sábado, 27 de novembro de 2010

Agora, a Série A 2011

O Figueirense promoveu uma grande festa no Scarpelli. Tarde de sol, estádio cheio, trio elétrico, homenagens... e um jogo de futebol. O resultado é completamente irrelevante na questão acesso, mas eis que um pequeno presente extra veio após o jogo: combinada com a derrota do Bahia, a vitória alvinegra valeu o vice-campeonato da Série B. É um pontinho a mais no ranking da CBF.

E todo time que acaba dando certo é cobiçado no mercado. A diretoria do Figueira terá que trabalhar muito para manter a espinha dorsal do time, sob pena de ser forçado a uma grande reformulação. A permanência de Márcio Goiano ajuda muito no trabalho. Se não houver um desmonte muito grande, e as coisas sinalizam pra isso não aconteça, o alvinegro entra em condição de favoritismo no Campeonato Catarinense. E terá tempo para se reforçar para a Série A de 2011

Histórias do Rádio: o narrador que sumiu

Essa quem me contou foi meu amigo Giovani Ricardo, radialista com várias edições dos Jogos Abertos nas costas, e que tem muita história pra contar. Uma delas aconteceu em uma edição dos Jasc. Devido a escassez de linhas telefônicas à época, uma cadeia era feita entre várias emissoras. A cobertura era enorme: vários postos de transmissão eram montados nos locais de competição, transmitindo cinco, seis jogos simultâneos.

Uma tarde desses, o narrador Valdomiro Grundmann, conhecido por narrar o único jogo de basquete zero a zero da história (depois foram ver que o aro era menor que a bola) foi escalado para transmitir o jogo de bolão, e levou com ele um sujeito chamado Fritz, de fala germânica e sem jeito nenhum com o microfone. Grundmann havia exagerado na feijoada, e precisou se ausentar do local de transmissão, a fim de, digamos, resolver problemas de saúde. Mas antes de ir ao toalete, ele disse: "Ô Fritz, podes ouvir a transmissão, mas não mexe no microfone!"

A transmissão rolava. No giro do placar, o saudoso Rodolfo Sestrem chamava cada local de competição para saber a situação do placar. Por quatro vezes, Sestrem falava: "Alô Valdomiro Grundmann, como está o bolão????". E nada. O Fritz ficava olhando aquele microfone, mas atendia a ordem de não falar nada. E foi a quinta, a sexta.... e nada do Valdomiro dar sinal de vida na cancha do bolão. Chegou a sétima vez, e o Fritz se irritou. A transcrição está abaixo:

Sestrem: "Vamos ver se temos contato com o bolão. Alô Valdomiro Grundmann!!"
Fritz: "Alô?"
Sestrem: "Valdomiro Grundmann! Aleluia! Como que está a situação do Bolão?"
Fritz: "Nein, nein, aqui non é o Valdomiro, aqui é o Frritz. O Valdomiro foi dar uma cacada e xá volta..."

Nem precisa dizer que a transmissão acabou ali. Todo mundo caiu na gargalhada.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Sai regulamento e tabela da Recopa Sulbrasileira

A Federação Gaúcha de Futebol, responsável por organizar a Recopa Sulbrasileira de 2010, já enviou o regulamento e a tabela da competição deste ano. Mesmo com a decisão da Copa Ênio Costamilan em andamento, a FGF já designou o Cerâmica de Gravataí, que está decidindo o título contra o Inter, como representante do Estado e anfitrião do torneio.

A Recopa acontece nos dias 3 e 5 de dezembro. No dia 3, sexta que vem, o Brusque enfrentará o campeão da Copa Paulista, cuja final é neste final de semana, entre Red Bull e Paulista de Jundiaí, as 15 horas. Às 5 da tarde do mesmo dia, o Cerâmica enfrenta o Roma, do Paraná. Os vencedores fazem a final no domingo, às 17 horas, no mesmo local.

Tudo rápido, em um jogo só. Empate, decisão por pênaltis. É a quarta edição da competição, que até agora só teve times catarinenses conquistando o título: Marcílio Dias (2007), Brusque (2008) e Joinville (2009).

O ciclo Malwee chega ao fim

Nos esportes ditos olímpicos (se bem que o futsal não é), ou outrora chamado de amadores (que já não são faz tempo), ou de quadra, existem os ciclos de empresas que depositam um grande investimento em uma equipe, para batizá-lo com seu nome. Talvez nenhuma equipe tenha durado tanto tempo quanto o Banespa, no vôlei masculino. Há a Unilever, no vôlei feminino, que também tem um projeto que atravessou os 10 anos. Mas, em sua grande maioria, as empresas cumprem um prazo dentro de uma equipe, e com o crescer dos custos, acabam encerrando o seu ciclo.

