Vou rever meus conceitos nos bolões que jogo na Copa. Fui no embalo do amplo favoritismo de equipes como Argentina e Inglaterra, e vi que são times que vieram para a África sem grandes atrativos. E serve como um alerta aos torcedores: não espere show do Brasil na terça. Pode até vir, mas não será ao natural.Depois da vitória da enjoada Coreia do Sul sobre a Grécia, que mais uma vez jogou aquele futebol típico do país, com muita correria que conseguiu encaixar dois gols, chegou a vez de ver a dita super-Argentina contra a Nigéria. Foi um confronto que dá pra definir assim: um time com muitos talentos individuais, mas armado de um jeito muito estranho por Maradona, contra uma equipe de futebol que também tem bons jogadores, mas atua num conjunto muito bom. A Argentina venceu, com um gol no início com uma falta de ataque flagrante, mas matou o susto de todos os seus adversários, que viram uma equipe boa no ataque, mas com uma parede frágil na zaga. Dieguito corre muito risco ao armar um time tão exposto.
A situação da Inglaterra foi bem similar aos hermanos: enfrentaram uma seleção americana muito bem arrumada. Não é novidade que os EUA são mestres em treinamento desportivo, e o crescimento do futebol masculino na terra do Tio Sam é notório. O English Team fez um gol no começo, mas não conseguiu apertar tanto a seleção americana, que empatou com um frangaço de Green (outra dificuldade inglesa: não tem goleiro de confiança) e quase virou com uma bola na trave. No final do jogo, Fabio Capello colocou o grandalhão Crouch, e o velho jogo inglês de chutão e bola aérea voltou.Cinco jogos da Copa se passaram, e ainda não me animei. Não vi nada de mais. Mas é o prenúncio de um Mundial repleto de jogos truncados e de placares pequenos. Vamos ver como o Brasil se encaixa no contexto.





