sábado, 7 de agosto de 2010

O time viajou a Campinas, mas o futebol ficou em Floripa

Ei, delegado, cadê o time?

O Guarani patrolou de forma incontestável o Avaí no Brinco de Ouro, em uma noite que o time não foi nem uma silhueta da equipe das últimas partidas. O primeiro tempo foi bisonho, com tantas falhas da defesa avaiana, que aceitou naturalmente a pressão do Bugre, que teve felicidade em marcar os gols que garantiram a vitória. Parecia time que recém tinha se encontrado para o treinamento.

Lopes tentou arrumar alguma coisa, colocando Vandinho e Pará, mas pouco adiantou. Até deu uma melhoradinha, mas nada que mudasse o panorama do jogo. Até pênalti o Vandinho perdeu. Hoje era o dia das bruxas, aquele tipo de jogo pro torcedor deletar da memória.

Durante o jogo, pensei: isso é culpa da ausência do Rivaldo, que foi pro Palmeiras? Não quero acreditar nisso, já que ninguém jogou bem. Parece aquele cara que toma a paulada e fica zonzo. E demorou para o time acordar, e quando acordou pra tentar equilibrar, já era. Vamos pro próximo jogo.

Recebi um email de um torcedor rival há pouco, dizendo que "o Avaí voltou ao normal, o que aconteceu antes foi pura sorte". Não acredito nisso até uma contraprova. Quero acreditar que foi jogo atípico. Com certeza, Antonio Lopes deve ter chutado a primeira coisa que viu pela frente dentro do vestiário. Só não vai mandar ninguém pra cadeia.

Festa completa, até com gol do Nicácio!

A carreata foi premiada. O Figueirense patrolou o Icasa do jeito que a torcida gosta: com goleada, gol do Fernandes e.... até gol do Marcelo Nicácio! O atacante que estava numa fase técnica ruim marcou o seu. É aquele tipo de partida que levanta moral. Ela já estava alta, mesmo depois do empate em Salvador. Mas essa vitória dá muito, mas muito gás para o resto da Série B.

Basicamente, o Figueirense foi tecnicamente perfeito no primeiro tempo e abriu três a zero. Com a vitória garantida, o time deu uma relaxada natural no segundo tempo e mesmo assim marcou mais dois. Márcio Goiano mexeu no time, sacou Fernandes, o melhor em campo na minha opinião, até para poupá-lo para a maratona da semana que vem, onde o time vai jogar terça e sexta.

E Reinaldo marcou o seu. Mesmo depois de ficar três meses parado, e ter entrado no time semana passada, dá pra ver que o cara é diferenciado. O Figueirense ganhou muito com o jogador, em uma tarde que Willian não fez uma grande partida.

Vencer o jogo era obrigação, a vitória veio, e com show incluido. Tem razão de sobra pro torcedor comemorar, ainda por cima depois do que aconteceu no jogo da Série A das 18:30. Quando a fase é boa...

Foto: Marina Lisboa - FutebolSC

No embalo da carreata

As carreatas pré-jogos são antigas. Meu pai me conta da mobilização que havia na cidade antes das partidas lá pelos idos dos anos 70, onde a concentração começava ao meio-dia e os carros iam "arrastando" o povo até o Estádio. Torcedores do Figueirense farão o mesmo hoje, para a partida contra o Icasa. E num sábado lindo de sol como hoje, a festa promete ser bonita.

E é um jogo perfeito para a ocasião.O adversário é daqueles que não deverá (mas tem que jogar sério, hein?) criar dificuldades ao alvinegro. E a torcida não terá desculpa para não ir. E se a vitória chegar, e o Figueirense é favorito a isso, vai terminar com chave de ouro um sábado de festa.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Jogo da saudade no domingo

