sábado, 3 de abril de 2010

Memória - Figueirense x Chapecoense, 1986

Um pouco de memória no Blog. Lembrando os confrontos Oeste-Capital ao longo da história, a foto ao lado é de maio de 1986, em um confronto Figueirense e Chapecoense no Estádio Orlando Scarpelli. O jogador alvinegro é Carlos Alberto Rocha, marcado por Sílvio, do verdão do Oeste. Naquele ano, os times viveram situações opostas: o Figueirense foi rebaixado para a Segunda Divisão de 1987.

Curiosidade: enquanto o Figueira era patrocinado pelo Dimas, conhecida concessionária de automóveis da Capital, a Fiat estampava sua marca na camisa da Chapecoense.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Palpitando - 8a. rodada

Vamos aos palpites do Blog para a penúltima rodada do returno:

Avaí x Atlético-IB: de ânimo renovado depois da vitória em Curitiba, o Leão precisa reencontrar o foco se quiser ir para a decisão contra o JEC. O Atlético é um bom time, mas cai de rendimento jogando fora de casa. Avaí vence por 2 a 0.

Criciúma x Imbituba: O Criciúma de técnico interino que substituiu o interino, pega um Imbituba certinho, que mesmo depois de perder da Chapecoense, não perdeu a qualidade. Felipe Oliveira, que não jogou domingo, entra em campo no Majestoso. Vai ser o ponto que falta pro Tigre escapar da degola. Empate em 1 a 1.

Juventus x Joinville: todo mundo sabe que vai ser goleada, só resta saber de quanto. Eu chuto 5 a 0 JEC.

Chapecoense x Figueirense: o clima em Chapecó não é bom, a torcida foi recepcionar o time no aeroporto hoje da pior forma possível. O Figueira está desfalcado, perde um pouco do seu poder ofensivo e vai enfrentar um time desesperado por uma vitória, mas que tem um futebol de baixa qualidade. Para o Figueira, pode valer mando de campo nas finais. Jogo dramático, vou de Figueirense 1 a 0.

Metropolitano x Brusque: não vai ser goleada fácil pro Metrô como já ouvi por aí. O Brusque vem de uma melhora importante e está invicto há três partidas, e volta a ter seus dois laterais titulares. O Metrô tem um bom ataque, mas não vai ter o milagreiro João Paulo, suspenso. Quem vencer fica vivo na luta pelo G4 do returno. Mas vai ser partida parelha. Jogo em empate em 1 a 1.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

A verdade apareceu no primeiro de abril

Seis a zero, e poderia ser mais. A Chapecoense acreditava que poderia conseguir um resultado dentro do Mineirão e se classificar para a terceira fase da Copa do Brasil, e fazer como o Santa Cruz, time da Série D que eliminou o Botafogo dentro do Engenhão.

Mas o time é o mesmo que está na zona de rebaixamento do Campeonato Catarinense. Se no jogo de ida, quando o Atlético perdeu um monte de gols, o time de Chapecó venceu, hoje a verdade veio a tona em pleno primeiro de abril. Essa é a Chapecoense, o time que Guilherme Macuglia disse que era renovado, e que achava que tinha futebol para bater o time de Luxemburgo.

Não sei que tipo de motivação ou estratégia Macuglia armou para a partida de hoje. O time andou em campo, assistiu o Atlético jogar em grande parte da partida e tomou a goleada ao natural. No início da partida, o esquema fechadinho até funcionou bem, mas um pequeno ajuste de Vanderlei Luxemburgo no vestiário agregado à vontade de vencer colaborou para o placar elástico. E se apertasse um pouco mais, podiam ser sete ou oito.

Se a Chapecoense fosse eliminada com um 2 a 0, ou um 3 a 1, até poderia haver uma motivação para os dois jogos restantes do campeonato catarinense. Tomando seis, o time vai estraçalhado para casa. Fisicamente já está, pois o time andou em campo e mostra que está mal preparado. E agora, psicologicamente.

Passar um ano na segunda divisão vai fazer bem ao time.

É o Avaí da Série A na terceira fase

Se no Estadual o Avaí anda rateando, e despertando dúvidas acerca do rendimento do time visando o Brasileirão, o mesmo não pode-se dizer do jogo de hoje no Alto da Glória. Pressão contrária, empate com gols no jogo de ida, melhor campanha no Paranaense... nada assustou o Leão, que venceu e deve pegar o Grêmio do Silas. Hoje, o time mostrou uma atuação de Série A.

