sexta-feira, 2 de julho de 2010

Fato: a Holanda é mais time que o Brasil

Ouvi tudo quanto é tipo de teoria para justificar a derrota em campo do Brasil para a Holanda, de virada. Crucificaram o Felipe Melo, a zaga brasileira, o meio que não funcionou... Mas a minha teoria é absurdamente diferente: a Holanda é muito, mas muito mais time que o Brasil. Venceu o 26o. jogo seguido, o que o credencia para a final da Copa. Aposto nos laranjas lá, e torcerei por eles. Não deram pontapé, jogaram com competência e paciência, e mereceram a vitória.

O Brasil, armado do jeito que conhecemos, teve a sua chance no primeiro tempo, quando a Holanda teve dificuldade de encontrar o seu jogo. Fez um a zero no comecinho, poderia ter matado a parada lá, mas não matou. Começou o segundo tempo, e venceu quem teve cabeça. O Brasil não teve. Aí, foi a feição do seu treinador, aquele bocudo que sai soltando tudo pela boca até em entrevista coletiva. A Holanda acertou a marcação, colocou o seu joguinho no campo, e chegou no seu objetivo.

Muitos choram, lamentam, mas essa foi a eliminação menos dolorida da minha vida. Antes fosse se o Brasil merecesse chegar na final. Não mereceu, e bola pra frente. Só tenho pena do Felipe Melo, vão dedicar à ele essa desclassificação. Que não é culpa dele. Culpa do Dunga? É mais de quem o contratou. Pelo menos, a derrota foi absolutamente incontestável.

Caso Lodetti: FCF solta nota

A Federação soltou uma nota ontem a tarde, falando sobre o caso das declarações do Valdir Lodetti sobre a inexistência do sorteio. Na verdade, pelo que está escrito, ela se torna completamente inócua, já que deve ter sido feita antes do vídeo com a entrevista de Lodetti ser publicado aqui no Blog.

Então, que a FCF solte outra nota explicando as declarações do seu vice-presidente, como a influência do filho do presidente nas escalas, que segundo as declarações de Lodetti, lhe foram passadas por Luiz Carlos Espíndola, membro da comissão de arbitragem. Também poderia explicar sobre a nomeação de Jefferson Schmidt, mesmo afastado, para o "sorteio" de Brusque x Criciúma.

Importante notar que, no vídeo, Lodetti admite que Espíndola sabe de tudo o que acontece nas escalas, com o dedo do filho do Presidente, e a famosa frase "pra parecer pro povo que tem sorteio".

Aliás, qual o cargo que Delfim de Pádua Peixoto Neto ocupa na FCF?

O Delfim deve ter espumado quando assistiu ao vídeo do seu vice entregando tudo na cara dura.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Em vídeo: Vice da FCF revela bastidores da arbitragem em SC

Já havia falado aqui no Blog, mas agora vem o vídeo com a entrevista de Valdir Lodetti, presidente da Liga Atlética da Região Mineira e um dos vice-presidentes da Federação Catarinense de Futebol, ao programa "Dentro da Área", do Canal 20 da NET de Criciúma, comandado pelos jornalistas Milioli Neto, Paulo Coutinho e Giselle Tiscoski.

No vídeo abaixo, Lodetti fica sem jeito, ao dizer que o árbitro Jefferson Schmidt estava afastado da arbitragem por causa da confusão do jogo Brusque x Criciúma, do dia 6 de junho. Ao ser questionado sobre o fato de Schmidt estar presente , junto com José Acácio da Rocha, no sorteio do jogo de ida da final do returno da Copinha, ele deixa claro que não existe sorteio, e que o nome "não escolhido" está ali só "para pensarem que tem sorteio", nas palavras dele.

E de quebra, o vice da Federação diz que o filho do presidente se mete nas questões das escalas de arbitragem no Estado. Assista ao vídeo abaixo:



Atualização das 19:16: Saiu a escala para o segundo jogo da final do returno, entre Criciúma x Brusque. Parece que é pra confirmar tudo o que o Lodetti falou. Apita o João Fernando da Silva, e junto com ele, no sorteio, foi colocado o novato Raimundo da Luz Nascimento. Vem cá, vocês acham que o "Cenoura", como é popularmente chamado, ia cair no sorteio pra apitar uma decisão?

