sexta-feira, 9 de abril de 2010

Viola não viaja para enfrentar o Avaí

O técnico Hélio Vieira deu hoje uma prova que tem o elenco na mão, e que o grupo do Brusque está unido para enfrentar o Avaí amanhã.

Ele deu entrevista ao Giovani Ricardo, da Rádio Cidade, deixando claro que o veterano atacante Viola não viajará com o grupo para Florianópolis. O motivo é a indisciplina do atleta, que simplesmente não apareceu na reapresentação do time ontem, e tampouco deu justificativa. O técnico teria dito à diretoria ontem que no seu time, ele não jogava mais.

Hoje, no treino, Viola estava revoltado, e soltou os cachorros pra cima do treinador em entrevista à repórter da RIC, única da imprensa de fora da cidade que estava lá. Já há algum tempo, ele não dá entrevistas para as emissoras da cidade. E quer saber? Não estamos nem aí. Os outros jogadores são guerreiros, estão se superando e merecem todos os louros.

Li em sites e jornais de todo o Estado hoje um grande auê sobre a ida ou não de Viola para Florianópolis. Aqui em Brusque, a imprensa e a torcida nem dão bola se ele está ou não no banco. Depois que ele foi expulso contra o Figueirense no final do jogo, quando atravessou o campo para xingar o árbitro, e com a chegada de Pantico, a realidade do Brusque não conta com Viola dentro dela. O elenco está fechado sem ele. O Brusque é o que é hoje por causa do plantel que tem, sem o Viola.

A ação de marketing foi extremamente válida, mas ele veio para jogar bola, e disse quando chegou que aceitava tranquilamente o banco de reservas. Então, que aceite ficar de fora dos relacionados.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Delfim rechaça 12 clubes em 2011

Para encerrar o assunto da famosa "virada de mesa" que tanto se fala no futebol catarinense, abaixo, entrevista do presidente da FCF à Rádio Chapecó, onde ele deixa bem claro que não há a possibilidade da colocação de 12 clubes no Campeonato Catarinense de 2011. A declaração encerra a discussão sobre qualquer mudança que faça Chapecoense e Juventus permanecerem na primeira divisão. Clique Play para ouvir.



Assunto encerrado. Vamos parar de pensar em bagunçar mais o já bagunçado futebol de Santa Catarina.

Brusque ressuscitado e classificado

É impressionante ver a reação do time do Brusque. Mesmo sem Pantico, o time mostrou uma união enorme e patrolou o Imbituba em casa, que não viu a cor da bola. Foi três a zero, poderia ser mais. O próximo adversário é o Avaí, um adversário de respeito, favorito ao título e que terá a torcida ao seu favor. Mas, diferente do time que tomou 3 a 0 na abertura do campeonato, esse Brusque está acertado. Tem um padrão de jogo, marca bem e joga com qualidade. Não será vida fácil para o Leão da Ilha, que tem todo o favoritismo sobre suas costas.

A torcida encheu o Estádio, e o time correspondeu à confiança dada, depois de tantos dissabores no campeonato. O renascimento começou no segundo tempo do jogo contra o Joinville. Depois disso, o time não perdeu mais. São quatro jogos sem sofrer gol. É ou não é uma campanha para acreditar em reviravolta? O inferno batia à porta até domingo passado, e agora o céu está mais próximo. Só se classificou quem mereceu, e agora o time de Hélio Vieira está na briga.

O Avaí venceu dentro de Blumenau e confirmou o seu primeiro lugar, mesmo com a goleada do Figueirense sobre o Criciúma. Lá, se espera um clássico da capital para decidir o returno, mas antes há os confrontos contra Brusque e Joinville, curiosamente dois times que reencontraram o bom futebol na reta final da fase de classificação. E como há aquela máxima que diz que "futebol é momento", é bom olhar com prudência o favoritismo do time mandante. Teremos bons jogos nas semifinais.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Estatuto não permite virada de mesa em SC

Tenho ouvido com frequencia as emissoras de rádio do Oeste, falando de virada de mesa no Campeonato Estadual. Acontece que o estatuto do torcedor é claríssimo, e não permite qualquer tipo de artifício para que Chapecoense e Juventus joguem a primeira divisão em 2011. Agradeço ao Beto, que frequenta o Blog e dissecou os artigos do estatuto que falam sobre isso.

Primeiro, é necessário dizer duas coisas: o Marcílio Dias e o Tubarão, que caíram no ano passado, em nenhum momento falaram em virada. Abaixaram a cabeça, aceitaram o descenso e estão trabalhando duro para a divisão especial desse ano. Da mesma forma, o regulamento do Estadual 2010, em seu artigo 23o., diz que "As associações que obtiverem as 9ª (nona) e 10ª (décima) colocações na competição, serão rebaixadas para a disputa do Campeonato Catarinense de Futebol Profissional da Divisão Especial de 2011"

Agora, vamos ao que diz a lei. Comentários em negrito:

Art. 9º (...)
§ 5º É vedado proceder alterações no regulamento da competição desde sua divulgação definitiva, salvo nas hipóteses de:
(...)
II - após dois anos de vigência do mesmo regulamento, observado o procedimento de que trata este artigo.

