sábado, 9 de outubro de 2010

Empate com sabor de derrota

A Chapecoense preparou-se demais para o jogo desta tarde. Treinou, fez amistosos, se preparou psicologicamente para as duas partidas decisivas contra o Ituiutaba. E parece que nada adiantou. Faltou aquela vontade de vencer em casa, diante de uma Arena lotada. A equipe mineira mostrou vontade, determinação e um time certinho, que não foi superado pelo Verdão, que tinha a obrigação de fazer resultado.

Mas foi um jogo ruim, de dois times que subiam com excesso de precaução. O time de Macuglia não agredia o adversário, e o Ituiutaba deu jeito de segurar. Prevaleceu a melhor marcação do clube de Minas Gerais. Empate mais do que justo. Mas como o empate teve gols, foi uma derrota para a Chapecoense, que terá que marcar em Minas para conseguir a classificação. O Ituiutaba está na Série B se não levar gol.

Agora é recobrar o ânimo da moçada. Depois de tanto treinar, a Chapecoense mostrou um futebol fraco quando não podia. Ficou difícil, mas não é impossível.

Série C: RIC Record poderá transmitir jogos da Chapecoense

Xeretando o site da TV Brasil, emissora do governo federal que adquiriu os direitos de transmissão da fase final da Série C do Brasileirão, encontrei uma notícia muito legal para os torcedores da Chapecoense. Segundo a TV Brasil, a RIC Record de Chapecó foi autorizada a fazer as transmissões dos jogos do Verdão no campeonato, a partir do jogo de hoje, contra o Ituiutaba. Como o jogo é em casa, acredito que a RIC deverá transmitir apenas o jogo de volta, semana que vem, em Minas Gerais.

Não será a primeira vez que uma emissora catarinense "desembarca" da sua rede de origem para transmitir determinado evento. Em 1997, a RBS TV transmitiu a decisão do torneio de tênis de Roland Garros, primeiro título de Gustavo Kuerten, usando o sinal da Rede Manchete, já que a Globo não tinha os direitos de transmissão do torneio francês.

Já os jogos do Criciúma ainda não tem previsão de transmissão de TV aberta para a cidade, que possui duas emissoras, a RBS TV e o Canal 19, uma emissora educativa (a RIC sintonizada em Criciuma é a de Florianópolis). Talvez esta última seria a solução para que a população criciumense possa ver o seu time em campo em televisão aberta. Fica aí a dica. Se a RIC conseguiu para Chapecó, quem sabe o Canal 19 de Criciúma também consiga.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Zé Carlos, a feição do Avaí

Zé Carlos é o nome mais falado do futebol brasileiro hoje. A imagem da sua burrice depois de ter defendido um pênalti do Palmeiras está sendo incansavelmente vista em todo o país. E tal atitude, depois de um lance que teoricamente daria moral ao seu time, acabou derrubando todo o psicológico avaiano, que já está abalado faz tempo.

O Avaí não apresentou novidades. Perdeu uma chance clara no começo da partida, e conseguiu abrir o placar com gol do Roberto. Mas ficou por aí. O Palmeiras virou, e nada estava perdido. Mas o Avaí apresentava um meio campo totalmente perdido, e deixou o time do Felipão jogar. Chegou o lance do pênalti, que Zé Carlos fez lembrar o tempo que fazia das suas lá em Criciúma. Lá no Sul, mostrava falta de controle emocional, falava o que dava na cabeça e tumultuava o ambiente. No Pacaembu, fez pior. Já de cabeça quente, deu um tapa na bola que estava nas mãos do Valdivia. Tomou amarelo. Depois, ao pegar o pênalti e encher o seu time de moral, faz uma burrada daquelas. Aí não tem quem consiga reestabelecer os nervos.

Não vamos aqui bater nos mesmos problemas do Avaí. Isso todos já sabem e repetir aqui seria encher linguiça. Ouvi uma entrevista do presidente Zunino, e não senti no seu discurso aquele espírito de quem quer chacoalhar o ambiente. Mesma coisa vejo em Edson Neguinho, que usou da fala mansa para avaliar mais uma atuação pífia do seu time.

