sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

O Brusque na final, contra o Cerâmica e seus limites

Sob o forte calor aqui de Gravataí, o Brusque teve muitas dificuldades para vencer o Paulista de Jundiaí, que veio pra cá com o time que disputará a Copa São Paulo de juniores. Venceu por 3 a 2 um jogo que estava se encaminhando para os pênaltis, mostrando os problemas de um time que está treinando há menos de duas semanas. A falta de entrosamento era flagrante: linha de zaga que não se entendia, um sistema de criação no meio campo muito confuso e um ataque desorganizado, que não conseguia criar.

Mas toda e qualquer análise sobre o time do Brusque tem que ser feita com muitas ressalvas, até pelo motivo que coloquei ali em cima. Seria muito injusto fazer qualquer tipo de crítica em cima de um time que praticamente não treinou.

Mas no sufoco o Bruscão venceu, e enfrentará o time da casa, o Cerâmica, que venceu o Roma com um gol de pênalti (pra mim, fora da área) aos 48 minutos do segundo tempo. Por ser uma equipe que vem jogando já há algum tempo, o Cerâmica tem um certo favoritismo, apesar de não ter visto no jogo de hoje nada de extraordinário em campo. Isso não quer dizer que o Brusque tenha chances.

Paulo Turra tem em seu elenco jogadores que tem poder de decidir jogos, como Têti e Kito, prováveis titulares no Estadual que, por causa do pouco tempo de treinamento, entraram em campo somente no final do jogo. Se eles se sentirem em condições de começar a partida, devem ir para a batalha, que agora vale título.

Por mais que a Recopa seja para o Brusque um torneio de preparação para 2011, uma decisão mexe com os brios de cada um. E o time entra em boa condição de conseguir o bi.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Luiz Muller, um concordiense comanda o Concórdia

Um cidadão concordiense foi o escolhido pelo novato Concórdia para comandar o time no grande desafio da primeira divisão. Luiz Muller, de 49 anos, que como jogador atuou no Remo-PA, Bragantino e Sport, conquistando muita fama nestas equipes. Como técnico, Muller treinou os times sub-20 do Bragantino e da Portuguesa, além do ECUS, de Suzano-SP e Fortaleza.

Muller terá uma imensa responsabilidade. Grande parte do atual plantel da equipe voltará para Erechim no dia 5, a partir do final de uma parceria que fez com que atletas do Ypiranga pegassem cancha na segundona catarinense. Aí, a diretoria do CAC terá a responsabilidade de montar um bom time com a vaga na primeira divisão na mão. Temo pela inexperiência da diretoria (haverá troca de presidência, saindo Mauro Fracasso e assumindo Emerson Lorenzetti, que terá que arrecadar o que o futebol de campo da cidade nunca arrecadou: algo em torno de 120 a 150 mil reais para conseguir montar uma equipe para não fazer o bate-volta. E é aí que Muller entra, pois terá a obrigação de usar sua experiência e ajudar a diretoria a construir o plantel. E em pouco tempo.

O Concórdia é uma enorme incógnita. Hoje é favorito ao rebaixamento, mas se conseguir um bom investimento, combinado com a competência nas contratações, poderá surpreender. Agora, está nas mãos de Luiz Muller.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Criciúma vai de Guilherme Macuglia

O Criciúma foi atrás de Silas, Toninho Cecílio, Sérgio Guedes, Jair Picerni... Mas nenhum desses nomes, que tem um grande mercado principalmente em São Paulo, aceitou encararar o desafio. Uns por terem compromissos, outro pela parte salarial. Há quem diga que Silas, por exemplo, haveria pedido 100 mil reais mensais para ele e a comissão técnica. Antenor Angeloni tem dinheiro, mas sabe que não pode jogar fora assim.

E hoje o mistério foi solucionado: depois de procurar por todo o Estado de São Paulo um treinador, o Tigre encontrou na Chapecoense o seu técnico: Guilherme Macuglia, de 47 anos, que foi campeão brasileiro da Série C pelo clube em 2006.

