sábado, 5 de junho de 2010

Para ter tranquilidade na parada

Estou em Florianópolis, onde vim para o casamento do meu amigo Andrey e antes, transmiti o jogo Floripa Futsal x Foz do Iguaçu para a Rádio Cultura de Foz, que pertence ao mesmo grupo da Rádio Cidade. Logo, assisti na RBS os minutos finais da vitória do Figueirense.

Sem analisar muito a partida, a vitória em Campinas dá mais tranquilidade ainda ao ambiente alvinegro. Dá pra fazer esquecer o caldeirão fervente da política no início da semana. Agora, o time para na Série B em boa condição, na quinta colocação, e poderá se focar na Copinha, onde Márcio Goiano terá a missão de colocar o time na Copa do Brasil, mas dar um pouco de cancha ao time, que ainda precisa se acertar.

Pra quem da diretoria que estava louco pra limar o Márcio Goiano do alvinegro, vai ter que esperar um pouco mais. O time dá sinais de melhora.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

O JEC leva o turno

O raio não caiu duas vezes no mesmo lugar. A situação que o Brusque teve que enfrentar,, com o gramado do Augusto Bauer bastante encharcado, era numericamente semelhante à espetacular virada sobre a Chapecoense, quando marcou três gols em 11 minutos e garantiu a vaga na decisão. Mas o JEC é um time mais qualificado que o do Oeste, e a missão era muito mais complicada. O resultado do jogo, 1 a 1, foi normal pelo que aconteceu dentro de campo. Mas como lá em Joinville o time foi irreconhecível e tomou de 5 a 2, o prejuízo já estava feito. Pra resumir a história, o time do Brusque é bom, mas sofre de um problema de irregularidade enorme. Não consegue fazer dois jogos bons em sequencia. O Joinville não tem nada a ver com isso. Tinha o regulamento debaixo do braço, fez o serviço na Arena e apenas procedeu a manutenção no Augusto Bauer.

Há de se levantar a cabeça e pensar no segundo turno, que começa no domingo. A circunstância é completamente diferente da primeira parte da competição, quando os times ainda estavam em formação. O Criciúma, adversário deste final de semana, perdeu para o Bruscão em casa quando só havia feito dois treinamentos. O Metropolitano trocou de técnico e fez uma grande reformulação para a Série D. O Juventus continua na mesma e o Avaí poderá usar jogadores que participam da Série A do Brasileiro, que estará interrompida por causa da Copa do Mundo. O desafio é bem maior, mas o time de Joceli dos Santos pode chegar lá. Há de se rever alguns conceitos: primeiro, a questão da lateral-esquerda. Valmir é um excelente batedor de faltas, mas com a bola rolando deixa a desejar. E onde anda Rogério Souza, que veio com salário alto do Joinville e sequer ficou no banco de reservas ontem? Segundo, o excessivo número de cartões, problema que vem desde o campeonato estadual. E finalmente, o problema em jogar fora de casa. Se o Brusque não está hoje comemorando o título do primeiro turno, é porque esqueceu o seu futebol em casa quando foi jogar em Chapecó e Joinville.

O principal objetivo do Bruscão nessa Copa Santa Catarina é garantir a vaga na Série D do Campeonato Brasileiro. O Brusque tem condições de fazer um bom returno. Mas para que isso aconteça, é necessário que os jogadores esqueçam o excelente início e a derrota da decisão do turno, e volte ao foco para o segundo turno, que começa no domingo, em jogo decisivo contra o bom time do Criciúma, que é adversário direto pela primeira colocação.
Foto: Gilmar de Souza - ClicRBS

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Em Fortaleza, venceu o menos incompetente

Que o Ceará vem fazendo uma campanha no Brasileirão, ninguém contesta. Que o Ceará era favorito para vencer a partida, quase ninguém contesta. Agora, que o Avaí foi pra Fortaleza fazer turismo, deixando o futebol em algum lugar que ainda não encontrou, não dá pra contestar. O resultado de um jogo ruim foi mais uma derrota avaiana, que chega a uma preocupante marca de três jogos sem fazer um golzinho sequer.

Foi uma grande descoberta do goleiro Zé Carlos ao dizer que "mais uma vez, o time ficou devendo futebol". Está devendo há algum tempo. Quando da derrota para o Grêmio, preferi apagar aquele jogo da memória e pensar que foi um jogo atípico. Não foi. Contra o Vitória, outro futebolzinho de terceira, e hoje de novo. E o Ceará foi menos incompetente,achou um gol em jogada indivdual de Misael, que, sozinho, passou sem muito esforço pela dupla de zaga avaiana para marcar.

Não fosse o lampejo individual do atacante cearense, o jogo seria um dos piores zero a zero que já vi na vida. Mas veio o gol do time da casa, o Avaí ficou martelando na frente, sem sucesso. Tomou o segundo no finalzinho, para consolidar o futebol displicente e sem vibração. No final do jogo, teve confusão com a arbitragem, mas jogar a culpa do resultado em cima do juiz é uma baita sacanagem. Tem coisas do Chamusca que eu não entendo. Se eu estiver errado, me corrijam: o atacante Cristian não entrou em campo em nenhum jogo no Brasileirão. De uma hora pra outra, virou titular. E não fez nada.