Bom lembrar que o time ainda não está na zona do rebaixamento, e tem um confronto direto contra o Flamengo, em casa, no domingo. Mas o clube precisa de um fato novo. Eu não vejo no Neguinho o técnico certo para lidar com esse problemaço. Situações como essa merecem verdadeiros choques de gestão, mas faltando 10 jogos para o fim do campeonato, vão se esvaindo as chances de que a coisa possa mudar. O presidente avaiano parece estar assistindo o bonde passar.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Clubes da primeirona de SC renovam contrato do pay-per-view

Alvo de polêmica entre os clubes no campeonato estadual desse ano, a transmissão dos jogos pelo Pay-per-view da Globosat vai continuar nas próximas quatro temporadas. A confirmação veio ontem, na reunião mensal da Associação de Clubes de Santa Catarina. Os presidentes se queixaram que os bares eram uma concorrência desleal, uma vez que não cobram ingresso e têm venda liberada de bebidas, mas a exposição que as transmissões dão, junto com a pressão de patrocinadores colaborou para a renovação do acordo.

Fonte deste blog que esteve na reunião revelou que o valor aumentou, de cerca de 450 mil neste ano, com a participação nas vendas dos pacotes, para um valor fixo de 800 mil reais anuais, com um reajuste anual e um bônus de 10% no quarto ano.

Muito dinheiro? Agora você vai ver que não é bem assim. Vários descontos são feitos nessa verba antes que chegue nas mãos dos clubes. Duzentos mil reais, 25% disso, vão como comissão, divididos entre uma agência de propaganda de Florianópolis (12%), a Federação Catarinense de Futebol (10%) e a própria Associação de Clubes (3%).

Dos 600 mil restantes, 70 mil foram retirados pela Associação para custear as arbitragens dos campeonatos estaduais das divisões de base. Teoricamente, esse dinheiro iria para os clubes, mas acabou sendo destinado para pagar uma despesa fixa que existe. Sobraram 530 mil. Destes, 20% foram separados para divisão igualitária entre os dez clubes da primeira divisão.

Sobraram 424 mil reais. Aí vem a divisão entre pequenos e grandes: 75% deste valor vão para os ditos quatro clubes "grandes" da Associação: Avaí, Figueirense, Criciúma e Joinville, e 25% para os seis clubes restantes que participarão do Catarinense 2011.

Na ponta do lápis: os quatro clubes grandes receberão R$ 90.100,00 pela transmissão em Pay-per-view. Os outros seis clubes (Brusque, Metropolitano, Chapecoense, Imbituba e os dois clubes que vierem a subir da Divisão Especial) vão receber R$ 28.266,66 cada um. Espero não ter errado a conta.

Para os seis clubes pequenos (se bem que se a Chapecoense subir para a Série B ela não pode ser chamada de pequeno, mas aí é poder político dentro da Associação) é uma verba bem pequena. Para os quatro chamados grandes, não sei se é muito, há de se comparar com o que clubes de outros Estados recebem. Mas o interessante é o público saber que uma parte considerável do dinheiro pago pela TV fica nas mãos de uma agência de propaganda, e aí não sei porque os clubes não fizeram a negociação de forma direta, e nas mãos da Federação Catarinense, que já tem um bom faturamento com as taxas dos borderôs das partidas.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Segundona: uma vaga tem dono

Não sou vidente, mas a Divisão Especial de Santa Catarina está mostrando que um time está um degrau acima dos outros nove que brigam pelas vagas na elite do ano que vem. O Atlético Tubarão, do técnico Suca, montou um time que mescla bem experiência e juventude, com a cara de equipe que vai subir. Para mim, uma vaga já tem dono. Marcílio Dias, Concórdia e XV de Outubro vão ter que ralar pela outra vaga.

Suca montou uma estrutura muito parecida com o time montado no Brusque em 2008, que levou o título da segundona com muita tranquilidade. Agregou ex-comandados seus daquela campanha: o experiente zagueiro Marcelo, o volante Rodrigo Bagé e os meias Valdo e Paulinho. Juntou com outros que fizeram boa campanha no Imbituba, como o volante Alex Albert e o atacante Leonardo. E recentemente, trouxe um reforço de peso: Rafael Xavier, o melhor jogador do Brusque que se sagrou tricampeão da Copa Santa Catarina em julho passado.

