não pode num estádio", o Rodrigo Braga, do Jornal de Santa Catarina, registrou no seu twitter que a Pòlícia Militar não permitiu a entrada de guarda-chuvas no Estádio do Sesi, em Blumenau, quando Metropolitano e Joinville jogaram debaixo de uma chuva desgraçada.

Vai contando aí, mais um item proibido em estádio. E isso vai afugentando, afugentando e afugentando o torcedor...

O velho juiz e o foguete da discórdia

Vou assistir o VT completo do clássico Avaí x Figueirense a tarde. Mas já li e reli tudo o que reclamaram e falaram do jogo. Ninguém, eu disse ninguém, comentou sobre a partida tecnicamente, ou quem foi melhor, quem deu nó tático em quem, enfim...

Qual foi o assunto? Arbitragem. Dele, Luiz Orlando, que aos 50 anos não pode mais apitar um jogo. A Fifa determina isso. Se a Fifa diz que não pode depois dos 45, é porque ela sabe que depois dessa idade a pessoa perde capacidade de visão, vigor físico e outras coisas decorrentes do tempo.

Pênalti pra cá, expulsão pra lá, não importa. Uma coisa é certa: A Federação sabia que estava correndo risco ao colocar Luiz Orlando no jogo. E pior: sabe que ele não reúne condições técnicas e físicas para apitar uma partida. Eu prometo: um dia eu vou gravar em vídeo uma explicação de como ele rasga o livro de regras do futebol. Não marca as faltas corretamente, usa de gestos que não estão no livro, e ainda por cima tira sarro de jogador.

Vamos ao foguete, o outro ponto. Até onde sei, não foi encontrado o autor do foguete disparado. A menos que o Avaí arrume algum laranja que se sacrifique dizendo que atirou o foguete em campo, o Leão deve ser punido pelo TJD. Se for inocentado, o Tribunal deverá ser fechado, e seus auditores deverão ser trocados, e seus nomes serão colocados aqui no Blog para ser registrados. E quem soltou o foguete deve saber que deu a deixa para que Luiz Orlando desse mais um minuto de jogo, e deu no que deu.

Foi um clássico que entra pra história, com muita repercussão. Pena que o papo vai girar em torno do árbitro. Vou falar mais uma vez: aposenta Luiz Orlando!

Ponto importante em Ibirama. Mas se não fosse o Ronan...

... seria uma vitória. Engraçado como tem árbitro que muda de personalidade ao passar por aquele pórtico da "cidade dos belos panoramas". O que acontece de tão sobrenatural no vestiário do Hermann Aichinger, hein? Eu até tinha uma boa avaliação do Ronan Marques da Rosa. Mas ontem foi demais.

No alagado gramado de Ibirama, ele anulou um gol legítimo do Brusque, marcado por Rogélio de cabeça, quando dois zagueiros do Atlético davam condição na hora do cruzamento. O Brusque disse que vai fazer reclamação formal à FCF hoje, mas não adianta. Sempre vai haver o fator da sobrenaturalidade sobre o Estádio da Baixada. O clima lá nunca é bom, tanto que a direção do Ibirama, possessa com o fato de não ter ganho o jogo nem com a ajuda da arbitragem, desligou a energia das cabines de imprensa para mandar o pessoal de Brusque embora. E o zelador ainda riu de nossa cara.

Não dá pra analisar muita coisa do jogo tecnicamente, por causa do terreno completamente alagado. O Brusque teve o garoto João Ricardo no gol, que mostrou segurança e principalmente confiança, aparecendo em lances importantes. Quando a bola ainda conseguia rolar, no primeiro tempo, o Brusque foi mais time, com Pantico puxando os contra-ataques e outro partidaço de Têti. Na segunda etapa, podia dar de tudo. Não havia como jogar bola, e o Atlético teve a sorte de criar chances, mas o azar de perder os gols.

Com o empate, a diferença pra Chapecoense sobe pra 4 pontos. A conta é simples: se o Brusque vencer os dois jogos que tem em casa, o time de Chapecó precisa vencer todos os quatro. Vamos ter que passar por cima de adversários e arbitragem, que parece que quer viajar pro Oeste, para permanecer na primeira.

quarta-feira, 24 de março de 2010

Brusque atrás de algo inédito em Ibirama

Cheguei ao trabalho hoje, e fui abrir os jornais de Chapecó. Lá, contam que o Brusque irá perder em Ibirama, e a Chapecoense irá vencer o Criciúma, para empatar a parada do rebaixamento a três rodadas do final.