Vem aí o Fluminense. Um resultado que não seja a vitória vai pesar o ambiente na pausa de 40 dias para a Copa do Mundo. Está faltando a famosa "chacoalhada".

Estádio do Marcílio Dias no Casseta e Planeta

Vejam o vídeo abaixo, da coreografia do Dunga para a Copa do Mundo exibida no programa "Casseta e Planeta" da Rede Globo nesta terça. O mais curioso é o estádio onde o vídeo foi gravado: o Dr. Hercílio Luz, campo do Marcílio Dias:

terça-feira, 1 de junho de 2010

Goleada para arejar o ambiente alvinegro

O Figueirense precisava como nunca dessa vitória contra o Asa. E ela veio, e de goleada. O resultado perfeito para dar uma grande aliviada em todo o ambiente no alvinegro, que passou por dias difíceis dentro e fora de campo.

Os 6 a 0 ainda foram pouco. Podia ser de muito mais. O segundo tempo registrou um sem número de chances perdidas, e mostrou que, mais uma vez, Marcelo Nicácio decepciona como comandante de ataque. Fez um, mas o que perdeu de chance... Sinal que há coisa para ser consertada para o último jogo antes da parada da Copa, contra a Ponte Preta em Campinas. Gostei desse garoto Heber, entrou bem no jogo e fez gol. Willian também reapareceu, deixando o seu na rede. No fim, a maior goleada do campeonato até aqui.

O adversário era fraco? Sim. Mas para o Figueira, nesta noite gelada, não importa. Negócio é melhorar a auto-estima de todo o time e não perder espaço na classificação, já que vários adversários diretos a frente venceram, o Figueirense subiu apenas para a nona colocação, mas fica a três pontos do líder e a apenas um ponto do G4.

Foto: Julio Cavalheiro - ClicRBS

Dica de leitura

 Estive no último sábado no lançamento do livro "O Goleiro Acorrentado", segunda obra do Valdir Appel, ex-goleiro do Vasco, Paysandu, Carlos Renaux, Sport, entre outros clubes. O livro é dividido em duas partes: uma conta crônicas das suas passagens pelo futebol brasileiro, e outra mantém o foco na história dos clubes da cidade de Brusque.

Junto com um livro, vem o gibi "Futebol de Bom Humor", do cartunista Aldo, que conta em engraçadas tiras alguns dos causos contados no livro.

Vale a pena ter na biblioteca.

Diretoria e pai de William Gaúcho se manifestam

Continuando a repercussão do caso do meia William Gaúcho, que não apareceu mais para treinar no Brusque, ouvimos as partes e vamos a novos esclarecimentos.

O pai de William Gaúcho, Volmer Santos, entrou em contato com o Blog. Diz que "vai se manifestar na hora certa", que "nunca pediu nem pressionou para que o William jogasse". Diz ainda, que o presidente do Conselho, Dr. Camargo, "já sabia que ele não treinaria mais", e que "isso são coisas do futebol. quando o jogador não está nos planos, é natural que procure outro lugar".

Como ele foi citado, conversei com o Dr. Camargo agora há pouco. Ele confirmou que falou com o pai de William, mas não antes do treino como o pai falou, e sim o procurou para saber o que aconteceu depois do não aparecimento dele no treinamento. Ainda disse que realmente o pai reclamou da não utlização do seu filho. Criticou a falta de profissionalismo do jogador, e afirmou que o clube entrará nos próximos dias com uma ação de rescisão indireta de contrato, exigindo do atleta o pagamento da multa rescisória.

Tenho a certeza de que o jogador, seja ele influenciado ou não, faltou com o profissionalismo em desrespeitar o contrato assinado com o clube. O Brusque age corretamente em buscar os seus direitos em cima do contrato que foi assinado. Não quer mais treinar, então rescinda o contrato antes.

A frigideira alvinegra

Este último dia do mês de maio foi de um fervor geral no Figueirense. E graças à tecnologia, as insatisfações ficaram escancaradas. E viva o twitter.

Começou com o anúncio da saída do marqueteiro do clube, Nelson Galvão, que tuitou sua saída. Logo quem tinha acabado de lançar a campanha "Sobe Furacão". E já alfinetou: especulou que em breve a equipe da Agência Propague vai entrar no clube. Segundo o Marcos Castiel apurou, tinha dirigente não-remunerado lá dentro que não gostou do trabalho dele. Nesse caso é complicado comentar de fora, mas a campanha estava recém-lançada. Não havia como mensurar resultado.