Quando a torcida esperava que o Criciúma fosse trazer um nome de maior expressão, chega um já conhecido, e que fracassou com a Chapecoense na luta pelo acesso neste ano. É que o Tigre demorou demais para definir um treinador. De tanto ir atrás de profissionais mais caros, o mercado foi fechando. Macuglia vai ter que superar muita desconfiança.

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

A emoção de Marquinhos na Ressacada

Ninguém me contou, eu vi.

Assisti Avaí x Santos no camarote da RIC Record, e do meu lado direito havia um grande espaço, onde estavam Marquinhos Santos, o técnico Adilson Batista, seu auxiliar Ivair e o treinador do Paraná, Roberto Cavalo. Quando a torcida avaiana descobriu que o ídolo estava ali em cima, Marquinhos foi saudado diversas vezes. E ele respondeu, saudando a todos que o respeitam como um dos maiores ídolos da história do clube.

Foi muito interessante acompanhar o jogo e observar as reações de um jogador da terrinha, ídolo avaiano, mas que joga no adversário. Tirar ele da partida foi a melhor atitude que o técnico Marcelo Martelotte poderia ter feito. Seria maltratá-lo.

No seu canto, solitário, Marquinhos torcia em silêncio. Não demonstrava reação com as chances perdidas do Avaí no segundo tempo, bem a sua frente.

Mas quando Caio acertou aquela bomba no ângulo, virando a partida, Marquinhos deu um pulo, foi para a parte de trás do setor e mostrava uma cara de alívio. Voltou a sentar, e quando vi, ele parecia estar chorando. A câmera do meu celular não era nada boa, mas eu tive o privilégio de presenciar e guardar na memória uma história daquela partida que foi marcante, e que a grande maioria não viu.

E no final do jogo, como você vê na foto abaixo, torcedores avaianos foram saudar Marquinhos, que naquela hora, sozinho, assistia à festa do torcedor em uma Ressacada lotada.

O "Dia do Fico" avaiano

Foi um daqueles jogos que entram pra história. Uma batalha. E eu estava lá, vendo a linda festa e o drama passado pelo torcedor avaiano.

Foi uma vitória dramática conquistada por um time ansioso, que sabia que poderia vencer o Santos, que não queria mais nada no campeonato. E talvez esse detalhe atrapalhou tudo. Eu diria que um santista estava com vontade a toda: Neymar, que busca a artilharia do futebol brasileiro no ano. E ele fez a diferença na primeira etapa. Podem chamar de marrento, mala ou mascarado, mas o menino joga muito. E deu um corte sensacional em Emerson para criar a jogada do primeiro gol, além de fazer o segundo, em passe de Arouca.

O Avaí tinha uma enorme motivação para o jogo, mas faltava tranquilidade. Atrás no placar, abusou de chutes fracos ou sem direção, mostrando muito nervosismo. Foi aí que Caio apareceu. Com calma, trabalhou a bola em jogada individual, e fez o primeiro. No gol de empate, calma e precisão novamente. Ele teria que carregar o piano, já que Vandinho, mais uma vez, estava totalmente desaparecido.

O time entrou no segundo tempo com a moral de quem conseguiu empatar um 2 a 0. E o Santos desistiu do ataque, pensando em segurar o adversário. Traduzindo: esperava o Avaí, que não sabia aproveitar. Até que Caio apareceu de novo. Um dos poucos jogadores que se salvam no atual elenco avaiano fez um golaço, e detonou a festa na Ressacada, que pude ver, ouvir e sentir. Uma experiência muito legal.

Cumpriu-se o objetivo, e o Estado terá dois times na Série A em 2011. O Avaí conseguiu virar um iminente rebaixamento, empurrado por sua torcida, que deu o gás extra que o time não apresentava. Ela, sim, que fez a diferença. E passado o Brasileirão, é hora de avaliar os erros, que foram muitos.

Mas esse é assunto pra outro post, que publicarei essa semana. Também quero falar do Marquinhos Santos, que estava ao lado de onde eu estava sofrendo com o jogo, e das vantagens da presença da dupla na Série A, que vai ser bom para ambos. A festa foi longe.