Aqui, diz que o regulamento deve ser respeitado depois de divulgado. Ele diz que os dois rebaixados devem jogar a Divisão Especial de 2011.

E mais:

Art. 37. Sem prejuízo das demais sanções cabíveis, a entidade de administração do desporto, a liga ou a entidade de prática desportiva que violar ou de qualquer forma concorrer para a violação do disposto nesta Lei, observado o devido processo legal, incidirá nas seguintes sanções:

I – destituição de seus dirigentes, na hipótese de violação das regras de que tratam os Capítulos II, IV e V desta Lei;

II - suspensão por seis meses dos seus dirigentes, por violação dos dispositivos desta Lei não referidos no inciso I;

III - impedimento de gozar de qualquer benefício fiscal em âmbito federal; e

IV - suspensão por seis meses dos repasses de recursos públicos federais da administração direta e indireta, sem prejuízo do disposto no art. 18 da Lei no 9.615, de 24 de março de 1998.

§ 1o Os dirigentes de que tratam os incisos I e II do caput deste artigo serão sempre:

I - o presidente da entidade, ou aquele que lhe faça as vezes; e

II - o dirigente que praticou a infração, ainda que por omissão.

Aqui, a lei prevê que, caso for feita a violação do regulamento de 2010, os dirigentes responsáveis, no caso a FCF, responderão judicialmente pelos seus atos.

Caso encerrado. Se a lei for respeitada, não há virada de mesa. O que pode acontecer é que em 2011 sejam feitas mudanças para 2012. Mas mesmo assim, quem caiu neste ano terá que jogar a Divisão Especial, assim como o Marcílio Dias e Atlético Tubarão farão a partir de agosto.

terça-feira, 6 de abril de 2010

Em entrevista, Zunino diz que é a favor de 12 clubes no Estadual

O presidente do Avaí e da Associação de Clubes, João Nilson Zunino, deu entrevista hoje a tarde para a Rádio Chapecó, sobre o assunto dos 12 clubes no Catarinense de 2011. Zunino deixou claro que é a favor de 12 clubes, que já procurou na Federação se informar sobre o procedimento, mas precisa ver a legalidade da virada de mesa. E ainda convidou o prefeito e autoridades esportivas da cidade a comparecer no dia 23 próximo em Criciúma, quando haverá reunião da Associação de Clubes para discutir o assunto. O áudio está abaixo. Clique no Play para ouvir:



Eu tinha sérias dúvidas acerca da tal virada de mesa. Mas ouvindo a entrevista do Zunino, começo a achar que ela vai acontecer, a não ser que haja um impedimento legal. Ele tentou verificar a possibilidade dos dois rebaixados jogarem a Divisão Especial desse ano, mas como o arbitral já foi feito, esse caminho deverá ser abortado. Ao afirmar que chegou a consultar na Federação, e convidar o pessoal de Chapecó para "vender a ideia" na reunião dos clubes, ele mostra que está favorável ao aumento de clubes já para o ano que vem.

Vem aí a Seleção dos "Piores do Campeonato"

Já que a eleição dos melhores do catarinense fica a cargo do Instituto Mapa, que faz muito bem o seu trabalho, vamos tentar montar a seleção dos pernas-de-pau do Catarinense. E para isso, conto com a ajuda dos frequentadores aqui do Blog.

Vai funcionar assim: mande a sua seleção dos piores do campeonato como comentário nesse post, ou você pode mandar para o meu email (rodrigo@tvbrusque.com.br). Juntarei os resultados recebidos, e dependendo da vinda dos votos, pretendo anunciar já no final de semana.

Participe você também. Tem um monte de jogador que decepcionou nesse Campeonato Catarinense.

Cadê o resto do povo?

Acima, o borderô de Juventus x Joinville, que aconteceu no domingo, em Jaraguá do Sul. Como se vê, o documento acusa um público de 244 pagantes, sendo que 96 (25 inteiras + 71 meias) pagaram ingresso de arquibancada descoberta. Pois bem, essas 96 testemunhas estão na foto abaixo, acompanhados de mais uns 400, que não pagaram ingresso ou simplesmente desapareceram do balanço da partida. Cadê o resto do povo que não aparece no borderô? (Clique nas fotos para ampliar)

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Chapecoense, de favorita a rebaixada

A torcida da Chapecoense viveu todos os tipos de emoções em um ano. Teve alegrias, mas vivenciou aquela que talvez foi a maior tristeza de sua história. São vários os motivos que culiminaram com o rebaixamento de um clube que, no começo do ano, era chamada de nova força do futebol catarinense e favorita ao título estadual.

