sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Ônibus do Concórdia escapa de tragédia em ribanceira

Matéria enviada pelo Sandro Devens, do jornal "Diário do Oeste" e Rádio Aliança, de Concórdia:

Os atletas do Concórdia Atlético Clube (CAC) levaram um susto na quinta-feira, dia 23, ao retornar de um treino realizado no interior do município. O ônibus que transportava todos os atletas e comissão técnica teve um problema mecânico e quase desceu uma ribanceira de 60 metros. O incidente ocorreu na região de Frei Rogério, por volta das 11h da manhã.

De acordo com o técnico Agenor Piccinin, no momento do acidente estava chovendo e, o ônibus que desceu de marcha ré por cerca de 10 metros ficou preso em uma árvore. Por pouco, o coletivo não desceu a ribanceira. Os atletas conseguiram retornar para Concórdia somente por volta das 14h30. “Poderia ter ocorrido um acidente gravíssimo, mas como a gente acredita em Deus e tem fé, conseguimos sair todos ilesos”, disse.

Olha o regulamento!

Vamos dar nome aos bois: quem descobriu a pisada de bola do Figueirense foi o ótimo site Revista Série B, que foi atento ao regulamento da CBF e denunciou.

Acontece que o Figueira contratou o meia Evandro, que veio do Vitória, sem verificar se o mesmo poderia jogar pelo alvinegro da Série B. O artigo 38 do Regulamento Geral de Competições da CBF é claro: "um clube não poderá incluir em sua equipe um atleta que já tenha atuado por outros dois clubes, em quaisquer das séries do Campeonato Brasileiro, na mesma temporada". Evandro jogou as duas primeiras partidas pelo Atlético-MG na Série A desse ano, antes de se transferir para o Vitória, onde também entrou em campo.

Foi uma escorregada amadora do pessoal responsável pelo registro no Figueira. O regulamento é claro, e por mais que o jogador seja um reforço importante para o time, não pode entrar em campo por já ter atuado em dois times nesse Brasileirão. Agora, ou o alvinegro desfaz o negócio, ou o time terá o seu primeiro reforço contratado para o Campeonato Catarinense de 2011.

A ferida do Leão só aumenta


"Temos que trabalhar e baixar a cabeça"
, palavras do goleiro Renan, do Avaí.

A frase acima, dita à imprensa após mais uma derrota avaiana em Salvador, dá a pista de um time que começou a abrir a cartilha de um clube que quer ir ao rebaixamento. Não adianta o Luiz Alberto ir no twitter e dizer que não vai cair, nem o Edson Neguinho colocar a culpa no DM. O tempo urge, as rodadas passam, e o Avaí precisa de um fato novo que possa motivar o grupo, e para ontem.

Mais uma derrota, mais uma por 3 a 0. A situação é gravíssima, e os reforços anunciados não têm cara de que vão virar a situação. Com todo respeito ao Edson Neguinho, o Avaí precisa de um nome com força de chacoalhar o vestiário. É muito tempo sem sentir o gosto de uma vitória. E quando se esperava uma resposta, por mais tímida que seja, para provar que pelo menos o time tem vontade de reagir, não foi o que apareceu no Barradão. Displicência, descomprometimento e falta de fôlego foram flagrantes na partida em solo baiano. Coincidência, desde que Emerson Buck deixou Floripa para se juntar a Silas no Flamengo, o time caiu muito de rendimento na parte física, deu pra notar?

O Vitória patrolou, e vem aí o Ceará. Zunino deu uma entrevista na CBN antes do jogo dizendo que os reforços que foram apresentados nos últimos dias serão os últimos neste Brasileirão e que Neguinho ficará no comando (isso eu duvido). O treinador se agarra na informação de que Caio deve voltar e Roberto jogar 45 minutos no domingo. E a torcida busca algo para se agarrar na esperança da má fase acabar rápido. Promessa de jogo tenso.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Neymar: falta família nessas horas

Quem nunca tomou bronca de pai aqui, levante a mão. Eu tomei.

O caso do Neymar, um moleque de 18 anos, que faz o que bem entende, não é reprimido e consegue vencer a luta de braço contra um treinador experiente, é um caso de fraquezas, no plural. Fraqueza de uma diretoria que vê o guri aprontando e não faz nada, e fraqueza da família, que deveria ser o disciplinador do moleque, recém-saído da adolescência.

