O Blog hoje quer parabenizar duas equipes de trajetos distintos, mas que representam duas cidades importantes do Estado, que cada qual, tem sua importância no futebol. Uma pela sua tradição. Outra, pela descentralização do esporte em Santa Catarina.

O
Marcílio Dias velho de guerra, rival do meu Brusque em grandes clássicos, de uma torcida fanática que sofreu demais com os desmandos de uma diretoria incompetente no passado, passou dificuldades para conseguir seu acesso. Fez um mal primeiro turno, e teve que dar uma grande virada na reta final. No quadrangular, se o time não rendeu tanto quanto se esperava, pesou a camisa rubro-anil. Estamos falando em um time que tem um título estadual e a obrigação de voltar a primeira divisão no primeiro ano, sob pena de todo o planejamento do novo presidente, Abelardo Lunardelli, ir por água abaixo. Foi sofrido: o time virou o placar de 2 a 1 para 3 a 2 dentro de Indaial, onde os adversários passaram dificuldades. E agora, tudo é festa. O novo Marcílio Dias está de volta à elite do futebol do Estado. E subiu no campo. O Vale do Itajaí agradece.

Pra falar do
Concórdia, quero aqui fazer um mea culpa: disse que o Atlético Tubarão era favorito ao acesso, mas não imaginava a arrancada do time de Agenor Piccinin, que conseguiu o acesso fazendo a tarefa de casa: três jogos, três vitórias. Contando com a ajuda do Marcílio e as escorregadas do Tubarão, o futebol de Concórdia, agora com o nome de Concórdia Atlético Clube, coloca a Capital do Trabalho de volta a elite do futebol catarinense, coisa que não acontece desde o longínquo ano de 1995, quando era Concórdia Futebol Clube.
A situação do Concórdia é um pouco mais delicada: o time que conseguiu a vaga na primeira divisão foi montado a partir de uma parceria com o Ypiranga, de Erechim, que disputará o Campeonato Gaúcho. Terminada a segundona, toda a estrutura gaúcha voltará para o Colosso da Lagoa, e a diretoria do CAC ficará com a vaga na primeira divisão, e um trabalho a ser iniciado do zero em curto prazo. A cidade de Concórdia precisa agarrar o futebol. Hoje, é uma cidade que tem o futsal como modalidade principal e que não leva grande público ao bom estádio municipal Domingos Machado de Lima. A terra da Sadia precisa agora se mobilizar, pois dentro de campo, o objetivo foi conquistado. E a região Oeste passa a ter dois clubes: Chapecoense e Concórdia farão de volta o chamado "clássico da linguiça", o que é ótimo para a descentralização do futebol catarinense. Que times da Serra, Meio-Oeste e Planalto Norte também possam aparecer no cenário.
Parabéns Marcílio, Parabéns Concórdia. Sejam bem-vindos de volta à primeira divisão.