Nessa semana que marca os 150 anos de Brusque, este domingo será especial no Estádio Cônsul Carlos Renaux, o campo do Paysandu. Quem tem mais de 30 e poucos anos de idade se lembra da época que dois times de futebol existiam na cidade. O tricolor Carlos Renaux, bicampeão catarinense, que jogava no Augusto Bauer e o Paysandu, verde e branco, que mandava suas partidas no chamado "Alçapão da Pedro Werner". Era um tempo que a cidade era dividida no esporte, e que a rivalidade gerava confrontos históricos.
Mas, com as enchentes do início dos anos 80, o Estádio Augusto Bauer foi completamente destruído, e o Renaux abandonou o futebol profissional. O Paysandu continuou, sagrando-se campeão da segundona em 86 sobre o Blumenau, mas cedeu a sua vaga ao Brusque, depois da fusão em 1987. Desde então, os dois clubes cuidaram do seu patrimônio, buscando deixar viva a tradição de dois clubes que tiveram grande importância no cenário esportivo da cidade.
O jogo de hoje é um reencontro, e que vai mexer muito com o emocional daqueles que viveram aqueles tempos. Hoje, a realidade é outra, temos o Brusque FC já consolidado na cidade, tendo já conquistado um título estadual e único com condições de fazer um time competitivo no profissionalismo. Mas é bom respeitar e relembrar a época que a cidade parava quando Paysandu e Renaux se enfrentavam no clássico. às 14 horas, haverá um jogo preliminar de juvenis. Na sequencia, acontece o jogo dos veteranos. A entrada é gratuita. Abaixo, a relação dos plantéis de cada time:


Renaux - Marcos Polli, Agenor, Moura, Dimi, Zecão, Clóvis, Casaniga, Carlinhos, Sandro, Almir, Neilor, Dago, Juquinha, Bila, Niltinho, Zô, Jonas, Fábio, Gilmar, Amarildo, Britinho, Serginho, Nei Bina e Indião (técnico).
Paysandú - Rubens Plotegher (Binho), Antônio Dellagnolo (Nico), Betinho Batista, Vilmar Gums (Mala), Felix Valle Junior (Felinho), Norival de Souza Junior (Nenê), Beto Ghislandi, Gerson Morelli (Kéka), Edson Morelli, Adilson de Souza (Pelé), Antônio Augusto, Carlinhos, Claudecir Tórmena, Betinho Knihs, Zequinha, Rubens Schulenburg, Civinski, Calito Fantini, Osnildo Kistner e Álvaro Bozzano (técnico).

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

A volta do Internacional de Lages


Recebi um texto muito interessante do Patrick Cruz, jornalista lageano que atualmente mora em São Paulo, que fala sobre a volta de um clube de muita tradição no futebol de Santa Catarina, o EC Internacional de Lages, e compartilho com vocês:

Daqui a pouco mais de uma semana, no dia 15 de agosto, às três da tarde, o Internacional de Lages, de tanta tradição no futebol catarinense, voltará aos gramados. O retorno será pela divisão de acesso do estadual, contra o Oeste, de Chapecó.

O Inter disputou a segunda divisão do estadual pela última vez em 2008. No ano passado, para desgosto da cidade, ficou fora das competições - e foi justamente o ano em que o Colorado Lageano completou 60 anos de vida. Em um ato espontâneo, para mostrar que o Leão Baio não estava só em seu sexagésimo aniversário, torcedores se reuniram em um ato público em frente ao Vermelhão, antiga sede do clube (relembre a manifestação neste link).

Ok, a maior parte dos adversários na competição é de renome nulo e o campeonato, que corresponde à terceira divisão do estadual, é o mais baixo na escala de competições da Federação Catarinense de Futebol. Não importa. O Inter de Lages voltou para tentar retomar seu lugar ao sol.

Neste ano, um grupo de torcedores decidiu, mais uma vez de forma espontânea, criar um outdoor para marcar esse retorno e convocar a cidade ao jogo de estreia no Estádio Vidal Ramos Júnior. As peças publicitárias estão espalhadas pela cidade desde ontem, dia 3. Encaminho para vocês, em anexo, uma reprodução da peça para que possam visualizá-la e possam também usar em seus jornais, blogs e programas de TV. Sintam-se à vontade para encaminhar para outros colegas.

Se vai dar certo ou não, no momento não faz a menor diferença. O Inter de Lages voltou!! E o futebol catarinense tem muito a ganhar com esse renascimento.

