sábado, 16 de outubro de 2010

Sem inspiração, Chapecoense perde a chance de ir à Série B

Chegou ao fim o sonho chapecoense de chegar a Série B.

Venceu quem tinha a vantagem do regulamento. Mas foi uma desclassificação dolorida. Sabe quando você vê um jogo e se irrita, com a falta de pernas, de motivação e principalmente de comprometimento de um time dentro de campo? Foi o que eu vi no time de Guilherme Macuglia. Não parecia que estavam disputando uma decisão. O Ituiutaba, com um investimento bem menor, fez a melhor campanha da primeira fase e conseguiu o seu objetivo. Lá sobrou motivação.

O jogo foi ruim, o resultado foi justíssimo. A Chapecoense errou muitos passes, não aproveitou as (poucas) chances de gol e, principalmente, ficou sem pernas no final. Irrita ver o rosto de um Gustavo Papa, que tem passagem por grandes clubes do país, andando em campo no segundo tempo e mostrando que não estava "nem aí" para a situação. Passava o tempo, e o time não arriscava, nem com a entrada de Rogério no lugar de Waldison. No finalzinho, além de não atacar, o time verde perdeu a cabeça. E a festa veio no pequeno estádio de Ituiutaba.

O sonho fica para a próxima, quando a Chapecoense terá mais experiência na Série C. Um ano conturbado termina, com o rebaixamento no campo no Estadual, depois da montagem de um time ruim, que teve que ser remendado com várias contratações de emergência. No Brasileiro, o time fez uma campanha mediana, mas acabou classificando-se com a combinação dos resultados. Tinha amplas condições de bater o Ituiutaba, mas o gol tomado em Chapecó e a não-incorporação do espírito de uma decisão tão importante foram determinantes na perda de uma chance tão grande de um acesso.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Jogo da Chapecoense na Record News

Boa notícia televisiva, que agora se estende a todo o Estado. O jogo Ituiutaba x Chapecoense, amanhã, terá transmissão para todo o Estado pela Record News, a partir das 16h.

A RIC Record de Chapecó havia conseguido autorização da TV Brasil, dona dos direitos, para a transmissão do jogo, mas apareceram problemas envolvendo a Rede Record quanto à liberação do horário do sábado. A direção da RIC agiu rápido, e repassou o jogo para a Record News, que é gerada em Florianópolis. Logo, a transmissão irá para toda Santa Catarina, em canal aberto. A TV Brasil só é sintonizada em algumas cidades do Estado, em emissoras educativas.

Quanto ao jogo Criciúma x Macaé, na semana que vem, ele não será transmitido pela Record News. Acontece que o sinal da emissora de Florianópolis entra em Criciúma e o jogo não poderá ser transmitido para a Praça. De repente, na próxima fase.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Mais uma derrota daquelas...

Quando a fase é ruim...

... nem com a ajuda da arbitragem a coisa melhora. Foi assim que vi o jogo do Avaí contra o Emelec no Equador. O árbitro Francisco Peñuela não expulsou Davi, que acabou chutando duas vezes o seu adversário no chão, não marcou impedimento no gol avaiano, e ainda deixou o time de Guayaquil com um jogador a menos (dessa vez, com Justiça). Aí faz gol contra, consegue o empate e toma outro no finalzinho. Ô maré terrível essa que não passa para o Leão.

Mas não há nada que não possa ser resolvido. Gostei do primeiro tempo avaiano, o time se mostrou motivado, correu bastante, mesmo sem a velocidade de Roberto, que seria bem-vinda. Mas os erros de passe, principalmente do Rudnei, jogador que tem o amor de alguns torcedores e o ódio de outros, complicaram o meio-campo do time azzurra. Mesmo assim, o time contabilizou grande número de chances de gol perdidas. De tudo o que aconteceu, o melhor foi o gol de Marcelinho, que dá a importante possibilidade do time conseguir a classificação dependendo apenas de uma vitória simples na Ressacada. Acredito muito na ida às quartas-de-final. O Emelec não é lá essas coisas.

Showbol dá calote em hotel de Jaraguá do Sul

O torcedor deve lembrar do famoso Campeonato Brasileiro de Showbol, evento que custou R$ 1,7 milhão do bolso do contribuinte do Estado, para produzir um torneio mequetrefe de veteranos, com pouca presença de público e ingressos caros. Pois lá em Jaraguá do sul apareceu problema.

Segundo informa a imprensa jaraguaense, o hotel Itajara está cobrando na justiça o valor da hospedagem dos ex-jogadores por lá. Houve audiência sobre o caso essa semana, no Fórum de Jaraguá.

Foram chamados a depôr o ex-diretor da Fesporte Cacá Pavanello, que assinou o contrato milionário, e Marcelo Muller, ex-diretor de Turismo da Fundação Municipal de Esportes. Segundo eles, quem deveria pagar a hospedagem seria a própria organização do Showbol (aqui em Brusque, quando passaram por aqui, quem pagou a hospedagem foi a prefeitura), através de alguém chamado "Todé", e que Pavanello teria colocado R$ 15 mil do bolso como adiantamento (leia a íntegra do seu depoimento aqui) sem ter o dinheiro devolvido, mesmo com o repasse de quase dois milhões de reais feito pelo governo estadual à empresa promotora, pago em dia.