Há um tempo atrás escrevi aqui sobre o que um time de segundona tem que fazer pra subir. Não adianta fazer time simplezinho. Quer subir, tem que gastar o mesmo que um time de primeira, para não passar susto. O Marcílio Dias tentou gastar pouco no primeiro turno, com vários jogadores desconhecidos, e não teve sucesso. Agora, vendo que estava igualado aos outros times, contratou Gelson, técnico experiente que subiu o Brusque em 2004, e vários reforços experientes. Tem tudo para crescer durante o returno, mas vai enfrentar a concorrência do Concórdia e do XV de Indaial, duas equipes que vi jogar no último sábado, e que mostraram certa qualidade.

A verdade é que Suca está próximo de mais um acesso. Bobo ele não é. Conseguiu montar um time forte.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

O Brusque pós-eleição

Como prometido, após o final da campanha para a Assembleia, o Blog vai trazer as últimas informações do Brusque, até porque como todos sabem, o presidente do clube era candidato.

Danilo Rezini fez 6.447 votos em Brusque, ficando na terceira colocação, a frente, inclusive, do atual deputado Dagomar Carneiro, que não conseguiu a sua reeleição. Tendo em vista toda a situação da diferença de estrutura de campanha na cidade, julgo como um bom resultado. Era muito difícil a sua eleição, até pelo partido (PPS), que só elegeu um deputado.

Bom, mas o assunto aqui é esporte. Em carta enviada durante a campanha, o ora presidente licenciado declarou que "Se eleito, asseguro minha continuidade do trabalho a frente do Brusque FC e a construção do estádio próprio". A mesma carta, que você pode ver clicando na foto, mostra uma maquete do que seria a "Arena Bruscão".

Bom, não sou analista político, mas Danilo condicionou sua permanência no clube à sua eleição, que todos sabiam que era muito complicada. Agora é saber o que vai acontecer. Ele tem mais um ano de mandato, e já ouvi de diretores do clube a promessa que o grupo não continuará no clube, tendo em vista o prejuízo financeiro apresentado. Mas também é sabido que a Havan, através do seu dono, Luciano Hang, teve uma grande participação na campanha de Rezini, e essa parceria, que deu um grande lucro para a loja com a vinda do pseudo-atacante Viola, que trouxe muito marketing e quase rebaixou o time no campo, poderá ser continuada para 2011. A "bola da vez", como dizia o slogan da sua campanha, está nas mãos de Danilo.

O Brusque está largado. Recebi uma ligação ontem de manhã do Joceli dos Santos, que estava P da vida ao saber que havia sido suspenso por cinco partidas pelo pleno do TJD, por causa dos acontecimentos do jogo contra o Criciúma na Copinha. O Tribunal ignorou por completo as imagens de vídeo do jogo e foi atrás da súmula do árbitro Jefferson Schmidt, que defendeu o seu lado, mesmo tendo uma atuação péssima naquela partida. Joceli reclamou que foi julgado à revelia, e que o Brusque não teria o informado do julgamento do recurso. Em resumo, ele não foi se defender. A diretoria estava toda envolvida na campanha.

O Bruscão é o único time que ainda tem torneio pra disputar esse ano, a Recopa, no RS, no final do ano. Logo, a pré-temporada precisa começar em novembro, e não há nada sobre reforços, treinador, patrocínios, e nem sobre as reformas no Estádios, cujo projeto foi prometido em uma reunião na Prefeitura.

Vamos esperar as novidades.

domingo, 3 de outubro de 2010

Faltou futebol. Dos dois lados

O São Paulo mostrou por que anda em má fase no Campeonato Brasileiro. Não jogou nada perante o Avaí, que também está devendo futebol, e no fim, o zero a zero foi justo.

Ainda bem que o Atlético-MG colaborou na rodada, deixando o Leão mais uns dias fora da zona do rebaixamento. Antes que alguém corneteie, o Avaí teve, sim, chances de fazer. Mas na situação que o clube se encontra, o "quase" siginifica "nada". Não é hora de lembrar as chances de gol. Só as bolas que entraram. E como não entrou nenhuma, o sofrimento continua.

Há de se lembrar ainda o fato do time ter jogado contra 10 adversários por todo o segundo tempo, e não teve a competência de colocar na rede.

O campeonato segue, e tudo indica que os confrontos contra Flamengo, Atlético Mineiro e Goiás serão decisivos para tirar o time do rebaixamento. O problema é que o futebol anda devendo muito.