Saudações rubras,

Patrick Cruz
jornalista e torcedor do Inter em São Paulo (SP)

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Os 150 anos da minha cidade

Hoje, 4 de agosto, é um dia importante para toda a gente de Brusque. É o aniversário dos 150 anos da cidade, o chamado Sesquicentenário. É o aniversário da cidade que criou os Jogos Abertos de Santa Catarina, maior competição poliesportiva do Sul do Brasil. Foi aqui, em 1913, que surgiu o Sport Club Brusquense, primeiro clube de futebol de Santa Catarina, que por força da Segunda Guerra Mundial, teve que mudar seu nome para Clube Atlético Carlos Renaux. Também teve em 1918 a origem do Paysandu, o seu rival verde e branco, e hoje tem o Brusque Futebol Clube, único time do Vale do Itajaí que foi campeão estadual nos últimos 44 anos, e que está classificado para a Copa do Brasil.

Hoje é um feriado chuvoso aqui. Mas é um dia muito feliz, pois é o aniversário da minha cidade, onde eu nasci há quase 32 anos, e que tenho orgulho de dizer que sou "BruXquense".

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Segundona: Operário de Mafra negocia vaga do Porto

É coisa pra ficar de olho.

Começou com a matéria ao lado (clique para ampliar) do site ClickRioMafra, lá do Planalto Norte. Segundo o texto, o Operário de Mafra, time da terceira divisão do Catarinense, estaria em negociações para comprar a vaga do Porto, de Porto União, que não estaria mais interessado em disputar a Divisão Especial Catarinense. Com isso, o clube repassaria a vaga para o time mafrense. Já a equipe que disputa a Divisão de Acesso seria mantida, mais apenas com jogadores juniores.

Enviei um email para o Miguel Luiz, jornalista do site, que informou que "Como não há mais interesse do Porto em disputar a Divisão Especial, devido à crise financeira, o empresário Marcio Silva, presidente do Operário e do São José de São José dos Pinhais (da segundona do Paraná), fez uma proposta para comprar os direitos federativos da representação de Porto União. Ontem, a comissâo técnica do Operário, comandada pelo técnico Edemar Heiller, foi até União da Vitória assistir a estréia do Porto contra o Tubarão, para avaliar alguns jogadores para depois integrar o Operário que da quarta rodada em diante, assumiria a vaga do Porto, com o CNPJ do Clube Atlético Operário".

Se isso vier a acontecer, cria-se um precedente perigoso, que é a negociata de vagas. Desse jeito, qualquer time novato pode procurar um da segundona e assumir o seu lugar sem conquistar vaga no acesso.

Avaí volta a alegrar, e verdes vencem

O Goiás está bagunçado? Não importa. Time que é melhor que o Goiás tem que vencer ele, e de preferência, patrolar. O Avaí assim o fez, sem tomar conhecimento. Venceu, convenceu, deu até de certa forma um alívio a algumas preocupações que apareceram, e dá uma nova arrancada no Campeonato, com dois gols de Davi, que andava sumido, depois de boas atuações na reta final do Catarinense. Rivaldo, que está muito perto de ir ao Palmeiras, entrou em campo. Caso a negociação se concretize, boa sorte pra ele, e que Antonio Lopes consiga dar um jeito de suprir a ausência de Rivaldo, que é um jogador importante dentro do seu esquema. Foi uma bela partida, que poderia até ter um placar maior. Que venha o Guarani.


Já a alegria verde do domingo aconteceu em Chapecó e em Blumenau. Lá no Oeste, a Chapecoense venceu o Brasil-Pel por 3 a 2. Foi sofrido, contra um adversário duro, mas era o resultado que o time precisava. Um empate seria considerado uma grande derrota. Tem clássico com o Criciúma no final de semana.

E o Metropolitano venceu o Pelotas, ao meu ver o adversário mais duro da chave, por 1 a 0 com um gol no finalzinho. O time é líder, nove pontos em três jogos, e está praticamente classificado. A luta passa a ser, nos dois jogos fora de casa que terá pela frente, pelo primeiro lugar do grupo. Considerando que a última partida será em casa contra o já desclassificado Marcílio Dias, o time terá prováveis 12 pontos, precisando de mais um ou dois para ser o primeiro. Não é tão complicado assim.

Ah, e do Marcílio Dias, nem tem muito o que falar. O problema ali não é treinador, é time. A imprensa itajaiense não está gostando nada, e o que poderia parecer um acesso fácil na segundona, que começa quarta para o Marinheiro, pode virar uma dura parada. A Série D já era. Agora, é lutar para reconquistar a vaga na primeira divisão do Estadual.