O Verdão do Oeste apostou em uma continuidade, mantendo grande parte do elenco da Série D, com Mauro Ovelha no comando. Mas o oba-oba era grande, e a diretoria afrouxou a fiscalização sobre o grupo. Aí veio o problema número 1 indicado pela torcida e imprensa: as puladas de cerca de parte do grupo. Isso colabora para a divisão do plantel, e não tem treinador que una um grupo dividido, já que a diretoria não controla os atletas que, nesse momento, deixam de ser profissionais.

O sinal de alerta do mau futebol mostrado veio na terceira rodada do turno, quando o time penou para ganhar do Juventus em casa. Tinha gente rezando para o jogo acabar. Depois disso veio a primeira derrota em casa, a queda de Mauro Ovelha e a vinda de Suca, e ainda a diretoria descartava as chances de rebaixamento. Até a derrota vexatória em Jaraguá do Sul. Ali que a coisa fedeu. Bruno Cazarine, que fez um bom campeonato no ano passado em um time que tinha dois laterais em ótima fase e que cruzavam direitinho em sua cabeça, e que quando saiu do Verdão estava apagado no Guarani, não resolveu.

Guilherme Macuglia veio e tratou de remendar o time. Botou Cazarine no banco e trouxe vários reforços do Cianorte, time que nem ficou entre os oito primeiros do Campeonato Paranaense. O remendão não deu certo. A vitória em Imbituba só serviu para tirar o time da UTI para morrer em casa. E a pior notícia veio no domingo. A Copa do Brasil também prejudicou, pois desviou o foco da situação calamitosa do Catarinense.

Eu vi de tudo nesse ano com a Chapecoense: diretor chamando repórter de mentiroso, outro diretor colocando culpa na imprensa, torcida chamando jogador de cachaceiro na porta do vestiário, e até roupeiro atravessando o campo da Arena Condá de carro para "resgatar" jogadores no vestiário, entre outras coisas. Claramente, o ambiente estava extremamente bagunçado. E não será tão fácil limpar a casa. Boa parte dos jogadores que decepcionaram em campo neste rebaixamento tem contratos longos, caso de Rafael Morisco, que arrebentou no ano passado e agora sumiu, cujo vínculo vai até 2012, e Luiz André, até o ano que vem. Até o atacante Tuto, que veio como esperança de gol e revoltou a torcida, mesmo machucado vai receber salário até o fim do ano. A não ser que o presidente abra a mão e pague a rescisão de todo mundo.

Esse negócio de encher a bola demais, chamar de quarta força, achar que só o nome colocaria o time na final, foi prejudicial. Faltou humildade para admitir os erros e eliminar as laranjas podres do elenco. E assim, todos do clube foram naufragando, no mesmo barco, para a segundona. Uma reformulação geral, começando pelo departamento de futebol e no elenco, será primordial para levantar a Chapecoense já na Série C.

domingo, 4 de abril de 2010

O pesadelo acabou. E um sonho de classificação apareceu

O que vi e ouvi de gente falando que o Metropolitano ia ganhar fácil o jogo contra o Brusque, não estava no gibi. Eu mesmo não esperava uma vitória lá, mas tinha a confiança de que o time, no atual estágio que se encontra, não perderia pro time do Davino. Dito e feito. Uma convincente vitória por 2 a 0, no clássico mais importante, que afastou definitivamente o pesadelo do rebaixamento, praticamente eliminou o rival de Blumenau e ainda deixou o Bruscão muito próximo das semifinais do returno. Basta vencer o Imbituba na quarta-feira e torcer para que Criciúma ou Joinville, um dos dois, não vençam as partidas contra Figueirense e Chapecoense.

O Brusque mostrou o mesmo empenho das outras partidas. Hélio Vieira deu uma pequena alterada no sistema defensivo, recuando Carlos Alberto, fazendo o time trabalhar com uma linha de três defensores. O Metropolitano aproveitou e pressionou sem muito perigo, apostando em lampejos de Trípodi, bem marcado por Cris, e por Chefe, que tropeçando na bola, foi disparado o pior em campo. Fato: enquanto o Metrô piorou durante o returno com os reforços que vieram, o Brusque, principalmente com Pantico, veio em gráfico ascendente, e o resultado veio ao natural.

Nos quinze minutos finais, o Brusque perdeu um sem número de gols, e acabou matando a partida num golaço de Valdo de fora da área aos 47. Vencer fora de casa dá muita moral. Mas vencer o principal rival lá dentro dá mais moral ainda.

O sonho da classificação não é impossível. Mesmo sem Pantico, suspenso, o Brusque vai sem o peso que carregava da luta pelo descenso nas costas. Se manter o bom futebol e a motivação, vai classificar às semifinais do returno.

Vou destacar em outro post nessa semana algumas circunstâncias da campanha do Bruscão em 2010. O time se salvou, mas abusou da sorte e contou com a incompetência da Chapecoense, essa sim, a grande derrotada do domingo. Escapamos de jogar em Concórdia, Videira e Joaçaba. E a vida segue.