Brusque vence o anti-futebol

Não ouvi a entrevista do Argel Fucks, e sinceramente, não vou querer ouvir. Mas com o esquema que ele arrumou, com três volantes, e em dado momento, com um jogador a menos, montou um retrancaço, com duas linhas de quatro, ainda assim tomou dois gols. Reclamação com José Acácio da Rocha? Pode ser, mas o Brusque perdeu justamente a sua dupla de ataque, Pantico e Rafael Xavier, além do capitão Rogélio, para o jogo de volta. Mas o Criciúma não merecia vencer. Um time sem meia (Marcos Denner não é meia nem aqui, nem na China), com trocentos volantes, só marcando e jogando de forma violenta, não pode merecer uma vitória. Há de se punir o anti-futebol.

E assim o Brusque foi para a partida. Começou dando as cartas no jogo, descolando várias jogadas, envolvendo a zaga adversária. Teve uma bola na trave, com Têti, e abriu o placar com Rafael Xavier, de cabeça. Fez um a zero ao natural, e o Tigre só subia em contra-ataques, e num deles conseguiu um empate, com Lins.

Começou o segundo tempo, e o Criciúma, perdeu o zagueiro Rodrigo, expulso ao tomar o segundo amarelo matando um contra-ataque de Pantico, e Argel mandou todo mundo voltar. Duas linhas de quatro para fechar o espaço e tomar pressão. Daí, Pantico achou uma bomba de fora da área e aos 47:30, Cris marcou em um bate-rebate na área. O retrancão não funcionou.

Argel colocou a culpa na arbitragem, mas Joceli também reclamou muito. Ambos perderam jogadores importantes para o jogo de volta, quando o Brusque pode perder por um gol. Não vi no Criciúma um time melhor que o Joinville. É um time que bate muito, dá muito chutão e não cria jogadas de qualidade no meio-campo, que simplesmente inexiste com Marcos Denner, que por algum motivo oculto deve continuar no time titular. Assim, o Brusque terá que seguir a mesma receita de Joinville, sábado passado. Jogar com paciência, sem retrancar, e criar as jogadas quando a oportunidade aparecer. É bem possível, mesmo com os desfalques, mas com a volta de Diogo Oliveira. Vai ser um jogo interessante, que pode custar a cabeça do técnico tricolor.

Sobre o que o Argel fez no Augusto Bauer, escrevo amanhã. Ele se negou a dar entrevista às rádios de Brusque, dizendo que ele fala pra quem quiser. Só porque perdeu.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Arbitragem: Vice da FCF diz: "precisa parecer que tem sorteio"

Todo mundo desconfia dos tais sorteios de arbitragem. Recentemente, o presidente da FCF afirmou ao Maceió, do "A Notícia", de que ele escalava os árbitros em decisões, pois se der algum problema, ele é o responsável. Agora, foi a vez do presidente da Liga Atlética da Região Mineira e um dos vice-presidentes da Federação, Valdir Lodetti, confirmar o que todos já especulavam. Está na coluna do Dante Bragatto, no Jornal da Manhã de hoje:

"No Programa Dentro da Área, do Canal 20 da NET, segunda-feira a noite, Valdir Lodetti, um dos vice-presidentes da FCF, afirmou que o árbitro Jefferson Schmidt estava afastado, depois dos incidentes em Brusque (troca de sopapos com o técnico Joceli dos Santos).
Ao ouvir a informação, liguei para a produção, informando que Jefferson Schmidt não estava afastado, e que tinha, inclusive, por incrível que possa parecer, participado do sorteio para o jogo de hoje, em Brusque.
Aí ficou pior. Lodetti, meio sem jeito, ou meio sem querer, disse que o nome de Jefferson Schmidt foi colocado no sorteio para parecer que houve sorteio. Ou seja, como já imaginávamos, o sorteio é frio."

Antes que crucifiquem a imprensa, isso veio da boca de um dirigente que é vice-presidente da Federação Catarinense de Futebol. Nem tinha notado que o Jefferson Schmidt tinha entrado para o sorteio justamente em um Brusque x Criciúma, partida que aconteceu toda a confusão entre ele e Joceli.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Promessa só é cumprida com dinheiro na conta

Fui traído pelas assessorias da vida, mas nunca é cedo para corrigir.