Uns meses atrás, quando estive no Clube da Bola na RIC, um psicólogo estava conosco no programa, e tinha mesmo feito uma pergunta sobre o Neymar pra ele. O jogador tinha perdido um pênalti bisonho no primeiro jogo da final da Copa do Brasil contra o Vitória, numa cobrança de extrema displicência. E é notório que a esmagadora maioria dos jogadores de futebol têm origem simples, e ao verem os cifrões do mundo do futebol ficam ofuscados e descontrolados pelo glamour da coisa. E inclui-se aí a sua família, igualmente de origem simples e que não sabe controlar o filho. Lá na RIC, o doutor disse que Neymar, ainda mais pela idade que tem, merecia um intenso acompanhamento psicológico, para não "se estragar" como jogador. Ninguém o acompanhou. Ele fez contra o Avaí, contra o Atlético-GO e vai continuar fazendo, e vamos perder um grande jogador em breve, se algo de urgente não for feito.

Talvez tivesse sido bom ele ter ido pro Chelsea, onde jogam craques de todo o mundo e ele não pode fazer o que está fazendo no Santos. Quero ver se aprontaria lá, se não seria rebaixado ao time B, e dar adeus à Seleção.

Como todo funcionário que desrespeita a hierarquia, ele merecia punição, e nisso eu apóio Dorival Júnior. Mas a pressão de dirigente e agente é maior, e quando se acredita que o futebol brasileiro está se profissionalizando, aparece um exemplo desses. Mas gostaria de entrevistar o pai do Neymar pra saber o que ele anda falando pro filho em casa.

A Gordura acabou

Toda aquela vantagem construída com belas atuações acabou se evaporando em 270 minutos de futebol. Mais uma derrota, desta vez em Recife, e o Figueirense cai fora do G4. Crise? Não, o time ainda tem crédito, pode vencer o Brasiliense no sábado e voltar ao grupo de acesso colocando os nervos no lugar.

Jogo que foi definido nos pênaltis. Pra ser sincero, achei que nenhum deles foi. No do Náutico, Túlio foi se proteger da bola, num ato de reflexo. É o caso de pênalti que um em cada vinte juízes marcam. Mesmo caso no penal alvinegro. A diferença foi que Fernandes não guardou. Empate era o resultado justo, mas o pênalti perdido fez a diferença.

Mas eu não entendi qual foi do Márcio Goiano. Tá certo que ele foi sacaneado pela expulsão do Willian no começo do segundo tempo. Mas tirar Reinaldo, o principal atacante do time, para colocar o limitado Tássio foi o sinal de que o treinador não queria ganhar o jogo. A diferença técnica dos dois é grande demais.

Bom, bola pra frente que o campeonato é difícil e a presença no G4 pode ser recuperada no sábado. Mas se dá pra tirar uma lição desse jogo, é bom aprender que não tem gordura de pontos que garanta o acesso, até que a vaga na Série A venha de forma definitiva. Não há dúvida que o futebol do time caiu muito, mas as peças são as mesmas. Logo, dá pra voltar a boa fase.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Ótima notícia: Série C com TV

A CBF divulgou agora a tarde em seu site mudanças nas datas da segunda fase da Série C do Brasileirão. O jogo Macaé x Criciúma, no Rio, será no domingo (10) as 10 horas da manhã, e Chapecoense x Ituiutaba passou para sábado (09), às 16 horas, em Chapecó. De acordo com a Confederaçao em ofício, há "uma real possibilidade de televisionamento" dos jogos.

Baita notícia. Mais exposição para os clubes, que poderão ver seus times fora de casa pelo Sportv. Tomara que essa possibilidade realmente se concretize.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

O Delegado caiu

Antonio Lopes deixou hoje o Avaí em uma condição bem complicada. Plantel abalado, condição técnica abaixo da crítica, mercado fechado para reforços (a não ser que o Somália do Duque de Caxias seja o salvador da pátria) e desconfiança da torcida.

Lopes pegou uma boa base deixada por Péricles Chamusca e comandou uma interessante arrancada após a Copa do Mundo, mas o ritmo das contusões e a falta de um plantel que aguentasse o tranco foram determinantes para a queda. O Leão apanhou na maratona quarta-domingo do Brasileiro.

E ontem, ele assinou seu atestado de "tou indo", ao usar a entrevista coletiva para lamentar, dizer que o elenco estava abalado no vestiário e não apresentar soluções. Mais de um mês sem vitória, e uma queda de rendimento assustadora. Quando ele chegou à Ressacada, o presidente Zunino justificou sua vinda como uma solução de resposta rápida. A resposta inicial foi rápida, mas a regularidade não. É hora de chacoalhada, e isso só se resolve com um novo nome.