Eles não estão totalmente errados. Mas, ao mesmo tempo, nunca fui para Ibirama tão esperançoso de trazer pontos de lá. O Brusque nunca venceu no Hermann Aichinger, trouxe apenas dois empates na história. Mas tabus existem para ser derrubados.

Brusque não tem desfalques significativos. Rogério Souza volta, mandando Pereira para a cabeça de área, que é onde vinha jogando. Cris sai, mas Rogélio retorna na zaga. Na frente, Pantico e Viola sabem que agora contam com um sistema de meio-campo que faz a bola chegar na frente. Ou seja: a melhora veio, e o time entra em condição de buscar resultado.

O Ibirama não tem o artilheiro do time, o veloz ala-direita, os volantes e ainda pode ficar sem o zagueiro Souza, que sofre de dores no nervo ciático, o que equilibra a partida. O time terá a volta de Antônio Carlos e apostará nos chutes de Maurício Fofão, que deverá ter atenção especial da marcação brusquense. Vai ser um jogo bom, é bom não contar com a vitória antes da hora.

Uma coisa me preocupa no Brusque: o goleiro. Que Marimon não trouxe confiança ao torcedor, isso não é novidade. Pra mim, ele falhou no primeiro gol da Chapecoense, ao sequer ir na bola e cair de bunda no chão em um chute que vinha em sua direção. O técnico Hélio Vieira surpreendeu a todos a promover o garoto João Ricardo, das divisões de base, à titularidade. Ele jogou no ano passado contra o JEC pela Copinha e mostrou certo nervosismo. Mas ele é bom, e confio em sua qualidade. É só colocar a cabeça no lugar.

O Brusque deve anunciar um goleiro amanhã. São três os sondados: Cássio, atualmente no Santa Cruz-RS, Alexandre, do Rio Branco-PR e Renato, que jogou aqui em 2007, é ex-Corinthians e atualmente joga a A2 do Paulista.

terça-feira, 23 de março de 2010

Em Joinville, Radinho de pilha é proibido na Arena

Soube disso hoje, mas vale a pena ser publicado aqui no Blog o que aconteceu em Joinville na noite de domingo.

Torcedores do JEC reclamam que a Polícia Militar estava apreendendo os radinhos de pilha que entravam no Estádio, sob a alegação que seriam "armas descaracterizadas" que possam ser atiradas. Isso é simplesmente ridículo. Daqui a pouco, celular também vai ser proibido. Ou o torcedor voltava, ou jogava o rádio no lixo.

Estão tratando o torcedor como bandido. Mais um item pra lista: sem cerveja, sem bandeira e agora, sem rádio. Qual será o próximo item?

Palpitando - 6a. rodada

Vamos à palpitolândia da 6a. rodada do returno do Estadual!

Juventus x Imbituba: o Juventus até mostrou uma melhora no campeonato, e enfrenta um time que sofre crise de identidade fora de casa. Vou marcar empate em 1 a 1.

Atlético x Brusque: nunca fui para Ibirama tão esperançoso em ver o Brusque trazer pontos. Brusque vai com novo goleiro e Ibirama com seis desfalques. Aposto em empate em 1 a 1, de novo.

Avaí x Figueirense: O Avaí perdeu em Imbituba e tem a obrigação moral de mostrar bom resultado em casa no clássico. O Figueirense melhorou bastante, mas acho que o fator Ressacada pesa a favor. Avaí 1 a 0.

Metropolitano x Joinville: o jogo mais fácil de palpitar. Joinville mal, com uma penca de desfalques, contra um Metrô que baixou um pouco o ritmo, mas em casa faz a tarefa. Metropolitano 2 a 1.

Chapecoense x Criciúma: o time do Macuglia mostrou em Brusque que não mostrou nada de novo em relação aos outros jogos do Estadual. O Tigre está no G4 do returno, mas não deve ficar por lá. Vou de empate em zero a zero.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Bandeira é faixa de organizada?

A cena aconteceu ontem, em Brusque, e traz mais uma preocupação quanto às restrições que existem ao torcedor que vai ao estádio. Já não pode beber uma cervejinha, e agora não pode levar uma bandeira que já é tratado como criminoso.