Esse Showbol foi a maior lambança da última administração esportiva do Estado. Uma dinheirama que foi gasta só para garantir horas de exposição no Sportv, e que até agora está rendendo problema. Que o futuro governador Raimundo Colombo olhe bem o que foi a política esportiva catarinense nos últimos anos e resolva colocar gente nova na Fesporte.

Ah, e que resolva investigar uma pista de atletismo que foi construída para os Jogos Abertos de 2007 lá em Jaraguá, que absorveu R$ 450 mil dos cofres do governo do Estado. A obra foi apressada para ficar pronta a tempo dos Jogos, mas a promessa não foi cumprida e as competições de atletismo daquele ano aconteceram em Itajaí. A pista foi entregue apenas em dezembro de 2008, cheia de problemas. Três anos se passaram, e com as falhas na colocação do piso, que custou outra dinheirama, a pista sintética virou campo de futebol.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Mais dois pontos jogados fora

A torcida alvinegra esperava a vitória hoje contra o Bragantino para dar uma arrancada para o acesso. A vitória não veio, mas a situação da luta pela Série A não modificou muito. A gordura, que era de cinco pontos, caiu para quatro. É grande o número de pontos que o Figueira já jogou fora durante esse Brasileirão. Hoje, mais dois pra conta.

O Figueira enfrentou um adversário que buscou se defender desde o começo do jogo, e que se defendeu bem. Mesmo assim, o alvinegro teve chances, como o gol perdido por Willian no primeiro tempo. Márcio Goiano foi infeliz na entrada do atacante Tássio, que aliás, tento descobrir qual a qualidade que o treinador vê nele. Alterações feitas, e mesmo com a expulsão do zagueiro Astorga no segundo tempo, o Figueirense não conseguiu marcar um gol no 15o. colocado da Série B.

Vem aí o Santo André, que está na zona do rebaixamento, neste final de semana. Espero ver, pelo menos, um time que tome a atitude de tomar o comando da partida e vencer. A situação do G4 ainda está tranquila, mas uma derrota em São Paulo pode acender o sinal amarelo. De novo.

Figueira jogou bem 20 minutos do primeiro tempo, depois caiu.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Criciúma, dois desafios: o Macaé e a boca de Argel

Quem viu Macaé x Criciúma se assustou. Foi incrível a queda de rendimento do Tigre no intervalo do jogo. Dois a zero, meio-campo absolutamente controlado. No intervalo, o técnico Argel Fucks tirou Diogo Oliveira para colocar Chicão, e o poderio na meia cancha acabou. O Macaé gostou do jogo, ganhou o controle da partida, alçou as bolas na área e conseguiu uma virada que nem o mais fanático torcedor do time fluminense acreditava.

Não há nada que não possa ser resolvido no jogo de volta. O Criciúma precisa de uma vitória simples para conseguir o acesso, e tem time pra isso. Mas o técnico Argel, que notadamente gosta de uma polêmica, gosta de dar munição para o adversário.

Primeiro, não admitiu o seu erro na montagem do time no segundo tempo em Macaé. Depois, chamou o técnico adversário, Dário Lourenço, de velho, e que não conhece nada de futebol, pois, segundo ele, o seu currículo é maior. É ridículo ouvir isso de um técnico profissional. Suas declarações são um ótimo assunto para as duas semanas de preparação psicológica até o jogo decisivo no Majestoso.

O presidente Antenor Angeloni o bancou, não o tirou quando tinha que ter tirado, então, o Tigre vai para a reta final da Série C com ele mesmo. Não tem como trocar treinador agora. E acredito que ele não fique para o Catarinense de 2011, onde está suspenso por quatro partidas por causa de incidentes na Copa Santa Catarina. Embora a torcida esteja revoltada, é hora de apoiar. Quando vier o planejamento para 2011, e tomara que seja para a Série B, o Criciúma poderá liberar o seu técnico falastrão.

E tomara que ele não estrague o time no jogo decisivo. O Macaé provou que não é um time bobo. A Chapecoense foi eliminada pelo mesmo time no ano passado dentro de casa, e sabe muito bem como é.

domingo, 10 de outubro de 2010

Benazzi, a última esperança azul

O empate do Avaí com o Flamengo, de certa forma, ofuscou o principal assunto do dia nos lados da Ressacada. Na verdade, o que deu pra ver foi o mesmo time de sempre, aquele que deu esperaná quando goleou o Vitória. O torcedor flamenguista deve ter rido a toa quando viu o Avaí tomar dois gols de Val Baiano, atacante que virou piada no Rio. Foi um pouco de mais do mesmo. Nada mudou no time azul, e no final o empate veio como um lucro enorme, já que segurou o time mais uma rodada fora da zona do rebaixamento.

Quando Antonio Lopes deixou o Avaí, um tempo atrás, eu tinha dito no twitter que o clube precisava de um "Vagner Benazzi da vida", que, com pouco tempo de trabalho, possa trazer resultados na base da motivação. E não é que o próprio Benazzi veio? Acho até que veio um pouco tarde, pois desde o começo achei muito infeliz a opção pelo "paizão"Edson Neguinho. A situação não permite mãozinha na cabeça.

Benazzi é o técnico perfeito para a ocasião. Poucos jogos pela frente, situação ainda não tão desesperadora, e um time precisando reencontrar um caminho de vitórias. No futebol, em situações de emergência, as "chacoalhadas" no elenco são frequentemente usadas. E Benazzi é desse tipo.

É a última cartada. Boa sorte ao Avaí.