
Acabo de chegar da bela festa que foi a entrega do
Top da Bola 2010. Evento bem organizado, que premiou os melhores do Campeonato Estadual, onde
William (foto), do Figueira, foi eleito o craque da competição e prestou uma merecida homenagem a Valério Mattos.
Mas o melhor do evento são os bastidores. E qual o assunto mais falado? Se você falou a questão da Chapecoense na primeira divisão em 2011, acertou.
O presidente da FCF falou pra quem quisesse ouvir que a Chapecoense deverá permanecer. Na visão dele, o Atlético (quinto colocado neste ano) vira último colocado e se junta ao Juventus na barca para a Divisão Especial de 2011. A questão está nas mãos do TJD, e o novo presidente, o Dr. Alexandre Monguilhott, deixou uma clara impressão que seguirá a linha da Federação. Pelo menos foi o que eu senti na saída do CentroSul. Mas ele não vota sozinho, e será interessante acompanhar a linha de julgamento que os auditores do tribunal seguirão. O advogado no Verdão no caso será o Dr. Wanderley Godoy Junior, diretor jurídico do Marcílio Dias, que já declarou à imprensa itajaiense que a vaga é da Chapecoense.
Quero aproveitar esse post para um pequeno desabafo. Ontem, o Ivan Carlos, que é meu amigo e que escreve no jornal "Diário do Iguaçu", escreveu que a imprensa do litoral está travando uma luta contra a Chapecoense. Não é assim e ele sabe que não nutrimos nenhum tipo de rixa. Ora, se ele falasse algo ao contrário, seria detonado pela torcida local. Não mudarei em momento algum meu ponto de vista: caiu no campo, terá que subir no campo. Se um time desistiu, que se dê passagem a quem fará por merecer a vaga dentro das quatro linhas, no caso, o terceiro colocado da Divisão Especial. Tenho a certeza de que, se fosse o Brusque ou o Criciúma que estivesse nessa situação, seria cobrado o seu rebaixamento lá naquela região.
O julgamento que acontecerá no TJD, e é bom lembrar, acontecerá na esfera desportiva, e é prudente aguardar o resultado. Mas conforme advogados consultados pelo Blog, e que entendem mais do assunto, a partir do momento que o Estatuto do Torcedor, que é uma Lei Federal, é afrontado e invocado, passa a ser caso de Justiça Comum com atuação do Ministério Público. O caso não parará em Balneário Camboriú. Não tenho dúvidas que os clubes da Divisão Especial, interessados diretos na situação, recorrerão ao STJD, no Rio de Janeiro, caso seja confirmada a virada de mesa. Será uma novela que vai se arrastar e criar muita polêmica. Preparem-se, porque o polêmico Tribunal já está encomendando a pizza.
Encomendei a meu amigo advogado Fernando Amorim Coelho um texto que busca explicar ao frequentador do Blog sobre as implicâncias do caso junto ao Estatuto do Torcedor e como a Justiça poderá atuar no caso. Assim que ele me enviar, publicarei.