segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Catarinense 2011: Marcílio Dias

CLUBE NÁUTICO MARCÍLIO DIAS
Fundação: 17 de março de 1919
Cores: Azul e Vermelho
Estádio: Dr. Hercílio Luz (Municipal, cedido em comodato ao clube) - 10.000 lugares
Presidente: Abelardo Lunardelli
Técnico: Gelson Silva
Ranking "BdR" 2010: 8o. lugar
Catarinense 2010: Campeão da Divisão Especial



Time tradicional de Santa Catarina, o Marcílio Dias pagou em 2010 os pecados de um passado de má administração do clube. Rebaixado com justiça em 2009, o marinheiro usou o período de quase um ano sem entrar em campo para profundas mudanças, que foram capitaneadas pelo novo presidente, Abelardo Lunardelli. Dentro de campo, o marinheiro sentiu na pele a difícil segundona, com longas viagens e jogos em estádios pequenos. O clube apostou em um time de baixo custo no primeiro turno da segundona, que não foi muito longe. Vendo que precisaria de um time muito melhor para conseguir o acesso, o técnico foi trocado e o time ganhou vários reforços, que levaram o Marcílio ao título, mesmo não mostrando um futebol muito superior aos demais. Mas o objetivo foi alcançado, e isso é o que importa.

Tradicionalmente, times que vêm como campeões da Segundona conseguem bons resultados no ano seguinte, devido a base montada no campeonato anterior, vide Caxias em 2003, Imbituba no ano passado e até o próprio Marcílio em 2000, quando sagrou-se vice-campeão estadual após subir em 1999. E um dos que estavam em campo naquele ano é o comandante do time: Gelson Silva (foto), de 43 anos, que assumiu o clube no meio da Divisão Especial e levou o time ao acesso. Itajaiense de nascimento, Gelson tem na bagagem boas passagens pelo Brusque e Criciúma, além da experiência no Barueri e no Gama. Sem clube, aceitou o desafio no Marcílio e nada mais justo que tenha a oportunidade de continuar na sua volta a elite.

A situação financeira do marinheiro não é comparável aos grandes do futebol de Santa Catarina. O presidente Lunardelli corre incansavelmente atrás de apoio financeiro do empresariado local, e conseguiu montar um time que se encaixa na realidade do clube. Não há um nome bombástico, mas uma base que permaneceu da Divisão Especial, adicionado com alguns reforços que vieram através de uma parceria com o Santos. Dentre os novos, um se destaca: é o atacante Cristiano (foto), de 29 anos, artilheiro do Paraná Clube no Brasileiro de 2006, com passagens por Palmeiras e Bahia. Na espinha dorsal do time marcilista, estão o goleiro Márcio Kessler, o zagueiro Radson (ex-Brusque), os meias Rodrigo Couto e Maicon, e o atacante Leandro Branco (ex-Criciúma).

Talvez o Marcílio Dias seja a maior incógnita do Campeonato. É time que tem camisa, mas não montou um time com figurões. Mas como o clube tem um fator casa muito forte, com uma torcida fiel e um certo entrosamento em campo, poderá conseguir bons resultados. Não o vejo como um favorito ao título, assim como não acho que seja favorito ao rebaixamento. Deve brigar pela vaga na Série D.

2 comentários:

  1. Tava esperando essa matéria sobre o "Marcílião". Uma coisa é certa Rodrigo, se os jogadores mostrarem a garra que tiveram em 2010(a base do time foi mantida), pelo menos no gigantão das avenidas o Marcílio será um adversário duro a ser batido, quanto a qualidade do time até nós torcedores vamos esperar para ver. Uma pergunta: Esse Radson que jogou no Brusque é bom zagueiro?

    Abraço

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