A tarde, foi a vez da batata de Erasmo Damiani (foto) ser frita. Era homem de confiança da Figueirense Participações, e não há como negar que teve bons resultados na base, levando até título da Copa São Paulo. Saiu soltando o verbo, e alertou Márcio Goiano: "O próximo alvo é o Marcio. Quem está ali no dia a dia sente isso. É o proximo alvo de queda. Ele só não saiu porque a torcida gritou o nome dele."

Bilú não teve seu contrato renovado, contrariando a vontade de Márcio Goiano, que vai sendo "podado" aos poucos. Não tenho dúvidas que ele será o próximo. A não ser que vença os dois jogos que faltam pela Série B antes da parada para a Copa e ganhe a vaga na Copa do Brasil na Copinha. Falhou, vai voltar pra Goiás. Bilú convocou uma entrevista coletiva e, como está fora do clube, poderá aumentar mais a temperatura do ambiente. Vai poder confirmar o rumor que dá conta que seu salário era de apenas mil reais mensais.

É uma mudança radical que o clube vem passando. e obviamente que a movimentação, principalmente política, tende a ser grande. Mas toda mudança radical traz um desgaste, que mexe muito no ambiente. Ainda mais que o Figueirense não vem bem na Série B, mas terá uma paralisação de 40 dias no Brasileiro para arrumar a casa. E vamos ver de onde virá o investimento, e como será a implantação total do sistema de gestão que a nova diretoria quer.

Foto: Hermínio Nunes

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Procura-se William Gaúcho

Entrevistei hoje na TVB o diretor de futebol do Brusque, André Rezini. No meio do nosso bate-papo, que envolveu o trabalho dele neste ano dentro do clube, surgiu uma informação: o meia William Gaúcho, revelado na base do clube e que vinha sendo reserva do time de Joceli dos Santos, simplesmente desapareceu do clube. Não avisou nada ao presidente, não é encontrado pela comissão técnica... enfim, tomou doril, sumiu, escafedeu-se.

A diretoria aguarda a reapresentação do jogador, que possui vínculo contratual longo com o Brusque. Certo é, que se ele aparecer, estará fora dos planos de Joceli para o resto da Copinha.

domingo, 30 de maio de 2010

Pode um raio cair duas vezes no mesmo lugar?

Irei repetir aqui vários clichês já utilizados na derrota do Brusque em Chapecó. Mas para avaliar a goleada sofrida pelo Brusque em Joinville, comparações são necessárias. Especialmente pra quem acredita que o resultado de três a zero vai vir com ao natural, como veio na quinta-feira passada.

O Joinville é, sem dúvida alguma, e ninguém duvidou disso, um dos favoritos ao título da Copinha. Tem um bom time do meio pra frente e uma dupla de ataque goleadora, que apareceu na tarde de domingo. O Brusque vinha embalado da mega virada contra a Chapecoense, mas talvez o gol de abertura do placar, marcado por Diogo Oliveira, tenha gerado um efeito não muito bom no time: o excesso de confiança. Os primeiros 25 minutos de jogo foram marcada por uma correria sem fim dos dois times, tanto que três gols foram marcados nos primeiros oito minutos. Aí que apareceu o que seria o maior erro de Joceli: "trocar chumbo" com o adversário quando ele corria feito louco, empurrado pela torcida no início da partida. Se o Brusque tivesse sido mais cauteloso no início, para cansar o adversário e ir ao ataque gradativamente, talvez a situação poderia ser diferente.

Mas não foi. Com um meio-campo rápido, com boas atuações de Emerson e Ricardinho, e com Lima em tarde inspirada, o JEC goleou ao natural. O camisa 9, aliás, fez gol de tudo que é jeito: de cabeça. de pênalti (fez a última paradinha de sua carreira, já que terça será proibida) e até um belo voleio no segundo tempo. Mostrou que tem lugar em grande clube Brasil afora. O Brusque ainda achou um gol com Rogélio no final, que deixou a diferença em três gols, e fez voltar na cabeça do torcedor todo o conto vivido após a derrota no Índio Condá

Fazer novos 3 a 0 na quinta é possível? Depois de tudo o que aconteceu semana passada, a resposta é sim, mas chegar lá é bem mais complicado. O Joinville não é a Chapecoense. O JEC não tem um goleiro em fim de carreira, tampouco uma zaga lenta e muito menos um centroavante que se acha craque depois de marcar um punhado de gols. É um time formado, com um imenso poderio ofensivo, com armas pelo meio e nas laterais, que vai com tudo para a Série D. O técnico Edinho, com certeza, vai levar a lição da Chapecoense aos seus jogadores, para que os erros não se repitam. O ponto vulnerável do JEC ainda é a dupla de zaga, que é muito melhor que a do Estadual, mas ainda não é um primor. O técnico joinvilense terá um pequeno dilema: ou manter o mesmo esquema tático, correndo o risco de se expôr em demasia na defesa, ou ser conservador, colocando mais um jogador de marcação para preservar a vantagem de dois gols.

Joceli dos Santos vai usar da motivação mais uma vez. Mas na quinta-feira, o time do Brusque terá que ter muito mais do que isso.