sábado, 11 de dezembro de 2010

Televisionamento: mais para quatro, menos para seis

Ontem a noite, a FCF recebeu a última reunião da Associação de Clubes de Santa Catarina. O presidente do Avaí, João Nilson Zunino, que não queria ficar mais uma gestão, acabou aceitando permanecer mais dois anos. E, como não podia deixar de ser, o televisionamento foi assunto. Para quem não sabe, as verbas da RBS TV do ano passado foram divididos de forma igualitária entre os dez times, descontado um comissionamento para a agência Propague (e até agora não sei por que os clubes precisam de agência pra negociar contrato de televisionamento) e para a FCF.

Mas para esse ano, a divisão do bolo mudou. Foi o que disse um diretor do Criciúma ao portal Engeplus:

O Criciúma saiu satisfeito da reunião da Associação de Clubes, realizada ontem à noite na Federação Catarinense de Futebol, em Balneário Camboriu. No encontro, foi discutido o contrato de televisionamento dos jogos do Estadual. "Conseguimos um bom resultado", comemora o diretor financeiro Deloir Brunelli.
O grupo dos quatro principais clubes - Criciúma, Joinville, Figueirense e Avaí -, conseguiu aumentar sua participação no bolo dos recursos do campeonato. "Mas assinamos uma cláusula de sigilo, portanto não podemos informar os valores. Mas garanto que vamos receber um pouco mais".
Segundo Brunelli, o principal argumento utilizado pelos principais clubes é a projeção que eles estão dando ao futebol catarinense. Afinal, em 2010, Criciúma, Joinville e Figueirense conseguiram subir de divisão no Campeonato Brasileiro, enquanto o Avaí se manteve na Série A.

Uma hora os valores aparecem. Ah, e é bom lembrar: em 2012 os clubes não receberão nenhum real da RBS TV pelo televisionamento do Estadual. O dinheiro do primeiro ano de contrato foi repassado de forma adiantada em 2009, quando da briga judicial com a Record, em que um contrato foi assinado com um outro ainda em vigência. Como a RIC levou a melhor, o contrato com a RBS foi prorrogado automaticamente por mais uma temporada. Resta descobrir o destino do dinheiro adiantado: já ouvi que há uma reserva técnica depositada em uma conta bancária para cobrir os custos de 2012, assim como também já ouvi que o dinheiro adiantado foi gasto por alguns clubes.

Injusta a priorização dos quatro? Acho que sim. Baseado no argumento do diretor do Criciúma, esqueceram que a Chapecoense, mesmo não conseguindo o acesso, também fez uma boa Série C e ajudou nessa projeção. Mas os dirigentes dos seis clubes ditos "pequenos" mostraram que não souberam agir politicamente dentro da sua própria Associação.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Ranking "BdR" 2010 sai nos próximos dias

Terminadas todas as participações oficiais dos times de Santa Catarina neste ano, o Blog vai começar a contabilizar os resultados para a montagem do "Ranking Blog do Rodrigo do Futebol Catarinense 2010".

Há duas semanas, o Blog colocou sob consulta popular uma sugestão de aperfeiçoamento do Ranking para este ano. Que, ao invés dos dois anos do ano passado, passassem a ser contabilizados as últimas três temporadas dos times, com peso diferenciado: 2010 com 100%, 2009 em 70% e 2008 com metade de 2009, ou que fosse mantido o esquema do ano passado.

109 pessoas votaram, e 61 deles (55,96%) decidiram que o Ranking passará a contabilizar as últimas três temporadas. Nos próximos dias, o Ranking será divulgado. As regras passam a ser as seguintes:

Os critérios:

Serão considerados os resultados dos clubes nas últimas TRÊS temporadas (2008, 2009 e 2010). Os pontos conquistados por cada equipe serão considerados, e não os títulos.

O cálculo para se chegar aos pontos ganhos em cada jogo é feito da seguinte forma:

Para jogos de campeonatos estaduais, pega-se os pontos ganhos no jogo (1 ou 3) x 1 x (valor do campeonato)

Campeonato Catarinense Divisão Principal - 10
Campeonato Catarinense Divisão Especial - 6
Campeonato Catarinense Divisão de Acesso - 4
Copa Santa Catarina - 8

Para jogos de campeonatos nacionais, pega-se os pontos ganhos no jogo (1 ou 3) x 2 x (valor do campeonato)

Campeonato Brasileiro Série A - 10
Campeonato Brasileiro Série B - 7
Campeonato Brasileiro Série C - 6
Campeonato Brasileiro Série D - 4
Copa do Brasil - 8
Recopa Sul-Brasileira - 5

Para jogos de campeonatos internacionais, pega-se os pontos ganhos no jogo (1 ou 3) x 3 x (valor do campeonato)
Mundial de Clubes - 10
Taça Libertadores - 8
Copa Sul-Americana - 7
Recopa Sul-Americana - 5

(importante notar: Catarinense tem peso 1, Brasileiro 2 e Internacionais 3)

Para a pontuação geral, soma-se os pontos de todos os jogos nos últimos 36 meses (2008 + 2009 + 2010) e se divide pelo número de jogos disputados a cada ano, aplicando-se a desvalorização do ano anterior. Os pontos serão a soma das médias dos três anos.