A situação foi a seguinte: como todos sabem, torcidas organizadas que não possuem o famoso cadastro na FCF não podem expor as suas faixas no Estádio. Apesar de ser controverso, ninguém discute a determinação. Mas o que aconteceu ontem no Augusto Bauer foi muito pior: do lado do Brusque, um torcedor levou uma bandeira colorida com o escudo do Brusque estampado no meio. A Polícia arrancou a bandeira, dizendo que seria de organizada. E existe torcida organizada de um torcedor só? É probido levar e mostrar uma simples bandeira com o brasão do clube?

Da mesma forma, uma faixa da torcida da Chapecoense com a inscrição "somos mais do que 11", que mostra a paixão de torcedores que viajaram mais de 500 km para acompanhar o seu time que luta contra o rebaixamento, foi retirada sem dó pela PM. O que uma frase tão legal caracteriza uma torcida organizada, hein?

Já tivemos exemplos piores. Aqui em Brusque, há uns dois anos, queriam proibir a entrada dos rádios de pilha no Estádio, e quando o Metropolitano jogava em Timbó, a mesma polícia proibiu entrada de torcedores que usavam camisas de sócios do clube de Blumenau, só porque tinham o escudo estampado de forma estilizada.

Há se diferenciar o que é a manifestação individual, de um grupo de torcedores e de torcida organizada. Há uma grande diferença entre estes três grupos, e a Polícia não quer nem saber.

E faço aqui uma referência ao major Varela, responsável pelo policiamento no Augusto Bauer ontem, que se negou a dar entrevista ao repórter Giovane Ricardo, da Rádio Cidade, sob o pretexto que "estava trabalhando". Com insistência, ele disse que retirou as bandeiras sob determinação da FCF. Acho que ele também não sabe que a tal determinação envolve as organizadas, e não o torcedor comum.

domingo, 21 de março de 2010

Empate no Augusto Bauer. Agora é cada um por si

As especulações acerca desse jogo Brusque x Chapecoense eram sobre a situação da tabela em caso da vitória de um ou de outro. Mas poucos falaram do cenário em caso de empate, que acabou acontecendo. Quem perde mais com o resultado? Penso que é o time de Chapecó. Ele tinha 15 pontos possíveis para descontar os três pontos de desvantagem em relação ao Brusque. Agora tem 12 possíveis, e cada um tem dois jogos em casa e dois fora. Salve-se quem puder.

O confronto foi um retrato real que mostrou porque os dois times se encontram na parte baixa da tabela. Vários erros de passe e marcação resultaram em um jogo equilibrado. Me desculpe o Guilherme Macuglia, mas não vi tanta evolução assim no time da Chapecoense. A vitória contra o Atlético-MG parece ter sido exceção de uma noite.

O Brusque mostrou a melhor formação possível, e merecia marcar no primeiro tempo, onde dominou a partida, mesmo com Badé colocando uma bola na trave no primeiro minuto de jogo. Controlou a posse no meio-campo, e armou um grande número de jogadas. Pantico, e de novo ele, foi o principal nome lá na frente, já que Viola não se mexe. Aliás, uma frase sobre o Viola: não faz nada em campo, mas pelo menos atrai marcação forte nele. E isso ajuda. O sistema defensivo do time de Chapecó, mesmo com uma linha de três, mostrou-se lenta e dura. Silvio Bido, Anelka e Felipe, definitivamente, encontram-se em má fase. O primeiro tempo ficou no zero, e o segundo prometia.

Na segunda etapa, Macuglia tirou Badé e Waldison para colocar Basílio e Neném, e foi esse último que deu mais poderio ofensivo. O Bruscão marcou no primeiro minuto, com Pantico e permitiu a virada em dois golaços de Sagaz e do próprio Neném, mas o baixinho foi correndo para a área e, no chamado tranco, empatou o jogo, colocando um pouco mais de justiça no placar.

Faltam 4 rodadas. A Chapecoense terá um jogo em BH pela Copa do Brasil antes da penúltima rodada, contra o Figueira. O Brusque saiu desse jogo me dando uma impressão de estar um pouco melhor, pois controlou o jogo com a bola no pé. O jogo de hoje poderia ser uma decisão, mas o empate postergou tudo. A análise da situação do rebaixamento terá, a partir de agora, de ser discutida rodada a rodada.