O pênalti perdido por Marcos Aurélio no minuto final do jogo mostra um símbolo da modernidade nos goleiros. Além de escolher um dos cantos, já tem goleiro apostando na paradinha e esperando pra ver onde o atacante chuta. Aconteceu hoje com Zé Carlos. Esperou o atacante parar. Quando Marcos Aurélio viu que o goleiro avaiano não se mexeu, se livrou da bola totalmente desequilibrado. Acabou acertando a trave.

A importante vitória do Avaí em Curitiba deve servir para dar mais confiança ao grupo no Estadual. Péricles Chamusca, que começava a correr riscos, ganhou um balão de oxigênio novinho em folha para encarar as últimas duas rodadas do returno. E o elenco comemorou ao fim do jogo, mostrando uma união que é importante nesse estágio das duas competições.

E que venha Silas, William e Ferdinando. Teremos dois jogos imperdíveis entre Avaí e Grêmio, com mando de campo a ser sorteado pela CBF. Nada menos que o confronto dos sonhos do torcedor avaiano.

quarta-feira, 31 de março de 2010

Jogador do Juventus: "Estamos abandonados"

Vale a pena ouvir o áudio abaixo. É uma entrevista do jogador Amaral, do Juventus, ao reporter Marlon Oliveira, da Rádio Jaraguá, que reclama da situação que a diretoria do clube tem deixado os jogadores no Estádio João Marcatto. O jogador fala que o grupo está abandonado no alojamento, o clube conta com apenas um jogo de uniformes, e que a promessa do pagamento dos salários atrasados feita pelo presidente Ildo Vargas não foi cumprida.
Clique no Play para ouvir a entrevista.



E tem gente que ainda fala em virada de mesa?

terça-feira, 30 de março de 2010

Apito de fora pra arrumar a casa?

Devido à incompetência da maioria esmagadora dos árbitros e assistentes catarinenses, o papo que atualmente que rola nos bastidores do nosso futebol é a possibilidade de arbitragem de fora do Estado aparecer por aqui para os jogos decisivos do Campeonato. Não é uma medida inédita, mas representa uma grande derrota política para a Federação e a classe dos árbitros, que tem um Sindicato que o representa.

Pode aparecer por aqui um Carlos Simon, ou até um Héber Roberto Lopes ou Leonardo Gaciba, que aliás, era sondado no início do ano a fazer parte dos quadros da Federação, no lugar de Wagner Tardelli, que veio do Rio de Janeiro e foi muito bem por aqui.

Agora, se a FCF ceder as pressões e trazer árbitro de fora para a fase final, estará assinando o atestado de incompetência e confissão de culpa por tudo o que está acontecendo com a arbitragem do Estado. Afinal, é a Federação que dá os cursos, que faz as avaliações físicas e escritas, cobra boas atuações e que indica os "melhores" para apitar os jogos. Ao trazer um "estrangeiro", ela está admitindo que Santa Catarina não tem nenhum juiz em condições de apitar um jogo decisivo.

Sem contar que será uma decisão desmoralizante e desanimadora para os árbitros do Estado, que sabem que precisam comer carne de pescoço o ano todo lutando para apitar um jogo importante, e na hora H, um figurão com escudo da Fifa chega para ocupar o lugar. Aí entra o papel do Sindicato dos árbitros, que provavelmente abrirá o berreiro. Pode apostar.

Mas é necessário, para que o campeonato não termine mal. Temos em Santa Catarina um quadro que possui árbitros acima da idade, outros que não suportam pressão e novos nomes que visivelmente entram mal preparados em jogos da primeira divisão. Há um problema muito difícil de ser solucionado, e a prova cabal está acontecendo nessa semana, quando alguns árbitros que vêm atuando no Estadual foram reprovados nos testes que instrutores da CBF estão fazendo em Itajaí.

Pepino pra Federação descascar.

A culpa era do Wilsão?

O Criciúma não demitiu Wilsão, o seu técnico. Demitiu o seu funcionário, que era treinador dos juniores, e foi efetivado após a demissão de Itamar Schulle, onde se sabia que estava "guardando lugar" para Argel Fucks, que assumirá quando o São José encerrar a sua participação no Campeonato Gaúcho. Até ontem, antes do jogo contra o Brusque, o time brigava pelo G4 e Wilson, até certo ponto, era respeitado. Foi só o time, que é limitadíssimo, perder, que a casa caiu. Ele era um bom técnico nos juniores, formou grande parte da mão de obra atual do time de cima. Mas acabou indo pra rua.