O Ranking também usará o critério FIFA de desvalorização. Ou seja: os pontos conquistados na penúltima temporada serão multiplicados por 0,7. Traduzindo: os resultados de 2010 levam peso 1, os de 2009, vale 70%, e, a partir deste ano, os de 2008 valem metade de 2009.

Obs.: No caso de empate entre dois ou mais clubes, a ordem apresentada no Ranking é meramente alfabética, não sendo levados em conta os campeonatos disputados pelas agremiações.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

A novela acabou: o JEC está na Série C

Foi uma maratona jurídica daquelas que deixou a torcida joinvilense apreensiva. Mas no fim, deu tudo certo. Convenhamos, seria melhor que o JEC tivesse conseguido o acesso à Série C no campo, para poupar todos de todo esse sofrimento. Os jogadores não foram competentes em campo, mas o América-AM não cumpriu as regras escalando jogador irregular, coisa de time amador, e permitiu que o Joinville buscasse os seus direitos. Com apenas um voto contrário, o time de Manaus perdeu seis pontos, e o clube da Manchester está de volta à terceira divisão do Brasileiro. Tem calendário garantido e abre a possibilidade para que mais um time catarinense dispute a Série D em 2011.

O JEC tem um 2011 muito interessante pela frente. Agora, sob a coordenação de Moisés Cândido, o clube pode injetar aquele profissionalismo que faltou nos últimos anos, quando perdeu títulos em momentos decisivos, somados com problemas extra-campo. O clube atravessa problemas de salários atrasados, mas agora, em um outro patamar, a situação tende a melhorar e muito.

Avaí testa Mauro Galvão

O anúncio de Mauro Galvão como novo responsável pela direção de futebol do Avaí permite algumas análises. Não há o que discutir o histórico dele como jogador. Zagueiro que jogou até depois dos 40, com passagens pela seleção, jogou Copa do Mundo... um currículo irretocável dentro de campo.

Mas o que sobra como jogador, falta como dirigente. Longe de dizer que ele não dará certo na nova função, que era bem exercida por Moisés Cândido, que só saiu do clube por ter ligação com a LA Sports. O que se chama a atenção aqui é o fato do Leão ter trazido um dirigente novo, sem a cancha do antecessor, para buscar a montagem de um time de qualidade para 2011.

Se vai dar certo, só o tempo dirá. Mas será que é a hora certa para apostas?

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Figueirense e Avaí dividindo o mesmo estádio?

O vídeo abaixo é do programa "Bon Vivant", apresentado por Leo Coelho na Record News, e recebeu os presidentes do Avaí, João Nilson Zunino e do Figueirense, Nestor Lodetti. No meio do papo, Zunino lançou a ideia de que Florianópolis possa contar com apenas um Estádio, que seria dividido entre Figueirense e Avaí, a exemplo do que funciona em estádios como Minas Gerais e Ceará.

O assunto vai dar polêmica. Mexe com uma coisa cultural que é o da "casa própria". Mas se o poder público levantasse um estádio de 40 mil pessoas para uso compartilhado, economicamente a ideia não é tão ruim assim. Mas o vídeo vai levantar uma grande discussão, e o presidente alvinegro parece também concordar com a ideia. Com a palavra agora, os torcedores dos dois times.

Moisés Cândido, da Ressacada à Arena Joinville

O Joinville faz aquela que acho ser a mais importante contratação do ano. Buscando profissionalizar a sua gestão do futebol, que estava exageradamente centralizada na figura do presidente Márcio Vogelsanger e do diretor Nereu Martinelli, o clube da Manchester apresentou hoje a tarde Moisés Cândido, um dos responsáveis pela montagem do time do Avaí que conseguiu o acesso a Série A, em 2008, e que foi demitido ontem. Não demorou, já arrumou emprego.

Sem dúvida, um tiro certeiro do JEC, que precisava desse algo a mais dentro da sua organização. Moisés tem muito a agregar ao clube, afinal, tem experiência de Série A.

E não duvide se algum jogador avaiano aparecer por lá.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Dodô no Brusque?

Uma declaração de um diretor do Atlético-PR provocou um burburinho na cidade. Valmor Zimmermann, questionado sobre a possibilidade de contratar o atacante Dodô, deu uma declaração bem vaga: "parece que ele estaria acertando com o Brusque". Foi o suficiente para começar a roda de especulações. Será que o Bruscão vai trazer, de novo, o tal do "jogador medalhão"?