Vamos ficar atentos ao nome do novo treinador. Falaram no Andrade. Não sei se é o cara. Temos que ver qual será o perfil que o clube quer: um agitador e motivador, ou um paizão que converse com a turma. E a diretoria terá que fazer a decisão mais importante dos últimos anos.

Três times lutam pelo turno da Segundona, em dois jogos próximos

Três times vão brigar pelo título do primeiro turno da Divisão Especial, a segundona, no próximo domingo. O interessante é que, por causa da tabela, os dois jogos decisivos acontecerão no mesmo horário, a apenas 400 metros de distância, lá em Tubarão. Não sei como a situação de segurança se resolverá por lá, já que a FCF não observou que colocou dois times da mesma cidade para jogar em casa no mesmo dia, mas será uma rodada interessante.

Atlético Tubarão, Concórdia e Marcílio Dias, nesta ordem, lideram a classificação com 17 pontos, mas com saldo 7, 6 e 4, respectivamente. A situação mais complicada é do marinheiro, único que joga fora de casa, que tem que vencer, preferencialmente de goleada o Hercílio Luz e torcer para que não haja vencedor a 400 metros dali, onde o Atlético Tubarão pega o Concórdia. Caso alguém vença, é necessário que o time de Itajaí desconte o saldo, o que é bem complicado. O XV de outubro tem um sonho impossível: precisa vencer o Joaçaba em casa e torcer por dois empates nos jogos em Tubarão. Seria o campeão do turno com uma vitória a mais.

O Tubarão vem sendo o destaque da segundona. Suca montou um bom time, com a base do Brusque campeão de 2008, mesclando com atletas do Imbituba, de excelente campanha neste ano. O Marcílio trocou a diretoria de futebol e o técnico, e foi ao mercado buscar jogadores de experiência para buscar o acesso. O time era muito ruim tecnicamente, mas com o pessoal que está chegando, como o atacante Leandrinho do Metropolitano, e o zagueiro Cris, do Brusque, o plantel ganhou mais qualidade.

A Rodada: competência, sorte e revolta

Passada a maratona dos Jogos Abertos, o Blog retornará a rotina normal. E retornando com os jogos do final de semana da Série C e do Avaí contra o Grêmio. Acho que as três palavras do titulo desse post resumem o domingo.


Competência e sorte pautaram Criciúma e Chapecoense na Série C. O Tigre foi competente em chegar em boa condição na última rodada da primeira fase, contra o desesperado Juventude, que precisava da vitória para escapar da degola. O desespero do time verde de Caxias provocou a superação do time, ainda mais depois do gol tomado no primeiro tempo, aliás, um golaço de Diogo Oliveira. Mas o Tigre teve um pouco de sorte ao segurar a primeira colocação com 12 pontos, com o empate de Caxias e Brasil.


E esse empate classificou a Chapecoense, que esperava o resultado e sofreu para que ninguém balançasse as redes. A imprensa de Chapecó havia me dito nos Jasc que o time não merecia vencer o Caxias, mas conseguiu o empate que colocou o time na condição de conseguir a classificação com um resultado igual no confronto de gaúchos. E o zero a zero veio, numa atuação heróica de Luiz Muller, goleiro do Brasil. A sorte faz parte do futebol, e é por isso que ele é apaixonante. Pela frente, Tigre e Verdão terão dois times que vêm com melhor campanha da Chave C: o Ituiutaba de Minas (15 pontos), do técnico Nedo Xavier e o Macaé-RJ (14 pontos) que subiu da Série D no ano passado, que é treinado por Dário Lourenço, ex-técnico do Vasco.


Já a revolta vem da Ressacada. Confesso que ao ver a escalação do time do Avaí, com Laércio Carreirinha e Rafael Costa, dois titulares do time da Copa Santa Catarina deste ano, esperava coisa feia. E a coisa está feia. Ou melhor, feia é apelido. O técnico se limita a dizer que o time está abalado, o presidente não diz nada (engraçado, pra soltar nota de repúdio contra a arbitragem é rapidíssimo), e o torcedor azul fica perdido, sem saber se o time terá poder de reação no Brasileiro, onde rodeia a zona de rebaixamento, com um mercado de jogadores bastante fechado. Será que Antonio Lopes perdeu o fôlego, e será necessário trocá-lo? E quanto ao ataque, que hoje contou com o Rafael Costa, que nunca apareceu pra nada no clube, onde já está há tempo, fica a pergunta: a diretoria avaiana recuperou Leonardo e o mandou pro Coritiba. E deixou o time com Laércio e Pelezinho como opções?