Na minha última coluna no jornal "Município" publiquei que as verbas prometidas (e bem atrasadas, o prometido era para março) do governo do Estado para os Jogos Abertos de Santa Catarina já estariam na conta da Prefeitura Municipal e das entidades que receberiam subvenções. Pelo menos foi o que o governador Leonel Pavan disse, quando fez um auê danado na assinatura dos repasses há cerca de um mês, no Centro Empresarial, Social e Cultural de Brusque.

Fui enrolado. Fizeram o agito mas até agora nenhum real apareceu, faltando 70 dias para o início dos Jasc. "O dinheiro ainda não pingou na conta", me disse o presidente da CCO dos Jogos, Marcelo Cavichiolo. Da mesma forma, o presidente do Clube de Caça e Tiro Araújo Brusque, que foi beneficiado com verba para a reforma do estande de tiro, Evaldo Ristow, me ligou para confirmar que a promessa ainda não foi cumprida.

Trocou o governador, trocou o secretário, trocou o presidente da Fesporte e a lenga-lenga continua a mesma. Já que ninguém da prefeitura bota a boca no trombone contra essa política absurda de repasse de verbas, a gente dá o recado.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Jogou bem ou fez a obrigação?

Convenhamos, o Brasil venceu sem estresse algum.

Mas antes que se diga que o Chile é um time fraco e que o Brasil patrolou uma galinha morta, é interessante analisar umas circunstâncias da partida.

Bielsa colocou o time pra frente. Queria ganhar o jogo, coisa que as grandes seleções farão contra o Brasil. Jogarão e deixarão jogar. Vão dar espaço, nada de retranca. A Holanda, talvez, instruída pela atuação brasileira no Ellis Park, abrirá mão de seu esquema que usa três atacantes, e marcará a saída de bola tentando subir em contra-ataques. Terá que ser mais cauteloso.

O nome do jogo foi Ramires, que entrou como volante no lugar de Felipe Melo, mas tem as qualidades de um meia. Carrega a bola, é veloz, habilidoso e fez um belo passe para o gol de Robinho. Seria nome certo para enfrentar os laranjas, mas tomou o segundo amarelo e está fora. Mas deu uma ideia para Dunga da formação ideal.

Foi jogo pra levantar a moral de todo mundo, até do questionado Michel Bastos, que estava ameaçado. A dupla de zaga continua mostrando segurança, e Júlio César trabalhou duas vezes no jogo.

Dá muita confiança para enfrentar o bom time da Holanda, que é um bom time, mas terá que respeitar o adversário. Se sair como um doido para a frente, será mais uma vítima do melhor contra-ataque do futebol mundial. Eu acho que o time jogou bem. Pelo que li nos sites esportivos holandeses (e que, obviamente, têm versão em inglês), o respeito lá aumentou um monte depois da atuação de hoje. Isso vai mudar muita coisa na montagem do time laranja.

E é Brusque x Criciúma na final do returno

Conforme o esperado, o Criciúma venceu a Chapecoense e fará a final com o Brusque no returno da Copinha. Primeiro jogo na quarta, no Augusto Bauer, e a volta domingo, lá no sul.

No dois confrontos entre os dois na competição, ampla vantagem brusquense: vitória por 3 a 1 em Criciúma e empate em 2 a 2 em Brusque, naquele famoso jogo que o Jefferson Schmidt deixou o pau comer e deu um tapa na cara do Joceli dos Santos.

Será um confronto bom. O Brusque não terá João Neto e Diogo Oliveira no jogo de ida, mas nada que não seja corrigido com Pereira e Ratinho. O Criciúma vem em busca de um título, com um treinador pressionado, que sempre busca desculpas nas derrotas do time. Se fosse em qualquer outro clube, Argel já teria caído faz tempo, mas Antenor Angeloni mostra uma confiança total em seu técnico.

Nao vejo favoritismo nessa peleia. Os dois times têm campanhas praticamente semelhantes na Copinha, sendo que o Brusque chegou às duas decisões de turno. O que me preocupa é a arbitragem. A FCF gosta de emoção ao colocar José Acácio da Rocha, um dos piores da atualidade, para apitar a decisão.