Pelas informações que tive, Dodô tinha um salário de aproximadamente R$ 90 mil na Portuguesa. Quando esteve por aqui, Viola ganhou 100 mil pelo campeonato inteiro. Questionei o diretor de futebol do Bruscão, André Rezini, que, em mensagem no celular, me respondeu: "Não tem Nada, não sei de onde tiraram isso. Não tem 1% de verdade. Pelo menos eu, que sou diretor de futebol, não estou sabendo. Foi ventilado vários nomes, mas nem sabemos se realmente a Havan (patrocinador do clube) vai querer e se vai bancar algum jogador assim".

É um assunto que tem que ser visto com carinho. Viola veio, fez marketing, mas destratou a imprensa, escapou de partidas importantes e foi ganhando a raiva da torcida, além de desagregar o grupo. Trazer um jogador desse tipo tem que ser uma ação muito bem calculada, para evitar riscos semelhantes. Dodô é um jogador em atividade, jogou a Série B deste ano. Mas o custo é muito maior do que o gasto para a vinda de Viola. Não acho que o patrocinador gastaria tanto para um jogador.

Superliga: Time de Vôlei Feminino de Brusque ganha patrocínio

Boa notícia para o time de vôlei feminino de Brusque que disputa a Superliga 2010/2011: Depois de muitas dificuldades no começo de trabalho, onde o time iniciou o torneio sem patrocínio, e perdeu jogadoras pelo não pagamento de salários, a AD Brusque, mantenedora do time, anunciou a assinatura de contrato com a Guabifios, distribuidora de fios da vizinha cidade de Guabiruba, e que viabilizará todo o projeto do time para o campeonato nacional, que terá sua segunda rodada neste final de semana, com o time brusquense enfrentando o Vôlei Futuro, sexta a noite, com transmissão do Sportv.

Pena que os clubes de vôlei, que se acham tão profissionais, rastejam no amadorismo quando se fala em contratos de transmissão. Os times não recebem nenhum tostão do televisionamento (fica tudo com a CBV), e se sujeitam a que seus times sejam chamados por nomes genéricos, e não pelo patrocinador que gasta uma grana preta para montar o time. Se esses clubes fossem unidos e assumissem as negociações de contrato como no futebol, e exigissem a não-ocultação dos nomes reais dos times, assim como funciona nos Estados Unidos, a coisa seria bem melhor.

E o Brusque não levou a Recopa

Primeiro, perdão pelo post tardio. Depois de uma longa viagem em uma rodovia em obras, o cansaço venceu a vontade de escrever.

O Brusque perdeu a Recopa para o Cerâmica em um jogo que dá pra explicar rápido: time começou sonolento, tomou o gol aos nove minutos, o adversário se fechou e o Brusque perdeu várias chances de gol. Mesmo voltando com maior vontade no segundo tempo, não passou pela retranca adversária. Claro que um time que treinou apenas oito dias não pode ser cobrado como quem treinou alguns meses, mas algumas pequenas conclusões dá pra tirar dessa Recopa em Gravataí.

Primeiro, e até o mais óbvio, o entrosamento. A linha de zaga falhou muito na organização da marcação, deixando grandes chances para os adversários. O setor de armação ficou muito a desejar e o ataque precisa colocar a mira em dia.

Esmiuçando: Se num torneio nessas circunstâncias não dá pra avaliar o time, individualmente alguns jogadores ganham ou perdem pontos com treinador e torcida. Dois jogadores em especial voltam do Rio Grande com a obrigação de mostrar mais serviço: um é o atacante Leandrinho, que veio muito falado do Metropolitano, onde seu futebol havia sumido nos últimos meses, e continuou onipresente em campo. Falhou no domínio, criou poucas jogadas e não parece que vai ser o titular do time. A diretoria trouxe Kito, teoricamente para ser titular. Mas ainda é necessário mais um para a posição, ao menos.

O outro é o meia Paulinho, que costumo chamar de "Playstation", pela total previsibilidade dos seus lances. Escalado para a meia-cancha nos dois jogos da Recopa, não conseguiu criar jogadas e sobrecarregou Têti, que teve que se virar sozinho contra uma forte marcação. Contando que Marcelinho me decepcionou bastante na sexta (e achei que trazê-lo era um risco, uma vez que a última vez que ele passou por aqui e jogou bem foi em 2006, quatro anos atrás), o Brusque precisa de mais um jogador de meio-campo, para fazer com Têti o que Diogo Oliveira fazia, um sistema de armação com dois jogadores de qualidade.

Mesmo sem o título, a Recopa foi proveitosa para algumas análises individuais. Mas nada que estrague o planejamento para o Catarinense. E permitirá alguma correção de rota. O torneio não é tão inútil assim como se pensa.