Ele tem história dentro do clube, e não deve ter caído simplesmente por problemas técnicos. Deve ser coisa interna, algo que não tenha agradado a nova diretoria. Wilsão não tinha meio termo nas suas entrevistas. Na sua saída, ele disse que "infelizmente não posso revelar o motivo, mas foi a maior decepção da minha vida". Logo a verdade aparece.

E o Criciúma que trate de contratar gente melhor. O Brida, que foi indicação do Argel, já mostrou que é jogador limitado.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Vitória para dar tranquilidade

O Brusque entrou em campo pressionado pela vitória da Chapecoense em Imbituba. O Criciúma procurava ir para o G4 do returno mas... com esse time? Foi o pior time do Tigre que vi em muitos anos. Não sei como havia quem acreditava em classificação, porque o time foi presa fácil do Brusque, que mandou durante a partida e mereceu a vitória com tranquilidade.

O Bruscão entrou em campo super desfalcado, perdendo Leandro Leite, Rondinelli e Viola de última hora, colocando João Neto e Tom, jogadores da base, nas laterais e Lourival no lugar de Viola... peraí... alguém falou Viola? Não fez falta alguma no time. E não vai fazer falta em Blumenau. O domínio do meio-campo, com Têti e Diogo Oliveira, facilitou o trabalho da dupla de ataque, que marcou a saída de bola e pressionou o Tigre desde o início.

O time de Hélio Vieira afinou o discurso na reta final do campeonato, e traz uma tranquilidade na luta contra o rebaixamento. Veja a situação: se vencer o Imbituba em casa na última rodada, garante a vaga na primeira divisão, mas se vencer o Metropolitano no clássico de domingo, além de sepultar de uma vez a Chapecoense, entra em uma briga por classificação às semifinais do returno, pois há chance matemática com o máximo de 14 pontos conquistados. Não é impossível, mas primeiro é bom encerrar o papo do rebaixamento. Se a Chapecoense perder um dos dois jogos que faltam, está fora. O importante é o Brusque fazer a sua parte.

domingo, 28 de março de 2010

Momentos decisivos e emocionantes

Campeonatos que não funcionam sob o esquema dos pontos corridos são assim: a lógica do time regular não funciona, e só levanta o caneco quem chega no ápice da sua condição técnica e física lá nos dois jogos finais. Não adianta detonar no meio para chegar arrebentado no final.

É isso o que a rodada de domingo mostrou. O Joinville, que contratou a granel no returno e trocou o treinador, patinou em partidas contra Brusque e Ibirama, mas voltou a dar sinais de bom futebol para vencer o Avaí, que mostra exatamente o contrário: veio arrebentando no início da fase, mas vêm rateando e acendendo um sinal amarelo, de que poderá ter dificuldades nas partidas finais contra Atlético e Metropolitano, e fatalmente perder o mando nas finais do returno, o que até um tempo atrás era dado como certo. E quando foi a última vez que o Avaí teve uma atuação convincente? O JEC já apagou aquela imagem que seria presa fácil na decisão. E na hora certa. Tem alguns jogos para afinar o discurso.

O Atlético de Ibirama venceu o Metropolitano aos 49 do segundo tempo, e voltou a briga pelo quadrangular do returno, depois de empatar contra o Brusque. Mas o grande vencedor da rodada foi o Figueirense, que fez o dever de casa contra o Juventus e viu Avaí e Imbituba perderem e deixarem o caminho da liderança aberto. Mesmo não tendo uma defesa confiável, Márcio Goiano deu uma consistência muito boa ao ataque, que segura as pontas do time, que tem uma final de Copa no domingo, em Chapecó. Vencendo, deixa a decisão do mando do returno pro jogo em casa contra o Criciúma, e dá um passo enorme para chegar a final.

E a Chapecoense pressionou o Brusque. Fez um começo de jogo eletrizante, meteu dois a zero no Imbituba, que quando acordou no jogo, tinha que correr atrás do prejuízo. O Zimba descontou e teve até gol anulado, mas o time de Chapecó conseguiu uma importantíssima vitória, jogando pressão no jogo Brusque e Criciúma. Se o Brusque vencer, a diferença volta aos três pontos e duas vitórias, e obriga o time de Guilherme Macuglia a marcar quatro pontos nos seis que restam. Se o Criciúma levar a melhor, os dois times vão empatados para as duas rodadas finais, sendo o empate em pontos favorável ao Bruscão.

O jogo desta segunda é imperdível.