E é isso que acontece com a Malwee, de Jaraguá do Sul, com uma trajetória vitoriosa durante uma década. A empresa colocou rios de dinheiro na equipe, que quando jogava na Globo, não tinha o seu nome divulgado. Não foi esse o motivo que está encaminhando o encerramento do patrocínio por parte da empresa de Wander Weege. Os custos estão cada vez maiores, e a empresa viu que estava criando uma bola de neve. Ouve-se há algum tempo ameaças da retirada do patrocínio. O momento chegou.

Jaraguá do Sul ficará orfã de um time campeão nacional, que colocou a cidade na mídia. Tem um dos melhores ginásios do país, que ficará sem seus principais artistas para lotá-la. A cidade possui empresas tão grandes quanto a Malwee, que poderiam investir no time, mas não o fazem. E assim, um time que fez história no salonismo nacional se vai. O time poderá continuar, mas sem a constelação de estrelas que por lá passaram nos últimos anos. E logo, a magia se acaba, assim como acabou com outra constelação, na Perdigão de Videira, outro timaço.

É lamentável, mas o fato era esperado, mais cedo ou mais tarde.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Jogador do JEC atropela jacaré e perde controle do carro

Manchete curiosa? É verdade. Aconteceu com o volante Carlinhos Santos, do Joinville, ontem, no interior de São Paulo. Matéria do site R7:

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Brusque se apresenta. Conheça as novas caras

Aconteceu agora a tarde a reapresentação do Brusque para a temporada 2011. Velhos nomes chegam, novos nomes aparecem como novidades. Hora de acabar com o mistério e revelar o que a diretoria foi atrás.

Quatro apresentaram-se hoje: o volante Pedro Ayub, ex-Chapecoense, o zagueiro João Vítor, vindo do Rio Branco-AC, o atacante Leandrinho, ex-Metropolitano e o meia Marcelinho, ex-CRAC-GO e que participou da excelente campanha do Bruscão em 2006.

Outros nomes foram confirmados e estão a caminho. São eles, o zagueiro e lateral-esquerdo Cris, 30 anos, ex-Criciúma, que estava no Novo Hamburgo, o volante Eliélton, que atualmente joga a Série B pelo América-RN, e o zagueiro Thiago Couto, ex-Metropolitano, já conhecido da torcida.

O clube tentou o zagueiro Amaral Rosa, do Metropolitano, mas ele fechou negociação com um time japonês. Têti deve retornar. O jogador que estava no Criciúma está com praticamente tudo acertado, para apresentar-se no dia 29.

domingo, 21 de novembro de 2010

Falta muito pouco, mas vai ser sofrido

O Avaí tinha pela frente o Atlético de Goiás, que é osso duro de roer. O time venceu, mostrando os seus defeitos escancarados que desisti de ver consertados,  e foi empurrado pela torcida, o que consegue tapar um pouco da ineficiência técnica do time. O Atlético de Renê Simões não veio para vencer, e o Avaí, beneficiado pelo gol contra do zagueiro rubro-negro, venceu a partida.

Falta pouco. Vitória contra o Santos combinado com derrota do Vitória para o Inter em Porto Alegre, Série A garantida. Os resultados estão colaborando.

Vai ter que ser assim. Não vai ter futebol bonito. E vai ser com drama. O jogo de hoje é um exemplo ótimo. Começo de partida equilibrado, jogo bem de paciência, com o Avaí notando que teria sérias dificuldades para marcar. Depois da expulsão do zagueiro Thiago Feltri, que tomou o segundo amarelo, havia a esperança que a abertura de espaços ajudasse um pouco. Não ajudou, mas o gol contra marcado pelo zagueiro goiano foi de uma utilidade enorme, pois fez o adversário sentir o golpe. O Avaí, armado num 4-5-1, tinha Vandinho como homem de frente, que não correspondeu em nada. Perdeu até pênati.

Parece coisa do destino. Foi Vandinho sair, que Jeferson achou um gol em jogada de falta. Foi o gol do alívio, o gol da festa, em uma Ressacada superlotada.

E tenho que repetir: time empurrado pela torcida. Se fosse só pela qualificação técnica do time, pode esquecer. Nessas horas, é necessário um algo mais. E isso vem de fora das quatro linhas, aquele cidadão que pega aquela fila desumana pra chegar no Estádio, criando algo que intimida o adversário e mexe com o psicológico do jogador. Depois de o time escapar oficialmente da zona do rebaixamento, a gente conversa sobre os problemas graves do time. Agora é mobilizar para fugir do pesadelo. Seja no tranco, no empurrão, gol contra, whatever...